Os inalcançáveis somos nós! (Is 53:3-9)

Lições da Bíblia1

Isaías 53:3-9 (ARA)2: “3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. 4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. 5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. 7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. 9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca.”

O Servo sofredor é retratado aqui como um “renovo” vulnerável, aparentemente sem valor especial, e desprezado (Is 53:2, 3). Isaías rapidamente nos leva por meio da juventude inocente à beira do abismo. Mesmo com o pano de fundo apresentado anteriormente, não estamos preparados para nos conformar com o destino do Servo. Pelo contrário! Isaías nos ensinou a estimar o Filho nascido a nós, o supremo Príncipe da Paz. Outros o desprezam, mas sabemos quem Ele realmente é.

Alguém disse: “Encontramos o inimigo, e o inimigo somos nós”. O Servo não foi o primeiro a ser desprezado, rejeitado ou a ser homem de dores. O rei Davi foi considerado tudo isso quando fugiu de seu filho Absalão (2Sm 15:30). Mas o sofrimento suportado por esse Servo não era Dele e não resultava de Seu próprio pecado. Ele também não o levou apenas por uma pessoa; “o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós” (Is 53:6).

A resposta para o “Por quê?” é a difícil verdade de Isaías: por causa do amor de Deus, Seu Messias escolheria sofrer. Mas por quê? Isaías colocou o último elemento que faltava para completar a verdade impensável: Ele escolheria sofrer para alcançar o inalcançável, e o inalcançável somos nós!

Os que não entendem consideram o Servo como “ferido de Deus” (Is 53:4). Os amigos de Jó pensaram que o sofrimento dele devia ter sido causado por seu pecado, e os discípulos de Jesus Lhe perguntaram: “Quem pecou para que este homem nascesse cego? Ele ou os pais dele?” (Jo 9:2). Assim também, os que viram Jesus na cruz pensaram o pior. Moisés não havia dito que “o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus” (Dt 21:23; compare com Nm 25:4)?

No entanto, tudo isso foi da vontade de Deus (Is 53:10). Por quê? Porque “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar” (Gl 3:13). “Aquele que não conheceu pecado, Deus O fez pecado por nós, para que, Nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5:21).

“Que preço elevadíssimo foi esse que Deus pagou por nós! Olhem para a cruz e para a Vítima nela pendurada. Olhem para aquelas mãos traspassadas de cravos e para aqueles pés pregados no madeiro. Cristo levou em Seu próprio corpo o nosso pecado. Aquele sofrimento, aquela agonia, representa o preço de nossa redenção” (Ellen G. White, A Maravilhosa ­Graça de Deus, p. 172).

O peso, a culpa, o castigo pelos pecados do mundo inteiro recaíram sobre Cristo na cruz, de uma só vez, como o único meio de nos salvar! O que isso revela sobre a perversidade do pecado, a ponto de exigir esse preço para nos resgatar? O que a entrega de Jesus por nós, mesmo a um custo tão elevado, revela sobre Seu amor?

Quarta-feira, 03 de março de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

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