Hipocrisia

Lições da Bíblia1

Um hipócrita é um fingidor, que deseja parecer ser alguém que não é. O termo é usado sete vezes em Mateus 23 no discurso em que Jesus humilhou os escribas e fariseus, a principal liderança religiosa judaica (Mt 23:13, 14, 15, 23, 25, 27, 29). Nos evangelhos, Jesus ofereceu graça e perdão aos adúlteros, cobradores de impostos, prostitutas e assassinos, mas Ele demonstrou pouca compaixão pelos hipócritas (Mt 6:2, 5, 16; Mt 7:5; Mt 15:7-9; Mt 22:18).

5. Quais são as quatro características principais de um hipócrita? Mt 23:1-13

“1 Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos: 2 Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus. 3 Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. 4 Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas. 6 Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, 7 as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens. 8 Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos. 9 A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10 Nem sereis chamados guias, porque um só é vosso Guia, o Cristo. 11 Mas o maior dentre vós será vosso servo. 12 Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado. 13 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!”

Jesus associou quatro características aos escribas e fariseus. No âmbito do judaísmo do 1o século d.C., os fariseus representavam os conservadores religiosos. Eles estavam interessados na lei escrita e oral e enfatizavam a pureza ritual. No outro âmbito estavam os saduceus, um grupo de líderes, em sua maioria ricos, frequentemente associados à elite da classe sacerdotal. Eles eram muito helenizados (falavam grego e estavam familiarizados com a filosofia grega) e não acreditavam no juízo nem na ressurreição. Poderíamos descrevê-los como liberais. Ambos os grupos eram culpados de hipocrisia.

De acordo com Jesus, somos hipócritas quando não fazemos o que dizemos, quando tornamos a religião mais difícil para os outros sem aplicar os mesmos padrões a nós mesmos, quando queremos que outros aplaudam nosso fervor religioso e quando exigimos honra e reconhecimento que pertencem apenas ao Pai celestial.

Jesus proferiu palavras severas e diretas, mas Seu envolvimento com aqueles que Ele chamou de hipócritas foi cheio de amor e preocupação.

“Jesus olhou demoradamente para o templo e, depois, para os ouvintes. No rosto do Filho de Deus, estava estampada a misericórdia divina. Com uma voz agitada por profunda angústia de coração e amargas lágrimas, Ele exclamou: ‘Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis Eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!’” (Mt 23:37; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 620).

É preciso ser líder religioso para ser culpado da hipocrisia que Jesus tão veementemente condenou nesse texto? Vemos hipocrisia em nós mesmos? Como podemos nos livrar dela?

Quarta-feira, 14 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ambição

Lições da Bíblia1

Estudar a última semana do ministério de Jesus antes de Sua morte é uma fonte de inspiração. Vemos ali que a inquietação e a ambição levam as pessoas a fazer e dizer coisas imprudentes.

4. Leia Lucas 22:14-30. O que Jesus sentiu ao ouvir os discípulos discutindo naquela solene refeição sobre quem deveria ser considerado o maior (Lc 22:24)? Por que os discípulos perderam o foco daquela ocasião e se concentraram na grandeza humana?

Lucas 22:14-30 (ARA)2: 14 Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. 15 E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. 16 Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus. 17 E, tomando um cálice, havendo dado graças, disse: Recebei e reparti entre vós; 18 pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus. 19 E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. 20 Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós. 21 Todavia, a mão do traidor está comigo à mesa. 22 Porque o Filho do Homem, na verdade, vai segundo o que está determinado, mas ai daquele por intermédio de quem ele está sendo traído! 23 Então, começaram a indagar entre si quem seria, dentre eles, o que estava para fazer isto. 24 Suscitaram também entre si uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior. 25 Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. 26 Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. 27 Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve. 28 Vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações. 29 Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio, 30 para que comais e bebais à minha mesa no meu reino; e vos assentareis em tronos para julgar as doze tribos de Israel.”

Raramente discutimos sobre quem é o melhor na igreja, família ou local de trabalho. Podemos até pensar muito sobre isso, mas quem, de fato, fala abertamente sobre esse assunto?

Aquela não havia sido a primeira vez que essa questão tinha sido levantada na comunidade de seguidores de Jesus. Mateus 18:1 relata que os discípulos trouxeram essa pergunta a Jesus e a formularam de maneira mais abstrata: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” A resposta de Cristo envolveu uma lição prática. Depois de chamar uma criança, Ele a colocou no centro do grupo. As pessoas arregalaram os olhos e levantaram as sobrancelhas. A ação de Jesus exigia uma explicação, e em Mateus 18:3 o Mestre também ofereceu esta explicação: “Em verdade lhes digo: se vocês não se converterem e não se tornarem como crianças, de maneira nenhuma entrarão no Reino dos Céus”.

A conversão é fundamental para encontrarmos o descanso em Cristo. Precisamos de ajuda externa. De repente, percebemos que não podemos depender de nós mesmos, mas precisamos confiar em Jesus. Vivenciamos uma transformação de nossos valores e ambições. Jesus disse: “Confiem em Mim e dependam de Mim como esta criança. A verdadeira grandeza é abrir mão de seus direitos e abraçar os valores do reino.”

Os discípulos ainda não tinham aprendido essa lição quando Jesus realizou a última ceia. Suas disputas e rivalidades arruinaram um momento de comunhão que jamais se repetiria.

Isso aconteceu depois que os discípulos estiveram com Jesus durante anos, ministrando com Ele e aprendendo aos Seus pés. Que triste exemplo de como o coração humano é corrupto! Contudo, no aspecto positivo, pense na graça do Senhor. Apesar dessa discussão patética, Jesus não desistiu deles.

Olhar para a cruz é o remédio contra o desejo de exaltação própria, do qual somos vítimas?

Terça-feira, 13 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Egoísmo

Liçoes da Bíblia1

Como no caso do álamo tremedor e de seu sistema subterrâneo mais amplo, o egoísmo é parte do sistema subterrâneo chamado “pecado”, que nos impede de encontrar o descanso em Jesus. De todas as expressões do pecado em nossa vida, o egoísmo parece ser a mais fácil de se manifestar, não é mesmo? Para a maioria das pessoas, o egoísmo é tão natural quanto respirar.

2. Leia Lucas 12:13-21. Identifique o problema destacado na parábola. Planejar o futuro é egoísmo e desprezo pelo reino de Deus? Caso não seja, contra o que Jesus advertiu?

Lucas 12:13-21 (ARA)2: “13 Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança. 14 Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós? 15 Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. 16 E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. 17 E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? 18 E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. 19 Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. 20 Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? 21 Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.”

A parábola do rico insensato aparece somente em Lucas e foi contada em resposta a uma pergunta anônima do público. Questionado a respeito de uma herança, Jesus rejeitou o papel de árbitro entre dois irmãos. Em vez disso, Ele apontou o problema fundamental maior, o egoísmo. Cristo foi fundo na questão a fim de mostrar a raiz das nossas ações individuais.

3. Pense nas expressões de egoísmo em sua vida. Como o egoísmo afeta nosso relacionamento com Deus, com nosso cônjuge e família, com a igreja, vizinhos e colegas de trabalho? Qual é o segredo encontrado em Filipenses 2:5-8?

Filipenses 2:5-8 (ARA)2: “5 Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.

Ao se concentrar apenas em suas próprias necessidades e ambições, o homem rico da parábola de Jesus se esqueceu de levar em consideração as realidades celestiais invisíveis. Ser maior, melhor e ter mais não refletem os princípios fundamentais do reino de Deus. Paulo nos apresentou um vislumbre do que motivou Jesus ao decidir Se tornar nosso Substituto.

O texto de Filipenses 2:5-8 descreve o modelo de altruísmo, humildade e amor. Se o amor a Deus e aos outros não impulsionar e guiar nossas escolhas e prioridades, continuaremos construindo mais celeiros para nós aqui e colocando menos tesouros no Céu (Mt 6:20).

Por que é tão fácil se deixar levar pelo desejo de riqueza e bens materiais? Embora necessitemos de certa quantia de dinheiro para sobreviver, por que parece que não importa quanto temos, sempre queremos mais?

Segunda-feira, 12 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus traz divisão

Lições da Bíblia1

Pouquíssimas pessoas gostam de conflitos. Ansiamos por harmonia e paz. Até ministramos seminários sobre pacificação e resolução de conflitos em nossas igrejas e instituições.

1. Jesus disse que não veio trazer paz, mas espada. O que isso significa, considerando que Jesus é o “Príncipe da Paz” (Is 9:6)? Mt 10:34-39

Mt 10:34-39 (ARA)2: “34 Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. 35 Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. 36 Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa. 37 Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; 38 e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. 39 Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á.”

A declaração de Jesus em Mateus 10:34-39 é chocante. O Salvador, que veio como um Bebê indefeso, não na condição de rei, e que pregava amor ao próximo e aos inimigos, disse a Seus seguidores que Ele traria divisão e conflitos. Seus discípulos e Seu público podem ter se perguntado, como nós também fazemos: “Como assim?”

Mateus 10:35-39 de fato trata de obediência e lealdade. Ao citar Miqueias 7:6, Jesus desafiou Seu público a fazer escolhas para a eternidade. O filho devia amar e honrar seus pais. Essa era uma exigência da lei que Moisés tinha recebido no monte. Era parte do modo de operação exigido por Deus. Contudo, se esse amor superasse o compromisso do ouvinte com Jesus, seria necessária uma decisão difícil. Um pai e uma mãe deviam amar e cuidar de seus filhos. No entanto, se esse amor superasse o compromisso dos pais com Jesus, também exigiria uma decisão difícil. Jesus nos lembra de que as coisas mais importantes devem vir primeiro.

Cristo expressou essa escolha ao formular três frases, e em cada uma utilizou o termo “digno”. A dignidade não se fundamenta em elevados padrões morais nem mesmo em vencer o pecado. A dignidade ou merecimento tem por base nosso relacionamento com Jesus. Somos dignos quando O escolhemos acima de todas as coisas – inclusive mãe, pai ou filhos. Escolhemos o sofrimento da cruz e seguimos Jesus.

“Não tenho maior desejo do que ver nossa juventude imbuída do espírito da religião pura que a levará a tomar a cruz e seguir a Cristo. Prossigam, jovens discípulos de Jesus, controlados pelo princípio, envolvidos nas vestes de pureza e de justiça. Seu Salvador os conduzirá à posição mais bem preparada aos seus talentos e onde possam servir melhor” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 87).

Às vezes somos forçados a carregar a cruz que não escolhemos e, outras vezes, voluntariamente carregamos a cruz. Qual é o segredo para carregar a cruz fielmente?

Domingo, 11 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

As raízes da inquietação

Lições da Bíblia1

“Onde há inveja e rivalidade, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins” (Tg 3:16).

O álamo tremedor é uma bela árvore, podendo atingir cerca de 15 a 30 metros de altura. Ele floresce em climas frios, com verões frescos. Sua madeira é utilizada em móveis e na fabricação de fósforos e papel. Cervídeos e outros animais geralmente se alimentam de álamos tremedores jovens durante invernos rigorosos, pois a casca dessa árvore contém muitos nutrientes. O álamo tremedor precisa de muito sol e cresce durante todo otempo – mesmo no inverno, o que o torna uma importante fonte de alimento para diferentes animais nessa estação.

No entanto, o álamo tremedor é mais famoso por ter um dos maiores sistemas de raízes do mundo vegetal. Suas raízes se espalham por rebentos subterrâneos e formam uma colônia que pode se espalhar de forma relativamente rápida, cobrindo grandes áreas. Um álamo tremedor pode viver até 150 anos, mas o organismo maior abaixo do solo pode viver por milhares de anos.

Nesta semana, estudaremos as raízes da inquietação. Muitas coisas nos impedem de encontrar descanso em Jesus. Algumas são óbvias e não requerem muita atenção. Outras são menos evidentes e, como acontece com o enorme organismo do álamo tremedor, invisível sob o solo, nem sempre temos consciência das atitudes e ações que nos separam do Salvador.

Sábado, 10 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 

Inquietos e rebeldes – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Pareciam ter se arrependido com sinceridade, mas estavam mais tristes pelo resultado de sua má conduta do que pela ingratidão e desobediência que haviam demonstrado. Quando viram que o Senhor não mudou a sentença que tinha dado, seu espírito rebelde se revelou novamente e disseram que não voltariam mais para o deserto. Ao ordenar que se retirassem da terra de seus inimigos, Deus estava testando a aparente submissão do povo e provou que ela não era real. Os israelitas sabiam ter pecado gravemente, consentindo que seus sentimentos temerários os dominassem e procurando matar os espias que insistiam com eles para que obedecessem a Deus; mas estavam aterrorizados apenas por perceber que tinham cometido um erro terrível, cujas consequências seriam desastrosas para eles. Seu coração não estava mudado; eles precisavam somente de um pretexto para dar início a outra rebelião semelhante. E esse pretexto surgiu quando Moisés, pela autoridade de Deus, ordenou-lhes que voltassem ao deserto” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 391).

“Presunção, a falsificação da fé, é produzida por Satanás. A fé reivindica as promessas de Deus e produz frutos de obediência. A presunção também reivindica as promessas, mas as usa como fez Satanás: para justificar a transgressão. A fé teria levado nossos primeiros pais a confiar no amor de Deus e a obedecer Seus mandamentos. A presunção os levou a transgredir Sua lei, crendo que Seu grande amor os salvaria da consequência de seu pecado. Reivindicar a aprovação do Céu sem cumprir as condições pelas quais a misericórdia é concedida não é fé. A verdadeira fé se fundamenta nas promessas e providências das Escrituras” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 126).

Perguntas para consideração

1. Por que a conquista de Canaã no primeiro momento teria sido um ato de fé e depois, quando os israelitas a atacaram, foi vista como ato presunçoso? A questão era a motivação?

2. Embora o pecado possa ser perdoado, convivemos com as consequências dele. Como ajudar os que lutam com a culpa de pecados que ainda os afetam, bem como seus queridos?

Sexta-feira, 09 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 

Fé versus presunção

Lições da Bíblia1

9. Quais semelhanças você vê nas peregrinações de Israel pelo deserto e a experiência do povo de Deus vivendo pouco antes da segunda vinda de Jesus? 1Co 10:1-11

1Co 10:1-11 (ARA)2: 1 Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, 2 tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. 3 Todos eles comeram de um só manjar espiritual 4 e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. 5 Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto. 6 Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. 7 Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: 8 E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil. 9 Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. 10 Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. 11 Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado.”

Ao longo da história, o povo de Deus tem vagado pelo deserto em busca da terra prometida. Esse deserto tem muitas faces. No momento, parece uma enxurrada de mídias sem fim, bipes constantes de mensagens que chegam e o profundo zunido de entretenimento interminável. Esse deserto tenta nos vender pornografia como amor e materialismo como resposta aos nossos problemas. Se pudéssemos estar um pouco mais em forma, ser um pouco mais jovens, um pouco mais ricos, um pouco mais sensuais – isso resolveria todos os nossos problemas.

Como os israelitas, estamos inquietos em nossa busca pela paz, e com frequência a procuramos nos lugares errados.

10. Como os israelitas reagiram ao juízo de Deus em Números 14:39-45?

Números 14:39-45 (ARA)2: “39 Falou Moisés estas palavras a todos os filhos de Israel, e o povo se contristou muito. 40 Levantaram-se pela manhã de madrugada e subiram ao cimo do monte, dizendo: Eis-nos aqui e subiremos ao lugar que o Senhor tem prometido, porquanto havemos pecado. 41 Porém Moisés respondeu: Por que transgredis o mandado do Senhor? Pois isso não prosperará. 42 Não subais, pois o Senhor não estará no meio de vós, para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos. 43 Porque os amalequitas e os cananeus ali estão diante de vós, e caireis à espada; pois, uma vez que vos desviastes do Senhor, o Senhor não será convosco. 44 Contudo, temerariamente, tentaram subir ao cimo do monte, mas a arca da Aliança do Senhor e Moisés não se apartaram do meio do arraial. 45 Então, desceram os amalequitas e os cananeus que habitavam na montanha e os feriram, derrotando-os até Horma.”

A reação de Israel ao juízo divino foi típica. “Pecamos”, disseram eles. “Aqui estamos e subiremos ao lugar que o Senhor nos prometeu” (Nm 14:40).

O compromisso sem convicção é como uma vacina mal administrada – não funciona. Hoje, os médicos recomendam a vacinação contra a hepatite B logo após o nascimento, nas primeiras 24 horas de vida. Esse é um bom começo. No entanto, após a primeira injeção, se não houver duas ou três doses de reforço administradas no momento certo e na dosagem correta, não haverá nenhuma proteção contra a hepatite B.

A rebelde reviravolta de Israel, relatada nos últimos versos de Números 14, resultou em morte e decepção, já que os israelitas se recusavam a aceitar as novas instruções de Deus e obstinadamente lançaram um ataque sem a arca da aliança e sem a liderança de Moisés.

A presunção custa caro, pois leva à morte. Às vezes, a presunção é alimentada pelo medo. Em virtude de temermos algo, tomamos decisões das quais nos arrependemos mais tarde.

Pense em uma ocasião em que você agiu pela fé e em uma situação em que agiu com base na presunção. Qual foi a diferença crucial?

Quinta-feira, 08 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Intercessor

Lições da Bíblia1

7. Que oportunidade Deus ofereceu a Moisés diante da rebelião? Nm 14:11, 12

Nm 14:11, 12 (ARA)2: “11 Disse o Senhor a Moisés: Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele? 12 Com pestilência o ferirei e o deserdarei; e farei de ti povo maior e mais forte do que este.”

Deus Se ofereceu para destruir os israelitas e fazer, a partir de Moisés, uma nova nação.

8. Como Moisés reagiu a essa completa rebelião, levantada não simplesmente contra ele, mas contra Deus? Nm 14:13-19

Nm 14:13-19 (ARA)2: “13 Respondeu Moisés ao Senhor: Os egípcios não somente ouviram que, com a tua força, fizeste subir este povo do meio deles, 14 mas também o disseram aos moradores desta terra; ouviram que tu, ó Senhor, estás no meio deste povo, que face a face, ó Senhor, lhes apareces, tua nuvem está sobre eles, e vais adiante deles numa coluna de nuvem, de dia, e, numa coluna de fogo, de noite. 15 Se matares este povo como a um só homem, as gentes, pois, que, antes, ouviram a tua fama, dirão: 16 Não podendo o Senhor fazer entrar este povo na terra que lhe prometeu com juramento, os matou no deserto. 17 Agora, pois, rogo-te que a força do meu Senhor se engrandeça, como tens falado, dizendo: 18 O Senhor é longânimo e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta gerações. 19 Perdoa, pois, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia e como também tens perdoado a este povo desde a terra do Egito até aqui.

É nesse momento que vemos o verdadeiro homem de Deus. A resposta de Moisés, congelada no tempo, antecipava o Intercessor que, mais de 1.400 anos depois, rogaria por Seus discípulos em suas aflições (Jo 17). De fato, muitos teólogos e estudiosos da Bíblia viram nessa ação de Moisés um exemplo do que Cristo faz por nós. A culpa do povo, que é nossa culpa, nem mesmo foi questionada. No entanto, Moisés implorou, dizendo: “Segundo a grandeza da Tua misericórdia” (Nm 14:19), por favor, perdoa essas pessoas. Assim como o Senhor fez naquela ocasião por causa da intercessão de Moisés, Ele faz por nós por causa de Jesus, por Sua morte, ressurreição e intercessão por nós.

Portanto, Moisés rogou: “Perdoa, pois, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da Tua misericórdia e como também tens perdoado a este povo desde a terra do Egito até aqui” (Nm 14:19). A graça combate a rebelião e a inquietação em sua essência. O perdão oferece novos começos.

No entanto, existem custos. A graça nunca pode ser barata. Embora perdoado, o povo enfrentaria as consequências de sua rebelião, e aquela geração não entraria na terra prometida (Nm 14:20-23).

Deus os sustentaria por mais 38 anos no deserto. Ele os alimentaria. Falaria com eles do santuário. Estaria ao lado deles no deserto. Mas eles morreriam, e uma nova geração teria que pegar o bastão e encontrar descanso na terra prometida.

Parece juízo; no entanto, é graça. Como aquela geração seria capaz de conquistar as poderosas cidades-estados de Canaã se ainda não tinham aprendido a confiar no Senhor? Como seriam uma luz para as nações quando eles mesmos tropeçavam na escuridão?

Quais lições difíceis você aprendeu sobre as consequências do pecado perdoado?

Quarta-feira, 07 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.