A nova aliança e o novo coração

Lições da Bíblia1

5. Compare as promessas da nova aliança em Jeremias 31:33 e Ezequiel 36:26, 27. Como elas se relacionam?

Jeremias 31:33 (ARA)2: “Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

Ezequiel 36:26, 27 (ARA)2: “26 Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. 27 Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.

O primeiro documento da aliança foi escrito por Deus em tábuas de pedra e depositado na arca da aliança como testemunha (Êx 31:18; Dt 10:1-4). Documentos escritos em pedra, no entanto, podem ser quebrados; e pergaminhos podiam ser cortados e queimados (Jr 36:23).

Entretanto, Deus escreveria Sua lei no coração do povo. O coração se refere à mente, o órgão da memória e do entendimento (Jr 3:15; Dt 29:4), onde se tomam as decisões conscientes (Jr 3:10; 29:13).

Essa promessa não simplesmente garantiria a todos o acesso à lei e o conhecimento dela, mas também promoveria uma mudança no coração da nação. O problema de Israel era que seu pecado estava “escrito com um ponteiro de ferro e com ponta de diamante, gravado na tábua do seu coração” (Jr 17:1). O povo tinha um coração duro (Jr 13:10; 23:17); portanto, era-lhe impossível fazer o certo (Jr 13:23).

Jeremias não anunciou uma mudança na lei, pois o problema não era a lei, mas o coração. Deus queria que a fidelidade de Israel fosse uma resposta grata ao que o Senhor havia feito por ele; assim, deu-lhe os Dez Mandamentos com um prólogo histórico, expressando Seu amor e cuidado (Êx 20:1, 2). Deus queria que Israel obedecesse às Suas leis como um reconhecimento de que Ele queria seu bem, fato revelado na grande libertação do Egito. Sua obediência deveria ser uma expressão de gratidão, uma manifestação da realidade do relacionamento entre eles.

O mesmo é verdade para nós. O amor e o cuidado de Jesus em morrer por nós é o prólogo da nova aliança (Lc 22:20). A verdadeira obediência vem do coração como expressão de amor (Mt 22:34-40). Esse amor é a marca distintiva da presença do Espírito Santo na vida do crente. Deus derrama Seu amor sobre nós por meio de Seu Espírito (Rm 5:5), que é expresso em amor (Gl 5:22).

Se o antigo Israel devia amar a Deus, mesmo sem a compreensão da morte de Cristo, quanto mais nós devemos amá-Lo? Como a obediência manifesta a realidade desse amor?

Quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A nova aliança tem superiores promessas

Lições da Bíblia1

Podemos ser tentados a pensar que a nova aliança tenha “superiores promessas” no sentido de que apresenta recompensas maiores do que a antiga (uma pátria celestial, vida eterna, etc.). A verdade é que Deus ofereceu aos crentes do AT as mesmas recompensas que nos oferece (leia Hb 11:10, 13-16). Em Hebreus 8:6, as “superiores promessas” tratam de diferentes tipos de promessas.

A aliança entre Deus e Israel foi uma troca formal de promessas. Deus tomou a iniciativa de libertar Israel do Egito e prometeu conduzi-lo à terra prometida.

4. Compare Êxodo 24:1-8 e Hebreus 10:5-10. Quais são as semelhanças e diferenças entre essas duas promessas?

Êxodo 24:1-8 (ARA)2: “1 Disse também Deus a Moisés: Sobe ao Senhor, tu, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e adorai de longe. 2 Só Moisés se chegará ao Senhor; os outros não se chegarão, nem o povo subirá com ele. 3 Veio, pois, Moisés e referiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos; então, todo o povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que falou o Senhor faremos. 4 Moisés escreveu todas as palavras do Senhor e, tendo-se levantado pela manhã de madrugada, erigiu um altar ao pé do monte e doze colunas, segundo as doze tribos de Israel. 5 E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram ao Senhor holocaustos e sacrifícios pacíficos de novilhos. 6 Moisés tomou metade do sangue e o pôs em bacias; e a outra metade aspergiu sobre o altar.E tomou o livro da aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o Senhor faremos e obedeceremos.Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras.

Hebreus 10:5-10 (ARA)2: 5 Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste; 6 não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado. 7 Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade. 8 Depois de dizer, como acima: Sacrifícios e ofertas não quiseste, nem holocaustos e oblações pelo pecado, nem com isto te deleitaste (coisas que se oferecem segundo a lei), 9 então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo. 10 Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.”

A aliança entre Deus e Israel foi ratificada com sangue, aspergido tanto sobre o altar, que representava Deus, quanto sobre as doze colunas, que representavam o povo. O povo de Israel prometeu obedecer a tudo o que o Senhor havia dito.

“A condição para a vida eterna ainda é a mesma que sempre foi: perfeita obediência à lei de Deus, perfeita justiça, exatamente como era no Paraíso, antes da queda de nossos primeiros pais. Se a vida eterna nos fosse concedida sob qualquer condição inferior a essa, a felicidade de todo o Universo estaria correndo perigo. Estaria aberto o caminho para que o pecado com toda a sua miséria se perpetuasse” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 62).

Deus satisfez as exigências da nova aliança, pois deu Seu próprio Filho para vir e viver uma vida perfeita a fim de que as promessas da aliança pudessem ser cumpridas Nele, e então oferecidas a nós, pela fé em Jesus. A obediência de Jesus garante as promessas da aliança (Hb 7:22). Ela requer que Deus dê a Ele Suas bênçãos, as quais então são concedidas a nós. Aqueles que estão “em Cristo” desfrutarão dessas promessas com Ele. Em segundo lugar, Deus nos dá Seu Espírito Santo para nos capacitar a cumprir Sua lei.

Cristo satisfez as exigências da aliança; portanto, o cumprimento das promessas de Deus para nós não é incerto. Como isso ajuda a entender o significado de 2 Coríntios 1:20-22? [“20 Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio. 21 Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus, 22 que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração.”]

Quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A nova aliança tem um Mediador melhor

Lições da Bíblia1

Leia Hebreus 8:1-6. Por que Jesus é um Mediador melhor da aliança?

Hebreus 8:1-6 (ARA)2: “1 Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus, 2 como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. 3 Pois todo sumo sacerdote é constituído para oferecer tanto dons como sacrifícios; por isso, era necessário que também esse sumo sacerdote tivesse o que oferecer. 4 Ora, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a lei, 5 os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte. 6 Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas.”

O termo grego mesites (“mediador”) deriva de mesos (“meio”) e denota aquele que anda ou fica no meio. Esse termo técnico era usado para se referir a alguém que cumpria uma ou mais das seguintes funções: (1) árbitro entre duas ou mais partes; (2) negociador ou corretor de negócios; (3) testemunha no sentido legal da palavra; ou (4) fiador e, portanto, alguém que garantia a execução de um contrato.

“Mediador” é uma tradução muito restrita para mesites, pois focaliza apenas os dois ou três primeiros usos do termo grego. Entretanto, Hebreus enfatiza a quarta função. Jesus não é “mediador” no sentido de resolver uma contenda entre o Pai e os seres humanos nem um pacificador que reconcilia as partes descontentes, nem uma testemunha que certifica a existência de um contrato ou seu cumprimento. Em vez disso, Jesus é o Fiador da nova aliança (Hb 7:22). Em Hebreus, o termo “mediador” é equivalente a “fiador”. Ele garante que as promessas da aliança serão cumpridas.

A morte de Cristo satisfez as reivindicações da primeira aliança com Israel, que havia sido quebrada (Hb 9:15-22). Nesse sentido, Jesus é o Fiador que assumiu todas as obrigações legais violadas. Por outro lado, a exaltação do Filho no Céu garante que as promessas de Deus aos seres humanos serão cumpridas (Hb 6:19, 20). Ao ressuscitar Jesus e colocá-Lo à Sua direita, o Pai mostrou que nos ressuscitará e nos levará para Ele.

Jesus é um Mediador maior do que Moisés, pois ministra no santuário celestial e Se ofereceu como sacrifício perfeito por nós (Hb 8:1-5; 10:5-10). O rosto de Moisés refletia a glória de Deus (Êx 34:29-35), mas Jesus é a glória de Deus (Hb 1:3; Jo 1:14). Moisés falou com Deus face a face (Êx 33:11), porém Jesus é a Palavra de Deus (Hb 4:12, 13; Jo 1:1-3, 14).

Sim, Cristo atendeu às exigências de obediência da aliança. Diante disso, qual é o papel da obediência em nossa vida?

Terça-feira, 15 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Nova e renovada

Lições da Bíblia1

2. Compare Hebreus 8:10-12 com Deuteronômio 6:4-6, 30:11-14 e Jeremias 31:31-34. Qual é a natureza da nova aliança?

Hebreus 8:10-12 (ARA)2: “10 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 11 E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior. 12 Pois, para com as suas iniquidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei.”

Deuteronômio 6:4-6 (ARA)2: “4 Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. 5 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração;

Deuteronômio 30:11-14 (ARA)2: “11 Porque este mandamento que, hoje, te ordeno não é demasiado difícil, nem está longe de ti. 12 Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? 13 Nem está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? 14 Pois esta palavra está mui perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires.

Jeremias 31:31-34 (ARA)2: “31 Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor. 33 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 34 Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.”

A promessa de uma nova aliança em Hebreus remete a Jeremias. De acordo com o profeta, a promessa divina de uma nova aliança foi, na verdade, uma renovação da aliança que Deus havia feito primeiro com Israel por meio de Moisés (Jr 31:31-34). Pode-se argumentar, então, que Jeremias 31 não estava estritamente falando de uma “nova” aliança, mas de uma “renovação” da original com Israel. A palavra hebraica para nova, hadashah, pode ter o sentido de “renovar” e de “totalmente nova”.

O problema com a antiga aliança foi que o povo a tinha quebrado (Hb 8:8, 9). A aliança não era defeituosa; as pessoas sim. Se Israel tivesse visto através dos símbolos a vinda do Messias e depositado fé Nele, a aliança não teria sido quebrada. No entanto, ao longo da história israelita houve muitos crentes pelos quais os propósitos da aliança se cumpriram e que tinham a lei no coração (Sl 37:31; 40:8; 119:11; Is 51:7).

Embora a nova aliança seja uma renovação da antiga, há um sentido em que ela é, de fato, nova. A promessa de Jeremias de uma “nova aliança” não previa simplesmente uma renovação das condições que existiam antes do exílio, que foram quebradas e renovadas várias vezes porque a nação havia caído constantemente em apostasia. E isso porque as pessoas simplesmente não estavam dispostas a cumprir sua parte na aliança com Deus (Jr 13:23).

Assim, Deus prometeu fazer uma “coisa nova” (Jr 31:22). A aliança não seria como a que o Senhor havia feito “com seus pais” (Jr 31:32). Por causa da infidelidade do povo, as promessas que Deus fez sob a aliança mosaica nunca foram cumpridas. Em virtude da garantia dada pelo Filho (Hb 7:22), Deus cumpriria os propósitos de Sua aliança. Deus não mudou Sua lei nem diminuiu Seus padrões; em vez disso, enviou Seu Filho como garantia (Hb 7:22; 6:18-20). É por isso que essa aliança não tem maldições, só bênçãos, pois Jesus a cumpriu com perfeição.

Leia 2 Timóteo 2:13 [“se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.”]. O que podemos aprender com a fidelidade de Deus ao Seu povo e aos Seus planos quando consideramos nosso relacionamento com os outros e nossos planos?

Segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A necessidade de uma nova aliança

Lições da Bíblia1

1. Leia Hebreus 7:11-19. Por que houve necessidade de uma nova aliança?

Hebreus 7:11-19 (ARA)2: “11 Se, portanto, a perfeição houvera sido mediante o sacerdócio levítico (pois nele baseado o povo recebeu a lei), que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? 12 Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei. 13 Porque aquele de quem são ditas estas coisas pertence a outra tribo, da qual ninguém prestou serviço ao altar; 14 pois é evidente que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo à qual Moisés nunca atribuiu sacerdotes. 15 E isto é ainda muito mais evidente, quando, à semelhança de Melquisedeque, se levanta outro sacerdote, 16 constituído não conforme a lei de mandamento carnal, mas segundo o poder de vida indissolúvel. 17 Porquanto se testifica: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. 18 Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade 19 (pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus.

De acordo com Hebreus, o fato de Jesus ter sido nomeado Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque implicava que uma nova aliança havia sido inaugurada. A antiga foi dada com base no sacerdócio levítico (Hb 7:11). Os sacerdotes levitas atuavam como mediadores entre Deus e Israel, e a lei excluía qualquer outra pessoa desse ofício. O autor conclui, então, que uma mudança do sacerdócio implicaria uma mudança da lei do sacerdócio, bem como da aliança (Hb 7:12, 18, 19).

O problema com a aliança antiga era que ela não podia oferecer perfeição (Hb 7:11). Paulo estava falando sobre o sacerdócio levítico e seu ministério (sacrifícios, festas, etc.). Os sacrifícios de animais oferecidos nesse sistema não podiam oferecer purificação verdadeira e total do pecado, nem acesso a Deus (Hb 10:1-4; 9:13, 14; 10:19-23).

O fato de que uma nova aliança era necessária não significa que Deus tivesse sido injusto com Israel quando lhe deu a antiga. O ministério levítico e os serviços do tabernáculo foram projetados para protegê-los da idolatria e para apontar-lhes o futuro ministério de Jesus. Hebreus enfatiza que os sacrifícios eram “uma sombra dos bens vindouros” (Hb 10:1).

Ao encaminhar as pessoas a Jesus, os sacrifícios deviam ajudá-las a depositar esperança e fé no “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29; Is 53). Isso é o que Paulo aponta ao dizer que “a lei se tornou nosso guardião para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados pela fé” (Gl 3:24) ou que “o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10:4).

Em outras palavras, mesmo os Dez Mandamentos, por melhores e perfeitos que sejam, não podem prover a salvação (Rm 3:20-28; 7:12-14). Eles apresentam um padrão perfeito de justiça, mas não oferecem justiça, assim como olhar-se no espelho pode mostrar as rugas da idade, porém não pode apagá-las. Para uma justiça perfeita, precisamos de Jesus como nosso Substituto.

Domingo, 13 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Jesus, o Mediador da nova aliança

Lições da Bíblia1

“Mas agora Jesus obteve um ministério tanto mais excelente, quanto é também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (Hb 8:6).

Ao viver uma vida perfeita e morrer em nosso lugar, Jesus mediou uma aliança nova e superior entre nós e Deus. Por meio de Seu sacrifício na cruz, cancelou a pena de morte que nossas transgressões exigiam e tornou possível a nova aliança.

Em Hebreus 10:5-10, observamos que Jesus manifestou a obediência perfeita exigida pela aliança. A passagem faz alusão ao Salmo 40, que originalmente se refere ao desejo de Davi de render a Deus total obediência: “Eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a Tua vontade, ó Deus meu; a Tua lei está dentro do meu coração” (Sl 40:7-8). O salmo expressou a condição da aliança de Deus com Israel: obediência como um deleite e uma lei que estivesse escrita no coração (Dt 6:4-6). O que Davi poderia apenas desejar fazer, Jesus realizou.

O salmo expressou a condição da aliança de Deus com Israel: obediência como um deleite e uma lei que estivesse escrita no coração (Dt 6:4-6). O que Davi poderia apenas desejar fazer, Jesus realizou.

Sábado, 12 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Jesus, a Âncora da alma – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Atos dos Apóstolos, p. 539-545 (“João, o discípulo amado”); O Desejado de Todas as Nações, p. 716-722 (“Judas, o traidor”).

“A luta contra o eu é a maior de todas as batalhas. A renúncia ao eu, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer uma luta; mas a pessoa deve se submeter a Deus antes de ser renovada em santidade” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 43).

