O poder da lei

Lições da Bíblia.

“3. De acordo com Romanos 4:15, 5:13 e 7:7, qual é a função da lei? O que Romanos 7:8-11 diz sobre o efeito da lei sobre a pessoa que a transgride?”1 porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há transgressão.” (Romanos 4:15 RA)2; “Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.” (Romanos 5:13 RA)2; “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás. (Romanos 7:7 RA)2; Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado. Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte. Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou.” (Romanos 7:8-11 RA)2. A lei suscita a ira, revela o pecado e condena o pecador a morte, pois o salário do pecado é a morte.

“Cada instrumento tem seu propósito. Assim como uma chave é utilizada para abrir uma fechadura ou uma faca é usada para cortar, a lei é utilizada para definir o pecado. Se não fosse pela lei de Deus, não haveria nenhum método absoluto para saber quais ações são aceitáveis ou inaceitáveis diante dEle. Embora o pecado não possa existir sem a lei, Paulo deixa claro que a lei não é parceira do pecado: ‘Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno’ (Rm 7:13).”1

“4. De que forma os textos acima lançam luz sobre 1 Coríntios 15:54-58?”1 “E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” (1 Coríntios 15:54-58 RA)2. Quando a lei define o que é pecado ela serve de reforço para a condenação daqueles que a violam. Mas graças a Deus por intermédio de nosso senhor Jesus cristo que nos concede a vitória sobre a morte.

“Se lido isoladamente, 1 Coríntios 15:54-58 parece promover uma visão negativa da lei de Deus. No entanto, a mensagem de Paulo é que a lei ‘fortalece’ o pecado apenas porque ela define o que é o pecado. E, certamente, ‘o salário do pecado é a morte’ (Rm 6:23). Se não fosse pela lei, não haveria morte, pois seria impossível definir o pecado. Em 1 Coríntios 15, o propósito de Paulo não é demonizar a lei, mas demonstrar como, pela morte e ressurreição de Jesus, todos os que creem podem experimentar a vitória sobre a morte, que ocorre por causa da transgressão da lei.”1

“Quando foi a última vez que alguém pecou contra você, isto é, transgrediu a lei de Deus de uma forma que o prejudicou? Como essa experiência o ajuda a entender o grande erro da afirmação de que a lei de Deus foi abolida depois da cruz?”1

Terça-feira, 06 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A lei do pecado e da morte (Rm 8:1-8)

Lições da Bíblia.

“Paulo assegura ao cristão que ‘nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.’1

“’Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte’ (Rm 8:1, 2). Se lêssemos esses versos à parte de seu contexto imediato, poderia parecer que Paulo estivesse se referindo a duas leis opostas: a lei da vida e a lei do pecado e da morte. No entanto, a diferença não está com a lei, mas com o indivíduo antes e depois que ele recebe Cristo.”1

“2. De que forma a discussão de Paulo em Romanos 7:7-13 ilustra o papel da lei?”1 “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado. Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte. Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom. Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno.” (Romanos 7:7-13 RA)2. O papel da lei é mostrar o pecado, sem lei não há pedado.

“A função da lei depende da pessoa com a qual ela está associada. A mesma faca, por exemplo, pode ser utilizada por um cirurgião para curar ou por um assassino para matar. Da mesma forma, um ladrão que transgride uma lei para roubar a bolsa de alguém estará em um relacionamento diferente com a lei em comparação com aquele a quem a lei deve proteger (o dono da bolsa). A própria lei, às vezes, pode ser descrita como santa, justa e boa (Rm 7:12), ou como a ‘lei do pecado e da morte’ (Rm 8:2). No entanto, da mesma forma que a vingança retributiva de Deus não o impede de ser um Deus de amor, a função da lei como reveladora do pecado e da morte não a torna pecaminosa.”1

“De acordo com Romanos 8:5-8, a lei é um instrumento do ‘pecado e da morte’ para aquele que ‘tem a mente voltada para o que a carne deseja’ (Rm 8:5, NVI). Isso descreve a pessoa que ainda está casada com o ‘velho homem’ e não tem nenhum desejo aparente de romper esse relacionamento e unir-se ao Cristo ressuscitado. Como resultado dessa união pecaminosa, a pessoa se encontra em ‘inimizade contra Deus’ e Sua lei, uma vez que estão em lados opostos (Rm 8:7).”1

“Então, Paulo enfatiza que é impossível para ‘a mentalidade da carne’ se submeter à lei de Deus, e ‘agradar a Deus’ (Rm 8:7, 8, NVI). Obviamente, isso não é uma referência ao indivíduo que luta em Romanos 7:13-25, uma vez que esse alguém serve à lei de Deus ‘com a mente’ (Rm 7:25). Paulo provavelmente estivesse se referindo aos que, por sua maldade, ‘suprimem a verdade’ (Rm 1:18, NVI). É para esses que se rebelam contra a soberania de Deus que a lei se torna um instrumento de pecado e de morte (Rm 2:12).”1

“O que você sente quando transgride a lei?”1

Segunda-feira, 04 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Mortos para a lei (Rm 7:1-6)

Lições da Bíblia.

