Maior do que o amor de mãe

Lições da Bíblia1:

Provavelmente, o amor mais impactante é o amor dos pais pelos filhos. A Bíblia utiliza a imagem do relacionamento entre pais e filhos para ilustrar a extraordinária compaixão de Deus pelos seres humanos, destacando que Sua compaixão ultrapassa até mesmo a mais profunda e bela expressão humana dessa emoção.

1. Leia o Salmo 103:13; Isaías 49:15; Jeremias 31:20. O que essas imagens transmitem sobre a natureza e a profundidade da compaixão de Deus?

Salmo 103:13 (NAA)2: “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem.”

Isaías 49:15 (NAA)2: “O Senhor responde: Será que uma mulher pode se esquecer do filho que ainda mama, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, porém, não me esquecerei de você.”

Jeremias 31:20 (NAA)2: “‘Não é Efraim o meu filho querido, o filho das minhas delícias? Pois sempre que falo contra ele, lembro dele com ternura. Por isso, o meu coração se comove por ele, e dele certamente me compadecerei’, diz o Senhor.”

Deus Se relaciona conosco como Seus filhos amados, cuidando de nós com o mesmo amor que pais têm por seus filhos. No entanto, ainda que uma mãe se esqueça “do seu bebê que ainda mama” ou não tenha “compaixão do filho que gerou”, Deus jamais Se esquecerá dos Seus filhos (Is 49:15, NVI; Lm 3:22).

A palavra hebraica usada nesses e em outros textos bíblicos é raham, que geralmente é traduzida como “compaixão” ou “misericórdia” e descreve o amor generoso e compassivo de Deus. Ela provavelmente tem origem no termo hebraico para útero (rehem). Assim, a compaixão de Deus pode ser comparada ao profundo amor materno que nasce do íntimo. Na verdade, é infinitamente maior do que qualquer compaixão humana, incluindo a da mãe por seu filho recém-nascido.

Deus descreve o povo da aliança como o “Meu filho querido” e o “filho das Minhas delícias”, apesar das suas muitas rebeliões. Deus declara: “O Meu coração se comove por ele, e dele certamente Me compadecerei” (Jr 31:20). O termo traduzido como “Me compadecerei” refere-se à compaixão (raham) divina. A expressão “o Meu coração se comove” pode ser traduzida literalmente como “Minhas entranhas rugem”. Essa descrição vem de uma linguagem enraizada profundamente nas entranhas da emoção divina, retratando a profundidade do amor de Deus por Seu povo. Apesar da infidelidade do povo, Ele concede Sua compaixão além de todas as expectativas.

A compaixão de Deus é semelhante à de um pai ou uma mãe amorosos. Isso é reconfortante. No entanto, alguns têm dificuldade em assimilar essa ideia, especialmente se não tiveram experiências positivas com seus pais. Como podemos expressar a compaixão de Deus a essas pessoas de outras maneiras?

Domingo, 19 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Um Deus apaixonado e compassivo

Lições da Bíblia1:

“Será que uma mulher pode se esquecer do filho que ainda mama, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, Eu, porém, não Me esquecerei de você” (Is 49:15).

As emoções são vistas como indesejáveis e algo a ser evitado. Para alguns, as emoções são inerentemente irracionais , e, por isso, pessoas maduras não deveriam ser “emocionais”. Em algumas correntes da filosofia grega antiga, idealizava-se o indivíduo “racional”, que seria (em grande parte) imune às paixões, ou que conseguiria controlar as emoções por meio da razão, como um modelo a ser seguido.

Emoções descontroladas podem causar problemas. No entanto, Deus nos criou com a capacidade de sentir emoções, e Ele próprio é apresentado nas Escrituras como Alguém que experimenta emoções profundas. Se Deus experimenta emoções, como a Bíblia descreve invariavelmente, elas não podem ser inerentemente ruins ou contrárias à razão, pois o Deus da Bíblia é perfeitamente bom e possui sabedoria perfeita.

De fato, há belas verdades a serem extraídas da compreensão de que o amor de Deus por nós é profundamente emocional. Contudo, é importante ressaltar que, ainda que o amor de Deus (emocional ou não) seja perfeito, ele não deve ser considerado idêntico às emoções que nós, seres humanos, experimentamos.

Sábado, 18 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Agradando a Deus – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 533-549 (“Não se turbe o vosso coração”).

