Enoque andou com Deus

Lições da Bíblia1

4. Leia Gênesis 5:22-24. O que sabemos sobre Enoque?

Gênesis 5:22-24 (NAA)2: 22 Enoque andou com Deus; e, depois que gerou Metusalém, viveu trezentos anos; e teve filhos e filhas. 23 Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos. 24 Enoque andou com Deus e não foi mais visto, porque Deus o levou para junto de si.

A Bíblia não traz muitos detalhes sobre Enoque, mas afirma que ele andou com Deus por 300 anos, até que o Senhor o levou para o Céu. Que maravilha: uma vida definida pela devoção constante a Deus!

Sem dúvida, Enoque perseverava na oração (Rm 12:12 [Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação e perseverem na oração.]2), crescendo em fé e se aproximando de Deus por meio das experiências de cada dia. Embora a Terra estivesse cada vez mais dominada pelo pecado em sua época, ele se mantinha ocupado no serviço a Deus – algo impossível de fazer sem permanecer Nele.

“Em meio a uma vida de trabalhos ativos, Enoque perseverantemente manteve comunhão com Deus. Quanto maiores e mais intensos eram seus trabalhos, mais constantes e fervorosas eram suas orações. […] Depois de permanecer por algum tempo entre o povo, trabalhando para beneficiar as pessoas pela instrução e exemplo, retirava-se para passar algum tempo em solitude, tendo fome e sede daquele conhecimento divino que somente Deus podia transmitir. Tendo dessa maneira comunhão com o Senhor, Enoque passava a refletir cada vez mais a imagem divina. […] Até os ímpios contemplavam com admiração a impressão celestial em seu rosto” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 60, 61).

Deus não nos chama a viver como eremitas ou monges, tão isolados que deixemos de ser úteis aqui. À semelhança de Enoque, podemos ser produtivos e atentos às necessidades ao nosso redor; mas somente ao “andar e conversar” com Deus, em uma comunhão estável e diária, Ele refletirá Seu maravilhoso caráter em nós.

Podemos orar a qualquer hora e em qualquer lugar. Não existe ponto na Terra onde Deus não nos veja nem deixe de nos ouvir (Sl 139:7-12); Ele sempre escuta o clamor do nosso coração, onde quer que estejamos (leia Lm 3:55-57). Ainda assim, há um valor especial em orar em voz audível, e não apenas mentalmente. No silêncio, é fácil dispersar, perder a linha de pensamento, e pode ser difícil manter-se concentrado. Já quando oramos em voz baixa ou no tom habitual, lembramos a nós mesmos – quase sem perceber – que Deus é real, que está nos ouvindo e que temos algo específico a tratar com Ele.

E você? Ao longo deste dia, onde e como vai sussurrar uma oração em comunhão com Jesus?

Terça-feira, 05 de maio de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Crescendo em um relacionamento com Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 524, abr. mai. jun. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A postura na oração

Lições da Bíblia1

Quando algo dá errado, geralmente ligamos para um amigo próximo para desabafar. Quando temos uma boa notícia, buscamos alguém com quem compartilhar. Com Deus é igual. “A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo” (Ellen G. White, Caminho a Cristo [CPB, 2024], p. 93).

A oração não apenas nos mantém ligados a Deus, como também mostra ao diabo a quem pertencemos. Quando nos ajoelhamos de manhã para orar, declaramos visivelmente aos exércitos do mal que escolhemos Deus naquele dia. Além disso, quando oramos, o Senhor envia Seus anjos para junto de nós; somos fortalecidos e guardados do inimigo (Sl 91).

O ato físico de ajoelhar-se expressa submissão e humildade. É diferente de orar sentado na cadeira ou deitado na cama – posturas em que também podemos orar. No entanto, quando nos ajoelhamos diante de Deus, o coração se rende com mais facilidade, pois corpo e palavras declaram que Ele é soberano e que nós somos apenas Seus filhos, obra de Suas mãos.

3. Leia os textos a seguir e observe a experiência de pessoas que se ajoelharam ao orar. Dn 6:10; Lc 22:41; At 7:60; 9:40; 20:36

Dn 6:10 (NAA)2: Quando Daniel soube que o documento tinha sido assinado, voltou para casa. Em seu quarto, no andar de cima, as janelas abriam para o lado de Jerusalém. Três vezes por dia, ele se punha de joelhos, orava, e dava graças diante do seu Deus, como era o seu costume.

