Deus é tardio em irar-Se

Lições da Bíblia1:

Deus fica irado diante do mal porque Ele é amor. O Senhor é tão compassivo e cheio de graça que um profeta bíblico chegou a criticá-Lo por ser misericordioso demais!

Reflita sobre a reação de Jonas ao perdão de Deus aos ninivitas. O que isso nos diz sobre Jonas e sobre Deus? Jn 4:1-4; Mt 10:8

Jn 4:1-4 (NAA)2: “1 Mas Jonas ficou muito aborrecido e com raiva. 2 Ele orou ao Senhor e disse: — Ah! Senhor! Não foi isso que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que tu és Deus bondoso e compassivo, tardio em irar-se e grande em misericórdia, e que mudas de ideia quanto ao mal que anunciaste. 3 Agora, Senhor, peço que me tires a vida, porque para mim é melhor morrer do que viver. 4 E o Senhor disse: — Você acha que é razoável essa sua raiva?”

Mt 10:8 (NAA)2: “Curem enfermos, ressuscitem mortos, purifiquem leprosos, expulsem demônios. Vocês receberam de graça; portanto, deem de graça.”

A reação de Jonas revela dois fatos principais. Primeiro, mostra a severidade de Jonas. Ele odiava tanto os assírios pelo que haviam feito a Israel que não queria que Deus lhes demonstrasse misericórdia alguma.

Que lição para nós! Devemos ter cuidado com essa atitude, mesmo que pareça lógica. As pessoas que receberam a graça de Deus deveriam ser as primeiras a reconhecer que essa graça é imerecida e, assim, estar dispostas a estendê-la aos outros.

Em segundo lugar, a reação de Jonas reforça o fato de que a compaixão é central no caráter de Deus. Jonas estava tão familiarizado com a misericórdia de Deus que sabia que Ele desistiria de trazer juízo contra Nínive (Jn 4:2). Deus trata de forma justa e misericordiosa a todos os povos e nações.

A expressão traduzida como “tardio em irar-Se” (NAA) ou “paciente” (NTLH) significa literalmente “ter um nariz comprido”. No hebraico, a ira era associada metaforicamente ao nariz, e o comprimento do nariz representa quanto tempo alguém leva para ficar irado.

Referências a Deus como tendo um “nariz comprido” significam que Ele é tardio em irar-Se e muito paciente. Enquanto podemos ficar irados rapidamente, Deus é longânimo e paciente, concedendo Sua graça de maneira generosa. No entanto, isso não significa justificar o pecado ou fechar os olhos à injustiça. Pelo contrário, o próprio Deus, na cruz, realizou expiação do pecado e do mal, para que pudesse ser justo e, ao mesmo tempo, declarar justos aqueles que creem em Jesus (Rm 3:25, 26).

Você já falhou em demonstrar misericórdia a alguém que o ofendeu? Como podemos nos lembrar do que Deus fez por nós para então estender graça aos outros? Como fazer isso sem justificar o pecado nem tolerar o abuso e a opressão?

Segunda-feira, 27 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Angustiado pelo mal

Lições da Bíblia1:

Deus ama a justiça e odeia o mal. O pecado e o mal despertam ira, uma emoção expressa em favor dos injustiçados, mesmo nos casos em que o mal afeta principalmente a própria pessoa. Deus odeia o mal porque ele causa dor às Suas criaturas, inclusive quando é causado por elas mesmas. Deus é repetidamente provocado à ira pelo que os estudiosos chamam de “ciclo da rebelião”:

  1. O povo se rebela contra Deus e pratica o mal, incluindo atrocidades horríveis, como o sacrifício de crianças e outras ações abomináveis aos olhos do Senhor.
  2. Deus Se afasta em resposta às escolhas do próprio povo.
  3. O povo é oprimido por nações estrangeiras.
  4. Ele clama a Deus por libertação.
  5. Em Sua graça, Deus concede libertação ao povo.
  6. O povo volta a se rebelar contra Deus, às vezes errando de uma forma ainda mais gritante.
  7. Diante desse ciclo de maldade e infidelidade, Deus enfrenta repetidamente a infidelidade humana, mas mantém Sua fidelidade sem fim, longanimidade inabalável, graça extraordinária e profunda compaixão.

1. Leia o Salmo 78. O que essa passagem revela sobre a resposta de Deus diante das frequentes rebeliões de Seu povo?

Salmo 78 (NAA): “1 Meu povo, escute a minha lei; dê ouvidos às palavras da minha boca. 2 Abrirei os meus lábios para proferir parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos. 3 O que ouvimos e aprendemos, o que os nossos pais nos contaram, 4 não o encobriremos a seus filhos; contaremos à geração vindoura os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez. 5 Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou aos nossos pais que os transmitissem a seus filhos, 6 a fim de que a nova geração os conhecesse, e os filhos que ainda hão de nascer se levantassem e, por sua vez, os contassem aos seus descendentes; 7 para que pusessem a sua confiança em Deus e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos; 8  e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus. 9 Os filhos de Efraim, embora armados com arcos, bateram em retirada no dia do combate. 10 Não guardaram a aliança de Deus, não quiseram andar na sua lei; 11 esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes havia mostrado.  12 Deus fez prodígios na presença de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã. 13 Dividiu o mar e os fez passar por ele; fez parar as águas como um montão. 14 Durante o dia, os guiou com uma nuvem e de noite, com um clarão de fogo. 15 No deserto, fendeu rochas e lhes deu de beber abundantemente como de abismos.  16 Da pedra fez brotar torrentes, fez manar água como rios. 17 Mas, ainda assim, continuaram a pecar contra ele e se rebelaram, no deserto, contra o Altíssimo. 18 Tentaram a Deus no seu coração, pedindo alimento que lhes fosse do gosto. 19 Falaram contra Deus, dizendo: ‘Será que Deus pode preparar-nos uma mesa no deserto? 20 É verdade que ele feriu a rocha, e dela manaram águas, transbordaram as torrentes. Mas será que ele pode dar-nos pão também? Ou fornecer carne para o seu povo?’ 21 Ouvindo isto, o Senhor ficou indignado; acendeu-se fogo contra Jacó, e também se levantou o seu furor contra Israel, 22 porque não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação. 23 Mesmo assim, deu ordens às nuvens e abriu as portas dos céus; 24 fez chover maná sobre eles, para alimentá-los, e lhes deu cereal do céu. 25 Todos comeram o pão dos anjos; ele enviou-lhes comida à vontade. 26 Fez soprar no céu o vento do Oriente e pelo seu poder conduziu o vento do Sul. 27 Também fez chover sobre eles carne como poeira e aves numerosas como a areia do mar. 28 Fez com que caíssem no meio do arraial deles, ao redor de suas tendas. 29 Então comeram e se fartaram a valer; pois lhes fez o que desejavam. 30 Porém não reprimiram o apetite. Ainda tinham o alimento na boca, 31 quando se elevou contra eles a ira de Deus, e entre os seus mais robustos semeou a morte, e prostrou os jovens de Israel. 32 Apesar de tudo isso, continuaram a pecar e não creram nas maravilhas de Deus. 33 Por isso, ele fez com que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror. 34 Quando os fazia morrer, eles o buscavam; arrependidos, procuravam Deus. 35 Lembravam-se de que Deus era a sua rocha e o Deus Altíssimo, o seu Redentor. 36 Lisonjeavam-no, porém de boca, e com a língua lhe mentiam.  