Temas recorrentes: fé/incredulidade

Lições da Bíblia1:

Leia João 3:16-21; 9:35-41; 12:36-46. Como esses textos repetem o tema da fé/incredulidade encontrado no prólogo?

João 3:16-21 (NAA)2: “16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18 Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. 19 A condenação é esta: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. 20 Pois todo aquele que pratica o mal detesta a luz e não se aproxima da luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21 Quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.”

João 9:35-41 (NAA)2: “35 Jesus ouviu que eles tinham expulsado o homem. Ao encontrá-lo, perguntou: — Você crê no Filho do Homem? 36 Ele respondeu: — Quem é, Senhor, para que eu creia nele? 37 E Jesus lhe disse: — Você já o tem visto, e é aquele que está falando com você. 38 Então ele afirmou: — Eu creio, Senhor! E o adorou. 39 Jesus continuou: — Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos. 40 Alguns dos fariseus que estavam perto dele perguntaram-lhe: — Por acaso também nós somos cegos? 41 Jesus respondeu: — Se vocês fossem cegos, não teriam pecado algum. Mas, porque agora dizem: “Nós vemos”, o pecado de vocês permanece.”

João 12:36-46 (NAA)2: “36 Enquanto vocês têm a luz, creiam na luz, para que se tornem filhos da luz. A incredulidade dos judeus Depois de dizer isso, Jesus foi embora e ocultou-se deles. 37 E, embora tivesse feito tantos sinais na presença deles, não creram nele, 38 para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: “Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?” 39 Por isso, não podiam crer, porque Isaías disse ainda: 40  “Cegou os olhos deles e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se convertam, e sejam por mim curados.” 41 Isaías disse isso porque viu a glória dele e falou a respeito dele. 42 No entanto, muitos dentre as próprias autoridades creram em Jesus, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga.”

No Evangelho de João, a humanidade está dividida em dois grandes grupos: os que creem em Jesus e O aceitam como o Messias e os que, tendo a oportunidade de crer, escolhem não fazê-lo.

Os discípulos estão no primeiro grupo, além de pessoas como Nicodemos (que passam a crer lentamente), a samaritana e o cego de nascença. No segundo grupo estão fariseus e sumos sacerdotes, pessoas que presenciaram a multiplicação de pães e peixes e até um dos discípulos, Judas.

É interessante observar que o substantivo “fé/crença” (em grego, pistis) nunca ocorre no Evangelho de João. No entanto, o verbo “crer” (pisteu?) aparece 98 vezes, em comparação com o total de 241 vezes em todo o NT! Esse verbo é um tema muito importante em João. O fato de que o evangelho usa apenas o verbo (em vez do substantivo) parece indicar um aspecto bastante ativo de se tornar cristão. Ser alguém que crê em Jesus é algo que fazemos, e isso se expressa na maneira de viver, não apenas em um conjunto de crenças. O diabo também crê em Jesus (Tg 2:19).

Em João, a principal diferença entre os dois grupos é a forma como se relacionam com Jesus. Os crentes, ou os que passam a crer, têm uma abertura para com Jesus, mesmo quando Ele os confronta ou repreende. Eles vão a Cristo e não fogem. Jesus é a luz que brilha sobre eles. Pela fé, crendo, tornam-se filhos de Deus.

Os incrédulos, por outro lado, normalmente vão até Jesus para afrontá-Lo. Eles são caracterizados por aqueles que amam as trevas e não a luz. Acham difícil aceitar as palavras de Jesus ou O veem quebrando antigas tradições, em vez de atender às expectativas humanas. Eles O julgam, em vez de permitir que a Sua luz os avalie e julgue. Essa atitude, é claro, é vista inúmeras vezes nos líderes religiosos, que, como guias espirituais da nação, deveriam ter sido os primeiros a aceitar Jesus.

De que forma você vive sua fé em Jesus, em vez de apenas concordar que Ele é o Messias? Por que é importante saber a diferença entre as duas coisas? (Mt 7:21-23)

Quarta-feira, 16 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Por causa da incredulidade

Lições da Bíblia1

3. Por que Israel não entrou no descanso prometido? Hb 3:12-19

Hebreus 3:12-19 (ARA)2: “12 Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; 13 pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado. 14 Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos. 15 Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como foi na provocação. 16 Ora, quais os que, tendo ouvido, se rebelaram? Não foram, de fato, todos os que saíram do Egito por intermédio de Moisés? 17 E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos cadáveres caíram no deserto? 18 E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes? 19 Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade.