Lc 22:41 (NAA)2: Ele, por sua vez, se afastou um pouco, e, de joelhos, orava,

At 7:60 (NAA)2: Então, ajoelhando-se, gritou bem alto: — Senhor, não os condenes por causa deste pecado! E, depois que ele disse isso, morreu.

At 9:40 (NAA)2: Mas Pedro mandou que todos saíssem, ajoelhou-se e orou; depois, voltando-se para o corpo, disse: — Tabita, levante-se! Ela abriu os olhos e, vendo Pedro, sentou-se.

At 20:36 (NAA)2: Tendo dito isso, ajoelhando-se, Paulo orou com todos eles.

Orar em pé era comum nos tempos bíblicos (2Cr 20:5, 6, 13; Ne 9:4; Jó 30:20; Lc 18:11, 13). A Bíblia também registra pessoas que oraram sentadas (2Sm 7:18, NVI; 1Rs 19:4). Outras se prostraram com o rosto em terra – postura menos relacionada à oração, geralmente associada à submissão diante de um superior (1Rs 1:47; Mc 14:35).

Como você costuma orar? A Bíblia não exige uma posição específica, mas as posturas importam porque refletem nossa reverência, nosso íntimo e o desejo de nos render a Deus. Algumas pessoas não podem se ajoelhar; no fim das contas, o que mais importa é como está nosso coração. Se você tem condições de se ajoelhar, mas normalmente não o faz, que tal fazer isso da próxima vez? Observe como isso influencia seus momentos com Deus.

A Bíblia nos convida a orar “sem cessar” (1Ts 5:17), com dedicação (Cl 4:2) e perseverança (Rm 12:12). Hoje, esteja você em pé, sentado, deitado ou caminhando, volte seus pensamentos para Deus e converse com Ele como conversa com um amigo. Comece agora mesmo.

Segunda-feira, 04 de maio de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Crescendo em um relacionamento com Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 524, abr. mai. jun. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A fidelidade de Daniel

Lições da Bíblia1

Daniel é um dos grandes heróis da Bíblia. Logo no primeiro capítulo do livro, vemos sua decisão: “Daniel resolveu não se contaminar com as finas iguarias do rei” (Dn 1:8). E lemos sobre Daniel e seus três amigos: “Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria. Mas a Daniel deu inteligência para interpretar todo tipo de visões e sonhos” (Dn 1:17). A Bíblia afirma que Daniel era sábio (Dn 1:20; 2:14, 21, 23, 48), porque o Espírito de Deus estava nele (Dn 4:9, 18; 5:14; 6:3). Além disso, era “muito amado” pelo Céu (Dn 10:11; veja Dn 9:23). Esse é o retrato de alguém que mantinha uma forte e permanente ligação com Deus.

Em Daniel 2, quando o rei Nabucodonosor decretou a morte de todos os sábios da Babilônia, Daniel buscou a misericórdia de Deus para compreender o mistério do sonho (Dn 2:18). E, quando o Senhor lhe revelou o sonho do rei, ele imediatamente orou.

1. Leia Daniel 2:20-23. Por que Daniel orou, e o que podemos aprender com essa oração?

Daniel 2:20-23 (NAA)2: 20 dizendo: “Bendito seja o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder! 21 É ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes. 22 Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz. 23 Ó Deus de meus pais, eu te agradeço e te louvo, porque me deste sabedoria e poder, e agora me revelaste o que te pedimos, porque nos fizeste saber este caso do rei.

Com o passar dos anos, enquanto reis se sucediam, Daniel permaneceu como conselheiro real. “Daniel se destacou tanto entre os supervisores e os sátrapas por suas grandes qualidades que o rei planejava estabelecê-lo sobre todo o reino” (Dn 6:3, NVI). “Ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa” (Dn 6:4). Apesar do forte ciúme e das tramas maldosas de seus colegas (Dn 6:5-9), Daniel continuou constante e destemido em sua vida de oração.

2. Leia Daniel 6:10 e 11. O que esses versículos nos revelam sobre Daniel?

Daniel 6:10 e 11 (NAA)2: 10 Quando Daniel soube que o documento tinha sido assinado, voltou para casa. Em seu quarto, no andar de cima, as janelas abriam para o lado de Jerusalém. Três vezes por dia, ele se punha de joelhos, orava, e dava graças diante do seu Deus, como era o seu costume. 11 Então aqueles homens foram juntos até a casa de Daniel e o encontraram orando e fazendo súplicas diante do seu Deus.

Diante das dificuldades, Daniel orava. Mesmo com a ameaça à própria vida, manteve-se coerente e perseverante: orava três vezes ao dia, como de costume; e fazia isso com as janelas abertas, voltado para Jerusalém. Sua oração era um ato físico (ele se ajoelhava) e se concentrava em ações de graças e súplicas.

Domingo, 03 de maio de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Crescendo em um relacionamento com Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 524, abr. mai. jun. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Vida de oração

Lições da Bíblia1

Verso para memorizar: “Amo o Senhor, porque Ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. Porque inclinou para mim os Seus ouvidos, eu O invocarei por toda a minha vida” (Sl 116:1, 2).

Leituras da semana: Dn 2:20-23; 6:10, 11; At 20:36; Gn 5:22-24; Êx 33:15-23; 32:31, 32

Imagine se você quase não conversasse com seu melhor amigo ou com seu cônjuge. Logo o relacionamento esfriaria. Do mesmo modo, a oração é parte essencial de um relacionamento íntimo com Deus. É um hábito devocional vital, que precisamos e podemos fortalecer. Se não orarmos com frequência e constância, cedo ou tarde nos afastaremos do Senhor.

Na Bíblia, vemos pessoas orando de jeitos diferentes. Ao acompanhar a vida delas, percebemos de que maneira a comunhão com Deus moldou o relacionamento que tinham com Ele, pelo que oravam e como suas orações transformaram outras vidas. É fato: nossa vida de oração afeta não só a nós, mas também quem está ao nosso redor.

Assim como o estudo da Bíblia, o tema da oração é amplo e essencial – bem maior do que caberia em um estudo de duas semanas. Nesta semana, vamos aprender com homens e mulheres de oração das Escrituras que mostram como a oração é central para um relacionamento sólido com Deus. Devemos aprender com o exemplo deles.

Sábado, 02 de maio de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Crescendo em um relacionamento com Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 524, abr. mai. jun. 2026. Adulto, Professor.

Razões para ação de graças e oração – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

“Muitos são incapazes de fazer planos definidos para o futuro. Sua vida é incerta. Não conseguem discernir o desfecho dos acontecimentos, e isso enche-os por vezes de ansiedade e inquietação. Lembremo-nos de que a vida dos filhos de Deus no mundo é uma vida de peregrinos. Não temos sabedoria suficiente para planejar nossa vida. Não nos compete determinar o futuro. ‘Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu […]’ (Hb 11:8).

“Cristo, em Sua vida sobre a Terra, não fez planos para Si mesmo. Aceitou os planos de Deus a Seu respeito, e dia após dia o Pai O fazia conhecer esses mesmos planos. Nós devíamos depender de Deus de tal maneira que nossa vida pudesse ser a simples realização de Sua vontade. […]

“Muitos planejando um futuro brilhante, sofrem um desastre completo. Deixemos que Deus faça para nós os planos Dele. […] (1Sm 2:9). Deus não conduz jamais Seus filhos de maneira diferente da que eles mesmos escolheriam se pudessem ver o fim desde o princípio e discernir a glória do propósito que estão realizando como Seus colaboradores” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver [CPB, 2021], p. 306).

Perguntas para consideração

1. Você tem mais motivos para agradecer do que poderia parecer à primeira vista?

2. Reflita sobre a última frase da citação de Ellen G. White mencionada acima. Como podemos aprender a confiar em Deus de maneira tão profunda?

3. Compare Colossenses 1:6, 23 com este texto de Ellen White: “Por quarenta anos, a incredulidade, a murmuração e a rebelião excluíram o antigo Israel da terra de Canaã. Os mesmos pecados têm postergado a entrada do Israel moderno na Canaã celestial. Em nenhum dos casos houve falta da parte das promessas de Deus. É a incredulidade, o mundanismo, a falta de consagração e a contenda entre aqueles que se dizem povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor […]. Se a igreja de Cristo tivesse feito a obra que lhe foi designada, como Ele ordenou, o mundo inteiro já teria sido advertido – o Senhor Jesus teria vindo à Terra em poder e grande glória” (Eventos Finais [CPB, 2021], p. 26). Temos repetido esses erros?

Sexta-feira, 09 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

O poder da oração

Lições da Bíblia1:

5. Leia Colossenses 1:9-12. Quais pedidos específicos são mencionados na oração de Paulo?

Colossenses 1:9-12 (NAA)2: 9 Por esta razão, também nós, desde o dia em que soubemos disso, não deixamos de orar por vocês e de pedir que transbordem do pleno conhecimento da vontade de Deus, em toda a sabedoria e entendimento espiritual. 10 Dessa maneira, poderão viver de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. 11 Assim, vocês serão fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e paciência, com alegria, 12 dando graças ao Pai, que os capacitou a participar da herança dos santos na luz.

Paulo orou para que seus leitores ficassem cheios “do pleno conhecimento da vontade de Deus”. Ele descreveu conhecer a vontade de Deus como ter “sabedoria e entendimento espiritual” (Cl 1:9). Só podemos obter sabedoria quando confiamos totalmente em Deus, estamos dispostos a “fazer a [Sua] vontade” (Jo 7:17) e não nos apoiamos em nosso “próprio entendimento” (Pv 3:5). Mas muitas vezes nos perguntamos: “Qual é a vontade de Deus para mim nesta situação?” Existem quatro fontes principais pelas quais podemos conhecer a vontade de Deus enquanto a buscamos em oração:

1. A direção do Espírito Santo – O Espírito Santo nos guia quando aprendemos a reconhecer a Sua voz: “Quando vocês se desviarem para a direita ou para a esquerda, ouvirão atrás de vocês uma palavra, dizendo: ‘Este é o caminho; andem nele’” (Is 30:21).

2. A Bíblia – Uma fonte muito importante de sabedoria é a própria Bíblia. “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra; ela é luz para os meus caminhos” (Sl 119:105).

3. Deus nos concedeu sabedoria para os últimos dias por meio do Espírito de Profecia (Ap 12:17; 19:10), manifestado nos escritos de Ellen White. A Bíblia nos encoraja a crer (2Cr 20:20).

4. Circunstâncias providenciais – A vontade e a direção de Deus podem ser conhecidas por meio de circunstâncias providenciais, em que pedimos ao Senhor que abra ou feche portas (veja Cl 4:3).

Paulo orou para que os colossenses pudessem andar “de modo digno do Senhor” (Cl 1:10). É claro que ninguém é, por natureza, “digno”, mas Deus nos considera dignos por Sua graça e nos chama a viver de acordo com esse elevado chamado (Ef 4:1; 1Ts 2:12). Paulo utilizou o verbo “andar” mais três vezes nessa mesma carta (Cl 2:6; 3:7; 4:5). Isso significa viver e agir de acordo com a lei de Deus (Êx 18:20), algo que só é possível pela obra do Espírito Santo (Ez 36:27).

Paulo também orou para que a vida dos colossenses (e a nossa) fosse “para o […] inteiro agrado” do Senhor, “frutificando em toda boa obra” (Cl 1:9, 10), “crescendo no conhecimento de Deus” (Cl 1:10) e, por último, “dando graças ao Pai” (Cl 1:12).

Suponha que alguém lhe perguntasse: “Como você sabe que Deus está guiando você em uma direção ou outra?” O que você responderia e por quê?

Quinta-feira, 08 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Pedidos de oração de Paulo

Lições da Bíblia1:

Anos atrás, um pastor comentou sobre orações que giram em torno de nós mesmos, focadas apenas em nossas necessidades ou desejos. Ele as descreveu, de forma apropriada, como “orações um pouquinho egoístas”, ressaltando que Deus tem planos muito maiores para nós.

2. Leia a oração de Paulo em Filipenses 1:9-11. Qual é o foco dessa oração? Quais são os grandes pedidos de Paulo? O que isso nos ensina sobre a oração?

Filipenses 1:9-11 (NAA): 9 E também faço esta oração: que o amor de vocês aumente mais e mais em conhecimento e toda a percepção, 10 para que vocês aprovem as coisas excelentes e sejam sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, 11 cheios do fruto de justiça que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.

Essa oração contém apenas 43 palavras em grego, mas resume as preocupações de Paulo, as quais ele desenvolveu no restante da carta: amor, conhecimento, discernimento, pureza, vida irrepreensível e a justiça que recebemos por meio de Jesus Cristo. Por trás dessa oração, assim como das expressões anteriores de ação de graças de Paulo, há uma ênfase na igreja como um todo. A oração de Paulo está completamente voltada para os outros, em favor da igreja e de seu bem-estar. Vamos examinar mais de perto alguns elementos dessa oração: 

Amor que aumenta mais e mais – Paulo não orou simplesmente por mais amor, mas por um amor que produzisse “conhecimento e toda a percepção” (Fp 1:9). Esse conhecimento vai além do intelectual, envolvendo uma percepção espiritual, que só pode ser adquirida por meio da comunhão com Deus e do estudo de Sua Palavra (veja Ef 1:17; 4:13; 1Tm 2:4).

Discernimento – É a capacidade de aprovar “o que é melhor” (em comparação com o que é espiritualmente prejudicial) e, assim, ser “puros e irrepreensíveis” (Fp 1:10, NVI).

Pureza (NVI) ou sinceridade (NAA) – O termo grego significa “julgado à luz do Sol”, transmitindo a ideia de uma conduta transparente e irrepreensível, sem qualquer mancha ou falsidade. “Tudo quanto os cristãos fazem deve ser tão transparente como a luz do Sol” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo [CPB, 2022], p. 49).

Irrepreensíveis (NVI) ou inculpáveis (NAA) – Significa agir de forma a não ser um obstáculo para os outros, evitando palavras ou atitudes que dificultem a fé de alguém.

Justiça por meio de Cristo – Paulo abordou esse tema nas Cartas aos Romanos, aos Gálatas e em Filipenses 3. Não temos justiça em nós mesmos; ela vem por meio de Cristo.

O que podemos fazer para que nosso amor “aumente mais e mais” (Fp 1:9)? Por que isso é tão importante para a vida cristã? (Veja também 1Co 13:1-8.)

1Co 13:1-8 (NAA): 1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. 2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. 3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, isso de nada me adiantará. 4 O amor é paciente e bondoso. O amor não arde em ciúmes, não se envaidece, não é orgulhoso, 5 não se conduz de forma inconveniente, não busca os seus interesses, não se irrita, não se ressente do mal. 6 O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. 7 O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8 O amor jamais acaba. Havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará.

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Razões para ação de graças e oração

Lições da Bíblia1:

“Estou certo de que Aquele que começou boa obra em vocês há de completá-la até o Dia de Cristo jesus” (Fp 1:6).

Leituras da semana: Fp 1:1-18; 1Co 13:1-8; jr 17:9; Cl 1:1-12; 1Pe 1:4; Sl 119:105; Is 30:21

Paulo iniciava suas cartas com palavras de saudação e ações de graças: “Que a graça e a paz de Deus, nosso Pai, estejam com vocês. Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (Cl 1:2, 3).

Assim como Paulo, temos muitas razões para ser gratos. Experimentamos a graça de Deus de maneiras profundas, que até mesmo os anjos não conseguem compreender. Isso também se aplica ao dom da paz de Deus, que nos oferece harmonia com Ele e a esperança que vem de Seu amor.

No nível humano, também podemos expressar gratidão uns aos outros e desejar que as pessoas apreciem o que fazemos por elas. Os pais oram para que seus filhos amem a Deus e reconheçam os sacrifícios feitos para lhes proporcionar a melhor criação possível. No entanto, cometemos muitos erros e devemos aprender com eles.

Nesta semana, refletiremos sobre a oração e as palavras de ação de graças de Paulo em Filipenses e Colossenses, que podem enriquecer e fortalecer nossa vida de oração.

Sábado, 03 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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