Mensagens de Cristo a Esmirna e Pérgamo

Lições da Bíblia

“Esmirna era uma cidade bela e rica, mas também um centro de adoração obrigatória ao imperador. A recusa em cumprir essa ordem podia levar as pessoas a perder seu status legal, ser perseguidas e até martirizadas.”1

“1. Leia Apocalipse 2:8-11. Qual era a circunstância da igreja de Esmirna? Que advertência Cristo deu sobre o que estava por vir?”1

Apocalipse (2:8-11 ARA)2: “8 Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Estas coisas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver: 9 Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico) e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás. 10 Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. 11 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.

“A mensagem a Esmirna se aplica profeticamente à igreja na era pós­apostólica, em que os cristãos foram perseguidos. Os ‘dez dias’ (Ap 2:10) indicam os dez anos da perseguição promovida por Diocleciano, a partir de 303 d.C, e que durou até 313 d.C., quando Constantino, o Grande, publicou o Edito de Milão, que concedeu liberdade religiosa aos cristãos.”1

“Pérgamo foi o centro de vários rituais pagãos, incluindo o culto a Asclépio, o deus grego da cura, chamado de ‘Salvador’ e representado por uma serpente. As pessoas vinham de todos os lugares ao santuário de Asclépio para ser curadas. Pérgamo tinha uma função de liderança na promoção do culto ao imperador que, assim como em Esmirna, era obrigatório. Não é de admirar que os cristãos em Pérgamo vivessem na cidade ‘onde Satanás’ habitava e na qual seu trono estava localizado.”1

“2. De acordo com Apocalipse 2:12-15, como Jesus Se apresentou a essa igreja? Qual foi a avaliação de sua condição espiritual?”1

Apocalipse (2:12-15 ARA)2: “12 Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Estas coisas diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes: 13 Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás, e que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. 14 Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição. 15 Outrossim, também tu tens os que da mesma forma sustentam a doutrina dos nicolaítas.

“Os cristãos em Pérgamo enfrentavam tentações tanto de fora quanto de dentro da igreja. Embora a maioria deles tivesse permanecido fiel, os ‘nicolaítas’ defendiam a transigência para com o paganismo a fim de evitar a perseguição. Como Balaão, que apostatou e incitou os israelitas a pecar contra Deus no caminho para a Terra Prometida (Nm 31:16), eles acharam mais conveniente, e até mais recompensador, fazer concessões em relação à sua fé. Embora o Concílio de Jerusalém tivesse proibido as ‘coisas sacrificadas a ídolos’ e as ‘relações sexuais ilícitas’ (At 15:29), a doutrina de Balaão ensinava os membros da igreja a rejeitarem essa decisão. A única solução que Jesus ofereceu a Pérgamo foi: ‘Arrependa-se!’ (Ap 2:16, NVI).”1

“A igreja em Pérgamo é uma descrição profética da igreja do período de 313 a 538 d.C. Embora alguns membros da igreja tenham permanecido fiéis, o declínio e apostasia aumentaram rapidamente.”1

“O que significa não negar a fé de Jesus (Ap 2:13; veja também Ap 14:12)? Como resistir à tendência de fazer concessões e ser fiéis até a morte (Ap 2:10)?”1

Domingo, 13 de janeiro de 2019. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 495, jan. fev. mar. 2019. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

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