37 Porque o coração deles não era firme para com ele, nem foram fiéis à sua aliança. 38 Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniquidade e não destrói; muitas vezes desvia a sua ira e não desperta toda a sua indignação. 39 Lembra-se de que eles são simples mortais, vento que passa e não volta mais. 40 Quantas vezes se rebelaram contra ele no deserto e nos lugares áridos lhe causaram tristeza! 41 Tornaram a pôr Deus à prova, ofenderam o Santo de Israel. 42 Não se lembraram do poder dele, nem do dia em que os resgatou do adversário; 43 de como no Egito ele operou os seus sinais e os seus prodígios, no campo de Zoã; 44 e transformou em sangue os rios deles, para que das suas correntes não bebessem. 45 Enviou contra eles enxames de moscas que os devorassem e rãs que os destruíssem.  46 Entregou às lagartas as suas colheitas e aos gafanhotos, o fruto do seu trabalho. 47 Com chuvas de pedra lhes destruiu as vinhas e os seus sicômoros, com geada. 48 Entregou ao granizo o gado deles e aos raios, os seus rebanhos. 49 Lançou contra eles o furor da sua ira: cólera, indignação e calamidade, legião de anjos portadores de males. 50 Deu livre curso à sua ira; não poupou da morte a alma deles, mas entregou a vida deles à peste. 51 Matou todos os primogênitos no Egito, as primícias do vigor nas tendas de Cam. 52 Fez sair o seu povo como ovelhas e o guiou pelo deserto, como um rebanho. 53 Dirigiu-o com segurança, e não tiveram medo, ao passo que o mar submergiu os seus inimigos. 54 Levou-os até a sua terra santa, até o monte que a sua mão direita adquiriu. 55 Da presença deles expulsou as nações, cuja região repartiu com eles por herança; e nas suas tendas fez habitar as tribos de Israel. 56 Ainda assim, tentaram o Deus Altíssimo, e a ele resistiram, e não lhe guardaram os testemunhos. 57 Tornaram atrás e foram infiéis como os seus pais; desviaram-se como um arco enganoso. 58 Pois o provocaram à ira com os seus lugares altos e com as suas imagens de escultura despertaram o seu ciúme.Deus ouviu isso e se indignou; rejeitou completamente o povo de Israel. 60 Por isso, abandonou o tabernáculo de Siló, a tenda de sua morada aqui na terra, 61 e passou a arca da aliança ao cativeiro, e a sua glória, à mão do adversário. 62 Entregou o seu povo à espada e se encolerizou contra a sua própria herança. 63 O fogo devorou os jovens deles, e as suas donzelas não tiveram canto nupcial. 64 Os seus sacerdotes caíram à espada, e as suas viúvas não fizeram lamentações. 65 Então o Senhor despertou como de um sono, como um valente que grita excitado pelo vinho; 66 fez recuar a golpes os seus adversários e os entregou a perpétuo desprezo. 67 Além disso, rejeitou a tenda de José e não elegeu a tribo de Efraim. 68 Pelo contrário, escolheu a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava. 69 E construiu o seu santuário durável como os céus e firme como a terra que estabeleceu para sempre. 70 Também escolheu o seu servo Davi, e o tirou do aprisco das ovelhas, 71 do cuidado das ovelhas e suas crias, para ser o pastor de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança. 72 E ele os apascentou segundo a integridade do seu coração e os dirigiu com sábias mãos.