O triste fato é que os que foram libertos do Egito não puderam entrar no descanso prometido. Quando Israel chegou a Cades-Barneia, na fronteira da terra prometida, ele não teve a fé de que precisava. Os capítulos 13 e 14 de Números explicam que os espias israelitas “falaram mal da terra que haviam espiado” (Nm 13:32). Afirmaram que a terra era boa, mas avisaram que os habitantes eram fortes, as cidades fortificadas, e que não poderiam conquistá-la.

Josué e Calebe concordaram com a declaração de que a terra era boa e não contestaram o fato de que seu povo era forte e as cidades fortificadas, mas afirmaram que Deus estava com eles e os levaria para a terra (Nm 14:7-9). No entanto, aqueles que viram Deus destruir o Egito por meio de pragas (Êx 7–12), aniquilar o exército do faraó no Mar Vermelho (Êx 14), fornecer pão do Céu (Êx 16) e água da rocha (Êx 17), e também manifestar Sua contínua presença e orientação através da nuvem (Êx 40:36-38), deixaram de confiar. É uma trágica ironia que a geração que havia visto tais demonstrações poderosas do poder divino tenha se tornado símbolo de falta de fé (Ne 9:15-17; Sl 106:24-26; 1Co 10:5-10).

Deus promete a Seus filhos dons além do alcance humano. É por isso que se baseiam na graça e são acessíveis apenas por meio da fé. Hebreus 4:2 explica que a promessa que Israel recebeu “não lhes trouxe proveito, porque não foram unidos por meio da fé com aqueles que a ouviram.”

Israel peregrinou até a fronteira da terra prometida como um povo. Quando confrontado com relatos contraditórios, se identificou com os incrédulos. A fé, ou a falta dela, é contagiosa. Por isso Hebreus admoesta seus leitores: “animem uns aos outros” (Hb 3:13), “cuidemos também de nos animar uns aos outros no amor e na prática de boas obras” (Hb 10:24), e “que ninguém fique afastado da graça de Deus” (Hb 12:15).

Continuamos a viajar para a terra prometida como um povo e temos responsabilidade para com os que viajam conosco.

Suas palavras e ações ajudam a edificar a fé das pessoas? Você pode melhorar nisso?

Segunda-feira, 24 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O pecado de Moisés: parte 2

Lições da Bíblia1

Leia Números 20:12, 13. Que motivo específico o Senhor deu a Moisés para ele não entrar na terra? Dt 31:2; 34:4

Números 20:12, 13 (ARA)2: “12 Mas o Senhor disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei. 13 São estas as águas de Meribá, porque os filhos de Israel contenderam com o Senhor; e o Senhor se santificou neles.”

Deuteronômio 31:2 (ARA)2: “e disse-lhes: Sou, hoje, da idade de cento e vinte anos. Já não posso sair e entrar, e o Senhor me disse: Não passarás o Jordão”

Deuteronômio 34:4 (ARA)2: “Disse-lhe o Senhor: Esta é a terra que, sob juramento, prometi a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: à tua descendência a darei; eu te faço vê-la com os próprios olhos; porém não irás para lá.

Segundo o texto, havia mais no pecado de Moisés do que apenas a tentativa de tomar o lugar de Deus, o que já era grave o suficiente. Ele também mostrou falta de fé, o que, para alguém como Moisés, seria imperdoável. Afinal, esse era o homem que, a partir do evento da sarça ardente (Êx 3:2-16), teve uma experiência com Deus diferente do que ocorre com a maioria das pessoas, e ainda, de acordo com o texto, Moisés não creu (Nm 20:12), ou seja, mostrou falta de fé no que o Senhor havia dito e, como resultado, falhou em santificá-Lo diante dos filhos de Israel. Em outras palavras, se Moisés tivesse mantido a calma e feito o correto, mostrando sua própria fé e confiança em Deus em meio à apostasia, ele teria glorificado o Senhor diante do povo e sido, novamente, um exemplo de fé e obediência verdadeiras.

Observe também como Moisés desobedeceu ao que o Senhor lhe disse especificamente que fizesse.

3. Leia Números 20:8. O que o Senhor disse a Moisés que fizesse? O que ele fez? Nm 20:9-11

Números 20:8 (ARA)2: “Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe tirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais.”

Números 20:9-11 (ARA)2: “9 Então, Moisés tomou o bordão de diante do Senhor, como lhe tinha ordenado. 10 Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha, e Moisés lhe disse: Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros? 11 Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais.”

O verso nove mostra Moisés pegando o bordão como o Senhor lhe havia ordenado. Porém, no verso 10, em vez de falar com a rocha, da qual a água teria então fluído como expressão surpreendente do poder divino, Moisés a feriu, não uma, mas duas vezes. Sim, bater em uma pedra e tirar água dela foi um milagre, mas certamente não tão surpreendente quanto apenas falar com ela e ver o mesmo acontecer.

Claro, superficialmente pode parecer que o julgamento divino sobre Moisés foi extremo: depois de tudo o que ele passou, não teria permissão de cruzar o Jordão até a terra prometida. Desde que essa história é contada, indaga-se por que – por um ato precipitado – o que ele esperava por tanto tempo lhe teria sido negado.

Que lição os filhos de Israel devem ter aprendido com o que aconteceu a Moisés?

Segunda-feira, 20 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Quando nosso mundo desmorona – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“‘ELE SERÁ CHAMADO pelo nome de Emanuel […]: Deus conosco’ (Mt 1:23). O brilho do ‘conhecimento da glória de Deus’ é visto ‘na face de Cristo’ (2Co 4:6). Desde os dias da eternidade, o Senhor Jesus Cristo era um com o Pai. Era ‘a imagem de Deus’ (v. 4), a imagem de Sua grandeza e majestade, ‘o resplendor da glória’ divina (Hb 1:3). Foi para manifestar essa glória que Ele veio ao mundo. Veio à Terra obscurecida pelo pecado para revelar a luz do amor de Deus, para ser ‘Deus conosco’. Portanto, a Seu respeito foi profetizado: ‘E Lhe chamará Emanuel’” (Is 7:14; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 19).

“Como teria sido bom para o reino de Judá se Acaz tivesse recebido essa mensagem como vinda do Céu! No entanto, escolhendo apoiar-se no poder humano, buscou ajuda de pagãos. Em desespero, ele enviou uma mensagem a Tiglate-Pileser III, rei da Assíria: ‘Eu sou seu servo e seu filho. Venha me livrar do poder do rei da Síria e do poder do rei de Israel, que se levantam contra mim’ (2Rs 16:7). O pedido foi acompanhado de um valioso presente tirado do tesouro do rei e das reservas do templo” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 329).

Perguntas para consideração

1. Ao tomar decisões, é apropriado pedir sinais a Deus? Quais são os perigos de se fazer isso?

2. É bom ter assistência humana, mas como reconhecemos os limites dessa assistência?

3. O autor russo Leon Tolstói escreveu a um amigo o seguinte: “Uma vez que um homem tenha percebido que a morte é o fim de tudo, também não haverá nada pior do que a vida”. Como nosso conhecimento de que “Deus é conosco” responde a essa afirmação?

Sexta-feira, 15 de janeiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 

Outra oportunidade (Is 7:10-13)

Lições da Bíblia1

Acaz não atendeu ao chamado de Isaías à fé. Portanto, Deus misericordiosamente deu ao rei outra oportunidade, mandando-lhe que pedisse um sinal que fosse “embaixo, nas profundezas, ou em cima, nas alturas” (Is 7:11). Esse foi um dos maiores apelos à fé já feitos a um ser humano. Diferentemente das loterias ou apostas, Deus não colocou restrições em letras miúdas. Ele nem mesmo limitou Sua oferta à metade de Seu reino, como os governantes humanos faziam quando chegavam ao limite de sua generosidade (veja Et 5:6 [“disse o rei a Ester, no banquete do vinho: Qual é a tua petição? E se te dará. Que desejas? Cumprir-se-á, ainda que seja metade do reino.”]; 7:2 [“No segundo dia, durante o banquete do vinho, disse o rei a Ester: Qual é a tua petição, rainha Ester? E se te dará. Que desejas? Cumprir-se-á ainda que seja metade do reino.”]; Mc 6:23 [“E jurou-lhe: Se pedires mesmo que seja a metade do meu reino, eu ta darei.”]). O Senhor estava pronto e disposto a esgotar todo o Céu e a Terra por um rei ímpio, se tão somente ele acreditasse! Como sinal, Acaz poderia ter pedido uma montanha de ouro ou soldados tão numerosos quanto os grãos de areia do Mediterrâneo.

5. Por que Acaz respondeu daquela maneira? Is 7:12

Isaías 7:12 (ARA)2: “Acaz, porém, disse: Não o pedirei, nem tentarei ao Senhor.

À primeira vista, a resposta de Acaz parece piedosa e respeitosa. Ele não tentou a Deus, como os israelitas haviam feito séculos antes, durante sua peregrinação pelo deserto (Êx 17:2; Dt 6:16). Mas a diferença foi que Deus pediu ao rei que O provasse (compare com Ml 3:10 [“Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.”]). O ato de aceitar Sua dádiva irresistivelmente generosa O agradaria, e não tentaria Sua paciência. Mas Acaz nem sequer estava disposto a permitir que Deus o ajudasse a crer. Ele fechou e trancou a porta do coração a fim de excluir a fé.

6. Leia Isaías 7:13. O que o profeta disse nesse texto?

Isaías 7:13 (ARA)2: “Então, disse o profeta: Ouvi, agora, ó casa de Davi: acaso, não vos basta fatigardes os homens, mas ainda fatigais também ao meu Deus?

Isaías destacou que, quando Acaz se recusou a provar a Deus, aparentemente para evitar que Deus Se fatigasse, Acaz, na verdade, fatigou o Senhor. Mas o aspecto mais preocupante é o fato de que nesse verso Isaías usou a expressão “meu Deus”, em contraste com Isaías 7:11, em que o profeta havia pedido ao rei que pedisse um sinal do Senhor, “seu Deus”. Quando Acaz recusou a oferta divina, ele rejeitou que o Senhor fosse seu Deus. O Senhor era o Deus de Isaías, mas não de Acaz.

O que aprendemos sobre a paciência e a vontade de Deus de salvar todos? O que isso revela sobre nossa cegueira e dureza quando não nos rendemos ao Senhor? Mesmo que Deus tivesse dado a Acaz um sinal que ele desejasse, será que Acaz teria acreditado?

Terça-feira, 12 de janeiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Confiança e dúvida

Lições da Bíblia.

“4. O que estava errado com a atitude de Pedro antes da crucifixão de Cristo?” “Então, Jesus lhes disse: Esta noite, todos vós vos escandalizareis comigo; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas. Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vós para a Galiléia. Disse-lhe Pedro: Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim. Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.” (Mateus 26:31-35 RA). “Foi presunçoso e precipitado nas palavras. Deixou de confiar no poder de Deus. Não conhecia a si mesmo e não previa sua reação de covardia.”

“Pedro não foi capaz de enfrentar as ciladas do maligno. Ele tentou enfrentar as tentações de Satanás em sua própria força. Com um presunçoso senso de confiança, tinha pouca ideia da crise que estava por vir. Sozinho no pátio do sumo sacerdote e tremendo ao som do questionamento de uma criada, Pedro negou seu Senhor (Mt 26:69-75). Jesus o havia advertido anteriormente: ‘Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos’ (Lc 22:31, 32). A declaração de Jesus apresenta uma encantadora análise da condição espiritual de Pedro. Confiando em sua própria força, ele se afastou de seu Senhor. Por isso, Jesus usou a expressão ‘quando te converteres’. Pedro precisava de reavivamento espiritual, de mudança de atitude e de reforma.”

“5. Leia João 20:24-29. O que essa passagem revela sobre Tomé? Que lições podemos tirar desse texto?” “Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe, então, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele respondeu: Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei. Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos os seus discípulos, e Tomé, com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente. Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu! Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.” (João 20:24-29 RA). “Ele foi incrédulo: queria ver para crer. Precisamos crer primeiro na Palavra de Deus e ter esperança. Então o Senhor fará maravilhas por nós.”

“Pedro e Tomé tinham uma notável característica em comum. Eles abordavam a fé a partir de uma perspectiva humana. Pedro confiava no que ele podia fazer; e Tomé, no que podia ver. Eles dependiam de seu imperfeito julgamento humano. Mas o Pentecostes fez a diferença. O Pedro transformado pregou destemidamente e três mil pessoas foram batizadas (At 2:41). Pedro percebeu que ele certamente não tinha força para curar o coxo, mas Jesus tem esse poder e o milagre aconteceu (At 3:2-9).”

“Quando as autoridades tentaram silenciá-lo, Pedro proclamou: ‘Nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos’ (At 4:20). Pedro era um homem transformado. Tomé também foi transformado. Acredita-se que ele foi pregar o evangelho na Índia. Embora não muito mais seja dito sobre ele, podemos ter certeza de que também se tornou um novo homem depois do Pentecostes.”

“Com quem você se parece mais em temperamento: Pedro ou Tomé? O que você pode aprender com a experiência deles, para não cometer erros semelhantes?”

Terça-feira, 03 de setembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Independência individual.

Lições da Bíblia.

“Tem havido sempre na igreja os que estão constantemente inclinados à independência individual. Parecem incapazes de compreender que a independência de espírito é susceptível de levar o instrumento humano a ter demasiada confiança em si mesmo e em seu próprio discernimento, de preferência a respeitar o conselho e estimar altamente a maneira de julgar de seus irmãos, especialmente os que se acham nos cargos designados por Deus para guia de Seu povo. Deus investiu Sua igreja de especial autoridade e poder, por cuja desconsideração e desprezo ninguém se pode justificar; pois aquele que assim procede, despreza a voz de Deus.

Os que são inclinados a considerar como supremo seu critério individual, acham-se em grave perigo. É o estudado esforço de Satanás separar a esses dos que são condutos de luz, e por cujo intermédio Deus tem operado para edificar e estender Sua obra na Terra. Negligenciar ou desprezar aqueles que Deus designou para arcar com as responsabilidades da administração ligadas ao progresso da verdade, é rejeitar o meio ordenado por Ele para auxílio, animação e fortalecimento de Seu povo. Passar qualquer obreiro na causa do Senhor por alto a esses, e pensar que a luz não lhe deve vir por nenhum outro instrumento mas diretamente de Deus, é assumir uma atitude em que está sujeito a ser iludido pelo inimigo, e vencido. Em Sua sabedoria, o Senhor tem designado que, mediante a íntima relação mantida por todos os crentes, cristão esteja unido a cristão, igreja a igreja. Assim estará o instrumento humano habilitado a cooperar com o divino. Todo o agente estará subordinado ao Espírito Santo, e todos os crentes unidos num esforço organizado e bem dirigido para dar ao mundo as alegres novas da graça de Deus.” (Ellen G. White, Atos dos apóstolos, p. 163 – 164).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sexta-feira, 24 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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A fé e as curas miraculosas.

Lições da Bíblia

“Até uma leitura superficial dos Evangelhos mostra que grande parte do ministério de Jesus envolveu a cura miraculosa: doentes, cegos, agonizantes e até mortos eram restaurados pelo poder sobrenatural do Senhor. Em muitos casos, também, a fé foi considerada como condição prévia para a cura.”

“E Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou. E, desde aquele instante, a mulher ficou sã.” (Mat. 9:22)

“Tendo ele entrado em casa, aproximaram-se os cegos, e Jesus lhes perguntou: Credes que eu posso fazer isso? Responderam-lhe: Sim, Senhor! Então, lhes tocou os olhos, dizendo: Faça-se-vos conforme a vossa fé.” (Mat. 9:28-29).

“Em contraste, em alguns casos, a descrença foi fator que impediu a cura, como em Nazaré.”

“E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.” (Mat. 13:58).

“Não pôde fazer ali nenhum milagre, senão curar uns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. Admirou-se da incredulidade deles. Contudo, percorria as aldeias circunvizinhas, a ensinar.” (Mar. 6:5-6).

“Mas o fato de a fé ser um componente muito importante dessas curas miraculosas levou alguns a crer que, se falhar uma tentativa de cura pela de oração, será por falta de fé por parte da pessoa que está doente. No entanto, essa é uma compreensão muito superficial e falsa da fé e da cura. […] O fato é que não entendemos por que em alguns casos podemos ver o que obviamente é uma intervenção sobrenatural do Senhor para curar. Em outros casos, a cura vem mediante processos naturais, em que podemos crer apropriadamente que a mão do Senhor trabalhou em favor do doente por meio desses meios. E sempre existem aqueles casos em que, por razões que não entendemos, as curas não vêm como pedimos e desejamos.”

"Em Seus milagres, o Salvador revela o poder que está continuamente operando em favor do homem, para manter e curar. Por intermédio de agentes naturais, Deus está operando dia a dia, hora a hora, momento a momento, para nos conservar em vida, construir e restaurar-nos. Quando qualquer parte do corpo sofre um dano, principia imediatamente um processo de cura; os agentes da natureza põem-se em operação para restaurar a saúde. Mas o poder que opera por intermédio seu é o poder de Deus. Todo poder comunicador de vida tem nEle sua origem. Quando alguém se restabelece de uma enfermidade, é Deus que o restaura." (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 112-113)

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Quinta-feira, 06 de maio de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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