O milagre do alimento para 5 mil

Lições da Bíblia1:

Em João 6:4 e 5, o apóstolo destaca que o milagre da multiplicação de pães e peixes ocorreu perto da Páscoa, a festa que comemorava a libertação de Israel do Egito. O cordeiro pascal substituiu a morte do primogênito. Esse sacrifício simbolizava a morte de Jesus por nós. Na cruz, o castigo que merecíamos por causa dos nossos pecados recaiu sobre Jesus. Ele, que é a nossa Páscoa, morreu em nosso lugar (1Co 5:7).

“Carregou a culpa da transgressão, e o rosto do Pai Lhe foi ocultado até que Seu coração foi quebrantado e Sua vida desfeita. Todo esse sacrifício foi feito para que os pecadores pudessem ser redimidos” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 450, 451).

1. Leia João 6:1-14. Que paralelos existem entre Jesus e Moisés? Isto é, o que Jesus fez que deveria ter lembrado ao povo a libertação que seus antepassados haviam recebido pelo ministério de Moisés?

João 6:1-14 (NAA)2: “1 Depois dessas coisas, Jesus atravessou o mar da Galileia, que é o de Tiberíades. 2 Uma grande multidão o seguia, porque tinham visto os sinais que ele fazia na cura dos enfermos. 3 Então Jesus subiu ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos. 4 Ora, a Páscoa, festa dos judeus, estava próxima. 5 Então Jesus, erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão se aproximava, disse a Filipe: — Onde compraremos pão para lhes dar de comer? 6 Mas Jesus dizia isto para testá-lo, porque sabia o que estava para fazer. 7 Filipe respondeu: — Nem mesmo duzentos denários de pão seriam suficientes para que cada um recebesse um pedaço. 8 Um dos discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse a Jesus: 9 — Aqui está um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos. Mas o que é isto para tanta gente? 10 Jesus disse: — Façam com que todos se assentem no chão. Havia muita relva naquele lugar. Assim, os homens se assentaram, e eram quase cinco mil. 11 Então Jesus pegou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, tanto quanto queriam. 12 E, quando já estavam satisfeitos, Jesus disse aos seus discípulos: — Recolham os pedaços que sobraram, para que nada se perca. 13 Assim, pois, o fizeram e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram depois que todos tinham comido. 14 Quando as pessoas viram o sinal que Jesus havia feito, disseram: — Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo.”

Vários detalhes dessa história colocam Jesus em paralelo com Moisés no êxodo. A época da Páscoa (Jo 6:4) aponta para a grande libertação do Egito. Jesus subiu ao monte (Jo 6:3), assim como Moisés subiu o monte Sinai. Jesus testou Filipe (Jo 6:5, 6), assim como os israelitas foram provados no deserto. A multiplicação dos pães (Jo 6:11) lembra o maná. Recolher os pães que sobraram (Jo 6:12) remete ao maná, que era recolhido pelos israelitas. Sobraram 12 cestos de pedaços de pão (Jo 6:13), o mesmo número das 12 tribos de Israel. E o povo comentou que Jesus era o Profeta que viria ao mundo (Jo 6:14), isto é, o “profeta semelhante a” Moisés, predito em Deuteronômio 18:15. Tudo isso aponta para Jesus como o novo Moisés – que veio para libertar Seu povo.

Assim, João descreve Jesus não apenas fazendo sinais e maravilhas, mas sinais e maravilhas que, em seu contexto, deveriam ter tido um significado especial para o povo judeu. Cristo estava apontando, em essência, para Sua própria divindade.

Leia Isaías 53:4-7 e 1 Pedro 2:24. Que grande verdade esses textos ensinam sobre Jesus como o Cordeiro de Deus? Como a Sua divindade está ligada a essa verdade, e por que essa é a verdade mais importante que podemos conhecer?

Domingo, 06 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Milagres à margem do lago – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 261-268 (“Tempestade no mar”), e p. 269-272 (“O toque da fé”).

