Jesus, Autor e Consumador da fé

Lições da Bíblia1

“Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, sem Se importar com a vergonha, e agora está sentado à direita do trono de Deus” (Hb 12:2).

Os capítulos 11 e 12 de Hebreus provavelmente sejam os capítulos mais amados dessa carta de Paulo. Eles descrevem a vida cristã como uma corrida em que todos participamos e em que os que permanecerem fiéis receberão a recompensa. Também descrevem o drama da redenção como uma corrida em que as pessoas de fé do passado perseveraram, apesar dos sofrimentos, mas ainda não receberam a recompensa.

Por isso, a história termina com nossa participação, não apenas com a deles. Nós fazemos parte do ato final. Corremos a última parte da corrida, e Jesus está sentado na linha de chegada à direita de Deus. Ele é nossa inspiração e o melhor exemplo de como realizar a corrida. Ele é a Testemunha suprema de que a recompensa é verdadeira. Ele é o Precursor que nos abre o caminho (Hb 6:19, 20; 10:19-23).

Hebreus 11 explica que fé é confiança nas promessas divinas, mesmo que ainda não possamos vê-las. Esta lição explora o que é a fé e como esta pode ser obtida por meio de exemplos do passado, mas, de maneira especial e central, por meio do exemplo de Jesus, “o Autor e Consumador da fé” (Hb 12:2).

Sábado, 05 de março de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 

O caminho através do véu – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Para Seus seguidores, a ascensão de Cristo ao Céu foi um sinal de que estavam para receber a bênção prometida. Deviam esperar por ela antes de iniciarem a obra que lhes fora ordenada. Ao atravessar os portais do Céu, Jesus foi entronizado em meio à adoração dos anjos. Assim que essa cerimônia foi concluída, o Espírito Santo desceu em abundantes torrentes sobre os discípulos, e Cristo foi, de fato, glorificado com aquela glória que tinha com o Pai desde toda a eternidade. O derramamento do Espírito no Pentecostes foi um anúncio do Céu de que a investidura do Redentor havia sido concluída. De acordo com Sua promessa, Jesus enviou do Céu o Espírito Santo sobre Seus seguidores, em sinal de que Ele, como Sacerdote e Rei, havia recebido todo o poder no Céu e na Terra, tornando-Se o Ungido que governaria Seu povo. […]

“Podiam falar do nome de Jesus com segurança, pois Ele era seu Amigo e Irmão mais velho. Em íntima comunhão com Cristo, assentaram-se com Ele ‘nos lugares celestiais’ (Ef 2:6). Revestiam suas ideias com linguagem convincente quando testificavam Dele” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 38, 39, 46).

Perguntas para consideração

1. “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando irei e me apresentarei diante da face de Deus?” (Sl 42:2). Como ter sede de entrar na presença de Deus? Se não nos alegrarmos na presença de Deus enquanto O adoramos e vamos a Ele com fé, quando nos alegraremos? Quais são os fatores que levam à alegria em Deus?

2. Em um livro que zomba da fé, alguém criou um robô que crê por nós. Embora isso seja uma farsa, como devemos ter o cuidado de não fazer o que Israel fez no deserto, ou seja, pedir intermediários entre nós e Deus? Alguns podem pensar que as orações de outros em seu favor tenham mais peso diante de Deus do que suas próprias orações. Por que devemos evitar essa armadilha espiritual? Por que, com base nos méritos de Cristo, podemos nos aproximar de Deus sem a necessidade de intermediários?

3. Hebreus trata da certeza da salvação. Porém, como devemos ter cuidado para não confundir presunção com certeza?

Sexta-feira, 04 de março de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 

Eles verão o Seu rosto

Lições da Bíblia1

Leia Hebreus 12:22-24. Em que sentido chegamos à Jerusalém celestial na presença de Deus?

Hebreus 12:22-24 (ARA): “22 Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembleia 23 e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, 24 e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel

Argumenta-se que os crentes “chegaram” ao Monte Sião, a Jerusalém celestial, por meio da fé. Nesse sentido, sua experiência antecipa o futuro. Assim, a Jerusalém celestial pertence ao reino das “coisas que se esperam” e “não se veem”, mas que nos são asseguradas mediante a fé (Hb 11:1).

Também chegamos ao Monte Sião, na própria presença de Deus, por meio de nosso Representante Jesus (Ef 2:5, 6; Cl 3:1). A ascensão de Jesus não é uma questão de fé, mas de fato. É essa dimensão histórica da ascensão de Jesus que oferece peso à exortação aos hebreus para se apegar à confissão da esperança (Hb 4:14; 10:23). Paulo disse: “Tendo, pois, Jesus, […] grande Sumo Sacerdote que adentrou os Céus […] aproximemo-nos […] com confiança” (Hb 4:14, 16).

Assim, já chegamos à presença de Deus por meio de nosso Representante e, portanto, devemos atuar em conformidade com esse fato. Por meio Dele, provamos “o dom celestial”, provamos “a boa Palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro” (Hb 6:4, 5). A realidade da ascensão e do ministério de Jesus no santuário celestial é a “âncora da alma, segura e firme” (Hb 6:19), a garantia de que as promessas têm substância e são confiáveis (Hb 7:22). Para nós, a fé tem uma âncora histórica.

O propósito divino se cumprirá não apenas em Jesus, mas também em nós. Dissemos que a ascensão cumpriu a tipologia das primeiras duas peregrinações anuais de Israel, Páscoa e Pentecostes. De acordo com Hebreus e o livro do Apocalipse, a última peregrinação, a Festa dos Tabernáculos, ainda não se cumpriu. Vamos festejar com Jesus, quando estivermos na “cidade […] da qual Deus é o Arquiteto e Construtor”, na pátria celestial (Hb 11:10; 13-16). Não construiremos tabernáculos; o tabernáculo de Deus descerá do Céu e viveremos com Ele para sempre (Ap 7:15-17; 21:1-4; 22:1-5; Nm 6:24-26).

Como podemos tornar a promessa de vida eterna real para nós no presente, neste mundo tão cheio de dor e sofrimento? Que resposta podemos dar aos que dizem que tudo isso é apenas uma fantasia para nos ajudar a nos sentirmos melhor?

Quinta-feira, 03 de março de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O novo e vivo caminho através do véu

Lições da Bíblia1

5. Leia Hebreus 10:19-22. Que convite há nessa passagem?

Hebreus 10:19-22 (ARA)2: “19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, 21 e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.”

O livro de Hebreus argumenta que Jesus entrou no santuário celestial e nos convida a seguir Sua liderança. Essa ideia concorda com a concepção antes apresentada de que Jesus é o “Precursor” dos crentes (Hb 2:10; 6:19, 20; 12:2). O “caminho novo e vivo” é a nova aliança que Jesus inaugurou com Seu sacrifício e ascensão. A expressão “novo e vivo” contrasta com a descrição da antiga aliança, como algo “antiquado e envelhecido” (Hb 8:13). É a nova aliança, aquela que providenciou o perdão dos pecados e colocou a lei em nosso coração, que possibilita nos aproximarmos de Deus com confiança, não por nosso mérito, mas apenas pelo que Jesus fez por nós, cumprindo todas as obrigações da aliança.

Hebreus indica que a inauguração da antiga aliança envolveu a inauguração do santuário e a consagração dos sacerdotes (Hb 9:18-21; compare com Êx 40; Lv 8; 9). Seu propósito era criar um relacionamento íntimo entre Deus e Seu povo (Êx 19:4-6). Quando Israel aceitou esse relacionamento, Deus imediatamente ordenou que um santuário fosse construído para que Ele pudesse viver entre eles. A inauguração do santuário e a presença de Deus entre Seu povo consumou a aliança.

Essa lógica serve para a nova aliança. Ela também implica a inauguração do ministério sacerdotal de Jesus em nosso favor (Hb 5:1-10; 7:1–8:13).

A ascensão de Jesus inaugurou uma nova era para o povo de Deus. Zacarias 3 menciona que Satanás estava na presença de Deus para acusar Seu povo, o qual era representado pelo sumo sacerdote Josué. Esse acusador é o mesmo que levantou questões sobre a lealdade de Jó (Jó 1; 2). Com o sacrifício de Jesus, Satanás foi expulso do Céu (Ap 12:7-12; compare com Jo 12:31; 16:11). Cristo é quem intercede por nós e, por meio do Seu sacrifício e Sua fidelidade, clama pela nossa salvação!

Que acusações Satanás poderia fazer contra você diante de Deus, se lhe fosse permitido? Embora ele seja um mentiroso, quanto ele teria que mentir sobre você para buscar sua condenação? Qual é a sua única esperança?

Quarta-feira, 02 de março de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A necessidade de um véu

Lições da Bíblia1

Os véus têm função dupla. O termo que Hebreus usa para véu (katepetasma) pode se referir à cortina do átrio (Êx 38:18), à entrada da área externa do santuário (Êx 36:37), ou ao véu que separava o lugar santo do santo dos santos (Êx 26:31-35). Esses véus eram limites que apenas algumas pessoas podiam cruzar.