Amor e justiça estão interligados. A ira divina é a resposta adequada do amor contra o mal, pois o mal sempre causa sofrimento a quem Deus ama. Não há nenhum caso nas Escrituras em que Deus fique irado de forma arbitrária ou injusta.

E embora o povo de Deus O tenha abandonado e traído repetidas vezes ao longo dos séculos, Ele continuou pacientemente a conceder compaixão além de todas as expectativas razoáveis (Ne 9:7-33), demonstrando assim a profundidade insondável de Sua compaixão longânima e de Seu amor misericordioso. Na verdade, de acordo com o Salmo 78:38, Deus, por ser “misericordioso, perdoa a iniquidade e não destrói; muitas vezes desvia a Sua ira e não desperta toda a Sua indignação”.

Você já ficou indignado com o mal feito a outros? Essa emoção o ajuda a entender a ira de Deus diante do mal?

Domingo, 26 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A ira do amor divino

Loções da Bíblia1:

“Contudo, Ele foi misericordioso; perdoou-lhes as maldades e não os destruiu. Vez após vez conteve a Sua ira, sem despertá-la totalmente” (Sl 78:38, NVI).

Embora a compaixão de Deus seja frequentemente reconhecida e admirada, muitos acham perturbadora a ideia de Sua ira. Para alguns, parece contraditório que um Deus de amor possa expressar ira. No entanto, essa noção é equivocada, pois a ira divina é uma manifestação direta de Seu amor.

Alguns afirmam que o Deus do AT é um Deus de ira, enquanto o Deus do NT é um Deus de amor. Mas existe apenas um Deus, revelado como o mesmo em ambos os testamentos. O Deus que é amor manifesta ira contra o mal – precisamente por causa de Seu amor. O próprio Jesus expressou profunda ira contra o mal, e o NT ensina repetidamente sobre a ira justa e apropriada de Deus.

A ira de Deus representa sempre Sua reação justa e amorosa diante do mal e da injustiça. Essa ira divina é uma justa indignação provocada pela bondade e pelo amor perfeitos, buscando o pleno desenvolvimento de toda a criação. A ira de Deus é, em essência, a resposta adequada de amor ao mal e à injustiça. Assim, o mal desperta a paixão de Deus em defesa das vítimas e contra os responsáveis pelo mal. Portanto, a ira divina é outra manifestação do amor divino.

Sábado, 25 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Um Deus apaixonado e compassivo – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo [CPB, 2022], p. 10-34 (“As bem-aventuranças”).

“Os que têm intuição de sua profunda pobreza espiritual e veem que em si mesmos nada possuem de bom encontrarão justiça e força olhando para Jesus. […]

“Ele nos sugere que troquemos nossa pobreza pelas riquezas de Sua graça. Não somos dignos do amor de Deus, mas Cristo, nossa segurança, é digno e completamente capaz de salvar todos os que recorrem a Ele. Qualquer que tenha sido nossa vida passada, por mais desanimadoras que sejam as circunstâncias presentes, se formos a Jesus exatamente como somos, fracos, incapazes e desesperançados, nosso compassivo Salvador dará todos os passos necessários ao nosso encontro e em torno de nós lançará os braços de amor e as vestes de Sua justiça. Ele nos apresenta ao Pai trajados nas vestes brancas de Seu próprio caráter. Ele roga a Deus em nosso favor, dizendo: ‘Eu tomei o lugar do pecador. Não olhe para este filho desgarrado, mas para Mim.’ Quando Satanás intervém em altos brados contra nós, acusando-nos de pecado e reivindicando-nos como presa sua, o sangue de Cristo intercede com maior poder” (O Maior Discurso de Cristo, p. 11, 12).

Perguntas para consideração

1. Jesus nos “apresenta ao Pai trajados nas vestes brancas de Seu próprio caráter”. Podemos ficar desanimados devido aos nossos pecados e não conseguir refletir o amor que Deus derrama sobre nós. Apesar disso, por que devemos sempre retornar à maravilhosa notícia de que somos aceitos por Deus por meio de Jesus?

2. Na história das mulheres que se apresentaram a Salomão, como a mãe verdadeira se sentiu? Pense na figura da compaixão materna (1Rs 3:26). Isso esclarece a linguagem usada para descrever as emoções de Deus para com Seu povo (Os 11:8)?

3. Em Sua compaixão, como Jesus respondia às necessidades das pessoas? Ele as supria. De que formas práticas podemos oferecer conforto aos que necessitam dele?

Sexta-feira, 24 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Compassivo e apaixonado

Lições da Bíblia1:

Deus é compassivo e apaixonado, e essas emoções divinas são exemplificadas de forma suprema em Jesus Cristo. Deus Se compadece de nós (Is 63:9; Hb 4:15), é tocado pelo sofrimento de Seu povo (Jz 10:16; Lc 19:41) e está disposto a ouvir, responder e oferecer conforto (Is 49:10, 15; Mt 9:36; 14:14).