“Em todos os que estão sob a direção de Deus, deve-se ver uma vida que não se harmonize com o mundo, seus costumes ou práticas; e todos precisam ter uma experiência pessoal na obtenção do conhecimento da vontade divina. Precisamos ouvir individualmente Sua voz a nos falar ao coração. Quando todas as outras vozes silenciam e em sossego esperamos perante Ele, o silêncio da alma torna mais distinta a voz de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 286).

“Seus corações descontentes perguntavam por que Jesus podia realizar tão grandiosas obras como as que tinham presenciado e não podia também dar saúde, força e riqueza a todo o Seu povo, libertá-lo de seus opressores e exaltá-lo ao poder e à honra. O fato de Ele alegar ser o Enviado de Deus, mas recusar ser rei de Israel, era um mistério que não podiam entender. Sua recusa foi mal interpretada. Muitos concluíram que não ousava afirmar Seus direitos, porque Ele próprio duvidava do divino caráter de Sua missão. Dessa forma, abriram a mente à incredulidade, e a semente que Satanás lançara deu fruto segundo sua espécie na forma de incompreensão e deserção” (O Desejado de Todas as Nações, p. 301, 302).

Perguntas para consideração

Se alguém lhe perguntasse: “Do que Jesus o libertou?”, o que você responderia?

Por que Deus às vezes permite que pessoas boas como João Batista sofram injustiça? Que consolo ou esperança encontramos, apesar dessas realidades difíceis?

Que lições uma igreja pobre acha na multiplicação dos pães e peixes?

Compare as ideias populares atuais acerca de Jesus com a descrição Dele em Marcos 5 e 6. O que dizer dos que usam Jesus para obter poder e domínio político?

Sexta-feira, 02 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.

Jesus cura

Lições da Bíblia

“Os evangelhos estão repletos de histórias dos milagres de Jesus, especialmente os relatos de cura. Como Isaías havia profetizado, Ele curava os cegos e libertava os que haviam sido mantidos cativos pela doença, e às vezes após muitos anos de sofrimento

(veja, por exemplo, Mc 5:24-34 [24 Jesus foi com ele. 25 Aconteceu que certa mulher, que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia 26 e muito padecera à mão de vários médicos, tendo despendido tudo quanto possuía, sem, contudo, nada aproveitar, antes, pelo contrário, indo a pior, 27 tendo ouvido a fama de Jesus, vindo por trás dele, por entre a multidão, tocou-lhe a veste. 28 Porque, dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada. 29 E logo se lhe estancou a hemorragia, e sentiu no corpo estar curada do seu flagelo. 30 Jesus, reconhecendo imediatamente que dele saíra poder, virando-se no meio da multidão, perguntou: Quem me tocou nas vestes? 31 Responderam-lhe seus discípulos: Vês que a multidão te aperta e dizes: Quem me tocou? 32 Ele, porém, olhava ao redor para ver quem fizera isto. 33 Então, a mulher, atemorizada e tremendo, cônscia do que nela se operara, veio, prostrou-se diante dele e declarou-lhe toda a verdade. 34 E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal.’]; Jo 5:1-15 [‘1 Passadas estas coisas, havia uma festa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém. 2 Ora, existe ali, junto à Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pavilhões. 3 Nestes, jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos 4 [esperando que se movesse a água. Porquanto um anjo descia em certo tempo, agitando-a; e o primeiro que entrava no tanque, uma vez agitada a água, sarava de qualquer doença que tivesse]. 5 Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. 6 Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado? 7 Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. 8 Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. 9 Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado. 10 Por isso, disseram os judeus ao que fora curado: Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito. 11 Ao que ele lhes respondeu: O mesmo que me curou me disse: Toma o teu leito e anda. 12 Perguntaram-lhe eles: Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito e anda? 13 Mas o que fora curado não sabia quem era; porque Jesus se havia retirado, por haver muita gente naquele lugar. 14 Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior. 15 O homem retirou-se e disse aos judeus que fora Jesus quem o havia curado.’]).

