Escolhidos entre todos os povos

Lições da Bíblia1

“Porque vocês são povo santo para o Senhor, seu Deus. O Senhor, seu Deus, os escolheu, para que, de todos os povos que há sobre a Terra, vocês fossem o Seu povo próprio” (Dt 7:6).

Sem dúvida, o Senhor escolheu especificamente o povo hebreu para ser Seu representante especial na Terra. A palavra traduzida como “próprio” no verso acima, segulah, pode significar “propriedade valiosa” ou “tesouro peculiar”. Além disso, é crucial lembrar que essa escolha foi totalmente um ato de Deus, uma expressão de Sua graça. Não havia nada no povo em si que o fizesse merecer essa graça. Não poderia haver, pois a graça é imerecida.

1. Como Ezequiel 16:8 explicou a escolha do Senhor por Israel?

Ezequiel 16:8 (ARA)2: “Passando eu por junto de ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; estendi sobre ti as abas do meu manto e cobri a tua nudez; dei-te juramento e entrei em aliança contigo, diz o SENHOR Deus; e passaste a ser minha.

“Por que Israel foi escolhido por Yahweh? Isso era inexplicável. Israel era um pequeno povo sem grande cultura nem prestígio. Não possuía nenhuma qualidade pessoal especial que justificasse essa escolha. A eleição foi unicamente um ato de Deus […]. A principal causa para essa escolha está no mistério do amor divino. No entanto, o fato é que Deus amou Israel e o escolheu, honrando assim Sua promessa aos pais […]. Israel havia sido escolhido em virtude do amor de Yahweh para com ele. Foi libertado da escravidão no Egito por uma demonstração do poder de Yahweh. Uma vez que ela compreendesse esses grandes fatos, perceberia que realmente é um povo santo e especialmente estimado. Portanto, qualquer tendência de sua parte de renunciar a uma condição tão nobre era extremamente repreensível” (J. A. Thompson, Deuteronomy [Deuteronômio]. Londres: Inter-Varsity Press, 1974, p. 130, 131).

De acordo com o plano divino, os israelitas deveriam ser uma nação real e sacerdotal. Em um mundo ímpio, eles deveriam ser reis morais e espirituais, no sentido de que deviam prevalecer sobre o reino do pecado (Ap 20:6). Como sacerdotes, deveriam se aproximar do Senhor em oração, louvor e sacrifício. Como intermediários entre Deus e os pagãos, deveriam servir como instrutores, pregadores e profetas, e ser exemplos de um viver santo, expositores do Céu acerca da verdadeira religião.

No verso de hoje, o Senhor declarou que Israel deveria se destacar em relação a “todos os povos que há sobre a Terra”. Considerando tudo o que a Palavra ensina sobre a virtude da humildade e o perigo do orgulho, o que esse verso significa? Como eles deveriam se destacar em relação a “todos os povos”? Devemos aplicar essa ideia a nós como igreja? De que modo?

Domingo, 02 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A descendência de Abraão

Lições da Bíblia1

“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes Daquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).

“Certo dia, numa cidade pequena, o relógio na vitrine do joalheiro parou às 8h45. Muitos cidadãos tinham ficado dependentes daquele relógio para saber a hora. Naquela manhã, homens e mulheres de negócios olharam para a vitrine e notaram que ainda eram 8h45; crianças a caminho da escola ficaram surpresas ao descobrir que ainda tinham tempo. Muitas pessoas se atrasaram naquela manhã porque o pequeno relógio na vitrine do joalheiro havia parado” (C. L. Paddock, God’s Minutes [Minutos de Deus]. Nashville, TN: Southern Publishing Association, 1965, p. 244, adaptado).

Que representação do fracasso de Israel! Deus colocara Israel “no meio das nações” (Ez 5:5) – na ligação geográfica estratégica entre três continentes (África, Europa e Ásia). Ele deveria ter sido o “relógio” espiritual do mundo.

Porém, assim como o relógio na vitrine do joalheiro, Israel, em certo sentido, parou. No entanto, não foi um fracasso total, pois naquela época, assim como hoje, Deus tinha Seu remanescente fiel. Nesta semana, estudaremos a identidade e a função do Israel de Deus em todas as épocas.

Resumo da semana: Quais promessas da aliança o Senhor fez a Israel? Quais condições vieram com essas promessas? A nação cumpriu essas condições? O que aconteceu quando eles desobedeceram?

Sábado, 01 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 

Filhos da promessa – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia Patriarcas e Profetas, p. 132-144 (“Abraão em Canaã”) e p. 145-155 “O teste de fé”.

“A prova à qual Abraão foi submetido não foi pequena […]. Contudo, ele não hesitou em obedecer ao chamado. Não teve perguntas a fazer com respeito à terra da promessa […]. O lugar mais feliz da Terra para ele seria aquele em que Deus quisesse que ele estivesse” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 126).

Em Canaã, o Senhor declarou a Abraão que ele deveria peregrinar na terra que seria dada a seus descendentes (Gn 12:7). Deus repetiu a promessa (Gn 13:14, 15, 17; 15:13, 16, 18; 17:8; 28:13, 15; 35:12). Cerca de quatrocentos anos depois, cumprindo a promessa (Gn 15:13, 16), Ele anunciou a Moisés que tiraria Israel do Egito e o levaria para a terra que manava leite e mel (Êx 3:8, 17; 6:8) e repetiu a promessa a Josué (Js 1:3). Nos dias de Davi, ela se cumpriu em grande parte, mas não completamente (Gn 15:18-21; 2Sm 8:1-14; 1Rs 4:21; 1Cr 19:1-19).

Abraão e outros patriarcas viam Canaã como símbolo ou prenúncio do lar dos redimidos (Hb 11:9, 10, 13-16). Na situação de pecado, nenhum lar permanente é possível. A vida é passageira, como uma “neblina” (Tg 4:14). Como descendentes espirituais de Abraão, percebemos que “não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” (Hb 13:14). A certeza da vida futura nos mantém firmes neste mundo de mudança e decadência.

Perguntas para consideração

1. Qual é o efeito da promessa da nova Terra? (Mt 5:5 [“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.”]; 2Co 4:17, 18 [“17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, 18 não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.”]; Ap 21:9, 10 [“9 Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro; 10 e me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus,”]; Ap 22:17 [“O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.”]).

2. “A verdadeira grandeza resultaria da obediência às ordens de Deus e da cooperação com o propósito divino” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 1, p. 288). O que essa afirmação significa?

Resumo: As promessas são preciosas! Será que elas se cumprirão? A fé diz que sim!

Sexta-feira, 30 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Engrandecerei o seu nome

Lições da Bíblia1

“Farei de você uma grande nação, e o abençoarei, e engrandecerei o seu nome. Seja uma bênção!”(Gn 12:2).

7. Deus prometeu engrandecer o nome de Abrão (Gn 12:2), ou seja, torná-lo famoso. Por que o Senhor desejaria fazer isso por um pecador, não importando quanto ele fosse obediente e fiel? Quem merece um “grande” nome? (Rm 4:1-5; Tg 2:21-24). Deus concedeu grandeza a Abrão para seu benefício ou isso representava algo mais?

Romanos 4:1-5 (ARA): “1 Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? 2 Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. 3 Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. 4 Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. 5 Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.

Tiago 2:21-24 (ARA): 21 Não foi por obras que Abraão, o nosso pai, foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o próprio filho, Isaque? 22 Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou, 23 e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus. 24 Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente. 25 De igual modo, não foi também justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho? 26 Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.”

8. Qual é a grande diferença entre Gênesis 11:4 e Gênesis 12:2? De que maneira um dos textos representa a “salvação pelas obras” e o outro a “salvação pela fé”?

Gênesis 11:4 (ARA)2: “Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra.”

Gênesis 12:2 (ARA)2: “de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!

Por mais que o plano de salvação tenha por base apenas a obra de Cristo em nosso favor, nós, como recebedores da graça de Deus, estamos envolvidos. Temos uma função a desempenhar; nossa livre escolha ganha destaque. O drama dos séculos, a batalha entre Cristo e Satanás, ainda está ocorrendo em nós e por meio de nós. Tanto a humanidade quanto os anjos estão observando o que tem acontecido conosco no conflito (1Co 4:9). Portanto, quem somos, o que dizemos e o que fazemos, além de ter importância em nossa esfera imediata, tem também implicações que podem, de certo modo, reverberar por todo o Universo. Pelas nossas palavras, ações e até mesmo atitudes trazemos glória ao Senhor, que fez tanto por nós, ou envergonhamos o Seu nome. Portanto, quando o Senhor disse a Abraão que Ele engrandeceria o nome do patriarca, Ele certamente não estava falando sobre isso da mesma forma que o mundo fala sobre alguém que tem um grande nome. O que torna um nome “grande” aos olhos de Deus é o caráter, a fé, a obediência, a humildade e o amor pelos outros, características que, embora sejam respeitadas no mundo, geralmente não são os fatores que o mundo consideraria para engrandecer o nome de alguém.

Observe homens e mulheres que têm “grandes” nomes no mundo, sejam atores, políticos, artistas, ricos, etc. Por que essas pessoas se tornaram famosas? Compare isso com a grandeza de Abraão. O que isso nos revela sobre o quanto o conceito de grandeza do mundo é pervertido? Como essa atitude mundana também afeta nossa visão de grandeza?

Quinta-feira, 29 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Uma grande e poderosa nação

Lições da Bíblia1

Deus não apenas prometeu a Abraão que, nele, todas as famílias da Terra seriam abençoadas; o Senhor também disse que faria dele uma “grande e poderosa nação”(Gn 18:18; Gn 12:2; Gn 46:3) – uma grande promessa a um homem casado com uma mulher que já havia passado da idade de ter filhos. Portanto, quando Abraão não possuía descendentes, muito menos um filho, Deus prometeu a ele ambas as coisas.

No entanto, essa promessa não foi completamente cumprida enquanto Abraão estava vivo. Nem Isaque nem Jacó viram o cumprimento da promessa. Deus a repetiu a Jacó, com a informação adicional de que a promessa seria cumprida no Egito (Gn 46:3), embora Jacó também não tivesse visto seu cumprimento. Por fim, essa promessa foi cumprida.

6. Por que o Senhor quis fazer uma nação especial da descendência de Abraão? Ele desejava apenas outro país de certa origem étnica? Quais propósitos essa nação deveria cumprir? Êx 19:5, 6; Is 60:1-3; Dt 4:6-8

Êx 19:5, 6 (ARA)2: “5 Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; 6 vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.”

Is 60:1-3 (ARA)2: “1 Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti. 2 Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o Senhor, e a sua glória se vê sobre ti. 3 As nações se encaminham para a tua luz, e os reis, para o resplendor que te nasceu.

Dt 4:6-8 (ARA)2: “6 Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente. 7 Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? 8 E que grande nação há que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que eu hoje vos proponho?

É evidente nas Escrituras que Deus pretendia atrair a Si as nações de todo o mundo por meio do testemunho de Israel, que seria, sob Sua bênção, um povo feliz, saudável e santo. Essa nação demonstraria a bênção que acompanha a obediência à vontade do Criador. As multidões da Terra seriam atraídas à adoração do Deus verdadeiro (Is 56:7). Portanto, a atenção da humanidade seria atraída para Israel, para seu Deus e para o Messias, que apareceria no meio deles, o Salvador do mundo.

“O povo de Israel deveria ocupar todo o território que Deus lhes havia designado. As nações que rejeitassem o culto ou o serviço do verdadeiro Deus deveriam ser desapossadas. Era propósito de Deus, porém, que pela revelação de Seu caráter por meio de Israel, os homens fossem atraídos a Ele. O convite do evangelho deveria ser transmitido a todo mundo. Pela lição do sacrifício simbólico, Cristo deveria ser exaltado perante as nações, e todos os que O olhassem viveriam” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 290).

Quais são os paralelos entre o que o Senhor desejava fazer por meio de Israel e o que Ele deseja fazer por meio de nossa igreja? Leia 1 Pedro 2:9 [“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;”].

Quarta-feira, 28 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A promessa do Messias: parte 2

Lições da Bíblia1

“Para desfrutar da verdadeira felicidade precisamos viajar para um país muito distante e até para fora de nós mesmos”(Thomas Browne).

5. Você concorda com a citação acima, escrita no século 17? 1Ts 4:16-18; Ap 3:12

1Ts 4:16-18 (ARA)2: “16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; 17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. 18 Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.”

Ap 3:12 (ARA)2: “Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome.”

Agostinho escreveu sobre a condição humana: “Essa nossa vida – se é que uma vida repleta de males tão grandes pode ser apropriadamente chamada de vida – é um testemunho do fato de que, desde o início, a humanidade mortal tem sido uma raça condenada. Pense, primeiramente, no terrível abismo da ignorância da qual procede todo erro e que assim envolve os filhos de Adão em uma poça sombria da qual ninguém pode escapar sem labutas, lágrimas e medos. Então, tome o nosso amor por todas as coisas que se mostram tão vãs e venenosas e que geram tantas mágoas, tantos problemas, dores e medos; tantas alegrias insanas na discórdia, tantos conflitos e guerras; tanta fraude, tanto furto e roubo; tanta perfídia e tanto orgulho, tanta inveja e ambição, tanto homicídio e assassinato, tanta crueldade e selvageria, ilegalidade e luxúria; todas as paixões desavergonhadas dos impuros – fornicação e adultério, incesto e pecados não naturais, estupro e inúmeras outras impurezas desagradáveis demais para serem mencionadas; os pecados contra a religião – sacrilégio e heresia, blasfêmia e perjúrio; as iniquidades contra nossos vizinhos – calúnias e trapaças, mentiras e testemunho falso, violência contra pessoas e propriedades; as injustiças dos tribunais e as inúmeras outras misérias e doenças que enchem o mundo, mas escapam à atenção” (Agostinho de Hipona, City of God [Cidade de Deus], Tradução de Gerald G. Walsh, S. J. Nova York: Doubleday e Co., 1958, v. 22, cap. 22, p. 519).

A citação de Agostinho poderia se aplicar à maioria das cidades modernas; no entanto, ele escreveu essas palavras há mais de mil e quinhentos anos. Pouco sobre a humanidade mudou. Por isso, as pessoas querem fugir.

Felizmente, por mais difícil que seja nossa situação, o futuro será brilhante, mas apenas em razão do que Deus fez por nós mediante a vida, a morte, a ressurreição e o ministério sacerdotal de Jesus Cristo – o cumprimento supremo da promessa da aliança feita a Abraão de que, por meio de sua descendência, todas as famílias da Terra seriam abençoadas.

Pense na citação de Agostinho. Descreva, em suas palavras, a triste situação do mundo. Procure textos bíblicos que falem sobre o que Deus prometeu em Cristo (Is 25:8 [“Tragará a morte para semprea, e, assim, enxugará o Senhor Deus as lágrimasb de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o Senhor falou.”]; 1Co 2:9 [“mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.”]; Ap 22:2-5 [“2 No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos. 3 Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, 4 contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele. 5 Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos.”]). Apegue-se a essas promessas. Então você entenderá a essência da aliança.

Terça-feira, 27 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A promessa do Messias: parte 1

Lições da Bíblia1

“Em você e na sua descendência serão benditas todas as famílias da Terra”(Gn 28:14).

“E, se vocês são de Cristo, são também descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3:29).

Mais de uma vez o Senhor disse a Abraão que, em sua descendência, todas as nações da Terra seriam abençoadas (Gn 12:3; 18:18; 22:18). Essa maravilhosa promessa da aliança é repetida, pois, de todas as promessas, essa é a mais importante, a mais duradoura, a que faz todas as outras valerem a pena. Em certo sentido, essa era uma promessa da ascensão da nação judaica, por meio da qual o Senhor desejava ensinar “todas as famílias da Terra” sobre o verdadeiro Deus e Seu plano de salvação. Contudo, a promessa alcançou cumprimento completo somente no Descendente de Abraão, Cristo, que, na cruz, pagou pelos pecados de “todas as famílias da Terra”.

3. Pense na promessa da aliança feita após o dilúvio (na qual o Senhor prometeu não destruir o mundo com água novamente). De que adiantaria isso sem a promessa de redenção em Jesus? Qual é o proveito de qualquer promessa sem a vida eterna?

Sem a perspectiva do sacrifício de Cristo e da redenção eterna promovida por Ele, tudo seria em vão.

4. Como você entende a noção de que, em Abraão, por meio de Jesus, “todas as famílias da Terra” seriam abençoadas? O que isso significa?

Por meio de Jesus, que era Descendente de Abraão, todas as famílias da Terra receberam a salvação eterna.

Evidentemente, a promessa da aliança do Salvador do mundo é a maior de todas as promessas de Deus. O próprio Redentor Se tornou o meio pelo qual as obrigações da aliança foram cumpridas e todas as suas outras promessas, concretizadas. Todos, judeus ou gentios, que entram em união com Ele são considerados a verdadeira família de Abraão e herdeiros da promessa (Gl 3:8, 9, 27-29 [“8 Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. 9 De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão. 10 Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las. […] 27 porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. 28 Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. 29 E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.”], isto é – a promessa da vida eterna em um ambiente sem pecado, onde o mal, a dor e o sofrimento nunca mais surgirão. Você consegue pensar em uma promessa melhor do que essa?

Por que a promessa de vida eterna em um mundo sem pecado e sofrimento nos atrai tanto? Será que ansiamos o cumprimento dessa promessa porque foi para isso que fomos criados originalmente e porque, ao desejá-la, almejamos algo fundamental para nossa natureza?

Segunda-feira, 26 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O seu escudo

Lições da Bíblia1

“Depois destes acontecimentos, a palavra do Senhor veio a Abrão, numa visão, dizendo: – Não tenha medo, Abrão, Eu sou o seu escudo, e lhe darei uma grande recompensa” (Gn 15:1).

1. Em qual contexto a promessa de Gênesis 15:1-3 foi dada? Por que a primeira coisa que o Senhor disse a Abrão foi: “Não tenha medo”? O que Abrão teria que temer?

Gênesis 15:1-3 (ARA)2: “Depois destes acontecimentos, veio a palavra do Senhor a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande. 2 Respondeu Abrão: Senhor Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? 3 Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro.”

A. ( ) Deus quis encorajar Abrão e assegurar que ele teria descendentes.
B. ( ) Deus desejou acalmar Abrão em relação à conquista de outras terras.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

É interessante nesse texto o fato de que o Senhor declarou a Abrão: “Eu sou o seu escudo”. O uso do pronome pessoal mostra a natureza pessoal do relacionamento. Deus Se relacionaria com Abrão individualmente, como Ele faz com todos nós.

A denominação de Deus como “escudo” aparece aqui pela primeira vez na Bíblia. Além disso, essa foi a única vez em que Ele a usou para Se revelar, mesmo que outros escritores da Bíblia tenham usado o termo para falar sobre Deus (Dt 33:29; Sl 18:30; Sl 84:11; Sl 144:2).

2. Quando Deus Se refere a Si mesmo como escudo de alguém, o que isso significa? O significado para Abrão é diferente do que isso representa para nós? Podemos reivindicar essa promessa? Isso significa que nenhum dano físico ocorrerá conosco? De que maneira Deus é um escudo? Como você entende essa comparação?

Essa promessa ultrapassa a questão física. Até Abrão sofreu provações físicas. Ele envelheceu e morreu. A promessa, que também é nossa, é de que Deus nos sustentará até o fim e nos dará a recompensa eterna.

“Cristo não tem em nós um interesse casual, mas um interesse mais vigoroso do que o de mãe por seus filhos […]. Nosso Salvador comprou-nos por sofrimento e dor humanos, pelo insulto, difamação, maus-tratos, zombaria, rejeição e morte. Cuida de ti, tremente filho de Deus. Ele te porá a salvo sob Sua proteção […]. A fraqueza inerente à nossa natureza humana não nos impedirá o acesso ao Pai celestial, pois Ele [Cristo] morreu para interceder por nós” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus, p. 77 [11 de março]).

Ronaldo havia sido um fiel seguidor do Senhor. Então, de repente, ele morreu. O que aconteceu com a promessa de que Deus é seu escudo? Ou devemos entender a ideia de Deus como nosso escudo de modo diferente? Do que Deus sempre nos protege? (Veja 1Co 10:13 [Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.]2).

Domingo, 25 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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