Um Profeta semelhante a você

Lições da Bíblia1

Repetidamente, o Senhor advertiu Israel a não seguir as práticas das nações vizinhas. Ao contrário, ele deveria testemunhar a essas nações (Dt 4:6-8). Em Deuteronômio 18:9-14, Moisés outra vez o advertiu sobre práticas específicas que eram “abominação ao Senhor” (Dt 18:12). Nesse contexto, ele disse que os israelitas deviam ser “perfeitos para com o Senhor, seu Deus” (Dt 18:13).

Leia Deuteronômio 18:15-19. O que Moisés disse? Em seguida, compare sua fala com Atos 3:22 e 7:37. Como Pedro e Estêvão aplicam Deuteronômio 18:18?

Deuteronômio 18:15-19 (ARA)2: “15 O Senhor, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás, 16 segundo tudo o que pediste ao Senhor, teu Deus, em Horebe, quando reunido o povo: Não ouvirei mais a voz do Senhor, meu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra. 17 Então, o Senhor me disse: Falaram bem aquilo que disseram. 18 Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. 19 De todo aquele que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, disso lhe pedirei contas.

Atos 3:22 (ARA)2: “Disse, na verdade, Moisés: O Senhor Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser.

Atos 7:37 (ARA)2: “Foi Moisés quem disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim.”

Deuteronômio 18:18 (ARA)2: “Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.”

Em referência à aliança no Sinai, Moisés falou de como os filhos de Israel, na revelação da lei de Deus (Êx 20:18-21), queriam que o servo de Deus fosse um mediador, um intercessor entre eles e o Senhor. Então Moisés lhes prometeu, duas vezes (Dt 18:15, 18), que o Senhor levantaria um profeta como ele, e que esse profeta, como Moisés, seria, entre outras coisas, também um intercessor entre o povo e o Senhor.

Muitos séculos depois, Pedro e Estêvão citaram o texto em referência a Jesus. Para Pedro, Jesus era o cumprimento do que havia sido falado pela “boca dos Seus santos profetas desde a antiguidade” (At 3:21), e os líderes deveriam obedecer às Suas palavras. Ou seja, Pedro usou esse texto, que os judeus conheciam, e o aplicou a Jesus, com a ideia de que eles precisavam se arrepender pelo que tinham feito a Ele (At 3:19).

Em seguida, em Atos 7:37, Estêvão, embora em um contexto diferente do de Pedro, também se referiu a essa famosa promessa e afirmou que ela apontava para Jesus. Ele quis dizer que Moisés, em seu papel na história como líder dos judeus, havia prefigurado Jesus. Assim como Pedro, Estêvão mostrou ao povo que Cristo Jesus era o cumprimento de uma profecia e que eles precisavam ouvi-Lo. Ao contrário da acusação feita pelos judeus contra Estêvão, de que ele estava falando “blasfêmias contra Moisés e contra Deus” (At 6:11), o servo de Deus proclamou o Senhor Jesus como Messias, cumprimento direto do que Deus havia prometido por meio da profecia de Moisés.

Como esses versos nos mostram a centralidade de Jesus em toda a Bíblia, e por que todo o nosso entendimento dela deve ser centrado em Cristo?

Quarta-feira, 15 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Amaldiçoado em um madeiro

Lições da Bíblia1

O que Paulo disse que é relevante para nós, e como ele usou Deuteronômio 27:26 e 21:22, 23 em seu argumento? Gl 3:1-14

Deuteronômio 27:26 (ARA)2: “Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém!”

Deuteronômio 21:22, 23 (ARA)2: “22 Se alguém houver pecado, passível da pena de morte, e tiver sido morto, e o pendurares num madeiro, 23 o seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite, mas, certamente, o enterrarás no mesmo dia; porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus; assim, não contaminarás a terra que o Senhor, teu Deus, te dá em herança.”

Gálatas 3:1-14 (ARA)2: “1 Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? 2 Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? 3 Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne? 4 Terá sido em vão que tantas coisas sofrestes? Se, na verdade, foram em vão. 5 Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé? 6 É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. 7 Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. 8 Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. 9 De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão. 10 Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las. 11 E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. 12 Ora, a lei não procede de fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá. 13 Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), 14 para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.

Infelizmente, é comum se usar Gálatas como um tipo de justificativa para não guardar os Dez Mandamentos. Esse argumento é usado como razão para não guardar o quarto mandamento, como se guardar aquele, em oposição aos outros nove, fosse de alguma forma uma expressão do legalismo do qual Paulo tratou nessa passagem.