5. Leia 1 Coríntios 13:4-8. Como esse texto nos convida a refletir o amor compassivo de Deus em nossos relacionamentos com os outros?

1 Coríntios 13:4-8 (NAA)2: “4 O amor é paciente e bondoso. O amor não arde em ciúmes, não se envaidece, não é orgulhoso, 5 não se conduz de forma inconveniente, não busca os seus interesses, não se irrita, não se ressente do mal. 6 O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. 7 O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8 O amor jamais acaba. Havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará.”

Buscamos nos relacionar com pessoas que possuam o amor descrito em 1 Coríntios 13:4 a 8. Mas com que frequência nos esforçamos para nos tornar esse tipo de pessoa para os outros? A verdade é que não conseguimos, por nós mesmos, ter essas qualidades do amor (1Co 13:7, 8). Só podemos vivenciar esse amor como fruto do Espírito Santo. Devemos louvar ao Senhor porque o Espírito Santo derrama o amor de Deus no coração daqueles que, pela fé, estão em Cristo Jesus (Rm 5:5).

Diante disso, devemos nos perguntar: pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo, como podemos, na prática, responder e refletir o amor divino – que é profundamente emocional, mas sempre perfeitamente justo e racional? Primeiro, a única resposta adequada é adorar o Deus que é amor. Em segundo lugar, devemos responder ao amor de Deus expressando compaixão e amor benevolente pelos outros de forma ativa. Não devemos apenas buscar conforto em nossa fé cristã, mas também sermos motivados a consolar os outros. Por fim, devemos reconhecer que não temos o poder de transformar nosso coração. Somente Deus pode fazê-lo.

Devemos, portanto, pedir a Deus que nos dê um novo coração, repleto de amor puro e purificador para com Ele e para com os outros, que exalta o que é bom e remove toda sujeira que há dentro de nós.

Que esta seja nossa oração: “E o Senhor faça com que cresça” “o amor de uns para com os outros e para com todos”, “a fim de que o [nosso coração] seja fortalecido em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai” (1Ts 3:12, 13).

Por que morrer para si mesmo, para o egoísmo e para a corrupção é o único modo de revelar esse amor? Que decisões podemos tomar para experimentar essa morte?

Quinta-feira, 23 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Um Deus ciumento?

Lições da Bíblia1:

A expressão “Deus compassivo” vem de el rahum (Dt 4:31), em que el significa “Deus” e rahum está ligado à palavra que significa “compaixão” (rah am). No entanto, o Senhor é chamado não apenas de Deus compassivo, mas também de “Deus zeloso” ou, mais literalmente, “Deus ciumento” (el qana’). “O Senhor, o Deus de vocês, é fogo consumidor, é Deus zeloso [el qana’]” (Dt 4:24; Dt 6:15; Js 24:19; Na 1:2).

4. Paulo diz que o “amor não arde em ciúmes” (1Co 13:4). Como, então, o Senhor pode ser ciumento? Leia 2 Coríntios 11:2 e considere a forma como o povo de Deus foi infiel a Ele ao longo da história (Sl 78:58). Que luz essas passagens lançam sobre a ideia do “ciúme” divino?

2 Coríntios 11:2 (NAA)2: “Tenho zelo por vocês com um zelo que vem de Deus, pois eu preparei vocês para apresentá-los como virgem pura a um só esposo, que é Cristo.

Salmo 78:58 (NAA)2: “Pois o provocaram à ira com os seus lugares altos e com as suas imagens de escultura despertaram o seu ciúme.”

O “ciúme” de Deus é mal interpretado. Quando afirmamos que um parceiro é ciumento, isso não é elogio. O termo “ciúme” tem sentido negativo. No entanto, na Bíblia, o ciúme divino não é associado a algo negativo, mas é o zelo justo de um marido amoroso que busca fidelidade e um relacionamento exclusivo com sua esposa.

Embora exista um tipo de ciúme contrário ao amor (1Co 13:4), de acordo com 2 Coríntios 11:2 existe um “ciúme” bom e justo. Paulo se refere a ele como o ciúme “que vem de Deus” (2Co 11:2). O ciúme divino é exclusivamente e sempre justo, podendo ser entendido como o amor apaixonado de Deus por Seu povo.

A paixão (qana’) de Deus por Seu povo decorre do Seu profundo amor por ele. O Senhor deseja um relacionamento exclusivo com Seu povo. Somente Ele deve ser nosso Deus. No entanto, o Senhor é descrito como um cônjuge desprezado, cujo amor não é correspondido (Os 1–3; Jr 2:2; 3:1-12). Assim, o “ciúme” ou “zelo” de Deus sempre é justificado, pois é uma reação à infidelidade e à iniquidade das pessoas. O ciúme (ou “amor apaixonado”) de Deus não possui nenhuma das conotações negativas do ciúme humano. Nunca se trata de inveja, mas sempre da paixão justa e apropriada de Deus por um relacionamento exclusivo com o Seu povo e para o bem deste.

Como cultivar em relação aos outros o “ciúme” positivo que Deus demonstra em relação a nós?

Quarta-feira, 22 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A compaixão de Jesus

Lições da Bíblia1:

No NT, o mesmo tipo de imagem encontrado no AT é utilizado para representar a compaixão de Deus. Paulo se refere ao Senhor como o “Pai de misericórdias e Deus de toda consolação” (2Co 1:3). Em Efésios 2:4, ele diz que Deus é “rico em misericórdia” e redime os seres humanos “por causa do grande amor com que nos amou”.

Nas parábolas, Cristo usa expressões de emoção profunda e comovente para descrever a compaixão do Pai (Mt 18:27; Lc 10:33; 15:20). A mesma linguagem que descreve a compaixão divina no AT e no NT é utilizada nos evangelhos, de modo mais específico, para representar as ações compassivas de Jesus diante dos sofredores.

3. Leia Mateus 9:36; 14:14; Marcos 1:41; 6:34; Lucas 7:13. Veja também Mateus 23:37. Como esses versos bíblicos revelam a sensibilidade de Cristo diante da situação das pessoas?

Mateus 9:36 (NAA)2: “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.”

Mateus 14:14 (NAA)2: “Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos.”

Marcos 1:41 (NAA)2: “Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo!”

Marcos 6:34 (NAA)2: “Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas.”

Lucas 7:13 (NAA)2: “Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores!”

Mateus 23:37 (NAA)2: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!”

Nos evangelhos, repetidas vezes, é dito que Cristo era movido pela compaixão diante das pessoas que enfrentavam aflições ou necessidades. E Ele não apenas sentia compaixão, mas também atendia às necessidades das pessoas.

Além disso, Jesus também lamentava por Seu povo. Imaginamos as lágrimas em Seus olhos enquanto Ele olhava para a cidade e dizia: “Quantas vezes Eu quis reunir os seus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, mas vocês não quiseram!” (Mt 23:37). Aqui, vemos que o lamento de Cristo está intimamente relacionado ao que é descrito a respeito de Deus em todo o AT. Muitos estudiosos da Bíblia observam que a imagem de uma ave cuidando de seus filhotes era usada apenas em relação às divindades no Antigo Oriente Próximo. Em Mateus 23:37, muitos autores veem uma referência à imagem de Deuteronômio 32:11, onde Deus é comparado a uma ave que paira sobre seus filhotes, protegendo-os e cuidando deles.

