Eu Sou o caminho, a verdade e a vida

Lições da Bíblia1:

Que pergunta Tomé fez? Como Jesus respondeu? Jo 14:5, 6

Jo 14:5, 6 (NAA)2: “5 Então Tomé disse a Jesus: — Não sabemos para onde o Senhor vai. Como podemos saber o caminho? 6 Jesus respondeu: — Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

À primeira vista, o questionamento de Tomé pode parecer bastante lógico. Se você não sabe para onde alguém está indo, como poderá segui-lo? Jesus inverteu a questão ao indicar que Ele mesmo é o caminho. O caminho para quê? Para o Pai. O prólogo do evangelho (Jo 1:1-18) destaca a íntima conexão que existe entre o Pai e o Verbo (em grego, Logos), que é Jesus Cristo.

João 1:18 diz que quem revelou o Pai é o “Deus unigênito” (o termo grego monogenes, traduzido como “unigênito”, significa “único” ou “singular”). A palavra “revelou” é traduzida do verbo grego exegeomai, que significa “explicar”, “interpretar” ou “expor” (a palavra “exegese”, que está ligada ao estudo da Bíblia, vem desse termo grego). Exegeomai quer dizer “revelar o significado”. De acordo com João 1:18, Jesus é o elo com o Pai, Aquele que explica ou interpreta o Pai para o mundo caído. Assim, Ele é o caminho para o Pai. Sem Ele, ficaríamos perdidos em nosso entendimento.

4. Leia João 14:7-11. Como Jesus esclareceu o mal-entendido de Filipe?

João 14:7-11 (NAA)2: “7 Se vocês me conheceram, conhecerão também o meu Pai. E desde agora vocês o conhecem e têm visto. 8 Filipe disse a Jesus: — Senhor, mostre-nos o Pai, e isso nos basta. 9 Jesus respondeu: — Há tanto tempo estou com vocês, Filipe, e você ainda não me conhece? Quem vê a mim vê o Pai. Como é que você diz: “Mostre-nos o Pai”? 10 Você não crê que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu digo a vocês não as digo por mim mesmo, mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras. 11 Creiam que eu estou no Pai e que o Pai está em mim; creiam ao menos por causa das mesmas obras.”

Filipe pediu para ver o Pai, o que nenhum pecador pode fazer e continuar vivo (Êx 33:17–34:9; Jo 1:18). Jesus reprovou a falta de compreensão do discípulo e enfatizou que quem O viu, viu o Pai (Jo 14:9). Logo, fica claro que Jesus Cristo é o caminho para Deus. Sem Ele, o caminho é escuro. Ele é a luz que ilumina a estrada para Deus.

Jesus une três palavras: caminho, verdade e vida. Em João, o termo “caminho” é usado em apenas outro texto (Jo 1:23), que se refere ao fato de que João Batista preparou o caminho para Jesus. Contudo, verdade e vida são temas importantes em João. O estudo de quarta e quinta-feira enfatizará o conceito de verdade, tema crucial em um mundo em que a própria existência da “verdade” tem sido questionada.

Por que é tão reconfortante perceber que Jesus é a mais completa revelação que temos sobre como é Deus, o Pai?

Terça-feira, 03 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Certamente voltarei

Lições da Bíblia1:

2. Leia João 14:1-3. Em que contexto Jesus disse essas palavras?

João 14:1-3 (NAA)2: “1 — Que o coração de vocês não fique angustiado; vocês creem em Deus, creiam também em mim. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. Pois vou preparar um lugar para vocês. 3 E, quando eu for e preparar um lugar, voltarei e os receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, vocês estejam também.

Jesus disse que iria embora. Isso despertou em Pedro uma pergunta sobre para onde Ele estava indo (Jo 13:33, 36). Os discípulos não entenderam que Jesus estava falando sobre Sua morte, ressurreição e ascensão. Pedro disse que estava pronto para dar a vida por Ele (Jo 13:37). Foi então que Jesus predisse que Pedro O negaria (Jo 13:38).

Nesse contexto, Jesus disse aos discípulos que não permitissem que seu coração ficasse angustiado (Jo 14:1). O verbo “angustiar” é traduzido da palavra grega tarass?, que significa “agitar-se”, “perturbar-se”, “desestabilizar-se” ou “ficar confuso”. Não é de surpreender que os discípulos estivessem confusos com as palavras de Jesus.

No entanto, contrariando o medo dos discípulos, Cristo falou sobre a casa do Pai, onde há muitos quartos (não mansões, mas quartos, como em uma estalagem). Ele estava indo a essa casa a fim de preparar um lugar para eles. As palavras de Jesus apontavam para um futuro além da angústia que estaria presente na cruz, levando-nos até o tempo em que Ele retornará para redimir o Seu povo. Ele vislumbrava o momento em que toda a tragédia ocasionada pelo pecado terminará (Dn 7:27). Jesus disse: “Virei outra vez” (Jo 14:3, Almeida Século 21). Essa é claramente uma promessa a respeito da segunda vinda de Cristo.

Qual é a base para confiar nessa promessa? Muitos diriam que é o cumprimento das profecias, e isso é verdade. Mas em João 14:3, a base é apresentada de forma diferente. A palavra “virei”, em grego, está no tempo presente (“venho” ou “estou vindo”). Esse uso em grego é chamado de “presente futurista”: um evento futuro é mencionado com tanta certeza que é descrito como se já estivesse acontecendo. Assim, poderíamos traduzir a frase desta maneira: “Certamente voltarei” (grifos nossos).

A base da esperança inclui o cumprimento das profecias, mas se fundamenta especialmente em nossa confiança Naquele que fez a promessa. Jesus Cristo disse que retornará para o Seu povo. Podemos confiar na promessa por causa Daquele que a fez.

O que a cruz ensina sobre a certeza da volta de Cristo? Sem a segunda vinda, qual seria a relevância da morte de Jesus para nossa vida?

Segunda-feira, 02 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Eu lhes dei o exemplo

Lições da Bíblia1:

O discurso de despedida de Jesus (Jo 13–17) traz instruções aos discípulos a respeito do futuro. Seu padrão literário é semelhante à despedida de Moisés em Deuteronômio, à bênção de Jacó aos seus filhos (Gn 47–49) e às instruções de Davi a Salomão (1Cr 28; 29). Jesus confortou os discípulos em relação à Sua partida e prometeu um Substituto que O representaria, o Espírito Santo (Jo 14–16). Além disso, predisse que os discípulos enfrentariam tristeza (Jo 15; 16) e os exortou a permanecer fiéis (Jo 15).

1. Leia João 13:1-20. O que aconteceu naquele momento e por que essa história é tão importante? Que lições Jesus procurou ensinar?

João 13:1-20 (NAA)2: “1 Antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2 Durante a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que traísse Jesus, 3 sabendo este que o Pai tinha confiado tudo às suas mãos, e que ele tinha vindo de Deus e voltava para Deus, 4 levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, pegando uma toalha, cingiu-se com ela. 5 Em seguida Jesus pôs água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. 6 Quando se aproximou de Simão Pedro, este lhe perguntou: — Vai lavar os meus pés, Senhor? 7 Jesus respondeu: — O que eu faço você não compreende agora, mas vai entender depois. 8 Então Pedro disse: — O senhor nunca lavará os meus pés! Ao que Jesus respondeu: — Se eu não lavar, você não terá parte comigo. 9 Então Pedro lhe pediu: — Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça. 10 Jesus respondeu: — Quem já se banhou não precisa lavar nada, a não ser os pés, pois, quanto ao mais, está todo limpo. E vocês estão limpos, mas não todos. 11 Pois ele sabia quem era o traidor. Foi por isso que disse: ‘Nem todos estão limpos.’ 12 Depois de lhes ter lavado os pés, Jesus pôs de novo as suas vestimentas e, voltando à mesa, perguntou-lhes: — Vocês compreendem o que eu lhes fiz? 13 Vocês me chamam de Mestre e de Senhor e fazem bem, porque eu o sou. 14 Ora, se eu, sendo Senhor e Mestre, lavei os pés de vocês, também vocês devem lavar os pés uns dos outros. 15 Porque eu lhes dei o exemplo, para que, como eu fiz, vocês façam também. 16 Em verdade, em verdade lhes digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado é maior do que aquele que o enviou. 17 Se vocês sabem estas coisas, bem-aventurados serão se as praticarem. 18 Não falo a respeito de todos vocês, pois eu conheço aqueles que escolhi. Mas é para que se cumpra a Escritura: ‘Aquele que come do meu pão levantou contra mim o seu calcanhar.’ 19 Desde já lhes digo isso, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vocês creiam que Eu Sou. 20 Em verdade, em verdade lhes digo: quem recebe aquele que eu enviar recebe a mim; e quem recebe a mim recebe aquele que me enviou.”

Na época de Jesus, as pessoas geralmente usavam sandálias ou andavam descalças. Os pés ficavam empoeirados. Era costume que um servo ou escravo lavasse os pés das pessoas que chegavam para a refeição. Mas nenhum servo estava presente na noite em que Jesus fez Sua última refeição com os discípulos antes de ser preso.

Para surpresa de todos, o próprio Jesus Se levantou da ceia e lavou os pés deles. João 13:4 e 5 descreve as ações de Cristo passo a passo. Esse momento é narrado em detalhes, para destacar o ato inacreditável de humildade do Mestre.

Em João 13:8-11, vemos o sentimento de perturbação dos discípulos diante das ações de Jesus. Como poderia Ele, o Mestre e Senhor, realizar uma tarefa tão humilde? Pedro recusou-se a permitir que Jesus lavasse seus pés, mas foi informado de que, se não permitisse isso, não teria parte com Cristo. Então o discípulo pediu que Jesus fizesse mais, expressando o desejo de estar ligado a Ele o tempo todo.

O significado da ação de Jesus está relacionado a quem Ele é. Em João 13:13, Cristo afirma ser o Mestre e Senhor. Era assim que os discípulos O chamavam, e Ele confirma essa realidade. Tais títulos expressam autoridade e poder.

No entanto, Jesus ensina que poder e autoridade devem ser usados para o serviço e não para o engrandecimento próprio. Seguindo o exemplo de Jesus, realizamos o lava-pés como serviço preparatório para a Ceia do Senhor, e, por seu significado, esse serviço também é chamado de ordenança da humildade.

O que o lava-pés ensina sobre seguir Jesus e servir ao próximo com humildade?

Domingo, 01 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O caminho, a verdade e a vida

Lições da Bíblia1:

“Ninguém jamais viu Deus; o Deus unigênito, que está junto do Pai, é quem O revelou” (Jo 1:18).

O Evangelho de João está dividido em quatro seções principais: o prólogo (Jo 1:1-18), o “Livro dos Sinais” (Jo 1:19–12:50), o “Livro da Glória” (Jo 13:1–20:31) e o epílogo (Jo 21:1-25). Até agora, nosso estudo se concentrou especialmente no prólogo e no Livro dos Sinais, que apresentam quem é Jesus por meio dos Seus milagres (sinais), diálogos e ensinos. Daqui em diante, vamos examinar especialmente a terceira seção de João, o Livro da Glória.

É interessante observar que as famosas sete declarações de Jesus que começam com as palavras “Eu Sou” formam uma ponte entre o Livro dos Sinais e o Livro da Glória. Cristo afirma ser o “pão da vida” (Jo 6:35, 41, 48, 51), a “luz do mundo” (Jo 8:12; 9:5), a “porta” (Jo 10:7, 9), o “bom Pastor” (Jo 10:11, 14), “a ressurreição e a vida” (Jo 11:25), “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14:6) e a “videira verdadeira” (Jo 15:1, 5).

Na lição desta semana, começaremos estudando o propósito do discurso de despedida e de sua introdução, que descreve o significativo episódio no qual Jesus lavou os pés dos discípulos. Em seguida, avançaremos para a declaração “Eu Sou” do capítulo 14 (“Eu sou o caminho, a verdade e a vida”).

Sábado, 30 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A Fonte da vida – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 9-15 (“‘Deus Conosco’”); p. 479-486 (“Fogo Cruzado”).

“Ao Se rebaixar para assumir a condição humana, Cristo revelou um caráter oposto ao de Satanás. Contudo, desceu ainda mais baixo na escala da humilhação. ‘Reconhecido em figura humana, a Si mesmo Se humilhou, tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz’ (Fp 2:8). Como o sumo sacerdote deixava suas suntuosas vestes e oficiava com o vestuário de linho branco do sacerdote comum, assim Cristo tomou a forma de servo e ofereceu sacrifício, sendo Ele mesmo o Sacerdote e a Vítima. ‘Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele’ (Is 53:5).

“Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que era nossa, para que recebêssemos a vida que era Dele” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 13, 14).

Perguntas para consideração

1. Jesus deu tudo para salvar o mundo. Quais são as melhores maneiras de ajudar as pessoas a ver essa verdade surpreendente e a se aproximarem de Cristo com fé?

2. Quais são as principais diferenças entre tomar decisões seguindo padrões humanos e mundanos e, por outro lado, tomar decisões com base na revelação divina?

3. Elementos como a lógica e a razão estão em harmonia com a compreensão da Palavra de Deus? Temos razões lógicas e racionais para crer? Fatores como o cumprimento das profecias e a beleza e complexidade do mundo criado nos apontam para a existência de Deus e para a verdade do plano da salvação?

4. Por que você crê em Jesus e no evangelho? Quais são seus argumentos em defesa da verdade bíblica?

Sexta-feira, 29 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Condenação

Lições da Bíblia1:

“Quem Nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. […] Pois todo aquele que pratica o mal detesta a luz e não se aproxima da luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Quem pratica a verdade se aproxima da luz” (Jo 3:18-21; compare com Jo 1:10).

7. Por que as pessoas entram em juízo? Jo 3:18, 36; 5:24, 38; 8:24; 12:47

Jo 3:18, 36 (NAA)2: “18 Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. […] 36 Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; quem se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

Jo 5:24, 38 (NAA)2: “24 — Em verdade, em verdade lhes digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. […] 38 Também não têm a palavra dele permanente em vocês, porque não creem naquele a quem ele enviou.”

Jo 8:24 (NAA)2: “Por isso, eu lhes disse que vocês morrerão em seus pecados. Porque, se não crerem que Eu Sou, vocês morrerão nos seus pecados.”

Jo 12:47 (NAA)2: “Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo. Porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo.”

Rejeitar Jesus Cristo, que é a luz do mundo, nos deixa abertos à dúvida e às tentações de Satanás. Fazer isso significa se voltar da luz para as trevas.

Deus transmitiu a Eva luz a respeito da árvore que estava no meio do jardim. Satanás a tentou a questionar essa luz. Ela duvidou da Palavra, raciocinando que um Deus de amor não destruiria as criaturas que havia criado. Eva também dependeu do que os seus sentidos lhe diziam, pensando: “A serpente comeu do fruto e agora tem o poder de falar. Talvez ela esteja certa: se eu comer do fruto, poderei me tornar igual a Deus!” Enganada, ela se afastou da luz. E o seu marido seguiu o mesmo caminho.

8. Leia Mateus 4:1-4. Que princípios Cristo usou no deserto da tentação para combater os enganos de Satanás?

Mateus 4:1-4 (NAA)2: 1 A seguir, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. 3 Então o tentador, aproximando-se, disse a Jesus: — Se você é o Filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães. 4 Jesus, porém, respondeu: — Está escrito: ‘O ser humano não viverá só de pão, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.’

Cristo tinha à Sua disposição a mesma ferramenta de pensamento humanista usada por Adão e Eva, pelos antediluvianos e por Israel em Cades-Barneia. Ele poderia ter questionado por que um Deus de amor deixaria Seu Filho no deserto durante 40 dias sem alimento e proteção. Ele também poderia ter determinado provar que era o Filho de Deus: “Vou transformar essas pedras em pães!” Em vez disso, Jesus respondeu com a Palavra de Deus. Ele agiu com base nas coisas celestiais, e não segundo os padrões de pensamento deste mundo. Facilmente Cristo poderia ter racionalizado e decidido tomar uma decisão errada, o que tantas pessoas, mesmo cristãs, muitas vezes fazem.

Quinta-feira, 28 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Rejeitando a Fonte da vida

Lições da Bíblia1:

Algumas das narrativas mais tristes da Bíblia estão no Evangelho de João (Jo 1:5, 10, 11). O “Eu Sou” foi rejeitado por muitos do Seu próprio povo.

Não é de admirar que Paulo tenha advertido: “Portanto, não percam a confiança de vocês” (Hb 10:35). Cristo foi rejeitado porque não aceitaram a Sua Palavra.

“O modo de pensar humanista contemporâneo começa com a dúvida. As pessoas questionam tudo para, então, determinar o que é a verdade. Aquilo que sobrevive ao fogo do interrogatório é aceito como conhecimento sólido, semelhante a uma rocha, algo em que se possa depositar a fé. Algumas pessoas aplicam esse mesmo método ao estudo da Bíblia, questionando tudo do ponto de vista científico, histórico, psicológico, filosófico, arqueológico ou geológico, a fim de determinar o que é verdade na Bíblia. O próprio método começa e se baseia na dúvida sobre a veracidade das Escrituras. Cristo perguntou: ‘Quando o Filho do Homem vier, será que ainda encontrará fé sobre a Terra?’” (Lc 18:8; E. Edward Zinke e Roland Hegstad, The Certainty of the Second Coming [Hagerstown: Review and Herald, 2000], p. 96).

6. Leia Números 13:23-33. O que fez a diferença entre os dois relatórios que os espias trouxeram sobre Canaã?

Números 13:23-33 (NAA)2: 23 Depois, foram até o vale de Escol e ali cortaram um ramo de videira com um cacho de uvas, o qual foi trazido por dois homens numa vara. Trouxeram também romãs e figos. 24 Esse lugar foi chamado de vale de Escol, por causa do cacho de uvas que os filhos de Israel cortaram ali. 25 Depois de quarenta dias, voltaram de espiar a terra. 26 Vieram a Moisés, a Arão e a toda a congregação dos filhos de Israel em Cades, no deserto de Parã. Fizeram um relato do que tinham visto, a eles e a toda a congregação, e mostraram-lhes os frutos da terra. 27 Relataram a Moisés e disseram: — Fomos à terra à qual você nos enviou. De fato, é uma terra onde mana leite e mel; estes são os frutos dela. 28 Mas o povo que habita nessa terra é poderoso, e as cidades são muito grandes e fortificadas. Também vimos ali os filhos de Anaque. 29 Os amalequitas habitam na terra do Neguebe. Os heteus, os jebuseus e os amorreus habitam nas montanhas. Os cananeus habitam perto do mar e na beira do Jordão. 30 Então Calebe fez calar o povo diante de Moisés e disse: — Vamos subir agora e tomar posse da terra, porque somos perfeitamente capazes de fazer isso. 31 Porém os homens que tinham ido com ele disseram: — Não podemos atacar aquele povo, porque é mais forte do que nós. 32 E, diante dos filhos de Israel, falaram mal da terra que haviam espiado, dizendo: — A terra pela qual passamos para espiar é terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. 33 Também vimos ali gigantes (os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também éramos aos olhos deles.”

O pecado dos hebreus que estavam em Cades-Barneia foi duvidar da Palavra de Deus. O Senhor havia pedido que eles subissem e tomassem a terra. Doze espias foram enviados a Canaã para examinar a terra. Eles voltaram com dois relatórios diferentes. A maioria deu um relatório negativo. Disseram que havia gigantes na terra, cidades muradas, armas que nunca tinham visto antes e exércitos bem treinados. Acrescentaram que, em contrapartida, tinham sido escravos no Egito, com pouca experiência militar. Com base em evidências humanas esmagadoras, dez espias concluíram que os israelitas não deveriam conquistar a terra. Por outro lado, com base na fé no poder da Palavra, dois espias concluíram que deveriam seguir em frente.

Como evitar o erro dos israelitas? Ao mesmo tempo, como evitar a presunção, isto é, fazer tolices achando que estamos fazendo a vontade de Deus, e que, assim, não falharemos?

Quarta-feira, 27 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Crer e nascer de novo

Lições da Bíblia1:

4. Segundo João 1:12 e 13, quais são os passos para se tornar cristão?

João 1:12 e 13 (NAA)2: “12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome, 13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.”

João escreveu seu evangelho para que crêssemos em Jesus e para que, crendo Nele, tivéssemos vida eterna em Seu nome (Jo 20:31). Em João 1:12 e 13, esse processo é descrito em duas etapas: (1) Recebemos a Jesus, isto é, cremos Nele; (2) Ele nos dá o poder (ou autoridade) de nos tornarmos filhos de Deus, ou de nascer de Deus. Assim, há um aspecto humano e um aspecto divino em se tornar cristão. Devemos agir com fé, receber a Cristo, estar abertos à luz, mas é Deus quem regenera o coração.

A própria fé é um dom de Deus, que vem por ouvir a Sua Palavra (Rm 10:17). “Para ter verdadeira e inabalável fé em Cristo, precisamos conhecê-Lo assim como é representado na Palavra” (Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, p. 433). “O Espírito, operando na mente e iluminando-a, desperta a fé em Deus” (Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1047).

Os que creem em Jesus como Messias, isto é, O aceitam como tal, obtém vida eterna. João também enfatiza a importância de aceitar a Palavra de Jesus, ou seja, crer nela (Jo 5:24, 38, 47). É papel do Espírito trazer convicção (Jo 16:7, 8; Rm 8:16).

5. Que princípio vemos em Romanos 8:16 sobre a salvação em Jesus?

Romanos 8:16 “O próprio Espírito confirma ao nosso espírito que somos filhos de Deus.”

A fé bíblica, que se baseia na obra do Espírito Santo em nosso coração, é o fundamento de nossa fé. “A fé é […] a grande bênção – os olhos que veem, o ouvido que ouve” (Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1194). Segundo o entendimento humanista da fé, devemos encontrar fundamentos e critérios para a fé, e depois crer. O entendimento bíblico, por outro lado, afirma que a própria fé é o fundamento, um dom de Deus (Ef 2:8; 1Co 1:17-24; 2:1-6). Começamos com o fundamento da fé e, a partir daí, crescemos em compreensão e graça.

Se alguém lhe perguntasse em que se baseia a sua fé, como você responderia?

Terça-feira, 26 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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