Dízimo sobre o lucro bruto ou líquido?

Lições da Bíblia1

Calculamos nosso dízimo sobre nossa “renda” se somos pagos por hora ou por salário, e calculamos sobre nossa “renda” ou lucro se somos autônomos e temos nosso próprio negócio. O governo desconta impostos do salário do trabalhador para cobrir o custo dos serviços como segurança, estradas e pontes, seguro-desemprego, etc. A questão do valor bruto ou líquido envolve principalmente se devemos devolver o dízimo com base em nossa renda antes ou depois de tais impostos serem descontados. Aqueles que são autônomos podem deduzir legitimamente o custo da execução dos negócios para determinar seu lucro real antes da dedução de seus impostos pessoais.

Estudos sobre os hábitos de doação revelam que a maioria dos adventistas devolve o dízimo sobre a renda bruta, ou seja, antes do desconto dos impostos. “O dízimo deve ser calculado sobre a renda bruta do assalariado antes das deduções requeridas por lei e outros descontos. Isso inclui impostos que proveem serviços e benefícios aos cidadãos. Contribuições para o INSS podem ser descontadas” (Associação Geral dos Adventistas, Princípios e Diretrizes Sobre Dízimos, item 111-F, p. 22).

7. Leia 1 Reis 17:9-16. Qual era a situação da viúva antes de Elias ir até ela? O que o profeta lhe pediu que fizesse antes de cuidar de si mesma e do filho? O que podemos aprender com esse relato?

1 Reis 17:9-16 (ARA)2: “9 Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida. 10 Então, ele se levantou e se foi a Sarepta; chegando à porta da cidade, estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, uma vasilha de água para eu beber. 11 Indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me também um bocado de pão na tua mão. 12 Porém ela respondeu: Tão certo como vive o Senhor, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para o meu filho; comê-lo-emos e morreremos. 13 Elias lhe disse: Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-mo aqui fora; depois, farás para ti mesma e para teu filho. 14 Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra. 15 Foi ela e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias. 16 Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias.”

A viúva de Sarepta foi informada pelo Senhor que um homem de Deus estava vindo para visitá-la (1Rs 17:9). Quando Elias chegou, ela explicou suas terríveis circunstâncias. Elias primeiro pediu um copo de água e acrescentou: “[…] Faça um pãozinho com o que você tem e traga-o para mim” (1Rs 17:13, 14).

Isso era egoísmo da parte dele, ou ele estava simplesmente testando a fé dela, ou melhor, permitindo que ela exercesse sua fé? A resposta parece óbvia.

Como temos visto, “cada um tem de decidir suas próprias contribuições, sendo deixado na liberdade de dar segundo se propôs em seu coração” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 405).

Como explicar a alguém que nunca devolveu o dízimo as bênçãos que advêm dessa experiência? Quais são essas bênçãos e como tudo isso fortalece sua fé?

Quarta-feira, 18 de janeiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Admistradores fieis: à espera do Mestre. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 511, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um comentário sobre “Dízimo sobre o lucro bruto ou líquido?

  1. Na Bíblia não temos qualquer orientação ou referência a respeito dessa questão de dizimar do líquido ou do bruto da renda. É nítido que nos tempos bíblicos as estruturas de ganhos, de trabalhos e de pagamentos eram bem diferentes dos dias atuais. Sendo assim, é legítimo ter preocupação em querer dizimar da melhor forma possível.

    Se utilizar do texto de 1 Reis 17:9-16 para sustentar a tese do tema apresentado acima (Dizimo sobre o lucro bruto ou líquido), me pareceu sem sentido, uma vez que o foco principal da mensagem está na confiança e fé, e não no dízimo em si.

    Argumentar que pelo fato do governo descontar impostos do salário do trabalhador para cobrir custos dos serviços como segurança, saúde, educação, infraestrutura, seguro-desemprego, etc, para defender a tese de se calcular o dizimo do bruto, como compensação pelos serviços ofertados pelo governo, esquecendo que além desses, há vários outros tributos que já são pagos no nosso cotidiano (IPI, Cofins, IOF, IPTU, ISS, ITBI, IPVA, ICMS, PIS/PASEP, etc).

    Observe que o INSS e o IR é um dinheiro que só será acessado ou utilizado pelo trabalhador apenas no futuro! Na prática, apesar de o trabalhador ter trabalhado por esse valor, este não o recebeu em sua totalidade, pois houve uma dedução de parte desse valor na folha de pagamento, logo o trabalhador não pode usá-lo, pois o mesmo foi retido pelo governo.

    Dessa forma, defendo a tese de dizimar do líquido e não do bruto. Pois como mostrei, apesar de o trabalhador ter trabalhado por aquele salário, o valor não está disponível e nem acessível a ele, não estando em seu poder. Como tal valor só estará disponível num futuro, ao ser solicitado ou restituído, faz mais sentido, “dizimar” quando os receber.

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