O abominável da desolação

Lições da Bíblia1:

3. Leia Marcos 13:14-18. Que indícios Jesus deu do que é o “abominável da desolação”?

Marcos 13:14-18 (NAA)2: “14 — Quando, pois, vocês virem o abominável da desolação situado onde não deve estar (quem lê entenda), então os que estiverem na Judeia fujam para os montes. 15 Quem estiver no terraço não desça nem entre para tirar de casa alguma coisa. 16 E quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. 17 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 18 Orem para que isso não aconteça no inverno.”

Em Marcos 13:14, Jesus chegou ao ponto central sobre a queda de Jerusalém: Ele Se referiu ao “abominável da desolação”. O Senhor disse que o leitor deveria entender. Com essas palavras, Ele estava apontando aos discípulos o livro de Daniel. Essa expressão ocorre em Daniel 9:27; 11:31 e 12:11, com paralelo em Daniel 8:13.

4. Quem é o “Ungido” e quem é “o príncipe que há de vir”? Dn 9:26, 27

Dn 9:26, 27 (NAA)2: “26 Depois das sessenta e duas semanas, o Ungido será morto e não terá nada. O povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário. O seu fim virá como uma inundação. Até o fim haverá guerra, e desolações foram determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana. Na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de cereais. Sobre a asa das abominações virá aquele que causa desolação, até que a destruição, que está determinada, seja derramada sobre ele.”

A palavra “Ungido”, em Daniel 9:26, é traduzida do hebraico mašiah., de onde vem o termo Messias. Em um estudo atento de Daniel 9:24-27, fica claro que esse Ungido é Jesus Cristo em Sua primeira vinda.

Mas quem é “o príncipe que há de vir”, que traria desolação a Jerusalém? A cidade foi destruída pelo general romano Tito no ano 70 d.C. Assim, parece lógico que ele seja “o príncipe que há de vir”, mencionado em Daniel 9:26 e 27. As duas pessoas estão ligadas porque a forma como o Messias foi tratado levou à ruína da cidade.

E o que é esse “abominável da desolação” de que Jesus falou, referindo-Se a Daniel? Infelizmente, muitos acreditam que esse termo se refira à profanação do templo feita pelo rei Antíoco Epifânio no 2o século a.C. Mas isso não se harmoniza com o ensino bíblico. Jesus descreveu o “abominável da desolação” como algo que ocorreria depois de Sua morte; por isso, não poderia se tratar de algo que acontecera dois séculos antes de Seu ministério terreno.

Em vez disso, o abominável da desolação provavelmente se refira à colocação dos estandartes romanos em Israel durante o cerco de Jerusalém no fim da década de 60 d.C. Esse foi o sinal para a fuga dos cristãos da cidade, o que eles fizeram.

Assim como Cristo predisse, Jerusalém foi destruída. Com essas e inúmeras outras predições bíblicas, como podemos aprender a confiar em Jesus e nas Escrituras?

Terça-feira, 03 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Não ficará pedra sobre pedra

Lições da Bíblia1:

2. Como os discípulos reagiram à declaração de Jesus sobre o templo, e qual é a relevância da resposta que Jesus lhes deu? Mc 13:1-13

Mc 13:1-13 (NAA)2: “1 Quando Jesus estava saindo do templo, um dos seus discípulos lhe disse: — Mestre! Que pedras, que construções! 2 Mas Jesus respondeu: — Você está vendo estas grandes construções? Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada. 3 Jesus estava sentado no monte das Oliveiras, diante do templo, quando Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular: 4 Diga-nos quando essas coisas vão acontecer e que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir. 5 Então Jesus começou a dizer-lhes: — Tenham cuidado para que ninguém os engane. 6 Muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu’; e enganarão a muitos. 7 Quando vocês ouvirem falar de guerras e rumores de guerras, não se assustem; é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim. 8 Porque nação se levantará contra nação, e reino, contra reino. Haverá terremotos em vários lugares e também fomes. Essas coisas são o princípio das dores. 9 — Estejam de sobreaviso, porque as pessoas os entregarão aos tribunais e às sinagogas. Vocês serão açoitados e, por minha causa, serão levados à presença de governadores e reis, para lhes servir de testemunho. 10 Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações. 11 — Quando, pois, levarem vocês para os entregar, não se preocupem com o que irão dizer, mas digam o que lhes for concedido naquela hora. Porque não são vocês que estão falando, mas o Espírito Santo. 12 Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai entregará o filho. Haverá filhos que se levantarão contra os seus pais e os matarão. 13 Todos odiarão vocês por causa do meu nome; aquele, porém, que ficar firme até o fim, esse será salvo.”

Como vimos, o templo era uma estrutura surpreendente. Flávio Josefo, que viveu na época dos apóstolos, observou que o Pórtico Real, localizado no lado sul do complexo, tinha 162 pilares, cada um dos quais precisava de três homens de mãos dadas para envolvê-lo (Antiguidades, 15.11.5). Mas Jesus disse que tudo aquilo seria destruído. Tal profecia a respeito daquela estrutura soaria ao ouvinte como o fim do mundo.

“Quando a atenção de Cristo foi levada à magnificência do templo, que pensamentos não expressos devem ter passado pela mente daquele Rejeitado?! A visão que tinha perante Si era realmente bela, mas Ele disse com tristeza: ‘Eu vejo tudo isso. Os edifícios são realmente maravilhosos. Vocês apontam para essas paredes como sendo aparentemente indestrutíveis, mas escutem as Minhas palavras: virá o dia em que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada’” (Mt 24:2; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021), p. 503).

Os discípulos queriam saber quando se cumpriria a predição de Jesus. Pedro, Tiago, João e André perguntaram a Cristo qual seria o tempo em que todas essas coisas aconteceriam e qual seria o sinal quando estivessem para acontecer (Mc 13:4).

Em Marcos 13:5 a 13, é surpreendente que Jesus não passou a maior parte do tempo descrevendo a queda de Jerusalém, mas alertando os discípulos sobre o que poderiam esperar no ministério deles de estabelecer a igreja cristã. Não seria fácil.

Os seguidores de Cristo seriam perseguidos e julgados, e alguns seriam mortos. Mas, em meio a tudo isso, Jesus indicou que ainda não seria a hora. Eles não deviam ser enganados por conflitos. Além disso, o Espírito Santo lhes daria as palavras para falar na hora certa, mesmo quando a família e os amigos os abandonassem.

A conclusão dessas palavras introdutórias da profecia de Jesus é que o povo de Deus não deve temer turbulências e provações. Eles devem ficar vigilantes porque o Espírito de Deus os guiará em meio às dificuldades.

Você foi provado por seguir a Jesus? Se não foi provado, será que O segue realmente?

Segunda-feira, 02 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Duas moedinhas na caixa de ofertas

Lições da Bíblia1:

1. Quanto foi a oferta da viúva, e o que Jesus disse sobre isso? Mc 12:41-44

Mc 12:41-44 (NAA)2: “41 Sentado diante da caixa de ofertas, Jesus observava como o povo lançava ali o dinheiro. Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias. 42 Vindo, porém, uma viúva pobre, lançou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante. 43 E, chamando os seus discípulos, Jesus disse: — Em verdade lhes digo que esta viúva pobre lançou na caixa de ofertas mais do que todos os ofertantes. 44 Porque todos eles deram daquilo que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento.”

O templo de Jerusalém era uma bela estrutura. O monte do templo dominava a vista da cidade, e as gigantescas pedras usadas em sua construção são uma maravilha até hoje, algumas delas pesando centenas de toneladas. A remodelação e expansão do templo e do monte do templo começaram no reinado de Herodes, o Grande, por volta de 20 a.C., mas a construção e o embelezamento da estrutura continuaram até a década de 60 d.C.

Muitos levavam grandes ofertas para depositar em um dos 13 baús localizados no Pátio das Mulheres, próximo ao templo. Era lá que Jesus estava sentado quando viu uma viúva se aproximar e colocar duas moedinhas de cobre (dois leptos). Isso era o equivalente a 1/32 de um denário, o salário habitual de um diarista. Portanto, a oferta da mulher foi bem pequena.

Jesus, porém, ficou impressionado com a oferta dela. Pessoas ricas depositavam grandes somas, mas Ele não comentou a respeito dessas doações. Contudo, a oferta da viúva despertou o elogio de Jesus, que disse que ela havia doado mais do que todos os outros. Como isso era possível? Jesus observou que eles deram de sua abundância, mas ela de sua pobreza. Eles ainda tinham muito; ela deu todo o seu sustento, o que tornou extravagante a sua dádiva, embora seu valor monetário fosse minúsculo.

Essa história contém uma lição profunda sobre a gestão de recursos. Doar à causa de Deus não depende das ações dos líderes para ter validade. A liderança religiosa do templo era corrupta, mas, apesar disso, Jesus não ensinou que as ofertas poderiam ser retidas. Se já houve líderes religiosos corruptos, os daquela época estavam entre os piores (pense em Caifás e Anás). E Jesus também sabia disso.

É verdade que os líderes têm a responsabilidade sagrada de usar os recursos de acordo com a vontade de Deus, mas, mesmo que não o façam, aqueles que doam à Sua causa ainda são abençoados em suas doações, como foi aquela mulher.

Por outro lado, reter dízimos ou ofertas quando os líderes cometem equívocos significa que estamos vinculando a doação às ações deles, em vez de entregar em agradecimento a Deus. Por mais tentador que seja fazer isso, está errado.

Qual é a importância de ser fiel nas contribuições para a obra do Senhor?

Domingo, 01 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Os últimos dias

Lições da Bíblia1:

“Então verão o Filho do Homem vindo nas nuvens, com grande poder e glória. E então Ele enviará os anjos e reunirá os Seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu” (Mc 13:26, 27).

A lição desta semana começa com uma breve história de Marcos 12, em que Jesus fez uma declaração profunda sobre a ação de uma viúva. A parte principal da lição, no entanto, trata de Marcos 13, uma profecia sobre o destino do templo de Jerusalém e a segunda vinda de Cristo. Esse capítulo, juntamente com Mateus 24 e Lucas 21, fala sobre a queda de Jerusalém e eventos que se desenrolariam até o fim do mundo.

Marcos 13 deixa claro que o cumprimento das profecias vai do tempo do profeta que a fez (nesse caso, Jesus) até o tempo do fim, concluindo com a segunda vinda de Cristo. Esse padrão segue o que é conhecido como “interpretação historicista” das profecias a respeito do fim. Isso está em oposição às tentativas de situar o cumprimento dessas profecias exclusivamente no passado ou no futuro.

Como muitos ensinos de Jesus registrados em Marcos, a instrução do Senhor é uma resposta a uma pergunta ou mal-entendido por parte dos Seus discípulos, que deu a Jesus a oportunidade de ensinar verdades essenciais para a vida e a experiência cristã. Jesus não apenas predisse o futuro, mas também instruiu Seus discípulos, tanto daquela época quanto de hoje, a se prepararem para as provações que virão.

Sábado, 31 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Controvérsias em Jerusalém – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 462-467 (“Um povo condenado”), p. 468-478 (“Purificando o templo outra vez”) e p. 479-486 (“Fogo cruzado”).

“O ato de Cristo amaldiçoar a árvore que Seu poder havia criado é um aviso para todas as igrejas e todos os cristãos. […] Alguns que se consideram excelentes cristãos não compreendem o que significa o serviço a Deus. Seus planos e objetivos são agradar a si mesmos. Agem sempre por si próprios. O tempo só tem valor para eles quando conseguem acumular algo para si. Em todos os negócios da vida, é esse seu objetivo. […] Não se põem em contato com a humanidade. Aqueles que, dessa forma, vivem para si são como a figueira, cheia de arrogância, mas sem frutos. […] Honram a lei divina em palavras, mas falham na obediência. Dizem, mas não praticam. Na sentença contra a figueira, Cristo demonstra como é abominável aos Seus olhos essa inútil ostentação. Ele diz que o pecador declarado é menos culpado do que aquele que diz servir a Deus, mas não produz fruto para Sua glória” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 465).

Perguntas para consideração

Como aplicar hoje as lições do relato da purificação do templo realizada por Cristo?

Jesus explicava que elas deviam ser cumpridas. Quão central é a Bíblia para a vida de fé? Por que devemos rejeitar tentativas de diminuir a autoridade das Escrituras e a teoria de que as Escrituras são ideias de pessoas do passado a respeito de Deus?

Qual é a linha de separação adequada entre a igreja e o Estado? Como o ensino de Jesus em Marcos 12:13-17 nos ajuda a compreender essa questão?

Mc 12:13-17 (NAA)2: 13 E enviaram a Jesus alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra. 14 Chegando, disseram-lhe: — Mestre, sabemos que o senhor é verdadeiro e não se importa com a opinião dos outros, porque não olha a aparência das pessoas, mas, segundo a verdade, ensina o caminho de Deus; é lícito pagar imposto a César ou não? Devemos ou não devemos pagar? 15 Mas Jesus, percebendo a hipocrisia deles, respondeu: — Por que vocês estão me pondo à prova? Tragam-me um denário para que eu o veja. 16 Eles trouxeram. E Jesus lhes perguntou: — De quem é esta figura e esta inscrição? Eles responderam: — De César. 17 Então Jesus disse: — Deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se admiraram dele.

Busque textos que falem da ressurreição. Por que essa doutrina é tão importante?

Sexta-feira, 30 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O maior mandamento

Lições da Bíblia1:

6. Que pergunta profunda fez o amigável escriba, e que resposta Jesus deu a ele? Mc 12:28-34

Mc 12:28-34 (NAA)2: 28 Chegando um dos escribas, que ouviu a discussão entre eles e viu que Jesus tinha dado uma boa resposta, perguntou-lhe: — Qual é o principal de todos os mandamentos? 29 Jesus respondeu: — O principal é: ‘Escute, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! 30 Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e com toda a sua força.’ 31 O segundo é: ‘Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.’ Não há outro mandamento maior do que estes. 32 Então o escriba disse: — Muito bem, Mestre! E com verdade o senhor disse que ele é o único, e não há outro além dele, 33 e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e com todas as forças e amar o próximo como a si mesmo é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. 34 Vendo Jesus que o escriba havia respondido sabiamente, declarou-lhe: — Você não está longe do Reino de Deus. E ninguém mais ousava fazer perguntas a Jesus.”

Até agora no evangelho de Marcos, a maioria dos líderes, com poucas exceções, era hostil a Jesus, especialmente em Jerusalém, onde Ele confrontou a liderança a respeito da adoração no templo – que estava no centro do judaísmo. Assim, o fato de um escriba ouvir as disputas e apreciar as respostas de Jesus mostra sua honestidade e coragem diante da hostilidade prevalecente contra Jesus. Seria mais fácil observar de longe, mesmo para um simpatizante de Jesus. Mas aquele homem não fez isso.

O escriba foi ao cerne da religião ao perguntar qual dos mandamentos é o mais importante. Jesus respondeu com simplicidade e clareza, citando o Shemá, a confissão de fé do judaísmo (Dt 6:4, 5). O maior mandamento, segundo Jesus, é amar a Deus de todo o coração, alma, entendimento e força – isto é, com a totalidade de quem somos. Jesus deu um bônus ao escriba ao apresentar o segundo mandamento mais importante, citando novamente o AT (Lv 19:18), que fala sobre amar o próximo como a si mesmo.

Alguns se perguntam como é possível ordenar o amor. O contexto cultural do mandamento em Deuteronômio nos ajuda a entender essa questão. A linguagem vem de tratados da antiguidade realizados entre duas pessoas ou grupos de pessoas. Nesse contexto, o termo “amor” se refere a ser fiel aos requisitos do tratado, cumprindo-os com fidelidade. Assim, embora não exclua o conceito de afeto profundo entre as partes, o amor está muito mais concentrado em ações que demonstrem essa lealdade.

O escriba foi honesto, viu a clareza e simplicidade da resposta de Jesus e a confirmou. Podemos imaginar o olhar de desconfiança de outros líderes religiosos, uma vez que o escriba honesto disse que a resposta de Jesus era válida, algo que ninguém mais estava disposto a fazer. Jesus também elogiou o escriba por sua resposta honesta, dizendo que ele não estava longe do Reino de Deus. Mas não estar muito longe do Reino não significa estar dentro dele. O escriba ainda precisava reconhecer quem era Jesus e segui-Lo, isto é, dar mais um passo na jornada da fé.

De que maneira é possível amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos? A cruz seria a chave para isso?

Quinta-feira, 29 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Deveres terrenos e resultados celestiais

Lições da Bíblia1:

5. O que ocorreu nesses relatos e que verdades Jesus ensinou? Mc 12:13-27

Mc 12:13-27 (NAA)2: 13 E enviaram a Jesus alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra. 14 Chegando, disseram-lhe: — Mestre, sabemos que o senhor é verdadeiro e não se importa com a opinião dos outros, porque não olha a aparência das pessoas, mas, segundo a verdade, ensina o caminho de Deus; é lícito pagar imposto a César ou não? Devemos ou não devemos pagar? 15 Mas Jesus, percebendo a hipocrisia deles, respondeu: — Por que vocês estão me pondo à prova? Tragam-me um denário para que eu o veja. 16 Eles trouxeram. E Jesus lhes perguntou: — De quem é esta figura e esta inscrição? Eles responderam: — De César. 17 Então Jesus disse: — Deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se admiraram dele. 18 Então alguns saduceus, que dizem não haver ressurreição, aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram: 19 — Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se um homem morrer e deixar mulher sem filhos, o irmão desse homem deve casar com a viúva e gerar descendentes para o falecido. 20 Havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu sem deixar filhos; 21 o segundo casou com a viúva e morreu, também sem deixar descendência; e o terceiro, da mesma forma. 22 E, assim, os sete não deixaram descendência. Por fim, depois de todos, morreu também a mulher. 23 Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de qual deles ela será a esposa? Porque os sete casaram com ela. 24 Jesus respondeu: — Será que o erro de vocês não está no fato de não conhecerem as Escrituras nem o poder de Deus? 25 Pois, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos nos céus. 26 Quanto aos mortos, que eles de fato ressuscitam, vocês nunca leram no Livro de Moisés, no trecho referente à sarça, como Deus lhe falou: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”? 27 Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos. Vocês estão completamente enganados.”

Os líderes estavam tentando apanhar Jesus em algo que pudessem usar para condená-Lo, junto ao governador romano ou ao povo. Nessa controvérsia, a questão foi o pagamento de impostos. Naquela época, recusar-se a pagar impostos poderia ser considerado rebelião contra o governo romano, uma ofensa grave.

Jesus respondeu que eles deviam dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Isso fez com que Ele escapasse da armadilha, mas também ofereceu instruções profundas sobre a responsabilidade do cristão para com o governo. Jesus “declarou que, uma vez que estavam vivendo debaixo do poder romano, deviam prestar-lhe o apoio que lhes exigia, no que não estivesse em oposição a um dever mais elevado. Mas, embora pacificamente sujeitos às leis da Terra, deviam ser primeiramente leais a Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 480).

A seguir, houve uma controvérsia sobre a ressurreição dos mortos. Os saduceus eram um grupo formado por sacerdotes que aceitavam como Escrituras apenas os cinco livros de Moisés. Eles não acreditavam na ressurreição. O cenário que apresentaram a Jesus era hipotético. Envolvia sete irmãos e uma mulher. De acordo com a lei de Moisés, para manter a propriedade na linhagem familiar, quando um homem morresse sem deixar filhos, o irmão dele deveria se casar com a viúva, e os filhos nascidos dessa união pertenceriam legalmente ao homem morto (Dt 25:5-10).

Desacreditando da doutrina da ressurreição, os saduceus apontaram para um dilema: na ressurreição, de qual deles ela seria esposa? Jesus rebateu o argumento em duas etapas, referindo-Se às Escrituras e ao poder de Deus: (1) Ele descreveu o poder de Deus na ressurreição e indicou que não haverá casamento no Céu; (2) defendeu a doutrina da ressurreição citando Êxodo 3:1-22, em que o Senhor declara que é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Isso significa que eles serão ressuscitados, pois o Criador é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, que estão, por enquanto, mortos, mas ressurgirão.

Se alguém lhe perguntasse: “Você conhece o poder de Deus?”, o que você diria?

Quarta-feira, 28 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Quem disse que você poderia fazer isso?

Lições da Bíblia1:

3. Que desafio os líderes apresentaram? Como Jesus reagiu? Mc 11:27-33

Mc 11:27-33 (ARA)2: “27 Então regressaram para Jerusalém. E enquanto Jesus andava pelo templo, os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos vieram ao seu encontro 28 e lhe perguntaram:Com que autoridade você faz estas coisas? Ou quem lhe deu esta autoridade para fazer isto? 29 Jesus respondeu: — Eu vou fazer uma pergunta a vocês. Respondam, e eu lhes direi com que autoridade faço estas coisas. 30 O batismo de João era do céu ou dos homens? Respondam! 31 E eles discutiam entre si: — Se dissermos: ‘Do céu’, ele dirá: ‘Então por que não acreditaram nele?’ 32 Se, porém, dissermos: ‘Dos homens’, é de temer o povo. Porque todos pensavam que João era realmente um profeta. 33 Então responderam a Jesus: — Não sabemos. E Jesus, por sua vez, lhes disse: — Então eu também não lhes digo com que autoridade faço estas coisas.

No dia seguinte à purificação do templo, os líderes confrontaram Jesus no mesmo lugar, perguntando com que autoridade Ele tinha agido no dia anterior. Eles não buscavam a verdade, mas queriam prender Jesus. Se Ele admitisse que Sua autoridade vinha de Deus, eles diriam que um simples carpinteiro não tinha essa autoridade. Entretanto, se dissesse que Sua autoridade era humana, eles O rejeitariam considerando-o um tolo.

Mas Jesus enxergou a armadilha deles e disse que daria a resposta se eles respondessem a uma pergunta: “O batismo de João Batista era de Deus ou dos homens?” Os líderes perceberam que estavam encurralados. Se dissessem que era de Deus, Jesus perguntaria: “Então, por que vocês não acreditaram nele?” Se dissessem que era dos homens, o povo poderia se revoltar. Eles mentiram, dizendo que não sabiam. Isso deu a Jesus a oportunidade de Se recusar a responder à pergunta deles.

4. Em lugar de responder aos líderes, que parábola Jesus contou para adverti-los? Que efeito isso teve? Mc 12:1-12

Mc 12:1-12 (NAA)2: “1 Depois Jesus começou a falar-lhes por parábola: — Um homem plantou uma vinha. Pôs uma cerca em volta dela, construiu um lagar, edificou uma torre e arrendou a vinha a uns lavradores. Depois, ausentou-se do país. 2 No tempo da colheita, mandou um servo para que recebesse dos lavradores a sua parte dos frutos da vinha. 3 Mas os lavradores o agarraram, espancaram e o despacharam de mãos vazias. 4 De novo, enviou-lhes outro servo, e eles bateram na cabeça dele e o insultaram. 5 Mandou ainda outro servo, e a este mataram. Muitos outros lhes enviou, dos quais espancaram uns e mataram outros. 6 — Restava-lhe ainda um: o seu filho amado. Por fim, mandou o filho, pensando: ‘O meu filho eles respeitarão.’ 7 Mas os tais lavradores disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; venham, vamos matá-lo, e a herança será nossa.’ 8 E, agarrando o filho, mataram-no e o lançaram fora da vinha. 9 — Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e entregará a vinha a outros. 10 Vocês ainda não leram este trecho da Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a pedra angular. 11 Isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos’? 12 E procuravam prender Jesus, porque entenderam que ele havia contado essa parábola contra eles; mas temiam o povo. Então eles o deixaram e foram embora.

Jesus contou a parábola da vinha e dos lavradores maus. Essa história tem semelhanças com a parábola da vinha encontrada em Isaías 5, em que Deus apresenta uma acusação contra Israel. Todos reconheceriam o paralelo, especialmente os líderes.

A história se desenrolou de forma bastante incomum, pois os lavradores se recusaram a dar qualquer fruto do campo ao proprietário. Em vez disso, eles maltrataram e mataram seus servos. Por fim, o proprietário enviou seu filho amado, a quem esperava que respeitassem. Mas não foi isso que aconteceu. Eles estranhamente raciocinaram que, se matassem o filho, a vinha seria deles. A falta de lógica é impressionante, e o juízo pronunciado sobre eles foi totalmente justificado.

Nessa história, Jesus advertiu os líderes sobre o rumo que seguiam. Vista assim, a parábola é uma advertência cheia de amor. Não era tarde demais para mudar e evitar o juízo inevitável. Alguns iriam se arrepender, mudar e aceitar Jesus. Outros não.

Terça-feira, 27 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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