“O Senhor fica decepcionado quando Seu povo pensa que tem pouco valor. Deseja que Sua herança escolhida seja avaliada segundo o preço que Ele lhe deu. Deus a desejava, caso contrário não enviaria Seu Filho em uma missão que custaria um preço tão alto, a fim de redimi-la. Ele tem um propósito para cada um e Se agrada muito quando Lhe fazem os maiores pedidos, para que glorifiquem Seu nome. Podem esperar grandes coisas, se têm fé em Suas promessas.

“No entanto, orar em nome de Cristo significa muito. Quer dizer que aceitamos Seu caráter, revelamos Suas atitudes e fazemos Suas obras. […] Ele salva as pessoas, não em pecado, mas do pecado; e aqueles que O amam mostrarão seu amor por meio da obediência. […]

“Se permitirmos, Ele Se identificará de tal forma com nossos pensamentos e propósitos, moldará de tal maneira nosso coração e mente em conformidade com Sua vontade, que, quando Lhe obedecermos, estaremos apenas seguindo nossos próprios impulsos. […] Mediante a comunhão com Deus, o pecado se tornará abominável para nós” (O Desejado de Todas as Nações, p. 536, 537).

Perguntas para consideração

1. O que significa “receber de maneira altruísta”? Como você acha que será a relação entre dar e receber no Céu e na nova Terra?

2. Chegando de longe, de um ponto talvez além do alcance do Telescópio Espacial James Webb, os seres celestiais se dirigiram a Daniel como hamudot, que significa “amado”, “desejável”, “precioso”. E fizeram isso três vezes. Em Daniel 9:23, Gabriel diz: ki hamudot attah, “porque você é muito amado” (NVI). Em Daniel 10:11, um ser celestial (talvez Gabriel novamente) o chama de ish hamudot, “homem muito amado”, uma expressão repetida depois (Dn 10:19). O que isso diz sobre Deus? Ele está próximo de nós? Isso lhe traz esperança?

Sexta-feira, 17 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Um alvo digno

Lições da Bíblia1:

Como resultado da misericórdia de Deus e da mediação de Cristo, o Senhor tem prazer até mesmo nas menores manifestações de resposta ao Seu amor. Por meio do Único que merece o nosso amor e é perfeitamente justo, somos considerados justos e incluídos entre os amados de Deus, que viverão com Ele em amor pela eternidade. Essa é a esperança da redenção, que inclui a obra que Cristo realiza por nós no Céu.

Você pode indagar: “Será que isso se aplica a mim? Eu também sou incluído nisso? E se eu não for bom o suficiente ou não tiver fé suficiente?”

7. Leia Marcos 9:17-29. Como Jesus reagiu ao pai do menino? Quanta fé é necessária?

Marcos 9:17-29 (NAA)2: “17 E um, do meio da multidão, respondeu: — Mestre, eu trouxe até o senhor o meu filho, que está possuído de um espírito mudo; 18 e este, sempre que se apossa dele, lança-o por terra, e ele espuma, range os dentes e vai definhando. Pedi aos seus discípulos que o expulsassem, mas eles não puderam. 19 Então Jesus exclamou: — Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei de suportá-los? Tragam o menino até aqui. 20 E eles o trouxeram. Quando ele viu Jesus, o espírito imediatamente agitou o menino com violência, e, caindo ele por terra, revolvia-se espumando. 21 Jesus perguntou ao pai do menino: — Há quanto tempo isso está acontecendo com ele? O pai respondeu: — Desde a infância; 22 e muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o matar. Mas, se o senhor pode fazer alguma coisa, tenha compaixão de nós e ajude-nos. 23 Ao que Jesus respondeu: — “Se o senhor pode”? Tudo é possível ao que crê. 24 E imediatamente o pai do menino exclamou: — Eu creio! Ajude-me na minha falta de fé! 25 Vendo Jesus que muita gente estava se reunindo, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: — Espírito mudo e surdo, eu ordeno a você: Saia deste menino e nunca mais entre nele. 26 E ele, gritando e agitando-o muito, saiu, deixando-o como se estivesse morto, a ponto de muitos dizerem: — Morreu. 27 Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou. 28 Quando Jesus entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram em particular: — Por que nós não pudemos expulsá-lo? 29 Jesus respondeu: — Esse tipo de espírito só pode ser expulso por meio de oração.”

Os discípulos não conseguiram expulsar o espírito imundo, e a esperança parecia perdida. Mas Jesus exortou o pai vacilante, o qual, emocionado, respondeu com lágrimas: “Eu creio! Ajude-me na minha falta de fé!” (Mc 9:23, 24).

Observe que Jesus não disse ao homem: “Volte quando tiver mais fé”. Em vez disso, a exclamação do pai: “Ajude-me na minha falta de fé!” foi o suficiente.

“Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). Ainda assim, Jesus aceita até mesmo a menor fé. E, por meio da fé, pela mediação de Cristo, e pela obra de Cristo em nosso favor, podemos agradá-Lo em nossa resposta a Ele, da mesma forma que um pai fica satisfeito quando um filho lhe traz um presente aparentemente sem valor.

Referindo-se a Deus, Paulo disse que devemos ter o “propósito de Lhe agradar” (2Co 5:9, NVI; Cl 1:10; 1Ts 4:1; Hb 11:5). Devemos pedir a Deus que nos transforme, de modo que o nosso interesse seja o bem daqueles que amamos, e que Ele aumente nosso amor para que esse amor alcance outras pessoas. “Amem uns aos outros com amor fraternal. Quanto à honra, deem sempre preferência aos outros. Quanto ao zelo, não sejam preguiçosos. Sejam fervorosos de espírito. […]” (Rm 12:10-13).

Se Deus nos aceita em Cristo, quanto mais devemos aceitar os outros? A ordem de amar o próximo como a si mesmo (Lv 19:18; Mt 22:39) e a regra de ouro, de fazer aos outros o que queremos que nos façam (Mt 7:12), nos ajudam a entender essa verdade?

Quinta-feira, 16 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Pedras vivas

Lições da Bíblia1:

De que maneira nós, seres pecadores e decaídos, podemos agradar a um Deus santo?

5. Como podemos ser aceitos por Deus? Rm 8:1; 5:8

Rm 8:1 (NAA)2: “Agora, pois, já não existe nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus.”

Rm 5:8 (NAA)2: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores.”

Deus nos oferece graça antes mesmo de qualquer resposta nossa. Antes de qualquer coisa que possamos dizer ou fazer, Ele nos estende Sua mão, concedendo-nos a oportunidade de aceitar ou rejeitar Seu amor. “Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores” (Rm 5:8; compare com Jr 31:3 [“De longe o Senhor lhe apareceu, dizendo: Com amor eterno eu a amei; por isso, com bondade a atraí.”]). Pela fé, por meio da obra de nosso Redentor, podemos ser reconciliados com Deus e nos tornar agradáveis aos Seus olhos.

6. Leia 1 Pedro 2:4-6 e compare com Hebreus 11:6. O que esses textos nos dizem sobre como podemos agradar a Deus?

1 Pedro 2:4-6 (NAA)2: 4 Chegando-se a ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, 5 também vocês, como pedras que vivem, são edificados casa espiritual para serem sacerdócio santo, a fim de oferecerem sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por meio de Jesus Cristo. 6 Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será envergonhado.”

Hebreus 11:6 (NAA)2: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que recompensa os que o buscam.

Sem a intervenção de Deus, as pessoas caídas são incapazes de apresentar algo valioso para Ele. No entanto, o Senhor, em Sua graça e misericórdia, abriu um caminho por meio da obra de Cristo. É só “por meio de Jesus Cristo” que podemos nos tornar pedras vivas e oferecer “sacrifícios espirituais agradáveis a Deus” (1Pe 2:4, 5). Embora seja verdade que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6), Ele, por meio da obra mediadora de Cristo, aperfeiçoa os crentes “em todo o bem, para que possam fazer a vontade Dele”. Com isso, Deus opera “em nós o que é agradável diante Dele, por meio de Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!” (Hb 13:21). Os que respondem a Deus pela fé são considerados justos aos Seus olhos pela intercessão de Cristo, cuja justiça é a única aceitável. E os que respondem ao convite amoroso de Deus são considerados dignos pela obra de Cristo como Mediador (Lc 20:35), sendo transformados à Sua semelhança (1Co 15:51-57; 1Jo 3:2). Deus realiza a Sua obra redentora não apenas por nós, mas também em nós.

Por que a verdade de que Cristo é o seu Mediador no Céu é tão encorajadora?

Quarta-feira, 15 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Podemos agradar a Deus?

Lições da Bíblia1:

Como é possível que o Soberano do Universo encontre prazer em seres humanos, que são apenas bolhas efêmeras de protoplasma habitando um pequeno planeta num Universo tão vasto? Como podem os seres humanos ser tão valiosos para Deus, que é todo-poderoso e não precisa de nada? Essas questões podem ser analisadas em dois aspectos: (1) Como Deus poderia ser agradado? (2) Como os seres humanos podem agradá-Lo, especialmente diante da nossa pecaminosidade? A lição de hoje discute o primeiro aspecto dessas questões, enquanto a de amanhã abordará o segundo.

