O filho da promessa

Lições da Bíblia1

A última cena da circuncisão envolveu todos: não apenas Ismael, mas todos os homens da casa de Abraão foram circuncidados (Gn 17:23- 27). A palavra kol (“todos”) é repetida quatro vezes (Gn 17:23, 27). Foi nesse contexto inclusivo que Deus apareceu a Abraão para confirmar a promessa de um filho, “Isaque”.

4. Que lições de hospitalidade aprendemos com Abraão? Como você explica a reação divina a essa hospitalidade? Gn 18:1-15; Rm 9:9

Gn 18:1-15 (ARA)2: “1 Apareceu o Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre, quando ele estava assentado à entrada da tenda, no maior calor do dia. 2 Levantou ele os olhos, olhou, e eis três homens de pé em frente dele. Vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, prostrou-se em terra 3 e disse: Senhor meu, se acho mercê em tua presença, rogo-te que não passes do teu servo; 4 traga-se um pouco de água, lavai os pés e repousai debaixo desta árvore; 5 trarei um bocado de pão; refazei as vossas forças, visto que chegastes até vosso servo; depois, seguireis avante. Responderam: Faze como disseste. 6 Apressou-se, pois, Abraão para a tenda de Sara e lhe disse: Amassa depressa três medidas de flor de farinha e faze pão assado ao borralho. 7 Abraão, por sua vez, correu ao gado, tomou um novilho, tenro e bom, e deu-o ao criado, que se apressou em prepará-lo. 8 Tomou também coalhada e leite e o novilho que mandara preparar e pôs tudo diante deles; e permaneceu de pé junto a eles debaixo da árvore; e eles comeram. 9 Então, lhe perguntaram: Sara, tua mulher, onde está? Ele respondeu: Está aí na tenda. 10 Disse um deles: Certamente voltarei a ti, daqui a um ano; e Sara, tua mulher, dará à luz um filho. Sara o estava escutando, à porta da tenda, atrás dele. 11 Abraão e Sara eram já velhos, avançados em idade; e a Sara já lhe havia cessado o costume das mulheres. 12 Riu-se, pois, Sara no seu íntimo, dizendo consigo mesma: Depois de velha, e velho também o meu senhor, terei ainda prazer? 13 Disse o Senhor a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Será verdade que darei ainda à luz, sendo velha? 14 Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil? Daqui a um ano, neste mesmo tempo, voltarei a ti, e Sara terá um filho. 15 Então, Sara, receosa, o negou, dizendo: Não me ri. Ele, porém, disse: Não é assim, é certo que riste.”

Rm 9:9 (ARA)2: “Porque a palavra da promessa é esta: Por esse tempo, virei, e Sara terá um filho.”

Não está claro se Abraão sabia quem eram os estrangeiros (Hb 13:2), embora agisse para com eles como se o próprio Deus estivesse ali. Ele estava sentado “à entrada da tenda, no maior calor do dia” (Gn 18:1), e, como visitantes são raros no deserto, provavelmente ele desejasse encontrá-los. Abraão correu em direção aos homens (Gn 18:2), embora tivesse 99 anos. Ele chamou uma dessas pessoas de Adonai, “Senhor meu” (Gn 18:3), título frequentemente usado para Deus (Gn 20:4; Êx 15:17). Ele se apressou no preparo da refeição, esteve ao lado deles, atento às suas necessidades e pronto para servi-los (Gn 18:6-8).

O comportamento de Abraão para com visitantes celestiais se tornaria um modelo inspirador de hospitalidade (Hb 13:2). A atitude reverente de Abraão transmite uma filosofia de hospitalidade. Mostrar respeito e atenção para com estranhos não é apenas um belo gesto de cortesia. A Bíblia enfatiza que é um dever religioso, como se dirigido ao próprio Deus (Mt 25:35-40). Ironicamente, Deus Se identifica mais com o estrangeiro faminto e necessitado do que com o generoso que o recebe.

Por outro lado, a intrusão divina na esfera humana denota graça e amor para com a humanidade. Essa aparição de Deus antecipava Cristo, que deixou o lar celestial e Se tornou Servo humano para alcançar a humanidade (Fp 2:7, 8). A presença de Deus confirmou a promessa. Ele viu Sara, que se escondeu “atrás de Abraão”, e conhecia seus pensamentos (Gn 18:10, 12). Ele sabia que ela tinha rido, e “riu” foi Sua última palavra. O ceticismo de Sara se tornou o ponto em que Ele cumpriria Sua palavra.

