Sacerdote eficiente

Lições da Bíblia1

“Portanto, se a perfeição fosse possível por meio do sacerdócio levítico – pois foi com base nele que o povo recebeu a lei –, que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro Sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e não segundo a ordem de Arão?” (Hb 7:11).

Sacerdotes são mediadores entre Deus e os seres humanos. No entanto, os sacerdotes levitas não podiam prover acesso completo e seguro a Deus, pois não ofereciam perfeição (Hb 7:11, 18, 19), visto que eles mesmos não eram perfeitos.

Os sacrifícios de animais também não poderiam limpar a consciência do pecador. Seu propósito era apontar para o ministério de Jesus e Seu sacrifício, o único que proporcionaria a verdadeira purificação do pecado (Hb 9:14; 10:1-3, 10-14). A função dos sacerdotes levitas e seus sacrifícios era temporária e ilustrativa. Por meio do ministério deles, Deus queria levar as pessoas a depositar fé no futuro ministério de Jesus, “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29).

3. Leia Hebreus 7:11-16. Por que houve necessidade de mudar a lei?

Hebreus 7:11-16 (ARA)2: “11 Se, portanto, a perfeição houvera sido mediante o sacerdócio levítico (pois nele baseado o povo recebeu a lei), que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? 12 Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei. 13 Porque aquele de quem são ditas estas coisas pertence a outra tribo, da qual ninguém prestou serviço ao altar; 14 pois é evidente que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo à qual Moisés nunca atribuiu sacerdotes. 15 E isto é ainda muito mais evidente, quando, à semelhança de Melquisedeque, se levanta outro sacerdote, 16 constituído não conforme a lei de mandamento carnal, mas segundo o poder de vida indissolúvel.

Hebreus 7:12 explica que a mudança do sacerdócio tornou necessária uma mudança na lei. Por quê? Porque havia uma lei muito rígida que proibia a pessoa que não fosse da linhagem de Levi por meio de Arão de servir como sacerdote (Nm 3:10; 16:39, 40). Hebreus 7:13, 14 explica que Jesus era da linhagem de Judá. Paulo argumenta que Sua designação como sacerdote significa que Deus mudou a lei do sacerdócio.

A vinda de Jesus também implicou uma mudança na lei dos sacrifícios. Os pecadores eram obrigados a trazer diferentes tipos de sacrifícios para obter expiação (Lv 1–7), mas ao vir Jesus e oferecer um sacrifício perfeito, a lei dos sacrifícios de animais também foi posta de lado (Hb 10:17, 18) como resultado da nova aliança e da revelação mais completa do plano da salvação.

Pense na infinidade de sacrifícios de animais oferecidos na antiguidade, todos apontando para Jesus, e ainda assim nenhum deles podia realmente pagar pelos pecados da humanidade. Por que somente a morte de Jesus poderia fazer isso?

Terça-feira, 01 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Segundo a ordem de Melquisedeque

Lições da Bíblia1

Leia Gênesis 14:18-20 e Hebreus 7:1-3. Quem foi Melquisedeque e como ele prefigurou Jesus?

Gênesis 14:18-20 (ARA)2: “18 Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo; 19 abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra; 20 e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo.”

Hebreus 7:1-3 (ARA)2: “1 Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão, quando voltava da matança dos reis, e o abençoou,para o qual também Abraão separou o dízimo de tudo (primeiramente se interpreta rei de justiça, depois também é rei de Salém, ou seja, rei de paz; 3 sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote perpetuamente.

Melquisedeque era rei e sacerdote. Ele também era superior a Abraão, visto que este lhe deu o dízimo. Da mesma forma, Jesus é Rei e Sacerdote (Hb 1:3); diferente de Melquisedeque, porém, Jesus não tinha pecado (Hb 7:26-28).

Hebreus 7:15 explica que Jesus era sacerdote “à semelhança de Melquisedeque”. Isso é o que significa a expressão anterior, “segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb 5:6). Jesus não foi sucessor de Melquisedeque, mas Seu sacerdócio era semelhante ao dele.

Por exemplo, Paulo diz que Melquisedeque não tinha pai, mãe, genealogia, nascimento nem morte. Alguns sugeriram que Melquisedeque foi uma encarnação de Jesus na época de Abraão, porém isso não se encaixa no argumento de Hebreus. Melquisedeque “se assemelha” a Jesus, o que implica que não era igual a Ele (Hb 7:3).

Também se sugeriu que Melquisedeque fosse um ser celestial, mas isso destruiria o argumento de Hebreus. Se Melquisedeque não teve pai, mãe, começo nem fim, ele seria o próprio Deus. Isso representa um problema. O sacerdócio celestial de Melquisedeque, totalmente divino, teria precedido o ministério de Jesus. Se fosse esse o caso, “que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro Sacerdote” (Hb 7:11)?

Hebreus usou o silêncio das Escrituras a respeito do nascimento, da morte e genealogia de Melquisedeque para construir uma tipologia, um símbolo, para o ministério sacerdotal de Cristo (Gn 14:18-20) e para o fato de que o próprio Jesus era eterno. Em suma, Melquisedeque foi um rei-sacerdote cananeu que serviu como um tipo de Cristo.

“Foi Cristo que falou através de Melquisedeque, o sacerdote do Deus altíssimo. Melquisedeque não era Cristo, mas era a voz de Deus no mundo, representante do Pai. E através de todas as gerações do passado, Cristo falou; Cristo dirigiu Seu povo e tem sido a luz do mundo” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 409).

O que a revelação sobre Melquisedeque nos ensina sobre a forma pela qual Deus trabalha entre aqueles que nunca ouviram missionários pregando?

Segunda-feira, 31 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Sacerdote em favor dos seres humanos

Lições da Bíblia1

1. Qual é o papel do sacerdote? Como Jesus o cumpre? Hb 5:1-10

Hb 5:1-10 (ARA)2: “1 Porque todo sumo sacerdote, sendo tomado dentre os homens, é constituído nas coisas concernentes a Deus, a favor dos homens, para oferecer tanto dons como sacrifícios pelos pecados,e é capaz de condoer-se dos ignorantes e dos que erram, pois também ele mesmo está rodeado de fraquezas.E, por esta razão, deve oferecer sacrifícios pelos pecados, tanto do povo como de si mesmo.Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão. 5 Assim, também Cristo a si mesmo não se glorificou para se tornar sumo sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei; como em outro lugar também diz: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade,embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreue, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, 10 tendo sido nomeado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.

O propósito básico de um sacerdote é mediar entre os pecadores e Deus. Sacerdotes foram designados por Deus a fim de ministrar em favor dos seres humanos; portanto, deviam ser misericordiosos e compreender as fraquezas humanas.

Em Hebreus 5:5-10, Paulo mostrou que Jesus cumpre perfeitamente essas características: foi designado por Deus (Hb 5:5, 6) e nos entende, pois também sofreu (Hb 5:7, 8).

Porém, existem algumas diferenças importantes. Jesus não foi “escolhido dentre os homens” (Hb 5:1). Em vez disso, adotou a natureza humana para, entre outras coisas, servir como Sacerdote em nosso favor. Ele não ofereceu sacrifícios pelos Seus próprios pecados (Hb 5:3), mas apenas pelos nossos, pois Ele não tinha pecado (Hb 4:15; 7:26-28).

Hebreus diz que Jesus orou a quem O podia livrar da morte, e foi ouvido (Hb 5:7). Deus salvou Jesus da segunda morte quando O ressuscitou (Hb 13:20). Hebreus também diz que Jesus “aprendeu obediência pelas coisas que sofreu” (Hb 5:8). A obediência era nova para Jesus, não porque Ele fosse desobediente, mas porque era Deus. Como Soberano do Universo, Jesus não obedecia a ninguém; todos Lhe obedeciam.

O sofrimento e a morte não O aperfeiçoaram no sentido de que tenha progredido moral ou eticamente, nem O tornaram misericordioso. Ao contrário, Jesus veio à Terra porque sempre foi misericordioso. Por isso, teve compaixão de nós (Hb 2:17). O que Hebreus quer dizer é que foi por meio dos sofrimentos que a realidade do amor fraterno de Jesus, a autenticidade de Sua natureza humana e a profundidade de Sua submissão como Representante da humanidade conforme a vontade do Pai foram verdadeiramente expressas e reveladas. Ele foi “aperfeiçoado” no sentido de que Seus sofrimentos O qualificaram para ser nosso Sumo Sacerdote. Foi Sua vida de perfeita obediência e depois Sua morte na cruz que constituíram a oferta de sacrifício que Jesus apresentou ao Pai como nosso Sacerdote.

1 Pedro 2:9 diz que somos “um sacerdócio real”. O que a vida de Jesus diz sobre como deve ser nosso relacionamento com as pessoas ao desempenhar esse papel sagrado?

Domingo, 30 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus, o Sacerdote fiel

Lições da Bíblia1

“Porque nos convinha um Sumo Sacerdote como Este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e exaltado acima dos Céus” (Hb 7:26).

O pecado causou um abismo entre Deus e nós. Esse problema se agravou, pois o pecado também implica a corrupção da nossa natureza. Deus é santo, e o pecado não pode existir em Sua presença; assim, nossa própria natureza corrompida nos separou Dele, como dois ímãs na orientação errada se repelem. Além disso, nossa natureza corrompida tornou impossível a nós obedecer à lei divina. O ser humano perdeu de vista o amor e a misericórdia de Deus e passou a vê-Lo como irado e exigente.

Nesta semana, estudaremos as ações incríveis que o Pai e Jesus realizaram para superar esse abismo. Hebreus 5–7 apresentam uma análise cuidadosa do sacerdócio de Jesus. O autor analisa sua origem e seu propósito (Hb 5:1-10) e, em seguida, exorta os leitores a não desconsiderá-los (Hb 5:11–6:8), mas apegar-se à esperança que isso envolve (Hb 6:9-20). Ele também explica as características desse sacerdócio (Hb 7:1-10) e suas implicações para o relacionamento de Deus com os crentes (Hb 7:11-28). Nesta semana vamos nos concentrar especificamente em Hebreus 5: 1-10 e 7:1-28.

Sábado, 29 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 

Jesus, o Doador do descanso – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

É significativo que Paulo, em Hebreus, tenha usado o descanso sabático, e não o domingo, como símbolo da salvação pela graça. O uso do descanso sabático dessa forma implica que os crentes valorizavam e observavam o sábado. Contudo, a partir do segundo século d.C., encontramos evidências de uma mudança decisiva na igreja. A observância do sábado deixou de ser considerada um símbolo de salvação e passou a ser símbolo de fidelidade ao judaísmo e à antiga aliança, que deveria ser evitado. Guardar o sábado tornou-se o equivalente a “judaizar”. Inácio de Antioquia (por volta de 110 d.C.) observou: “Aqueles que viviam de acordo com a antiga ordem encontraram uma nova esperança. Eles não mais observam o sábado, mas o dia do Senhor – o dia em que nossa vida foi ressuscitada com Cristo e por Sua morte” (Jacques B. Doukhan, Israel and the Church: Two Voices for the Same God [Hendrickson Publishers, 2002], p. 42). Marcião ordenou que seus seguidores jejuassem no sábado como sinal de rejeição aos judeus e ao seu Deus, e Vitorino não queria dar a impressão de que “observava o sábado dos judeus” (Israel and the Church, p. 41-45). Foi a perda da compreensão da observância do sábado como um símbolo da salvação pela graça que levou ao seu desaparecimento na igreja cristã.

“A vida em Cristo é uma vida de descanso. Pode não haver êxtase de sentimentos, mas deve existir uma confiança constante e tranquila. Sua esperança não está em si mesmo, mas em Cristo. […]” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 70, 71).

Perguntas para consideração

1. Qual é a relação entre a observância do sábado e a justificação pela fé?

2. Qual é a diferença entre a verdadeira observância do sábado e a observância legalista? Como observar o sábado da maneira correta?

Sexta-feira, 28 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Uma antecipação da nova criação

Lições da Bíblia1

Compare Êxodo 20:8-11; Deuteronômio 5:12-15 e Hebreus 4:8-11. Que diferenças encontramos quanto ao significado do descanso sabático?

Êxodo 20:8-11 (ARA)2: “8 Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. 9 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. 10 Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; 11 porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.

Deuteronômio 5:12-15 (ARA)2: “12 Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor, teu Deus. 13 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. 14 Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu;15 porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado.

Hebreus 4:8-11 (ARA)2: “8 Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia. 9 Portanto, resta um repouso para o povo de Deus. 10 Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas. 11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência.

Êxodo e Deuteronômio nos convidam a olhar o passado e descansar no sábado para celebrar as obras da criação e da redenção. Hebreus 4: 9-11, no entanto, nos convida a olhar para o futuro. Diz-nos que Deus preparou um descanso sabático vindouro e sugere uma nova dimensão para a guarda do sábado. O descanso sabático celebra não apenas as vitórias de Deus no passado, mas também as promessas divinas para o futuro.

A dimensão futura da observância do sábado sempre existiu, mas muitas vezes foi negligenciada. Após a queda, passou a ser a promessa de que Deus um dia restauraria a criação à sua glória original por meio do Messias. Deus nos ordenou que celebrássemos Seus atos de redenção por meio da observância do sábado, pois esse dia aponta para a culminação da redenção em uma nova criação. A observância do sétimo dia é uma antecipação do céu neste mundo imperfeito.

Isso sempre foi claro na tradição judaica. “Life of Adam and Eve”, The Old Testament Pseudepigrapha, de James H. Charlesworth, obra escrita entre 100 a.C. e 200 d.C., p. 18, diz: “O sétimo dia é um sinal da ressurreição, o descanso da era vindoura”. Outra fonte diz que a era vindoura é “o dia que é descanso sabático para a eternidade” (Jacob Neusner, The Mishnah, a New Translation [Yale University Press, 1988], p. 873). Othiot of Rabbi Akiba, uma fonte posterior, diz: “Israel disse perante o Santo, ‘Bendito seja Ele, Mestre do Mundo, se observarmos os mandamentos, que recompensa teremos?’ Ele lhe disse: ‘O mundo vindouro’. Disse-Lhe: ‘Mostra-nos como ele é’. Ele lhes mostrou o sábado’” (Theodore Friedman, “The Sabbath Anticipation of Redemption” [Judaism: A Quarterly Journal, v. 16], p. 443, 444).

O sábado é celebração, alegria e ação de graças. Ao observá-lo, demonstramos que cremos nas promessas de Deus, que aceitamos o dom da graça. O sábado é a fé vibrante. Quanto às ações, a observância do sábado provavelmente seja a expressão mais completa da convicção de que somos salvos pela graça por meio da fé Nele.

Como guardar o sábado mostrando o entendimento do que é a salvação pela fé, à parte das obras da lei? Em que sentido descansar no sábado expressa salvação pela graça?

Quinta-feira, 27 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Entrando em Seu descanso

Lições da Bíblia1

5. Leia Hebreus 3:11 e 4:1, 3, 5, 10. Como Deus caracteriza o descanso no qual nos convida a entrar?

Hebreus 3:11 (ARA)2: “Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso.” Hebreus 4:1, 3, 5, 10 (ARA)2: “1 Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado. […] 3 Nós, porém, que cremos, entramos no descanso, conforme Deus tem dito: Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Embora, certamente, as obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo. […] 5 E novamente, no mesmo lugar: Não entrarão no meu descanso. […] 10 Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas.”

Deus não nos convida simplesmente para descansar. Somos convidados a entrar em Seu descanso. Na Bíblia, “descanso” pode denotar paz na terra de Canaã (Dt 3:20), ou o templo em que a arca da aliança descansava (2Cr 6:41), ou o sábado em que Deus e os israelitas “descansam” de seu trabalho (Êx 20:11). Porém, nas passagens acima o Senhor os convida a entrar em Seu descanso.

6. Leia Hebreus 4:9-11, 16. O que somos chamados a fazer?

Hebreus 4:9-11, 16 (ARA)2: 9 Portanto, resta um repouso para o povo de Deus. 10 Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas. 11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência. 16 Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.

O descanso sabático celebra o fato de Deus ter terminado ou completado a obra da criação (Gn 2:1-3; Êx 20:8-11) ou redenção (Dt 5:12-15). Da mesma forma, a entronização de Jesus no templo celestial celebra o fato de que Ele terminou de oferecer o sacrifício perfeito para nossa salvação (Hb 10:12-14).

Observe, Deus descansa somente quando garante nosso bem-estar. Na criação, Deus descansou quando terminou a criação do mundo. Depois, descansou no templo somente depois que a conquista da terra que Ele havia prometido a Abraão foi completada por meio das vitórias de Davi, e Israel habitava seguro (1Rs 4:21-25; compare com Êx 15:18-21; Dt 11:24; 2Sm 8:1-14). Deus construiu uma casa para Si só depois que Israel e o rei tinham uma casa.

O descanso final que Deus nos promete é o novo mundo que criará para nós depois que o grande conflito finalmente terminar. Hebreus se refere a ele como “a cidade […] da qual Deus é o Arquiteto e Construtor” (Hb 11:10) e como uma pátria celestial (Hb 11:14-16). Esse descanso é a restauração do domínio, glória e honra que Deus originalmente concedeu aos seres humanos na criação (Hb 2:5-8; 12:28). É o Seu descanso. Não é simplesmente uma terra perfeita em que teremos paz, mas um novo céu e uma nova terra onde o trono de Deus estará. Ali teremos o nosso almejado descanso sabático.

Como podemos entrar no descanso de Deus agora mesmo e, pela fé, ter a certeza da salvação em Cristo, e não em nós mesmos?

Quarta-feira, 26 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Hoje, se ouvirem a Sua voz

Lições da Bíblia1

4. Qual é o convite de Deus para nós em Hebreus 4:6-11?

Hebreus 4:6-11 (ARA)2: “6 Visto, portanto, que resta entrarem alguns nele e que, por causa da desobediência, não entraram aqueles aos quais anteriormente foram anunciadas as boas-novas, 7 de novo, determina certo dia, Hoje, falando por Davi, muito tempo depois, segundo antes fora declarado: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração. 8 Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia. 9 Portanto, resta um repouso para o povo de Deus. 10 Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas. 11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência.

Embora a geração do deserto não tenha entrado no descanso por sua falta de fé, isso não impediu Deus de trabalhar em favor de Seu povo. Ele permaneceu fiel (2Tm 2:13). Paulo repetiu várias vezes que a promessa divina permanece (Hb 4:1, 6, 9). Ele usou os verbos gregos kataleip? e apoleip?, o que significa que a promessa foi “deixada para trás” ou ignorada pelo povo. O fato de que o convite para entrar no descanso tenha sido repetido na época de Davi (Hb 4:6, 7, referindo-se ao Sl 95) implicava que a promessa não havia sido reivindicada e que ainda estava disponível. Na verdade, sugere que o descanso está disponível desde a criação (Hb 4:3, 4).

Deus, entretanto, nos convida “hoje” a entrar em Seu descanso. “Hoje” é um conceito repleto de significado. Quando Moisés renovou a aliança de Israel com Deus na fronteira da terra prometida, enfatizou a importância do “hoje” (Dt 5:3; compare com 4:8; 6:6; 11:2). “Hoje” foi um momento de reflexão em que ele convidou o povo a reconhecer que Deus tinha sido fiel (Dt 11:2-7). “Hoje” também foi o momento de decidir ser fiel ao Senhor (Dt 5:1-3). Essa decisão não pode ser adiada.

Da mesma forma, “hoje” é para nós um momento de decisão, de oportunidade, mas também de perigo, como sempre foi para o povo de Deus.

No livro de Hebreus, o conceito do “hoje” denota o tempo do cumprimento das promessas divinas. Deus inaugurou esse momento com o decreto: “Hoje Eu gerei Você” (Hb 1:5), que estabeleceu Jesus como Governante em cumprimento de Suas promessas (2Sm 7:8-16). Assim, a entronização de Jesus inaugurou uma nova era de bênçãos e oportunidades para nós. Jesus derrotou os inimigos (Hb 2:14-16) e inaugurou uma nova aliança (Hb 8–10). Podemos nos aproximar “ousadamente” da presença divina (Hb 4:14-16; 10:19-23) e nos regozijar diante do Senhor com sacrifícios espirituais de ação de graças e louvor (Hb 12:28; 13:10-16). O apelo feito “hoje” nos convida a reconhecer que Deus é fiel e nos dá todas as razões para aceitar Seu convite imediatamente, sem tardar.

Que decisões espirituais você deve tomar “hoje”? Como foram suas experiências quando adiou o que sabia que Deus queria que você fizesse de imediato?

Terça-feira, 25 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.