4. Leia Levítico 16:1, 2 e 10:1-3. Que advertência há nessas passagens?

Levítico 16:1, 2 (ARA)2: “1 Falou o Senhor a Moisés, depois que morreram os dois filhos de Arão, tendo chegado aqueles diante do Senhor. 2 Então, disse o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque aparecerei na nuvem sobre o propiciatório.

Levítico 10:1-3 (ARA)2: “1 Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que lhes não ordenara.Então, saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor. 3 E falou Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou.”

O véu era uma proteção para os sacerdotes enquanto ministravam diante de um Deus santo. Depois do pecado do bezerro de ouro, Deus disse a Moisés que não os acompanharia até a terra prometida para que não os consumisse, pois eram um “povo teimoso” (Êx 33:3). Assim, Moisés mudou a tenda do encontro para longe do arraial (Êx 33:7). No entanto, depois que Moisés intercedeu, Deus concordou em ir no meio deles (Êx 33:12-20), mas estabeleceu várias medidas para proteger o povo.

Por exemplo, Israel acampava em uma ordem estrita que formava um quadrado vazio no meio onde o tabernáculo era montado. Além disso, os levitas acampavam ao redor a fim de proteger o santuário e sua mobília da invasão de estranhos (Nm 1:51; 3:10). Eles eram, de fato, uma espécie de véu humano que protegia o povo de Israel: “Mas os levitas acamparão ao redor do tabernáculo do testemunho, para que não haja ira sobre a congregação dos filhos de Israel. Os levitas assumirão a tarefa de cuidar do tabernáculo do testemunho” (Nm 1:53).

Jesus, como nosso Sacerdote, também foi nosso véu. Por meio de Sua encarnação, Deus armou Seu tabernáculo entre nós e pudemos contemplar Sua glória (Jo 1:14-18). Ele tornou possível que um Deus santo vivesse entre um povo imperfeito.

Pense no que significa o Deus Criador habitar entre Seu povo, que era uma nação de escravos recém-libertados. O que isso ensina sobre quanto Deus está perto de nós?

Terça-feira, 01 de março de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Convite divino

Lições da Bíblia1

2. Como foi a experiência de Israel no Monte Sinai? Hb 12:18-21

Hb 12:18-21 (ARA)2: “18 Ora, não tendes chegado ao fogo palpável e ardente, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, 19 e ao clangor da trombeta, e ao som de palavras tais, que quantos o ouviram suplicaram que não se lhes falasse mais, 20 pois já não suportavam o que lhes era ordenado: Até um animal, se tocar o monte, será apedrejado. 21 Na verdade, de tal modo era horrível o espetáculo, que Moisés disse: Sinto-me aterrado e trêmulo!

Quando Deus chamou Israel do Egito, Seu plano era criar um relacionamento pessoal e íntimo com o povo. Ele disse: “Vocês viram o que fiz aos egípcios e como levei vocês sobre asas de águia e os trouxe para perto de Mim” (Êx 19:4).

Por meio de Moisés, Deus deu as instruções necessárias para preparar o povo para se encontrar com Ele. O povo precisava se consagrar primeiro (Êx 19:10-15). Aqueles que subissem sem preparo morreriam. A instrução divina foi: “Quando soar longamente a trombeta” no terceiro dia, então “subirão o monte” (Êx 19:13). Ele queria que tivessem a experiência que Moisés e os líderes do povo teriam quando subissem o monte e vissem Deus e comessem e bebessem em Sua presença (Êx 24:9-11). O povo mais tarde reconheceu que tinha visto a glória de Deus e que era possível Deus falar “com as pessoas e [elas permanecerem] vivas” (Dt 5:24). Mas, quando chegou o momento, faltou fé. Moisés explicou anos depois: “Vocês ficaram com medo do fogo e não subiram o monte” (Dt 5:5). O povo pediu a Moisés que fosse seu intermediário (Dt 5:25-27, compare com Êx 20:18-21).

A manifestação da santidade divina no Monte Sinai teve como propósito ensinar o temor ou o respeito a Deus e também levar o povo a conhecer Sua misericórdia e fidelidade (Êx 34:4-8). O “temor do Senhor” conduz à vida, sabedoria e honra (Dt 4:10; compare com Sl 111:10; Pv 1:7; 9:10; 10:27). Contudo, enquanto Deus queria que Israel fosse até Ele, o povo ficou com medo. A descrição em Hebreus dos eventos no Sinai é acompanhada da falta de fé e apostasia do povo com o bezerro de ouro, e como temia encontrar-se com Deus por causa de seu pecado (Dt 9:19). A reação do povo não foi o plano de Deus, mas o resultado da falta de fé.

3. Por que o povo teve medo de se encontrar com Deus?

A. ( ) Porque o povo sabia que Deus iria destruí-los.
B. ( ) Porque lhes faltou fé.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

Devemos ter medo de nos aproximar de Deus? Quais são as condições para fazê-lo?

Segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Jesus diante do Pai

Lições da Bíblia1

1. Leia Hebreus 9:24. De acordo com essa passagem, qual foi o propósito da ascensão de Jesus ao Céu?

Hebreus 9:24 (ARA): “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus;”

Deus instruiu Israel que os homens fossem três vezes ao ano a Jerusalém para “comparecer diante do Senhor” com uma oferta: na festa da Páscoa (festa dos pães sem fermento), na Festa das Semanas (Pentecostes) e na Festa dos Tabernáculos (Êx 23:14-17; Dt 16:16). A Páscoa celebrava a libertação de Israel do Egito. O Pentecostes celebrava a colheita da cevada e, na época do NT, estava associada à promulgação da lei no Sinai. A Festa dos Tabernáculos celebrava o cuidado de Deus com Israel durante a peregrinação no deserto.

Hebreus 9:24 descreve a ascensão de Jesus à presença do Pai. Ele chegou ao santuário celestial, “o verdadeiro”, para “comparecer” diante de Deus com um sacrifício superior (Hb 9:23, 24): Seu próprio sangue.

Jesus celebrou as festas com incrível precisão. Ele morreu no dia da preparação da Páscoa na hora nona, momento em que os cordeiros pascais eram sacrificados (Jo 19:14; Mt 27:45-50). Ressuscitou no terceiro dia e subiu ao Céu para receber a confirmação de que Seu sacrifício havia sido aceito (Jo 20:17; 1Co 15:20), quando o sacerdote deveria mover o feixe de cevada madura como as primícias da colheita (Lv 23:10-12). Então, Ele ascendeu 40 dias depois para sentar-Se à direita de Deus e inaugurar a nova aliança no dia de Pentecostes (At 1; 2).

O propósito da peregrinação até Jerusalém era apresentar-se diante da “face de Deus” (Sl 42:2). Isso significava experimentar o favor divino (Sl 17:15). Da mesma forma, a expressão hebraica “buscar a face de Deus” significava pedir auxílio divino (2Cr 7:14; Sl 27:8; 105:4). Em Hebreus esse é o sentido da ascensão de Jesus. Ele ascendeu a Deus com o sacrifício perfeito e como nosso Precursor (Hb 6:19, 20) tornou real a promessa para os crentes que peregrinam “procurando uma pátria”, desejando “uma pátria superior” e ansiosos “pela cidade […] da qual Deus é o Arquiteto e Construtor” (Hb 11:10, 13-16).

Por que a realidade do que Cristo fez, não apenas na cruz, mas o que Ele faz no Céu, nos dá a certeza da salvação?

Domingo, 27 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O caminho através do véu

Lições da Bíblia1

“Cristo não entrou em santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro santuário, porém no próprio Céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hb 9:24).

Quando os discípulos voltaram do Monte das Oliveiras, depois que Jesus ascendeu ao Céu, sentiram-se triunfantes e alegres. Seu Mestre e Amigo havia ascendido a uma posição de poder sobre o mundo e os havia convidado a se aproximarem de Deus em Seu nome com a confiança absoluta de que suas orações seriam atendidas (Jo 14:13, 14). Embora continuassem no mundo, atacados pelas forças do mal, sua esperança era forte. Eles sabiam que Jesus havia ascendido para preparar-lhes um lugar (Jo 14:1-3) e que era o Precursor de sua salvação, pois havia aberto um caminho para a pátria celestial por meio de Seu sangue.

A ascensão de Jesus ao Céu é central para a teologia de Hebreus. Ela marca o início do governo de Cristo e de Seu ministério sumo sacerdotal em nosso favor. Finalmente, e mais importante, Sua ascensão marca a inauguração da nova aliança, que provê os meios pelos quais podemos nos aproximar de Deus com ousadia mediante a fé, privilégio obtido por meio dos méritos de Cristo e de Sua justiça.

Sábado, 26 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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