“Deus Se identifica mais com o estrangeiro faminto e necessitado do que com aquele que o recebe”. Por que é tão importante nos lembrarmos disso?

Quarta-feira, 11 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O sinal da aliança abraâmica

Lições da Bíblia1

3. Leia Gênesis 17:1-19 e Romanos 4:11. Qual é o significado espiritual e profético do rito da circuncisão?

Gênesis 17:1-19 (ARA)2: “1 Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. 2 Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente. 3 Prostrou-se Abrão, rosto em terra, e Deus lhe falou: 4 Quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações. 5 Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações te constituí. 6 Far-te-ei fecundo extraordinariamente, de ti farei nações, e reis procederão de ti. 7 Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência. 8 Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus. 9 Disse mais Deus a Abraão: Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência no decurso das suas gerações. 10 Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. 11 Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. 12 O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe. 13 Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua. 14 O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança. 15 Disse também Deus a Abraão: A Sarai, tua mulher, já não lhe chamarás Sarai, porém Sara. 16 Abençoá-la-ei e dela te darei um filho; sim, eu a abençoarei, e ela se tornará nações; reis de povos procederão dela. 17 Então, se prostrou Abraão, rosto em terra, e se riu, e disse consigo: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara com seus noventa anos? 18 Disse Abraão a Deus: Tomara que viva Ismael diante de ti. 19 Deus lhe respondeu: De fato, Sara, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; estabelecerei com ele a minha aliança, aliança perpétua para a sua descendência.”

Romanos 4:11 (ARA)2: “E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que creem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça,”

A falta de fé de Abrão, como visto na história anterior (Gn 16), quebrou o fluxo da jornada espiritual do patriarca com Deus. Nesse tempo, o Senhor ficou em silêncio. Pela primeira vez então, Deus falou novamente com Abrão. Ele Se reconectou a Abrão e o trouxe de volta ao ponto em que fez uma aliança com ele (Gn 15:18).

Deus lhe deu o sinal dessa aliança. O significado da circuncisão tem sido discutido há muito tempo pelos estudiosos. Visto que o rito da circuncisão envolvia o derramamento de sangue (ver Êx 4:25), poderia ser entendido no contexto do sacrifício, indicando que a justiça foi imputada a ele (compare com Rm 4:11).

Também chama a atenção o fato de que essa aliança, representada pela circuncisão, seja descrita em termos que apontam para a primeira profecia messiânica (compare Gn 17:7 [“Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência.”] com Gn 3:15 [“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”]). O paralelo entre os dois textos sugere que a promessa de Deus a Abrão diz respeito a mais do que apenas o nascimento físico de um povo; contém a promessa espiritual de salvação para todos os povos da Terra. E a promessa da “aliança eterna” (Gn 17:7) refere-se à obra da semente messiânica, o sacrifício de Cristo que garante a vida eterna a todos os que a reivindicam mediante a fé e tudo o que a fé envolve (compare com Rm 6:23; Tt 1:2).

Curiosamente, essa promessa de um futuro eterno se relaciona à mudança do nome de Abrão e Sarai, os quais se referiam apenas ao seu status de então: Abrão significa “pai exaltado”, e Sarai significa “minha princesa” (a princesa de Abrão). A mudança de seus nomes para “Abraão” e “Sara”, respectivamente, referia-se ao futuro: Abraão significa “pai de muitas nações” e Sara significa “a princesa” (de todos). Paralelamente, mas não sem ironia, o nome de Isaque (“ele rirá”) é uma lembrança da atitude de Abraão (a primeira risada registrada nas Escrituras, Gn 17:17); uma risada de ceticismo ou, talvez, de admiração. Embora acreditasse no que o Senhor claramente havia prometido a ele, Abraão ainda lutava para ter fé e confiança.

Como continuar acreditando em algo, mesmo quando, às vezes, lutamos contra essa crença, como fez Abraão? Por que é importante não desistir, apesar dos momentos de dúvida?