No entanto, o apóstolo não estava falando contra a lei, e certamente nada nesse texto poderia justificar a quebra do sábado. A chave encontra-se em Gálatas 3:10, em que ele escreveu que “todos os que são das obras da lei estão debaixo de maldição”, e então citou Deuteronômio 27:26. A questão não é obediência à lei, mas “confiar na lei”, uma posição difícil, se não impossível, para seres caídos como nós.

O que Paulo quis dizer é que não somos salvos pelas obras da lei, mas pela morte de Cristo em nosso lugar, a qual nos é creditada pela fé. Sua ênfase é o que Cristo fez por nós, na cruz. Para destacar esse ponto, ele se referiu a Deuteronômio 21:23. Como Jesus, Paulo disse: “Está escrito”, mostrando a autoridade do AT, e citou um texto que trata de alguém que, tendo cometido um crime capital e sido executado por isso, foi então pendurado em um madeiro, talvez para servir de exemplo.

Paulo, porém, usou isso como símbolo para a morte substitutiva de Cristo por nós: Cristo Se tornou “maldição em nosso lugar” porque enfrentou a maldição da lei; isto é, a morte que todos enfrentaríamos, pois transgredimos a lei. Porém, as boas-novas do evangelho dizem que a maldição que deveria ter sido nossa tornou-se Dele, na cruz, “a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido” (Gl 3:14).

“Ninguém, a não ser Cristo, poderia redimir da maldição da lei o homem decaído e levá-lo novamente à harmonia com o Céu. Cristo tomaria sobre Si a culpa e a humilhação do pecado, tão ofensivo para um Deus santo que deveria separar entre Si o Pai e o Filho” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 63).

Pense no que você enfrentaria se recebesse a punição justa por seus erros. No entanto, visto que Cristo suportou a punição por seus erros em Si mesmo, de forma que você não precisa fazê-lo, qual deve ser sua resposta ao Seu sacrifício?

Terça-feira, 14 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Levantando rostos

Lições da Bíblia1

Em Deuteronômio 10, Moisés (novamente) recontava a história de Israel e (mais uma vez) usou esses relatos para admoestar seu povo à fidelidade. Em meio a essa advertência, ele disse algo mais.

2. Leia Deuteronômio 10:17-19. Qual é a mensagem essencial para o povo, e por que ela é relevante para a igreja de Deus hoje?

Deuteronômio 10:17-19 (ARA)2: “17 Pois o Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno; 18 que faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes. 19 Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.”

A frase “não trata as pessoas com parcialidade” é traduzida de uma figura hebraica de linguagem que significa literalmente “não levantar rostos”. Acredita-se que a expressão tenha se originado em um cenário jurídico em que o juiz ou rei via o rosto da pessoa no julgamento e, com base na condição dela (importante ou insignificante), dava o veredito. O que está subjacente nessa passagem é que o Senhor não trata as pessoas dessa maneira, apesar de Sua grandeza e poder. Ele é justo com todos, independentemente da posição social. Essa verdade foi revelada na vida de Jesus e em Seu modo de tratar até mesmo os mais desprezados na sociedade.

Leia Atos 10:34, Romanos 2:11, Gálatas 2:6, Efésios 6:9, Colossenses 3:25 e 1 Pedro 1:17. Como esses textos usam Deuteronômio 10:17?

Atos 10:34 (ARA)2: “Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas;”

Romanos 2:11 (ARA)2: “Porque para com Deus não há acepção de pessoas.”

Gálatas 2:6 (ARA)2: “E, quanto àqueles que pareciam ser de maior influência (quais tenham sido, outrora, não me interessa; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que me pareciam ser alguma coisa nada me acrescentaram;”

Efésios 6:9 (ARA)2: “E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos céus e que para com ele não há acepção de pessoas.

Colossenses 3:25 (ARA)2: “pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas.

1 Pedro 1:17 (ARA)2: “Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação,”

Por mais variadas que sejam as circunstâncias em cada uma dessas referências (em Efésios, Paulo disse aos senhores para que fossem cuidadosos na maneira de tratar seus escravos; em Romanos, Paulo falou que, em relação à salvação e condenação, não há diferença entre judeus e gentios), todas elas remontam a Deuteronômio e à ideia de que Deus “não levanta rostos”. E se o “Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível” não o faz, então não faremos.

Em Romanos, vemos uma revelação do evangelho: estamos todos no mesmo nível, independentemente da nossa condição. Somos pecadores que precisam da graça de Deus. A boa notícia é que, não importa nossa posição, somos salvos em Cristo.

Quantas vezes, mesmo sutilmente, você “levanta rostos”? Por que a cruz nos mostra quão pecaminosa é essa atitude?

Segunda-feira, 13 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Está escrito

Lições da Bíblia1

1. Leia Mateus 4:1-11. Como Jesus respondeu às tentações de Satanás no deserto e qual é a lição importante para nós em Sua resposta?

Mateus 4:1-11 (ARA)2: “1 A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. 3 Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. 4 Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. 5 Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo 6 e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. 7 Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. 8 Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. 11 Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.”

Jesus não discutiu com Satanás nem o rebateu. Ele simplesmente citou as Escrituras, pois a Palavra de Deus é “viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (Hb 4:12). Em cada caso, a palavra que Ele citou era de Deuteronômio. É interessante que Jesus, no deserto, tenha escolhido citar textos que foram dados a Israel também no deserto.

Na primeira tentação, Jesus Se referiu a Deuteronômio 8:3. Moisés contava ao antigo Israel como o Senhor havia provido para ele no deserto o maná e outros recursos, como parte de um processo de refinamento, enquanto procurava ensinar-lhe lições espirituais. Uma dessas lições é que “o ser humano não viverá só de pão, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4:4). O Senhor lhe deu alimento físico, mas também o espiritual. Não se pode pegar apenas o primeiro sem o segundo. Jesus usou a imagem do pão como transição para Deuteronômio e para repreender Satanás e a dúvida que ele tentou despertar.

Na segunda tentação, Jesus citou Deuteronômio 6:16, em que Moisés falava ao povo da rebelião em Massá (Êx 17:1-7): “Não ponham à prova o Senhor, seu Deus, como o fizeram em Massá”. A expressão “pôr à prova” pode significar “tentar” ou “testar”. O Senhor já havia mostrado, repetidamente, Seu poder e disposição para lhes prover; ainda assim, quando houve o problema, eles clamaram: “Está o Senhor no meio de nós ou não?” (Êx 17:7). Jesus utilizou essa história para repreender Satanás.

Na terceira tentação, Satanás procurou fazer com que Cristo Se curvasse e o adorasse. Que revelação aberta e flagrante de quem ele realmente é e do que realmente queria! Em vez de debater, Jesus repreendeu Satanás e novamente voltou-Se à Palavra de Deus, em Deuteronômio, em que o Senhor alertava Seu povo sobre o que aconteceria caso se afastasse e adorasse outros deuses. “Temam o Senhor, seu Deus, sirvam a Ele e jurem somente pelo nome Dele” (Dt 6:13).

Como podemos extrair mais poder para nossa vida do estudo da Bíblia, a fim de refletirmos mais plenamente o caráter de Jesus e, como Ele, resistir às tentações do inimigo?

Domingo, 12 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Deuteronômio no Novo Testamento

Lições da Bíblia1

“Está escrito: ‘O ser humano não viverá só de pão, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’” (Mt 4:4).

O NT está repleto de referências ao AT. Ou seja, os escritores inspirados do NT citaram os escritores inspirados do AT como fonte de autoridade. O próprio Jesus disse: “Está escrito” (Mt 4:4), significando o seguinte: “Está escrito no AT”; e Ele disse: “para que se cumprissem as Escrituras” (Mc 14:49), isto é, as Escrituras do AT. E quando Jesus encontrou dois discípulos no caminho de Emaús, em vez de fazer um milagre para mostrar quem Ele era, “explicou-lhes o que constava a respeito Dele em todas as Escrituras” (Lc 24:27).

Seja usando citações diretas do AT, ou alusões, ou referências a histórias ou profecias, os escritores do NT constantemente usaram o AT para apoiar, e até mesmo justificar, suas afirmações.

Entre os livros frequentemente citados ou mencionados está Deuteronômio (junto com Salmos e Isaías). Mateus, Marcos, Lucas, Atos, João, Romanos, Gálatas, 1 e 2 Coríntios, Hebreus, as epístolas pastorais de Paulo e o Apocalipse remontam a Deuteronômio.

Nesta semana, examinaremos alguns desses casos e veremos quais verdades presentes podemos extrair deles.

Sábado, 11 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 

Deuteronômio em escritos posteriores – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

O texto de “[Miqueias 6:1-8] é uma das grandes passagens do AT. Como Amós 5:24 e Oseias 6:6, resume a mensagem dos profetas do 8º século. O texto começa com um exemplo de uma ação judicial de aliança em que o profeta convoca o povo a ouvir a acusação que Yahweh tem contra eles. As montanhas e colinas são o júri porque existem há muito tempo e testemunharam a maneira pela qual Deus trata Israel. Em vez de acusar diretamente Israel de quebrar a aliança, Deus pergunta se o povo tem alguma acusação contra Ele. ‘O que Eu fiz? Como Eu o cansei?’ Diante da injustiça, alguns podem ter ‘se cansado de fazer o bem’. Diante das oportunidades de enriquecimento rápido, alguns dos proprietários de terras podem ter se cansado de guardar as leis da aliança” (Ralph L. Smith, Word Biblical Commentary, Micah-Malachi [Word Books, 1984], v. 32, p. 50).

“Na reforma que se seguiu, o rei voltou sua atenção para a destruição de todo vestígio de idolatria que havia permanecido. Os habitantes da Terra tinham por tanto tempo seguido os costumes das nações que os rodeavam, de se ajoelhar diante de imagens de madeira e de pedra, que parecia estar quase além do poder humano conseguir remover cada traço desses males. Josias, porém, perseverou em seus esforços para purificar o território” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 401).

Perguntas para consideração

1. Hoje estamos na posição de Israel: tendo verdades que o mundo precisava ouvir. Isso é um privilégio. Será que estamos cumprindo nossas responsabilidades?

2. O conhecimento do livro de Deuteronômio serviu de apoio à fé dos judeus na época de Daniel? De modo semelhante, o entendimento das Escrituras nos ajuda a lidar com dificuldades que, de outra forma, seriam desanimadoras?

3. Repasse a profecia das 70 semanas (Dn 9:24-27 [“24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.”]). Que papel a aliança tem nessa profecia? Por que a aliança é tão importante nesse contexto – e também para nós?

Sexta-feira, 10 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 

A oração de Daniel

Lições da Bíblia1

Uma das orações mais famosas do AT está em Daniel 9. Ao observar pela leitura dos escritos do profeta Jeremias que o tempo da “desolação” de Israel (Dn 9:2), setenta anos, estava prestes a terminar, Daniel começou a orar.

E que oração! Uma súplica comovente na qual confessa seus pecados e os pecados de seu povo, enquanto ao mesmo tempo reconhece a justiça divina em meio à calamidade que se abateu sobre eles.

7. Leia Daniel 9:1-19. Que temas estão diretamente relacionados a Deuteronômio?

Daniel 9:1-19 (ARA)2: 1 No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus, 2 no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos. 3 Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza. 4 Orei ao Senhor, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; 5 temos pecado e cometido iniquidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; 6 e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra. 7 A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, os moradores de Jerusalém, todo o Israel, quer os de perto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas transgressões que cometeram contra ti. 8 Ó Senhor, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti. 9 Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele 10 e não obedecemos à voz do Senhor, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas. 11 Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz; por isso, a maldição e as imprecações que estão escritas na Lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós, porque temos pecado contra ti. 12 Ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós e contra os nossos juízes que nos julgavam, e fez vir sobre nós grande mal, porquanto nunca, debaixo de todo o céu, aconteceu o que se deu em Jerusalém. 13 Como está escrito na Lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não temos implorado o favor do Senhor, nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniquidades e nos aplicarmos à tua verdade. 14 Por isso, o Senhor cuidou em trazer sobre nós o mal e o fez vir sobre nós; pois justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as suas obras que faz, pois não obedecemos à sua voz. 15 Na verdade, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e a ti mesmo adquiriste renome, como hoje se vê, temos pecado e procedido perversamente. 16 Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte, porquanto, por causa dos nossos pecados e por causa das iniquidades de nossos pais, se tornaram Jerusalém e o teu povo opróbrio para todos os que estão em redor de nós. 17 Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o rosto, por amor do Senhor. 18 Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. 19 Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.

A oração de Daniel é um resumo sobre o que a nação havia sido advertida em Deuteronômio a respeito das consequências de não cumprir sua parte na aliança. Daniel se referiu duas vezes à “Lei de Moisés” (Dn 9:11, 13), que certamente incluía Deuteronômio e, nesse caso, poderia estar se referindo especificamente a ele.

Conforme Deuteronômio, eles foram expulsos da terra (Dt 4:27-31; 28) porque não obedeceram, exatamente o que Moisés havia dito que aconteceria (Dt 31:29).

É muito trágico que, em vez de as nações ao redor dizerem: “Certamente esta grande nação é um povo sábio e compreensivo” (Dt 4:6), Israel se tornou um “opróbrio” (Dn 9:16) para aquelas mesmas nações.

