A serpente

Lições da Bíblia1

1. Leia Gênesis 3:1; 2 Coríntios 11:3; Apocalipse 12:7-9. Quem era a serpente e como esta enganou Eva?

Gênesis 3:1 (ARA)2: “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?

2 Coríntios 11:3 (ARA)2: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.”

Apocalipse 12:7-9 (ARA)2: “7 Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; 8 todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. 9 E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.”

O texto começa com “a serpente”. A sintaxe da frase sugere ênfase: Além disso, “a serpente” tem o artigo definido, indicando que se trata de uma figura bem conhecida, como se o leitor já devesse saber quem é. Assim, a existência desse ser é afirmada desde a primeira palavra do capítulo.

As Escrituras identificam a serpente como o inimigo de Deus (Is 27:1) e explicitamente a chamam de “diabo e Satanás” (Ap 12:9). Da mesma forma, no antigo Oriente Próximo, a serpente personificava o poder do mal.

“Para realizar sua obra sem que fosse percebido, Satanás preferiu fazer uso da serpente como médium, um disfarce bem adequado ao seu propósito de enganar. Naquele tempo, a serpente era uma das criaturas mais astutas e belas da Terra. Tinha asas e, enquanto voava, apresentava um esplendor deslumbrante, tendo a cor e o brilho de ouro polido” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 29 [53]). Ao falar sobre o diabo, em qualquer forma que apareça, a Bíblia não traz uma simples metáfora. Satanás é descrito como um ser literal e não apenas um símbolo retórico ou um princípio abstrato para representar o mal ou o lado tenebroso da humanidade. A serpente não se apresentou como inimiga de Deus, ao contrário, se referiu às palavras de Deus, as quais ela repetiu e parecia apoiar. Ou seja, desde o início, podemos ver que Satanás gosta de citar Deus e, como se verá mais tarde, até cita as próprias Escrituras (Mt 4:6). Observe também que a serpente não discutiu imediatamente com a mulher, mas fez uma pergunta indicando que acreditava no que o Senhor disse. Afinal, perguntou: “É verdade que Deus disse […]” (Gn 3:1)? Assim, desde o início, podemos ver o quanto esse ser era astuto e enganador.

Se Satanás foi capaz de enganar uma pessoa sem pecado no Éden, quanto mais vulneráveis somos nós? Qual é a nossa melhor defesa contra seus enganos?

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

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