Por que a interpretação é importante?

Lições da Bíblia

“5. Leia Neemias 8:1-3, 8. Por que uma compreensão clara das Escrituras é tão importante para nós, não apenas como indivíduos, mas como igreja? Assinale a alternativa correta:”1

Neemias 8:1-3, 8 (ARA)2: “1 Em chegando o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o Livro da Lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel. 2 Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres e de todos os que eram capazes de entender o que ouviam. Era o primeiro dia do sétimo mês. 3 E leu no livro, diante da praça, que está fronteira à Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres e os que podiam entender; e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei. […] 8 Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia.”

A.( ) Porque agiremos com segurança se compreendermos a Palavra do Senhor.
B.( ) Porque uma compreensão das Escrituras nos torna infalíveis.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“O assunto mais importante da Bíblia é a salvação e a maneira pela qual somos salvos. Afinal, o que mais importa a longo prazo? Como o próprio Jesus perguntou, de que adianta ganhar tudo o que o mundo oferece e perder nossa alma? (Mt 16:26).”1

“Mas saber o que a Bíblia ensina sobre a salvação depende muito da interpretação. Se abordamos e interpretamos a Bíblia de maneira equivocada, provavelmente chegaremos a conclusões falsas, não apenas no entendimento da salvação, mas em tudo o que a Bíblia ensina. Na verdade, mesmo nos dias dos apóstolos, o erro teológico já havia se infiltrado na igreja, evidentemente sustentado por falsas interpretações das Escrituras.”1

“6. Leia 2 Pedro 3:15, 16. Por que é importante uma leitura correta das Escrituras?”1

2 Pedro 3:15, 16 (ARA): “15 e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, 16 ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles.”

“De fato, se somos um povo do ‘Livro’, que deseja viver unicamente pela Bíblia, e não temos outras fontes autoritativas como a tradição, os credos nem a autoridade de ensino da igreja para interpretar a Bíblia para nós, então a hermenêutica correta das Escrituras é muito importante, pois temos somente a Bíblia para nos dizer em que devemos crer e como devemos viver.”1

“A interpretação das Escrituras é um assunto vital à saúde teológica e missiológica da igreja. Sem uma interpretação correta da Bíblia, não pode haver unidade na doutrina e no ensino e, portanto, nenhuma unidade na igreja e em nossa missão. Uma teologia precária e distorcida inevitavelmente leva a uma missão deficiente e distorcida. Afinal, se temos uma mensagem para dar ao mundo, mas estamos confusos sobre seu significado, com que eficiência poderemos apresentar essa mensagem àqueles que precisam ouvi-la?”1

Leia as três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12 [“6 Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, 7 dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. 8 Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição. 9 Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, 10 também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. 11 A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. 12 Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”]. Quais são as questões teológicas nessa passagem e por que uma compreensão correta delas é tão importante para a nossa missão?

Quinta-feira, 07 de maio de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Nossa natureza pecaminosa e caída

Lições da Bíblia

“4. Leia João 9:39-41; 12:42, 43. O que impediu que essas pessoas aceitassem a verdade da mensagem bíblica? Que advertência é apresentada nesses incidentes?”1

João 9:39-41 (ARA)2: “39 Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos. 40 Alguns dentre os fariseus que estavam perto dele perguntaram-lhe: Acaso, também nós somos cegos? 41 Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado.”

João 12:42, 43 (ARA)2: “42 Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga; 43 porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus.

“É fácil olhar com desprezo para os líderes que rejeitaram Jesus, apesar de evidências tão poderosas. No entanto, precisamos ter cuidado para não nutrir uma atitude semelhante no que diz respeito à Palavra de Cristo.”1

“É evidente que o pecado mudou radicalmente e rompeu nosso relacionamento com Deus. O pecado afeta toda a nossa existência. Ele também afeta nossa capacidade de interpretar as Escrituras. Não apenas nossos processos de raciocínio são facilmente empregados para fins pecaminosos, mas nossa mente e pensamentos se corromperam pelo pecado e, portanto, fecharam-se à verdade de Deus. As seguintes características dessa corrupção podem ser detectadas em nosso pensamento: orgulho, engano próprio, dúvida, afastamento e desobediência.”1

“Uma pessoa orgulhosa se exalta acima de Deus e de Sua Palavra. Isso ocorre porque o orgulho leva o intérprete a enfatizar excessivamente a razão humana como o árbitro final da verdade, mesmo as verdades encontradas na Bíblia. Essa atitude rebaixa a autoridade divina das Escrituras.”1

“Algumas pessoas tendem a ouvir somente as ideias que lhe são atrativas, mesmo que elas estejam em contradição com a vontade revelada de Deus. O Senhor nos alertou sobre o perigo do engano próprio (Ap 3:17). O pecado também alimenta a dúvida, na qual vacilamos e somos inclinados a não acreditar na Palavra de Deus. Quando começamos a duvidar, a interpretação do texto bíblico jamais leva à certeza. Em vez disso, aquele que duvida rapidamente se eleva a uma posição em que julga o que é e o que não é aceitável na Bíblia, um terreno muito perigoso.”1

“Em vez disso, devemos abordar a Bíblia com fé e submissão, e não com uma atitude de crítica e dúvida. O orgulho, o engano próprio e a dúvida levam a uma atitude de afastamento em relação a Deus e à Bíblia, que certamente levará à desobediência, isto é, à indisposição de obedecer à vontade revelada de Deus.”1

Você já lutou contra a convicção de algo que leu na Bíblia, isto é, ela mostrou claramente o que fazer, mas você queria fazer outra coisa? O que ocorreu e o que você aprendeu nesse caso?

Quarta-feira, 06 de maio de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A Bíblia e a cultura

Lições da Bíblia

“3. De acordo com Atos 17:16-32, Paulo tentou apresentar a mensagem do evangelho em um novo contexto: a filosofia da cultura grega. Como contextos culturais diversos influenciam a maneira de avaliar a importância de ideias diferentes?”1

Atos 17:16-32 (ARA)2: “16 Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade. 17 Por isso, dissertava na sinagoga entre os judeus e os gentios piedosos; também na praça, todos os dias, entre os que se encontravam ali. 18 E alguns dos filósofos epicureus e estoicos contendiam com ele, havendo quem perguntasse: Que quer dizer esse tagarela? E outros: Parece pregador de estranhos deuses; pois pregava a Jesus e a ressurreição. 19 Então, tomando-o consigo, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos saber que nova doutrina é essa que ensinas? 20 Posto que nos trazes aos ouvidos coisas estranhas, queremos saber o que vem a ser isso. 21 Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades. 22 Então, Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse: Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; 23 porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: Ao Deus Desconhecido. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. 24 O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. 25 Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; 26 de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; 27 para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; 28 pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração. 29 Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. 30 Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; 31 porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos. 32 Quando ouviram falar de ressurreição de mortos, uns escarneceram, e outros disseram: A respeito disso te ouviremos noutra ocasião. 33 A essa altura, Paulo se retirou do meio deles.

“O conhecimento da cultura do Oriente Próximo é útil para compreender algumas passagens bíblicas. ‘Por exemplo, a cultura hebraica atribui a um indivíduo a responsabilidade por atos que ele não cometeu, mas permitiu que ocorressem. Por essa razão, os escritores da Bíblia comumente creditavam a Deus como tendo executado ativamente o que no pensamento ocidental Ele permite ou não evita que aconteça. Um exemplo disso é o endurecimento do coração de Faraó’ (Métodos de Estudo da Bíblia, seção 4).”1

“A cultura também levanta algumas questões hermenêuticas importantes. A Bíblia é condicionada culturalmente e, portanto, relacionada apenas a essa cultura naquilo que ela declara? Ou a mensagem divina concedida em uma cultura específica transcende essa cultura específica e fala a todo ser humano? O que acontece se nossa experiência cultural se torna o fundamento e a prova decisiva para nossa interpretação das Escrituras?”1

“Em Atos 17:26, o apóstolo Paulo apresentou uma perspectiva interessante sobre a realidade que muitas vezes é negligenciada quando lemos esse texto. Ele declarou que Deus fez todos nós a partir de um só. Embora sejamos culturalmente muito diferentes, de acordo com a Bíblia, há um elo comum que une todas as pessoas, apesar de suas diferenças culturais, e isso porque Deus é o Criador de toda a humanidade. Nossa pecaminosidade e necessidade de salvação não se limitam a uma cultura. Todos precisamos da salvação oferecida a nós pela morte e ressurreição de Jesus Cristo.”1

“Embora Deus tenha falado a gerações específicas, Ele cuidou para que as futuras gerações que leriam a Palavra de Deus entendessem que essas verdades vão além das circunstâncias locais e limitadas em que os textos da Bíblia foram escritos.”1

“Paralelamente, pense na álgebra, que foi inventada no século IX d.C., em Bagdá. Isso significaria, então, que as verdades e princípios desse ramo da matemática estão limitados apenas àquele tempo e lugar? Evidentemente que não!”

“O mesmo princípio se aplica às verdades da Palavra. Embora a Bíblia tenha sido escrita há muito tempo em culturas muito diferentes da nossa, suas verdades são tão relevantes para nós quanto para quem elas foram primeiramente endereçadas.”1

Terça-feira, 05 de maio de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Tradução e interpretação

Lições da Bíblia

“A Bíblia foi escrita em línguas muito antigas: o Antigo Testamento foi escrito, em sua maior parte, em hebraico, com algumas passagens em aramaico, enquanto o Novo Testamento foi escrito em grego koiné. A maioria da população mundial hoje não fala nem lê essas línguas antigas. Por isso, a Bíblia precisou ser traduzida para diferentes idiomas modernos.”1

“Mas toda tradução sempre envolve algum tipo de interpretação. Algumas palavras em um idioma não têm um equivalente exato em outro. A arte e a habilidade de cuidadosamente traduzir e interpretar textos é chamada de ‘hermenêutica’.”1

“2. Leia 1 Coríntios 12:10; 14:26; João 1:41; 9:7; Atos 9:36; Lucas 24:27. Em todas essas passagens, vemos a ideia de interpretação e tradução. Em Lucas 24:27, até Jesus teve que explicar o significado das Escrituras aos discípulos. O que isso revela sobre a importância da interpretação?”1

1 Coríntios 12:10 (ARA)2: “a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las.”

1 Coríntios 14:26 (ARA)2: “Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação.”

João 1:41 (ARA)2: “Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo),”

João 9:7 (ARA)2: “dizendo-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que quer dizer Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou vendo.”

Atos 9:36 (ARA)2: “Havia em Jope uma discípula por nome Tabita, nome este que, traduzido, quer dizer Dorcas; era ela notável pelas boas obras e esmolas que fazia.”

Lucas 24:27 (ARA)2: “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras.”

“A palavra grega hermeneuo, da qual temos a palavra ‘hermenêutica’ (interpretação bíblica), é derivada do deus grego Hermes, que era considerado emissário e mensageiro dos deuses e, como tal, responsável, entre outras coisas, pela tradução de mensagens divinas para o povo.”1

“O ponto essencial em relação à hermenêutica é que, a menos que compreendamos as línguas originais, nosso único acesso aos textos é por meio de traduções. Felizmente, muitas traduções fazem um bom trabalho ao transmitir o significado essencial. Não precisamos conhecer a língua original para compreender verdades cruciais reveladas nas Escrituras, ainda que esse conhecimento linguístico seja benéfico. No entanto, mesmo com uma boa tradução, uma interpretação adequada dos textos também é importante, como vimos em Lucas 24:27. Esse é o principal propósito da hermenêutica: transmitir com precisão o significado dos textos e nos ajudar a aplicar corretamente o ensino do texto à nossa vida. O texto de Lucas, mencionado anteriormente, mostra que Jesus fez isso com Seus seguidores. Imagine ter o próprio Jesus interpretando passagens bíblicas para você!”1

“Algumas pessoas têm acesso a várias traduções, outras não têm. Independentemente das traduções que você possua, por que é importante estudar a Palavra em espírito de oração e buscar obedecer aos seus ensinamentos?”1

A comunhão com Deus deve levá-lo a compartilhar a verdade. Isso está acontecendo com você?

Segunda-feira, 04 de maio de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Pressuposições

Lições da Bíblia

“1. Leia Lucas 24:36-45. Embora os discípulos estivessem familiarizados com as Escrituras, o que os impediu de enxergar o verdadeiro significado da Palavra, mesmo quando os eventos preditos nela haviam acontecido diante deles? Assinale a alternativa correta:”1

Lucas 24:36-45 (ARA)2: 36 Falavam ainda estas coisas quando Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: Paz seja convosco! 37 Eles, porém, surpresos e atemorizados, acreditavam estarem vendo um espírito. 38 Mas ele lhes disse: Por que estais perturbados? E por que sobem dúvidas ao vosso coração? 39 Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. 40 Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. 41 E, por não acreditarem eles ainda, por causa da alegria, e estando admirados, Jesus lhes disse: Tendes aqui alguma coisa que comer? 42 Então, lhe apresentaram um pedaço de peixe assado [e um favo de mel]. 43 E ele comeu na presença deles. 44 A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. 45 Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras;

A.( ) Falta de acesso direto ao texto e o fato de que eram iletrados.
B.( ) As pressuposições promovidas pelos líderes religiosos da época.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Ninguém chega ao texto das Escrituras com a mente vazia. Todo leitor e estudante da Bíblia chega a ela com uma história específica e experiência que inevitavelmente impactam o processo de interpretação. Até mesmo os discípulos tinham suas ideias particulares de quem era o Messias e o que Ele devia fazer, com base nas expectativas daquele tempo. Suas fortes convicções impediram uma compreensão mais clara do texto bíblico, o que explica por que tantas vezes eles compreenderam de maneira equivocada Jesus e os eventos que envolviam Sua vida, morte e ressurreição.”1

“Todos temos uma série de crenças acerca deste mundo, da realidade suprema ou de Deus que pressupomos ou aceitamos, mesmo involuntariamente ou inconscientemente, quando interpretamos a Bíblia. Ninguém se aproxima do texto bíblico com a mente vazia. Se, por exemplo, a cosmovisão de uma pessoa categoricamente exclui qualquer intervenção sobrenatural de Deus, essa pessoa não lerá nem entenderá as Escrituras como um relato verdadeiro e confiável do que Deus fez na História, mas a irá interpretar de maneira muito diferente de alguém que aceita a realidade sobrenatural.”1

“Os intérpretes da Bíblia não podem se despojar completamente de seu passado, de suas experiências, ideias, noções e opiniões preconcebidas. A neutralidade total, ou a objetividade absoluta, não pode ser alcançada. O estudo da Bíblia e a reflexão teológica sempre ocorrem no contexto de pressuposições acerca da natureza do mundo e da natureza de Deus.”1

“Mas a boa notícia é que o Espírito Santo pode esclarecer e corrigir nossas perspectivas e pressuposições limitadas ao lermos as palavras das Escrituras com mente aberta e coração sincero. A Bíblia repetidamente confirma que pessoas com origens muito diferentes foram capazes de entender a Palavra de Deus e que o Espírito Santo nos guia ‘a toda a verdade’ (Jo 16:13).”1

Quais são seus pressupostos em relação ao mundo? De que maneira você pode ­rendê-los à Palavra de Deus para que ela remodele suas ideias a fim de que estejam em harmonia com a realidade que a Bíblia ensina?

Domingo, 03 de maio de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Por que a interpretação é necessária?

Lições da Bíblia

“De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que Se torna galardoador dos que O buscam” (Hb 11:6).

Ler a Bíblia também significa interpretá-la. Mas como fazemos isso? Quais princípios utilizamos? Como lidamos com os diferentes tipos de escrita encontrados ali? Por exemplo, como saber se uma passagem que estamos lendo é uma parábola, um sonho profético-simbólico ou uma narrativa histórica? A definição de uma questão tão importante do contexto das Escrituras envolve, em si, um ato de interpretação.

Às vezes, algumas pessoas usam a Bíblia como um oráculo divino: simplesmente abrindo-a aleatoriamente para procurar um verso bíblico que elas esperam que lhes conceda orientação. Mas, relacionar aleatoriamente as passagens da Bíblia à medida que as encontramos pode levar a conclusões muito estranhas e equivocadas.

Por exemplo, quando um marido abandonou a esposa por causa de outra mulher, a esposa obteve grande segurança ao encontrar o seguinte texto: “Porei inimizade entre ti e a mulher” (Gn 3:15). Com base nesse verso, ela ficou convencida de que o caso de seu marido com a amante não duraria!

Qualquer texto sem contexto se torna rapidamente um pretexto para nossos próprios interesses e ideias. Portanto, há uma grande necessidade de não apenas lermos a Bíblia, mas de interpretá-la corretamente.

Sábado, 02 de maio de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 

Somente pelas Escrituras – Sola Scriptura – Estudo adicional

Lições da Bíblia


No capítulo sobre Interpretação Bíblica, no Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, leia as seções sobre A Analogia da Escritura (“A Escritura É Sua Própria Intérprete”, “A Harmonia da Escritura” e “A Clareza da Escritura”, p. 74-77. Textos de Ellen G. White: Educação, p. 185-192 (“Ensino e Estudo da Bíblia”); Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 29-33 (“A Primazia da Palavra”).1


“O estudante da Bíblia deve ser ensinado a aproximar-se dela com um espírito de aprendiz. Devemos pesquisar suas páginas, não em busca de provas para manter nossas opiniões, mas com o objetivo de saber o que Deus diz. Um verdadeiro conhecimento da Bíblia só pode ser obtido pelo auxílio Daquele Espírito pelo qual a Palavra foi dada. E, a fim de obter esse conhecimento, devemos viver de acordo com ele. Temos que obedecer a tudo que a Palavra de Deus ordena. […]. O estudo da Bíblia exige nosso mais dedicado esforço e perseverante meditação. Com o mesmo empenho e persistência com que o mineiro cava para obter o dourado tesouro da terra, devemos procurar o tesouro da Palavra de Deus” (Ellen G. White, Educação, p. 189).


“Quando vocês fizerem da Bíblia seu alimento, sua comida e sua bebida, quando fizerem de seus princípios os elementos de seu caráter, conhecerão melhor como receber conselho de Deus. Enalteço a preciosa Palavra diante de vocês neste dia. Não repitam o que eu declarei, afirmando: ‘A irmã White disse isto’ e ‘a irmã White disse aquilo’. Descubram o que o Senhor Deus de Israel diz e façam então o que Ele ordena” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 33).


Perguntas para consideração
“1. Quais crenças errôneas as pessoas defendem por terem examinado apenas alguns textos selecionados em vez de pesquisar tudo o que a Bíblia diz sobre um assunto?”1
“2. Leia o que Jesus disse em Mateus 11:11 sobre João Batista. Jesus destacou um profeta que não tem nenhum escrito na Bíblia. Por que um profeta pode ser verdadeiro mesmo que não tenha escrito um livro bíblico? Como Adventistas do Sétimo Dia, que mensagem extraímos desse fato?”1
“3. Como adventistas, não estamos sozinhos em reivindicar a Bíblia como nossa autoridade final. Outras igrejas também o fazem. Como explicar as doutrinas contraditórias que outros cristãos afirmam encontrar na Bíblia?”1

Sexta-feira, 01 de maio de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 

Sola Scriptura e Ellen G. White

Lições da Bíblia

“5. Leia Isaías 8:20. Por que é importante voltar à ‘Lei’ e ao ‘Testemunho’ bíblicos como as normas para nosso ensino e doutrina? O que isso significa para o ministério dos profetas que não se tornaram parte do cânon bíblico? Assinale a alternativa correta:”

Isaías 8:20 (ARA)2: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva.

A.(  ) Porque sem eles não há garantia de unidade na doutrina.
B.(  ) Porque o conhecimento da Lei nos salva do pecado.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“Quando falamos da sola Scriptura (somente as Escrituras), os Adventistas do Sétimo Dia são inevitavelmente confrontados com a questão do que fazer com Ellen G. White, que também foi inspirada por Deus e serviu como mensageira do Senhor para Seu povo remanescente. Qual é a relação de seus escritos com as Escrituras?”1

“Mesmo uma leitura superficial dos escritos de Ellen G. White mostra claramente que, para ela, a Bíblia era fundamental e central em todo o seu pensamento e teologia. Ela repetidamente confirmou que a Bíblia é a autoridade superior, norma e padrão supremos para toda doutrina, fé e prática (veja O Grande Conflito, p. 595). Além disso, ela claramente apoiou e defendeu o grande princípio protestante da sola Scriptura (veja O Grande Conflito, p. 9).”1

“Na visão de Ellen G. White, seus escritos, quando comparados com as Escrituras, são uma ‘luz menor para levar homens e mulheres à luz maior’, a Bíblia (The Advent Review and Sabbath Herald, 20 de janeiro de 1903). Seus escritos nunca são um atalho nem substituto para um estudo sério da Bíblia. Na verdade, ela comentou: ‘Vocês não estão familiarizados com as Escrituras. Se tivessem feito da Bíblia o objeto de seus estudos, com o propósito de atingir o padrão bíblico e a perfeição cristã, não teriam necessitado dos testemunhos. Porque negligenciaram tomar conhecimento do Livro inspirado de Deus, Ele procurou alcançar vocês por meio de testemunhos simples e diretos’ (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 605).”1

“Sendo assim, seus escritos devem ser estimados. Eles compartilham o mesmo tipo de inspiração dos escritores bíblicos, mas têm uma função diferente da Bíblia. Os escritos de Ellen G. White não são um acréscimo às Escrituras, mas estão sujeitos à Palavra de Deus. Ela nunca pretendeu que seus escritos tomassem o lugar da Bíblia; em vez disso, elevou-a como o único padrão de fé e prática.”1

Pense no dom maravilhoso que recebemos mediante o ministério de Ellen G. White. Como podemos apreciar mais a luz maravilhosa que vem de seus escritos enquanto também defendemos a supremacia das Escrituras?

Quinta-feira, 30 de abril de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.