Egoísmo

Liçoes da Bíblia1

Como no caso do álamo tremedor e de seu sistema subterrâneo mais amplo, o egoísmo é parte do sistema subterrâneo chamado “pecado”, que nos impede de encontrar o descanso em Jesus. De todas as expressões do pecado em nossa vida, o egoísmo parece ser a mais fácil de se manifestar, não é mesmo? Para a maioria das pessoas, o egoísmo é tão natural quanto respirar.

2. Leia Lucas 12:13-21. Identifique o problema destacado na parábola. Planejar o futuro é egoísmo e desprezo pelo reino de Deus? Caso não seja, contra o que Jesus advertiu?

Lucas 12:13-21 (ARA)2: “13 Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança. 14 Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós? 15 Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. 16 E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. 17 E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? 18 E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. 19 Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. 20 Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? 21 Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.”

A parábola do rico insensato aparece somente em Lucas e foi contada em resposta a uma pergunta anônima do público. Questionado a respeito de uma herança, Jesus rejeitou o papel de árbitro entre dois irmãos. Em vez disso, Ele apontou o problema fundamental maior, o egoísmo. Cristo foi fundo na questão a fim de mostrar a raiz das nossas ações individuais.

3. Pense nas expressões de egoísmo em sua vida. Como o egoísmo afeta nosso relacionamento com Deus, com nosso cônjuge e família, com a igreja, vizinhos e colegas de trabalho? Qual é o segredo encontrado em Filipenses 2:5-8?

Filipenses 2:5-8 (ARA)2: “5 Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.

Ao se concentrar apenas em suas próprias necessidades e ambições, o homem rico da parábola de Jesus se esqueceu de levar em consideração as realidades celestiais invisíveis. Ser maior, melhor e ter mais não refletem os princípios fundamentais do reino de Deus. Paulo nos apresentou um vislumbre do que motivou Jesus ao decidir Se tornar nosso Substituto.

O texto de Filipenses 2:5-8 descreve o modelo de altruísmo, humildade e amor. Se o amor a Deus e aos outros não impulsionar e guiar nossas escolhas e prioridades, continuaremos construindo mais celeiros para nós aqui e colocando menos tesouros no Céu (Mt 6:20).

Por que é tão fácil se deixar levar pelo desejo de riqueza e bens materiais? Embora necessitemos de certa quantia de dinheiro para sobreviver, por que parece que não importa quanto temos, sempre queremos mais?

Segunda-feira, 12 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus traz divisão

Lições da Bíblia1

Pouquíssimas pessoas gostam de conflitos. Ansiamos por harmonia e paz. Até ministramos seminários sobre pacificação e resolução de conflitos em nossas igrejas e instituições.

1. Jesus disse que não veio trazer paz, mas espada. O que isso significa, considerando que Jesus é o “Príncipe da Paz” (Is 9:6)? Mt 10:34-39

Mt 10:34-39 (ARA)2: “34 Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. 35 Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. 36 Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa. 37 Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; 38 e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. 39 Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á.”

A declaração de Jesus em Mateus 10:34-39 é chocante. O Salvador, que veio como um Bebê indefeso, não na condição de rei, e que pregava amor ao próximo e aos inimigos, disse a Seus seguidores que Ele traria divisão e conflitos. Seus discípulos e Seu público podem ter se perguntado, como nós também fazemos: “Como assim?”

Mateus 10:35-39 de fato trata de obediência e lealdade. Ao citar Miqueias 7:6, Jesus desafiou Seu público a fazer escolhas para a eternidade. O filho devia amar e honrar seus pais. Essa era uma exigência da lei que Moisés tinha recebido no monte. Era parte do modo de operação exigido por Deus. Contudo, se esse amor superasse o compromisso do ouvinte com Jesus, seria necessária uma decisão difícil. Um pai e uma mãe deviam amar e cuidar de seus filhos. No entanto, se esse amor superasse o compromisso dos pais com Jesus, também exigiria uma decisão difícil. Jesus nos lembra de que as coisas mais importantes devem vir primeiro.

Cristo expressou essa escolha ao formular três frases, e em cada uma utilizou o termo “digno”. A dignidade não se fundamenta em elevados padrões morais nem mesmo em vencer o pecado. A dignidade ou merecimento tem por base nosso relacionamento com Jesus. Somos dignos quando O escolhemos acima de todas as coisas – inclusive mãe, pai ou filhos. Escolhemos o sofrimento da cruz e seguimos Jesus.

“Não tenho maior desejo do que ver nossa juventude imbuída do espírito da religião pura que a levará a tomar a cruz e seguir a Cristo. Prossigam, jovens discípulos de Jesus, controlados pelo princípio, envolvidos nas vestes de pureza e de justiça. Seu Salvador os conduzirá à posição mais bem preparada aos seus talentos e onde possam servir melhor” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 87).

Às vezes somos forçados a carregar a cruz que não escolhemos e, outras vezes, voluntariamente carregamos a cruz. Qual é o segredo para carregar a cruz fielmente?

Domingo, 11 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

As raízes da inquietação

Lições da Bíblia1

“Onde há inveja e rivalidade, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins” (Tg 3:16).

O álamo tremedor é uma bela árvore, podendo atingir cerca de 15 a 30 metros de altura. Ele floresce em climas frios, com verões frescos. Sua madeira é utilizada em móveis e na fabricação de fósforos e papel. Cervídeos e outros animais geralmente se alimentam de álamos tremedores jovens durante invernos rigorosos, pois a casca dessa árvore contém muitos nutrientes. O álamo tremedor precisa de muito sol e cresce durante todo otempo – mesmo no inverno, o que o torna uma importante fonte de alimento para diferentes animais nessa estação.

No entanto, o álamo tremedor é mais famoso por ter um dos maiores sistemas de raízes do mundo vegetal. Suas raízes se espalham por rebentos subterrâneos e formam uma colônia que pode se espalhar de forma relativamente rápida, cobrindo grandes áreas. Um álamo tremedor pode viver até 150 anos, mas o organismo maior abaixo do solo pode viver por milhares de anos.

Nesta semana, estudaremos as raízes da inquietação. Muitas coisas nos impedem de encontrar descanso em Jesus. Algumas são óbvias e não requerem muita atenção. Outras são menos evidentes e, como acontece com o enorme organismo do álamo tremedor, invisível sob o solo, nem sempre temos consciência das atitudes e ações que nos separam do Salvador.

Sábado, 10 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Inquietos e rebeldes – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Pareciam ter se arrependido com sinceridade, mas estavam mais tristes pelo resultado de sua má conduta do que pela ingratidão e desobediência que haviam demonstrado. Quando viram que o Senhor não mudou a sentença que tinha dado, seu espírito rebelde se revelou novamente e disseram que não voltariam mais para o deserto. Ao ordenar que se retirassem da terra de seus inimigos, Deus estava testando a aparente submissão do povo e provou que ela não era real. Os israelitas sabiam ter pecado gravemente, consentindo que seus sentimentos temerários os dominassem e procurando matar os espias que insistiam com eles para que obedecessem a Deus; mas estavam aterrorizados apenas por perceber que tinham cometido um erro terrível, cujas consequências seriam desastrosas para eles. Seu coração não estava mudado; eles precisavam somente de um pretexto para dar início a outra rebelião semelhante. E esse pretexto surgiu quando Moisés, pela autoridade de Deus, ordenou-lhes que voltassem ao deserto” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 391).

“Presunção, a falsificação da fé, é produzida por Satanás. A fé reivindica as promessas de Deus e produz frutos de obediência. A presunção também reivindica as promessas, mas as usa como fez Satanás: para justificar a transgressão. A fé teria levado nossos primeiros pais a confiar no amor de Deus e a obedecer Seus mandamentos. A presunção os levou a transgredir Sua lei, crendo que Seu grande amor os salvaria da consequência de seu pecado. Reivindicar a aprovação do Céu sem cumprir as condições pelas quais a misericórdia é concedida não é fé. A verdadeira fé se fundamenta nas promessas e providências das Escrituras” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 126).

Perguntas para consideração

1. Por que a conquista de Canaã no primeiro momento teria sido um ato de fé e depois, quando os israelitas a atacaram, foi vista como ato presunçoso? A questão era a motivação?

2. Embora o pecado possa ser perdoado, convivemos com as consequências dele. Como ajudar os que lutam com a culpa de pecados que ainda os afetam, bem como seus queridos?

Sexta-feira, 09 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 

Fé versus presunção

Lições da Bíblia1

9. Quais semelhanças você vê nas peregrinações de Israel pelo deserto e a experiência do povo de Deus vivendo pouco antes da segunda vinda de Jesus? 1Co 10:1-11

1Co 10:1-11 (ARA)2: 1 Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, 2 tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. 3 Todos eles comeram de um só manjar espiritual 4 e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. 5 Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto. 6 Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. 7 Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: 8 E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil. 9 Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. 10 Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. 11 Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado.”

Ao longo da história, o povo de Deus tem vagado pelo deserto em busca da terra prometida. Esse deserto tem muitas faces. No momento, parece uma enxurrada de mídias sem fim, bipes constantes de mensagens que chegam e o profundo zunido de entretenimento interminável. Esse deserto tenta nos vender pornografia como amor e materialismo como resposta aos nossos problemas. Se pudéssemos estar um pouco mais em forma, ser um pouco mais jovens, um pouco mais ricos, um pouco mais sensuais – isso resolveria todos os nossos problemas.

Como os israelitas, estamos inquietos em nossa busca pela paz, e com frequência a procuramos nos lugares errados.

10. Como os israelitas reagiram ao juízo de Deus em Números 14:39-45?

Números 14:39-45 (ARA)2: “39 Falou Moisés estas palavras a todos os filhos de Israel, e o povo se contristou muito. 40 Levantaram-se pela manhã de madrugada e subiram ao cimo do monte, dizendo: Eis-nos aqui e subiremos ao lugar que o Senhor tem prometido, porquanto havemos pecado. 41 Porém Moisés respondeu: Por que transgredis o mandado do Senhor? Pois isso não prosperará. 42 Não subais, pois o Senhor não estará no meio de vós, para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos. 43 Porque os amalequitas e os cananeus ali estão diante de vós, e caireis à espada; pois, uma vez que vos desviastes do Senhor, o Senhor não será convosco. 44 Contudo, temerariamente, tentaram subir ao cimo do monte, mas a arca da Aliança do Senhor e Moisés não se apartaram do meio do arraial. 45 Então, desceram os amalequitas e os cananeus que habitavam na montanha e os feriram, derrotando-os até Horma.”

A reação de Israel ao juízo divino foi típica. “Pecamos”, disseram eles. “Aqui estamos e subiremos ao lugar que o Senhor nos prometeu” (Nm 14:40).

O compromisso sem convicção é como uma vacina mal administrada – não funciona. Hoje, os médicos recomendam a vacinação contra a hepatite B logo após o nascimento, nas primeiras 24 horas de vida. Esse é um bom começo. No entanto, após a primeira injeção, se não houver duas ou três doses de reforço administradas no momento certo e na dosagem correta, não haverá nenhuma proteção contra a hepatite B.

A rebelde reviravolta de Israel, relatada nos últimos versos de Números 14, resultou em morte e decepção, já que os israelitas se recusavam a aceitar as novas instruções de Deus e obstinadamente lançaram um ataque sem a arca da aliança e sem a liderança de Moisés.

A presunção custa caro, pois leva à morte. Às vezes, a presunção é alimentada pelo medo. Em virtude de temermos algo, tomamos decisões das quais nos arrependemos mais tarde.

Pense em uma ocasião em que você agiu pela fé e em uma situação em que agiu com base na presunção. Qual foi a diferença crucial?

Quinta-feira, 08 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Intercessor

Lições da Bíblia1

7. Que oportunidade Deus ofereceu a Moisés diante da rebelião? Nm 14:11, 12

Nm 14:11, 12 (ARA)2: “11 Disse o Senhor a Moisés: Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele? 12 Com pestilência o ferirei e o deserdarei; e farei de ti povo maior e mais forte do que este.”

Deus Se ofereceu para destruir os israelitas e fazer, a partir de Moisés, uma nova nação.

8. Como Moisés reagiu a essa completa rebelião, levantada não simplesmente contra ele, mas contra Deus? Nm 14:13-19

Nm 14:13-19 (ARA)2: “13 Respondeu Moisés ao Senhor: Os egípcios não somente ouviram que, com a tua força, fizeste subir este povo do meio deles, 14 mas também o disseram aos moradores desta terra; ouviram que tu, ó Senhor, estás no meio deste povo, que face a face, ó Senhor, lhes apareces, tua nuvem está sobre eles, e vais adiante deles numa coluna de nuvem, de dia, e, numa coluna de fogo, de noite. 15 Se matares este povo como a um só homem, as gentes, pois, que, antes, ouviram a tua fama, dirão: 16 Não podendo o Senhor fazer entrar este povo na terra que lhe prometeu com juramento, os matou no deserto. 17 Agora, pois, rogo-te que a força do meu Senhor se engrandeça, como tens falado, dizendo: 18 O Senhor é longânimo e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta gerações. 19 Perdoa, pois, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia e como também tens perdoado a este povo desde a terra do Egito até aqui.

É nesse momento que vemos o verdadeiro homem de Deus. A resposta de Moisés, congelada no tempo, antecipava o Intercessor que, mais de 1.400 anos depois, rogaria por Seus discípulos em suas aflições (Jo 17). De fato, muitos teólogos e estudiosos da Bíblia viram nessa ação de Moisés um exemplo do que Cristo faz por nós. A culpa do povo, que é nossa culpa, nem mesmo foi questionada. No entanto, Moisés implorou, dizendo: “Segundo a grandeza da Tua misericórdia” (Nm 14:19), por favor, perdoa essas pessoas. Assim como o Senhor fez naquela ocasião por causa da intercessão de Moisés, Ele faz por nós por causa de Jesus, por Sua morte, ressurreição e intercessão por nós.

Portanto, Moisés rogou: “Perdoa, pois, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da Tua misericórdia e como também tens perdoado a este povo desde a terra do Egito até aqui” (Nm 14:19). A graça combate a rebelião e a inquietação em sua essência. O perdão oferece novos começos.

No entanto, existem custos. A graça nunca pode ser barata. Embora perdoado, o povo enfrentaria as consequências de sua rebelião, e aquela geração não entraria na terra prometida (Nm 14:20-23).

Deus os sustentaria por mais 38 anos no deserto. Ele os alimentaria. Falaria com eles do santuário. Estaria ao lado deles no deserto. Mas eles morreriam, e uma nova geração teria que pegar o bastão e encontrar descanso na terra prometida.

Parece juízo; no entanto, é graça. Como aquela geração seria capaz de conquistar as poderosas cidades-estados de Canaã se ainda não tinham aprendido a confiar no Senhor? Como seriam uma luz para as nações quando eles mesmos tropeçavam na escuridão?

Quais lições difíceis você aprendeu sobre as consequências do pecado perdoado?

Quarta-feira, 07 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Inquietação leva à rebelião

Lições da Bíblia1

A história começa com um parecer positivo. Os israelitas tinham alcançado as fronteiras de Canaã, e doze espias foram enviados para explorar a terra. O relatório deles foi extraordinário!

5. Leia o relatório dos espias em Números 13:27-33. Em que ponto as expectativas dos israelitas foram frustradas?

Números 13:27-33 (ARA)2: “27 Relataram a Moisés e disseram: Fomos à terra a que nos enviaste; e, verdadeiramente, mana leite e mel; este é o fruto dela. 28 O povo, porém, que habita nessa terra é poderoso, e as cidades, mui grandes e fortificadas; também vimos ali os filhos de Anaque. 29 Os amalequitas habitam na terra do Neguebe; os heteus, os jebuseus e os amorreus habitam na montanha; os cananeus habitam ao pé do mar e pela ribeira do Jordão. 30 Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela. 31 Porém os homens que com ele tinham subido disseram: Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós. 32 E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. 33 Também vimos ali gigantes (os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos.

Apesar da intervenção de Calebe, os duvidosos e céticos prevaleceram. Israel não partiu para a terra prometida. Preferiu chorar e murmurar em vez de marchar e clamar pela vitória.

Quando estamos inquietos, temos dificuldade de andar pela fé. A inquietação, entretanto, não afeta somente nossas emoções. Cientistas afirmam que há uma linha direta de causa e efeito entre pouco descanso (incluindo a privação de sono) e más escolhas, resultando em obesidade, vícios e mais inquietação e infelicidade.

6. Leia Números 14:1-10. O que aconteceu depois?

Números 14:1-10 (ARA)2: “1 Levantou-se, pois, toda a congregação e gritou em voz alta; e o povo chorou aquela noite. Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto! E por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos para o Egito?E diziam uns aos outros: Levantemos um capitão e voltemos para o Egito. 5 Então, Moisés e Arão caíram sobre o seu rosto perante a congregação dos filhos de Israel. 6 E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dentre os que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa. 8 Se o Senhor se agradar de nós, então, nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel. 9 Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor e não temais o povo dessa terra, porquanto, como pão, os podemos devorar; retirou-se deles o seu amparo; o Senhor é conosco; não os temais. 10 Apesar disso, toda a congregação disse que os apedrejassem; porém a glória do Senhor apareceu na tenda da congregação a todos os filhos de Israel.

As coisas foram de mal a pior. O apelo de Calebe, “tão somente não sejam rebeldes contra o Senhor” (Nm 14:9), não foi atendido, e aquela assembleia se preparou para apedrejar seus líderes. A inquietação leva à rebelião, e a rebelião, no final das contas, leva à morte.

Os espias infiéis denunciavam em alta voz Calebe e Josué, e levantou- se o clamor para os apedrejar. […], quando subitamente as pedras caíram de suas mãos, um silêncio tomou conta de todos e tremeram de medo. Deus interveio para impedir seu desígnio assassino. A glória de Sua presença, como uma luz brilhante, iluminou o tabernáculo. Todo o povo viu o sinal do Senhor […] e ninguém ousava prosseguir com a resistência. Os espias que trouxeram o relatório negativo agacharam-se tomados de terror e, com a respiração contida, procuraram suas tendas” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 390).

Quando lemos Números 14, parece que a cena foi paralisada, e podemos ouvir a conversa de Deus com Moisés. O Senhor reconheceu que, embora a intenção do povo fosse jogar pedras em Moisés, Calebe e Josué, em última análise, a rebelião era contra Deus.

Terça-feira, 06 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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É contagioso

Lições da Bíblia1

3. Leia Números 12:1-3. Por que Miriã e Arão estavam perturbados?

Números 12:1-3 (ARA)2: “1 Falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cuxita que tomara; pois tinha tomado a mulher cuxita. 2 E disseram: Porventura, tem falado o Senhor somente por Moisés? Não tem falado também por nós? O Senhor o ouviu. 3 Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra.”

Aparentemente, Miriã e Arão estavam aborrecidos por causa da esposa cuxita de Moisés. Zípora era uma estrangeira, vinda de Midiã (Êx 3:1). Vemos assim que, mesmo entre a “elite” de Israel, a degradação da natureza humana se revela de maneira desagradável.

No entanto, o texto mostra que o aborrecimento dos irmãos era um pretexto. O foco da reclamação era o dom profético. Conforme relatado no capítulo anterior, Deus havia instruído Moisés a designar setenta anciãos de Israel que o ajudassem a levar o fardo da liderança (Nm 11:16, 17, 24, 25). Arão e Miriã também desempenhavam importantes funções de liderança (Êx 4:13-15; Mq 6:4), mas se sentiram ameaçados pelo desdobramento da nova liderança e disseram: “Será que o Senhor falou somente por meio de Moisés? Será que não falou também por meio de nós?” (Nm 12:2).

4. Como Deus respondeu a essa reclamação? Por que o Senhor foi tão severo? Nm 12:4-13

Números 12:4-13 (ARA)2: 4 Logo o Senhor disse a Moisés, e a Arão, e a Miriã: Vós três, saí à tenda da congregação. E saíram eles três. 5 Então, o Senhor desceu na coluna de nuvem e se pôs à porta da tenda; depois, chamou a Arão e a Miriã, e eles se apresentaram.Então, disse: Ouvi, agora, as minhas palavras; se entre vós há profeta, eu, o Senhor, em visão a ele, me faço conhecer ou falo com ele em sonhos. 7 Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. 8 Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a forma do Senhor; como, pois, não temestes falar contra o meu servo, contra Moisés? 9 E a ira do Senhor contra eles se acendeu; e retirou-se. 10 A nuvem afastou-se de sobre a tenda; e eis que Miriã achou-se leprosa, branca como neve; e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa. 11 Então, disse Arão a Moisés: Ai! Senhor meu, não ponhas, te rogo, sobre nós este pecado, pois loucamente procedemos e pecamos. 12 Ora, não seja ela como um aborto, que, saindo do ventre de sua mãe, tenha metade de sua carne já consumida. 13 Moisés clamou ao Senhor, dizendo: Ó Deus, rogo-te que a cures.”

A resposta de Deus foi imediata e não deixou espaço para interpretação. O dom profético não era uma arma usada para exercer mais poder. Moisés era adequado para liderar porque havia aprendido que era extremamente dependente de Deus.

Miriã foi mencionada antes de Arão no verso 1. Isso sugere que ela pode ter instigado a investida contra Moisés. Arão já ministrava como sumo sacerdote. Se ele tivesse sido acometido de lepra, não poderia ter entrado no tabernáculo nem ministrar em favor do povo. O castigo a Miriã com uma lepra temporária comunicava o descontentamento divino com os dois irmãos. Esse castigo promoveu a necessária mudança de atitude. O apelo de Arão por Miriã confirma que ele também estava envolvido (Nm 12:11), e agora, em vez de críticas e inquietação, vemos Arão implorando por Miriã, e Moisés intercedendo por ela (Nm 12:11-13). Deus deseja ver essa mesma atitude em Seu povo. Ele ouviu e curou Miriã.

Embora seja fácil criticar a liderança da igreja, nossa igreja e nossa vida espiritual não seriam melhores se intercedêssemos em favor de nossos líderes, mesmo quando discordamos deles?

Segunda-feira, 05 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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