Razões para ação de graças e oração – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

“Muitos são incapazes de fazer planos definidos para o futuro. Sua vida é incerta. Não conseguem discernir o desfecho dos acontecimentos, e isso enche-os por vezes de ansiedade e inquietação. Lembremo-nos de que a vida dos filhos de Deus no mundo é uma vida de peregrinos. Não temos sabedoria suficiente para planejar nossa vida. Não nos compete determinar o futuro. ‘Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu […]’ (Hb 11:8).

“Cristo, em Sua vida sobre a Terra, não fez planos para Si mesmo. Aceitou os planos de Deus a Seu respeito, e dia após dia o Pai O fazia conhecer esses mesmos planos. Nós devíamos depender de Deus de tal maneira que nossa vida pudesse ser a simples realização de Sua vontade. […]

“Muitos planejando um futuro brilhante, sofrem um desastre completo. Deixemos que Deus faça para nós os planos Dele. […] (1Sm 2:9). Deus não conduz jamais Seus filhos de maneira diferente da que eles mesmos escolheriam se pudessem ver o fim desde o princípio e discernir a glória do propósito que estão realizando como Seus colaboradores” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver [CPB, 2021], p. 306).

Perguntas para consideração

1. Você tem mais motivos para agradecer do que poderia parecer à primeira vista?

2. Reflita sobre a última frase da citação de Ellen G. White mencionada acima. Como podemos aprender a confiar em Deus de maneira tão profunda?

3. Compare Colossenses 1:6, 23 com este texto de Ellen White: “Por quarenta anos, a incredulidade, a murmuração e a rebelião excluíram o antigo Israel da terra de Canaã. Os mesmos pecados têm postergado a entrada do Israel moderno na Canaã celestial. Em nenhum dos casos houve falta da parte das promessas de Deus. É a incredulidade, o mundanismo, a falta de consagração e a contenda entre aqueles que se dizem povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor […]. Se a igreja de Cristo tivesse feito a obra que lhe foi designada, como Ele ordenou, o mundo inteiro já teria sido advertido – o Senhor Jesus teria vindo à Terra em poder e grande glória” (Eventos Finais [CPB, 2021], p. 26). Temos repetido esses erros?

Sexta-feira, 09 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

O poder da oração

Lições da Bíblia1:

5. Leia Colossenses 1:9-12. Quais pedidos específicos são mencionados na oração de Paulo?

Colossenses 1:9-12 (NAA)2: 9 Por esta razão, também nós, desde o dia em que soubemos disso, não deixamos de orar por vocês e de pedir que transbordem do pleno conhecimento da vontade de Deus, em toda a sabedoria e entendimento espiritual. 10 Dessa maneira, poderão viver de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. 11 Assim, vocês serão fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e paciência, com alegria, 12 dando graças ao Pai, que os capacitou a participar da herança dos santos na luz.

Paulo orou para que seus leitores ficassem cheios “do pleno conhecimento da vontade de Deus”. Ele descreveu conhecer a vontade de Deus como ter “sabedoria e entendimento espiritual” (Cl 1:9). Só podemos obter sabedoria quando confiamos totalmente em Deus, estamos dispostos a “fazer a [Sua] vontade” (Jo 7:17) e não nos apoiamos em nosso “próprio entendimento” (Pv 3:5). Mas muitas vezes nos perguntamos: “Qual é a vontade de Deus para mim nesta situação?” Existem quatro fontes principais pelas quais podemos conhecer a vontade de Deus enquanto a buscamos em oração:

1. A direção do Espírito Santo – O Espírito Santo nos guia quando aprendemos a reconhecer a Sua voz: “Quando vocês se desviarem para a direita ou para a esquerda, ouvirão atrás de vocês uma palavra, dizendo: ‘Este é o caminho; andem nele’” (Is 30:21).

2. A Bíblia – Uma fonte muito importante de sabedoria é a própria Bíblia. “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra; ela é luz para os meus caminhos” (Sl 119:105).

3. Deus nos concedeu sabedoria para os últimos dias por meio do Espírito de Profecia (Ap 12:17; 19:10), manifestado nos escritos de Ellen White. A Bíblia nos encoraja a crer (2Cr 20:20).

4. Circunstâncias providenciais – A vontade e a direção de Deus podem ser conhecidas por meio de circunstâncias providenciais, em que pedimos ao Senhor que abra ou feche portas (veja Cl 4:3).

Paulo orou para que os colossenses pudessem andar “de modo digno do Senhor” (Cl 1:10). É claro que ninguém é, por natureza, “digno”, mas Deus nos considera dignos por Sua graça e nos chama a viver de acordo com esse elevado chamado (Ef 4:1; 1Ts 2:12). Paulo utilizou o verbo “andar” mais três vezes nessa mesma carta (Cl 2:6; 3:7; 4:5). Isso significa viver e agir de acordo com a lei de Deus (Êx 18:20), algo que só é possível pela obra do Espírito Santo (Ez 36:27).

Paulo também orou para que a vida dos colossenses (e a nossa) fosse “para o […] inteiro agrado” do Senhor, “frutificando em toda boa obra” (Cl 1:9, 10), “crescendo no conhecimento de Deus” (Cl 1:10) e, por último, “dando graças ao Pai” (Cl 1:12).

Suponha que alguém lhe perguntasse: “Como você sabe que Deus está guiando você em uma direção ou outra?” O que você responderia e por quê?

Quinta-feira, 08 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Pedidos de oração de Paulo

Lições da Bíblia1:

Anos atrás, um pastor comentou sobre orações que giram em torno de nós mesmos, focadas apenas em nossas necessidades ou desejos. Ele as descreveu, de forma apropriada, como “orações um pouquinho egoístas”, ressaltando que Deus tem planos muito maiores para nós.

2. Leia a oração de Paulo em Filipenses 1:9-11. Qual é o foco dessa oração? Quais são os grandes pedidos de Paulo? O que isso nos ensina sobre a oração?

Filipenses 1:9-11 (NAA): 9 E também faço esta oração: que o amor de vocês aumente mais e mais em conhecimento e toda a percepção, 10 para que vocês aprovem as coisas excelentes e sejam sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, 11 cheios do fruto de justiça que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.

Essa oração contém apenas 43 palavras em grego, mas resume as preocupações de Paulo, as quais ele desenvolveu no restante da carta: amor, conhecimento, discernimento, pureza, vida irrepreensível e a justiça que recebemos por meio de Jesus Cristo. Por trás dessa oração, assim como das expressões anteriores de ação de graças de Paulo, há uma ênfase na igreja como um todo. A oração de Paulo está completamente voltada para os outros, em favor da igreja e de seu bem-estar. Vamos examinar mais de perto alguns elementos dessa oração: 

Amor que aumenta mais e mais – Paulo não orou simplesmente por mais amor, mas por um amor que produzisse “conhecimento e toda a percepção” (Fp 1:9). Esse conhecimento vai além do intelectual, envolvendo uma percepção espiritual, que só pode ser adquirida por meio da comunhão com Deus e do estudo de Sua Palavra (veja Ef 1:17; 4:13; 1Tm 2:4).

Discernimento – É a capacidade de aprovar “o que é melhor” (em comparação com o que é espiritualmente prejudicial) e, assim, ser “puros e irrepreensíveis” (Fp 1:10, NVI).

Pureza (NVI) ou sinceridade (NAA) – O termo grego significa “julgado à luz do Sol”, transmitindo a ideia de uma conduta transparente e irrepreensível, sem qualquer mancha ou falsidade. “Tudo quanto os cristãos fazem deve ser tão transparente como a luz do Sol” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo [CPB, 2022], p. 49).

Irrepreensíveis (NVI) ou inculpáveis (NAA) – Significa agir de forma a não ser um obstáculo para os outros, evitando palavras ou atitudes que dificultem a fé de alguém.

Justiça por meio de Cristo – Paulo abordou esse tema nas Cartas aos Romanos, aos Gálatas e em Filipenses 3. Não temos justiça em nós mesmos; ela vem por meio de Cristo.

O que podemos fazer para que nosso amor “aumente mais e mais” (Fp 1:9)? Por que isso é tão importante para a vida cristã? (Veja também 1Co 13:1-8.)

1Co 13:1-8 (NAA): 1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. 2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. 3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, isso de nada me adiantará. 4 O amor é paciente e bondoso. O amor não arde em ciúmes, não se envaidece, não é orgulhoso, 5 não se conduz de forma inconveniente, não busca os seus interesses, não se irrita, não se ressente do mal. 6 O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. 7 O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8 O amor jamais acaba. Havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará.

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Razões para ação de graças e oração

Lições da Bíblia1:

“Estou certo de que Aquele que começou boa obra em vocês há de completá-la até o Dia de Cristo jesus” (Fp 1:6).

Leituras da semana: Fp 1:1-18; 1Co 13:1-8; jr 17:9; Cl 1:1-12; 1Pe 1:4; Sl 119:105; Is 30:21

Paulo iniciava suas cartas com palavras de saudação e ações de graças: “Que a graça e a paz de Deus, nosso Pai, estejam com vocês. Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (Cl 1:2, 3).

Assim como Paulo, temos muitas razões para ser gratos. Experimentamos a graça de Deus de maneiras profundas, que até mesmo os anjos não conseguem compreender. Isso também se aplica ao dom da paz de Deus, que nos oferece harmonia com Ele e a esperança que vem de Seu amor.

No nível humano, também podemos expressar gratidão uns aos outros e desejar que as pessoas apreciem o que fazemos por elas. Os pais oram para que seus filhos amem a Deus e reconheçam os sacrifícios feitos para lhes proporcionar a melhor criação possível. No entanto, cometemos muitos erros e devemos aprender com eles.

Nesta semana, refletiremos sobre a oração e as palavras de ação de graças de Paulo em Filipenses e Colossenses, que podem enriquecer e fortalecer nossa vida de oração.

Sábado, 03 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

A oração de Jesus

Lições da Bíblia1:

João 17 costuma ser chamado de oração sacerdotal de Jesus. Ela conclui o discurso de despedida. Cristo veio ao mundo para que a humanidade finalmente fosse restaurada ao relacionamento pessoal e original com Deus. Jesus realizou com fidelidade os sinais que o Pai havia Lhe dado para fazer. Em palavras e atos, Ele levou Deus às pessoas.

Cristo logo estaria deixando este mundo. Ele queria compartilhar mais uma vez o amor que tinha pelos discípulos. Desejava que compreendessem a íntima relação que existe entre Ele, o Pai e o Espírito Santo. E, além disso, queria que os discípulos desenvolvessem o mesmo relacionamento pessoal que Ele mesmo tinha com Deus, o Pai, e com o Espírito Santo.

7. Que palavras e frases em João 17 mostram o desejo de Jesus de que existisse um relacionamento de amor entre Ele, o Pai e os discípulos?

João 17 (NAA): “1 Depois de dizer essas coisas, Jesus levantou os olhos ao céu e disse: — Pai, é chegada a hora. Glorifica o teu Filho, para que o Filho glorifique a ti, 2 assim como lhe deste autoridade sobre toda a humanidade, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. 3 E a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. 4 Eu te glorifiquei na terra, realizando a obra que me deste para fazer. 5 E agora, ó Pai, glorifica-me contigo mesmo com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo. 6 Manifestei o teu nome àqueles que me deste do mundo. Eram teus, tu os deste a mim, e eles têm guardado a tua palavra. 7 Agora eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti, 8 porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, verdadeiramente reconheceram que saí de ti e creram que tu me enviaste. 9 — É por eles que eu peço; não peço pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10 Todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e, neles, eu sou glorificado. 11 Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, enquanto eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um. 12 Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste; eu os protegi e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. 13 Mas agora vou para junto de ti e isto falo no mundo para que eles tenham a minha alegria completa em si mesmos. 14 Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. 15 Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal. 16 Eles não são do mundo, como também eu não sou. 17 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. 18 Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. 19 E a favor deles eu me santifico, para que eles também sejam santificados na verdade. 20 — Não peço somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por meio da palavra que eles falarem, 21 a fim de que todos sejam um. E como tu, ó Pai, estás em mim e eu em ti, também eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. 22 Eu lhes transmiti a glória que me deste, para que sejam um, como nós o somos; 23 eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim. 24 — Pai, a minha vontade é que, onde eu estou, também estejam comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo. 25 Pai justo, o mundo não te conheceu. Eu, porém, te conheci, e também estes reconheceram que tu me enviaste. 26 Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja.”

Ao lerem João 17, alguns concluem que a única coisa que importa é a unidade e o amor. Sem dúvida, o propósito de Deus é nos restaurar a um relacionamento pessoal Consigo mesmo e com todas as pessoas. No entanto, uma leitura mais atenta mostra que há uma ligação muito mais profunda entre amor e verdade.

“E a vida eterna é esta: que conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro” (Jo 17:3). Jesus Se refere ao “único Deus verdadeiro”, não ao que supomos a respeito Dele. “Manifestei o Teu nome àqueles que Me deste do mundo. […] e eles têm guardado a Tua palavra. […] verdadeiramente reconheceram que saí de Ti” (Jo 17:6, 8). “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” (Jo 17:17).

Cristo revelou o Pai, o que era essencial por causa dos conceitos errados sobre Deus. João mostra que Jesus levou essa missão a sério. Ele representou corretamente a Palavra e as ações de Deus. Se a verdade não fosse importante, por que ir tão longe?

Jesus enfrentou dificuldades e foi rejeitado pelas autoridades religiosas. Ele sofreu a indiferença do povo e até dos discípulos. Um deles O traiu e outro O negou três vezes. Jesus sofreu provações e morreu na cruz pelas mãos daqueles a quem tinha vindo salvar.

Como você pode refletir o amor de Deus, visto na relação entre Jesus e o Pai?

Quinta-feira, 12 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O segredo do ministério de Jesus

Lições da Bíblia1:

4. Que lições importantes aprendemos com essa história? Mc 1:35-39

Mc 1:35-39 (NAA)2: “35 Tendo-se levantado de madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus saiu e foi para um lugar deserto, e ali orava. 36 Simão e os que estavam com ele procuraram Jesus por toda parte. 37 Quando o encontraram, lhe disseram: — Todos estão à sua procura. 38 Jesus, porém, lhes disse: — Vamos a outros lugares, aos povoados vizinhos, a fim de que eu pregue também ali, pois foi para isso que eu vim. 39 Então ele foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas deles e expulsando os demônios.”

Jesus Se levantou antes do nascer do sol e foi a um local tranquilo para orar. A oração era o foco das ações de Jesus. Todos os outros verbos da frase são mencionados de forma bastante sucinta: Ele Se levantou, saiu e foi (em grego, todos esses verbos estão no tempo aoristo, o que indica ações concluídas). Mas o verbo “orar” está no tempo imperfeito, que é usado, especialmente nesse texto, para indicar um processo em andamento. Isto é, Jesus estava orando e continuou orando. Era muito cedo quando Jesus saiu de casa, o que indica que Ele passou bastante tempo em oração.

Os evangelhos descrevem Jesus como um homem de oração (Mt 14:23; Mc 6:46; Jo 17). Esse foi um dos principais segredos do poder de Seu ministério.

5. O que Lucas 6:12 ensina sobre a vida de oração de Jesus?

Lucas 6:12 (NAA)2: “Naqueles dias, Jesus se retirou para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.”

Muitos cristãos estabelecem horários de oração. Essa prática é boa e correta, mas também pode se tornar uma rotina, algo feito de maneira quase mecânica. Uma forma de romper com um padrão fixo é mudar ocasionalmente o horário da oração ou orar durante mais tempo do que o habitual. A questão é não se prender a algum tipo de fórmula que nunca possa ser modificada.

Pedro e seus companheiros não acompanharam Jesus ao lugar de oração. Talvez soubessem da localização, porque O encontraram lá. Eles contaram a Jesus que todos O estavam procurando, sugerindo que o Mestre continuasse a emocionante experiência do dia anterior, com mais cura e ensino. Surpreendentemente, Jesus contestou, indicando que em outros lugares haveria um campo mais amplo de serviço. “Jesus, porém, lhes disse: – Vamos a outros lugares, aos povoados vizinhos, a fim de que Eu pregue também ali, pois foi para isso que Eu vim” (Mc 1:38).

Se o próprio Jesus precisou dedicar tanto tempo à oração, o que dizer de nós? O que o exemplo de Jesus nos ensina?

Quarta-feira, 10 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Ensina-nos a orar – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia o Salmo 42:8 e, de Ellen G. White, Educação, p. 112-118 (“Poesia e canto”). Qual é a relação entre a oração e o cântico de acordo com esses textos inspirados? Ellen G. White descreve os salmos penitentes de Davi (por exemplo, o Salmo 51) como a linguagem de sua alma e orações que ilustram a natureza da verdadeira tristeza pelo pecado (Caminho a Cristo, p. 24, 25). Ela encoraja os crentes a memorizar os salmos como meio de promover o sentido da presença divina na vida e destaca a prática de Jesus de proferir salmos quando se deparava com a tentação e com o temor. Ela observou também: “Quantas vezes pelas palavras de um cântico sagrado se abrem na alma as fontes do arrependimento, da fé, da esperança, do amor e da alegria! […] De fato, muitos hinos são orações” (Educação [CPB, 2021], p. 114, 118).

Quando oramos e cantamos os salmos, assumimos a persistência, ousadia, coragem e esperança dos salmistas. Eles nos encorajam a continuar nossa jornada espiritual e nos confortam com o fato de não estarmos sozinhos. Outras pessoas, como nós, passaram por tempos sombrios e, no entanto, foram triunfantes pela graça de Deus. Ao mesmo tempo, os salmos nos revelam os vislumbres da fervorosa intercessão de Cristo em nosso favor, pois Ele vive sempre para orar por nós (Hb 7:25).

Usar os salmos em oração e adoração torna a comunidade crente consciente de toda a gama de experiências humanas e ensina os adoradores a se envolverem nas várias facetas dessas experiências na adoração. Os salmos são orações e cânticos divino-humanos. Por essa razão, incluí-los de forma consistente na adoração traz a comunidade crente para o centro da vontade de Deus e da graça poderosa.

Perguntas para consideração

1. Por que a oração espontânea e não guiada não é a única maneira de orar? Como pode a nossa vida de oração se beneficiar dos salmos?

2. Os salmos podem enriquecer a experiência de oração em comunidade? Na prática, de que maneira sua igreja pode promover o uso dos salmos nos cultos de adoração?

3. O que os salmos revelam da complexidade da jornada da fé e da graça que cura?

Sexta-feira, 12 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 

Confiança em tempos de dificuldade

Lições da Bíblia1

Em momentos de desespero e sofrimento, surge a pergunta: O que o Senhor está fazendo? Por que Ele permitiu que essas coisas acontecessem? Os salmistas passaram por ocasiões semelhantes. E, por inspiração divina, registraram suas experiências.

2. O que diz o Salmo 44? Esse texto é relevante para os crentes de hoje?

Salmo 44 (NAA)2: “1 Ó Deus, nós ouvimos com os próprios ouvidos; nossos pais nos contaram o que fizeste outrora, em seus dias. 2 Com a tua mão expulsaste as nações e estabeleceste os nossos pais; afligiste os povos e ampliaste o território de nossos pais. 3 Pois não foi por sua espada que eles conquistaram a terra, nem foi o seu braço que lhes deu vitória, e sim a tua mão poderosa, e o teu braço, e a luz do teu rosto, porque te agradaste deles.  4 Tu és o meu rei, ó Deus; ordena a vitória de Jacó. 5 Com o teu auxílio, vencemos os nossos inimigos; em teu nome, pisamos sobre os que se levantam contra nós. 6 Não confio no meu arco, e não é a minha espada que me salva. 7 Pois tu nos salvaste dos nossos inimigos e cobriste de vergonha os que nos odeiam. 8 Em Deus, nos temos gloriado continuamente e para sempre louvaremos o teu nome. 9 Agora, porém, tu nos rejeitaste e nos expuseste à vergonha, e já não acompanhas os nossos exércitos. 10 Tu nos fazes bater em retirada diante dos nossos inimigos, e os que nos odeiam nos tomam por seu despojo. 11 Entregaste-nos como ovelhas para o matadouro e nos espalhaste entre as nações. 12 Vendes por nada o teu povo e não tens lucro com a sua venda. 13 Tu nos fazes objeto de deboche para os nossos vizinhos, de escárnio e de zombaria aos que nos rodeiam. 14 Tu fazes de nós provérbio entre as nações; os povos nos veem e balançam a cabeça. 15 A minha humilhação está sempre diante de mim; o meu rosto se cobre de vergonha, 16 ante os gritos do que afronta e blasfema, à vista do inimigo e do vingador. 17 Tudo isso nos sobreveio; entretanto, não nos esquecemos de ti, nem fomos infiéis à tua aliança. 18 O nosso coração não voltou atrás, nem os nossos passos se desviaram dos teus caminhos, 19 para nos esmagares onde vivem os chacais e nos envolveres com as sombras da morte. 20 Se tivéssemos esquecido o nome do nosso Deus ou se tivéssemos estendido as mãos a um deus estranho, 21 será que Deus não teria descoberto isso, ele, que conhece os segredos dos corações? 22 Mas, por amor de ti, somos entregues à morte continuamente, somos considerados como ovelhas para o matadouro. 23 Desperta! Por que dormes, Senhor? Desperta! Não nos rejeites para sempre! 24 Por que escondes o rosto e te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão? 25 Pois a nossa alma está abatida até o pó, e o nosso corpo está como que pegado no chão. 26 Levanta-te para socorrer-nos; resgata-nos por amor da tua bondade.

A seletividade no uso dos salmos na adoração às vezes reflete a exclusividade de ânimos e palavras em nossas orações públicas. Tal restrição pode ser sinal de nossa incapacidade ou desconforto ao dar atenção aos fatos sombrios da vida. Ainda que pensemos que Deus nos trata injustamente quando o sofrimento nos atinge, não consideramos apropriado expressar isso na adoração pública ou na oração particular.

Essa relutância pode nos fazer perder o propósito da adoração. Deixar de expressar honesta e abertamente sentimentos e pontos de vista diante de Deus em oração nos torna escravos de nossas emoções. Isso também nos priva da confiança ao nos aproximarmos de Deus. Orar com base nos salmos dá a certeza de que, quando oramos e adoramos, não precisamos censurar ou negar nossa experiência.

O Salmo 44, por exemplo, ajuda os adoradores a proferir sua experiência de sofrimento de forma livre e adequada. Orar com base nos salmos nos ajuda a experimentar liberdade de expressão na oração. Os salmos apresentam palavras difíceis de encontrar e palavras que nem ousamos pronunciar. “O nosso coração não voltou atrás, nem os nossos passos se desviaram dos Teus caminhos, para nos esmagares onde vivem os chacais e nos envolveres com as sombras da morte” (Sl 44:18, 19).

Observe o começo do Salmo 44. No passado, Deus fez grandes coisas para o Seu povo. Por isso, expressa confiança em Deus, não “no meu arco” (Sl 44:6).

Apesar disso, o povo de Deus teve problemas. A lista de infortúnios e lamentos é longa. No entanto, em meio a tudo isso, o salmista clama a Deus: “Resgata-nos por amor da Tua bondade” (Sl 44:26). Na tribulação, ele reconhece o amor de Deus.

Relembrar o passado, quando a presença divina parecia muito real, pode ajudá-lo a lidar com os momentos em que os problemas o fazem pensar que Deus está distante?

Segunda-feira, 08 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.