4. Leia Isaías 43:4; Salmo 149:4; Provérbios 15:8, 9. O que esses textos nos dizem sobre o prazer de Deus em Seu povo?

Isaías 43:4 (NAA)2: “Visto que você é precioso aos meus olhos e digno de honra, e porque eu o amo, darei homens por você e povos em troca de sua vida.”

Salmo 149:4 (NAA)2: “Porque o Senhor se agrada do seu povo e exalta os humildes com a salvação.”

Provérbios 15:8, 9 (NAA)2: “8 O Senhor detesta o sacrifício dos ímpios, mas a oração dos retos é o seu prazer. 9 O Senhor detesta o caminho do ímpio, mas ama o que segue a justiça.”

Deus pode ser agradado pelos seres humanos porque Ele os ama de tal maneira que busca o bem deles. É como alguém que ama os outros e cuida deles.

Por outro lado, Deus fica descontente com Seu povo quando ele pratica o mal. Embora o Senhor deteste o “sacrifício” e o “caminho” dos ímpios, a “oração dos retos é o Seu prazer”, e Ele “ama o que segue a justiça” (Pv 15:8, 9). Deus não apenas Se desagrada com o mal, mas Ele Se deleita na bondade. O texto também coloca o prazer e o amor divinos em relacionamento direto um com o outro, mostrando a profunda conexão que existe entre o amor de Deus e o Seu prazer, que aparece em toda a Bíblia.

“O Senhor ama os justos” (Sl 146:8). Em 2 Coríntios 9:7, Paulo diz: “Deus ama quem dá com alegria.” É importante notar o que esses textos não dizem. Eles não ensinam que Deus ama exclusivamente os justos ou apenas quem dá com alegria. Deus ama todos. No entanto, para que esses textos sejam levados a sério, devem significar que Deus ama os “justos” e aquele que “dá com alegria” em algum sentido especial. O que vimos em Provérbios 15:8 e 9 dá uma pista: Deus ama esses indivíduos no sentido de encontrar “prazer” neles, ou seja, de ficar feliz com suas atitudes.

A conexão que existe entre o Céu e a Terra é tão profunda que o Criador do Universo Se envolve de modo próximo conosco, até mesmo em nível emocional. Que esperança extraordinária essa verdade lhe oferece, especialmente em momentos difíceis?

Terça-feira, 14 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Alegrando-Se com júbilo

Lições da Bíblia1:

Por mais difícil que seja imaginar, Deus considera cada pessoa de valor incalculável, e é por isso que Ele Se alegra com a salvação de uma única pessoa.

2. O texto de Sofonias 3:17 lança luz sobre a parábola do filho pródigo?

Sofonias 3:17 (NAA)2: “O Senhor, seu Deus, está no meio de você, poderoso para salvar. Ele ficará muito contente com você. Ele a renovará no seu amor, e se encherá de júbilo por causa de você.

Sofonias 3:17 revela o prazer de Deus por Seu povo redimido. O texto original contém algumas das palavras hebraicas mais importantes relacionadas à alegria e ao prazer, enfatizando a satisfação que o Senhor encontra em Seu povo redimido. É como se nenhum termo isolado fosse suficiente para descrever a imensidão do prazer que Deus terá naquele dia.

Observe também que, segundo esse versículo, Deus está “no meio” de Seu povo. A reconciliação que surge da relação de amor vem com a presença imediata de Deus. Assim como o pai, que, ao avistar o filho ao longe, sai correndo, Sofonias 3:17 descreve Deus no meio de Seu povo.

Em Isaías 62:4, ideias semelhantes são apresentadas usando a analogia do casamento. Jerusalém “será chamada Hefzibá”, que significa “O Meu prazer está nela”, e sua terra será chamada de “Beulá”, que significa “Casada”. Por quê? O texto responde: “Pois o Senhor terá prazer em você, e a sua terra estará casada” (Is 62:4, NVI). O auge da alegria de Deus está reservado para o dia da restauração, quando Ele receberá o Seu povo e Se alegrará por nós, assim como o pai se alegrou com o filho pródigo.

3. Que tipo de amor também somos chamados a demonstrar? Ef 5:25-28

Ef 5:25-28 (NAA)2: “25 Maridos, que cada um de vocês ame a sua esposa, como também Cristo amou a igreja e se entregou por ela, 26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, 27 para a apresentar a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. 28 Assim também o marido deve amar a sua esposa como ama o próprio corpo. Quem ama a esposa ama a si mesmo.”

Nessa passagem, o marido é exortado a amar a esposa, “como também Cristo amou a igreja e Se entregou por ela”, e a amá-la “como ama o próprio corpo” (Ef 5:25, 28). Esse texto não apenas destaca o tipo de amor altruísta e sacrifical que um marido deve ter por sua esposa, mas também demonstra que o próprio Cristo ama Seu povo (a igreja) como parte de Si mesmo.

Segunda-feira, 13 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Mais valiosos do que podemos imaginar

Lições da Bíblia1:

Não há ninguém que Deus não ame – nem mesmo o pior pecador ou o pior malfeitor. O Senhor valoriza cada pessoa mais do que podemos imaginar. Por isso, Deus Se entristece com o pecado, pois nos ama e compreende o mal que ele nos causa.

1. Leia Lucas 15:11-32. O que a parábola do filho pródigo revela sobre a compaixão e o amor de Deus? Que advertência ela dá àqueles que, assim como o filho mais velho, permanecem na “casa do Pai”?

Lucas 15:11-32 (NAA)2: “11 Jesus continuou: — Certo homem tinha dois filhos. 12 O mais moço deles disse ao pai: “Pai, quero que o senhor me dê a parte dos bens que me cabe.” E o pai repartiu os bens entre eles. 13 — Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá desperdiçou todos os seus bens, vivendo de forma desenfreada. 14 — Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. 15 Então foi pedir trabalho a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a fim de cuidar dos porcos. 16 Ali, ele desejava alimentar-se das alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada. 17 Então, caindo em si, disse: “Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui estou morrendo de fome! 18 Vou me arrumar, voltar para o meu pai e lhe dizer: ‘Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; 19 já não sou digno de ser chamado de seu filho; trate-me como um dos seus trabalhadores.’” 20 E, arrumando-se, foi para o seu pai. — Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou. 21 E o filho lhe disse: “Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; já não sou digno de ser chamado de seu filho.” 22 O pai, porém, disse aos servos: “Tragam depressa a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel no dedo dele e sandálias nos pés. 23 Tragam e matem o bezerro gordo. Vamos comer e festejar, 24 porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” E começaram a festejar. 25 — Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. 26 Chamou um dos empregados e perguntou o que era aquilo. 27 E ele informou: “O seu irmão voltou e, por tê-lo recuperado com saúde, o seu pai mandou matar o bezerro gordo.” 28 — O filho mais velho se indignou e não queria entrar. Saindo, porém, o pai, procurava convencê-lo a entrar. 29 Mas ele respondeu ao seu pai: “Faz tantos anos que sirvo o senhor e nunca transgredi um mandamento seu. Mas o senhor nunca me deu um cabrito sequer para fazer uma festa com os meus amigos. 30 Mas, quando veio esse seu filho, que sumiu com os bens do senhor, gastando tudo com prostitutas, o senhor mandou matar o bezerro gordo para ele!” 31 — Então o pai respondeu: “Meu filho, você está sempre comigo; tudo o que eu tenho é seu. 32 Mas era preciso festejar e alegrar-se, porque este seu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.

Nessa história contada por Jesus, o filho mais novo solicitou antecipadamente sua herança, rejeitando, na prática, seu pai e toda a família. O filho pródigo passou então a esbanjar aquela herança e foi reduzido à pobreza e à fome, chegando a invejar a comida dos porcos. Ao perceber que os servos da casa de seu pai tinham comida mais do que suficiente, decidiu voltar na esperança de se tornar um mero servo.

O que vem a seguir é impactante. Alguns pais rejeitariam um filho que tivesse agido assim e depois voltasse. Alguns pais diriam: “Você recebeu sua herança e foi embora de casa. Não há mais lugar para você aqui.” Essa atitude poderia perecer lógica e razoável, não é? Aos olhos de muitos pais humanos, o filho teria ultrapassado todos os limites para ser aceito de volta em casa, especialmente como filho.

Na parábola, o pai (que representa o próprio Deus) não respondeu de nenhuma dessas formas convencionais. Em vez disso, “vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou” (Lc 15:20). Embora naquela época fosse considerado inconveniente o dono da casa sair correndo para encontrar alguém, o pai, em sua grande compaixão, correu ao encontro do filho. E o mais surpreendente é que ele não apenas o recebeu de volta em casa, mas também fez uma celebração em sua honra. Essa atitude impensável ilustra a profunda compaixão de Deus por cada pessoa rebelde e a alegria que Ele sente quando até mesmo uma única pessoa volta para casa. Que imagem poderosa de Deus!

Por que o filho mais velho reagiu daquela forma tão humana, baseada em parte na ideia de justiça, e tão compreensível? Os conceitos humanos de justiça não são incapazes de capturar toda a profundidade do evangelho ou do amor de Deus por nós?

Domingo, 12 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.