O maior exemplo da compaixão de Deus é Jesus, que Se entregou por nós. No entanto, Cristo não é apenas a imagem perfeita de Deus, mas também é o modelo perfeito de humanidade. Como imitar a vida de Cristo, atentando para as necessidades dos outros, e, assim, não apenas pregar o amor de Deus, mas demonstrá-lo de maneira concreta?

Terça-feira, 21 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Amor angustiante

Lições da Bíblia1:

O livro de Oseias escancara a incalculável profundeza do amor de Deus por Seu povo. Ele ordenou ao profeta Oseias: “Vá e case com uma prostituta, e tenha com ela filhos de uma prostituta. Porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor” (Os 1:2). Posteriormente, o capítulo 11 de Oseias retrata o relacionamento de Deus com Seu povo, utilizando a metáfora de um pai amoroso em relação ao seu filho.

2. Leia Oseias 11:1-9. Como as imagens presentes nesses versículos ilustram a maneira pela qual Deus ama o Seu povo e cuida dele?

Oseias 11:1-9 (NA)2: 1 “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho. 2 Quanto mais eu os chamava, tanto mais se afastavam de mim; sacrificavam a baalins e queimavam incenso às imagens de escultura. 3 Mas fui eu que ensinei Efraim a andar; tomei-os nos meus braços, mas eles não entenderam que era eu que os curava. 4 Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor; fui para eles como quem alivia o jugo de sobre o pescoço e me inclinei para dar-lhes de comer.” 5 “Não voltarão para a terra do Egito, mas o assírio será o seu rei, porque se recusam a voltar para mim. 6 A espada cairá sobre as suas cidades, consumirá os seus ferrolhos, e as devorará, por causa dos seus caprichos. 7 Porque o meu povo é inclinado a rebelar-se contra mim; se são chamados a dirigir-se para o alto, ninguém o faz.  8 Como poderia eu abandoná-lo, Efraim? Como poderia entregá-lo, Israel? Como faria com você o que fiz com Admá? Como poderia fazer de você outra Zeboim? Meu coração se comove dentro de mim; toda a minha compaixão se manifesta.Não executarei o furor da minha ira; não voltarei para destruir Efraim. Porque eu sou Deus e não homem; sou o Santo no meio de vocês. Não virei com ira.

O amor de Deus por Seu povo é comparado ao afetuoso cuidado de um pai por seu filho. As Escrituras usam imagens poderosas, como ensinar uma criança a andar, carregar o filho nos braços, curar e prover sustento, demonstrando o cuidado terno e amoroso de Deus por Seu povo. Deus “carregou” Seu povo “como um pai carrega o próprio filho” (Dt 1:31, NVI). “Por Seu amor e por Sua compaixão, Ele mesmo os remiu, os tomou e os conduziu todos os dias da antiguidade” (Is 63:9).

Em contraste com a fidelidade inabalável de Deus, Seu povo mostrou-se repetidamente infiel, acabando por afastar o Senhor e trazer juízo sobre si mesmo, entristecendo-O profundamente. Deus é compassivo, mas Sua compaixão nunca deixa de lado Sua justiça (como veremos mais à frente, o amor e a justiça andam juntos).

Você já ficou tão aflito que seu estômago se embrulhou? Essa é a ilustração usada para descrever a intensidade das emoções de Deus em relação ao Seu povo. A imagem do coração se contorcendo e da compaixão despertada é uma expressão idiomática que reflete emoções profundas, tanto de Deus quanto dos seres humanos.

A imagem da compaixão despertada (kamar) ocorre, por exemplo, na história das duas mulheres que se apresentaram a Salomão, ambas afirmando serem a mãe do bebê. Quando o rei ordenou que a criança fosse dividida ao meio (sem a intenção real de fazê-lo), essa imagem descreve a emoção da mãe verdadeira (1Rs 3:26; Gn 43:30).

Nenhum amor terreno pode ser comparado ao amor dos pais. Isso nos ajuda a entender o amor de Deus por nós? Que conforto podemos, e devemos, extrair dessa verdade?

Segunda-feira, 20 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.