Terça-feira, 10 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O dízimo de Melquisedeque

Lições da Bíblia1

5. Quem foi Melquisedeque? Por que Abrão deu seu dízimo a esse sacerdote, que parece ter surgido do nada? Gn 14:18-24; Hb 7:1-10

Gn 14:18-24 (ARA)2: 18 Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo; 19 abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra; 20 e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo. 21 Então, disse o rei de Sodoma a Abrão: Dá-me as pessoas, e os bens ficarão contigo. 22 Mas Abrão lhe respondeu: Levanto a mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o que possui os céus e a terra, 23 e juro que nada tomarei de tudo o que te pertence, nem um fio, nem uma correia de sandália, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão; 24 nada quero para mim, senão o que os rapazes comeram e a parte que toca aos homens Aner, Escol e Manre, que foram comigo; estes que tomem o seu quinhão.”

Hb 7:1-10 (ARA)2: 1 Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão, quando voltava da matança dos reis, e o abençoou, 2 para o qual também Abraão separou o dízimo de tudo (primeiramente se interpreta rei de justiça, depois também é rei de Salém, ou seja, rei de paz; 3 sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote perpetuamente. 4 Considerai, pois, como era grande esse a quem Abraão, o patriarca, pagou o dízimo tirado dos melhores despojos. 5 Ora, os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm mandamento de recolher, de acordo com a lei, os dízimos do povo, ou seja, dos seus irmãos, embora tenham estes descendido de Abraão; 6 entretanto, aquele cuja genealogia não se inclui entre eles recebeu dízimos de Abraão e abençoou o que tinha as promessas. 7 Evidentemente, é fora de qualquer dúvida que o inferior é abençoado pelo superior. 8 Aliás, aqui são homens mortais os que recebem dízimos, porém ali, aquele de quem se testifica que vive. 9 E, por assim dizer, também Levi, que recebe dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão. 10 Porque aquele ainda não tinha sido gerado por seu pai, quando Melquisedeque saiu ao encontro deste.”

O súbito aparecimento do misterioso Melquisedeque não está fora de lugar. Depois que os cananeus agradeceram a Abrão, ele agradeceu ao sacerdote por meio do dízimo.

Melquisedeque veio da cidade de Salém, que significa “paz”, uma mensagem apropriada após o tumulto da guerra.

O componente tsedek, “justiça”, no nome de Melquisedeque, aparece em contraste com o nome do rei de Sodoma, Bera (“no mal”), e Gomorra, Birsha (“na maldade”), provavelmente sobrenomes para o que eles representavam (Gn 14:2).

Melquisedeque apareceu após a reversão da violência e do mal representados pelos outros reis cananeus. Essa passagem contém também a primeira referência bíblica à palavra “sacerdote” (Gn 14:18). A associação de Melquisedeque com o “Deus Altíssimo” (Gn 14:18), a quem Abrão chamou de seu próprio Deus (Gn 14:22), indica claramente que o patriarca o via como sacerdote do Deus a quem servia. Melquisedeque, entretanto, não deve ser identificado com Cristo. Ele era o representante de Deus entre o povo daquela época (ver Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 1, p. 1203, 1204).

Melquisedeque oficiava, de fato, como sacerdote. Ele serviu “cereal e vinho”, uma associação que muitas vezes sugeria o uso de suco de uva recémprensado (Dt 7:13; 2Cr 31:5), que reaparece no contexto da entrega dos dízimos (Dt 14:23). Além disso, ele estendeu a bênção a Abrão (Gn 14:19).

Abrão, entretanto, “deu a Melquisedeque o dízimo de tudo” (Gn 14:20) em resposta ao Deus “que possui os céus e a Terra” (Gn 14:19, ARA). Esse título faz alusão à introdução da história da criação (Gn 1:1), em que a expressão “céus e Terra” significa totalidade ou “tudo”. Como tal, entende- se que o dízimo é uma expressão de gratidão ao Criador, que possui tudo (Hb 7:2-6; compare com Gn 28:22). Paradoxalmente, o adorador entende que o dízimo é um presente de Deus, não um presente para Deus, pois é Deus quem nos dá tudo.

Além de ser uma expressão de fé, o ato de devolver o dízimo também edifica a fé?

Quinta-feira, 05 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A coalizão de Babel

Lições da Bíblia1

4. Leia Gênesis 14:1-17. Que ponto relevante vemos no fato de que essa guerra ocorreu logo após a doação da terra prometida? O que essa história nos ensina sobre Abrão?

Gênesis 14:1-17 (ARA)2: “1 Sucedeu naquele tempo que Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, 2 fizeram guerra contra Bera, rei de Sodoma, contra Birsa, rei de Gomorra, contra Sinabe, rei de Admá, contra Semeber, rei de Zeboim, e contra o rei de Bela (esta é Zoar). 3 Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é o mar Salgado). 4 Doze anos serviram a Quedorlaomer, porém no décimo terceiro se rebelaram. 5 Ao décimo quarto ano, veio Quedorlaomer e os reis que estavam com ele e feriram aos refains em Asterote-Carnaim, e aos zuzins em Hã, e aos emins em Savé-Quiriataim, 6 e aos horeus no seu monte Seir, até El-Parã, que está junto ao deserto. 7 De volta passaram em En-Mispate (que é Cades) e feriram toda a terra dos amalequitas e dos amorreus, que habitavam em Hazazom-Tamar. 8 Então, saíram os reis de Sodoma, de Gomorra, de Admá, de Zeboim e de Bela (esta é Zoar) e se ordenaram e levantaram batalha contra eles no vale de Sidim, 9 contra Quedorlaomer, rei de Elão, contra Tidal, rei de Goim, contra Anrafel, rei de Sinar, contra Arioque, rei de Elasar: quatro reis contra cinco. 10 Ora, o vale de Sidim estava cheio de poços de betume; os reis de Sodoma e de Gomorra fugiram; alguns caíram neles, e os restantes fugiram para um monte. 11 Tomaram, pois, todos os bens de Sodoma e de Gomorra e todo o seu mantimento e se foram. 12 Apossaram-se também de Ló, filho do irmão de Abrão, que morava em Sodoma, e dos seus bens e partiram. 13 Porém veio um, que escapara, e o contou a Abrão, o hebreu; este habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol e de Aner, os quais eram aliados de Abrão.14 Ouvindo Abrão que seu sobrinho estava preso, fez sair trezentos e dezoito homens dos mais capazes, nascidos em sua casa, e os perseguiu até Dã. 15 E, repartidos contra eles de noite, ele e os seus homens, feriu-os e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco. 16 Trouxe de novo todos os bens, e também a Ló, seu sobrinho, os bens dele, e ainda as mulheres, e o povo. 17 Após voltar Abrão de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele, saiu-lhe ao encontro o rei de Sodoma no vale de Savé, que é o vale do Rei.”

Essa foi a primeira guerra narrada nas Escrituras (Gn 14:2). A coalizão de quatro exércitos da Mesopotâmia e da Pérsia contra outra coalizão de cinco exércitos cananeus, incluindo os reis de Sodoma e Gomorra (Gn 14:8), sugere um grande conflito (Gn 14:9). Essa operação militar está relacionada com a rebelião dos povos cananeus contra seus suseranos babilônios (Gn 14:4, 5). Embora essa história se refira a um conflito histórico específico, o momento dessa guerra “global”, após a dádiva da terra prometida a Abrão, confere a esse evento um significado espiritual particular.

O envolvimento de tantos povos de Canaã sugere que a questão em jogo era a soberania sobre a terra. Ironicamente, o acampamento de Abrão, a parte realmente interessada, visto ser ele o dono da terra, é a única força que permaneceu fora do conflito, pelo menos no início.

A razão para a neutralidade de Abrão é que, para ele, aquela terra não havia sido adquirida pela força das armas nem por estratégias políticas. O reino de Abrão foi um presente de Deus. A única razão pela qual ele interviria seria pelo destino de seu sobrinho Ló, que fora feito prisioneiro durante as batalhas (Gn 14:12, 13).

“Abraão, habitando em paz nos carvalhais de Manre, soube por um dos fugitivos a história da batalha e a calamidade que sobreviera ao seu sobrinho. Não havia guardado no coração nenhum ressentimento pela ingratidão de Ló. Todo o seu afeto por ele veio à tona, e decidiu resgatá-lo. Procurando antes de tudo o conselho divino, Abraão se preparou para a guerra” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 105 [135]).

Mas Abrão não confrontou toda a coalizão. No que deve ter sido uma operação de comando rápida e noturna, atacou apenas o campo em que Ló era mantido prisioneiro. Seu sobrinho foi salvo e com ele o rei de Sodoma. Assim, Abrão demonstrou grande coragem e força. Sua influência na região cresceu, as pessoas viram o tipo de homem que ele era e aprenderam algo mais sobre o Deus a quem ele servia.

Qual é a influência de nossas ações? Que mensagem nossos atos dão sobre nossa fé?

Quarta-feira, 04 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Abrão e Ló

Lições da Bíblia1

3. Leia Gênesis 13:1-18. O que essa história nos ensina sobre caráter?

Gênesis 13:1-18 (ARA)2: “1 Saiu, pois, Abrão do Egito para o Neguebe, ele e sua mulher e tudo o que tinha, e Ló com ele. 2 Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro. 3 Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até ao lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai, 4 até ao lugar do altar, que outrora tinha feito; e aí Abrão invocou o nome do Senhor. 5 Ló, que ia com Abrão, também tinha rebanhos, gado e tendas. 6 E a terra não podia sustentá-los, para que habitassem juntos, porque eram muitos os seus bens; de sorte que não podiam habitar um na companhia do outro. 7 Houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló. Nesse tempo os cananeus e os ferezeus habitavam essa terra. 8 Disse Abrão a Ló: Não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos parentes chegados. 9 Acaso, não está diante de ti toda a terra? Peço-te que te apartes de mim; se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a esquerda. 10 Levantou Ló os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada (antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra), como o jardim do Senhora, como a terra do Egito, como quem vai para Zoar. 11 Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu para o Oriente; separaram-se um do outro. 12 Habitou Abrão na terra de Canaã; e Ló, nas cidades da campina e ia armando as suas tendas até Sodoma. 13 Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor. 14 Disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se separou dele: Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; 15 porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre. 16 Farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então se contará também a tua descendência. 17 Levanta-te, percorre essa terra no seu comprimento e na sua largura; porque eu ta darei. 18 E Abrão, mudando as suas tendas, foi habitar nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e levantou ali um altar ao Senhor.”

Abrão voltou para onde estava antes, como se sua viagem ao Egito tivesse sido um mero desvio infeliz. A história de Deus com Abrão teve então um novo início, onde havia parado desde sua primeira viagem à terra prometida. A primeira parada de Abrão foi Betel (Gn 13:3), assim como em sua primeira viagem à terra (Gn 12:3-8). Abrão se arrependeu e voltou a ser “ele mesmo”: Abrão, o homem de fé.

A reconexão de Abrão com Deus se mostrou na sua relação com as pessoas, em sua maneira de lidar com o problema de Ló, seu sobrinho, quanto ao uso da terra. O próprio Abrão propôs um acordo pacífico e permitiu que Ló escolhesse primeiro (Gn 13:9, 10), um ato generoso e bondoso, indicativo do tipo de homem que Abrão era.

O fato de Ló ter escolhido a melhor parte, a planície bem irrigada, sem se preocupar com a maldade de seus futuros vizinhos (Gn 13:10-13), revela sua ganância e seu caráter. A frase “para si” lembra os antediluvianos, que tomaram “para si” (Gn 6:2).

Em contraste, a mudança de Abrão foi um ato de fé. Abrão não escolheu a terra, mas a recebeu pela graça de Deus. Ao contrário de Ló, Abrão olhou para a terra apenas por ordem divina (Gn 13:14). Somente quando Abrão se separou de Ló foi que Deus falou com ele novamente (Gn 13:14). Esse é o primeiro registro de que o Senhor falou com Abrão desde seu chamado em Ur. “Erga os olhos e olhe de onde você está para o norte, para o sul, para o leste e para o oeste; porque toda essa terra que você está vendo, Eu a darei a você e à sua descendência, para sempre” (Gn 13:14, 15). Deus, então, convidou Abrão a “percorrer” a terra como um ato de apropriação. “Levante-se e percorra essa terra no seu comprimento e na sua largura, porque Eu a darei a você” (Gn 13:17).

O Senhor, porém, deixou bem claro que Ele, Deus, estava dando a terra a Abrão. Era um dom da graça, do qual Abrão devia se apropriar pela fé, uma fé que levasse à obediência. Somente a obra de Deus realizaria tudo o que Ele havia prometido a Abrão (ver Gn 13:14-17).

Como podemos aprender a ser gentis e generosos com os outros, mesmo quando não são assim conosco?

Terça-feira, 03 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A tentação do Egito

Lições da Bíblia1

2. Leia Gênesis 12:10-20. Por que Abrão deixou a terra prometida para ir ao Egito? Como o Faraó se comportou em comparação a Abrão?

Gênesis 12:10-20 (ARA)2: “10 Havia fome naquela terra; desceu, pois, Abrão ao Egito, para aí ficar, porquanto era grande a fome na terra. 11 Quando se aproximava do Egito, quase ao entrar, disse a Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que és mulher de formosa aparência; 12 os egípcios, quando te virem, vão dizer: É a mulher dele e me matarão, deixando-te com vida. 13 Dize, pois, que és minha irmã, para que me considerem por amor de ti e, por tua causa, me conservem a vida. 14 Tendo Abrão entrado no Egito, viram os egípcios que a mulher era sobremaneira formosa. 15 Viram-na os príncipes de Faraó e gabaram-na junto dele; e a mulher foi levada para a casa de Faraó. 16 Este, por causa dela, tratou bem a Abrão, o qual veio a ter ovelhas, bois, jumentos, escravos e escravas, jumentas e camelos. 17 Porém o Senhor puniu Faraó e a sua casa com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão. 18 Chamou, pois, Faraó a Abrão e lhe disse: Que é isso que me fizeste? Por que não me disseste que era ela tua mulher? 19 E me disseste ser tua irmã? Por isso, a tomei para ser minha mulher. Agora, pois, eis a tua mulher, toma-a e vai-te. 20 E Faraó deu ordens aos seus homens a respeito dele; e acompanharam-no, a ele, a sua mulher e a tudo que possuía.”

Ironicamente, Abrão, que havia acabado de chegar à terra prometida, decidiu deixá-la e ir para o Egito porque “havia fome naquela terra” (Gn 12:10). Textos egípcios antigos mostram pessoas de Canaã indo para o Egito em tempos de fome. No ensinamento egípcio de Merikare, texto da época do Império Médio (2060–1700 a.C.), pessoas vindas de Canaã são identificadas como “miseráveis asiáticos” (aamu) e descritas como pessoas “com falta de água […], que não habitam um lugar; a comida impulsiona suas pernas” (Miriam Lichtheim, Ancient Egyptian Literature, v. I: The Old and Middle Kingdoms [Berkeley, CA: University of California, 1973], p. 103, 104).

A tentação do Egito era um problema frequente para os israelitas (Nm 14:3; Jr 2:18). O Egito se tornou um símbolo de seres humanos que confiam em seres humanos em vez de Deus (2Rs 18:21; Is 36:6, 9). Nesse país, em que havia água diariamente, a fé não era necessária, pois a promessa da terra era visível. Comparado com a terra da fome, o Egito parecia um bom lugar para ficar, apesar do que Deus havia dito.

O Abrão que deixou Canaã contrastava com o Abrão que havia deixado Ur. Antes, Abrão era retratado como um homem de fé que deixou Ur em resposta ao chamado divino; depois, Abrão deixou a terra prometida por si mesmo, por sua vontade. Antes, confiou em Deus; depois, se comportou como um político presunçoso, manipulador e antiético, que contava apenas consigo mesmo. “Durante sua permanência no Egito, Abraão deu prova de que não estava livre de fraqueza e imperfeição humanas. Ocultando o fato de que Sara era sua esposa, evidenciou desconfiança no cuidado divino – falta daquela fé e coragem sublime tão frequente e nobremente exemplificada em sua vida” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 99, 100 [130]).

Ainda que um grande homem cometa erros, ele não é abandonado por Deus. Quando o NT fala sobre Abraão como exemplo de salvação pela graça, quer dizer exatamente isso: graça. Se não fosse a graça, não haveria esperança para Abraão (nem para nós).

Para os fiéis, é fácil se desviar do caminho certo? Por que a desobediência nunca é uma boa escolha?

Segunda-feira, 02 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A partida de Abrão

Lições da Bíblia1

1. Leia Gênesis 12:1-9. Por que Deus chamou Abrão para deixar seu país e sua família? Como ele reagiu?

Gênesis 12:1-9 (ARA)2: “1 Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terraa, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra. 4 Partiu, pois, Abrão, como lho ordenara o Senhor, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã. 5 Levou Abrão consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as pessoas que lhes acresceram em Harã. Partiram para a terra de Canaã; e lá chegaram. 6 Atravessou Abrão a terra até Siquém, até ao carvalho de Moré. Nesse tempo os cananeus habitavam essa terra. 7 Apareceu o Senhor a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao Senhor, que lhe aparecera. 8 Passando dali para o monte ao oriente de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel ao ocidente e Ai ao oriente; ali edificou um altar ao Senhor e invocou o nome do Senhor. 9 Depois, seguiu Abrão dali, indo sempre para o Neguebe.”

A última vez que Deus havia falado com alguém, conforme as Escrituras, foi com Noé depois do dilúvio, para tranquilizá-lo com a promessa de que Ele estabeleceria uma aliança com toda a carne (Gn 9:15-17) e de que jamais haveria outra inundação mundial. A nova palavra de Deus, então para Abrão, se reconecta a esta promessa: todas as nações da Terra seriam abençoadas por meio do patriarca.

O cumprimento dessa profecia começa com o abandono do passado. Abrão deixou tudo o que era familiar para ele, seus parentes e seu país, e até uma parte de si mesmo. A intensidade dessa partida se reflete na repetição da palavra-chave “vá”, que ocorre sete vezes nesse contexto. Abrão deveria primeiro deixar seu país, “Ur dos caldeus”, que também era Babilônia (Gn 11:31; Is 13:19). Esse chamado para “sair da Babilônia” tem uma longa história entre os profetas bíblicos (Is 48:20; Ap 18:4).

A partida de Abrão envolveu sua família. Ele deveria deixar sua herança e muito do que havia aprendido e adquirido, bem como sua educação e influência.

No entanto, o chamado divino para ir envolvia ainda mais. A frase hebraica lekh lekha, “vá”, significa “vá você mesmo” ou “vá por si mesmo”. A partida de Abrão de Babilônia envolvia mais do que o meio onde ele vivia, ou mesmo sua parentela. A frase hebraica sugere uma ênfase em si mesmo. Abrão tinha que deixar a si mesmo para se livrar da parte de si mesmo que continha seu passado babilônico.

O objetivo dessa partida era “uma terra” que Deus lhe mostraria. A mesma linguagem foi usada no contexto do sacrifício de Isaque (Gn 22:2), para se referir ao monte Moriá, onde seu filho seria oferecido e onde o templo seria construído (2Cr 3:1). A promessa não é apenas sobre uma pátria física, mas sobre a salvação do mundo, o que é reafirmado na promessa de bênção para todas as nações (Gn 12:2, 3). O verbo barakh, “abençoar”, aparece cinco vezes nessa passagem. O processo dessa bênção universal se daria por meio da “descendência” de Abrão (Gn 22:18; 26:4; 28:14). O texto se refere à “descendência” que seria cumprida em Cristo (At 3:25).

O que Deus pede que você deixe para trás para atender ao chamado divino?

Domingo, 01 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

As raízes de Abraão

Lições da Bíblia1

“Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber como herança; e partiu sem saber para onde ia” (Hb 11:8).

Chegamos ao centro do livro de Gênesis. A seção central (Gn 12–22) contempla a jornada de Abraão, desde o primeiro chamado divino, “Vá!” [lekh lekha] (Gn 12:1), o que fez com que deixasse seu passado, até o segundo chamado divino, “Vá!” [lekh lekha] (Gn 22:2), o que o levou a deixar seu futuro (como esse futuro existiria em seu filho). Como resultado, Abraão esteve sempre em movimento, sendo sempre um migrante, razão pela qual também foi chamado de “estrangeiro” (Gn 17:8).

Em sua jornada, esteve suspenso no vazio, sem seu passado, que ele havia perdido, e sem seu futuro, que ele ainda não via. Entre esses dois chamados, que estruturam sua jornada de fé, Abraão ouvia a voz divina, que o tranquilizava: “Não tenha medo” (Gn 15:1). Essas três palavras marcam as três seções da jornada abraâmica, que serão estudadas nas semanas 6, 7 e 8.

Abraão exemplifica a fé (Gn 15:6) e é lembrado nas Escrituras hebraicas como o homem de fé (Ne 9:7, 8). No NT, ele é uma das figuras mais citadas do AT, e nesta semana começaremos a entender o porquê.

Sábado 30 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor.