A fé de Abraão

Lições da Bíblia1

Como Abraão revelou o que significa viver pela fé? Qual é o significado do sacrifício que Deus pediu que Abrão fizesse? Gn 15; Rm 4:3, 4, 9, 22

Gn 15 (ARA)2: “1 Depois destes acontecimentos, veio a palavra do Senhor a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande. 2 Respondeu Abrão: Senhor Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? 3 Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro. 4 A isto respondeu logo o Senhor, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. 5 Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. 6 Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça. 7 Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra. 8 Perguntou-lhe Abrão: Senhor Deus, como saberei que hei de possuí-la? 9 Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha, uma cabra e um cordeiro, cada qual de três anos, uma rola e um pombinho. 10 Ele, tomando todos estes animais, partiu-os pelo meio e lhes pôs em ordem as metades, umas defronte das outras; e não partiu as aves. 11 Aves de rapina desciam sobre os cadáveres, porém Abrão as enxotava. 12 Ao pôr do sol, caiu profundo sono sobre Abrão, e grande pavor e cerradas trevas o acometeram; 13 então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. 14 Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas. 15 E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice. 16 Na quarta geração, tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniquidade dos amorreus. 17 E sucedeu que, posto o sol, houve densas trevas; e eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços. 18 Naquele mesmo dia, fez o Senhor aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates: 19 o queneu, o quenezeu, o cadmoneu, 20 o heteu, o ferezeu, os refains, 21 o amorreu, o cananeu, o girgaseu e o jebuseu.”

Rm 4:3, 4, 9, 22 (ARA)2: “3 Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. 4 Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. […] 9 Vem, pois, esta bem-aventurança exclusivamente sobre os circuncisos ou também sobre os incircuncisos? Visto que dizemos: a fé foi imputada a Abraão para justiça. […] Pelo que isso lhe foi também imputado para justiça.”

A primeira resposta de Deus à preocupação de Abrão sobre um herdeiro (Gn 15:1-3) foi que ele teria um filho e este seria “gerado por [Abrão]” (Gn 15:4). A mesma linguagem foi usada pelo profeta Natã para se referir à semente do futuro rei messiânico (2Sm 7:12). Abrão foi tranquilizado e “creu no Senhor” (Gn 15:6), porque compreendeu que o cumprimento da promessa divina não dependia da sua própria justiça, mas da justiça de Deus (Gn 15:6; compare com Rm 4:5, 6).

Essa noção é extraordinária, em especial naquela cultura. Na religião dos antigos egípcios, por exemplo, o juízo se dava com base na contagem das obras humanas de justiça em comparação à justiça da deusa Maat, que representava a justiça divina. Em suma, a pessoa devia ganhar a “salvação”.

Então, Deus preparou uma cerimônia de sacrifício para Abrão realizar. Basicamente, o sacrifício apontava para a morte de Cristo pelos nossos pecados. Somos salvos pela graça, o dom da justiça de Deus, simbolizado por esses sacrifícios. Contudo, essa cerimônia em particular transmitiria mensagens específicas a Abrão. As aves de rapina sobre os cadáveres dos animais sacrificais (Gn 15:9-11) significavam que os descendentes de Abrão seriam escravos por “quatrocentos anos” (Gn 15:13), ou quatro gerações. Na quarta geração, seus descendentes voltariam para lá (Gn 15:16).

A última cena da cerimônia de sacrifício foi dramática: “um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo passaram entre aqueles pedaços” (Gn 15:17). Esse acontecimento extraordinário significou o compromisso de Deus em cumprir Sua promessa de aliança de dar terras aos descendentes de Abraão (Gn 15:18).

Os limites da terra prometida, “desde o rio do Egito até o grande rio Eufrates” (Gn 15:18), nos lembram dos limites do jardim do Éden (Gn 2:13, 14). Portanto, essa profecia tinha mais em vista do que o êxodo e uma pátria para Israel. No horizonte distante dessa profecia, nos descendentes de Abraão tomando o país de Canaã se vislumbrava a salvação do povo de Deus, que, no tempo do fim, retornará ao Éden.

Como manter o foco e a esperança em Cristo? Podemos depender das nossas obras?

Domingo, 08 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A aliança com Abraão

Lições da Bíblia1

“Abrão respondeu: ‘Senhor Deus, que me darás, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer?’” (Gn 15:2).

Em Gênesis 15 chegamos ao momento crucial em que Deus formalizou Sua aliança com Abraão. A aliança abraâmica é a segunda, após a aliança com Noé.

A exemplo da aliança de Noé, a de Abraão envolvia outras nações também, pois, em última instância, a aliança com Abraão é parte da aliança eterna, oferecida a toda a humanidade (Gn 17:7; Hb 13:20).

Esse período da vida de Abraão é cheio de temor e risos. Abrão sentiu medo (Gn 15:1), assim como Sara (Gn 18:15) e Agar (Gn 21:17). Abrão riu (Gn 17:17); Sara (Gn 18:12) e Ismael também (Gn 21:9). Esses capítulos ressoam sensibilidade e calor humanos. Abrão se interessou pela salvação dos sodomitas perversos; ele cuidou de Sarai, Agar e Ló; e foi hospitaleiro para com os três estrangeiros (Gn 18:6).

É nesse contexto que Abrão, cujo nome indica nobreza e respeitabilidade, teve seu nome alterado para Abraão, que significa “pai de muitas nações” (Gn 17:5). Assim, vemos mais indícios da natureza universal do que Deus planejava fazer por meio de Sua aliança com Abraão.

Sábado, 06 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 

As raízes de Abraão – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Texto de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 102-114 [133-145] (“Abraão em Canaã”).

“Quando Deus escolheu Abraão, não foi apenas para ele ser o amigo especial de Deus, mas para ser um instrumento por meio do qual o Senhor pudesse conceder às nações privilégios preciosos e especiais. Ele devia ser uma luz em meio às trevas morais que o cercavam.

“Sempre que Deus abençoa Seus filhos com luz e verdade, não é unicamente para que eles possam receber o dom da vida eterna, mas para que os que os cercam também possam ser iluminados espiritualmente. […] ‘Vocês são o sal da Terra.’ E quando Deus faz com que os Seus filhos sejam sal, não é apenas para sua própria preservação, mas para que sejam instrumentos para a preservação de outros. […]

“Estamos resplandecendo como pedras vivas no edifício de Deus? […] Não seremos possuidores da genuína religião, a menos que ela exerça sobre nós uma influência controladora em cada transação comercial. A religião prática deve envolver nosso trabalho. Devemos possuir a graça transformadora de Cristo em nosso coração. Precisamos reduzir grandemente o eu, e ter mais de Jesus” (Ellen G. White, Refletindo a Cristo [Meditação Matinal, 10 de julho], p. 207).

Perguntas para consideração

1. O que significa ser abençoado (Gn 12:2)? Como ser uma bênção para os outros?

2. Qual foi o erro da meia-verdade de Abrão a respeito de sua irmã-esposa? O que é pior, mentir ou dizer uma verdade e, ao mesmo tempo, mentir tecnicamente?

3. Leia a resposta de Abrão à oferta do rei de Sodoma (Gn 14:21-23). Que lição tiramos dessa história? Abrão teria sido justificado se tivesse aceitado a oferta?

Sexta-feira, 06 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 

A criação

Lições da Bíblia1

2. Leia Gênesis 1:4, 10, 12, 18, 21, 25, 31; 2:1-3. Qual é o significado da expressão “era bom”? Qual é a lição implícita na conclusão da criação (Gn 2:1-3)?

Gênesis 1:4, 10, 12, 18, 21, 25, 31 (ARA)2: “4 E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. […] 10 À porção seca chamou Deus Terra e ao ajuntamento das águas, Mares. E viu Deus que isso era bom. […] 12 A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo a sua espécie e árvores que davam fruto, cuja semente estava nele, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom. […] 18 para governarem o dia e a noite e fazerem separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom. 21 Criou, pois, Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais povoavam as águas, segundo as suas espécies; e todas as aves, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. 25 E fez Deus os animais selváticos, segundo a sua espécie, e os animais domésticos, conforme a sua espécie, e todos os répteis da terra, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom. 31 Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia.”

Gênesis 2:1-3 (ARA)2: “1 Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. 2 E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. 3 E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.”

Em cada etapa do relato da criação, Deus avaliou Seu trabalho como tov, “bom”. Em geral, por meio desse adjetivo entende-se que a obra divina da criação foi bem-sucedida e que a observação de que “era bom” indica que deu certo. A luz iluminava (Gn 1:4), as plantas davam frutos (Gn 1:12) e assim por diante.

Contudo, essa palavra indica mais do que eficiência. A palavra hebraica tov também é usada na Bíblia para expressar uma apreciação estética de algo belo (Gn 24:16). Também é usada em contraste com o mal (Gn 2:9), que está associado à morte (Gn 2:17).

A frase “era muito bom” significa que a criação funcionava bem, era linda e perfeita. O mundo “ainda não” era como o nosso mundo, afetado pelo pecado e pela morte, como vemos na introdução ao segundo relato da criação (Gn 2:5).

Essa descrição da criação contradiz radicalmente as teorias da evolução, que declaram de forma dogmática que o mundo se formou progressivamente por acontecimentos acidentais, partindo de uma condição inferior para uma superior.

Em contraste, o autor bíblico afirma que Deus intencional e repentinamente criou o mundo (Gn 1:1). Não houve casualidade nem incerteza. O mundo não surgiu por si mesmo, mas apenas como resultado da vontade e da palavra divinas (Gn 1:3). Em Gênesis 1 está escrito: “No princípio, Deus criou os céus e a Terra”. O verbo bara’ foi traduzido como “criou” e ocorre apenas com Deus como sujeito, denotando algo repentino: Deus falou e aconteceu.

O texto da criação nos informa que “tudo” já havia sido feito e, segundo o próprio Criador, tudo que foi criado era “muito bom” (Gn 1:31). Gênesis 1:1 declara o evento, a criação do céu e da Terra; e Gênesis 2:1 declara que o evento foi encerrado. Toda a obra, incluindo o sábado, foi concluída em sete dias.

Por que a ideia de bilhões de anos de evolução anula completamente a história da criação em Gênesis? Por que as duas visões são incompatíveis em todos os sentidos?

Segunda-feira, 28 de março de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Esperança Além da Crise

A CERTEZA DE UMA VIDA MELHOR

Nas páginas deste livro, você encontrará clareza para a mente e paz para o coração. Elas revelarão a rota para um abrigo seguro. A cada capítulo você será exposto ao brilho de um novo dia, que dissipará as trevas e iluminará sua vida. Não se esqueça: existe esperança além da crise.

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Aliança eterna

Lições da Bíblia1

“Estabelecerei uma aliança entre Mim e você e a sua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o seu Deus e o Deus da sua descendência” (Gn 17:7).

“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que habitam na Terra, e a cada nação, tribo, língua e povo” (Ap 14:6). Observe, o evangelho é eterno, no sentido de que sempre existiu, sempre esteve lá e foi prometido a nós em Cristo Jesus “antes dos tempos eternos” (Tt 1:2).

Portanto, não é de admirar que em outras passagens a Bíblia fale da “aliança eterna” (Gn 17:7; Is 24:5; Ez 16:60; Hb 13:20), porque a essência do evangelho é a aliança, e a essência da aliança é o evangelho: Deus, por meio de Sua graça e amor salvíficos, oferece a salvação que você não merece, nem pode obter; e você, em resposta, O ama “de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e com toda a sua força” (Mc 12:30), amor manifestado pela obediência à lei: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos” (1Jo 5:3).

Nesta semana, examinaremos a ideia da aliança segundo Deuteronômio, livro em que são reveladas a aliança e todas as suas implicações.

Sábado, 09 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 

Não endureçam o coração

Lições da Bíblia1

5. Que advertência é dada em Hebreus 4:4-7 e Salmos 95:8-11? O que isso nos ensina hoje?

Hebreus 4:4-7 (ARA)2: 4 Porque, em certo lugar, assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera. 5 E novamente, no mesmo lugar: Não entrarão no meu descanso. 6 Visto, portanto, que resta entrarem alguns nele e que, por causa da desobediência, não entraram aqueles aos quais anteriormente foram anunciadas as boas-novas, 7 de novo, determina certo dia, Hoje, falando por Davi, muito tempo depois, segundo antes fora declarado: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração.”

Salmos 95:8-11 (ARA)2: “8 não endureçais o coração, como em Meribá, como no dia de Massá, no deserto, 9 quando vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, não obstante terem visto as minhas obras. 10 Durante quarenta anos, estive desgostado com essa geração e disse: é povo de coração transviado, não conhece os meus caminhos. 11 Por isso, jurei na minha ira: não entrarão no meu descanso.”

Hebreus 4:4-7 cita o relato da criação e o Salmo 95:11 no contexto da infidelidade dos israelitas e do fracasso deles em entrar no descanso que Deus desejava para eles. O Salmo 95:8-11 relaciona a experiência no deserto com o descanso de Deus e inclui o juramento divino de que os infiéis não entrariam no descanso, originalmente associado à terra prometida. Evidentemente, Israel entrou na terra prometida. Uma nova geração cruzou a fronteira e, com a ajuda de Deus, tomou as fortalezas daquela terra e se estabeleceu ali.

Entretanto, eles não entraram no descanso de Deus – o que corresponde à ideia de que muitos não experimentaram a realidade da salvação em Jesus porque sua falta de fé foi manifestada por uma flagrante desobediência. Mesmo que o descanso estivesse associado à terra, ele incluía mais do que apenas o local em que o povo vivia.

6. Hebreus 4:6 sugere que aqueles que tinham ouvido a promessa divina do verdadeiro descanso não entraram nele por causa da desobediência. Qual é a relação entre desobediência e não entrar no descanso de Deus?

Hebreus 4:6 (ARA)2: “Visto, portanto, que resta entrarem alguns nele e que, por causa da desobediência, não entraram aqueles aos quais anteriormente foram anunciadas as boas-novas,”

“Hoje” expressa urgência. Significa que não há mais tempo a perder. A palavra “hoje” exige uma resposta e decisão agora.

Paulo se apoderou da palavra semeron, “hoje”, e realmente enfatizou como ela era importante no contexto do descanso. No Salmo 95:7, 8, entretanto, temos uma advertência e um apelo ao povo de Deus para que não repita os erros de seus antepassados, o que os impediria de entrar no descanso encontrado somente na salvação que Deus nos oferece.

O que as palavras “hoje, se ouvirem a Sua voz, não endureçam o coração” devem significar para nós? O que há de tão importante na palavra “hoje”? Afinal, os Salmos a usaram há milhares de anos. No entanto, por que ela ainda deve ser tão importante para nós, hoje, como foi para aqueles que a ouviram há milhares de anos?

Quarta-feira, 08 de setembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Celebrando a liberdade

Lições da Bíblia1

Como vimos, o sábado nos aponta para mais do que apenas os dias da criação. A segunda vez em que os Dez Mandamentos foram pronunciados, Moisés estava recapitulando os 40 anos de Israel no deserto. Dessa vez, a frase que apresenta a razão para santificar o sábado não diz respeito à criação, mas à libertação da escravidão e do cativeiro no Egito (Dt 5:12-15). Embora hoje não sejamos escravos no Egito, enfrentamos outro tipo de escravidão que, de certa forma, pode ser tão opressiva quanto aquela.

3. Que outras formas de escravidão enfrentamos hoje? Gn 4:7; Hb 12:1; 2Pe 2:19

Gn 4:7 (ARA)2: “Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.”

Hb 12:1 (ARA)2: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,”

2Pe 2:19 (ARA)2: “prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor.”

O sábado é uma celebração da liberdade de tudo que nos mantém em cativeiro. No sábado somos lembrados de que existe libertação do pecado, não em nosso próprio poder, mas no poder de Deus, que é oferecido a nós pela fé. Também somos lembrados de que não merecemos essa liberdade. Os primogênitos israelitas foram salvos pelo sangue do cordeiro espalhado nos umbrais das portas na noite anterior ao êxodo do Egito (Êx 12). Também fomos salvos pelo sangue do Cordeiro e agora devemos andar na liberdade que é nossa em Cristo Jesus.

4. O texto de Romanos 6:1-7 pode ser relacionado ao que recebemos no sábado?

Romanos 6:1-7 (ARA)2: “1 Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? 2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? 3 Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? 4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. 5 Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, 6 sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; 7 porquanto quem morreu está justificado do pecado.”

Em Deuteronômio 5:15 – “Lembre-se de que você foi escravo na terra do Egito e que o Senhor, seu Deus, o tirou de lá com mão poderosa e braço estendido” – o povo foi lembrado, novamente, de que a obra de Deus em seu favor o tinha salvado. Quanto mais devemos nós, como cristãos, perceber que somente a obra de Cristo e Seu poder nos salvam do pecado!

Esse mandamento nos ordena a descansar na salvação que Deus conquistou para nós mediante Seu braço poderoso. Somos libertos de nossas tentativas de justificação ao nos lembrarmos de que Deus é o Criador e que podemos confiar que Ele também nos recriará e nos libertará, hoje mesmo, da escravidão do pecado, se permitirmos que Ele trabalhe em nós.

Qual tem sido sua experiência com a escravidão do pecado? Como podemos nos apropriar das promessas que recebemos em Jesus de libertação dessa escravidão?

Segunda-feira, 30 de agosto de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.