Mas Ele fez mais do que isso: Cristo fez o aleijado andar novamente; curou os leprosos – não apenas por Sua palavra, mas por Seu toque, embora fossem “impuros”. Confrontou demônios que possuíam a mente e o corpo das pessoas; e até ressuscitou os mortos.”1

“Podemos supor que esses milagres tenham ocorrido para atrair multidões e provar Seu poder aos céticos e críticos. Mas esse nem sempre foi o caso. Em vez disso, Jesus muitas vezes ordenou à pessoa curada que não contasse a ninguém o milagre. Embora pareça improvável que os recém-curados seguissem essa ordem e guardassem a maravilhosa notícia para si, Jesus estava tentando mostrar que Seus milagres eram algo mais importante do que um espetáculo. Evidentemente, o objetivo final era que as pessoas recebessem a salvação Nele.”1

“No entanto, os milagres de cura de Jesus foram uma expressão de Sua compaixão. Por exemplo, nos momentos que antecederam à alimentação dos cinco mil, Mateus narrou: ‘Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-Se dela e curou os seus enfermos’ (Mt 14:14). Jesus sentiu a dor dos sofredores e fez o que pôde às pessoas com as quais entrou em contato a fim de ajudá-las e levantá-las.”1

“3. Leia a profecia de Isaías em Mateus 12:15-21. De que maneira Isaías e Mateus identificaram o que Jesus estava fazendo como algo maior do que apenas curar alguns doentes, ou algumas centenas de enfermos?”1

Mateus (12:15-21 ARA)2: “15 Mas Jesus, sabendo disto, afastou-se dali. Muitos o seguiram, e a todos ele curou, 16 advertindo-lhes, porém, que o não expusessem à publicidade, 17 para se cumprir o que foi dito por intermédio do profeta Isaías: 18 Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz. Farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará juízo aos gentios. 19 Não contenderá, nem gritará, nem alguém ouvirá nas praças a sua voz. 20 Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega, até que faça vencedor o juízo. 21 E, no seu nome, esperarão os gentios.

“Cada milagre realizado por Cristo foi um sinal de Sua divindade. Estava fazendo a própria obra predita acerca do Messias, mas para os fariseus essas obras de misericórdia eram um claro escândalo. Os guias judaicos olhavam com cruel indiferença aos sofrimentos humanos. Em muitos casos, seu egoísmo e opressão haviam causado a dor que Jesus aliviava. Assim, Seus milagres eram uma vergonha para eles” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 406).1

“Os milagres de cura de Jesus foram atos de compaixão e justiça. Mas em todos os casos, eles não eram um fim em si mesmos. Em última análise, todas as obras de Cristo foram realizadas com o propósito de levar as pessoas à vida eterna

(veja Jo 17:3 [‘Dá-me, pois, um penhor; sê o meu fiador para contigo mesmo; quem mais haverá que se possa comprometer comigo?’])”1

Terça-feira, 13 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O segundo toque

Lições da Bíblia

“5. Leia Marcos 8:22-25. Que lição espiritual aprendemos com o fato de que o primeiro toque de Cristo não curou totalmente o homem cego?”1

“22 Então, chegaram a Betsaida; e lhe trouxeram um cego, rogando-lhe que o tocasse. 23 Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia e, aplicando-lhe saliva aos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: Vês alguma coisa? 24 Este, recobrando a vista, respondeu: Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando. 25 Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia de modo perfeito.” (Marcos 8:22-25 ARA)2.

A cura e a transformação na vida de uma pessoa geralmente leva tempo. É um processo que exige dedicação do nosso tempo, recursos e energia.1

“Depois de ‘cuspir’ nos olhos do homem, Jesus o tocou e lhe perguntou: ‘Você está vendo alguma coisa?’ (Mc 8:23, NVI). Por que Jesus cuspiu nos olhos dele? A literatura antiga indica exemplos do uso de saliva pelos médicos. Esse milagre se assemelha um pouco à cura do surdo e gago em Decápolis, não muito antes disso (leia Marcos 7:31-37). Contudo, diferentemente de todos os outros milagres de cura feitos por Cristo, a cura do cego foi realizada em dois estágios.”1

“6. Releia Marcos 8:23, 24. Qual é o significado da resposta do homem à pergunta: ‘Você está vendo alguma coisa?’”

“23 Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia e, aplicando-lhe saliva aos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: Vês alguma coisa? 24 Este, recobrando a vista, respondeu: Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando.” (Marcos 8:23-24 ARA)2.

O cego disse: ‘Vejo os homens […] como árvores […] andando.’ Muitas pessoas são ‘cegas’ para a existência dos seres humanos ao seu redor e para suas necessidades.1

“‘Vejo pessoas; elas parecem árvores andando’ (Mc 8:24, NVI). Isto é, ele podia distinguir as pessoas das árvores somente porque se moviam. No sentido espiritual, que aplicação poderíamos fazer desse incidente à nossa própria vida? Talvez a aplicação seja que, depois que Jesus nos dá visão espiritual, ainda não estamos totalmente restaurados. Talvez vejamos as pessoas como ‘árvores’, como objetos. Isso poderia significar que ainda estamos cegos para elas como pessoas reais com necessidades reais. Elas são itens, números, objetos que queremos que se unam à igreja, talvez para aumentar nosso número de batismos, ou para nos fazer parecer bons. Com tal atitude egoísta em relação às pessoas provavelmente muitas delas não permaneçam na igreja.”1

“7. Releia Marcos 8:25. Por que Jesus curou o homem em duas etapas?”1

25 Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia de modo perfeito.” (Marcos 8:25 ARA)2.

Para mostrar que o primeiro toque de Cristo não conclui Sua obra iniciada em nosso coração. Mesmo sendo batizados e mesmo que estejamos há muito tempo na igreja, nossa visão ainda pode ter sérias distorções e nosso coração ainda pode ter sérias dificuldades para olhar as pessoas como Cristo olhava, e para fazer por elas o que Cristo fez pelo cego.1

“No contexto dessa história, exatamente antes do milagre de cura, Jesus tratou de outro tipo de cegueira. Seus discípulos não haviam entendido o significado de Sua declaração: ‘Estejam atentos e tenham cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes’ (Mc 8:15, NVI). Eles acharam que isso fosse uma referência ao fato de que não tinham pão suficiente para a viagem de barco. Jesus os chamou de cegos: ‘Vocês têm olhos, mas não veem?’ (Mc 8:18, NVI.)”1

“Não são só as pessoas de fora da igreja que precisam do toque curador de Cristo. Dentro da igreja há cegueira também. Membros de igreja que têm visão apenas parcial e veem as pessoas como estatísticas e objetos não notarão que muitos novos bebês em Cristo saem pela porta de trás da igreja, e nem se importarão com esse fato. Eles precisam do segundo toque de Jesus para passar a enxergar mais claramente e para amar os outros como Ele amava.”1

Quarta-feira, 10 de agosto de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O papel da igreja na comunidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Jul. Ago. Set. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Alimentar os famintos

Lições da Bíblia

“Um dos atos mais conhecidos de Jesus foi a ocasião em que Ele providenciou alimentação para cinco mil homens, ‘além de mulheres e crianças’ (Mt 14:21). No entanto, como ocorre com tudo o mais no Novo Testamento, essa história não aconteceu sem um contexto que nos ajuda a entender ainda mais profundamente o significado do que Jesus fez.”1

“1. Leia Mateus 14:1-21. O que aconteceu pouco antes da alimentação miraculosa, e que papel esse evento pode ter desempenhado no que ocorreu a seguir?”1

“1 Por aquele tempo, ouviu o tetrarca Herodes a fama de Jesus 2 e disse aos que o serviam: Este é João Batista; ele ressuscitou dos mortos, e, por isso, nele operam forças miraculosas. 3 Porque Herodes, havendo prendido e atado a João, o metera no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão; 4 pois João lhe dizia: Não te é lícito possuí-la. 5 E, querendo matá-lo, temia o povo, porque o tinham como profeta. 6 Ora, tendo chegado o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante de todos e agradou a Herodes. 7 Pelo que prometeu, com juramento, dar-lhe o que pedisse. 8 Então, ela, instigada por sua mãe, disse: Dá-me, aqui, num prato, a cabeça de João Batista. 9 Entristeceu-se o rei, mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, determinou que lha dessem; 10 e deu ordens e decapitou a João no cárcere. 11 Foi trazida a cabeça num prato e dada à jovem, que a levou a sua mãe. 12 Então, vieram os seus discípulos, levaram o corpo e o sepultaram; depois, foram e o anunciaram a Jesus. 13 Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, à parte; sabendo-o as multidões, vieram das cidades seguindo-o por terra. 14 Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos. 15 Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: O lugar é deserto, e vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer. 16 Jesus, porém, lhes disse: Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, de comer. 17 Mas eles responderam: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. 18 Então, ele disse: Trazei-mos. 19 E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, tomando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou. Depois, tendo partido os pães, deu-os aos discípulos, e estes, às multidões. 20 Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram recolheram ainda doze cestos cheios. 21 E os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.” (Mateus 14:1-21 ARA)2.

Uma aparente derrota com a morte de João Batista, o que trouxe tristeza para Jesus. Apesar desse sofrimento, Jesus Se compadeceu do povo, curou os doentes, pregou o evangelho e multiplicou o alimento. Ele supriu a necessidade do povo, provando que era o Messias e que João havia sido um vitorioso, pelo fato de ter dedicado a vida a anunciar o Cristo.1

“Coloque-se no lugar dos discípulos naquele momento. João Batista, que evidentemente era um homem de Deus, havia acabado de ser decapitado. Eles sabiam disso, porque tinham dado a notícia a Jesus. Embora o texto não revele, isso deve ter sido extremamente desanimador para eles. Sem dúvida, sua fé foi provada. Contudo, depois do que Jesus fez a seguir, a fé dos discípulos deve ter recebido um novo impulso, especialmente após aquele desapontamento.”1

“Há, porém, um significado muito mais profundo nessa história, independentemente de quanto ela tenha aumentado a fé dos discípulos. O ato de Jesus ao alimentar o povo fez com que todos se lembrassem do maná que Deus tinha providenciado para os israelitas no deserto. ‘Surgiu dentro do judaísmo a tradição de que o Messias viria numa Páscoa e que, com Sua vinda, o maná começaria a cair novamente. […] Portanto, quando Jesus alimentou os cinco mil, precisamente antes da Páscoa, ninguém devia ficar surpreso se a multidão começasse a especular se Ele era o Messias e se Ele estava para fazer um milagre ainda maior: alimentar todas as pessoas durante todo o tempo, restaurando o maná’ (Jon Paulien,John: The Abundant Life Bible Amplifier [João: Comentário Bíblico Vida Abundante]. Boise: Pacific Press Publishing Association, 1995; p. 139, 140).”1

“Esse era exatamente o tipo de Messias que o povo desejava: Alguém que cuidasse de suas necessidades exteriores. Naquele momento, as multidões estavam prontas para tornar Jesus rei, mas Ele não tinha vindo para ser rei, e Sua recusa os desapontou grandemente. Eles tinham suas expectativas, e quando estas não foram satisfeitas, muitos abandonaram Jesus, embora o Senhor tivesse vindo para fazer muito mais do que supunham suas expectativas estreitas e mundanas.”1

“Quão estreitas são suas espectativas quanto à maneira de Deus agir?”1

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Domingo, 08 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ele tinha tudo, porém…

Lições da Bíblia

“‘Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era grande homem diante do seu senhor e de muito conceito, porque por ele o Senhor dera vitória à Síria; era ele herói da guerra, porém leproso’ (2Rs 5:1).”1

“Esse verso contém não menos do que quatro descrições ou títulos que colocavam Naamã no escalão mais alto da sociedade síria ou arameia. Ele exercia grande influência sobre o rei de Arã, era tido em alta conta e era o braço direito do rei, tanto em assuntos militares quanto religiosos (v. 18). Era também extremamente rico (v. 5).”1

“Contudo, o primeiro verso tem um importante ‘porém’. Todo o poder, toda honra e coragem de Naamã empalideciam à luz da mais temida doença daqueles dias: a lepra. E era exatamente isso que o pobre homem tinha, o grande ‘porém’ que lançava uma sombra sobre tudo o mais que ele havia alcançado. Essa enfermidade, contudo, colocou-o em contato com o profeta de Deus e, através desse contato, ele se tornou um crente no verdadeiro Deus.”1

1. Leia Marcos 1:40-45, Lucas 8:41-56 e Marcos 2:1-12. Além do fato de Jesus ter feito curas miraculosas, qual é o denominador comum nesses relatos? O que levou todas essas pessoas a Jesus?1 “40 Aproximou-se dele um leproso rogando-lhe, de joelhos: Se quiseres, podes purificar-me. 41 Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo! 42 No mesmo instante, lhe desapareceu a lepra, e ficou limpo. 43 Fazendo-lhe, então, veemente advertência, logo o despediu 44 e lhe disse: Olha, não digas nada a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo. 45 Mas, tendo ele saído, entrou a propalar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de não mais poder Jesus entrar publicamente em qualquer cidade, mas permanecia fora, em lugares ermos; e de toda parte vinham ter com ele.” (Marcos 1:40-45 ARA)2; “41 Eis que veio um homem chamado Jairo, que era chefe da sinagoga, e, prostrando-se aos pés de Jesus, lhe suplicou que chegasse até a sua casa. 42 Pois tinha uma filha única de uns doze anos, que estava à morte. Enquanto ele ia, as multidões o apertavam. 43 Certa mulher que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia, e a quem ninguém tinha podido curar [e que gastara com os médicos todos os seus haveres], 44 veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste, e logo se lhe estancou a hemorragia. 45 Mas Jesus disse: Quem me tocou? Como todos negassem, Pedro [com seus companheiros] disse: Mestre, as multidões te apertam e te oprimem [e dizes: Quem me tocou?]. 46 Contudo, Jesus insistiu: Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder. 47 Vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se trêmula e, prostrando-se diante dele, declarou, à vista de todo o povo, a causa por que lhe havia tocado e como imediatamente fora curada. 48 Então, lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz. 49 Falava ele ainda, quando veio uma pessoa da casa do chefe da sinagoga, dizendo: Tua filha já está morta, não incomodes mais o Mestre. 50 Mas Jesus, ouvindo isto, lhe disse: Não temas, crê somente, e ela será salva. 51 Tendo chegado à casa, a ninguém permitiu que entrasse com ele, senão Pedro, João, Tiago e bem assim o pai e a mãe da menina. 52 E todos choravam e a pranteavam. Mas ele disse: Não choreis; ela não está morta, mas dorme. 53 E riam-se dele, porque sabiam que ela estava morta. 54 Entretanto, ele, tomando-a pela mão, disse-lhe, em voz alta: Menina, levanta-te! 55 Voltou-lhe o espírito, ela imediatamente se levantou, e ele mandou que lhe dessem de comer. 56 Seus pais ficaram maravilhados, mas ele lhes advertiu que a ninguém contassem o que havia acontecido.” (Lucas 8:41-56 ARA); “1 Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum, e logo correu que ele estava em casa. 2 Muitos afluíram para ali, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra. 3 Alguns foram ter com ele, conduzindo um paralítico, levado por quatro homens. 4 E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o eirado no ponto correspondente ao em que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente. 5 Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. 6 Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração: 7 Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus? 8 E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? 9 Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? 10 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados – disse ao paralítico: 11 Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. 12 Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!” (Marcos 2:1-12 ARA)2. “O denominador comum desses relatos é que todas as pessoas envolvidas tinham problemas que as levaram a Jesus; no caso, doenças e perdas.1

“Perturbações, tragédias e transições na vida pessoal podem tornar as pessoas mais abertas à verdade espiritual e levá-las a buscar a Deus. Desastres físicos, psicológicos, políticos ou de outra ordem podem tornar as pessoas mais acessíveis à realidade do divino. Perdas pessoais, catástrofes nacionais e guerras são importantes motivadores que fazem com que as pessoas busquem um poder maior do que elas mesmas. Há muito, a igreja está ciente de que, em áreas onde as pessoas são atingidas pelo sofrimento no âmbito pessoal ou comunitário, tende a ocorrer um aumento na quantidade de pessoas alcançadas.”1

Domingo, 12 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Eventos excitantes da vida

Lições da Bíblia

Deus providenciou a sobrevivência de Elias durante a longa seca em Israel, sustentando-o por meio de corvos e de uma viúva em terra estranha. “Veio-lhe a palavra do SENHOR, dizendo: Retira-te daqui, vai para o lado oriental e esconde-te junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão. Beberás da torrente; e ordenei aos corvos que ali mesmo te sustentem. Foi, pois, e fez segundo a palavra do SENHOR; retirou-se e habitou junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão. Os corvos lhe traziam pela manhã pão e carne, como também pão e carne ao anoitecer; e bebia da torrente.” (1 Reis 17:2-6) “Foi ela (a viúva de Sarepta) e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias. Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do SENHOR, por intermédio de Elias.” (1 Reis 17:15-16)

“No meio de uma longa fome, Elias deve ter se sentido muito perto de Deus, que tomou cuidado tão pessoal para com ele. Primeiramente, ele teve a oportunidade de testemunhar os corvos (aves normalmente repugnantes) vindo para alimentá-lo duas vezes por dia. Esse foi um grande milagre! Então, ele viu infinitas porções de pão surgindo de um pouco de óleo e farinha – suficientes para alimentar três pessoas por dois anos. Que maior evidência do cuidado providencial de Deus seria necessária?”

“Ellen G. White aplicou as lições dessa história ao povo fiel de Deus nos últimos dias: ‘Vi que nosso pão e nossa água serão certos nesse tempo, e que não teremos falta nem padeceremos fome, pois Deus é capaz de estender para nós uma mesa no deserto. Se necessário, Ele enviaria corvos para nos alimentar, como fez com Elias, ou faria chover maná do céu, como fez para os israelitas’ (Primeiros Escritos, p. 56).”

Outras coisas aconteceram a Elias, ressuscitou o filho da viúva e enfrentou os sacerdotes de Baal. “Depois disto, adoeceu o filho da mulher, da dona da casa, e a sua doença se agravou tanto, que ele morreu. Então, disse ela a Elias: Que fiz eu, ó homem de Deus? Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniqüidade e matares o meu filho? Ele lhe disse: Dá-me o teu filho; tomou-o dos braços dela, […] clamou ao SENHOR e disse: […] Ó SENHOR, meu Deus, rogo-te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele. O SENHOR atendeu à voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu.” (1 Reis 17:17-22) “Dêem-se-nos, pois, dois novilhos; escolham eles para si um dos novilhos e, dividindo-o em pedaços, o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo; eu prepararei o outro novilho, e o porei sobre a lenha, e não lhe meterei fogo. Então, invocai o nome de vosso deus, e eu invocarei o nome do SENHOR; e há de ser que o deus que responder por fogo esse é que é Deus. […] Tomaram o novilho que lhes fora dado, prepararam-no e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: Ah! Baal, responde-nos! Porém não havia uma voz que respondesse; […] Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; Elias restaurou o altar do SENHOR, que estava em ruínas. […] aproximou-se o profeta Elias e disse: Ó SENHOR, Deus de Abraão, […] Responde-me, SENHOR, responde-me, […] Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (1 Reis 18:23-39)

“[…] existe aqui uma lição importante. Não importa quais sejam os milagres que ocorram em nossa vida, sempre enfrentaremos obstáculos. Ninguém, nem mesmo um profeta como Elias, está livre das dificuldades que a vida traz.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – domingo 09 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Lembrando-me de meus pecados.

Lições da Bíblia.

“Depois disto, adoeceu o filho da mulher, da dona da casa, e a sua doença se agravou tanto, que ele morreu. Então, disse ela a Elias: Que fiz eu, ó homem de Deus? Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniqüidade e matares o meu filho?” (1 Reis 17:17-18).

“A viúva dera seu último pão, e Deus operou um milagre. Ela e o filho escaparam miraculosamente da fome e tiveram uma fonte constante de comida. É difícil imaginar a surpresa dela ao ver esse milagre incrível acontecer, não uma só vez, mas dia a dia.”

A resposta natural do ser humano ao ter contato com Deus é de reconhecimento da própria indignidade, arrependimento, humilhação. “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.” (Jó 42:5-6) “Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!” (Isa. 6:5) Fiquei, pois, eu só e contemplei esta grande visão, e não restou força em mim; o meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e não retive força alguma.(Dan. 10:8) Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador.” (Luc. 5:8) “Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último” (Apoc. 1:17)

“Pelo profeta Elias, a viúva entrou em contato com Deus. Quando entramos em contato com um Deus santo, nossos pecados se tornam mais aparentes. E então, quando acontece algo terrível, podemos sentir que o Senhor está nos castigando. Em 1 Reis 17:18, ‘Então, disse ela a Elias: Que fiz eu, ó homem de Deus? Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniqüidade e matares o meu filho?(1 Reis 17:18 RA) a viúva culpou o profeta de Deus por estar lá e, consequentemente, levá-la à presença de Deus.”

“Talvez ela visse o tipo de vida fiel e santa que Elias vivia, e ela se sentisse condenada em sua presença quando se comparava com ele. Ou, vivendo dia a dia com um milagre, talvez ela sentisse a presença de Deus e Sua santidade como nunca antes e, assim, sentisse sua pecaminosidade mais que nunca antes. Assim, naquele contexto, ela via seus pecados como a causa dessa tragédia.”

“De muitas formas, essa é uma reação comum. Frequentemente, culpamos a nós mesmos e nossos pecados pelas tragédias que nos atingem ou aos nossos queridos. O que fiz para meu filho ficar doente? Que pecado provocou essa calamidade em minha vida? Embora seja verdade que muitas vezes a dor e o sofrimento são resultado direto das escolhas pecaminosas que fazemos, também é verdade que muitas tragédias vêm por nenhuma razão aparente e certamente não por alguma culpa de nossa parte. Lembre-se da história de Jó. Até Deus admitiu que ele era um homem justo, e veja o que lhe aconteceu. Precisamos ser muito cuidadosos quando buscamos explicar a causa da tragédia em nossa vida. O mais importante é como respondemos a essas tragédias, pois nos demorar na suposta causa muito provavelmente não ajudará.”

“Todos enfrentamos tragédias inesperadas e inexplicáveis, não é mesmo? É parte do que significa sermos seres pecaminosos em um mundo pecaminoso. Como você pode aprender a confiar em Deus e amá-Lo, mesmo em meio a acontecimentos dolorosos?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quarta-feira 08 de dezembro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF