O destino da serpente

Lições da Bíblia1

4. “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o Descendente dela. Este lhe ferirá a cabeça, e você Lhe ferirá o calcanhar” (Gn 3:15). O que significam as palavras do Senhor à serpente, e que esperança está implícita nesse verso?

A serpente seria esmagada na cruz. Haveria esperança para a humanidade por meio do Descendente, Jesus.

Deus começou Seu julgamento com a serpente, pois foi ela que deu início a todo o drama. A serpente foi o único ser amaldiçoado nessa narrativa. Há uma espécie de “reversão” da criação. Enquanto a criação levou à vida, à apreciação do bem e das bênçãos, o juízo levou à morte, ao mal e às maldições, mas também à esperança e à promessa de salvação. Junto ao quadro sombrio da serpente subjugada comendo pó (Gn 3:14) resplandeceu a esperança da salvação da humanidade, que aparece em forma de profecia. Mesmo antes das condenações de Adão e Eva, o Senhor lhes deu esperança da redenção (Gn 3:15). Sim, eles pecaram e sofreriam e morreriam por causa disso. Contudo, existe esperança de salvação.

5. Compare Gênesis 3:15 com Romanos 16:20, Hebreus 2:14 e Apocalipse 12:17. Como o plano da salvação, bem como o grande conflito, é revelado nessas passagens?

Gênesis 3:15 (ARA)2: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”

Romanos 16:20 (ARA)2: “E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás. A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco.”

Hebreus 2:14 (ARA)2: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

Apocalipse 12:17 (ARA)2: “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar.”

Observe os paralelos entre Gênesis 3:15 e Apocalipse 12:17: o dragão (serpente), enfurecido (inimizade); a descendência (semente); a mulher no Éden, a mulher em Apocalipse 12:17. A batalha (o grande conflito) que se moveu para o Éden, com a queda, continuará até o fim dos tempos. No entanto, a promessa da derrota de Satanás já foi feita no Éden: sua cabeça seria esmagada, tema mais explicitamente revelado no Apocalipse, que descreve sua derrota final (Ap 20:10). Ou seja, desde o início, a humanidade recebeu a esperança de que haveria uma saída para a terrível confusão advinda do conhecimento do mal, esperança de que todos nós podemos compartilhar.

Por que é tão reconfortante observar que, no próprio Éden, onde o pecado e o mal tiveram início na Terra, o Senhor começou a revelar o plano da salvação?

Quarta-feira, 06 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Escondendo-se de Deus

Lições da Bíblia1

Leia Gênesis 3:7-13. Por que Adão e Eva sentiram a necessidade de se esconder de Deus? Por que Deus perguntou “Onde você está?” Como Adão e Eva procuraram justificar seu comportamento?

Gênesis 3:7-13 (ARA)2: “7 Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. 8 Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. 9 E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? 10 Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. 11 Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? 12 Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. 13 Disse o Senhor Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

Depois de pecar, Adão e Eva se sentiram nus, pois tinham perdido suas vestes de glória, que refletiam a presença de Deus (ver Sl 8:5, compare com Sl 104:1, 2). A imagem divina foi afetada pelo pecado. O verbo “fazer”, na frase “fizeram cintas para si” (Gn 3:7), era até então aplicado apenas a Deus, o Criador (Gn 1:7, 16, 25, etc.). É como se eles substituíssem o Senhor ao tentar encobrir seus pecados, um ato que Paulo denuncia como justiça pelas obras (Gl 2:16).

Ao Se aproximar, Deus perguntou: “Onde você está?” (Gn 3:9), o mesmo tipo de pergunta que fez a Caim (Gn 4:9). Claro, Deus sabia as respostas. Suas perguntas foram feitas em benefício dos culpados, para ajudá-los a perceber o que haviam feito e, ao mesmo tempo, levá-los ao arrependimento e à salvação. A partir do momento em que os humanos pecaram, o Senhor esteve trabalhando para sua salvação e redenção.

Todo o cenário reflete a ideia do juízo investigativo, que começa com o Juiz, que interroga o culpado (Gn 3:9) a fim de prepará-lo para a sentença (Gn 3:14-19). Mas Ele também faz isso para levar ao arrependimento, que conduzirá à salvação (Gn 3:15).

No início, Adão e Eva tentaram fugir da acusação, procurando culpar um ao outro, atitude comum entre pecadores. À pergunta de Deus, Adão respondeu que foi a mulher que o Senhor lhe tinha dado (Gn 3:12) que o havia levado a fazer isso. Foi culpa dela (e, implicitamente, de Deus também), não dele.

Eva respondeu que foi a serpente que a enganou. O verbo hebraico nasha’, “enganar” (Gn 3:13), significa dar às pessoas falsas esperanças, levando-as a acreditar que estão fazendo a coisa certa (2Rs 19:10; Is 37:10; Jr 49:16).

Adão culpou a mulher, dizendo que ela lhe deu o fruto, e Eva culpou a serpente, dizendo que ela a enganou. Porém, os dois eram culpados.

Por que é tão fácil cair na mesma armadilha, de tentar culpar outra pessoa pelo próprio erro? Será que temos coragem de permitir que a graça nos leve à confissão do erro?

Terça-feira, 05 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O fruto proibido

Lições da Bíblia1

2. Leia Gênesis 2:16, 17 e 3:1-6 (ver também Jo 8:44). Compare as palavras da ordem divina a Adão com as palavras da serpente à mulher. Quais são as diferenças entre as falas e qual é o significado dessas diferenças?

Gênesis 2:16, 17 (ARA)2: “16 E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”

Gênesis 3:1-6 (ARA)2: “1 Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? 2 Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, 3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. 4 Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. 5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. 6 Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.”

Jo 8:44 (ARA)2: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.”

Observe os paralelos entre a conversa de Deus com Adão (Gn 2:16, 17) e a conversa de Eva com a serpente. É como se a serpente tivesse substituído Deus e soubesse ainda mais do que Ele. A princípio, ela apenas fez uma pergunta, dando a entender que a mulher talvez tivesse entendido mal a ordem divina; porém, em seguida, Satanás questionou abertamente as intenções de Deus e até O contradisse.

O ataque de Satanás envolvia duas questões: a morte e o conhecimento do bem e do mal. Enquanto Deus afirmou de maneira clara e enfática que a morte deles seria certa (Gn 2:17), Satanás disse que, ao contrário, não morreriam, sugerindo que os humanos eram imortais (Gn 3:4). Enquanto Deus proibiu Adão e Eva de comer do fruto, Satanás os encorajou a fazê-lo, pois, comendo-o, seriam como Deus (Gn 3:5). Os dois argumentos de Satanás, imortalidade e semelhança com Deus, convenceram Eva a comer o fruto. É preocupante o fato de que tão logo a mulher decidiu desobedecer a Deus e comer o fruto proibido, ela se comportou como se Deus não estivesse mais presente e tivesse sido substituído por ela mesma. O texto bíblico alude a essa mudança de personalidade. Na avaliação de Eva sobre o fruto proibido, a Bíblia usou a linguagem de Deus: “vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer” (Gn 3:6). Isso lembra a avaliação de Deus sobre Sua criação: “e viu […] que era boa” (Gn 1:4, ARC etc.). Essas duas tentações, a de ser imortal e a de ser como Deus, estão na raiz da ideia de imortalidade das antigas religiões egípcia e grega. O desejo de imortalidade, que acreditavam ser um atributo divino, obrigava essas pessoas a buscar a condição divina a fim de adquirir a imortalidade. Sorrateiramente, essa forma de pensar se infiltrou nas culturas judaico-cristãs e deu origem à crença na imortalidade da alma, que ainda subsiste em muitas igrejas.

Algumas crenças ensinam que há algo inerentemente imortal em nós. Nossa compreensão do estado dos mortos nos protege contra esse engano perigoso?

A serpente

Lições da Bíblia1

1. Leia Gênesis 3:1; 2 Coríntios 11:3; Apocalipse 12:7-9. Quem era a serpente e como esta enganou Eva?

Gênesis 3:1 (ARA)2: “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?

2 Coríntios 11:3 (ARA)2: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.”

Apocalipse 12:7-9 (ARA)2: “7 Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; 8 todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. 9 E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.”

O texto começa com “a serpente”. A sintaxe da frase sugere ênfase: Além disso, “a serpente” tem o artigo definido, indicando que se trata de uma figura bem conhecida, como se o leitor já devesse saber quem é. Assim, a existência desse ser é afirmada desde a primeira palavra do capítulo.

As Escrituras identificam a serpente como o inimigo de Deus (Is 27:1) e explicitamente a chamam de “diabo e Satanás” (Ap 12:9). Da mesma forma, no antigo Oriente Próximo, a serpente personificava o poder do mal.

“Para realizar sua obra sem que fosse percebido, Satanás preferiu fazer uso da serpente como médium, um disfarce bem adequado ao seu propósito de enganar. Naquele tempo, a serpente era uma das criaturas mais astutas e belas da Terra. Tinha asas e, enquanto voava, apresentava um esplendor deslumbrante, tendo a cor e o brilho de ouro polido” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 29 [53]). Ao falar sobre o diabo, em qualquer forma que apareça, a Bíblia não traz uma simples metáfora. Satanás é descrito como um ser literal e não apenas um símbolo retórico ou um princípio abstrato para representar o mal ou o lado tenebroso da humanidade. A serpente não se apresentou como inimiga de Deus, ao contrário, se referiu às palavras de Deus, as quais ela repetiu e parecia apoiar. Ou seja, desde o início, podemos ver que Satanás gosta de citar Deus e, como se verá mais tarde, até cita as próprias Escrituras (Mt 4:6). Observe também que a serpente não discutiu imediatamente com a mulher, mas fez uma pergunta indicando que acreditava no que o Senhor disse. Afinal, perguntou: “É verdade que Deus disse […]” (Gn 3:1)? Assim, desde o início, podemos ver o quanto esse ser era astuto e enganador.

Se Satanás foi capaz de enganar uma pessoa sem pecado no Éden, quanto mais vulneráveis somos nós? Qual é a nossa melhor defesa contra seus enganos?

Domingo, 03 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A queda

Lições da Bíblia1

“Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o Descendente dela. Este lhe ferirá a cabeça, e você Lhe ferirá o calcanhar” (Gn 3:15).

Em meio a tudo o que Deus deu aos nossos primeiros pais no Éden, veio também um aviso: “De toda árvore do jardim você pode comer livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá” (Gn 2:16, 17). Esse aviso contra comer da árvore do conhecimento do bem e do mal mostra que, embora Adão e Eva devessem conhecer o bem, não deviam conhecer o mal. Certamente, podemos entender o porquê, não é mesmo?

A ameaça de morte associada à advertência sobre a desobediência (Gn 2:17) se cumpriria: eles morreriam (Gn 3:19). Além de serem proibidos de comer da árvore, também foram expulsos do jardim do Éden (Gn 3:24) e, portanto, não tinham mais acesso ao que poderia ter-lhes dado a vida eterna como pecadores (Gn 3:22).

No entanto, em meio a essa tragédia, veio a esperança apresentada em Gênesis 3:15, chamada de protoevangelho, ou “a primeira promessa do evangelho” encontrada na Bíblia, a primeira vez que os humanos ouviram que, apesar da queda, Deus criou uma saída para todos nós.

Sábado, 02 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 

A criação – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Educação, p. 89, 90 [128, 129] (“A Ciência e a Bíblia”); História da Redenção, p. 15, 16 [21, 22] (“A Criação”).

“Uma vez que o livro da natureza e o da revelação apresentam indícios da mesma mente superior, eles não podem deixar de estar em harmonia. Com diferentes métodos e linguagens, dão testemunho das mesmas grandes verdades. A ciência está sempre descobrindo novas maravilhas, mas nada traz de suas pesquisas que, corretamente compreendido, esteja em conflito com a revelação divina. O livro da natureza e a palavra escrita lançam luz um sobre o outro. Servem para nos familiarizar com Deus, ensinando- nos algo das leis por meio das quais Ele opera.

“Entretanto, conclusões equivocadas, tiradas dos fenômenos observados na natureza, têm dado lugar a supostas divergências entre a ciência e a revelação; e, nos esforços para restabelecer a harmonia, tem-se adotado interpretações das Escrituras que abalam e destroem a força da Palavra de Deus. Tem-se pensado que a geologia contradiz a interpretação literal do relato da criação feito por Moisés. Alega-se que milhões de anos tenham sido necessários para que a Terra evoluísse do caos; e, a fim de acomodar a Bíblia a essa suposta revelação da ciência, admite-se que os dias da criação tenham sido períodos longos, indefinidos, abrangendo milhares ou mesmo milhões de anos.

“Essa conclusão é absolutamente infundada. O relato bíblico está em harmonia consigo mesmo e com o ensino da natureza” (Ellen G. White, Educação, p. 89, 90 [128, 129]).

Perguntas para consideração

1. Nossa fé seria afetada se acreditássemos que os relatos das origens fossem lendas com lições espirituais, mas sem veracidade histórica? No texto bíblico, quais pistas sugerem que o autor sabia que esses relatos eram “históricos”? Qual é o testemunho de Jesus sobre a veracidade histórica desses relatos?

2. O que Gênesis ensina sobre a importância de cuidar da Terra? Como ser bons mordomos do planeta e, ao mesmo tempo, evitar adorar a criação? (Rm 1:25). 3. Apesar da devastação causada pelo pecado, as maravilhas da criação ainda se manifestam, falando sobre a bondade e o poder de Deus?

Sexta-feira, 01 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O dever da humanidade

Lições da Bíblia1

Assim que Deus criou o primeiro homem, ofereceu-lhe três presentes: o jardim do Éden (Gn 2:8), o alimento (Gn 2:16) e a mulher (Gn 2:22).

Leia Gênesis 2:15-17. Qual é o dever do homem para com a criação e para com Deus? Como esses deveres se relacionam?

Gênesis 2:15-17 (ARA)2: “15 Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. 16 E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”

O primeiro dever do homem diz respeito ao ambiente natural em que Deus o colocou: cultivar e guardar (Gn 2:15). O verbo ‘avad, “cultivar”, refere-se a trabalhar. Não basta receber um dom, deve-se trabalhar nele e torná-lo frutífero, lição que Jesus repetiu na parábola dos talentos (Mt 25:14-30). O verbo shamar, “guardar”, implica a responsabilidade de preservar o que se recebeu.

O segundo dever diz respeito ao alimento. Deus o deu aos seres humanos (Gn 1:29) e disse: “você pode comer livremente” (Gn 2:16). Os seres humanos não criaram as árvores, nem seus frutos. Esses são dádivas, presentes da graça.

Mas há um mandamento aqui também: eles deveriam receber a oferta divina e desfrutar “de toda árvore”, porém Deus adicionou uma restrição: não deveriam comer de uma árvore em particular. Desfrutar sem qualquer restrição levaria à morte. Esse princípio estava correto no contexto do jardim do Éden e, em muitos aspectos, esse mesmo princípio existe no presente.

O terceiro dever do homem diz respeito à mulher, o terceiro dom de Deus: “o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher” (Gn 2:24). Essa declaração extraordinária destaca a responsabilidade humana para com a aliança conjugal e o propósito de ser “uma só carne”, ou seja, uma só pessoa (compare com Mt 19:7-9).

A razão pela qual é o homem (e não a mulher) que deve deixar seus pais pode ter a ver com o uso genérico do masculino na Bíblia; portanto, talvez o mandamento se aplique também à mulher. Seja como for, embora o vínculo do matrimônio seja um presente de Deus, uma vez que tenha sido recebido, envolve a responsabilidade que deve ser cumprida fielmente pelo homem e pela mulher.

Pense em tudo o que você recebeu de Deus. Quais são suas responsabilidades para com esses dons?

Quinta-feira, 31 de março de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A criação da humanidade

Lições da Bíblia1

Os seres humanos são o clímax da criação, o propósito para o qual a Terra foi feita.

4. Leia Gênesis 1:26-29 e 2:7. Qual é a conexão entre as duas versões diferentes da criação da humanidade?

Gênesis 1:26-29 (ARA)2: 26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. 27 Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. 29 E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento.”

Gênesis 2:7 (ARA)2: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.”

Somente o ser humano foi criado à imagem divina (Gn 1:25, 27). Com frequência, essa fórmula tem sido limitada à natureza espiritual dos humanos, ou seja, à ideia de que a “imagem de Deus” significa apenas a função administrativa de representá-Lo, ou a função espiritual de relacionamento com Ele ou com os outros.

Embora essas interpretações sejam corretas, não abrangem a importante realidade física da criação. Ambas as dimensões estão, de fato, incluídas nas duas palavras, “imagem” e “semelhança”, que descrevem esse processo em Gênesis 1:26. Enquanto a palavra hebraica tselem, “imagem”, se refere à forma concreta do corpo físico, a palavra demut, “semelhança”, se refere às qualidades abstratas que são comparáveis à Pessoa divina.

A noção hebraica da “imagem de Deus” deve ser entendida no sentido integral da visão bíblica da natureza humana. O texto afirma que homens e mulheres foram criados à imagem de Deus física e espiritualmente. Ellen G. White escreveu: “Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia em sua natureza física, intelectual e espiritual, a semelhança de seu Criador” (Ellen G. White, Educação, p. 8 [15]).

Essa compreensão integral da imagem de Deus, incluindo o corpo físico, é reafirmada no outro relato da criação, o qual diz que “o homem se tornou um ser vivente” (Gn 2:7), literalmente, “uma alma vivente” (nefesh), como resultado de duas operações divinas: Deus “formou” e Deus “soprou”. Observe que o “fôlego” muitas vezes se refere à dimensão espiritual, mas também está ligado estreitamente à capacidade biológica de respirar, a parte do homem formada “do pó da terra”. É o “fôlego de vida”, isto é fôlego (espiritual) e vida (física).

Deus fez mais tarde uma terceira operação, dessa vez para criar a mulher a partir do corpo do homem (Gn 2:21, 22), uma forma de enfatizar que ela é da mesma natureza do homem.

Quarta-feira, 30 de março de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.