Não mais morte, não mais lágrimas

Lições da Bíblia1

A teoria de uma alma imortal, sofrendo para sempre em um inferno ardente, contradiz o ensino bíblico de que no novo céu e na nova Terra “já não existirá mais morte, já não haverá luto, nem pranto, nem dor” (Ap 21:4). Se a teoria de um inferno de fogo eterno fosse verdadeira, então a “segunda morte” não erradicaria o pecado e os pecadores do Universo, apenas os confinaria em um inferno eterno de tristeza e pranto. E mais: nesse caso, o Universo nunca seria todo restaurado à sua perfeição original. Mas louvado seja o Senhor, pois a Bíblia descreve um cenário completamente diferente!

4. Leia Isaías 25:8; Apocalipse 7:17 e 21:4. Que conforto e esperança essas passagens nos trazem em meio às provações deste mundo?

Isaías 25:8 (ARA)2: “Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o Senhor falou.

Apocalipse 7:17 (ARA)2: “pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.

Apocalipse 21:4 (ARA)2: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.

A vida pode ser muito dura, injusta, cruel. Algumas pessoas, tão queridas para nós, são brutalmente arrebatadas pelo frio abraço da morte. Outras entram sutilmente em nossa vida, roubam nossos sentimentos e depois vão embora como se nada tivesse acontecido. Como é terrível ser traído por alguém que amamos e em quem confiamos!

Há momentos em que podemos até nos perguntar se a vida vale a pena. No entanto, Deus está sempre ansioso para enxugar de nossa face as nossas lágrimas. Mas algumas de nossas lágrimas mais pesadas continuarão caindo até aquele dia glorioso em que a morte, a tristeza e o pranto deixarão de existir (Ap 21:1-5).

Podemos confiar que no juízo final Deus tratará cada ser humano com justiça e amor. Todos os nossos queridos que morreram em Cristo serão ressuscitados dentre os mortos para estar conosco por toda a eternidade. Os indignos da vida eterna deixarão finalmente de existir, sem ter que viver em um Céu “desagradável” ou em um inferno. Nosso maior conforto deriva da maneira justa como Deus trata todos. Quando a morte deixar definitivamente de existir, os remidos exclamarão alegremente: “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?” (1Co 15:54, 55).

O Senhor prometeu que no novo céu e na nova Terra que Ele criará “não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas” (Is 65:17). Isso não significa que o Céu será um lugar de amnésia, mas sim que o passado não minará a alegria duradoura.

Quem já não sofreu as desolações injustas da existência? Nestes tempos difíceis, como aprender a confiar e, na medida do possível, a regozijar-nos na bondade de Deus?

Quarta-feira, 28 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Na presença de Deus

Lições da Bíblia1

A Bíblia diz que Deus “habita em luz inacessível” (1Tm 6:16) e que “ninguém jamais viu Deus” (Jo 1:18; 1Jo 4:12). Isso significa que os santos no Céu nunca verão Deus o Pai? De jeito nenhum! Os seres humanos foram impedidos de ver Deus somente após a queda, mas há várias indicações nas Escrituras de que os santos O verão no Céu.

3. Leia Mateus 5:8; 1 João 3:2, 3 e Apocalipse 22:3, 4. O que essas passagens nos dizem sobre o privilégio supremo de ver Deus?

Mateus 5:8 (ARA)2: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.

1 João 3:2, 3 (ARA)2: “2 Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.

Apocalipse 22:3, 4 (ARA)2: “3 Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele.

O mesmo apóstolo João que afirmou que “ninguém jamais viu Deus” (Jo 1:18; 1Jo 4:12) também declarou que “haveremos de vê-Lo como Ele é” (1Jo 3:2, 3) e contemplaremos “a Sua face” (Ap 22:3, 4). Pode ser discutível se essas passagens se referem a Deus Pai ou a Cristo, mas todas as dúvidas desaparecem à luz da própria declaração de Cristo: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt 5:8). Que privilégio será para os redimidos adorar a Deus em Seu santuário! Mas a felicidade suprema será ver Sua face.

“O povo de Deus tem o privilégio de manter comunhão direta com o Pai e o Filho. ‘Agora, vemos como em espelho, obscuramente’ (1Co 13:12). Contemplamos a imagem de Deus refletida como que em espelho, nas obras da natureza e em Sua maneira de lidar com os seres humanos; mas então O veremos face a face, sem que nada atrapalhe nossa visão. Estaremos em Sua presença e contemplaremos a glória de Seu rosto” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 559).

Observe em alguns dos versos de hoje a ligação entre pureza e a possibilidade de ver Deus. Os “limpos de coração” verão Deus; aquele que verá Deus “purifica a si mesmo, assim como Ele é puro” (1Jo 3:3). O que esses versos revelam é que Deus deve fazer uma obra em nós agora para nos preparar para o Céu.

Embora nosso direito ao Céu tenha sido garantido pela morte de Jesus, passaremos por um processo de purificação aqui e agora que ajudará a nos preparar para o lar eterno. Um requisito essencial nesse processo é a obediência à Sua Palavra.

Leia 1 Pedro 1:22 [“Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente,”]. Como esse texto nos revela a ligação entre obediência e purificação? O que há na obediência que nos purifica? Como, especificamente, Pedro diz que nossa obediência será manifestada?

Terça-feira, 27 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

No santuário de Deus

Lições da Bíblia1

Alguns falam do Céu como sendo o santuário de Deus, mas o livro do Apocalipse se refere a um santuário/templo específico dentro da Nova Jerusalém, onde estão o trono de Deus e o mar de vidro (Ap 4:2-6; 7:9-15; 15:5-8). Lá a grande multidão de santos de todas as nações, tribos, povos e línguas adorarão a Deus para sempre (Ap 7:9-17).

2. Compare Apocalipse 7:9-15 com 21:3, 22. Como podemos harmonizar a descrição da grande multidão de remidos servindo a Deus “de dia e de noite no Seu santuário” (Ap 7:15) com a afirmação “Não vi nenhum santuário” na Nova Jerusalém (Ap 21:22)?

Apocalipse 7:9-15 (ARA)2: 9 Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; 10 e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação. 11 Todos os anjos estavam de pé rodeando o trono, os anciãos e os quatro seres viventes, e ante o trono se prostraram sobre o seu rosto, e adoraram a Deus, 12 dizendo: Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém! 13 Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram? 14 Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro, 15 razão por que se acham diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo.

Apocalipse 21:3, 22 (ARA)2: “3 Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. […] 22 Nela, não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro.”

Na Nova Jerusalém, o santuário será o próprio Deus e o Cordeiro, mas haverá um templo de adoração.

O santuário/templo celestial sempre foi o lugar em que as hostes celestiais adoram a Deus. Mas, com o surgimento do pecado, esse santuário se tornou também o lugar de onde a salvação é oferecida à humanidade. “Quando o problema do pecado não mais existir, o santuário celestial voltará a desempenhar sua função original. Em Apocalipse 21:22, João, o Revelador, relatou que não viu templo na cidade, pois o Senhor Deus todo poderoso e o Cordeiro são seu templo. Mas isso significa que não há mais casa do Senhor onde Suas criaturas possam ir e ter comunhão especial com Ele? De modo nenhum!” (Richard M. Davidson, “The Sanctuary: ‘To Behold the Beauty of the Lord’”, em Artur Stele, ed., The Word: Searching, Living, Teaching, v. 1 [Silver Spring, MD: Biblical Research Institute, 2015], p. 31).

O livro do Apocalipse dá atenção especial Àquele que está sendo adorado e àqueles que O adoram. Essa adoração celestial é centrada em Deus e no Cordeiro (Ap 5:13; 7:10). Como sempre, e como deveria ser, Cristo é o foco da adoração.

Os adoradores são os “que vêm da grande tribulação, que lavaram suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7:14). São testemunhas vivas do divino poder redentor e transformador. Louvam a Deus por quem Ele é e pelo que fez por eles.

Leia Apocalipse 21:3. Esse verso reflete outras passagens (Jr 32:38 [“Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.”]; Ez 37:27 [“O meu tabernáculo estará com eles; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.”]; Zc 8:8 [“eu os trarei, e habitarão em Jerusalém; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus, em verdade e em justiça.”]; Hb 8:10 [“Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.”]). O que significa para nós, no presente, ainda neste mundo, que Deus será nosso Deus, e nós seremos Seu povo? Como viver essa verdade incrível desde agora?

Segunda-feira, 26 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Novos céus e nova Terra

Lições da Bíblia1

Para alguns seguidores da filosofia grega, a ideia de que algo é físico significa que é ruim. Por isso, para eles é inconcebível pensar em um futuro paraíso real com pessoas reais. Nessa linha de pensamento, para ser Céu e ser bom, deve ser um estado puramente espiritual, livre das manchas encontradas neste mundo físico. Se algo é material, afirmam, não pode ser espiritual; e se algo é espiritual, não pode ser material. Por outro lado, a Bíblia fala do Céu em termos concretos, mas sem as limitações impostas pela presença do pecado.

1. Leia Isaías 65:17-25; 66:22, 23; 2 Pedro 3:13 e Apocalipse 21:1-5. Qual é a mensagem desses textos?

Isaías 65:17-25 (ARA)2: “17 Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas. 18 Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo, regozijo. 19 E exultarei por causa de Jerusalém e me alegrarei no meu povo, e nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor. 20 Não haverá mais nela criança para viver poucos dias, nem velho que não cumpra os seus; porque morrer aos cem anos é morrer ainda jovem, e quem pecar só aos cem anos será amaldiçoado. 21 Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. 22 Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do meu povo será como a da árvore, e os meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos. 23 Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a calamidade, porque são a posteridade bendita do Senhor, e os seus filhos estarão com eles. 24 E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei. 25 O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor.”

Isaías 66:22, 23 (ARA)2: “22 Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. 23 E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor.”

2 Pedro 3:13 (ARA)2: “Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.

Apocalipse 21:1-5 (ARA)2: “1 Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. 2 Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. 3 Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles.E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.

O livro de Isaías apresenta vislumbres interessantes de como a Terra teria sido se Israel, como nação, tivesse permanecido fiel à sua aliança com Deus (Is 65:17-25; 66:22, 23; compare com Dt 28:1-14). Toda a natureza, com suas várias expressões de vida, teria crescido cada vez mais em direção ao plano original de Deus, ou seja, antes da entrada do pecado.

No entanto, esse plano não se concretizou como esperado. Então, um novo plano foi estabelecido, dessa vez com a igreja, composta por judeus e gentios de todas as nações (Mt 28:18-20, 1Pe 2:9). As profecias de Isaías, portanto, devem ser relidas a partir da perspectiva da igreja (2Pe 3:13; Ap 21:1-5).

“Na Bíblia, a herança dos salvos é chamada ‘pátria’ (Hb 11:14-16). Ali o Pastor celestial conduz Seu rebanho às fontes de água viva. A árvore da vida produz seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações. Existem rios sempre a fluir, claros como cristal, e, ao lado deles, árvores agitando-se suavemente projetam sua sombra sobre os caminhos preparados para os resgatados do Senhor. Ali as extensas planícies se expandem na direção de lindas colinas, e as montanhas de Deus erguem seus majestosos cumes. Nessas planícies pacíficas, ao lado daquelas correntes cristalinas, o povo de Deus, durante tanto tempo peregrino e errante, encontrará um lar” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 558).

Escritores seculares, sem a esperança da eternidade, lamentaram a falta de sentido da existência. Embora estejam errados quanto ao futuro, por que é difícil argumentar sobre a falta de sentido da vida sem uma esperança futura? Comente com a classe.

Domingo, 25 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Novas todas as coisas

Lições da Bíblia1

“Aquele que estava sentado no trono disse: – Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: – Escreva, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras” (Ap 21:5).

As Escrituras nos dão esta esperança: “Nós, porém, segundo a promessa de Deus, esperamos novos céus e nova Terra, nos quais habita a justiça” (2Pe 3:13).

Para alguns, no entanto, a promessa de “um novo céu e uma nova Terra” (Ap 21:1) parece uma fantasia, histórias contadas por pessoas em posições de poder que usaram a esperança de uma vida após a morte para ajudar a manter as multidões sob controle. A ideia é: embora você esteja com dificuldades no momento, um dia você terá sua recompensa no Céu, ou algo parecido.

Apesar de alguns terem usado a esperança futura apresentada na Bíblia dessa maneira, seu mau uso não muda a verdade das promessas que temos sobre novos céus e nova Terra.

Nos últimos dias, escarnecedores ridicularizarão nossa bendita esperança (2Pe 3:3-7). Mas essa zombaria, exatamente conforme predita, pode ser considerada mais uma evidência de que o que a Bíblia diz é verdade, pois estão zombando como a Bíblia predisse que fariam.

Nesta semana, refletiremos sobre a gloriosa promessa de um novo céu e uma nova Terra, incluindo o templo celestial, a presença de Deus, o fim da morte e das lágrimas e, finalmente, o triunfo final do amor de Deus.

Sábado, 24 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O processo do juízo – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 180-187 (“A festa de casamento”); O Grande Conflito, p. 541-547 (“Caos e desolação”); p. 548- 560 (“A vitória do amor”).

“No dia do juízo final, toda pessoa que se perder compreenderá a natureza de sua rejeição da verdade. A cruz será apresentada, e seu real significado será visto por todo aquele que foi cegado pela transgressão. Diante da visão do Calvário com sua misteriosa Vítima, os pecadores estarão condenados. Toda falsa desculpa será banida. Ficará evidente como a rebelião humana é abominável. As pessoas verão os resultados de sua escolha. Toda questão entre a verdade e o erro, no longo conflito, terá então sido esclarecida. No juízo do Universo, Deus ficará isento de culpa pela existência ou continuação do mal. Será demonstrado que os decretos divinos não são cúmplices do pecado. Não havia defeito no governo de Deus nem motivo para deslealdade” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 36).

Perguntas para consideração

“Se nos apegamos ao eu, recusando entregar a Deus nossa vontade, estamos preferindo a morte. Para o pecado, seja onde for que ele se encontre, Deus é um fogo consumidor. Se preferimos o pecado, e nos recusamos a abandoná-lo, a presença divina, que consome o pecado, terá de nos consumir” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 45). Essa citação nos ajuda a entender a natureza do juízo executivo?

Os perdidos não enfrentarão o juízo final até que os remidos tenham feito parte do julgamento. O que isso nos ensina sobre a transparência de Deus? Para o Universo em que reina o amor, por que essa transparência é tão importante?

A participação dos santos no juízo os confortará em relação aos perdidos?

Sexta-feira, 23 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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A segunda morte

Lições da Bíblia1

Deus está conduzindo a história humana em direção ao seu clímax no tempo do fim. No final do milênio, todos os ímpios mortos serão ressuscitados para receber a sentença punitiva final (Ap 20:5, 11-15). Então, quando todo o processo do juízo estiver concluído e nada mais puder ser acrescentado a ele, os ímpios reconhecerão a justiça de Deus. “Diante de todos os fatos do grande conflito, tanto os fiéis quanto os rebeldes de todo o Universo declaram de comum acordo: ‘Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações’” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 555).

5. Leia Malaquias 4:1; Apocalipse 20:14, 15 e 21:8. Qual será a eficácia do “lago de fogo” e da “segunda morte” no sentido de eliminar completamente o pecado e os que se apegam a ele?

Malaquias 4:1 (ARA)2: “Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo.

Apocalipse 20:14, 15 (ARA)2: “14 Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. 15 E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.

Apocalipse 21:8 (ARA)2: “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.

A destruição final de Satanás e seus anjos e de todos os ímpios purificará o Universo do pecado e de suas consequências. E, contudo, mesmo a destruição final dos ímpios é um ato de amor de Deus, não apenas pelos santos, mas também pelos próprios ímpios. Eles preferem morrer a viver na presença de Deus, que é um “fogo consumidor” para o pecado (Hb 12:29).

“Almejariam fugir daquele santo lugar. Receberiam alegremente a destruição, para que pudessem se esconder da face Daquele que morreu para redimi-los. O destino dos ímpios é determinado por sua própria escolha. Sua exclusão do Céu é fruto da própria decisão deles e será um ato de justiça e misericórdia da parte de Deus” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 453).

Assim, a aniquilação final do pecado e dos pecadores – em contraste com a teoria antibíblica do sofrimento eterno no inferno – é uma punição justa e proporcional para o mal cometido. Ela também confirma que o pecado teve um começo e terá um fim. Então, todo o Universo retornará à perfeição original, antes que o pecado, o mal e a desobediência surgissem misteriosamente e sem nenhuma justificativa.

Louvado seja o Senhor porque Ele, como nosso “reto Juiz” (2Tm 4:8), tomará a decisão justa de conceder imortalidade aos justos e destruição eterna aos ímpios.

O que há de errado com a ideia de que Deus salva a todos no final? É uma má ideia?

Quinta-feira, 22 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O juízo executivo

Lições da Bíblia1

Durante a Idade Média havia uma forte tendência de se retratar Deus como um Juiz severo e punitivo. No presente, a tendência é descrevê-Lo como um Pai amoroso e permissivo que nunca pune Seus filhos. No entanto, o amor sem justiça se transforma em caos e ilegalidade, e a justiça sem amor se torna opressão e dominação. O processo do juízo divino é uma mistura perfeita de justiça e misericórdia, ambas derivadas de Seu amor incondicional.

O juízo executivo é a intervenção divina punitiva final e irreversível na história humana. Julgamentos punitivos limitados ocorreram, por exemplo, na expulsão de Satanás e seus anjos rebeldes do Céu (Ap 12:7-12), na expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden (Gn 3), no Dilúvio (Gn 6–8), na destruição de Sodoma e Gomorra (Gn 19; Jd 7), na morte dos primogênitos no Egito (Êx 11–12) e na morte de Ananias e Safira (At 5:1-11). Portanto, não é surpresa que haverá um juízo executivo dos ímpios também no final da história humana.

4. Leia 2 Pedro 2:4-6 e 3:10-13. Como esses textos nos ajudam a entender a natureza do juízo executivo? Como sugerem a ideia da conclusão do juízo em oposição à sua continuidade para sempre, o que seria uma perversão da justiça e não uma expressão dela?

2 Pedro 2:4-6 (ARA)2: “4 Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo; 5 e não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios;e, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente;

2 Pedro 3:10-13(ARA)2: “10 Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. 11 Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, 12 esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão. 13 Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.”

“A bondade e longa tolerância de Deus, Sua paciência e misericórdia exercidas para com Seus súditos, não O impedirão de punir o pecador que se recusou a ser obediente aos Seus requisitos. O ser humano – um criminoso contra a santa lei de Deus, perdoado apenas por meio do grande sacrifício que Ele fez ao dar Seu Filho para morrer pelos culpados, porque Sua lei era imutável – não dará ordens a Deus” (Ellen G. White, Manuscript Releases, v. 12, p. 208).

Deus fez tudo que poderia ter feito para salvar a humanidade da perdição eterna, mesmo com grande custo para Si mesmo. Os perdidos fizeram escolhas que os levarão a esse final infeliz. A ideia de que o juízo sobre os perdidos, mesmo a aniquilação destes (em oposição ao tormento eterno), vai contra o caráter de um Deus amoroso é errada. É o amor de Deus, e o amor de Deus somente, que também exige justiça.

O que a própria cruz nos ensina sobre o que Deus estava disposto a fazer para salvar?

Quarta-feira, 21 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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