Cristo será engrandecido

Lições da Bíblia1:

1. Leia Filipenses 1:19, 20. Qual era a expectativa de Paulo em relação ao desfecho de seu julgamento? Para ele, o que era mais importante do que ser absolvido?

Filipenses 1:19, 20 (NAA)2: 19 Porque estou certo de que, pela súplica de vocês e com a ajuda do Espírito de Jesus Cristo, isso resultará em minha libertação. 20 Minha ardente expectativa e esperança é que em nada serei envergonhado, mas que, com toda a ousadia, como sempre, também agora, Cristo será engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte.

Embora Paulo não fosse um criminoso, essa não tinha sido a primeira vez dele na prisão; ele já estava bem familiarizado com perseguições. Escrevendo aos coríntios, relatou em detalhes os sofrimentos que havia enfrentado: “Em prisões, muito mais; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus quarenta açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas. Uma vez fui apedrejado. Três vezes naufraguei. Fiquei uma noite e um dia boiando em alto mar. Em viagens, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de assaltantes, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez” (2Co 11:23-27).

Contudo, para que ninguém achasse que esses sofrimentos eram sua maior preocupação, Paulo acrescentou imediatamente: “Além das coisas exteriores, ainda pesa sobre mim diariamente a preocupação com todas as igrejas” (2Co 11:28).

2. Como Paulo se relacionava com as igrejas que havia fundado e com as pessoas que ele tinha levado a Cristo? 1Co 4:14-16; 1Ts 2:10, 11; Gl 4:19; Fm 10 

1Co 4:14-16 (NAA)2:  14 Não escrevo estas coisas para que vocês fiquem envergonhados; pelo contrário, para admoestá-los como a meus filhos amados. 15 Porque, ainda que vocês tivessem milhares de instrutores em Cristo, não teriam muitos pais, pois eu gerei vocês em Cristo Jesus, pelo evangelho. 16 Portanto, eu peço a vocês que sejam meus imitadores.

1Ts 2:10, 11 (NAA)2: 10 Vocês e Deus são testemunhas de como nos portamos de maneira piedosa, justa e irrepreensível em relação a vocês, os que creem. 11 E vocês sabem muito bem que tratamos cada um de vocês como um pai trata os seus filhos,

Gl 4:19 (NAA)2: meus filhos, por quem, de novo, estou sofrendo as dores de parto, até que Cristo seja formado em vocês.

Fm 10 (NAA)2: Faço um pedido em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas.

Assim como Jesus, que não poupou nada para nos salvar, Paulo estava disposto a gastar e se deixar gastar em favor dos irmãos na fé (2Co 12:15). Paradoxalmente, quanto mais as ações de alguém se assemelham às de Jesus, menos essa pessoa é amada ou valorizada por alguns (2Tm 3:12). Ainda assim, a fidelidade dos cristãos talvez seja a maneira mais poderosa de glorificar a Deus e revelar a verdade do evangelho (Fp 1:7). “A paciência e o bom ânimo de Paulo durante sua longa e injusta prisão, bem como sua coragem e fé, eram um constante sermão” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 295).

Reflita sobre como você vive e se relaciona com as pessoas, especialmente aquelas que não o tratam bem. Que tipo de testemunho de Jesus você tem dado?

Domingo, 11 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Vida e morte

Lições da Bíblia1:

“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fp 1:21).

Leituras da semana: Fp 1:19-30; 1Co 4:14-16; 2Co 10:3-6; Jo 17:17-19; Mq 6:8; At 14:22

Muitos afirmam que a morte é uma parte natural da vida, mas isso é mentira. A morte é o oposto da vida, uma inimiga. Ela não foi criada como parte da vida, assim como a destruição não é o propósito original de um carro. Paulo declarou, de maneira enfática, que Cristo morreu para que “derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte” (Hb 2:14, 15, NVI).

Embora disposto a morrer por Cristo, Paulo tinha confiança em seu propósito. O mais importante para ele era honrar a Cristo, pela vida ou pela morte, e pregar o evangelho ao maior número de pessoas possível. Talvez isso explique por que ele escreveu tantas cartas. Por meio de seus escritos, Paulo conseguiu alcançar muitas pessoas e lugares, incluindo aqueles que ele nunca pôde visitar pessoalmente.

A vida é curta, e precisamos causar o maior impacto possível para o reino de Deus no tempo que Ele nos concede. Parte significativa desse impacto envolve promover a “unidade da fé”. Nesta semana, veremos que essa foi uma das razões mais importantes que levaram Paulo a escrever aos filipenses.

Sábado, 10 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

Lidando com a morte

Lições da Bíblia1:

Talvez o aspecto mais cruel de viver em um mundo separado do Criador seja o fato de que a morte nos espreita. Ela é o “salário do pecado” (Rm 6:23), a penalidade que recebemos por termos sido desconectados da única Fonte de vida: o Criador. Assim, a morte tem papel importante nas profecias – tanto sua realidade quanto, ainda mais importante, sua solução, encontrada apenas em Jesus e em Sua morte e ressurreição.

A primeira menção da morte na Bíblia e a primeira vez em que ela ocorreu lançam luz sobre esse tema importante nas profecias, nos ajudando a compreender a gravidade do pecado e nos dando ferramentas para entender como Deus solucionou esse problema.

4. Qual foi a primeira menção e a primeira ocorrência de morte? Por que as pessoas morrem, como Deus vê a morte e qual é a Sua solução para esse problema? Gn 2:15-17; 4:8-15; 1Co 15:15-19; Ap 1:18

Gn 2:15-17 (NAA)2: “15 O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. 16 E o Senhor Deus ordenou ao homem: — De toda árvore do jardim você pode comer livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá.

Gn 4:8-15 (NAA)2: “8 Caim disse a Abel, seu irmão: — Vamos ao campo. Estando eles no campo, Caim se levantou contra Abel, o seu irmão, e o matou. 9 O Senhor disse a Caim: — Onde está Abel, o seu irmão? Ele respondeu: — Não sei; por acaso sou o guardador do meu irmão? 10 E o Senhor disse: — O que foi que você fez? A voz do sangue do seu irmão clama da terra a mim. 11 E agora você é maldito sobre a terra, cuja boca se abriu para receber da sua mão o sangue do seu irmão. 12 Quando você cultivar o solo, ele não lhe dará a sua força; você será fugitivo e errante pela terra. 13 Então Caim disse ao Senhor: — Meu castigo é tão grande, que não poderei suportá-lo. 14 Eis que hoje me expulsas da face da terra, e da tua presença terei de me esconder; serei fugitivo e errante pela terra; quem se encontrar comigo me matará. 15 O Senhor, porém, lhe disse: — Não! E, se alguém matar Caim, será vingado sete vezes. E o Senhor pôs um sinal em Caim para que, se alguém viesse a encontrá-lo, não o matasse.”

1Co 15:15-19 (NAA)2: “15 Além disso, somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos testemunhado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. 16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados. 18 E ainda mais: os que adormeceram em Cristo estão perdidos. 19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo.

Ap 1:18 (NAA)2: “e aquele que vive. Estive morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre e tenho as chaves da morte e do inferno.”

Alguns dizem que “a morte é simplesmente parte da vida”. Isso não é verdade. A morte é o oposto da vida, a destruição da vida; é uma intrusa que nunca deveria ocorrer. Mesmo que estejamos acostumados com a morte, nosso coração protesta quando nos deparamos com ela, como se a humanidade percebesse, de modo coletivo, que existe algo fundamentalmente errado com a morte. Há alguns casos de morte que parecem ainda mais trágicos, como a morte de uma criança. Na maioria das vezes, esperamos que os pais morram antes dos filhos, pois essa é a ordem natural das coisas.

Contudo, a primeira morte registrada nas Escrituras vai contra o padrão normal. Antes de Adão e Eva morrerem, eles vivenciaram a tragédia da morte quando seu filho justo foi morto pelo irmão ímpio. Foi uma morte especialmente injusta.

Jesus, o Justo, foi morto pelos ímpios, assim como Abel. Que morte poderia ter sido mais injusta do que a de Cristo? Que paralelos vemos entre a morte de Abel e a de Cristo? Como a morte de Abel nos ajuda a entender por que Jesus possui as “chaves da morte e do Hades [sepultura]” (Ap 1:18, NVI) e o que Deus nos oferece Nele?

Sem que o problema da morte seja resolvido, por que nossa vida é, em última análise, inútil, sem sentido e fútil? Somos gratos pela solução que Jesus nos oferece?

Quarta-feira, 09 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Inesquecível

Lições da Bíblia1:

1. Qual é a relação entre as duas histórias relatadas em Marcos 14:1-11?

Marcos 14:1-11 (NAA)2: “1 Dois dias depois seria celebrada a Páscoa e a Festa dos Pães sem Fermento. Os principais sacerdotes e os escribas procuravam uma forma de prender Jesus, à traição, para matá-lo. 2 Pois diziam: — Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo. 3 Quando Jesus estava em Betânia, fazendo uma refeição na casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, trazendo um frasco feito de alabastro com um perfume muito valioso, de nardo puro; e, quebrando o frasco, derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus. 4 Alguns dos que estavam ali ficaram indignados e diziam entre si: — Para que este desperdício de perfume? 5 Este perfume poderia ter sido vendido por mais de trezentos denários, para ser dado aos pobres. E murmuravam contra ela. 6 Mas Jesus disse: — Deixem a mulher em paz! Por que vocês a estão incomodando? Ela praticou uma boa ação para comigo. 7 Porque os pobres estarão sempre com vocês, e, quando quiserem, podem fazer-lhes o bem, mas a mim vocês nem sempre terão. 8 Ela fez o que pôde: ungiu o meu corpo antecipadamente para a sepultura. 9 Em verdade lhes digo que, onde for pregado em todo o mundo o evangelho, também será contado o que ela fez, para memória dela. 10 E Judas Iscariotes, um dos doze, foi falar com os principais sacerdotes, para lhes entregar Jesus. 11 Eles, ouvindo isto, se alegraram e prometeram dar dinheiro a ele; nesse meio tempo, Judas buscava uma boa ocasião para entregar Jesus.

Faltavam dois dias para a Páscoa (Mc 14:1). Essa reunião pode ter ocorrido entre terça e quarta-feira daquela semana. Os líderes tinham um plano e um cronograma. Só precisavam de um meio para atingir esse objetivo. Esse meio seria surpreendente.

Essa passagem é a quinta “história em formato de sanduíche” em Marcos (ver lição 3). A história da conspiração contra Jesus está ligada à história de uma mulher que unge Sua cabeça com perfume precioso. Dois personagens paralelos realizaram ações opostas, exibindo um contraste irônico.

Marcos não revela o nome dessa mulher. Sua dádiva a Jesus contrasta com a artimanha de Judas ao trair o Senhor. Judas é mencionado como um dos doze. O valor do presente dela é mencionado; o preço dele é apenas uma promessa de dinheiro.

Nenhuma razão é dada para a mulher ter feito isso, mas os convidados do jantar ficaram horrorizados com o que consideraram o desperdício de quase um ano de salário ao derramar o perfume sobre Jesus. O Senhor, porém, a defendeu dizendo que o ato dela seria incluído na pregação do evangelho em todo o mundo, em memória dela. Seria algo inesquecível. Os quatro evangelhos contam essa história de uma forma ou de outra, provavelmente por causa das palavras de Jesus em memória do seu feito.

A traição de Judas também foi inesquecível. Marcos dá a entender que a motivação dele foi a ganância. O Evangelho de João deixa isso explícito (Jo 12:4-6).

Marcos faz um trocadilho com a palavra “bom” para ilustrar que duas motivações ou tramas diferentes estavam em jogo nessas histórias. Em Marcos 14:6, Jesus chamou a ação da mulher de “boa” (kalon, em grego, que também pode ser traduzida como “bela”). Depois, Ele disse que sempre poderemos fazer o “bem” para os pobres (Mc 14:7) e chamou a ação da mulher de parte do “evangelho”, que significa “boas-novas” (Mc 14:9). Por último, em Marcos 14:11, Judas procurou uma “boa ocasião” para trair Jesus. Esse jogo de palavras indica que a conspiração humana para destruir o Messias se tornaria parte da história do evangelho, porque estava cumprindo a vontade de Deus ao dar Seu Filho para a salvação da humanidade.

Como Romanos 8:28 ajuda a explicar esses acontecimentos?

Rm 8.28 (NAA): “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”

Domingo, 08 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Morte no Novo Testamento

Lições da Bíblia1:

5. Como a descrição da morte no NT se compara com a do AT? Jo 11:11-14, 21-25; 2Tm 1:10; 1Co 15:51-54; 1Ts 4:15-17

Jo 11:11-14, 21-25 (NAA)2: 11 Tendo dito isso, acrescentou: — Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. 12 Então os discípulos disseram: — Senhor, se dorme, estará salvo. 13 Jesus falava da morte de Lázaro, mas eles pensavam que tivesse falado do repouso do sono. 14 Então Jesus lhes disse claramente: — Lázaro morreu. […] 21 Então Marta disse a Jesus: — Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido. 22 Mas também sei que, mesmo agora, tudo o que o senhor pedir a Deus, ele concederá. 23 Jesus disse a ela: — O seu irmão há de ressurgir. 24 Ao que Marta respondeu: — Eu sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia. 25 Então Jesus declarou: — Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.”

2Tm 1:10 (NAA)2: “e manifestada agora pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus. Ele não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho.

1Co 15:51-54 (NAA)2: “51 Eis que vou lhes revelar um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados 52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 53 Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. 54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: ‘Tragada foi a morte pela vitória.’”

1Ts 4:15-17 (NAA)2: “15 E, pela palavra do Senhor, ainda lhes declaramos o seguinte: nós, os vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, de modo nenhum precederemos os que já morreram. 16 Porque o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; 17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.

O AT e o NT usam o sono como símbolo da morte. Pelo menos 53 vezes na Bíblia a palavra “sono” é equiparada à morte. Os escritores bíblicos concordam que não há existência consciente em uma suposta alma imortal que deixaria o corpo após a morte. O NT reforça uma dimensão já sugerida no AT: a ressurreição gloriosa no retorno de Cristo.

Os evangelhos enfatizam que a vida eterna está somente em Cristo. Os demônios do inferno não podem roubar dos crentes a certeza da vida eterna. Cristo venceu a morte na cruz. A sepultura não pode conter suas vítimas. A ressurreição de Cristo é a garantia de que os fiéis um dia serão ressuscitados em Seu retorno.

Paulo declarou: “Se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados. E ainda mais: os que adormeceram em Cristo estão perdidos” (1Co 15:16-18). Que sentido haveria nesses versos se os mortos já estivessem na bem-aventurança do Céu? Qual seria o sentido da expressão “estão perdidos” se os mortos já estivessem no Céu?

Na verdade, a argumentação de Paulo é que a ressurreição de Cristo é o fundamento da nossa ressurreição, e que, sem a ressurreição, “é vã a fé que [temos], e [ainda permanecemos nos nossos] pecados”, e os mortos permanecem no pó, perdidos.

Esses versos se encaixam perfeitamente com outros textos bíblicos sobre a esperança que temos da ressurreição na volta de Jesus, quando receberemos a “herança que não pode ser destruída, que não fica manchada, que não murcha e que está reservada nos Céus para [nós]” (1Pe 1:4). Se, no entanto, os mortos já estão no Céu, por que Pedro falou de uma herança “reservada nos Céus”? Os fiéis do NT ansiavam a vinda de Cristo e a ressurreição dos mortos, e essa esperança os inspirou à fidelidade nas provações da vida.

Por que a ressurreição é uma esperança poderosa para os cristãos? E se tivéssemos a cruz sem a ressurreição? Teríamos esperança?

Terça-feira, 04 de junho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Morte no Antigo Testamento

Lições da Bíblia1:

3. Leia os Salmos 6:5; 115:17; 1 Reis 2:10; 11:43 e 14:20. O que esses versos ensinam sobre o estado dos mortos?

Salmo 6:5 (NAA)2: “Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?

Salmo 115:17 (NAA)2: “Os mortos não louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio podem fazer isso.”

1 Reis 2:10 (NAA)2: “Davi morreu e foi sepultado na Cidade de Davi.”

1 Reis 11:43 (NAA)2: “Salomão morreu e foi sepultado na Cidade de Davi, seu pai, e Roboão, seu filho, reinou em seu lugar.”

1 Reis 14:20 (NAA)2: “Foi de vinte e dois anos o tempo que Jeroboão reinou. Ele morreu, e Nadabe, seu filho, reinou em seu lugar.

O AT não ensina a imortalidade da alma. Não ensina que, após a morte, os fiéis voam para o Céu, para a eternidade, ou que, após a morte, os infiéis descem ao inferno, onde queimam eternamente. Ensina que a morte é um sono. A Bíblia usa a expressão “descansou (dormiu) com seus pais” (1Rs 2:10; 14:20) para descrever a morte dos patriarcas, e “sono da morte” (Sl 13:3; Sl 90:5). Referindo-se à morte, Jó falou de não acordar do sono (Jó 14:12). O salmista escreveu: “Eu, porém, na justiça contemplarei a Tua face; quando acordar, me satisfarei com a Tua semelhança” (Sl 17:15).

Quando o exército assírio foi derrotado, a morte dos soldados foi chamada de “sono profundo” (Sl 76:6). A ideia dos mortos como espíritos desencarnados pairando para se comunicar com os vivos não é um conceito bíblico, mas puro paganismo.

A falha em entender a verdade sobre a morte nos deixa vulneráveis aos enganos de Satanás. “Muitos terão que encarar espíritos de demônios personificando parentes ou amigos queridos e declarando as mais perigosas heresias. Esses visitantes apelarão para nossos mais profundos sentimentos e realizarão milagres para apoiar suas declarações. Devemos estar preparados para resistir a eles com a verdade bíblica de que os mortos nada sabem e de que os que aparecem dessa maneira são espíritos de demônios” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 465, 466).

4. Leia Daniel 12:2 e Jó 19:25, 26. Que elementos sobre o estado dos mortos são acrescentados por esses versos?

Daniel 12:2 (NAA)2: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, outros para vergonha e horror eterno.”

Jó 19:25, 26 (NAA)2: “25 Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. 26 Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus.”

A morte é um descanso até a ressurreição. Não há espíritos desencarnados pairando para se comunicar com os vivos. Embora os pagãos acreditassem no mundo espiritual, os israelitas entendiam a morte como um sono até a manhã da ressurreição.

Embora lamentemos pelos mortos, precisamos nos consolar com o fato de que, depois que os fiéis fecham os olhos, não importa quanto tempo demore, o que verão assim que acordarem será a segunda vinda de Jesus. Nesse momento, seu primeiro pensamento será: “Cristo já voltou!”

Segunda-feira, 03 de junho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

À beira da morte

Lições da Bíblia1

2. Leia os Salmos 41:1-4; 88:3-12; 102:3-5, 11, 23, 24. Que experiências esses textos descrevem? Você já passou por situações semelhantes?

Salmo 41:1-4 (NAA)2: “1 Bem-aventurado é aquele que ajuda os necessitados; o Senhor o livra no dia do mal. 2 O Senhor o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à vontade dos seus inimigos. 3 O Senhor o assiste no leito da enfermidade. Quando doente, tu lhe restauras a saúde. 4 Eu disse: ‘Compadece-te de mim, Senhor; sara a minha alma, porque pequei contra ti.’”

Salmo 88:3-12 (NAA)2: “3 Pois a minha alma está cheia de angústias, e a minha vida já se aproxima da morte.  4 Sou contado com os que descem ao abismo. Sou como um homem sem força, 5 atirado entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais já não te lembras; pois foram abandonados pelas tuas mãos. 6 Puseste-me na mais profunda cova, nos lugares tenebrosos, nos abismos. 7 Sobre mim pesa a tua ira; tu me abates com todas as tuas ondas. 8 Afastaste de mim os meus conhecidos e me fizeste objeto de abominação para com eles; estou preso e não vejo como sair. 9 Os meus olhos desfalecem de aflição; dia após dia, venho clamando a ti, Senhor, e a ti levanto as minhas mãos. 10 Será que farás maravilhas para os mortos? Ou será que os finados se levantarão para te louvar? 11 A tua bondade será anunciada na sepultura? A tua fidelidade, nos abismos? 12 Acaso nas trevas se manifestam as tuas maravilhas? E a tua justiça, na terra do esquecimento?”

Salmo 102:3-5, 11, 23, 24 (NAA)2: “3 Porque os meus dias desaparecem como fumaça, e os meus ossos queimam como se estivessem no fogo. 4 Cortado como a erva, secou-se o meu coração; até me esqueço de comer o meu pão. 5 Os meus ossos já se apegam à pele, por causa do meu dolorido gemer. […] 11 Como a sombra que declina, assim são os meus dias, e eu vou secando como a relva. […] 23 Ele me abateu a força no caminho e abreviou os meus dias. 24 Eu disse: Deus meu, não me leves na metade de minha vida; tu, cujos anos se estendem por todas as gerações.”

Essas orações por salvação da enfermidade e da morte demonstram que os filhos de Deus não estão isentos de sofrimentos. Os salmos revelam as terríveis aflições do salmista. Ele está sem forças, murchando como grama, incapaz de comer, separado com os mortos, deitado como morto no túmulo, repulsivo para seus amigos, sofrendo e em desespero. Seus ossos se agarram à sua pele. Muitos salmos presumem que o Senhor permitiu as adversidades por causa da desobediência de Israel. O salmista reconhece que o pecado pode trazer doenças; portanto, fala do perdão que precede a cura (Sl 41:3, 4). No entanto, alguns salmos, como o Salmo 88 e o 102, reconhecem que o sofrimento inocente do povo de Deus é um fato, não importando quanto seja difícil entender isso.

No Salmo 88, Deus leva o salmista à beira da morte (Sl 88:6-8). Contudo, observe que, mesmo quando as queixas mais sérias são proferidas, o lamento é claramente um ato de fé, pois se o Senhor, em Sua soberania, permitiu as adversidades, Ele pode restaurar o bem-estar de Seu filho.

No limiar da sepultura, o salmista se lembra das maravilhas, da bondade, fidelidade e justiça divinas (Sl 88:10-12). Apesar da sensação de ter sido atingido por Deus, o salmista se apega a Ele. Embora sofra, não nega o amor de Deus e sabe que o Senhor é sua única salvação. Esses apelos mostram que o salmista conhece não apenas o sofrimento, mas também a graça de Deus, e que a graça não exclui as provas da vida.

Em suma, tanto a permissão divina para o sofrimento quanto Sua libertação são demonstrações de Sua soberania. Saber que Deus está no controle inspira esperança. Quando lemos o Salmo 88 à luz do sofrimento de Cristo, ficamos impressionados com as profundezas de Seu amor. Ele estava disposto a passar pela porta da morte para o bem da humanidade.

Pense em Jesus na cruz e no que Ele sofreu por causa do pecado. Deus em Cristo sofreu ainda mais do que nós. Isso nos ajuda a manter a fé em meio aos sofrimentos?

Segunda-feira, 29 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Caridade no leito de morte

Lições da Bíblia1

4. Que princípios podemos tirar dos seguintes textos sobre como devemos lidar com o dinheiro?

1 Tm 6:17 (ARA)2: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento;

2 Co 4:18 (ARA)2: “não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.

Pv 30:8 (ARA)2: “afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário;”

Ec 5:10 (ARA)2: “Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda; também isto é vaidade.”

O dinheiro pode exercer um controle poderoso sobre o ser humano, o que tem levado muitos à ruína. Quem nunca ouviu falar de pessoas que fizeram coisas terríveis por causa do dinheiro – mesmo quando já possuíam muito?

Mas não precisa ser assim. Pelo poder de Deus, podemos vencer a tentativa do inimigo de tomar o que devia ser uma bênção (posses materiais) e transformar isso em maldição.

No contexto de ser um bom mordomo ao planejar para a morte, um perigo que as pessoas enfrentam é a tentação de acumular bens agora, justificando esse acúmulo com a seguinte ideia: “Bem, quando eu estiver perto de morrer, poderei doar tudo”. Isso seria melhor do que gastar tudo agora. No entanto, podemos fazer melhor do que isso. Não devemos ser inconsequentes como aquele bilionário que desperdiçava dinheiro e declarou que ficaria feliz se o cheque para seu funeral voltasse!

“Vi que muitos sonegam a causa de Deus enquanto estão vivos, acalmando a consciência com a ideia de que serão caridosos na morte. Dificilmente ousam exercer fé e confiança em Deus para dar qualquer coisa enquanto vivem. Mas essa caridade no leito de morte não é o que Cristo exige de Seus seguidores; ela não pode desculpar o egoísmo da vida deles. Os que se apegam às suas propriedades até o último momento entregam-nas à morte em vez de fazê-lo para a Causa. Os prejuízos ocorrem continuamente. Bancos vão à falência e as propriedades vão sendo perdidas de muitas maneiras. Muitos se propõem a fazer algo, mas adiam o assunto, e Satanás entra em ação para que de modo algum os meios sejam postos no tesouro. Perdem-se antes de voltar para Deus, e Satanás se alegra com isso” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 130).

Por que devemos ter cuidado em nosso modo de justificar o uso das bênçãos materiais?

Quarta-feira, 08 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Administradores fiéis: à espera do Mestre. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 511, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.