Inquietos e rebeldes – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Pareciam ter se arrependido com sinceridade, mas estavam mais tristes pelo resultado de sua má conduta do que pela ingratidão e desobediência que haviam demonstrado. Quando viram que o Senhor não mudou a sentença que tinha dado, seu espírito rebelde se revelou novamente e disseram que não voltariam mais para o deserto. Ao ordenar que se retirassem da terra de seus inimigos, Deus estava testando a aparente submissão do povo e provou que ela não era real. Os israelitas sabiam ter pecado gravemente, consentindo que seus sentimentos temerários os dominassem e procurando matar os espias que insistiam com eles para que obedecessem a Deus; mas estavam aterrorizados apenas por perceber que tinham cometido um erro terrível, cujas consequências seriam desastrosas para eles. Seu coração não estava mudado; eles precisavam somente de um pretexto para dar início a outra rebelião semelhante. E esse pretexto surgiu quando Moisés, pela autoridade de Deus, ordenou-lhes que voltassem ao deserto” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 391).

“Presunção, a falsificação da fé, é produzida por Satanás. A fé reivindica as promessas de Deus e produz frutos de obediência. A presunção também reivindica as promessas, mas as usa como fez Satanás: para justificar a transgressão. A fé teria levado nossos primeiros pais a confiar no amor de Deus e a obedecer Seus mandamentos. A presunção os levou a transgredir Sua lei, crendo que Seu grande amor os salvaria da consequência de seu pecado. Reivindicar a aprovação do Céu sem cumprir as condições pelas quais a misericórdia é concedida não é fé. A verdadeira fé se fundamenta nas promessas e providências das Escrituras” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 126).

Perguntas para consideração

1. Por que a conquista de Canaã no primeiro momento teria sido um ato de fé e depois, quando os israelitas a atacaram, foi vista como ato presunçoso? A questão era a motivação?

2. Embora o pecado possa ser perdoado, convivemos com as consequências dele. Como ajudar os que lutam com a culpa de pecados que ainda os afetam, bem como seus queridos?

Sexta-feira, 09 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 

Inquietação leva à rebelião

Lições da Bíblia1

A história começa com um parecer positivo. Os israelitas tinham alcançado as fronteiras de Canaã, e doze espias foram enviados para explorar a terra. O relatório deles foi extraordinário!

5. Leia o relatório dos espias em Números 13:27-33. Em que ponto as expectativas dos israelitas foram frustradas?

Números 13:27-33 (ARA)2: “27 Relataram a Moisés e disseram: Fomos à terra a que nos enviaste; e, verdadeiramente, mana leite e mel; este é o fruto dela. 28 O povo, porém, que habita nessa terra é poderoso, e as cidades, mui grandes e fortificadas; também vimos ali os filhos de Anaque. 29 Os amalequitas habitam na terra do Neguebe; os heteus, os jebuseus e os amorreus habitam na montanha; os cananeus habitam ao pé do mar e pela ribeira do Jordão. 30 Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela. 31 Porém os homens que com ele tinham subido disseram: Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós. 32 E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. 33 Também vimos ali gigantes (os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos.

Apesar da intervenção de Calebe, os duvidosos e céticos prevaleceram. Israel não partiu para a terra prometida. Preferiu chorar e murmurar em vez de marchar e clamar pela vitória.

Quando estamos inquietos, temos dificuldade de andar pela fé. A inquietação, entretanto, não afeta somente nossas emoções. Cientistas afirmam que há uma linha direta de causa e efeito entre pouco descanso (incluindo a privação de sono) e más escolhas, resultando em obesidade, vícios e mais inquietação e infelicidade.

6. Leia Números 14:1-10. O que aconteceu depois?

Números 14:1-10 (ARA)2: “1 Levantou-se, pois, toda a congregação e gritou em voz alta; e o povo chorou aquela noite. Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto! E por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos para o Egito?E diziam uns aos outros: Levantemos um capitão e voltemos para o Egito. 5 Então, Moisés e Arão caíram sobre o seu rosto perante a congregação dos filhos de Israel. 6 E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dentre os que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa. 8 Se o Senhor se agradar de nós, então, nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel. 9 Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor e não temais o povo dessa terra, porquanto, como pão, os podemos devorar; retirou-se deles o seu amparo; o Senhor é conosco; não os temais. 10 Apesar disso, toda a congregação disse que os apedrejassem; porém a glória do Senhor apareceu na tenda da congregação a todos os filhos de Israel.

As coisas foram de mal a pior. O apelo de Calebe, “tão somente não sejam rebeldes contra o Senhor” (Nm 14:9), não foi atendido, e aquela assembleia se preparou para apedrejar seus líderes. A inquietação leva à rebelião, e a rebelião, no final das contas, leva à morte.

Os espias infiéis denunciavam em alta voz Calebe e Josué, e levantou- se o clamor para os apedrejar. […], quando subitamente as pedras caíram de suas mãos, um silêncio tomou conta de todos e tremeram de medo. Deus interveio para impedir seu desígnio assassino. A glória de Sua presença, como uma luz brilhante, iluminou o tabernáculo. Todo o povo viu o sinal do Senhor […] e ninguém ousava prosseguir com a resistência. Os espias que trouxeram o relatório negativo agacharam-se tomados de terror e, com a respiração contida, procuraram suas tendas” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 390).

Quando lemos Números 14, parece que a cena foi paralisada, e podemos ouvir a conversa de Deus com Moisés. O Senhor reconheceu que, embora a intenção do povo fosse jogar pedras em Moisés, Calebe e Josué, em última análise, a rebelião era contra Deus.

Terça-feira, 06 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Paulo e a rebelião – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

Estudo adicional

“‘Pelo pecado, não apenas o homem, mas a Terra também havia passado para o controle do maligno, e ela também devia ser restaurada pelo plano da redenção. Quando Deus criou Adão, deu-lhe o domínio da Terra, mas ao ceder à tentação, ele se colocou sob o poder de Satanás, e o domínio que exercia passou para aquele que o venceu. Assim, Satanás se tornou ‘o deus deste mundo’ (2Co 4:4, NTLH). Ele usurpou o domínio sobre a Terra que, originalmente, havia sido concedido a Adão. Mas Cristo, pagando a penalidade do pecado por meio de Seu sacrifício, não somente redimiria o homem, mas recuperaria o domínio do qual ele havia sido privado. Tudo que foi perdido pelo primeiro Adão será restaurado pelo segundo’ (Ellen G. White, The Signs of the Times, 4 de novembro de 1908). Porém, ao olhar para o mundo ao redor, é fácil esquecer a verdade fundamental de que Satanás está derrotado e de que ‘pouco tempo lhe resta’ (Ap 12:12). Mas a intervenção divina resolverá o problema do mal. Somente a intervenção sobrenatural de Deus trará para nós as mudanças prometidas. Certamente, não podemos solucionar os problemas por nós mesmos.”1

Perguntas para reflexão

“1. ‘Fraca e defeituosa, precisando constantemente ser advertida e aconselhada, a igreja é, contudo, objeto da suprema atenção de Cristo. Ele está fazendo experiências com a graça nos corações humanos, e está efetuando transformações de caráter que deixam os anjos assombrados e fazem com que eles expressem sua alegria em cânticos de louvor. Eles se alegram ao pensar que seres humanos pecaminosos e errantes possam ser transformados dessa maneira’ (Ellen G. White, ‘The Signal of Advance’ [O sinal para avançar], The Advent Review and Sabbath Herald, 20 de janeiro de 1903). De que maneira somos transformados pelo que Jesus faz por nós e em nós?”1

“2. Vemos o grande conflito na igreja local ou na igreja mundial? Quais questões são usadas para nos dividir, enfraquecer e impedir de fazer a obra para a qual fomos chamados? Como trazer cura e unidade quando as pessoas não concordam com os pontos que julgamos importantíssimos?”1

Sexta-feira, 04 de março de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Rebelião e redenção. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 484, Jan. Fev. Mar. 2016. Adulto, Professor.

Paulo e a rebelião

Quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória (1Co 15:54).

“Os escritos de Paulo estão repletos do tema do grande conflito. Não há dúvida de que Paulo acreditava não só na realidade de Satanás, mas também na realidade de sua obra de engano e morte. Em numerosos lugares, Paulo advertiu a respeito das ‘ciladas’ de Satanás (Ef 6:11), sobre seus poderosos enganos (2Co 11:14) e, até mesmo, a respeito de seus poderes sobrenaturais (2Ts 2:9).”1

“Mas, como os leitores dos escritos de Paulo sabem, a ênfase do apóstolo sempre esteve em Cristo e em Sua vitória final em nosso favor. Por mais que o inimigo tenha obtido êxito em vencer o povo da aliança de Deus, ao longo dos séculos, ele falhou completamente com relação a Jesus, pois nEle se cumpriram todas as promessas da aliança, assegurando assim a salvação para todos os que a reivindicarem em fé e obediência, tanto judeus quanto gentios. A fidelidade de Cristo assegura também a destruição final de Satanás (Hb 2:14) e o fim do grande conflito.”1

“Nesta semana examinaremos algumas figuras e metáforas que Paulo usou para explicar a realidade da batalha, e como devemos viver, trabalhando juntos para o bem do todo, uma vez que somos uma igreja e uma comunidade de crentes envolvidos nessa luta cósmica.”1

10º dia. Dez horas de oração e jejum. Oração nos últimos dias: Hoje vamos orar pela nossa preparação para os eventos finais da história da Terra.

Assista em vídeo o esboço da lição desta semana.

 

 

Sábado, 27 de fevereiro de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se pref//8ça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Rebelião e redenção. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 484, Jan. Fev. Mar. 2016. Adulto, Professor.

A rebelião global e os patriarcas – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

Estudo adicional

“Sem dúvida, como essas histórias mostram, a vida na Terra, em meio ao grande conflito, nem sempre se desenrola como gostaríamos. Por exemplo, enquanto seguravam nos braços seus filhos recém-nascidos, Adão e Eva não teriam imaginado que um mataria o outro. Quando se casou com Moisés, Zípora certamente não teve o futuro que havia esperado. Você acha que a vida matrimonial de Lia foi o que ela havia sonhado quando menina? E quanto ao jovem Jeremias, quaisquer que fossem suas esperanças e ambições, elas certamente não incluíam ser criticado, castigado e julgado como traidor por sua própria nação. Será que Davi e Bate-Seba não teriam preferido uma história diferente do que aquela que viveram? (Certamente Urias teria preferido.) Que dizer de Jesus? Certamente Jesus veio à Terra para morrer; esse foi o objetivo. Mas, a partir de Seu lado humano, o lado nascido do mesmo barro que nós, o lado que gritou no Getsêmani: ‘Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice […]’ (Mt 26:39), a experiência de ser açoitado, zombado e ser crucificado com a idade de 33 anos, certamente não era o que alguém teria esperado. Sem dúvida, a vida pode jogar sujo conosco. Mas isso não deve nos surpreender. O que se pode esperar deste mundo caído e pecaminoso: o paraíso? Faz tempo que o Éden deixou de existir. Mas ele um dia estará de volta e, então, o abismo entre a nossa vida hoje e a vida que teremos ali será infinitamente maior do que o abismo entre o que esperávamos e o que recebemos.”1

Perguntas para reflexão

“1. Quais são as diferenças significativas entre os irmãos que conservaram a fé em Deus e os que não viram necessidade disso?”1

“2. Quando rivalidade e ciúmes entre irmãos parecem anular os propósitos de Deus para as famílias, é possível ver um futuro positivo? O que pode ser feito para que as famílias de sua igreja vejam o propósito maior de Deus para elas?”1

“3. O que fazer pelas pessoas de sua congregação que se sentem sozinhas no mundo e pensam que a vida é sem sentido e sem valor?”1

“4. Mesmo que sua vida não esteja como você esperava, como a promessa de vida eterna evita que a decepção domine seu coração?”1

Sexta-feira, 15 de janeiro de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Rebelião e redenção. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 484, Jan. Fev. Mar. 2016. Adulto, Professor.

A rebelião global e os patriarcas

Lições da Bíblia

Estou com você e cuidarei de você, aonde quer que vá; e eu o trarei de volta a esta terra. Não o deixarei enquanto não fizer o que lhe prometi (Gn 28:15, NVI).

“As histórias que se seguem à queda aprofundam os temas do engano e dos relacionamentos rompidos, vistos primeiramente no Éden. Nessa época o conflito se espalhou e se diversificou ao redor do globo.”1

“No relato de Caim e Abel, a adoração se tornou a causa de discórdia e morte, um tema recorrente ao longo da História.”1

“A narrativa do dilúvio revela como a rebelião e o pecado causaram a ruína de tudo o que Deus criou. O pecado não só deturpou a criação; ele a destruiu.”1

“A experiência de Abraão foi um grande encorajamento em meio ao conflito, pois ali Deus demonstrou Sua disposição em tomar sobre Si as consequências da rebelião. Ele Se tornaria nosso Substituto.”1

“Depois, nas histórias de Jacó e Esaú, e de José e seus irmãos, vemos a contínua interação dos relacionamentos rompidos como o meio usado por Satanás para destruir famílias e grupos de pessoas.”1

“Contudo, ao longo de tudo isso, foi mantida a fidelidade de Deus, quando Ele sustentou e cuidou de Seus filhos perseguidos.”1

O que você pode fazer para fortalecer o ministério das duplas missionárias, pequenos grupos e classes bíblicas em sua igreja? Motive os irmãos a levar muitas pessoas para Cristo em 2016!

Assista em vídeo o esboço da lição desta semana.

Sábado, 09 de janeiro de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Rebelião e redenção. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 484, Jan. Fev. Mar. 2016. Adulto, Professor.

Crise no Céu

Lições da Bíblia

Ao nosso Deus, que Se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação(Ap 7:10).1

“‘Sendo a lei do amor o fundamento do governo de Deus, a felicidade de todos os seres inteligentes depende do perfeito serviço de amor, serviço que brote de uma apreciação de Seu caráter. Ele não tem prazer na obediência forçada; e a todos concede vontade livre, para que Lhe prestem serviço voluntário’ (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 34).”1

“Enquanto todos os seres criados confessaram a lealdade motivada por amor, houve perfeita harmonia em todo o Universo. Bastou apenas um ser rebelde para que tudo mudasse. Lúcifer achou que podia fazer um trabalho melhor que o de Deus. Desejou a posição de Deus e o prestígio inerente a ela.”1

“Sua ambição por poder resultou numa ‘peleja no Céu’ (Ap 12:7). Ao enganar Adão e Eva junto à árvore proibida no Éden, Satanás trouxe esse conflito para a Terra, e desde então temos convivido com as consequências disso. O plano da salvação é a maneira divina de lidar com a rebelião e restaurar a ordem e a harmonia que Satanás havia quebrado.”1

Hoje é o dia de renovar o compromisso com o estudo da Bíblia e da lição todos os dias. Faça uma oração especial, dedicando a Deus os alunos, professores e as lições.

Assista em vídeo o esboço da lição desta semana.

Sábado, 26 de dezembro de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Rebelião e redenção. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 484, Jan. Fev. Mar. 2016. Adulto, Professor.

Por que foi permitido o pecado?

Lições da Bíblia.

Deus permitiu que Satanás levasse avante sua obra até que o espírito de desafeto amadurecesse em ativa revolta. Era necessário que seus planos se desenvolvessem completamente a fim de que todos pudessem ver sua verdadeira natureza e tendência. Lúcifer, sendo o querubim ungido, fora altamente exaltado; era grandemente amado pelos seres celestiais, e forte era sua influência sobre eles. O governo de Deus incluía não somente os habitantes do Céu, mas de todos os mundos que Ele havia criado; e Lúcifer concluiu que, se ele pôde levar consigo os anjos do Céu à rebelião, poderia também levar todos os mundos. Tinha ele artificiosamente apresentado a questão sob o seu ponto de vista, empregando sofisma e fraude, a fim de conseguir seus objetivos. Seu poder para enganar era muito grande. Disfarçando-se sob a capa da falsidade, alcançara uma vantagem. Todos os seus atos eram de tal maneira revestidos de mistério, que era difícil descobrir aos anjos a verdadeira natureza de sua obra. Antes que se desenvolvesse completamente, não poderia mostrar-se a coisa ruim que era; sua desafeição não seria vista como sendo rebelião. Mesmo os anjos fiéis não podiam discernir-lhe completamente o caráter, ou ver para onde sua obra estava a levar.

Lúcifer havia a princípio dirigido suas tentações de tal maneira que ele próprio não pareceu achar-se comprometido. Os anjos que ele não pôde trazer completamente para o seu lado, acusou-os de indiferença aos interesses dos seres celestiais. Da mesma obra que ele próprio estava a fazer, acusou os anjos fiéis. Consistia sua astúcia em perturbar com argumentos sutis, referentes aos propósitos de Deus. Tudo que era simples ele envolvia em mistério, e por meio de artificiosa perversão lançava a dúvida sobre as mais claras declarações de Jeová. E sua elevada posição, tão intimamente ligada com o governo divino, dava maior força a suas representações.

Deus apenas podia empregar meios que fossem coerentes com a verdade e justiça. Satanás podia usar o que Deus não podia – a lisonja e o engano. Procurara falsificar a Palavra de Deus, e de maneira errônea figurara Seu plano de governo, pretendendo que Deus não era justo ao impor leis aos anjos; que, exigindo submissão e obediência de Suas criaturas, estava simplesmente a procurar a exaltação de Si mesmo. Era, portanto, necessário demonstrar perante os habitantes do Céu, e de todos os mundos, que o governo de Deus é justo, que Sua lei é perfeita. Satanás fizera com que parecesse estar ele procurando promover o bem do Universo. O verdadeiro caráter do usurpador e seu objetivo real devem ser compreendidos por todos. Ele deve ter tempo para manifestar-se pelas suas obras iníquas.

A discórdia que sua conduta determinara no Céu, Satanás lançara sobre o governo de Deus. Todo o mal declarou ele ser o resultado da administração divina. Alegava que era seu objetivo aperfeiçoar os estatutos de Jeová. Por isso permitiu Deus que ele demonstrasse a natureza de suas pretensões, a fim de mostrar o efeito de suas propostas mudanças na lei divina. A sua própria obra o deve condenar. Satanás pretendera desde o princípio que não estava em rebelião. O Universo todo deve ver o enganador desmascarado. (Ellen G. White, Patriarcas e profetas, p. 15-16).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 8 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF