A maldade do ser humano

Lições da Bíblia1

6. Leia Gênesis 4:17-24. Qual foi o legado de Caim, e como seu crime abriu caminho para o aumento da impiedade?

Gênesis 4:17-24 (ARA)2: “17 E coabitou Caim com sua mulher; ela concebeu e deu à luz a Enoque. Caim edificou uma cidade e lhe chamou Enoque, o nome de seu filho. 18 A Enoque nasceu-lhe Irade; Irade gerou a Meujael, Meujael, a Metusael, e Metusael, a Lameque. 19 Lameque tomou para si duas esposas: o nome de uma era Ada, a outra se chamava Zilá. 20 Ada deu à luz a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e possuem gado. 21 O nome de seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta. 22 Zilá, por sua vez, deu à luz a Tubalcaim, artífice de todo instrumento cortante, de bronze e de ferro; a irmã de Tubalcaim foi Naamá. 23 E disse Lameque às suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me; vós, mulheres de Lameque, escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou.  24 Sete vezes se tomará vingança de Caim, de Lameque, porém, setenta vezes sete.

Lameque, descendente de Caim, referiu-se ao crime do avô no contexto do seu próprio. Essa comparação entre o crime de Caim e o de Lameque é instrutiva. Enquanto o primeiro se calou sobre seu único crime registrado, o segundo parecia se vangloriar do seu, expressando-o em uma canção (Gn 4:23, 24). Enquanto Caim pediu a misericórdia divina, não há registro de Lameque fazendo o mesmo. Enquanto Caim foi vingado sete vezes por Deus, Lameque acreditava que seria vingado setenta e sete vezes (ver Gn 4:24), uma indicação de que ele estava bem ciente de sua culpa.

Além disso, Caim era monogâmico (Gn 4:17). Lameque introduziu a poligamia, pois a Bíblia diz especificamente que ele “tomou para si duas esposas” (Gn 4:19). Essa intensificação e exaltação do mal afetaram as gerações seguintes de caimitas.

O texto bíblico registra um novo evento que se opõe a essa tendência. “Adão tornou a ter relações com sua mulher” (Gn 4:25), e o resultado foi o nascimento de Sete, cujo nome foi dado por Eva para indicar que Deus lhe havia concedido “outro descendente” no lugar de Abel.

A história do nome Sete precede Abel. Ele deriva do verbo hebraico ‘ashit, “porei” (Gn 3:15), que introduz a profecia messiânica. A semente messiânica seria transmitida na linhagem setita. A Bíblia começa o registro da linhagem messiânica com Sete, inclui Enoque e Metusalém e termina com Noé (Gn 5:3, 24, 25; 6:8).

A frase “os filhos de Deus” (Gn 6:2) refere-se à linhagem de Sete, pois foram concebidos para preservar a imagem divina (Gn 5:1, 4). Por outro lado, as “filhas dos homens” (Gn 6:2) parecem ter uma conotação negativa, contrastando a descendência daqueles que são imagem de Deus com aqueles que são feitos à imagem dos homens. E foi sob a influência dessas “filhas dos homens” que os filhos de Deus “tomaram para si mulheres, aquelas que, entre todas, mais lhes agradaram” (Gn 6:2), indicando a direção errada que a humanidade estava tomando.

Gênesis 6:1-5 traz um testemunho poderoso da corrupção do pecado. Por que devemos fazer tudo o que pudermos no poder de Deus para erradicar o pecado de nossa vida?

Quinta-feira, 14 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A punição de Caim

Lições da Bíblia1

4. Leia Gênesis 4:9-16. Por que Deus perguntou: “Onde está Abel, o seu irmão?” Qual é a relação entre o pecado de Caim e o fato de se tornar “fugitivo e errante pela terra” (Gn 4:12)?

Gênesis 4:9-16 (ARA)2: “9 Disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão? 10 E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão clama da terra a mim. 11 És agora, pois, maldito por sobre a terra, cuja boca se abriu para receber de tuas mãos o sangue de teu irmão. 12 Quando lavrares o solo, não te dará ele a sua força; serás fugitivo e errante pela terra. 13 Então, disse Caim ao Senhor: É tamanho o meu castigo, que já não posso suportá-lo. 14 Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua presença hei de esconder-me; serei fugitivo e errante pela terra; quem comigo se encontrar me matará. 15 O Senhor, porém, lhe disse: Assim, qualquer que matar a Caim será vingado sete vezes. E pôs o Senhor um sinal em Caim para que o não ferisse de morte quem quer que o encontrasse. 16 Retirou-se Caim da presença do Senhor e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden.”

A pergunta de Deus a Caim relembra a pergunta feita pelo Senhor a Adão no Éden: “Onde você está?”

Caim, porém, não reconheceu seu pecado. Ao contrário, o negou, algo que Adão não fez, embora tentasse colocar a culpa em outro. Caim, por sua vez, desafiou abertamente a Deus, que não perdeu tempo confrontando-o com seu crime. Quando o Senhor fez a terceira pergunta “O que foi que você fez?”, Ele nem mesmo esperou por uma resposta, apenas relembrou a Caim que sabia de tudo, pois a voz do sangue de Abel O alcançava desde a terra (Gn 4:10), imagem que significava que Deus sabia sobre o assassinato e reagiria. Abel havia voltado à terra, estava enterrado, uma ligação direta com a queda e com o que o Senhor disse que aconteceria a Adão (ver Gn 3:19).

5. Leia Gênesis 4:14. O que significam as palavras de Caim: “da Tua presença terei de me esconder”?

Gênesis 4:14 (ARA)2: “Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua presença hei de esconder-me; serei fugitivo e errante pela terra; quem comigo se encontrar me matará.”

O sangue de Abel tinha sido derramado na terra. Por isso, ela foi amaldiçoada novamente (Gn 4:12). Como resultado, Caim foi condenado a se tornar um refugiado, longe do Senhor. Somente quando Caim ouviu a sentença divina, reconheceu o significado da presença de Deus, pois sem Ele, temeu por sua própria vida. Mesmo após ter assassinado a sangue frio seu irmão e ter se rebelado, o Senhor mostrou misericórdia para com ele, e ainda que Caim tenha se retirado “da presença do Senhor” (Gn 4:16), Ele lhe deu algum tipo de proteção. Não sabemos o que exatamente era esse “sinal” (Gn 4:15), mas foi dado apenas por causa da graça de Deus para com ele.

“Da Tua presença serei escondido” (Gn 4:14, TB). É possível se esconder da presença de Deus? Que situação trágica. Sendo pecadores, qual é a única maneira de evitar essa situação?

Quarta-feira, 13 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O crime

Lições da Bíblia1

3. Leia Gênesis 4:3-8. O que levou Caim a matar seu irmão? Veja também 1 João 3:12.

Gênesis 4:3-8 (ARA)2: “3 Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. 4 Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta; 5 ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante. 6 Então, lhe disse o Senhor: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? 7 Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo. 8 Disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou.

eaeae21 João 3:12 (ARA)2: “não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas.

A reação de Caim foi dupla: “Caim ficou muito irritado e fechou a cara” (Gn 4:5). Ao que parece, a raiva de Caim foi dirigida a Deus e a Abel. Ele sentiu raiva de Deus porque pensava que estava sendo vítima de injustiça, e raiva de Abel porque tinha ciúmes de seu irmão. Ciúmes de quê? Devido à oferta? É evidente que algo mais aconteceu nos bastidores e que não é revelado nesses poucos textos. Caim entristeceu-se, pois sua oferta não havia sido aceita.

As duas perguntas de Deus em Gênesis 4:6 estão relacionadas às duas condições de Caim. Observe que o Senhor não o acusou. Da mesma forma que fez com Adão, Deus fez perguntas, não porque não soubesse as respostas, mas porque desejava que Caim olhasse para si mesmo e entendesse a razão de sua própria condição. Como sempre, o Senhor procura redimir Seu povo, mesmo quando este O abandona abertamente. Então, depois de perguntar, Deus aconselhou Caim.

Primeiro, o exortou a “fazer o bem”. Foi um chamado ao arrependimento e à mudança de atitude. Deus prometeu a Caim que ele seria “aceito” e perdoado; mas isso deveria acontecer nos termos Dele, não nos de Caim.

Por outro lado, “se não fizer o que é certo, eis que o pecado está à porta, à sua espera. O desejo dele será contra você, mas é necessário que você o domine” (Gn 4:7). O conselho divino revelou a raiz do pecado e esta se encontrava no próprio Caim. Novamente, Deus o aconselhou, procurando guiá-lo no caminho que devia seguir.

O segundo conselho divino diz respeito à atitude que se deveria tomar em relação àquele pecado, que estava à porta e cujo desejo era contra Caim. Deus recomendou autocontrole: “é necessário que você o domine”. O mesmo princípio ecoa em Tiago: “cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz” (Tg 1:14). O evangelho oferece não só o perdão, mas também a vitória sobre o pecado (1Co 10:13). Caim não tinha ninguém para culpar por seu pecado, exceto a si mesmo. Em geral, não é isso também o que acontece a todos nós?

O que essa história triste ensina sobre o livre-arbítrio e sobre o fato de que Deus não nos força a obedecer?

Terça-feira, 12 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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As duas ofertas

Lições da Bíblia1

O contraste entre Caim e Abel, conforme refletido em seus nomes, não dizia respeito apenas às suas personalidades; também se manifestava em suas respectivas ocupações. Enquanto Caim era “agricultor”, profissão que exigia trabalho físico árduo, Abel era “pastor de ovelhas” (Gn 4:2), o que implicava sensibilidade e compaixão.

Essas duas ocupações não apenas explicam a natureza das duas ofertas (alimentos de Caim e uma ovelha de Abel), mas também falam das duas atitudes psicológicas e mentalidades diferentes associadas a elas: Caim trabalhava para “adquirir” o fruto que produzia, enquanto Abel tinha o cuidado de “guardar” as ovelhas que recebia.

2. Leia Gênesis 4:1-5 e Hebreus 11:4. Por que Deus aceitou a oferta de Abel e rejeitou a de Caim? Como devemos entender o que aconteceu ali?

Gênesis 4:1-5 (ARA)2: “1 Coabitou o homem com Eva, sua mulher. Esta concebeu e deu à luz a Caim; então, disse: Adquiri um varão com o auxílio do Senhor. 2 Depois, deu à luz a Abel, seu irmão. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim, lavrador. 3 Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. 4 Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta; 5 ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante.”

Hebreus 11:4 (ARA)2: “Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela, também mesmo depois de morto, ainda fala.”

“Sem derramamento de sangue não poderia haver remissão de pecado; e eles deviam mostrar sua fé no sangue de Cristo como a expiação prometida, oferecendo em sacrifício o primogênito do rebanho. Além disso, as primícias da terra deviam ser apresentadas diante do Senhor em ação de graças” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 47 [71]).

Enquanto Abel obedeceu às instruções divinas e, conforme o texto hebraico, ofereceu as primícias da terra, além da oferta queimada de animal, Caim se recusou a fazê-lo. Ele não trouxe um animal para ser sacrificado, mas apenas uma oferta do “fruto da terra”. Foi um ato de flagrante desobediência, em contraste com a atitude de seu irmão. Com frequência, essa história tem sido considerada um caso clássico de salvação pela fé (Abel e sua oferta de sangue) em contraste com uma tentativa de ganhar a salvação pelas obras (Caim e o fruto da terra).

Embora essas ofertas devessem ter um significado espiritual, não tinham valor mágico em si mesmas. Sempre foram meros símbolos, imagens que apontavam para o Deus que provê ao pecador não apenas o sustento, mas também a redenção (Mq 6:7; Is 1:11). Como aplicar o princípio contido nesses textos em nossa vida e adoração?

Que coisas na vida são verdadeiramente hebel (“vaidade”), mas que tratamos como se fossem mais valiosas do que de fato são? Por que devemos saber a diferença entre o que é importante e o que não é?

Segunda-feira, 11 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Caim e Abel

Lições da Bíblia1

1. Leia Gênesis 4:1, 2. O que aprendemos sobre o nascimento de Caim e Abel?

Gênesis 4:1, 2 (ARA)2: “1 Coabitou o homem com Eva, sua mulher. Esta concebeu e deu à luz a Caim; então, disse: Adquiri um varão com o auxílio do Senhor. 2 Depois, deu à luz a Abel, seu irmão. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim, lavrador.”

O primeiro evento registrado pelo autor bíblico imediatamente após a expulsão de Adão do jardim do Éden é um nascimento. Na frase hebraica em Gênesis 4:1, as palavras “o Senhor” (YHWH) estão diretamente ligadas às palavras “um homem”, como indica a seguinte tradução literal: “Adquiri um homem, na verdade o próprio Senhor”. Essa tradução sugere que Eva se lembrou da profecia messiânica de Gênesis 3:15 e acreditou que havia dado à luz seu Salvador, o Senhor. “A vinda do Salvador foi predita no Éden. Depois que Adão e Eva ouviram pela primeira vez a promessa, aguardaram um cumprimento imediato dela. Receberam alegremente seu primeiro filho, na esperança de que fosse o Libertador” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 20 [31]).

Caim ocupa a maior parte do relato. Ele não era apenas o primogênito, um filho que os pais quase “adoravam”; no capítulo, ele é o único que fala. Enquanto Eva comentou animadamente sobre o nascimento de Caim, não disse nada no nascimento de Abel, pelo menos nada que esteja registrado no texto, em contraste com o nascimento de Caim. O narrador simplesmente relatou que ela “voltou a dar à luz” (Gn 4:2, NVI).

O nome Caim vem do verbo hebraico qanah, que significa “adquirir” e denota a aquisição, a posse de algo precioso e poderoso. Por outro lado, o nome hebraico Hebel, em português Abel, significa “sopro” (Sl 62:9, NVI), ou “brisa” (Sl 144:4, NVT), e indica algo evasivo, vazio, falta de substância. A mesma palavra, hebel (abel), é usada repetidamente em Eclesiastes para “vaidade”. Embora não seja nossa intenção ver mais nessas curtas passagens do que aquilo que está contido nelas, talvez a ideia seja de que a esperança de Adão e Eva repousasse somente em Caim, pois acreditavam que ele, e não seu irmão, fosse o Messias prometido.

Domingo, 10 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Caim e seu legado

Lições da Bíblia1

“Se fizer o que é certo, não é verdade que você será aceito? Mas, se não fizer o que é certo, eis que o pecado está à porta, à sua espera. O desejo dele será contra você, mas é necessário que você o domine” (Gn 4:7).

Em Gênesis, o que se segue imediatamente após a queda, e a expulsão de Adão e Eva do Éden, são nascimentos e mortes, todos em cumprimento das profecias de Deus no capítulo anterior. Gênesis 3 e 4 contêm muitos temas e palavras comuns: descrições de pecado (Gn 3:6-8; 4:8), maldições da terra [‘adamah] (Gn 3:17; 4:11) e expulsão (Gn 3:24; 4:12, 16).

A razão desses paralelos é destacar o cumprimento das profecias e predições que Deus fez a Adão e Eva após a queda. O primeiro evento depois de Adão ter sido expulso foi cheio de esperança: o nascimento do primeiro filho, considerado por Eva como o cumprimento da promessa que ouviu na profecia messiânica (Gn 3:15). Ou seja, ela pensou que ele fosse o Messias prometido.

Os eventos seguintes: o crime de Caim, o crime de Lameque, a diminuição da expectativa de vida e o aumento da maldade são todos cumprimentos da maldição proferida em Gênesis 3.

No entanto, nem toda esperança estava perdida.

Sábado, 09 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A queda – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Considere a conexão entre “a árvore da vida” e “a árvore do conhecimento do bem e do mal”. Ambas estão “no meio do jardim” (Gn 2:9), porém há mais entre as duas árvores do que uma relação geográfica. O ser humano tirou o fruto do conhecimento do bem e do mal e desobedeceu a Deus. Assim, perdeu o acesso à árvore da vida, e não poderia viver para sempre, pelo menos no estado de pecado. Essa conexão é a base de um princípio profundo. As escolhas morais e espirituais têm impacto na vida biológica, como vemos na instrução de Salomão a seu filho (Pv 3:1, 2). Essa conexão reaparece na nova Jerusalém, onde apenas a árvore da vida estará (Ap 22:2).

“Ao criar Eva, Deus pretendia que ela não fosse nem inferior nem superior ao homem, mas em todas as coisas lhe fosse igual. O santo casal não devia ter nenhum interesse independente um do outro e, no entanto, cada um possuía individualidade de pensamento e de ação. Depois do pecado de Eva, porém, tendo ela sido a primeira na transgressão, o Senhor lhe disse que Adão teria domínio sobre ela. Devia ser sujeita a seu marido, o que constituía parte da maldição. Em muitos casos, essa maldição tem tornado o destino da mulher extremamente doloroso, fazendo de sua vida um fardo. O homem tem abusado em muitos aspectos da superioridade que Deus lhe deu, exercendo poder arbitrário. A sabedoria infinita idealizou o plano da redenção, pelo qual a humanidade tem segundo tempo de graça mediante outra prova” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 402 [484]).

Perguntas para consideração

1. Deus confrontou Adão e fez-lhe perguntas não apenas para estabelecer sua culpa, mas para levá-lo ao arrependimento. Esse motivo reapareceu no caso de Caim (Gn 4:9, 10), no dilúvio (Gn 6:5-8), na torre de Babel (Gn 11:5) e em Sodoma e Gomorra (Gn 18:21). Como, nesses incidentes, se revela a ideia de um juízo investigativo?

2. Por que Eva pensou que comer do fruto lhe daria sabedoria? Como evitar o erro de desafiar a Palavra de Deus a fim de obter algo “melhor” do que o que Deus oferece?

Sexta-feira, 08 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Destino humano

Lições da Bíblia1

Leia Gênesis 3:15-24. Como resultado da queda, o que aconteceu com Adão e Eva?

Gênesis 3:15-24 (ARA)2: “15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. 16 E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. 17 E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. 18 Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. 19 No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás. 20 E deu o homem o nome de Eva a sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos. 21 Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu. 22 Então, disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente. 23 O Senhor Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. 24 E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida.”

Embora o juízo divino sobre a serpente seja explicitamente identificado como maldição (Gn 3:14), não acontece o mesmo quanto ao juízo divino sobre a mulher e o homem. A única vez que a palavra “maldita” é usada novamente se aplica apenas à “terra”, o solo (Gn 3:17). Ou seja, Deus tinha outros planos para o homem e a mulher. Eles receberam uma esperança que não foi oferecida à serpente.

Ainda que vivessem verdadeiramente no paraíso e não tivessem absolutamente nenhuma razão para duvidar do Criador, de Suas palavras ou de Seu amor por eles, nossos primeiros pais desobedeceram a Deus de modo aberto e flagrante. Entretanto, como qualquer pai amoroso, o Senhor queria apenas o bem para eles, não o mal. Porém, visto que conheciam o mal, Deus faria tudo o que pudesse para salvá-los dele. Assim, mesmo em meio a esses juízos, a esperança não se perdeu para eles.

Visto que o pecado da mulher ocorreu devido à sua associação com a serpente, o verso que descreve o juízo divino sobre a mulher está relacionado ao juízo da serpente. Não apenas Gênesis 3:16 segue imediatamente Gênesis 3:15, mas os paralelos entre as duas profecias indicam de forma clara que a profecia sobre a mulher em Gênesis 3:16 deve ser lida em conexão com a profecia messiânica em Gênesis 3:15. O juízo divino sobre a mulher, incluindo a gravidez, deve, portanto, ser entendido sob a perspectiva positiva da salvação (compare com 1Tm 2:14, 15).

O pecado do homem aconteceu porque ele ouviu a mulher em lugar de Deus. Por isso, foi amaldiçoado o solo de onde o homem havia sido tirado (Gn 3:17). Como resultado, ele teria que trabalhar arduamente (Gn 3:17-19), e então voltaria à terra (Gn 3:19), algo que nunca deveria acontecer e que nunca fez parte do plano original divino.

É significativo que, contra essa perspectiva desesperadora da morte, Adão tenha se voltado para a mulher, em quem viu esperança de vida por meio do parto (Gn 3:20), mesmo em meio à sentença de morte.

Temos a tendência de pensar que “conhecimento” em si é bom, mas por que nem sempre é esse o caso? Sobre quais coisas é melhor nada sabermos?

Quinta-feira, 07 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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