Deixando tudo para fugir de Jesus

Lições da Bíblia1:

Leia Marcos 14:43-52. O que aconteceu nessa passagem que foi tão crucial para o plano da salvação?

Marcos 14:43-52 (NAA)2: “43 E logo, enquanto Jesus ainda falava, chegou Judas, um dos doze, e, com ele, uma multidão com espadas e porretes, vinda da parte dos principais sacerdotes, escribas e anciãos. 44 Ora, o traidor tinha dado a eles um sinal: ‘Aquele que eu beijar, é esse; prendam e levem-no com segurança.’ 45 E logo que chegou, aproximando-se de Jesus, Judas disse: — Mestre! E o beijou. 46 Então eles agarraram Jesus e o prenderam. 47 Nisto, um dos que estavam ali, sacando da espada, feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha. 48 Jesus lhes disse: — Vocês vieram com espadas e porretes para prender-me, como se eu fosse um salteador? 49 Todos os dias eu estava com vocês no templo, ensinando, e vocês não me prenderam; mas isto é para que se cumprissem as Escrituras. 50 Então todos o deixaram e fugiram. 51 Um jovem, coberto unicamente com um lençol, seguia Jesus. Eles o agarraram, 52 mas ele largou o lençol e fugiu nu.”

É chocante que um dos associados mais próximos de Jesus O tenha entregado aos Seus inimigos. Os evangelhos não explicam a motivação de Judas. Ellen G. White escreveu: “Judas tinha naturalmente grande amor ao dinheiro, mas não fora sempre tão corrupto para praticar um ato como esse. Havia alimentado a avareza até que esta se transformou na grande motivação de sua vida. O amor a Mamom superou seu amor por Cristo. Tornando-se escravo de um vício, entregou-se a Satanás para ser levado a todo tipo de pecado” (O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 573).

A traição em si é deplorada por todos, mesmo por aqueles que usam traidores (Mt 27:3-7). Mas a atitude de Judas foi especialmente desprezível porque ele tentou esconder a traição sob o pretexto de amizade. Ele deu instruções à multidão de que o homem a quem beijasse era Aquele que deveria ser preso. Parece que Judas quis esconder sua astúcia de Jesus e dos outros discípulos.

O caos irrompeu quando a multidão prendeu Jesus. Pedro desembainhou uma espada (Jo 18:10, 11) e cortou a orelha do servo do sumo sacerdote. Jesus Se dirigiu à multidão, repreendendo aquelas pessoas por fazerem em segredo o que tiveram medo de fazer abertamente, quando Ele ensinava no templo. Mas Jesus terminou com uma referência ao cumprimento das Escrituras. Trata-se de outro sinal dessa trama dupla que permeia a narrativa da Paixão – a vontade de Deus estava se cumprindo enquanto a vontade humana trabalhava para destruir o Messias.

Todos os discípulos fugiram, incluindo Pedro, que reapareceu seguindo Jesus a distância e acabando por se meter em problemas. No entanto, Marcos 14:51 e 52 fala de um jovem que seguia Jesus, um relato encontrado apenas em Marcos. Alguns pensam que era o próprio Marcos, mas isso é improvável. É notável que ele fugiu nu. O jovem, em vez de deixar tudo para “seguir” Jesus, deixou tudo para “fugir” de Jesus.

Ser escravo de apenas um defeito de caráter levou Judas a trair Jesus. Isso foi terrível. O que isso deve nos dizer sobre odiar o pecado e, pela graça de Deus, vencê-lo?

Quarta-feira, 11 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Getsêmani

Lições da Bíblia1:

Leia Marcos 14:32-42. De que maneira Jesus orou no Getsêmani, e como essa oração foi respondida?

Marcos 14:32-42 (NAA)2: “32 Então foram a um lugar chamado Getsêmani. Ali, Jesus disse aos seus discípulos: — Sentem-se aqui, enquanto eu vou orar. 33 E, levando consigo Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia. 34 E lhes disse: — A minha alma está profundamente triste até a morte; fiquem aqui e vigiem. 35 E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. 36 E dizia: — Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice! Porém não seja o que eu quero, e sim o que tu queres. 7 E, voltando, achou-os dormindo. E disse a Pedro: — Simão, você está dormindo? Não conseguiu vigiar nem uma hora? 38 Vigiem e orem, para que não caiam em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. 39 Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras. 40 E voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os olhos deles estavam pesados; e não sabiam o que lhe responder. 41 E, quando voltou pela terceira vez, Jesus lhes disse: — Vocês ainda estão dormindo e descansando! Basta! Chegou a hora; o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores. 42 Levantem-se, vamos embora! Eis que o traidor se aproxima.

Saindo de Jerusalém, onde comeram a Páscoa, Jesus e Seus discípulos atravessaram o vale do Cedron até um jardim localizado nas encostas do monte das Oliveiras. O nome Getsêmani significa “lagar de azeite”, sugerindo que havia um lagar de processamento de azeite nas proximidades. A localização exata é desconhecida, porque os romanos cortaram todas as árvores do monte das Oliveiras durante o cerco, em 70 d.C.

Ao entrar no jardim, Jesus deixou ali Seus discípulos e seguiu adiante com Pedro, Tiago e João. Mas então também deixou esses três e prosseguiu sozinho. Esse distanciamento espacial sugere que Jesus Se tornava cada vez mais isolado e sozinho à medida que enfrentava o sofrimento que se aproximava.

Jesus orou para que o cálice do sofrimento fosse removido, mas somente se fosse a vontade de Deus (Mc 14:36). Ele usou o termo aramaico Abba, que Marcos traduz como “Pai”. O termo não significa exatamente “papai”, como alguns sugerem. A palavra usada pelas crianças para se dirigirem ao pai era abi (Raymond E. Brown, A Morte do Messias [Paulinas, 2013], v. 1, p. 229). Contudo, o uso do termo Abba, “Pai”, carrega consigo o estreito vínculo familiar, que não deve ser diminuído.

Jesus orou para que o cálice do sofrimento fosse removido. Mas Ele Se submeteu à vontade de Deus (compare com a oração do Pai-Nosso; Mt 6:10). No restante da narrativa da Paixão, fica evidente que a resposta de Deus à oração de Jesus foi “não”. Ele não removeria o cálice do sofrimento, pois, mediante essa experiência, a salvação seria oferecida ao mundo.

Nas dificuldades, é motivador ter amigos nos apoiando. Paulo disse: “Tudo posso Naquele que me fortalece” (Fp 4:13). Mas às vezes nos esquecemos do verso seguinte: “No entanto, vocês fizeram bem, associando-se comigo nas aflições” (Fp 4:14). Era isso que Jesus desejava no Getsêmani. Três vezes Ele foi buscar conforto dos discípulos. E três vezes eles estavam dormindo. No fim, Jesus os despertou para irem com Ele e enfrentarem a provação. Ele estava pronto, mas eles não.

Terça-feira, 10 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A última Ceia

Lições da Bíblia1:

2. Leia Marcos 14:22-31 e Êxodo 24:8. Que grande significado para a fé cristã se encontra no relato de Marcos? Marcos 14:22-31 (NAA)2: 22 E, enquanto comiam, Jesus pegou um pão e, abençoando-o, o partiu e lhes deu, dizendo: — Tomem; isto é o meu corpo. 23 A seguir, Jesus pegou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos; e todos beberam dele. 24 Então lhes disse: — Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos. 25 Em verdade lhes digo que nunca mais beberei do fruto da videira, até aquele dia em que beberei o vinho novo, no Reino de Deus. 26 E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras. 27 E Jesus disse aos discípulos: — Serei uma pedra de tropeço para todos vocês, porque está escrito: ‘Ferirei o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas.’ 28 Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vocês para a Galileia. 29 Então Pedro disse a Jesus: — Ainda que o senhor venha a ser um tropeço para todos, não o será para mim! 30 Mas Jesus lhe disse: — Em verdade lhe digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, você me negará três vezes. 31 Mas Pedro insistia com mais veemência: — Ainda que me seja necessário morrer com o senhor, de modo nenhum o negarei. E todos os outros diziam a mesma coisa.”

Êxodo 24:8 (NAA)2: “Então Moisés pegou aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: — Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez com vocês de acordo com todas estas palavras.

Marcos 14:12 observa que aquele era o primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, quando o cordeiro da Páscoa era sacrificado. A refeição ocorreu na quinta-feira à noite.

Na última Ceia, Jesus instituiu um novo serviço memorial. Era uma transição da celebração da Páscoa judaica, ligada à saída de Israel do Egito e ao estabelecimento da nação como o povo da aliança de Deus no Sinai. Ao selar a aliança, Moisés aspergiu o povo com o sangue dos sacrifícios e disse: “Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez com vocês de acordo com todas estas palavras” (Êx 24:8).

É surpreendente que, na Ceia do Senhor, instituída por Jesus nessa ocasião, o cordeiro da ceia pascal não seja mencionado. Isso ocorreu porque Jesus é o Cordeiro de Deus (Jo 1:29). O pão da Ceia do Senhor representa o Seu corpo. A nova aliança (Jr 31:31-34) foi selada com o sangue de Jesus, e o cálice representa isso (Mc 14:24).

Então, nesse ínterim, Jesus predisse que todos os Seus discípulos O abandonariam. Ele citou Zacarias 13:7, que se refere à espada atingindo o pastor, e as ovelhas sendo dispersas. Jesus era o Pastor, e os Seus discípulos eram as ovelhas. A mensagem foi dura e deprimente. Mas Jesus acrescentou uma palavra de esperança, repetindo a predição da Sua ressurreição. Além disso, Ele disse que iria adiante dos discípulos para a Galileia. Essa predição seria mencionada pelo “jovem” (um anjo) no túmulo de Jesus, em Marcos 16:7, e por isso tem um peso especial nessa passagem.

Mas, para os discípulos, era muito difícil aceitar a mensagem, especialmente no caso de Pedro, que argumentou que todos os outros poderiam abandoná-Lo, mas ele não o faria. Contudo, com a linguagem solene, Jesus predisse que Pedro O negaria três vezes antes que o galo cantasse duas vezes. A predição desempenharia um papel crucial na cena do julgamento de Jesus e da negação de Pedro; portanto, também tem relevância nesse texto.

O que aprendemos com as promessas que fazemos a Deus e não cumprimos?

Segunda-feira, 09 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Inesquecível

Lições da Bíblia1:

1. Qual é a relação entre as duas histórias relatadas em Marcos 14:1-11?

Marcos 14:1-11 (NAA)2: “1 Dois dias depois seria celebrada a Páscoa e a Festa dos Pães sem Fermento. Os principais sacerdotes e os escribas procuravam uma forma de prender Jesus, à traição, para matá-lo. 2 Pois diziam: — Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo. 3 Quando Jesus estava em Betânia, fazendo uma refeição na casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, trazendo um frasco feito de alabastro com um perfume muito valioso, de nardo puro; e, quebrando o frasco, derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus. 4 Alguns dos que estavam ali ficaram indignados e diziam entre si: — Para que este desperdício de perfume? 5 Este perfume poderia ter sido vendido por mais de trezentos denários, para ser dado aos pobres. E murmuravam contra ela. 6 Mas Jesus disse: — Deixem a mulher em paz! Por que vocês a estão incomodando? Ela praticou uma boa ação para comigo. 7 Porque os pobres estarão sempre com vocês, e, quando quiserem, podem fazer-lhes o bem, mas a mim vocês nem sempre terão. 8 Ela fez o que pôde: ungiu o meu corpo antecipadamente para a sepultura. 9 Em verdade lhes digo que, onde for pregado em todo o mundo o evangelho, também será contado o que ela fez, para memória dela. 10 E Judas Iscariotes, um dos doze, foi falar com os principais sacerdotes, para lhes entregar Jesus. 11 Eles, ouvindo isto, se alegraram e prometeram dar dinheiro a ele; nesse meio tempo, Judas buscava uma boa ocasião para entregar Jesus.

Faltavam dois dias para a Páscoa (Mc 14:1). Essa reunião pode ter ocorrido entre terça e quarta-feira daquela semana. Os líderes tinham um plano e um cronograma. Só precisavam de um meio para atingir esse objetivo. Esse meio seria surpreendente.

Essa passagem é a quinta “história em formato de sanduíche” em Marcos (ver lição 3). A história da conspiração contra Jesus está ligada à história de uma mulher que unge Sua cabeça com perfume precioso. Dois personagens paralelos realizaram ações opostas, exibindo um contraste irônico.

Marcos não revela o nome dessa mulher. Sua dádiva a Jesus contrasta com a artimanha de Judas ao trair o Senhor. Judas é mencionado como um dos doze. O valor do presente dela é mencionado; o preço dele é apenas uma promessa de dinheiro.

Nenhuma razão é dada para a mulher ter feito isso, mas os convidados do jantar ficaram horrorizados com o que consideraram o desperdício de quase um ano de salário ao derramar o perfume sobre Jesus. O Senhor, porém, a defendeu dizendo que o ato dela seria incluído na pregação do evangelho em todo o mundo, em memória dela. Seria algo inesquecível. Os quatro evangelhos contam essa história de uma forma ou de outra, provavelmente por causa das palavras de Jesus em memória do seu feito.

A traição de Judas também foi inesquecível. Marcos dá a entender que a motivação dele foi a ganância. O Evangelho de João deixa isso explícito (Jo 12:4-6).

Marcos faz um trocadilho com a palavra “bom” para ilustrar que duas motivações ou tramas diferentes estavam em jogo nessas histórias. Em Marcos 14:6, Jesus chamou a ação da mulher de “boa” (kalon, em grego, que também pode ser traduzida como “bela”). Depois, Ele disse que sempre poderemos fazer o “bem” para os pobres (Mc 14:7) e chamou a ação da mulher de parte do “evangelho”, que significa “boas-novas” (Mc 14:9). Por último, em Marcos 14:11, Judas procurou uma “boa ocasião” para trair Jesus. Esse jogo de palavras indica que a conspiração humana para destruir o Messias se tornaria parte da história do evangelho, porque estava cumprindo a vontade de Deus ao dar Seu Filho para a salvação da humanidade.

Como Romanos 8:28 ajuda a explicar esses acontecimentos?

Rm 8.28 (NAA): “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”

Domingo, 08 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Levado e julgado

Lições da Bíblia1:

“E dizia: – Aba, Pai, tudo Te é possível; passa de Mim este cálice! Porém não seja o que Eu quero, e sim o que Tu queres” (Mc 14:36).

Os capítulos 14 a 16 de Marcos são conhecidos como “narrativa da Paixão” porque descrevem o sofrimento, a morte e a ressurreição de Jesus. Conforme observado na lição 9, os últimos seis capítulos de Marcos cobrem apenas cerca de uma semana. A maioria dos eventos de Marcos 14 a 16 ocorreram entre quinta e sexta-feira da Semana da Paixão. A morte de Jesus ocorreu na sexta-feira, e Sua ressurreição, no domingo.

A lição desta semana se concentra em Marcos 14, começando com a quinta “história em formato de sanduíche” desse evangelho, que liga duas ações opostas relacionadas a Jesus. Isso é seguido pela última ceia e, depois, pelo conflito espiritual de Cristo no Getsêmani. Ali Ele foi preso e levado perante os líderes para ser julgado. A cena do julgamento está ligada à negação de Jesus por Pedro, que forma a sexta e última das histórias em formato de sanduíche relatadas em Marcos. Mais uma vez, ocorreram duas ações opostas, mas, por ironia, elas transmitem a mesma verdade.

Ao longo da narrativa, dois enredos contrastantes andam de mãos dadas. Em estilo bastante cristalino, Marcos apresenta ao leitor essas tramas conflitantes enquanto revela o triunfo de Jesus.

Sábado, 07 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Os últimos dias – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 503-511 (“Sinais da segunda vinda de Cristo”).

Estão acontecendo coisas perturbadoras. As pessoas estão assustadas. Com uma espécie de “rastreamento interno” dos acontecimentos, como usar esses fatos para apontar às pessoas a esperança que temos em Jesus e a promessa de Sua vinda?

“Como não sabemos o tempo exato de Sua vinda, somos advertidos a vigiar. […] (Lc 12:37). Os que vigiam, à espera da vinda do Senhor, não aguardam de forma ociosa. A expectativa pela vinda de Cristo deve levar as pessoas a temer ao Senhor, bem como Seus juízos contra a transgressão. Deve despertá-las para o grande pecado de rejeitar Sua oferta de misericórdia. Os que aguardam o Senhor purificam o coração pela obediência à verdade. Com a vigilante espera, combinam ativo serviço. […] Seu zelo é renovado para colaborar com as forças divinas para a salvação de pessoas. Esses são os sábios e fiéis servos que dão ‘o sustento a seu tempo’ (v. 42) à casa do Senhor. Estão declarando a verdade especialmente relevante para este tempo. Como Enoque, Noé, Abraão e Moisés declararam a verdade para seu tempo, assim os servos de Cristo hoje darão a advertência especial para esta geração” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 509).

Perguntas para consideração

Estamos doando para a obra de Deus do que nos sobra ou estamos ofertando com sacrifício, à semelhança da viúva pobre? Por que isso é importante?

Por que Deus tem permitido que Seu povo seja perseguido? O tema do grande conflito nos ajuda a entender, de alguma forma, por que existe a perseguição?

Que sinais da volta de Cristo se destacam no mundo atual?

Depois que as pessoas morrem, qual será a próxima coisa que verão? Essa ideia não nos mostra que, para cada pessoa, a volta de Cristo está sempre muito próxima?

Sexta-feira, 06 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A vinda do Filho do Homem

Lições da Bíblia1:

7. Leia Marcos 13:24-32. Que grande evento é descrito nessa passagem?

Marcos 13:24-32 (NAA)2: “24 — Mas, naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, 25 as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados. 26 Então verão o Filho do Homem vindo nas nuvens, com grande poder e glória. 27 E então ele enviará os anjos e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu. 28 — Aprendam, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, vocês sabem que o verão está próximo. 29 Assim, também vocês, quando virem acontecer essas coisas, saibam que está próximo, às portas. 30 Em verdade lhes digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. 31 Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. 32 — Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai.”

O evento será a volta de Jesus, antecedida por vários sinais. As profecias do NT apontam para esse evento. Paulo o descreveu (1Ts 4:13-18) ao dizer que os que dormiram em Cristo serão ressuscitados e arrebatados com os vivos para encontrar Jesus nos ares. Ele falou sobre a ressurreição (1Co 15), que ocorrerá na volta de Cristo.

Pedro também descreveu esse grande dia em 2 Pedro 3:3-13, explicando que o Senhor não demora em cumprir Sua promessa, mas deseja que todos se arrependam. O Apocalipse contém descrições vívidas do retorno de Cristo (Ap 1:7; 6:12-17; 14:14-20; 19:11-21). O ensino consistente do NT é que a volta de Cristo será um evento pessoal, literal, visível e audível. Todos O verão quando Ele vier.

No entanto, o que Jesus quer dizer com “esta geração” (Mc 13:30) e “aquele dia” (Mc 13:32)? Essas palavras trazem preocupação a muitas pessoas, porque obviamente a geração a quem Jesus Se dirigiu já morreu há muito tempo.

Várias respostas foram propostas: (1) a palavra “geração” poderia se referir a um grupo étnico, nesse caso os judeus. Isso significaria que os judeus não desapareceriam antes da volta de Cristo; (2) a geração das pessoas que vissem todos os sinais se cumprindo não morreria antes da volta de Cristo.

Uma proposta mais simples é: (3) Jesus ligou a palavra “isto” a “esta geração” (Mc 13:30) e a palavra “aquele” a “aquele dia” (Mc 13:32). Em Marcos 13, as palavras “isto”, “essas coisas” e semelhantes (em grego, houtos, haute, touto) ocorrem principalmente nos versos 1 a 13 (Mc 13:4, 8), que descrevem os eventos que levaram à destruição de Jerusalém. Por outro lado, a palavra “aquele” (em grego, ekeinos) caracteriza a última parte do capítulo (Mc 13:19, 24), que descreve a volta de Jesus.

Assim, “esta geração” provavelmente se refira à geração do primeiro século, que viu a destruição de Jerusalém, como descreve Marcos 13:30. Contudo, Marcos 13:32 se refere à segunda vinda de Cristo, que estava mais distante do primeiro século. Consequentemente, Marcos 13:32 usa a palavra “aquele dia” para se referir a eventos que estavam mais distantes do primeiro século.

Quinta-feira, 05 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A grande tribulação

Lições da Bíblia1:

Leia Marcos 13:19. A que esse verso se refere?

Marcos 13:19 (NAA)2: “Porque aqueles dias serão de tamanha tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo criado por Deus até agora e nunca jamais haverá.”

Marcos 13:14, com sua predição sobre o abominável da desolação, é uma espécie de ponto de apoio em torno do qual gira o capítulo (ver o estudo de terça-feira). Marcos 13:19 também marca um ponto de transição, pois fala de uma grande tribulação que não teria igual desde a criação do mundo. Seria uma perseguição maior e mais extensa do que a que ocorreu na queda de Jerusalém. O tempo verbal de Marcos 13:19 também muda para o futuro, apontando para eventos ainda mais distantes da época de Jesus.

Assim como Marcos 13:14 nos leva à profecia de Daniel 9, a grande perseguição descrita em Marcos 13:19-23 remete às profecias de Daniel 7 e 8, que predizem que o poder do chifre pequeno perseguiria o povo de Deus por “um tempo, tempos e metade de um tempo” (Dn 7:25). Esse período profético de 1.260 dias simbólicos equivale a 1.260 anos literais (Nm 14:34; Ez 4:6). Ele se estendeu de 538 d.C. até 1798 d.C., ano em que Napoleão enviou seu general para levar o papa cativo. Durante esse período de 1.260 anos, o poder do chifre pequeno perseguiu e matou aqueles que não concordavam com o seu sistema de governo eclesiástico.

6. Que esperança Deus oferece no tempo de perseguição e que advertência Ele dá enquanto esse período chega ao fim? Mc 13:20-23

Mc 13:20-23 (NAA)2: “20 Se o Senhor não tivesse abreviado aqueles dias, ninguém seria salvo. Mas, por causa dos eleitos que ele escolheu, Deus abreviou tais dias. 21 Então, se alguém disser a vocês: “Olhem! Aqui está o Cristo!” ou: “Olhem! Ali está ele!”, não acreditem. 22 Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos. 23 Estejam de sobreaviso; tudo isso tenho predito a vocês.”

Marcos 13:20 diz que a perseguição do povo de Deus teria seu tempo diminuído. A perseguição diminuiu após a Reforma Protestante. À medida que o poder do chifre pequeno diminuía, mais pessoas aderiram às reformas espirituais. Mas o poder do chifre pequeno aumentaria novamente, como vemos em Apocalipse 13.

Jesus alertou sobre a ameaça dos falsos cristos e falsos profetas, que surgiriam antes que Ele voltasse. Jesus advertiu Seus seguidores para tomarem cuidado com eles.

Quando Jesus advertiu sobre falsos cristos, a igreja mal havia começado, mas Sua previsão surpreendente tem se cumprido. Isso aumenta sua confiança na Bíblia?

Quarta-feira, 04 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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