Nas lágrimas e súplicas de Daniel, ele jamais fez o que tantos fazem quando ocorre uma tragédia: “Por quê?” Ele nunca questionou o motivo. Graças ao livro de Deuteronômio, Daniel sabia a razão de tudo. O livro de Deuteronômio deu a Daniel (e a outros exilados) a compreensão de que o mal que veio sobre eles não era apenas o destino cego, o acaso, mas os frutos da desobediência, sobre os quais haviam sido avisados.

Contudo, a oração de Daniel indicava que, apesar desses eventos, havia esperança. Deus não os abandonaria, por mais que parecesse assim. O livro de Deuteronômio ofereceu não apenas o contexto para se compreender a situação, mas também apontou para a promessa de restauração.

Leia a profecia sobre Jesus e Sua morte na cruz (Dn 9:24-27 [“24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.”]). Por que ela foi dada ao profeta Daniel (e a nós) no contexto do exílio de Israel e da promessa do retorno?

Quinta-feira, 09 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O que o Senhor pede?

Lições da Bíblia1

Muitos dos escritos dos profetas consistiam em apelos à fidelidade, e em particular, fidelidade à aliança, reafirmada antes de entrarem na terra. O livro de Deuteronômio descreve a reafirmação da aliança de Deus com Israel. Após 40 anos, O Senhor estava prestes a cumprir (ou começar a cumprir) mais de Suas promessas de aliança, Sua parte do acordo. Moisés os advertiu que cumprissem sua parte também. Muitos dos escritos dos profetas são basicamente apelos para que o povo cumpra sua parte na aliança.

6. O que o Senhor disse ao povo, e como isso se relaciona com o livro de Deuteronômio? Mq 6:1-8; Am 5:24; Os 6:6

Mq 6:1-8 (ARA): “1 Ouvi, agora, o que diz o Senhor: Levanta-te, defende a tua causa perante os montes, e ouçam os outeiros a tua voz. 2 Ouvi, montes, a controvérsia do Senhor, e vós, duráveis fundamentos da terra, porque o Senhor tem controvérsia com o seu povo e com Israel entrará em juízo. 3 Povo meu, que te tenho feito? E com que te enfadei? Responde-me! 4 Pois te fiz sair da terra do Egito e da casa da servidão te remi; e enviei adiante de ti Moisés, Arão e Miriã. 5 Povo meu, lembra-te, agora, do que maquinou Balaque, rei de Moabe, e do que lhe respondeu Balaão, filho de Beor, e do que aconteceu desde Sitim até Gilgal, para que conheças os atos de justiça do Senhor. 6 Com que me apresentarei ao Senhor e me inclinarei ante o Deus excelso? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano? 7 Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros, de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu corpo, pelo pecado da minha alma? 8 Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.

Am 5:24 (ARA): “Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene.”

Os 6:6 (ARA): “Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.”

Estudiosos da Bíblia viram nesses versos de Miqueias o que é conhecido como “ação judicial da aliança”, em que o Senhor “processa” ou apresenta uma ação contra Seu povo por quebra do acordo. Nesse caso, Miqueias diz que o Senhor “tem uma controvérsia com o Seu povo” (Mq 6:2), em que a palavra “controvérsia” (rib) pode significar disputa judicial. O Senhor estava entrando com ação judicial contra eles, imagens que implicam o aspecto legal (além do relacional) da aliança. Isso não deveria surpreender, pois, afinal, o ponto central da aliança era a lei.

Observe, também, como Miqueias empresta a linguagem de Deuteronômio 10:12, 13. Porém, em vez de citá-lo diretamente, Miqueias o modifica trocando a “letra da lei” de Deuteronômio pelo “espírito da lei”, que é sobre ser justo e misericordioso.

Seja qual for a aparência externa de religião e piedade (sacrifícios de animais, “milhares de carneiros”), não é isso que constitui a relação de aliança de Israel com Deus. De que adianta a piedade exterior se, por exemplo, cobiçavam campos e se apossavam deles; cobiçavam casas e as tomavam; e assim, faziam “violência a um homem e à sua casa, a uma pessoa e à sua herança” (Mq 2:2)? Israel deveria ser luz para o mundo; sobre eles as nações diriam, maravilhadas: “De fato, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt 4:6). Portanto, deveriam agir com sabedoria e compreensão, o que incluía tratar as pessoas com justiça e misericórdia.

Quarta-feira, 08 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.