Uma árvore amaldiçoada e um templo purificado

Lições da Bíblia

2. Qual é o significado dos eventos relatados em Marcos 11:12-26?

Marcos 11:12-26 (NAA)2: 12 No dia seguinte, quando saíram de Betânia, Jesus teve fome. 13 E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, a não ser folhas; porque não era tempo de figos. 14 Então Jesus disse à figueira: — Nunca mais alguém coma dos seus frutos! E os discípulos de Jesus ouviram isto. 15 E foram para Jerusalém. Quando Jesus entrou no templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas, 16 e não permitia que alguém atravessasse o templo carregando algum objeto. 17 Também os ensinava e dizia: — Não é isso que está escrito: ‘A minha casa será chamada ‘Casa de Oração’ para todas as nações’? Mas vocês fizeram dela um covil de salteadores. 18 E os principais sacerdotes e escribas ouviram isso e procuravam uma maneira de matar Jesus, pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava de sua doutrina. 19 Em vindo a tarde, Jesus e os discípulos saíram da cidade. 20 E, passando eles pela manhã, viram que a figueira estava seca desde a raiz. 21 Então Pedro, lembrando-se, falou: — Mestre, eis que a figueira que o senhor amaldiçoou ficou seca. 22 Ao que Jesus lhes disse: — Tenham fé em Deus. 23 Porque em verdade lhes digo que, se alguém disser a este monte: ‘Levante-se e jogue-se no mar’, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. 24 Por isso digo a vocês que tudo o que pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim será com vocês. 25 E, quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem, para que o Pai de vocês, que está nos céus, perdoe as ofensas de vocês. 26 [Mas, se vocês não perdoarem, também o Pai de vocês, que está nos céus, não perdoará as ofensas de vocês.]”

De manhã, vindo de Betânia, a apenas três quilômetros de Jerusalém, Jesus teve fome. Vendo uma figueira com folhas, foi até ela para talvez encontrar alguns frutos precoces. Essa ação não seria considerada roubo, uma vez que, de acordo com a lei do AT, alguém poderia tomar alimento do campo ou do pomar de um vizinho para saciar a fome (Lv 19:9; 23:22; Dt 23:25). Mas Jesus não encontrou nenhum fruto e disse à árvore: “Nunca mais alguém coma dos seus frutos!” (Mc 11:14). Foi uma ação bastante estranha e atípica para Jesus, mas o que veio depois foi ainda mais marcante.

A próxima cena provavelmente tenha ocorrido no Pátio dos Gentios, onde eram vendidos os animais para sacrifícios (uma prática iniciada por Caifás havia pouco tempo). Jesus expulsou os vendedores do pátio para que a adoração silenciosa pudesse continuar. A ação Dele foi uma afronta direta aos responsáveis pelo sistema do templo.

Jesus ligou duas passagens do AT como uma repreensão contundente ao comércio profano. Ele insistiu que o templo deveria ser uma casa de oração para todos os povos (Is 56:7), incluindo enfaticamente os gentios. Depois acrescentou que os líderes religiosos tinham feito do templo um covil de ladrões (Jr 7:11). Então, no fim daquele dia extraordinário, Jesus deixou a cidade com Seus discípulos (Mc 11:19).

Na manhã seguinte, voltando para a cidade (veja Mc 11:20-26), os discípulos ficaram surpresos ao verem que a figueira estava seca desde a raiz. Ao explicar o que havia acontecido, Jesus ensinou sobre oração e perdão. O que tudo isso significa?

Esses dois relatos são a quarta “história em formato de sanduíche” registrada em Marcos (veja lição 3). Nessas histórias, a ironia dramatizada acontece quando personagens paralelos realizam ações opostas ou personagens opostos realizam ações paralelas. Em Marcos 11, a figueira e o templo estão em paralelo. Jesus amaldiçoou a árvore, mas purificou o templo – ações opostas. Mas a ironia é que os líderes religiosos a partir de então iriam conspirar para matar Jesus, e essa ação significaria o fim do significado dos serviços do templo, que se cumpriram em Cristo.

Segunda-feira, 26 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Entrada triunfal

Lições da Bíblia1:

Leia Marcos 11:1-11; Zacarias 9:9, 10. O que aconteceu com Jesus?

Marcos 11:1-11 (NAA)2: “1 Quando se aproximavam de Jerusalém, de Betfagé e Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois dos seus discípulos 2 e disse-lhes: — Vão até a aldeia que está diante de vocês e logo, ao entrar, encontrarão preso um jumentinho, o qual ainda ninguém montou; desprendam o jumentinho e tragam aqui. 3 Se alguém perguntar: ‘Por que estão fazendo isso?’, respondam: ‘O Senhor precisa dele e logo o mandará de volta para cá.’ 4 Então foram e acharam o jumentinho preso, junto ao portão, do lado de fora, na rua, e o desprenderam. 5 Alguns dos que ali estavam reclamaram: — O que estão fazendo, soltando o jumentinho? 6 Eles, porém, responderam conforme as instruções de Jesus. Então os deixaram ir. 7 Levaram o jumentinho a Jesus, puseram as suas capas sobre o animal, e Jesus montou nele. 8 Muitos estenderam as suas capas no caminho, e outros espalharam ramos que tinham cortado nos campos. 9 Tanto os que iam adiante dele como os que o seguiam clamavam: ‘Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! 10 Bendito o Reino que vem, o reino de Davi, nosso pai! Hosana nas maiores alturas!’ 11 E Jesus entrou em Jerusalém, no templo. E, tendo observado tudo, como já era tarde, saiu para Betânia com os doze.

Zacarias 9:9, 10 (NAA)2: “9 Alegre-se muito, ó filha de Sião! Exulte, ó filha de Jerusalém! Eis que o seu rei vem até você, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta. 10 Destruirei os carros de guerra de Efraim e os cavalos de Jerusalém; os arcos de guerra serão destruídos. Ele anunciará paz às nações; o seu domínio se estenderá de mar a mar e desde o Eufrates até os confins da terra.

Metade do relato trata de Jesus enviando dois discípulos a uma aldeia próxima para buscar um jumentinho a fim de que Ele montasse ao entrar em Jerusalém. Por que tantos versos são dedicados a essa história?

Podemos dividir a resposta em duas partes: (1) esse evento mostra os poderes proféticos de Jesus, ressaltando a dignidade da Sua chegada e ligando esse evento à vontade de Deus; (2) esse aspecto da história está conectado a Zacarias 9:9 e 10, que fala do Rei entrando em Jerusalém montado num jumentinho. Isso remete à entrada de Salomão em Jerusalém montado em uma mula (1Rs 1:32-48), quando Adonias tentou usurpar o trono, e Davi ordenou que Salomão fosse imediatamente coroado.

“Quinhentos anos antes do nascimento de Cristo, o profeta Zacarias predisse […] a vinda do Rei […]. Agora, essa profecia se cumpriria. Aquele que por tanto tempo havia recusado honras reais estava indo a Jerusalém como o prometido herdeiro do trono de Davi” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 453).

Jerusalém está localizada em uma região montanhosa, a uma altitude de 740 metros. Na época de Jesus, a sua população talvez fosse de 40 mil a 50 mil habitantes, mas esse número aumentava na Páscoa. A cidade cobria apenas cerca de um quilômetro quadrado, enquanto o monte do templo cobria cerca de 150 metros quadrados. O belo complexo do templo dominava a cidade.

Jesus veio do Leste e desceu o Monte das Oliveiras, talvez entrando pela porta dourada no monte do templo (que atualmente está fechada com tijolos). Muitos ficaram em comoção, notando a relevância da Sua ação. A multidão gritava hosana, que significava “salva-nos agora”, mas que acabou significando “louvado seja Deus”.

Antes Jesus havia pedido que guardassem segredo, mas agora Ele entrou abertamente em Jerusalém numa ação simbólica ligada à realeza. Foi ao templo, mas sendo tarde, olhou em volta e foi para Betânia. O que poderia ter se transformado em revolta terminou com uma saída silenciosa. Mas o dia seguinte seria diferente.

Sentar-se em um jumentinho transmite a ideia de humildade. Por que essa é uma característica importante dos cristãos? Diante da cruz, do que devemos nos orgulhar?

Domingo, 25 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Controvérsias em Jerusalém

Lições da Bíblia1:

“E, quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem, para que o Pai de vocês, que está nos Céus, perdoe as ofensas de vocês” (Mc 11:25).

Em Marcos 2 e 3, está registrada uma série de cinco controvérsias entre Jesus e os líderes religiosos (veja a lição 3). Na lição desta semana, quando Jesus chega a Jerusalém, Ele agora tem uma série de seis controvérsias com os líderes religiosos. Os dois conjuntos de controvérsias servem como uma moldura no início e no fim de Seu ministério terrestre. Cada conjunto trata de questões importantes da vida cristã. As instruções de Jesus, mesmo nessas situações de discussão, ajudam a orientar os crentes nas questões fundamentais da fé e nas questões práticas da experiência cotidiana.

Os líderes religiosos tentavam confrontar, confundir e derrotar Jesus, mas nunca conseguiam. Parte da lição desta semana analisa o que leva as pessoas a se oporem a Deus, além de considerar o que os cristãos podem fazer para diminuir o preconceito e falar ao coração daqueles que resistem ao chamado do Espírito Santo.

Em Marcos 11, o ministério de Jesus se desenvolve em Jerusalém, quando Ele vai para a Páscoa (meses de março a abril). Os capítulos 11 a 16 de Marcos cobrem pouco mais de uma semana. O tempo da narrativa desacelerou bastante. Os primeiros 10 capítulos cobrem aproximadamente três anos e meio. Essa desaceleração aponta para a importância dessas cenas finais.

Sábado, 24 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ensinando discípulos – parte 2 – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 409-413 (“O Mestre e os pequeninos”), p. 414-417 (“O jovem que tinha quase tudo”).

“Jesus sempre amou as crianças. Aceitava a inocente afeição e o amor espontâneo e sincero delas. O grato louvor de seus lábios puros era como música aos ouvidos de Cristo e renovava Seu espírito quando oprimido pelo contato com pessoas astutas e hipócritas. Em qualquer lugar onde o Salvador estivesse, Seu rosto amável e Seus gestos suaves e bondosos conquistavam a confiança dos pequeninos” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 409).

“Para os que, como o jovem rico, têm altas posições e grandes riquezas, talvez pareça sacrifício grande demais abandonar tudo a fim de seguir a Cristo. Mas essa é a norma de conduta para todos os que quiserem se tornar Seus discípulos. Nada menos do que obediência pode ser aceita. A entrega do próprio eu é a essência dos ensinamentos de Cristo. Às vezes, a linguagem usada por Ele pode parecer autoritária, porque não há outro modo de salvar as pessoas a não ser removendo as coisas que, mantidas, corromperão todo o ser” (O Desejado de Todas as Nações, p. 417).

Perguntas para consideração

Como ajudar as crianças e os jovens a permanecer ligados a Cristo e à igreja? Por que é tão importante que façamos isso?

Alguns dizem que não se importam com dinheiro. Isso não é verdade. Todos se preocupam com dinheiro, e isso não é errado. Qual é, então, o problema com o dinheiro, e que cuidado devemos ter em nossa relação com ele?

Se Jesus lhe perguntasse: “O que você quer que Eu lhe faça?”, o que você responderia ao Mestre?

Pense no texto de Marcos 10:43-45. Como aprender a servir em vez de ser servido? O que isso significa quanto à maneira de viver e interagir com as pessoas?

Marcos 10:43-45 (NAA)2: “43 Mas entre vocês não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vocês, que se coloque a serviço dos outros; 44 e quem quiser ser o primeiro entre vocês, que seja servo de todos. 45 Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”

Sexta-feira, 23 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O que você quer que Eu lhe faça?

Lições da Bíblia1:

5. Leia Marcos 10:46-52. Como Bartimeu reagiu à chegada de Jesus?

Marcos 10:46-52 (NAA)2: 46 E foram para Jericó. Quando Jesus saía de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão, Bartimeu, um cego mendigo, filho de Timeu, estava sentado à beira do caminho 47 e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, começou a gritar: — Jesus, Filho de Davi, tenha compaixão de mim! 48 E muitos o repreendiam para que se calasse, mas ele gritava cada vez mais: — Filho de Davi, tenha compaixão de mim! 49 Jesus parou e disse: — Chamem o cego. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: — Coragem! Levante-se, porque ele está chamando você. 50 Atirando a capa para o lado, o cego levantou-se de um salto e foi até onde estava Jesus, 51 que lhe perguntou: — O que você quer que eu lhe faça? O cego respondeu: — Mestre, que eu possa ver de novo. 52 Então Jesus lhe disse: — Vá, você foi salvo porque teve fé. E imediatamente passou a ver e foi seguindo Jesus estrada afora.”

Até esse ponto no evangelho de Marcos, com poucas exceções, Jesus dizia às pessoas que não contassem a ninguém sobre Seus milagres e sobre quem Ele era. Nesse relato do texto de hoje, quando Bartimeu ouviu que se tratava de Jesus de Nazaré, começou a gritar: “Jesus, Filho de Davi, tenha compaixão de mim!” (Mc 10:47). Mantendo o tema da revelação e do segredo, presente no Evangelho de Marcos, a multidão assumiu o papel de quem pedia silêncio enquanto tentava, sem sucesso, acalmar o mendigo barulhento.

Mas Bartimeu não se intimidou e gritou ainda mais alto (Mc 10:48). Suas palavras eram uma confissão de fé em Jesus como o Messias e uma expressão da certeza de que Ele podia curá-lo. O título “Filho de Davi”, na época de Jesus, envolvia dois conceitos: o retorno de um rei ao trono de Israel (Is 11; Jr 23:5, 6; 33:15; Ez 34:23, 24; 37:24; Mq 5:2-4; Zc 3:8; Zc 6:12) e a ideia de que esse personagem realizaria curas e expulsão de demônios.

Jesus parou e pediu que chamassem o cego. É interessante que o homem, ao se aproximar de Jesus, atirou a capa para o lado. Nesse tempo, os cegos ocupavam a parte inferior da sociedade, juntamente com as viúvas e os órfãos. Estavam abaixo do nível de subsistência e enfrentavam perigo real. A capa representava a segurança do homem. Deixá-la para trás significava que ele tinha fé de que Jesus o curaria.

Jesus não o decepcionou. Todos que iam a Ele em busca de ajuda eram recebidos. Cristo fez a mesma pergunta que havia feito a Tiago e João: “O que você quer que Eu lhe faça?” (Mc 10:36, 51). Sem hesitar, o cego pediu a Cristo que lhe desse visão, o que o Mestre fez imediatamente. Então o homem agora curado O seguiu pela estrada.

Essa história é o encerramento da seção de discipulado em Marcos, servindo como complemento e apoio para a história da cura de outro homem cego, em Marcos 8:22-26. As duas histórias ilustram que o discipulado consiste em ver o mundo e a realidade com novos olhos, às vezes não claramente no início, mas sempre seguindo Jesus no caminho.

Você já gritou como Bartimeu? O que aprendeu com essa experiência?

Quinta-feira, 22 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Vocês podem beber o Meu cálice?

Lições da Bíblia1:

4. O que revela a contínua falta de conhecimento dos discípulos quanto à missão de Jesus e ao significado de segui-Lo? Mc 10:32-45

Mc 10:32-45 (NAA)2: 32 Estavam a caminho, subindo para Jerusalém, e Jesus ia adiante dos seus discípulos. Estes se admiravam e o seguiam tomados de apreensões. E Jesus, chamando outra vez os doze para um lado, começou a revelar-lhes as coisas que deviam acontecer com ele, dizendo: 33 — Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles vão condená-lo à morte e entregá-lo aos gentios. 34 Vão zombar dele, cuspir nele, açoitá-lo e matá-lo; mas, depois de três dias, ressuscitará. 35 Então se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo: — Mestre, queremos que o senhor nos conceda o que vamos pedir. 36 E Jesus lhes perguntou: — O que querem que eu lhes faça? 37 Eles responderam: — Permite-nos que, na sua glória, nos assentemos um à sua direita e o outro à sua esquerda. 38 Mas Jesus lhes disse: — Vocês não sabem o que estão pedindo. Será que podem beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado? 39 Eles responderam: — Podemos. Então Jesus lhes disse: — Vocês beberão o cálice que eu bebo e receberão o batismo com que eu sou batizado. 40 Quanto a sentar à minha direita ou à minha esquerda, não me compete concedê-lo, pois é para aqueles a quem está preparado. 41 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, começaram a ficar indignados com Tiago e João. 42 Mas Jesus, chamando todos para junto de si, disse: — Vocês sabem que os que são considerados governadores dos povos os dominam e que os seus maiorais exercem autoridade sobre eles. 43 Mas entre vocês não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vocês, que se coloque a serviço dos outros; 44 e quem quiser ser o primeiro entre vocês, que seja servo de todos. 45 Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

À medida que Jesus Se aproximava de Jerusalém, revelava aos discípulos o que aconteceria lá. Esse não era um cenário em que eles acreditassem ou sobre o qual desejassem ouvir. É impressionante quão específico Jesus foi a respeito de Sua morte e ressurreição. Mas, quando não queremos ouvir uma coisa, é muito fácil ignorá-la.

Aparentemente foi isso que Tiago e João fizeram ao se dirigirem a Jesus com um pedido. Jesus, com razão, pediu mais detalhes, e eles responderam que desejavam sentar-se à Sua direita e à Sua esquerda na glória. É fácil criticar o pedido deles como completamente egocêntrico. Mas aqueles dois homens se dedicavam ao ministério de Jesus, e o desejo deles provavelmente não era de natureza totalmente egoísta.

Jesus procurou aprofundar a compreensão deles exatamente sobre o que estavam pedindo. Ele perguntou se poderiam beber o Seu cálice ou serem batizados com o Seu batismo. O cálice seria o sofrimento que Ele experimentaria no Getsêmani e na cruz (Mc 14:36), e o Seu batismo seria Sua morte e sepultamento (Mc 15:33-47) – esses eventos são paralelos ao Seu batismo, registrado em Marcos 1.

Tiago e João, no entanto, não perceberam isso. De modo leviano, responderam que eram capazes. Jesus então profetizou que eles beberiam o Seu cálice e seriam batizados com o Seu batismo. Tiago foi o primeiro dos apóstolos a morrer como mártir (At 12:2). João foi o que viveu mais tempo entre os apóstolos e foi exilado em Patmos (Ap 1:9). Mas Jesus indicou que os lugares de glória são estabelecidos por Deus.

Como os discípulos reagiram à resposta de Jesus? Não muito bem. A mesma palavra grega, aganakte? (“indignar-se, ficar irado”), é usada em Marcos 10:14 e 41.

Jesus ensinou que os governadores usam o poder para obter vantagem. Contudo, no Reino de Deus, o poder é usado para edificar e abençoar os outros. Jesus era o primeiro a praticar esse ensino, como o Rei do Reino de Deus. Como? Dando a vida como resgate – mas não era isso que Seus seguidores esperavam ouvir.

O que significa ser “servo”? Você revela esse princípio ao interagir com as pessoas?

Quarta-feira, 21 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O melhor investimento

Lições da Bíblia1:

3. Que lições essenciais sobre a fé e o custo do discipulado, para qualquer pessoa, rica ou pobre, são reveladas em Marcos 10:17-31?

Marcos 10:17-31 (NAA)2: “17 Pondo-se Jesus a caminho, um homem correu ao seu encontro e, ajoelhando-se diante dele, perguntou-lhe: — Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? 18 Jesus respondeu: — Por que você me chama de bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus. 19 Você conhece os mandamentos: ‘Não mate, não cometa adultério, não furte, não dê falso testemunho, não defraude ninguém, honre o seu pai e a sua mãe.’ 20 Então o homem respondeu: — Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude. 21 E Jesus, olhando para ele com amor, disse: — Só uma coisa falta a você: vá, venda tudo o que tem, dê o dinheiro aos pobres e você terá um tesouro no céu; depois, venha e siga-me. 22 Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades. 23 Então Jesus, olhando ao redor, disse aos seus discípulos: — Como é difícil para os que têm riquezas entrar no Reino de Deus! 24 Os discípulos estranharam estas palavras, mas Jesus insistiu em dizer-lhes: — Filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25 É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus. 26 Eles ficaram muito admirados, dizendo entre si: — Sendo assim, quem pode ser salvo? 27 Jesus, olhando para eles, disse: — Para os seres humanos é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível. 28 Então Pedro começou a dizer-lhe: — Eis que nós deixamos tudo e seguimos o senhor. 29 Jesus respondeu: — Em verdade lhes digo que não há ninguém que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou campos por minha causa e por causa do evangelho, 30 que não receba, já no presente, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, receberá a vida eterna. 31 Porém muitos primeiros serão últimos, e os últimos serão primeiros.

As atitudes do homem indicam sua sinceridade e seu respeito por Jesus. Ele correu, ajoelhou-se diante Dele e fez a pergunta central para o destino de cada pessoa: Quais são os requisitos para herdar a vida eterna? Jesus respondeu citando a segunda tábua do Decálogo. Novamente, o homem mostrou seu idealismo ao dizer que guardava tudo aquilo desde a juventude.

Dos quatro evangelhos, só Marcos observa que Jesus amou aquele homem (Mc 10:21). Há algo atrativo no idealismo do homem. Mas Jesus testou a sinceridade dele pedindo-lhe que vendesse tudo e O seguisse. O homem saiu desanimado, porque tinha muitas propriedades. Ele não estava realmente guardando os mandamentos. Ele quebrava o primeiro, colocando algo acima de Deus. Suas riquezas eram seu ídolo.

Jesus então explicou como as riquezas são sedutoras e disse que é mais fácil um animal grande como um camelo passar pelo minúsculo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Céu.

Os discípulos ficaram surpresos com as palavras de Jesus e perguntaram quem, então, poderia ser salvo. Jesus apresentou a moral da história: “Para os seres humanos é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível” (Mc 10:27).

Marcos 10:27 parece uma ótima conclusão da história: não chegaremos ao Céu por nossos próprios esforços; precisamos da graça de Deus para sermos salvos.

Mas então Pedro deixou escapar que ele e seus amigos haviam deixado tudo para seguir Jesus. O Mestre respondeu que tudo o que deixamos para segui-Lo não é nada comparado com o que vamos receber agora e “no mundo por vir”.

Este é o ponto principal: a solução para a culpa humana é a morte de Cristo; portanto, é a graça de Cristo e Sua ressurreição que nos capacitam a obedecer aos Seus mandamentos.

Leia Romanos 6:1-11. De que modo esses versos revelam a realidade da graça de Deus em nossa vida, tanto ao nos justificar quanto ao nos tornar novas pessoas Nele?

Romanos 6:1-11 (NAA): “1 Que diremos, então? Continuaremos no pecado, para que a graça aumente ainda mais? 2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós, que já morremos para ele? 3 Ou será que vocês ignoram que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? 4 Fomos sepultados com ele na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida. 5 Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição, 6 sabendo isto: que a nossa velha natureza foi crucificada com ele, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sejamos mais escravos do pecado. 7 Pois quem morreu está justificado do pecado. 8 Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. 9 Sabemos que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. 10 Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. 11 Assim também vocês considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.”

Terça-feira, 20 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Jesus e as crianças

Lições da Bíblia1:

2. O que Jesus fez pelos que levaram as crianças até Ele? Mc 10:13-16

Mc 10:13-16 (NAA)2: “13 Então trouxeram algumas crianças a Jesus para que as abençoasse, mas os discípulos os repreendiam. 14 Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: — Deixem que os pequeninos venham a mim; não os impeçam, porque dos tais é o Reino de Deus. 15 Em verdade lhes digo: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. 16 Então, tomando as crianças nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.

Embora as crianças fossem desejadas no mundo antigo (especialmente os meninos, na cultura predominantemente masculina), o nascimento e a infância não eram fáceis. Os riscos de morte eram elevados: para as mães durante o parto e para os recém-nascidos, bebês e crianças. Muitas culturas usavam medicamentos tradicionais e amuletos para proteger essas pessoas vulneráveis contra supostas forças malévolas.

As crianças ocupavam uma posição social inferior, semelhante à dos escravos (Gl 4:1, 2). No mundo greco-romano, crianças com deficiências físicas ou que fossem indesejáveis eram expostas, ou jogadas em um rio. Os meninos eram mais valorizados que as meninas; às vezes, meninas eram deixadas para morrer na natureza. Algumas vezes bebês abandonados eram “resgatados” para serem criados e vendidos como escravos.

Os discípulos não entenderam o conceito de receber o Reino de Deus como uma criança (Mc 9:33-37). Então, repreendiam os que levavam crianças a Jesus para serem abençoadas, talvez pensando que Ele não tivesse tempo para uma tarefa tão simples.

Eles estavam errados. Jesus ficou indignado. No Evangelho de Marcos, Jesus tem reações surpreendentes em relação às pessoas, e é interessante que uma de Suas fortes reações tenha sido em relação às pessoas que queriam afastar Dele as crianças.

Jesus insistiu que os discípulos não deveriam impedir as crianças. Por quê? Porque o Reino de Deus pertence a elas, e devemos recebê-lo na atitude de uma criança – provavelmente uma referência à confiança simples e irrestrita em Deus.

“Não deixem que seu caráter não cristão represente mal a Jesus. Não mantenham os pequeninos afastados Dele por sua frieza e aspereza. Nunca lhes deem motivo de pensar que o Céu não seria um lugar aprazível para eles, se lá estivessem.

“Não falem de religião como de uma coisa que as crianças não possam compreender, nem procedam como se não se esperasse delas que aceitassem a Cristo […]. Não lhes deem a falsa impressão de que […] elas devem renunciar a tudo quanto faz a vida agradável” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver [CPB, 2021], p. 21).

Como você pode revelar melhor Jesus às crianças que estão ao seu redor?

Segunda-feira, 19 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.