No ventre do grande peixe

Lições da Bíblia

“A experiência de três dias no ventre do grande peixe se tornou um tipo da morte e da ressurreição de Cristo (Jo 1:17–2:10; Mt 12:40). Deus providenciou e dirigiu o grande peixe. Embora haja relatos de pessoas que sobreviveram no mar após terem sido engolidas por uma baleia, precisamos nos lembrar de que foi Deus que providenciou aquele peixe específico e que foi Seu poder miraculoso que preservou Seu servo enquanto estava no interior do peixe. Isto é, no fim das contas, esse foi um evento miraculoso que só pôde ocorrer por meio da intervenção sobrenatural do Senhor, que é revelado ao longo de toda a Bíblia como um Deus pessoal que, de fato, intervém miraculosamente na vida das pessoas.”1

“Há evidências de que a expressão ‘três dias e três noites’ era uma antiga figura de linguagem que expressava o tempo necessário para a viagem imaginária até o Sheol, nome hebraico para o domínio dos mortos. Considerando o que lhe aconteceu, Jonas de fato esteve, para todos os efeitos, morto.”1

“No ventre do peixe, Jonas começou a orar. Inutilmente, o capitão havia insistido com Jonas: ‘Invoca o teu Deus’ (Jn 1:6). Agora, numa situação desesperadora, Jonas começou a orar seriamente. Foi preciso algo assim, desesperador, para finalmente levá-lo a fazer o que ele devia ter feito o tempo todo. Um resumo da oração de Jonas foi preservado na forma de um salmo de ação de graças. Tais salmos comumente incluem cinco partes: (1) introdução; (2) descrição da angústia; (3) clamor a Deus por ajuda; (4) relato da atuação de Deus; e (5) a promessa de cumprir qualquer voto que tenha sido feito e de testemunhar da atuação salvadora de Deus. Isto é: ‘Senhor, se me livrares disto, prometo fazer tal e tal coisa.’ Quem nunca orou assim? A pergunta é: Você cumpriu o que prometeu?”1

“4. Leia Mateus 12:40. Como Jesus tomou a história de Jonas e a aplicou a Si mesmo? Leia também Jo 2:19-22.”1 Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra.” (Mateus 12:40 ARA)2. “19 Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei. 20 Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás? 21 Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo. 22 Quando, pois, Jesus ressuscitou dentre os mortos, lembraram-se os seus discípulos de que ele dissera isto; e creram na Escritura e na palavra de Jesus.” (João 2:19-22 ARA)2. “Como Jonas esteve ‘sepultado’ no ventre do peixe durante três dias, mas depois ‘ressurgiu’ ao ser vomitado na praia, Cristo ficaria sepultado e depois ressuscitaria.1

“O capítulo termina com as palavras: ‘Falou, pois, o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra’ (Jn 2:10). A ordem de Deus para o grande peixe produziu o que os marinheiros bem-intencionados não conseguiram fazer por Jonas. Da mesma forma que Cristo ordenou aos discípulos, após Sua ressurreição, que fossem a todo o mundo, Jonas, após sua aventura subaquática, foi aos pagãos e se tornou o mais bem-sucedido missionário do Antigo Testamento. O livramento de Jonas deu testemunho da misericórdia salvadora de Deus. Sua chegada à praia, envolto em algas marinhas, testificou da determinação divina em salvar da morte até os pecaminosos assírios.”1

Terça-feira, 21 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um dos primeiros missionários

Lições da Bíblia

“‘Vá a Nínive!’, foi a ordem de Deus a Jonas. No Antigo Testamento, geralmente o apelo de Deus às nações era que fossem a Sião. Seu plano original era que Israel vivesse sua religião, o que tornaria a nação tão atrativa que outras nações iriam até eles em busca de orientação (Is 56:7).”1

“Jonas, como precursor dos discípulos do Novo Testamento (Mt 28:18-20), recebeu a ordem de ir a Nínive, que para ele parecia um centro imundo de idolatria, brutalidade e totalitarismo. Jonas fez preparativos detalhados para ir em direção ao oeste, por mar, embora Deus lhe tivesse ordenado que fosse em direção ao leste, por terra. Jonas, o profeta relutante, fugiu na direção oposta.”1

3. Leia Jonas 1:3-17. Que lições podemos obter dessa impressionante narrativa?1 “3 Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR. 4 Mas o SENHOR lançou sobre o mar um forte vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava a ponto de se despedaçar. 5 Então, os marinheiros, cheios de medo, clamavam cada um ao seu deus e lançavam ao mar a carga que estava no navio, para o aliviarem do peso dela. Jonas, porém, havia descido ao porão e se deitado; e dormia profundamente. 6 Chegou-se a ele o mestre do navio e lhe disse: Que se passa contigo? Agarrado no sono? Levanta-te, invoca o teu deus; talvez, assim, esse deus se lembre de nós, para que não pereçamos. 7 E diziam uns aos outros: Vinde, e lancemos sortes, para que saibamos por causa de quem nos sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas. 8 Então, lhe disseram: Declara-nos, agora, por causa de quem nos sobreveio este mal. Que ocupação é a tua? Donde vens? Qual a tua terra? E de que povo és tu? 9 Ele lhes respondeu: Sou hebreu e temo ao SENHOR, o Deus do céu, que fez o mar e a terra. 10 Então, os homens ficaram possuídos de grande temor e lhe disseram: Que é isto que fizeste! Pois sabiam os homens que ele fugia da presença do SENHOR, porque lho havia declarado. 11 Disseram-lhe: Que te faremos, para que o mar se nos acalme? Porque o mar se ia tornando cada vez mais tempestuoso. 12 Respondeu-lhes: Tomai-me e lançai-me ao mar, e o mar se aquietará, porque eu sei que, por minha causa, vos sobreveio esta grande tempestade. 13 Entretanto, os homens remavam, esforçando-se por alcançar a terra, mas não podiam, porquanto o mar se ia tornando cada vez mais tempestuoso contra eles. 14 Então, clamaram ao SENHOR e disseram: Ah! SENHOR! Rogamos-te que não pereçamos por causa da vida deste homem, e não faças cair sobre nós este sangue, quanto a nós, inocente; porque tu, SENHOR, fizeste como te aprouve. 15 E levantaram a Jonas e o lançaram ao mar; e cessou o mar da sua fúria. 16 Temeram, pois, estes homens em extremo ao SENHOR; e ofereceram sacrifícios ao SENHOR e fizeram votos. 17 Deparou o SENHOR um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites no ventre do peixe.” (Jonas 1:3-17 ARA)2. “Não podemos fugir do Senhor, e mesmo que tentemos fazer isso, Ele irá atrás de nós e dirigirá os acontecimentos de forma que possa nos salvar. Deus amava e queria salvar tanto Jonas quanto os ninivitas.1

“A resposta de Deus para a fuga de Jonas veio na forma de uma grande tempestade. Os ventos obedeciam ao Criador, embora Seu profeta não Lhe obedecesse (Mc 4:41). Jonas dormiu durante a tempestade, enquanto a tripulação pagã orava (Jn 1:14). Com honestidade, Jonas confessou que havia causado a calamidade e testemunhou do verdadeiro Deus e criador. Note que sua resposta: ‘Sou hebreu’, se referia tanto à sua religião quanto à sua nacionalidade. Em seu medo ante o furor da tempestade, os marinheiros pagãos tentaram salvar a si mesmos e aos passageiros, e mostraram compaixão por Jonas, resistindo em obedecer às instruções dele para que o lançassem ao mar (o profeta relutante estava disposto a se sacrificar para salvar os outros.) Quando eles finalmente fizeram o que Jonas havia dito, a tempestade cessou e o mar se acalmou (v. 15). Os marinheiros, espantados, se tornaram os primeiros conversos de Jonas ao seu Deus, que pôde atuar por meio do profeta mesmo enquanto ele fugia de seu chamado.”1

“A salvação de Jonas foi tão miraculosa quanto a do navio. Deus preparou ‘um grande peixe’. O original hebraico não especifica que tipo de peixe salvou Jonas engolindo-o. O episódio de Jonas no ventre do peixe é certamente o mais conhecido dessa história; contudo, ele não deve ofuscar a mensagem mais profunda do livro, de que Deus ama todas as pessoas, Se importa com elas e deseja sua salvação.”1

“A conclusão de tudo é que há somente um Deus, o Criador dos céus e da Terra (Is 44:8; 45:5, 6). Adorar qualquer outra coisa é idolatria e erro. Qualquer outro ‘deus’ a quem alguém orar é imaginário e constitui mentira. Por que é tão importante compreender e internalizar essa verdade, especialmente no contexto da missão?”1

Segunda-feira, 20 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O profeta falho

Lições da Bíblia

“1. O que 2 Reis 14:25 fala sobre Jonas? Sob que perspectiva ele é apresentado?”1 Restabeleceu ele os limites de Israel, desde a entrada de Hamate até ao mar da Planície, segundo a palavra do SENHOR, Deus de Israel, a qual falara por intermédio de seu servo Jonas, filho de Amitai, o profeta, o qual era de Gate-Hefer.” (2 Reis 14:25 ARA)2. “Diz que ele era um servo de Deus, um profeta cuja predição a respeito de Jeroboão se cumpriu, e que era da cidade de Gate-Hefer, cidade cujo território posteriormente passou a pertencer à Galileia.

“No Antigo Testamento, além do livro de Jonas, o profeta é mencionado apenas em mais uma passagem: 2 Reis 14:25. Ali ele é honrado como um profeta que predisse que Israel iria recapturar um território tomado pela Síria.”1

“Jonas nasceu em Gate-Hefer (expressão hebraica que significa ‘lagar na poça d’água’), uma cidade em Zebulom, no norte de Israel, que ficava a apenas alguns quilômetros de Nazaré. Isso significa que tanto Jesus quanto Jonas foram profetas galileus, embora separados por um período de cerca de 750 anos.”1

“2. Leia Jonas 1:1-3, 9-12; 3:3-10; 2:1-9. Que quadro esses versos apresentam sobre Jonas, quanto aos aspectos bons e aos ruins?”1 “1 Veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: 2 Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. 3 Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR. […] 9 Ele lhes respondeu: Sou hebreu e temo ao SENHOR, o Deus do céu, que fez o mar e a terra. 10 Então, os homens ficaram possuídos de grande temor e lhe disseram: Que é isto que fizeste! Pois sabiam os homens que ele fugia da presença do SENHOR, porque lho havia declarado. 11 Disseram-lhe: Que te faremos, para que o mar se nos acalme? Porque o mar se ia tornando cada vez mais tempestuoso. 12 Respondeu-lhes: Tomai-me e lançai-me ao mar, e o mar se aquietará, porque eu sei que, por minha causa, vos sobreveio esta grande tempestade.” (Jonas 1:1-3, 9-12 ARA)2; “3 Levantou-se, pois, Jonas e foi a Nínive, segundo a palavra do SENHOR. Ora, Nínive era cidade mui importante diante de Deus e de três dias para percorrê-la. 4 Começou Jonas a percorrer a cidade caminho de um dia, e pregava, e dizia: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida. 5 Os ninivitas creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor. 6 Chegou esta notícia ao rei de Nínive; ele levantou-se do seu trono, tirou de si as vestes reais, cobriu-se de pano de saco e assentou-se sobre cinza. 7 E fez-se proclamar e divulgar em Nínive: Por mandado do rei e seus grandes, nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem os levem ao pasto, nem bebam água; 8 mas sejam cobertos de pano de saco, tanto os homens como os animais, e clamarão fortemente a Deus; e se converterão, cada um do seu mau caminho e da violência que há nas suas mãos. 9 Quem sabe se voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos? 10 Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez.” (Jonas 3:3-10 ARA)2; “1 Então, Jonas, do ventre do peixe, orou ao SENHOR, seu Deus, 2 e disse: Na minha angústia, clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do abismo, gritei, e tu me ouviste a voz. 3 Pois me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas passaram por cima de mim. 4 Então, eu disse: lançado estou de diante dos teus olhos; tornarei, porventura, a ver o teu santo templo? 5 As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou; e as algas se enrolaram na minha cabeça. 6 Desci até aos fundamentos dos montes, desci até à terra, cujos ferrolhos se correram sobre mim, para sempre; contudo, fizeste subir da sepultura a minha vida, ó SENHOR, meu Deus! 7 Quando, dentro de mim, desfalecia a minha alma, eu me lembrei do SENHOR; e subiu a ti a minha oração, no teu santo templo. 8 Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso. 9 Mas, com a voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao SENHOR pertence a salvação!” (Jonas 2:1-9 ARA)2. “Aspectos ruins: Jonas desprezou os ninivitas, foi rebelde diante da ordem de Deus e fugiu da missão porque desejava o mal para os assírios; aspectos bons: admitiu seu erro diante dos marinheiros, declarou sua fé em Deus, enfrentou as consequências de seus atos, ao pedir que o jogassem ao mar, humilhou-se no ventre do peixe e se dispôs a cumprir a ordem de Deus.1

Jonas surge como uma estranha mistura de  força e fraqueza: teimoso e rebelde, mas disposto a ser ensinado e a obedecer. Ele foi leal a Deus, corajoso, e acreditava no poder da oração, mas também tinha a mente estreita, era egoísta e vingativo. Embora Jonas seja descrito como servo do Senhor em 2 Reis 14:25, apresenta uma imagem triste e trágica no livro que traz seu nome. O fato de ele ser descrito de maneira tão franca é uma evidência da integridade e da confiabilidade da Bíblia. A tendência natural e humana de um escritor seria obscurecer e esconder os aspectos menos aceitáveis dos heróis bíblicos. Mas, sob a inspiração do Espírito, os autores da Bíblia apresentam tanto os aspectos valiosos como os desprezíveis na vida das pessoas para ilustrar a verdade de que, não importa quão fracos e repulsivos tenham sido esses personagens, quando se dispuseram, Deus foi capaz de atuar por meio deles.”1

“Que outros personagens bíblicos Deus usou, apesar de suas falhas de personalidade? Que esperança podemos encontrar no fato de que Deus usou pessoas falhas e defeituosas para trabalhar em Sua obra de alcançar pessoas?”1

Domingo, 19 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A saga de Jonas

Lições da Bíblia

Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que O teme e faz o que é justo Lhe é aceitável” (At 10:34, 35).1

“A saga de Jonas é o relato de um profeta hebreu que atuou muito além de sua zona de conforto. Tendo vivido durante o reinado de Jeroboão II, cerca de 750 a.C. (2Rs 14:25), Jonas é o único profeta do Antigo Testamento, do qual temos conhecimento, que foi diretamente chamado para ser missionário em outro país. A verdade de que o Criador de todas as nações não pretendia limitar a salvação apenas ao Seu povo escolhido é declarada repetidamente no Antigo Testamento, especialmente em Isaías e em Salmos, embora a teologia israelita popular da época de Jonas não aceitasse que também era plano de Deus que os gentios participassem da salvação. Mesmo nos tempos do Novo Testamento, para os crentes judeus, essa foi uma lição difícil de aprender.”1

“Nos quatro capítulos de seu livro, lemos um relato franco da relutante expe­riência pioneira que Jonas teve como missionário em terras estrangeiras, tanto em seus aspectos positivos quanto negativos. Ali é preservada a atitude interior de uma pessoa, sua reação humana ao chamado de Deus, e também é apresentado um poderoso apelo em favor da necessidade das missões estrangeiras. Emergem do livro algumas diretrizes para os missionários em terras estrangeiras e para as testemunhas que atuam num contexto transcultural, e o livro também indica soluções para algumas das questões e problemas enfrentados pelos missionários modernos.”1

Incentive alguém em sua igreja a se tornar colportor-evangelista e se envolver no cumprimento da missão. Cultive o hábito de doar livros missionários aos seus amigos.

Sábado, 18 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

A missionária inesperada – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

Estudo adicional

“‘Séculos depois de haver Naamã retornado a sua pátria, curado no corpo e no espírito, sua maravilhosa fé foi referida e louvada pelo Salvador como uma lição objetiva para todo aquele que professa servir a Deus. ‘Muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu’, o Salvador declarou, ‘e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o sírio’ (Lc 4:27, ARC). Deus passou por alto muitos leprosos em Israel, porque sua incredulidade lhes fechou a porta do benefício. Um nobre pagão que havia sido fiel a suas convicções do direito, e que sentiu necessidade de auxílio, foi, à vista de Deus, mais digno de Sua bênção do que os afligidos em Isra­­­­­­el, que haviam subestimado e menosprezado os privilégios que lhes haviam sido dados por Deus. Deus age em benefício dos que apreciam Seus favores e respondem à luz que lhes é concedida do Céu’ (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 252, 253).”1

Perguntas para reflexão

“1. Há muita discussão sobre o que aconteceu após a cura de Naamã. Em 2 Reis 5:17-19, Naamã fez uma poderosa confissão de fé, dizendo: ‘Nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao Senhor’ (v. 17). Contudo, logo depois ele disse: ‘Quando o meu senhor entra na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encosta na minha mão, e eu também me tenha de encurvar na casa de Rimom, quando assim me prostrar na casa de Rimom, nisto perdoe o Senhor a teu servo’ (v. 18). Quais são as implicações da resposta de Eliseu? Até que ponto os missionários cristãos têm de exercer paciência e compreensão para com os novos conversos, especialmente quando esses vêm de um contexto religioso e cultural diferente?”1

“2. Com que rapidez deve ocorrer a mudança no estilo de vida dos novos conversos? ‘A viúva de Sarepta e Naamã da Síria tinham vivido à altura de toda a luz que possuíam; assim, eles foram considerados mais justos que o povo escolhido de Deus que se tinha desviado dEle, e sacrificado o princípio à conveniência e à honra mundana’ (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 416).”1

“3. A cura e a salvação vieram a Naamã por meio de uma fé revelada por suas obras. Qual é a relação entre fé e obras? Por que é importante compreender os papéis fundamentais, mas distintos, de ambas na experiência da salvação?”1

Sexta-feira, 17 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

Um novo cristão

Lições da Bíblia

“6. ‘Agora sei que não há Deus em nenhum outro lugar, senão em Israel. Por favor, aceita um presente do teu servo’ (2Rs 5:15, NVI). De que modo essas palavras ajudam a revelar a experiência da salvação? Ap 14:12; 1Jo 5:2, 3; Rm 6:1”1 Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Apocalipse 14:12 ARA)2; “2 Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. 3 Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos,” (1 João 5:2, 3 ARA)2; “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?” (Romanos 6:1 ARA)2. “A fé em Deus e o amor a Ele se revelam na obediência à Sua vontade e em atos que indicam nossa gratidão.1

“Teria sido fácil para Naamã retornar diretamente do Jordão para Damasco após sua cura. Contudo, como um gesto de gratidão, ele e seus acompanhantes voltaram à casa do profeta. Dessa vez encontraram Eliseu em pessoa. A confissão de que o Deus de Israel é soberano no mundo é o principal tema da Bíblia. Essas palavras, vindas de um pagão, constituem um dos pontos altos na revelação do Antigo Testamento. A conversão de Naamã deixou claro que sua nova experiência tinha que estar ligada ao Deus de Israel. O profeta era israelita, o rio era o mais importante de Israel e o número sete era uma ligação clara com o Deus da criação. O que vemos em Naamã é um exemplo de como a verdadeira fé atua: Ele recebeu algo que nunca poderia ter obtido por si mesmo. O fato de que Eliseu recusou os presentes (2Rs 5:16) foi uma forma de mostrar que a salvação não pode ser obtida por esforço nem comprada, mas é inteiramente pela graça de Deus. Ao mesmo tempo, contudo, a disposição de Naamã em dar algo para Eliseu pelo que este lhe havia feito mostra a resposta de fé e gratidão pelo que lhe havia sido concedido. Eliseu recusou o presente. Nisso, seguiu o exemplo de Abraão, que ajudou os reis pagãos, mas recusou as recompensas, afirmando que ninguém devia ser capaz de dizer: ‘Eu enriqueci a Abrão’ (Gn 14:23). Eliseu sabia que a aceitação de um presente teria estragado a lição que Naamã devia aprender. A cura era obra de Deus e um ato de pura graça.”1

“‘Se aceitamos a Cristo como redentor, precisamos aceitá-Lo como soberano. Não podemos ter certeza e perfeita confiança em Cristo como nosso Salvador enquanto não O reconhecermos como nosso Rei e formos obedientes a Seus mandamentos. Assim evidenciamos nossa lealdade a Deus. Nossa fé tem, então, o timbre genuíno, pois é uma fé operante. Ela atua pelo amor’ (Ellen G. White, Fé e Obras, p. 16).”1

“Se os outros olhassem para sua vida, veriam nela uma prova de seu amor a Deus como resposta ao que Ele fez por você em Cristo?”1

Quinta-feira, 16 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A cura de Naamã

Lições da Bíblia

“5. Leia 2 Reis 5:11-14. O que esse relato nos ensina sobre Naamã e algumas das lições que ele tinha que aprender? O que podemos extrair dele para nossa vida?”1 “11 Naamã, porém, muito se indignou e se foi, dizendo: Pensava eu que ele sairia a ter comigo, pôr-se-ia de pé, invocaria o nome do SENHOR, seu Deus, moveria a mão sobre o lugar da lepra e restauraria o leproso. 12 Não são, porventura, Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não poderia eu lavar-me neles e ficar limpo? E voltou-se e se foi com indignação. 13 Então, se chegaram a ele os seus oficiais e lhe disseram: Meu pai, se te houvesse dito o profeta alguma coisa difícil, acaso, não a farias? Quanto mais, já que apenas te disse: Lava-te e ficarás limpo. 14 Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, consoante a palavra do homem de Deus; e a sua carne se tornou como a carne de uma criança, e ficou limpo.” (2 Reis 5:11-14 ARA)2. “Naamã ficou indignado porque, em vez de recebê-lo pessoalmente, Eliseu apenas mandou um servo dizer-lhe que se lavasse no Jordão. Ele tinha que aprender a renunciar ao orgulho e se submeter a Deus em fé e obediência.1

“Se o profeta Eliseu tivesse ido pessoalmente encontrar seu eminente visitante Naamã e se tivesse empregado gestos de exorcismo, acompanhados de fórmulas mágicas e outros rituais tão comuns nas religiões pagãs, talvez Naamã não tivesse hesitado. Mas dois aspectos de sua recepção o insultaram. O profeta não só não saiu pessoalmente da casa para encontrar Naamã, mas também lhe disse que o lugar em que ocorreria a cura de sua lepra seria o rio Jordão.”1

“Do ponto de vista da diplomacia, Naamã estava certo. Eliseu devia ter saído de casa para cumprimentá-lo. Além disso, os rios de Damasco eram, sem dúvida, melhores, já que suas águas eram mais claras do que as do lamacento Jordão. Contudo, por meio de Eliseu, Deus enviou Naamã ao Jordão, um rio de Israel. Todo o processo de cura tinha o objetivo de demonstrar, primeiramente, que havia um profeta do verdadeiro Deus em Israel e, depois, que Ele recompensava a obediência acompanhada de fé.”1

“A comitiva de Naamã o convenceu a se submeter a seu novo e divino ‘comandante’ e a, pelo menos, fazer uma tentativa. O argumento deles, de que se a cura sugerida tivesse sido complicada ele a teria enfrentado, o convenceu. Deve ter sido difícil para Naamã engolir seu orgulho para dar ouvidos a uma menina escrava, a um profeta estrangeiro que mostrou pouca deferência para com ele e, finalmente, a seus próprios servos. Mas ele estava desesperado em busca de cura.”1

“‘Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, consoante a palavra do homem de Deus; e a sua carne se tornou como a carne de uma criança, e ficou limpo’ (2Rs 5:14). A exigência inicial para a cura de Naamã era fé e obediência. Assim que ele venceu seu orgulho e obedeceu à vontade expressa de Deus, banhando-se sete vezes no lamacento Jordão, foi curado.”1

“Leia Romanos 6:4-11. A história de Naamã reflete alguns dos princípios ensinados nesses versos. Você já experimentou a realidade de uma nova vida em Cristo? Como isso ocorreu?”1

Quarta-feira, 15 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Eliseu, o profeta

Lições da Bíblia

“O ministério do profeta Eliseu no nono século a.C. chega até nós numa série de vários episódios que se estenderam por mais de 50 anos. A maior parte de sua atuação se passou à frente da escola dos profetas, e foi, principalmente, um ministério público. Incluiu a revelação de sinais e maravilhas, tanto em nível pessoal quanto nacional. Eliseu foi um profeta cujo conselho e ajuda eram procurados tanto por reis quanto por pessoas comuns.”1

“4. Leia 2 Reis 2:1-15. O que a passagem diz sobre o chamado e o ministério de Eliseu?”1 “1 Quando estava o SENHOR para tomar Elias ao céu por um redemoinho, Elias partiu de Gilgal em companhia de Eliseu. 2 Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Betel. Respondeu Eliseu: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, desceram a Betel. 3 Então, os discípulos dos profetas que estavam em Betel saíram ao encontro de Eliseu e lhe disseram: Sabes que o SENHOR, hoje, tomará o teu senhor, elevando-o por sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos. 4 Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Jericó. Porém ele disse: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, foram a Jericó. 5 Então, os discípulos dos profetas que estavam em Jericó se chegaram a Eliseu e lhe disseram: Sabes que o SENHOR, hoje, tomará o teu senhor, elevando-o por sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos. 6 Disse-lhe, pois, Elias: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou ao Jordão. Mas ele disse: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, ambos foram juntos. 7 Foram cinqüenta homens dos discípulos dos profetas e pararam a certa distância deles; eles ambos pararam junto ao Jordão. 8 Então, Elias tomou o seu manto, enrolou-o e feriu as águas, as quais se dividiram para os dois lados; e passaram ambos em seco. 9 Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti. Disse Eliseu: Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito. 10 Tornou-lhe Elias: Dura coisa pediste. Todavia, se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não me vires, não se fará. 11 Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. 12 O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, tomando as suas vestes, rasgou-as em duas partes. 13 Então, levantou o manto que Elias lhe deixara cair e, voltando-se, pôs-se à borda do Jordão. 14 Tomou o manto que Elias lhe deixara cair, feriu as águas e disse: Onde está o SENHOR, Deus de Elias? Quando feriu ele as águas, elas se dividiram para um e outro lado, e Eliseu passou. 15 Vendo-o, pois, os discípulos dos profetas que estavam defronte, em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. Vieram-lhe ao encontro e se prostraram diante dele em terra.” (2 Reis 2:1-15 ARA)2. “Ao ser chamado para substituir Elias, o profeta Eliseu pediu uma porção dupla do Espírito, reconhecendo que só Deus poderia capacitá-lo para a obra; logo outros reconheceram que ele havia recebido o mesmo Espírito que repousara sobre Elias.1

“Não há dúvida de que Eliseu foi chamado por Deus. Ele teve algumas experiências incríveis que devem ter confirmado em sua própria mente seu chamado. E o mais importante: seu pedido por uma ‘porção dupla’ do Espírito demonstrou sua consciência de que, para fazer o que fora chamado a realizar, ele precisaria do poder divino, porque, em si mesmo, era incapaz de cumprir. Assim, mesmo naquele tempo, esse homem de Deus entendeu o que Jesus disse muitos séculos mais tarde: ‘Eu Sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer’ (Jo 15:5). Essa é uma lição que todos precisamos aprender, não importa qual seja nossa posição na obra do Senhor.”1

“Obviamente, como podemos ver pela história do chamado de Eliseu, esse poder, de fato, lhe foi concedido. Assim, Eliseu revelou que tinha uma compreensão saudável e honesta de seu próprio papel e chamado quando declarou ao rei: Naamã ‘saberá que há profeta em Israel’ (2Rs 5:8).”1

“Também deve ter sido interessante a cena quando esse comandante militar e sua comitiva se apresentaram, em toda sua glória, à porta da casa de Eliseu, que provavelmente devia ser relativamente pequena e modesta em contraste com o luxo do qual Naamã desfrutava. Eliseu, contudo, não pareceu nada intimidado por Naamã e suas tropas. Na verdade, Eliseu nem mesmo saiu para conhecer seu poderoso visitante; em vez disso, enviou um mensageiro, que deu ao comandante militar uma ordem! A única recompensa por sua longa viagem desde Damasco foi uma instrução direta para que fosse ao Jordão e se banhasse! Mas ela foi acompanhada de uma promessa: ‘E ficarás limpo’ (v. 10). Sem dúvida, o orgulho desse homem importante foi ferido. Porém, talvez o propósito fosse exatamente esse.”1

Terça-feira, 14 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.