“João desejava ser semelhante a Jesus; e, sob a transformadora influência do amor de Cristo, tornou-se manso e humilde. O eu estava escondido em Jesus. Mais que todos os seus companheiros, João se rendeu ao poder dessa extraordinária vida. […]

“Foi o profundo amor de João por Cristo que o levou a desejar estar sempre ao Seu lado. O Salvador amava todos os Doze, mas o espírito de João era mais receptivo. Ele era mais jovem que os outros e, com a confiança de uma criança, abria o coração a Jesus. Assim, João desenvolveu maior afinidade por Cristo e, por meio dele, os mais profundos ensinos espirituais do Salvador foram transmitidos ao povo. […]

“Com adoração e amor, ele contemplou o Salvador até que se assemelhar a Cristo e se familiarizar com Ele se tornaram seu único desejo, e em seu caráter se refletiu o caráter de seu Mestre” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 544, 545).

Perguntas para consideração

1. A vida de João e de Judas são contrastantes. Jesus chamou João de Boanerges (“filho do trovão”). Os defeitos de Judas não eram mais sérios que os de João. Por que João foi transformado enquanto Judas pecou contra o Espírito Santo?

2. Jesus nos convida a tomar a cruz e segui-Lo. Existe diferença entre tomar a cruz e se submeter ao ultraje de outras pessoas?

3. Por que Deus exige a entrega total da vida a Ele? Qual é a relação entre o livre-arbítrio e a salvação?

Sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Jesus, a Âncora da alma

Lições da Bíblia1

Paulo alcançou o ponto mais alto de sua advertência contra a apostasia e do encorajamento ao amor e à fé com uma bela exposição da segurança e certeza em Cristo.

5. Leia Hebreus 6:17-20. Como Deus garantiu Suas promessas?

Hebreus 6:17-20 (ARA)2: “17 Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento, 18 para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta; 19 a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu, 20 onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.

Deus garantiu Suas promessas para nós de várias maneiras. Primeiro, garantiu Sua promessa com um juramento (Hb 6:17). De acordo com as Escrituras, os juramentos de Deus a Abraão e Davi se tornaram a base fundamental da confiança no favor permanente do Senhor para com Israel. Quando Moisés procurou assegurar o perdão divino a Israel após a apostasia com o bezerro de ouro, ele se referiu ao juramento divino a Abraão (ver Êx 32:11-14; Gn 22:16-18). A força implícita de seu apelo foi que o juramento de Deus era irrevogável (Rm 9:4; 11:28, 29).

Da mesma forma, quando o salmista intercedeu diante de Deus por Israel, ele reivindicou o juramento divino a Davi. Deus disse: “Não violarei a Minha aliança, nem modificarei o que os Meus lábios prometeram. Uma vez jurei por Minha santidade que nunca mentiria a Davi. A sua posteridade durará para sempre, e o seu trono, como o Sol diante de Mim. Ele será estabelecido para sempre como a lua e fiel como a testemunha nos Céus” (Sl 89:34-37). De acordo com o NT, ambos os juramentos se cumpriram em Jesus, a semente de Abraão, que ascendeu e Se assentou no trono de Davi (Gl 3:13-16; Lc 1:31-33, 54, 55).

Em segundo lugar, Deus garantiu Suas promessas ao colocar Jesus à Sua direita. A ascensão de Jesus tem o propósito de confirmar a promessa feita aos crentes, pois ascendeu “como Precursor” em nosso favor (Hb 6:20). Assim, a ascensão nos revela a certeza da salvação. Deus conduziu o Filho à glória por meio do sofrimento da “morte por todos”, para que pudesse conduzir “muitos filhos à glória” (Hb 2:9, 10). A presença de Jesus diante do Pai é a “âncora da alma” (Hb 6:19), que foi presa ao trono de Deus. De quais outras garantias precisamos?

O que você sente ao imaginar que Deus fez um juramento a você? Esse pensamento o ajuda a ter certeza da salvação, mesmo quando você se sente indigno?

Quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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