Em Malta

Lições da Bíblia

“Somente quando chegaram à costa, os sobreviventes descobriram que estavam em Malta, uma pequena ilha no centro do Mediterrâneo, ao sul da Sicília. Nas duas semanas em que estiveram à deriva no mar, rendidos à força do vento, eles navegaram por cerca de 800 quilômetros desde Bons Portos, em Creta. Agora teriam que esperar os três meses de inverno antes de continuar a viagem (At 28:11).”1

“4. De acordo com Atos 28:1-10, o que aconteceu com Paulo na ilha de Malta e como Deus conseguiu usá-lo? Assinale a alternativa correta:”1

Atos (28:1-10 ARA)2: “1 Uma vez em terra, verificamos que a ilha se chamava Malta. 2 Os bárbaros trataram-nos com singular humanidade, porque, acendendo uma fogueira, acolheram-nos a todos por causa da chuva que caía e por causa do frio. 3 Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se-lhe à mão. 4 Quando os bárbaros viram a víbora pendente da mão dele, disseram uns aos outros: Certamente, este homem é assassino, porque, salvo do mar, a Justiça não o deixa viver. 5 Porém ele, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum; 6 mas eles esperavam que ele viesse a inchar ou a cair morto de repente. Mas, depois de muito esperar, vendo que nenhum mal lhe sucedia, mudando de parecer, diziam ser ele um deus. 7 Perto daquele lugar, havia um sítio pertencente ao homem principal da ilha, chamado Públio, o qual nos recebeu e hospedou benignamente por três dias. 8 Aconteceu achar-se enfermo de disenteria, ardendo em febre, o pai de Públio. Paulo foi visitá-lo, e, orando, impôs-lhe as mãos, e o curou. 9 À vista deste acontecimento, os demais enfermos da ilha vieram e foram curados, 10 os quais nos distinguiram com muitas honrarias; e, tendo nós de prosseguir viagem, nos puseram a bordo tudo o que era necessário.

A ( ) Ele foi picado por uma cobra, porém saiu ileso. Deus o usou para curar o pai de Públio e os demais habitantes da ilha de Malta.
B ( ) Ele foi preso, porém pôde testemunhar do amor de Deus.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“O povo de Malta foi hospitaleiro. Diante da chegada de Paulo e seu grupo fizeram uma fogueira para aquecê-los, já que todos estavam molhados e com frio. A temperatura em Malta nessa época do ano não ultrapassaria os 10 °C.”1

“O incidente da cobra atraiu a atenção do povo para Paulo. A princípio, os pagãos entenderam o fato de que ele havia sido picado por uma cobra como um ato de retribuição divina. Eles pensavam que Paulo era um criminoso que havia conseguido escapar da morte por afogamento, mas que ainda assim havia sido apanhado pelos deuses, ou talvez pela deusa grega Dik?, a personificação da justiça e da vingança. Visto que Paulo não morreu, ele foi aclamado como deus, conforme havia acontecido em Listra vários anos antes (At 14:8-18). Embora Lucas não se demore na descrição do episódio, é seguro presumir que Paulo aproveitou a situação para testemunhar do Deus a quem servia.”1

“Públio era o procurador romano de Malta ou apenas um dignitário local, mas ele acolheu Paulo e seus companheiros por três dias, até que encontrassem um lugar para ficar. A cura do pai desse homem deu a Paulo a oportunidade de se dedicar a um ministério de cura entre os malteses.”1

“No relato de Lucas, não há menção de um único converso ou uma única congregação deixada pelo apóstolo quando partiu de Malta. Essa omissão pode ser inteiramente ocasional, mas ilustra o fato de que nossa missão no mundo vai além de batismos ou plantio de igrejas; ela também envolve o cuidado desinteressado para com as pessoas e suas necessidades. Esse é o aspecto prático do evangelho (At 20:35; compare com Tt 3:14).1

“É impressionante que esses habitantes da ilha pouco instruídos tivessem um senso de justiça divina. Em última análise, de onde vinha essa consciência? (Veja Rm 1:18-20 [‘18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; 19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;]2).”1

Terça-feira, 25 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O naufrágio

Lições da Bíblia

“Em sua segunda intervenção na história, Paulo assegurou a todos os que estavam a bordo – 276 pessoas no total (At 27:37) – que, apesar de que nem tudo sairia bem, não haveria mortes; somente o navio afundaria (At 27:22). Quatorze dias depois, as palavras do apóstolo se cumpriram. Ainda sob a terrível tempestade e com o navio completamente à deriva, os marinheiros sentiram que estavam próximos da terra firme, possivelmente porque podiam ouvir o barulho da rebentação das ondas (At 27:27). Depois de sondarem a profundidade por diversas vezes, e temendo que o navio se chocasse contra as rochas ao longo da costa, eles lançaram quatro âncoras da popa para reduzir a velocidade do navio; enquanto isso, pediam desesperadamente aos seus deuses que o dia logo amanhecesse (At 27:28, 29).”1

“3. Leia Atos 27:30-44. Quais lições podemos aprender com essa história?”1

Atos (27:30-44 ARA)2: “30 Procurando os marinheiros fugir do navio, e, tendo arriado o bote no mar, a pretexto de que estavam para largar âncoras da proa, 31 disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não permanecerem a bordo, vós não podereis salvar-vos. 32 Então, os soldados cortaram os cabos do bote e o deixaram afastar-se. 33 Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos que se alimentassem, dizendo: Hoje, é o décimo quarto dia em que, esperando, estais sem comer, nada tendo provado. 34 Eu vos rogo que comais alguma coisa; porque disto depende a vossa segurança; pois nenhum de vós perderá nem mesmo um fio de cabelo. 35 Tendo dito isto, tomando um pão, deu graças a Deus na presença de todos e, depois de o partir, começou a comer. 36 Todos cobraram ânimo e se puseram também a comer. 37 Estávamos no navio duzentas e setenta e seis pessoas ao todo. 38 Refeitos com a comida, aliviaram o navio, lançando o trigo ao mar. 39 Quando amanheceu, não reconheceram a terra, mas avistaram uma enseada, onde havia praia; então, consultaram entre si se não podiam encalhar ali o navio. 40 Levantando as âncoras, deixaram-no ir ao mar, largando também as amarras do leme; e, alçando a vela de proa ao vento, dirigiram-se para a praia. 41 Dando, porém, num lugar onde duas correntes se encontravam, encalharam ali o navio; a proa encravou-se e ficou imóvel, mas a popa se abria pela violência do mar. 42 O parecer dos soldados era que matassem os presos, para que nenhum deles, nadando, fugisse; 43 mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu-os de o fazer; e ordenou que os que soubessem nadar fossem os primeiros a lançar-se ao mar e alcançar a terra. 44 Quanto aos demais, que se salvassem, uns, em tábuas, e outros, em destroços do navio. E foi assim que todos se salvaram em terra.

“No início da viagem, o centurião tratou Paulo de modo favorável, mas ele não tinha motivos para confiar no julgamento náutico do apóstolo. Após duas semanas, no entanto, as coisas mudaram. Paulo já havia ganhado o respeito do centurião, com sua intervenção profética sobre o naufrágio (At 27:21-26) que se aproximava de seu cumprimento.”1

“Paulo exortou todos a bordo a se alimentarem, caso contrário não teriam forças para nadar e chegar à terra firme. A Providência divina não nos isenta de fazer o que normalmente seria nosso dever. ‘Ao longo dessa narrativa, mantém-se um equilíbrio entre a garantia de Deus quanto à segurança daqueles homens e os esforços deles para assegurar que isso acontecesse’ (David J. Williams, Acts. Grand Rapids, MI: Baker Books, 1990, p. 438).”1

“Com a aproximação da manhã, os marinheiros avistaram a terra – uma baía onde decidiram encalhar o navio. No entanto, o navio nunca chegou à praia. Em vez disso, atingiu um banco de areia e acabou se rompendo pela força das ondas. O plano dos soldados de matar os prisioneiros para evitar que fugissem foi interrompido pelo centurião, principalmente por causa de Paulo. No fim, ninguém perdeu a vida, exatamente como Deus havia prometido.”1

“Desejando manter Paulo vivo, o centurião proibiu os soldados de matar os prisioneiros. O que isso revela sobre o testemunho e o caráter de Paulo?”1

Segunda-feira, 24 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Navegando para Roma

Lições da Bíblia

“Após ficar preso em Cesareia por cerca de dois anos (At 24:27), Paulo foi enviado a Roma. A julgar pela primeira pessoa do plural e a riqueza de detalhes usados para descrever a longa e turbulenta viagem marítima para a Itália (At 27:1–28:16), Lucas acompanhava o apóstolo, assim como outro cristão chamado Aristarco (At 27:2). Outro personagem importante na história foi o centurião romano, Júlio, responsável também por outros prisioneiros (At 27:1).”1

“Eles partiram no final do verão. O Dia do Jejum (At 27:9) se refere ao Dia da Expiação, na segunda metade de outubro. Por causa das condições climáticas do inverno, normalmente se evitava viajar pelo Mediterrâneo entre novembro e março. Dessa vez, no entanto, eles enfrentaram dificuldades desde o início, e somente depois de muita demora chegaram à pequena baía de Bons Portos, na ilha de Creta (At 27:8).”1

“1. Leia Atos 27:9-12. Enquanto estavam em Bons Portos, como Paulo interveio na história e como sua intervenção foi recebida?”1

Atos (27:9-12 ARA)2: “9 Depois de muito tempo, tendo-se tornado a navegação perigosa, e já passado o tempo do Dia do Jejum, admoestava-os Paulo, 10 dizendo-lhes: Senhores, vejo que a viagem vai ser trabalhosa, com dano e muito prejuízo, não só da carga e do navio, mas também da nossa vida. 11 Mas o centurião dava mais crédito ao piloto e ao mestre do navio do que ao que Paulo dizia. 12 Não sendo o porto próprio para invernar, a maioria deles era de opinião que partissem dali, para ver se podiam chegar a Fenice e aí passar o inverno, visto ser um porto de Creta, o qual olhava para o nordeste e para o sudeste.

“As advertências de Paulo foram ignoradas, e eles decidiram navegar mais 65 quilômetros para o oeste, até o porto de Fenice onde poderiam passar o inverno com segurança. Infelizmente, com uma súbita mudança climática, eles pegaram uma tempestade tão violenta que a tripulação não teve outra opção senão deixar o navio ser conduzido pelo vento na direção sudoeste, para longe da terra. Logo eles começaram a lançar a carga ao mar e até mesmo alguns equipamentos do navio em uma frenética tentativa de aliviar o peso, visto que ele já começava a ser inundado pelas águas. A situação era dramática. Depois de vários dias sem a luz do sol, pouca visibilidade, chuva pesada e ventos fortes, sem saber onde estavam e em completo esgotamento, eles finalmente perderam ‘toda a esperança de salvamento’ (At 27:20, NVI).”1

“2. De acordo com Atos 27:21-26, qual foi a segunda intervenção de Paulo na história? Assinale a alternativa correta:”1

Atos (27:21-26 ARA)2: “21 Havendo todos estado muito tempo sem comer, Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Senhores, na verdade, era preciso terem-me atendido e não partir de Creta, para evitar este dano e perda. 22 Mas, já agora, vos aconselho bom ânimo, porque nenhuma vida se perderá de entre vós, mas somente o navio. 23 Porque, esta mesma noite, um anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, 24 dizendo: Paulo, não temas! É preciso que compareças perante César, e eis que Deus, por sua graça, te deu todos quantos navegam contigo. 25 Portanto, senhores, tende bom ânimo! Pois eu confio em Deus que sucederá do modo por que me foi dito. 26 Porém é necessário que vamos dar a uma ilha.

A ( ) Ele fez uma oração, e a tempestade cessou.
B ( ) Ele declarou que Deus havia lhe dito que ninguém ali morreria.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Em palavras proféticas, Paulo relatou à tripulação uma mensagem que tinha acabado de receber de Deus. Não havia motivo para se desesperarem nem perderem a esperança. Ainda haveria perigo e perda, mas todos sobreviveriam.”1

“Por que um servo do Senhor como Paulo teve que sofrer? O que aprendemos com isso?”1

Domingo, 23 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Viagem a Roma

Lições da Bíblia

Paulo, não temas! É preciso que compareças perante César” (At 27:24).1

“Há muito tempo Paulo desejava visitar Roma, mas sua prisão em Jerusalém mudou tudo. Ao ceder à pressão legalista dos líderes da igreja de Jerusalém, ele acabou ficando sob custódia romana por quase cinco anos, incluindo o tempo gasto na viagem de navio para a Itália. Essa mudança representou um forte revés para seus planos missionários.”1

“Apesar disso, o próprio Jesus prometeu que o apóstolo ainda testemunharia Dele em Roma (At 23:11). Mesmo quando falhamos com o Senhor, Ele ainda pode nos dar outra chance, embora nem sempre nos poupe das consequências de nossas ações. Paulo não apenas foi levado a Roma como prisioneiro, mas também não há evidência bíblica de que ele tenha ido à Espanha, como esperava fazer (Rm 15:24). Depois de ser libertado do que é conhecido como ‘o primeiro encarceramento romano’, Paulo foi novamente detido, dessa vez para sofrer o martírio (2Tm 4:6-8) sob a ordem de Nero, em 67 d.C.”1

“Paulo foi a Roma. E, enquanto aguardava em prisão domiciliar para ser julgado perante o imperador, apesar de suas algemas (Ef 6:20; Fp 1:13), ele pregava sem impedimento a quem quer que fosse até ele (At 28:30, 31), inclusive para figuras importantes da casa de César (Fp 4:22).”1

Sábado, 22 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.

Detenção em Cesareia – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

“Ao ouvir essas palavras, será que Agripa recordou-se da história passada de sua família, e de seus esforços infrutíferos contra Aquele sobre quem Paulo estava pregando? Ele pensou em seu bisavô Herodes e no massacre das crianças inocentes de Belém? Em seu tio-avô Antipas e no assassinato de João Batista? Em seu próprio pai, Agripa I, e no martírio do apóstolo Tiago? Viu ele nos desastres que rapidamente sucederam a esses reis uma evidência do desprazer de Deus em consequência dos crimes que cometeram contra Seus servos?”1

“‘Será que o luxo e a exibição daquele dia fizeram com que Agripa se lembrasse da ocasião em que seu próprio pai, um monarca mais poderoso que ele, esteve naquela mesma cidade, trajado de vestes brilhantes, enquanto o povo gritava que ele era um deus? Havia ele se esquecido de como, mesmo antes de terem cessado as aclamações de admiração, a vingança, rápida e terrível, caíra sobre o vaidoso rei? Um pouco de tudo isso cruzou rapidamente a memória de Agripa, mas sua vaidade foi adulada pela brilhante cena que estava diante dele, e o orgulho e a vaidade baniram todos os pensamentos mais nobres’ (Comentários de Ellen G. White em Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1186).”1

Perguntas para discussão

“1. Analise a decisão de Paulo de recorrer a César. Essa decisão foi correta (compare com At 25:25; 26:31, 32)? Até que ponto podemos tomar decisões para nos proteger, em vez de apenas confiar nos cuidados de Deus? Quando tomamos decisões significa que não confiamos em Deus?”1

“2. Leia a declaração de Paulo em Atos 26:19. O que ela revela sobre Paulo? Temos sido fiéis ao nosso chamado (1Pe 2:9, 10)?”1

“3. Paulo tinha paixão por pessoas – não por números, mas por pessoas. Em sua audiência final em Cesareia, ele disse ao auditório que o desejo de seu coração era que todos fossem como ele; isto é, salvos pela graça de Deus (At 26:29). Ele não desejava sua liberdade mais do que a salvação deles. O que aprendemos com seu exemplo? Estamos dispostos a fazer sacrifícios pelo evangelho?”1

“4. Agripa teve a chance de ouvir o evangelho dos lábios de Paulo. No entanto, ele o rejeitou. Como evitar perder as oportunidades que aparecem bem diante de nós? De que modo podemos ficar espiritualmente sintonizados com as realidades que nos rodeiam?”1

Sexta-feira, 21 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.

Paulo diante dos líderes

Lições da Bíblia

“Embora Paulo estivesse falando com Agripa, Festo foi o primeiro a reagir (At 26:24). Festo não teria apresentado objeções se Paulo tivesse falado sobre a imortalidade da alma, mas mesmo os antigos greco-romanos sabiam que ambos os conceitos – imortalidade e ressurreição – não se harmonizam. Portanto, eles mantinham o primeiro e rejeitavam o último. Por essa razão, Paulo afirmou que o evangelho era loucura para os gentios (1Co 1:23).”1

“De maneira respeitosa, Paulo defende a sanidade de suas ideias e se volta para Agripa, um judeu que não só podia compreendê-lo, mas também confirmar que suas palavras estavam de acordo com os profetas hebreus (At 26:25, 26).”1

“7. Leia Atos 26:27, 28. Qual foi a resposta de Agripa à pergunta direta de Paulo? Complete as lacunas:”1

Atos (26:27, 28 ARA)2: 26 Porque tudo isto é do conhecimento do rei, a quem me dirijo com franqueza, pois estou persuadido de que nenhuma destas coisas lhe é oculta; porquanto nada se passou em algum lugar escondido. 27 Acreditas, ó rei Agripa, nos profetas? Bem sei que acreditas. 28 Então, Agripa se dirigiu a Paulo e disse: Por pouco me persuades a me fazer cristão.

“Por pouco me persuades a me fazer cristão” (At 26:28).

“A pergunta de Paulo colocou Agripa em uma posição difícil. Como judeu, ele nunca negaria sua crença nas Escrituras; por outro lado, se ele respondesse afirmativamente, não haveria outra opção senão aceitar Jesus como o Messias. Sua resposta foi uma fuga inteligente da armadilha lógica em que se encontrava: ‘Você acha que em tão pouco tempo pode convencer-me a tornar-me cristão?’ (At 26:28, NVI) – essa é uma tradução melhor do grego que a tradicional: ‘Por pouco me persuades a me fazer cristão’ (ARA).”1

“A resposta de Paulo revela um grande compromisso com o evangelho: ‘Em pouco ou em muito tempo, peço a Deus que não apenas tu, mas todos os que hoje me ouvem se tornem como eu, porém sem estas algemas’ (At 26:29, NVI). Em suas últimas palavras, o apóstolo não pediu para ter liberdade, a exemplo dos que o ouviam. Em vez disso, ele queria que eles pudessem ser como ele, exceto pelas algemas. O zelo missionário de Paulo ultrapassava grandemente sua preocupação com a própria segurança.”1

“8. Leia Atos 26:30-32. Como o rei Agripa expressou sua convicção da inocência de Paulo?”1

Atos (26:30-32 ARA)2: “30 A essa altura, levantou-se o rei, e também o governador, e Berenice, bem como os que estavam assentados com eles; 31 e, havendo-se retirado, falavam uns com os outros, dizendo: Este homem nada tem feito passível de morte ou de prisão. 32 Então, Agripa se dirigiu a Festo e disse: Este homem bem podia ser solto, se não tivesse apelado para César.

“Festo precisava da ajuda de Agripa apenas para preencher o relatório (At 25:25-27). A apelação de Paulo a César já havia sido formalmente concedida (At 25:12). O prisioneiro não estava mais sob a jurisdição do governador.”1

“Leia Atos 26:24-28. A que Paulo apelou em última instância? Qual deve sempre ser nossa autoridade final em matéria de fé?”1

Quinta-feira, 20 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A defesa de Paulo

Lições da Bíblia

“Com o cenário preparado e os nobres convidados assentados ao lado do governador, o prisioneiro foi trazido para apresentar sua defesa, que visava principalmente Agripa, visto que Festo já a conhecia (At 25:8-11).”1

“6. Leia Atos 26:1-23. O que Paulo estava fazendo em seu discurso perante o rei Agripa? Assinale a alternativa correta:”1

Atos (26:1-23 ARA)2: “1 A seguir, Agripa, dirigindo-se a Paulo, disse: É permitido que uses da palavra em tua defesa. Então, Paulo, estendendo a mão, passou a defender-se nestes termos: 2 Tenho-me por feliz, ó rei Agripa, pelo privilégio de, hoje, na tua presença, poder produzir a minha defesa de todas as acusações feitas contra mim pelos judeus; 3 mormente porque és versado em todos os costumes e questões que há entre os judeus; por isso, eu te peço que me ouças com paciência. 4 Quanto à minha vida, desde a mocidade, como decorreu desde o princípio entre o meu povo e em Jerusalém, todos os judeus a conhecem; 5 pois, na verdade, eu era conhecido deles desde o princípio, se assim o quiserem testemunhar, porque vivi fariseu conforme a seita mais severa da nossa religião. 6 E, agora, estou sendo julgado por causa da esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais, 7 a qual as nossas doze tribos, servindo a Deus fervorosamente de noite e de dia, almejam alcançar; é no tocante a esta esperança, ó rei, que eu sou acusado pelos judeus. 8 Por que se julga incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos? 9 Na verdade, a mim me parecia que muitas coisas devia eu praticar contra o nome de Jesus, o Nazareno; 10 e assim procedi em Jerusalém. Havendo eu recebido autorização dos principais sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e contra estes dava o meu voto, quando os matavam. 11 Muitas vezes, os castiguei por todas as sinagogas, obrigando-os até a blasfemar. E, demasiadamente enfurecido contra eles, mesmo por cidades estranhas os perseguia. 12 Com estes intuitos, parti para Damasco, levando autorização dos principais sacerdotes e por eles comissionado. 13 Ao meio-dia, ó rei, indo eu caminho fora, vi uma luz no céu, mais resplandecente que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam comigo. 14 E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões. 15 Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. 16 Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda, 17 livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio, 18 para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim. 19 Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial, 20 mas anunciei primeiramente aos de Damasco e em Jerusalém, por toda a região da Judéia, e aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento. 21 Por causa disto, alguns judeus me prenderam, estando eu no templo, e tentaram matar-me. 22 Mas, alcançando socorro de Deus, permaneço até ao dia de hoje, dando testemunho, tanto a pequenos como a grandes, nada dizendo, senão o que os profetas e Moisés disseram haver de acontecer, 23 isto é, que o Cristo devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, anunciaria a luz ao povo e aos gentios.

A (  ) Tentando testemunhar de sua conversão e obter o favor do rei Agripa.
B (  ) Acusando Festo de tê-lo tratado com crueldade.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“O discurso de Paulo foi, na verdade, um relato autobiográfico de sua vida antes e depois da conversão. Em termos de conteúdo, o discurso lembra o de Atos 22:1-21, que ele fez diante da multidão em Jerusalém.”1

“O apóstolo começa tentando garantir o favor de Agripa. Ele demonstra gratidão pela oportunidade de relatar seu caso diante de uma pessoa tão eminente, ainda mais porque Agripa estava bem familiarizado com todos os costumes e questões relacionados à fé judaica. Por esse motivo, Agripa poderia ser de grande ajuda para que o governador romano compreendesse que as acusações contra Paulo não tinham nenhum mérito e eram falsas.”1

“O discurso pode ser dividido em três partes. Na primeira parte (At 26:4-11), Paulo descreve sua antiga piedade farisaica, que era amplamente conhecida entre seus contemporâneos em Jerusalém. Como fariseu, ele cria na ressurreição dos mortos, que era essencial para o cumprimento da esperança de Israel. Os judeus, portanto, estavam sendo incoerentes ao se opor ao ensino de Paulo, pois não havia nada nele que não fosse fundamentalmente judaico. Entretanto, ele entendia bem a atitude deles, porque ele mesmo havia achado tão inacreditável que Deus pudesse ter ressuscitado Jesus que até perseguira aqueles que acreditavam nisso.”1

“Na segunda parte (At 26:12-18), Paulo relata como sua perspectiva tinha mudado desde seu encontro com Cristo na estrada para Damasco e o chamado que recebera para levar a mensagem do evangelho aos gentios.”1

“Por fim, Paulo declara que o impacto do que ele havia visto (At 26:19-23) tinha sido tão grande que não lhe havia deixado escolha senão obedecer e realizar sua missão, a única razão pela qual ele estava sendo julgado. A questão por trás de sua prisão, portanto, não era que ele tivesse violado a lei judaica nem profanado o templo; em vez disso, era a sua mensagem sobre a morte e ressurreição de Jesus, que estava em plena harmonia com as Escrituras e permitia aos gentios participar igualmente da salvação.”1

“Leia Atos 26:18. O que acontece com os salvos por Cristo? Você experimentou essa realidade?”1

Quarta-feira, 19 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Perante Agripa

Lições da Bíblia

“Festo concordou em atender o pedido de Paulo de enviá-lo a Roma (At 25:12). Enquanto isso o governador, ao receber uma visita de Estado de Herodes Agripa II, aproveitou para consultá-lo sobre o caso de Paulo, especificamente sobre o tipo de informação que ele deveria enviar ao imperador em seu relatório oficial. Festo ainda não estava muito familiarizado com os assuntos judaicos, e Agripa certamente poderia ajudá-lo (At 26:2, 3).”1

“4. Leia Atos 25:13-22. O que Festo disse a Agripa sobre Paulo e como o rei respondeu? Assinale ‘V’ para verdadeiro ou ‘F’ para falso:”

Atos (25:13-22 ARA)2: “13 Passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesaréia a fim de saudar a Festo. 14 Como se demorassem ali alguns dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: Félix deixou aqui preso certo homem, 15 a respeito de quem os principais sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram queixa, estando eu em Jerusalém, pedindo que o condenasse. 16 A eles respondi que não é costume dos romanos condenar quem quer que seja, sem que o acusado tenha presentes os seus acusadores e possa defender-se da acusação. 17 De sorte que, chegando eles aqui juntos, sem nenhuma demora, no dia seguinte, assentando-me no tribunal, determinei fosse trazido o homem; 18 e, levantando-se os acusadores, nenhum delito referiram dos crimes de que eu suspeitava. 19 Traziam contra ele algumas questões referentes à sua própria religião e particularmente a certo morto, chamado Jesus, que Paulo afirmava estar vivo. 20 Estando eu perplexo quanto ao modo de investigar estas coisas, perguntei-lhe se queria ir a Jerusalém para ser ali julgado a respeito disso. 21 Mas, havendo Paulo apelado para que ficasse em custódia para o julgamento de César, ordenei que o acusado continuasse detido até que eu o enviasse a César. 22 Então, Agripa disse a Festo: Eu também gostaria de ouvir este homem. Amanhã, respondeu ele, o ouvirás.

A (  ) Relatou as acusações e a prisão de Paulo. O rei respondeu que também desejava ouvir Paulo.
B (   ) Disse que Paulo era culpado. O rei condenou o apóstolo sem um julgamento.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“Agripa II, o último dos Herodes, chegou a Cesareia com sua irmã Berenice para saudar o novo governador.”1

“Ao descrever o caso de Paulo, Festo revelou sua surpresa de que as acusações contra ele não estavam relacionadas a nenhuma ofensa importante, nem política nem criminal. Em vez disso, elas tinham a ver com questões relativas à religião judaica, especificamente com um certo Jesus, ‘já morto, o qual Paulo’ insistia que estava ‘vivo’ (At 25:19). Paulo já havia declarado diante do Sinédrio que ele estava sendo julgado por causa de sua crença na ressurreição de Jesus; e, naquele momento, Festo deixou claro que esse era realmente o verdadeiro assunto em questão.”1

“5. Leia Atos 25:23-27. Como Lucas descreve a cerimônia em que Paulo compareceu perante Agripa?”1

Atos (25:23-27 ARA)2: “23 De fato, no dia seguinte, vindo Agripa e Berenice, com grande pompa, tendo eles entrado na audiência juntamente com oficiais superiores e homens eminentes da cidade, Paulo foi trazido por ordem de Festo. 24 Então, disse Festo: Rei Agripa e todos vós que estais presentes conosco, vedes este homem, por causa de quem toda a multidão dos judeus recorreu a mim tanto em Jerusalém como aqui, clamando que não convinha que ele vivesse mais. 25 Porém eu achei que ele nada praticara passível de morte; entretanto, tendo ele apelado para o imperador, resolvi mandá-lo ao imperador. 26 Contudo, a respeito dele, nada tenho de positivo que escreva ao soberano; por isso, eu o trouxe à vossa presença e, mormente, à tua, ó rei Agripa, para que, feita a argüição, tenha eu alguma coisa que escrever; 27 porque não me parece razoável remeter um preso sem mencionar, ao mesmo tempo, as acusações que militam contra ele.

“E agora Paulo, ainda algemado, achava-se diante do grupo reunido. Que contraste era ali apresentado! Agripa e Berenice possuíam poder e posição e, por isso, eram favorecidos pelo mundo. Contudo, eram destituídos dos traços de caráter que Deus estima. Eram transgressores de Sua lei, corruptos de coração e vida. Sua conduta não era apreciada pelo Céu” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 434).”1

“Como as aparências, que podem ser agradáveis à visão humana, podem muitas vezes nos enganar? As aparências são muito diferentes da realidade?”1

Terça-feira, 18 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.