A esperança do Novo Testamento

Lições da Bíblia1

“O testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está no Seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo 5: 11, 12).

Embora escrevessem em grego, todos os escritores do NT (com exceção de Lucas) eram judeus e, é claro, abordavam a natureza do ser humano a partir da perspectiva hebraica integral, e não de acordo com a visão grega pagã.

Assim, para Cristo e os apóstolos, a esperança cristã não era nova, mas o desdobramento da antiga esperança alimentada pelos patriarcas e profetas. Por exemplo, Cristo mencionou que Abraão previu o Seu dia e se alegrou (Jo 8:56). Judas afirmou que Enoque profetizou sobre a segunda vinda de Jesus (Jd 14, 15). O livro de Hebreus fala que os heróis da fé esperavam uma recompensa celestial que não receberiam até que recebêssemos a nossa (Hb 11:39, 40). Essa declaração não teria sentido se a alma deles já estivesse com o Senhor no Céu.

Ao enfatizar que somente aqueles que estão em Cristo têm a vida eterna (1Jo 5:11, 12), João refutava a teoria da imortalidade natural da alma. Verdadeiramente, não há vida eterna à parte de um relacionamento salvífico com Cristo. Portanto, a esperança do NT é centralizada em Cristo, sendo a única esperança de que esta existência mortal um dia se tornará imortal.

Sábado, 12 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

A vitória de Cristo sobre a morte – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: O Desejado de Todas as Nações, p. 617-626 (“O descanso do Herói”), p. 627-632 (“Sepultura vazia”), p. 633-637 (“Lágrimas enxugadas”), p. 638-642 (“Caminhada para Emaús”), p. 643- 648 (“Paz seja convosco”).

Do ponto de vista moderno, não se acredita na ressurreição de Jesus. No entanto, a evidência histórica é tão forte que mesmo os que não aceitam a ressurreição são forçados a admitir que muitas pessoas acreditavam ter visto Jesus ressuscitado. Assim, grande parte da apologética antirressurreição consiste na tentativa de explicar o que poderia ter levado todas essas pessoas a crer que tinham visto o Cristo ressuscitado.

Quais são os argumentos para explicar os relatos dos discípulos? (1) os discípulos tiveram alucinações em que viram Jesus ressurreto; (2) Jesus não morreu, apenas desmaiou e depois retomou a consciência após ter sido tirado da cruz; (3) Jesus tinha um irmão gêmeo que os discípulos confundiram com o Cristo ressurreto.

A evidência histórica é tão forte para a ressurreição que esses são os tipos de argumentos que inventam para tentar descartá-la.

“A voz que gritou na cruz: ‘Está consumado!’ (Jo 19:30) foi ouvida entre os mortos. Penetrou as paredes dos sepulcros, ordenando aos que dormiam que acordassem. Assim será quando a voz de Cristo for ouvida do céu. Ela penetrará as sepulturas e abrirá os túmulos, e os mortos em Cristo ressurgirão. […]” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 632).

Perguntas para consideração

“Está consumado” (Jo 19:30) e “ressuscitou” (Mt 28:6) são duas das declarações mais significativas já feitas. Elas se complementam na história da salvação?

Os líderes religiosos queriam guardas no túmulo para impedir o roubo do corpo de Jesus. Depois, pagaram aos guardas para dizer que o corpo tinha sido roubado. Esse relato revela a realidade do túmulo vazio. Isso é importante para nós?

Sexta-feira, 11 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

As primícias dos que dormem

Lições da Bíblia1

5. Leia 1 Coríntios 15:20 à luz de Deuteronômio 26:1-11. Em que sentido Paulo se referiu ao Cristo ressurreto como “as primícias dos que dormem”?

1 Coríntios 15:20 (ARA)2: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.

Deuteronômio 26:1-11 (ARA)2: “1 Ao entrares na terra que o Senhor, teu Deus, te dá por herança, ao possuí-la e nela habitares,tomarás das primícias de todos os frutos do solo que recolheres da terra que te dá o Senhor, teu Deus, e as porás num cesto, e irás ao lugar que o Senhor, teu Deus, escolher para ali fazer habitar o seu nome. 3 Virás ao que, naqueles dias, for sacerdote e lhe dirás: Hoje, declaro ao Senhor, teu Deus, que entrei na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a nossos pais. 4 O sacerdote tomará o cesto da tua mão e o porá diante do altar do Senhor, teu Deus. 5 Então, testificarás perante o Senhor, teu Deus, e dirás: Arameu prestes a perecer foi meu pai, e desceu para o Egito, e ali viveu como estrangeiro com pouca gente; e ali veio a ser nação grande, forte e numerosa. 6 Mas os egípcios nos maltrataram, e afligiram, e nos impuseram dura servidão. 7 Clamamos ao Senhor, Deus de nossos pais; e o Senhor ouviu a nossa voz e atentou para a nossa angústia, para o nosso trabalho e para a nossa opressão; 8 e o Senhor nos tirou do Egito com poderosa mão, e com braço estendido, e com grande espanto, e com sinais, e com milagres; 9 e nos trouxe a este lugar e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel. 10 Eis que, agora, trago as primícias dos frutos da terra que tu, ó Senhor, me deste. Então, as porás perante o Senhor, teu Deus, e te prostrarás perante ele. 11 Alegrar-te-ás por todo o bem que o Senhor, teu Deus, te tem dado a ti e a tua casa, tu, e o levita, e o estrangeiro que está no meio de ti.

A oferta das “primícias” era uma antiga prática agrícola israelita com profundo significado religioso. Era um reconhecimento sagrado de Deus como o Provedor benevolente, que havia confiado a Seus mordomos a terra em que as colheitas cresciam e os frutos maduros para serem colhidos (veja Êx 23:19; 34:26; Lv 2:11-16; Dt 26:1-11). Os primeiros frutos indicavam não apenas que a colheita estava começando, mas também revelava a qualidade de seus produtos.

De acordo com Wayne Grudem, “ao chamar Cristo de ‘as primícias’ (gr. aparch?), Paulo usou uma metáfora da agricultura para indicar que seremos como Cristo. Assim como as ‘primícias’, ou a primeira prova da safra madura, mostram como será o restante da colheita para aquela safra, também Cristo, como as ‘primícias’, mostra como será nosso corpo ressurreto quando, na ‘colheita’ divina final, Ele nos ressuscitar dos mortos e nos trouxer à Sua presença” (Wayne Grudem, Teologia Sistemática [São Paulo: Vida Nova, 2010], p. 615).

Vale lembrar que Jesus saiu da sepultura com um corpo humano glorificado, mas ainda carregava as marcas de Sua crucifixão (Jo 20:20, 27). Isso significa que os filhos de Deus ressuscitados também carregarão as marcas físicas de seus próprios sofrimentos? No caso do apóstolo Paulo, ele ainda levará em seu corpo glorificado o “espinho na carne” (2Co 12:7) e “as marcas de Jesus” (Gl 6:17)?

Até sua morte, Paulo “levaria sempre as marcas da glória de Cristo no corpo, em seus olhos, que tinham sido cegados pela luz celestial” [ver At 9:1-9] (Ellen G. White, História da Redenção, p. 192). Mas isso não significa que ele ou qualquer outro dos remidos glorificados será ressuscitado com as marcas de seus sofrimentos (compare com 1Co 15:50-54). No caso de Cristo, “Ele sempre levará os sinais dessa crueldade. Cada vestígio dos cravos contará a história da maravilhosa redenção do homem e o valioso preço pelo qual foi comprada” (Ellen G. White, Primeiros Escritos, p. 179). Suas marcas garantem que todas as nossas marcas desaparecerão para sempre.

Cristo terá as marcas da cruz. Isso revela o amor de Deus e o custo da salvação?

Quinta-feira, 10 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Testemunhas do Cristo ressurreto

Lições da Bíblia1

4. Leia João 20:11-29 e 1 Coríntios 15:5-8. Como os discípulos reagiram quando encontraram pela primeira vez o Cristo ressurreto?

João 20:11-29 (ARA)2: “11 Maria, entretanto, permanecia junto à entrada do túmulo, chorando. Enquanto chorava, abaixou-se, e olhou para dentro do túmulo, 12 e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde o corpo de Jesus fora posto, um à cabeceira e outro aos pés. 13 Então, eles lhe perguntaram: Mulher, por que choras? Ela lhes respondeu: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. 14 Tendo dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não reconheceu que era Jesus. 15 Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, supondo ser ele o jardineiro, respondeu: Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. 16 Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, lhe disse, em hebraico: Raboni (que quer dizer Mestre)! 17 Recomendou-lhe Jesus: Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus. 18 Então, saiu Maria Madalena anunciando aos discípulos: Vi o Senhor! E contava que ele lhe dissera estas coisas. 19 Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! 20 E, dizendo isto, lhes mostrou as mãos e o lado. Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor. 21 Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. 22 E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. 23 Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos. 24 Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25 Disseram-lhe, então, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele respondeu: Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei. 26 Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos os seus discípulos, e Tomé, com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! 27 E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente. 28 Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu! 29 Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.

1 Coríntios 15:5-8 (ARA)2: “5 E apareceu a Cefas e, depois, aos doze.Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem. 7 Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.”

Os dois anjos no túmulo vazio disseram a Maria Madalena e a algumas outras mulheres que Jesus havia ressuscitado (Mt 28:1, 5-7; Mc 16:1-7; Lc 23:55; 24:1-11). Mas logo o próprio Jesus apareceu a elas, as quais O adoraram (Mt 28:1, 9, 10; Jo 20:14-18). Ele apareceu também a Pedro (Lc 24:34; 1Co 15:5) e aos dois discípulos que estavam a caminho de Emaús, cujo coração ardia enquanto o Mestre falava com eles (Mc 16:12; Lc 24:13-35). Quando Jesus entrou no Cenáculo, os discípulos ficaram aterrorizados e assustados a princípio, mas depois ficaram cheios de alegria e maravilhados (Lc 24:33-49; Jo 20:19-23). Uma semana depois, Jesus entrou novamente na mesma sala sem abrir as portas, e então até mesmo Tomé creu em Sua ressurreição (Jo 20:24-29).

Durante os quarenta dias entre Sua ressurreição e ascensão, Jesus “foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez” (1Co 15:6) e por Tiago (1Co 15:7). Jesus Se juntou a alguns discípulos na margem do Mar da Galileia, comeu com eles e em seguida conversou com Pedro (Jo 21:1-23). Pode ter havido outras aparições de Jesus (At 1:3) antes de Sua aparição final no momento de Sua ascensão (Lc 24:50-53; At 1:1-11). Paulo se considerava também uma testemunha ocular do Cristo ressuscitado, que lhe apareceu no caminho para Damasco (1Co 15:8; compare com At 9:1-9).

Quando os outros discípulos disseram pela primeira vez ao ausente Tomé que tinham visto o Senhor ressuscitado, ele reagiu: “Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos Dele, ali não puser o dedo e não puser a minha mão no lado Dele, de modo nenhum acreditarei” (Jo 20:25). Uma semana depois, quando o Senhor reapareceu aos discípulos, Tomé estava entre eles. Jesus lhe disse: “Ponha aqui o seu dedo e veja as Minhas mãos. Estenda também a sua mão e ponha no Meu lado. Não seja incrédulo, mas crente” (Jo 20:27). Então, Tomé confessou: “Meu Senhor e meu Deus!” E Jesus acrescentou: “Você creu porque Me viu? Bem-aventurados são os que não viram e creram” (Jo 20:29).

“Bem-aventurados são os que não viram e creram.” Mesmo que você não tenha visto por si mesmo o Cristo ressurreto, que outras razões você tem para ter fé em Jesus?

Quarta-feira, 09 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Muitos ressuscitaram com Ele

Lições da Bíblia1

3. Leia Mateus 27:51-53. O que esse relato incrível nos ensina sobre a ressurreição de Jesus e o que ela realizou?

Mateus 27:51-53 (ARA)2: “51 Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas; 52 abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram; 53 e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.

Um terremoto marcou a morte de Jesus (Mt 27:50, 51), e outro marcou Sua ressurreição (Mt 28:2). No momento em que Jesus morreu, “a terra tremeu e as rochas se partiram; os túmulos se abriram, e muitos corpos de santos já falecidos ressuscitaram; e, saindo dos túmulos depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos” (Mt 27:51-53). Esses santos foram ressuscitados glorificados como testemunhas da ressurreição de Cristo e como protótipos daqueles que serão ressuscitados na ressurreição final. Assim, logo após a ressurreição de Jesus, muitos judeus receberam evidências poderosas para crer em Sua ressurreição e, assim, aceitá-Lo como seu Salvador, o que vários fizeram, incluindo muitos sacerdotes (veja At 6:7).

“Durante Seu ministério, Jesus tinha ressuscitado mortos. Fizera revi- ver o filho da viúva de Naim, a filha do líder da sinagoga e Lázaro. Esses não foram revestidos de imortalidade. Ressurgidos, estavam ainda sujeitos à morte. Mas aqueles que ressurgiram por ocasião da ressurreição de Cristo saíram para a vida eterna. Ascenderam com Ele, como troféus de Sua vitória sobre a morte e o sepulcro. […] Esses entraram na cidade e apareceram a muitos, declarando: ‘Cristo ressuscitou dos mortos, e nós ressuscitamos com Ele!’ Assim foi imortalizada a sagrada verdade da ressurreição” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 630).

Humanamente falando, os principais sacerdotes e anciãos tinham grandes vantagens. Eles detinham o poder religioso da nação e conseguiram até convencer as autoridades romanas e as multidões a ajudá-los em seus esquemas. Mas se esqueceram de que “o Altíssimo tem domínio sobre os reinos do mundo e os dá a quem Ele quer” (Dn 4:32). Suas mentiras foram contrariadas e invalidadas com a ressurreição daqueles santos.

Não importa quanto as coisas possam ficar ruins, por que podemos confiar na vitória final de Deus para nós enquanto ainda lutamos neste mundo decaído?

Terça-feira, 08 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ele ressuscitou!

Lições da Bíblia1

A vitória de Cristo sobre Satanás e seus poderes malignos foi assegurada na cruz e confirmada pelo túmulo vazio. “Quando Jesus foi posto no sepulcro, Satanás triunfou. Ousou acreditar que o Salvador não viveria novamente. Reivindicava o corpo do Senhor e colocou sua guarda ao redor do túmulo, tentando manter Cristo como prisioneiro. Ficou furioso quando seus anjos fugiram diante do mensageiro celestial. Quando viu Cristo sair em triunfo, compreendeu que seu reino chegaria ao fim, e que ele finalmente morreria” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 630). E embora a humanidade de Cristo tenha morrido, Sua divindade não morreu. Em Sua divindade, Cristo possuía o poder de romper os grilhões da morte.

2. Leia Mateus 28:1-6; João 10:17, 18 e Romanos 8:11. Quem esteve diretamente envolvido na ressurreição de Jesus?

Mateus 28:1-6 (ARA)2: “1 No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2 E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. 3 O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve. 4 E os guardas tremeram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos. 5 Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. 6 Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia.”

João 10:17, 18 (ARA)2: “17 Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. 18 Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.

Romanos 8:11 (ARA)2: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita.

Durante Seu ministério em Samaria-Pereia, Jesus declarou que Ele próprio tinha poder para entregar Sua vida e reavê-la (Jo 10:17, 18). Cristo disse a Marta: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11:25). Outras passagens falam de Sua ressurreição como um ato divino (At 2:24; Rm 8:11; Gl 1:1; Hb 13:20). Até mesmo um poderoso anjo do Senhor esteve envolvido nesse evento glorioso (Mt 28:1, 2).

Entretanto, Mateus 28:11-15 revelou os esforços inúteis e tolos dos líderes em sua luta contra Jesus. A guarda romana contou aos líderes “tudo o que havia acontecido” (Mt 28:11). Nesse relato está implícita a ideia de que os guardas tinham visto a ressurreição. Caso contrário, o que suas palavras significariam? Um anjo desceu do céu, moveu a pedra, sentou-se sobre ela e os guardas desmaiaram? O que viram em seguida foi o túmulo vazio? Talvez, enquanto os romanos estavam inconscientes, o anjo teria levado o corpo de Jesus? Os discípulos o haveriam levado? Ou alguém o havia roubado? O que quer que tenha acontecido, o corpo de Jesus havia desaparecido.

Todo esse relato já teria sido desconcertante para os líderes religiosos. Mas o fato de haverem dado “grande soma de dinheiro aos soldados” (Mt 28:12) para manter esses homens quietos sugere que tudo o que os soldados lhes disseram os tinha perturbado profundamente. E o que falaram, é claro, foi sobre a ressurreição de Jesus.

Alguns zombam de que os primeiros a ver o Cristo ressurreto fossem romanos. Por quê? Essa verdade simboliza o que estava por vir: a evangelização dos gentios?

Segunda-feira, 07 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Tumba selada

Lições da Bíblia1

A missão de Cristo parecia ter terminado (e até fracassado) com Sua morte na cruz. Satanás instigou Judas para que traísse o Salvador (Lc 22:3, 4; Jo 13:26, 27) e os principais sacerdotes e anciãos para que exigissem Sua morte (Mt 26:59; 27:20). Depois que Jesus foi preso, “todos os discípulos O deixaram e fugiram” (Mt 26:56), e Pedro O negou três vezes (Mt 26:69-75). Jesus jazia num túmulo escavado em uma rocha, fechado com uma pedra grande, selado, protegido por guardas romanos (Mt 27:57-66), e vigiado por poderes demoníacos invisíveis. “Se fosse possível, o príncipe das trevas, com seu exército de rebeldes, teria mantido para sempre fechado o túmulo que guardava o Filho de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 627).

Durante Seu ministério terrestre, Cristo havia predito não apenas Sua morte na cruz, mas também Sua ressurreição. Usando a linguagem inclusiva oriental, em que uma fração de um dia representa um dia inteiro, Jesus mencionou: “Como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra” (Mt 12:39, 40). Em outras ocasiões, Jesus ressaltou que seria morto, mas no terceiro dia ressuscitaria (Mt 16:21; 17:22, 23; 20:17-19). Os principais sacerdotes e os fariseus estavam cientes dessas declarações e tomaram medidas que eles esperavam que pudessem impedir Sua ressurreição.

1. Leia Mateus 27:62-66. Como essas ações só ajudaram a dar ao mundo mais evidências da ressurreição de Jesus?

Mateus 27:62-66 (ARA)2: “62 No dia seguinte, que é o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus e, dirigindo-se a Pilatos, 63 disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, enquanto vivia, disse: Depois de três dias ressuscitarei. 64 Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o roubem e depois digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que o primeiro. 65 Disse-lhes Pilatos: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como bem vos parecer. 66 Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta.”

As medidas tomadas para manter Jesus no túmulo só tornaram ainda mais evidente Sua vitória sobre a morte e sobre as hostes do mal, pois essas precauções foram uma tentativa de evitar que isso acontecesse.

Esses homens tinham ouvido falar dos milagres de Jesus e até testemunhado alguns deles. No entanto, pensaram que um guarda sobre o túmulo poderia impedir que Ele fosse ressuscitado?

Além disso, qual foi o pretexto para colocar um guarda junto ao túmulo? Os discípulos poderiam roubar o corpo e alegar que Jesus havia ressuscitado? Quando pergunta sem: Onde está o Jesus ressuscitado? Eles diriam: creiam em nossa palavra.

Suas ações revelaram o quanto temiam Jesus, mesmo após Sua morte. Talvez, temessem que Ele pudesse ressuscitar.

Domingo, 06 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A vitória de Cristo sobre a morte

Lições da Bíblia1

“Ao vê-Lo, caí aos Seus pés como morto. Porém Ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não tenha medo. Eu sou o primeiro e o último e Aquele que vive. Estive morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre e tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1:17, 18).

A ressurreição de Jesus é central para a fé cristã. Paulo destacou esse ponto de maneira muito poderosa quando escreveu: “Se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados. E ainda mais: os que adormeceram em Cristo estão perdidos” (1Co 15:16-18). Veremos isso com mais detalhes na próxima semana.

Paulo deu grande ênfase e importância à morte de Cristo: “Decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e Este, crucificado” (1Co 2:2). No entanto, a morte do Salvador não nos traz nenhum benefício à parte da Sua ressurreição. É por isso que Sua ressurreição é tão crucial para toda a fé cristã e para o plano de salvação.

No entanto, é difícil entender por que a ressurreição de Cristo e, com ela, a nossa ressurreição são tão importantes se, conforme a crença de muitos, os mortos em Cristo já estão desfrutando a bem-aventurança do Céu, pois “foram para casa para estar com o Senhor”.

Seja como for, nesta semana estudaremos sobre a ressurreição de Cristo e todas as evidências convincentes que Ele nos deu para crermos nela.

Sábado, 05 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor.