O sábado antes do Sinai

Lições da Bíblia1

“Ele respondeu: – Isto é o que disse o Senhor: ‘Amanhã é repouso, o santo sábado dedicado ao Senhor. O que vocês quiserem assar no forno, assem, e o que quiserem cozinhar em água, cozinhem; e tudo o que sobrar separem, guardando para a manhã seguinte’” (Êx 16:23).

Examine Êxodo 16, a história do maná concedido a Israel no deserto, antes do Sinai. Observe o que esse relato revela:

1. Apenas uma porção regular de maná podia ser usada a cada dia, mas no sexto dia uma porção dobrada devia ser colhida.

2. O maná não era dado no sábado.

3. A porção extra necessária para o sábado era guardada sem estragar do sexto para o sétimo dia, enquanto o maná não se conservava nos outros dias.

3. O que essa história revela sobre a santidade do sábado antes da promulgação da lei no Sinai? Êxodo 16:23-28

Êxodo 16:23-28 (ARA)2: “23 Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o Senhor: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte. 24 E guardaram-no até pela manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem deu bichos. 25 Então, disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto o sábado é do Senhor; hoje, não o achareis no campo. 26 Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá. 27 Ao sétimo dia, saíram alguns do povo para o colher, porém não o acharam. 28 Então, disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?”

“Na verdade, o fato de que o sábado era considerado o sétimo dia, a declaração de que o Senhor havia dado o sábado aos israelitas, e o registro de que o povo, por ordem de Deus, havia descansado no sétimo dia – tudo apontava inequivocamente para a instituição original do sábado [na criação]” (G. F. Waterman, The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible, v. 5, p. 184).

Há muito mais sobre o sábado em Êxodo 16 do que se vê à primeira vista. Esse trecho nos ensina:

1. Qual é o dia de preparação para o sábado.

2. Qual dia da semana é o sábado.

3. De onde veio o sábado.

4. Que tipo de dia deveria ser o sábado.

5. Seria o sábado um dia de jejum?

6. O sábado como prova de lealdade a Deus.

Como sua compreensão do sábado se compara com o ensino de Êxodo 16?

Segunda-feira, 24 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Origens

Lições da Bíblia1

Muitas vezes ouvimos a expressão o “antigo sábado judaico”. No entanto, as Escrituras deixam claro que o sábado existia muito antes do povo judeu. Sua origem está na semana da criação.

1. Leia Gênesis 2:2, 3 e Êxodo 20:11. Quando claramente o sábado foi estabelecido?

Gênesis 2:2, 3 (ARA)2: “2 E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. 3 E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.”

Êxodo 20:11 (ARA)2: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.”

A. ( ) No Sinai, quando Deus deu os Dez Mandamentos aos judeus.
B. ( ) Na semana da criação.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

Embora Gênesis 2:2, 3 não identifique o “sétimo dia” como o sábado (essa identificação aparece pela primeira vez em Êxodo 16:26, 29), ele é claramente indicado no verso: “E, havendo Deus terminado no sétimo dia a Sua obra, que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que tinha feito” (Gn 2:2). A palavra “descansou” (no hebraico, shabat) está relacionada ao substantivo “sábado” (shabbat). “A palavra ‘sábado’ não é empregada [em Gênesis 2:2, 3], mas é certo que o autor pretendia afirmar que Deus abençoou e santificou o sétimo dia como sábado” (G. F. Waterman, The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible. Grand Rapids, MI: Zondervan, 1975, v. 5, p. 183). Evidentemente, Gênesis 2:2, 3 ensina a origem e instituição divina do sábado como dia de bênção para toda a humanidade.

Leia Marcos 2:27. Jesus declarou que o sábado foi feito por causa do “homem”, o que sugere toda a humanidade, em oposição a apenas os judeus.

2. Por que o próprio Deus descansou no sétimo dia? Ele precisava disso? A que outro propósito Seu descanso poderia ter servido?

Dar o exemplo para a humanidade e estar com os seres humanos.

Embora alguns comentaristas tenham sugerido que Deus precisasse de descanso físico após a criação, o propósito de Seu descanso foi dar um exemplo. O ser humano também deve trabalhar seis dias e descansar no sábado, o sétimo dia. O teólogo Karl Barth sugeriu que o descanso de Deus no final da criação fizesse parte da “aliança de graça”, na qual a humanidade foi convidada “a descansar com Ele […] para participar do descanso [de Deus]” (Church Dogmatics, v. 3, parte 1. Edimburgo, Escócia: T&T Clark Ltd., 1958, p. 98).

Após a criação, o ser humano foi chamado ao descanso na comunhão com o Criador. O sábado é o ponto alto semanal na vida com Cristo.

Como a guarda do sábado tem beneficiado seu relacionamento com o Senhor?

Domingo, 20 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O sinal da aliança

Lições da Bíblia1

“Os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua de geração em geração” (Êx 31:16).

O sábado é como um prego martelado que, com regularidade constante, nos faz voltar cada semana ao fundamento de tudo o que somos ou podemos ser. Estamos sempre tão ocupados, correndo atrás de nossos afazeres, ganhando e gastando dinheiro, correndo para lá e para cá, indo a todos os lugares. Mas então chega o sábado, que nos conduz novamente ao nosso fundamento, o ponto de partida de tudo, pois o que tem significado para nós existe unicamente porque Deus o criou e a nós também.

Com incessante regularidade e sem exceções, o sábado surge silenciosamente no horizonte e em cada fresta e fissura da nossa vida. Ele nos lembra de que tudo pertence ao Criador, Aquele que nos colocou aqui, o Deus que “no princípio” criou os Céus e a Terra, um ato que continua sendo o fundamento de toda a fé cristã e do qual o sábado é o sinal irrefutável e insubstituível.

Nesta semana, examinaremos esse sinal no contexto da aliança do Sinai.

Resumo da semana: Qual é a origem do sábado? Quais evidências provam que o sábado existia antes do Sinai? O que torna o sábado um sinal da aliança tão apropriado?

Sábado, 22 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A lei da aliança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: O Desejado de Todas as Nações, p. 607, 608 (“Fogo cruzado”); Patriarcas e Profetas, p. 363-373 (“A aliança da graça”).

Como Mateus 22:34-40 [“34 Entretanto, os fariseus, sabendo que ele fizera calar os saduceus, reuniram-se em conselho. 35 E um deles, intérprete da Lei, experimentando-o, lhe perguntou: 36 Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? 37 Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. 38 Este é o grande e primeiro mandamento. 39 O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40 Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.”] nos ajuda a compreender melhor (1) a função e o significado da lei de Deus dentro da aliança e (2) o conceito de que a aliança é sinônimo de relacionamento?

“Primeiramente deve haver amor no coração antes que uma pessoa possa, na força e na graça de Cristo, começar a observar os preceitos da lei de Deus (cf. Rm 8:3, 4 [“3 Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, 4 a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.”]). Obediência sem amor é tão impossível quanto inútil. Porém, onde o amor estiver presente a pessoa ordenará sua vida naturalmente em harmonia com a vontade de Deus expressa em Seus mandamentos” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 515).

“Nos preceitos de Sua santa lei, Deus concedeu uma regra perfeita de vida; e Ele declarou que até o fim dos tempos essa lei, imutável em cada detalhe, deve manter suas exigências sobre os seres humanos (Mt 5:18). Cristo veio para engrandecer a lei e torná-la gloriosa. Mostrou que ela tem por base o amplo fundamento do amor a Deus e ao próximo, e que a obediência aos seus preceitos compreende todo o dever do ser humano. Em Sua própria vida, Ele deu exemplo de obediência à lei divina. No sermão da montanha, mostrou como seus requisitos vão além dos atos exteriores, atingindo os pensamentos e as intenções do coração” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 505).

Perguntas para consideração

1. Por que o amor é mais forte que o medo para atrair as pessoas a Deus?

2. Por que amar o Senhor (Mt 22:37) é o primeiro e maior mandamento?

3. Simone Weil escreveu que a “ordem é a primeira de todas as necessidades” (Citado em Russell Kirk, The Roots of American Order [Washington, DC: Regnery Gateway, 1992], p. 3). Como entender essas palavras no contexto da lição desta semana, em relação à lei?

Resumo: A lei de Deus era parte integrante da aliança. E ainda assim a aliança era fundamentada na graça. No entanto, isso jamais invalida a necessidade da lei. Ao contrário, a lei é um meio pelo qual a graça é manifestada e expressa na vida dos que recebem a graça.

Sexta-feira, 21 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Se…

Lições da Bíblia1

6. O que os versos a seguir têm em comum? O que isso ensina sobre a natureza da aliança? Gn 18:19; 26:4, 5; Êx 19:5; Lv 26:3

Gn 18:19 (ARA)2: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito.”

Gn 26:4, 5 (ARA)2: “4 Multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e lhe darei todas estas terras. Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra; 5 porque Abraão obedeceu à minha palavra e guardou os meus mandados, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.

Êx 19:5 (ARA)2: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha;”

Lv 26:3 (ARA)2: “Se andardes nos meus estatutos, guardardes os meus mandamentos e os cumprirdes,”

Deus reconheceu abertamente a fiel obediência de Abraão aos Seus mandamentos, preceitos, estatutos e leis (Gn 26:5). Ele esperava esse estilo de vida de Seus parceiros humanos na aliança. A declaração completa da aliança bíblica no Sinai tornou evidente que a obediência é um dos aspectos fundamentais da aliança.

Êxodo 19:5 deixou isso claro: “Se ouvirem…”. É inegável o aspecto condicional da aliança. Embora tenham sido concedidas pela graça, embora sejam imerecidas, embora fossem um presente para eles, as promessas da aliança não eram incondicionais. O povo poderia rejeitar o presente, negar a graça e abandonar as promessas. A aliança, como acontece com a salvação, jamais anula o livre-arbítrio. O Senhor não força as pessoas a ter um relacionamento salvífico com Ele e não lhes impõe uma aliança. Ele a oferece gratuitamente a todos; todos são convidados a aceitá-la. Quando uma pessoa a aceita, as obrigações vêm não como meio de obter as bênçãos da aliança, mas como manifestação exterior de tê-las recebido. Israel deveria obedecer, não a fim de obter as promessas, mas para que as promessas fossem cumpridas nele. Sua obediência era uma expressão de como é ser abençoado pelo Senhor. A obediência não compra as bênçãos, como se Deus fosse obrigado a concedê-las; a obediência, em vez disso, cria um ambiente em que as bênçãos da fé podem se manifestar.

“Andem em todo o caminho que o Senhor, seu Deus, lhes ordenou, para que vocês vivam, para que tudo lhes vá bem, e para que se prolonguem os seus dias na terra que irão possuir” (Dt 5:33). Estaria o Senhor dizendo aos israelitas que, se eles obedecessem, obteriam aquelas bênçãos, como se aqueles benefícios divinos fossem uma dívida Sua para com o povo? Ou o Senhor queria dizer que, se eles obedecessem, essas bênçãos poderiam vir como resultado de sua submissão, pois a obediência abriria o caminho para que Ele pudesse lhes trazer as bênçãos? Qual é a diferença entre as duas ideias?

Quinta-feira, 20 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A estabilidade da lei de Deus

Lições da Bíblia1

4. Qual verdade sobre a natureza essencial de Deus a presença da lei no relacionamento de aliança nos ensina? (Ml 3:6; Tg 1:17).

Ml 3:6 (ARA)2: “Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.”

Tg 1:17 (ARA)2: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.”

A lei de Deus é uma expressão oral ou escrita de Sua vontade (Sl 40:8). Por ser uma transcrição de Seu caráter, a presença da lei na aliança nos garante a permanência e a confiabilidade de Deus. Embora nem sempre possamos discernir as obras de Sua providência, sabemos que Ele é digno de confiança. O Universo é governado por leis morais e físicas invariáveis. Esse fato nos dá verdadeira liberdade e segurança.

A “certeza de que Deus é confiável está na verdade de que Ele é um Deus da lei. Sua vontade e Sua lei são uma única coisa. Deus diz que o certo é certo porque descreve as melhores relações possíveis. Portanto, a lei de Deus nunca é arbitrária nem sujeita a caprichos e vontades. É a coisa mais estável do Universo” (Walter R. Beach, Dimensions in Salvation. Washington, DC: Review and Herald Publishing Association, 1963, p. 143).

5. Se a lei de Deus não pode nos salvar do pecado, por que Ele a tornou parte da aliança? Am 3:3

Am 3:3 (ARA)2: “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?

Um relacionamento requer concordância e harmonia. Em virtude de Deus não ser apenas o Criador do mundo, mas também seu Governador moral, a lei é essencial à felicidade das criaturas inteligentes, a fim de que elas vivam em harmonia com Ele. Portanto, a lei, a expressão de Sua vontade é a constituição de Seu governo. É, naturalmente, a norma ou obrigação do acordo e relacionamento de aliança. Seu propósito não é salvar, mas definir nosso dever para com Deus (primeiros quatro mandamentos) e nosso dever para com os semelhantes (seis últimos  andamentos). Em outras palavras, estabelece o modo de vida designado aos Seus filhos da aliança, para sua felicidade e bem-estar. Isso impedia Israel de adotar outra filosofia como estilo de vida. Era e é o propósito do relacionamento de aliança levar o cristão, mediante a graça transformadora, à harmonia com a vontade e caráter de Deus.

Você percebe os efeitos devastadores da transgressão da lei em sua vida e na vida dos outros? Isso confirma a bondade da lei e que ela é crucial em nosso relacionamento com Deus?

Quarta-feira, 19 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A lei dentro da aliança (Dt 10:12, 13)

Lições da Bíblia1

Qual é a primeira coisa que vem à sua mente quando você pensa na lei? Policiais, multas de trânsito, juízes e prisão? Ou você pensa em restrições, regras, pais autoritários e castigo? Talvez você pense em ordem, harmonia, estabilidade. Ou talvez até mesmo em… amor.

A palavra hebraica torah, traduzida como “lei” na Bíblia, significa “ensino” ou “instrução”. O termo pode ser usado para se referir a todas as instruções de Deus, sejam elas morais, civis, sociais ou religiosas. Inclui todos os conselhos sábios que Deus graciosamente deu ao Seu povo para que eles experimentassem vida abundante, tanto física quanto espiritualmente. Não é de admirar que o salmista tenha chamado de bem-aventurado o homem cujo “prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (Sl 1:2).

Lendo a lei ou a torah – as instruções e ensinos dos livros de Moisés que se tornaram parte da aliança de Israel – somos impressionados com a variedade de instruções. A lei aborda cada parte do estilo de vida do povo: agricultura, governo civil, relações sociais e adoração.

3. Em sua opinião, por que Deus deu tanta instrução a Israel? (veja Dt 10:13). Em que sentido essas instruções foram para o bem da nação?

Dt 10:13 (ARA)2: “para guardares os mandamentos do Senhor e os seus estatutos que hoje te ordeno, para o teu bem?”

Porque Ele queria tornar Israel um exemplo para o mundo. O objetivo era que a nação fosse feliz e influenciasse os povos.

A função da “lei” dentro da aliança era apresentar diretrizes para a nova vida do participante humano da aliança. A lei apresenta ao membro da aliança a vontade de Deus, a quem a pessoa chega a conhecer em sentido mais pleno por meio da obediência pela fé aos Seus mandamentos e outras expressões de Sua vontade.

A função da lei na aliança mostrava que Israel não podia seguir os caminhos de outras nações. Não poderiam viver somente de acordo com as leis naturais, necessidades humanas, desejos, ou mesmo necessidades sociais, políticas e econômicas. Eles poderiam continuar como nação santa, reino de sacerdotes e propriedade peculiar apenas mediante a obediência em todas as áreas da vida à vontade revelada do Deus que tinha estabelecido a aliança.

Como o antigo Israel, os adventistas receberam variados conselhos sobre todos os aspectos da vida cristã por meio do moderno dom profético. Por que devemos considerar esses conselhos como dom de Deus, e não um prejuízo ao pensamento e ação independentes? Há perigos em transformar esse dom em algo legalista, como os israelitas fizeram com seus dons? (Rm 9:32 [“Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço,”]).

Terça-feira, 18 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Laços que unem

Lições da Bíblia1

“Então Ele anunciou a Sua aliança, que ordenou a vocês, os Dez Mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra” (Dt 4:13).

Por mais que tenhamos enfatizado que a aliança é sempre uma aliança de graça, que é unicamente o resultado do oferecimento de um favor imerecido da parte de Deus aos que entram em uma relação de salvação com Ele, a graça não é uma licença para desobedecer. Pelo contrário, a aliança e a lei estão intimamente ligadas; elas são, na verdade, inseparáveis.

2. Examine o texto citado acima. Como ele relaciona a aliança e a lei? De que maneira esse texto mostra como a lei é fundamental para a aliança?

As duas estão ligadas; são quase tomadas uma pela outra. Ao fazer a aliança, Deus ordenou que os israelitas cumprissem os Dez Mandamentos.

Ao refletirmos sobre o que é uma aliança, faz sentido pensar que o conceito de lei é parte integrante dela. Se entendermos a aliança como, entre outras coisas, um relacionamento, é necessário traçar certas regras e limites. Quanto tempo duraria um casamento, uma amizade ou uma sociedade de negócios se não houvesse limites nem regras, especificamente expressos ou subentendidos? Imagine um marido que decide ter uma namorada, ou um amigo que decide tirar proveito da carteira do outro, ou um sócio que, sem combinar com a outra parte, convida outra pessoa para se juntar à sociedade. Essas ações seriam uma violação de regras, leis e princípios. Quanto tempo durariam essas relações desregradas? Por isso, são necessários limites, linhas especificadas e regras estabelecidas. Só assim a relação pode ser preservada.

Diversas expressões como “lei” (Sl 78:10), “preceitos” (Sl 50:16), “testemunhos” (Sl 25:10), “mandamentos” (Sl 103:18, ARC) e “Tua Palavra” (Dt 33:9) são encontradas paralelamente ou em associação íntima com a palavra “aliança”. “As palavras desta aliança” (Jr 11:3, 6, 8) são as palavras da lei, preceitos, testemunhos e mandamentos de Deus.

A aliança de Deus com Israel continha vários requisitos que seriam cruciais para manter o relacionamento especial que Ele buscava com Seu povo. Não ocorre a mesma coisa hoje?

Pense em alguém com quem você tenha um relacionamento íntimo. O que aconteceria com o relacionamento se você não se sentisse limitado por regras, normas ou leis, mas acreditasse que tem liberdade para fazer o que quiser. Mesmo dizendo que ama a pessoa e que somente o amor decidirá como você se relaciona com ela, por que ainda há necessidade de regras?

Segunda-feira, 17 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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