“1. Examine atentamente Romanos 7:1-6 e resuma o que Paulo diz. Tenha em mente outras passagens bíblicas sobre a lei.”1 “Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida? Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias. Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus. Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei operavam em nossos membros, a fim de frutificarem para a morte. Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.” (Romanos 7:1-6 RA)2. Paulo não fala que a lei foi abolida, no entanto afirma que todas as pessoas que pela fé aceitam a Jesus com seu Salvador e Senhor estão vestida de Sua justiça e graça, passam a ser novas criaturas não mais sujeita a penalidade da lei, visto viverem em harmonia com ela. Embora ainda sejam pecadores, foram redimidas, vivendo em novidade de vida.

“Embora algumas versões da Bíblia tenham traduzido incorretamente o verso 1, onde está escrito que ‘a lei tem autoridade sobre alguém apenas enquanto ele vive’ (NVI), uma interpretação literal é: ‘Toda pessoa viva está sob o domínio da lei’ A ênfase não está nos mortos, mas nos vivos.”1

“O exemplo do casamento demonstra que toda pessoa casada que tenha um relacionamento íntimo com alguém que não seja seu cônjuge transgride a lei e é culpada de adultério. Somente quando o cônjuge morre, a pessoa pode se unir a outra sem transgredir a lei.”1

“Além disso, alguns argumentam que essa passagem mostra a morte da lei.”1

“No entanto, ela realmente mostra a morte de uma pessoa para a lei por meio do corpo de Cristo (Rm 7:4). De acordo com Romanos 6:6, a parte da pessoa que morre é ‘o velho homem’. Quando unida ao velho homem, a pessoa é condenada pela lei e, por isso, fica presa em um relacionamento infeliz (Rm 7:9-11, 24). Depois da morte do velho homem, a pessoa fica livre para entrar em um relacionamento com outro, o Cristo ressurreto (Rm 7:4).”1

“O que Paulo está dizendo é que, uma vez que a lei domina a pessoa viva, a lei de Deus também deve governar a nova união. No entanto, o fato de que o cristão agora está unido em matrimônio com Cristo significa que a lei não é mais um instrumento de condenação. O crente em Jesus fica livre da condenação da lei, porque ele está coberto pela justiça de Jesus.”1

“Paulo não afirma que os Dez Mandamentos, que definem o pecado, estão agora abolidos. Isso estaria em contradição com grande parte da Bíblia, incluindo os próprios escritos do apóstolo. Em vez disso, ele fala sobre o novo relacionamento que uma pessoa tem com a lei mediante a fé em Jesus. A lei ainda é obrigatória, mas para aquele que crê em Jesus, aquele que morreu para o eu e para o pecado, a lei não mais o mantém nas garras da condenação, porque ele passa a pertencer a outra Pessoa, o Senhor Jesus.”1

Domingo, 04 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A morte de Cristo e a lei

Lições da Bíblia.

“Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, Aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus” (Rm 7:4)1.

“Um homem está dirigindo muito acima do limite de velocidade. De repente, ele vê piscando em seu espelho retrovisor as luzes vermelhas e azuis de um carro da polícia e ouve o toque da sirene. Ele para o carro, e pega a carteira de motorista. O policial se aproxima, pega a carteira e volta para a viatura.”2

“O motorista imagina qual seria o valor da multa, porque estava muito acima do limite de velocidade e também se preocupa com sua capacidade de pagar a multa. Alguns minutos depois, o policial volta e diz: ‘OK, senhor, o que faremos para que você não tenha que enfrentar a penalidade da lei novamente é abolir a lei. Você não precisa mais se preocupar com o limite de velocidade.’”1

“Por mais ridícula que seja essa história, não é muito diferente da teologia que ensina que, depois da morte de Jesus, os Dez Mandamentos foram abolidos.”1

“Nesta semana, estudaremos a morte de Jesus e o que isso significa em relação à lei.”1

Sábado, 03 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

2 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

Tempo de alegria (Mc 2:27, 28)

Lições da Bíblia.

“Muitos que afirmam guardar o sábado nem sempre entendem o que implica a observância desse dia. Como faziam alguns dos fariseus no tempo de Jesus, as pessoas ainda hoje têm aprisionado o sábado atrás dos muros rígidos das normas e regulamentos (enquanto outros quase o transformaram em um dia igual a qualquer outro). O sábado deve ser ocasião de alegria, não um fardo, mas ainda assim é um dia para ser santificado.”1

“Durante o tempo em que Jesus esteve na Terra, alguns dos líderes religiosos haviam envolvido o mandamento do sábado com 39 outros mandamentos. Eles argumentavam que, se as pessoas guardassem essas 39 leis, o sábado seria perfeitamente observado. Como resultado dessa bem intencionada legislação, o sábado, que foi planejado para ser deleitoso, de fato, tornou-se um jugo para muitos.”1

“3. Leia atentamente Marcos 2:23-28. Por que os discípulos colheram grãos? Será que o texto indica que Jesus participou com os discípulos? Alguma lei bíblica foi transgredida?” “Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas, e os discípulos, ao passarem, colhiam espigas. Advertiram-no os fariseus: Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados? Mas ele lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais não é lícito comer, senão aos sacerdotes, e deu também aos que estavam com ele? E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado.” (Marcos 2:23-28 RA)2. Os discípulos colheram grãos para saciar a própria fome, a lei de Moisés proibia o plantio e a colheita como forma sistemática de produção, no caso em questão os discípulos apenas satisfizeram uma necessidade básica, alimentar-se. O sábado foi feito para homem devendo proporcionar-lhe as condições para uma comunhão especial com Deus. Não é o sábado que deve ser adorado, mas o Criador.

“Quando Jesus e Seus discípulos passaram por um campo em dia de sábado, os discípulos decidiram satisfazer a fome colhendo grãos. Embora o campo não pertencesse a eles, essa ação era permitida pela lei de Moisés (Dt 23:25), ainda que os fariseus interpretassem isso como transgressão de outra lei mosaica que proibia arar e colher no sábado (Êx 34:21). Aparentemente, Jesus não participou do alimento. No entanto, Ele tomou tempo para defender a ação dos discípulos. Jesus lembrou aos fariseus que o próprio Davi e seus homens, quando estavam com fome, comeram o pão do santuário, o que era ‘proibido’.”1

“Em Marcos 2:27, 28, Jesus disse que o sábado foi feito para benefício do ser humano, não o inverso. Em outras palavras, o sábado não foi feito a fim de ser adorado, mas para oferecer oportunidades de adoração. Como dom de Deus para todos os seres humanos, o sábado não foi feito para oprimir, mas afim de proporcionar alívio e libertação. É realmente uma forma de experimentar nosso descanso e liberdade em Cristo.”1

“Quais são algumas das coisas que você pode fazer com mais facilidade no sábado do que em outros dias da semana, por causa das obrigações de sua rotina? Comente com a classe.”1

Terça-feira, 29 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Homicídio (Mt 5:21-26)

Lições da Bíblia.

“Depois de esclarecer Sua intenção de confirmar a lei, Jesus começou a explicar uma justiça que excede a dos escribas e fariseus. Ele começou citando o sexto mandamento (Êx 20:13) e resumindo, a partir da lei de Moisés, a pena por sua transgressão (Êx 21:12; Lv 24:17).”1

“O sexto mandamento não inclui todos os casos em que uma pessoa mata outra. Em casos de homicídio, uma pessoa podia fugir para uma cidade de refúgio e obter asilo temporário (Êx 21:13; Nm 35:12). No entanto, aquele que intencionalmente tirava a vida de alguém seria julgado rapidamente. Em Sua explicação, Jesus não focalizou o ato em si, mas o motivo e as intenções de quem comete o ato. Uma pessoa podia tirar uma vida acidentalmente, mas aquele que teve a intenção de tirar uma vida pecou antes da execução do terrível ato. Muitos assassinos em potencial são impedidos apenas pela falta de oportunidade.”1

“2. Leia Mateus 5:22. O que Jesus comparou ao assassinato? Como 1 João 3:15 enfatiza esse ponto? Qual foi a verdadeira questão que Jesus apontou, e o que isso nos diz sobre o alcance da lei de Deus?”1 “Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.” (Mateus 5:22 RA)2; Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si.” (1 João 3:15 RA)2. Jesus comparou o ódio ao assassinato, quem odeia o seu próximo, diante de Deus já pecou, mesmo que esse ódio não seja exteriorizado em uma ação ofensiva. Fica evidente que a intenção do coração pode levar-nos a cometer pecado.

“Embora a Bíblia frequentemente fale sobre o poder das palavras, Jesus levou a questão para um nível mais profundo. Muitas vezes, o único propósito das palavras ásperas ou xingamentos é despertar sentimentos negativos na vítima. A lição de Jesus foi muita clara. Não apenas aqueles que executam o crime são culpados de assassinato, mas também os que falam palavras rudes para os outros ou alimentam pensamentos homicidas. Ele aconselhou os que abrigam tais pensamentos a se reconciliarem com suas vítimas antes de ir para o altar [‘Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo’ Mt 5:23-26 RA2].”

“Pense na implicação das palavras de Jesus no texto da lição de hoje. Quais palavras você tem falado aos semelhantes? O que esse elevado padrão ensina sobre a necessidade de ser coberto pela justiça de Cristo?”1

Segunda-feira, 21 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

"Nem um i ou um til"

Lições da Bíblia.

“1. Leia Mateus 5:17-20. Que lição importante essa passagem ensina sobre a verdadeira obediência à lei? O que Jesus sugeriu sobre a atitude dos fariseus em relação à lei?”1 Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.” (Mateus 5:17-20 RA)2. A obediência a lei não ocorre apenas na aparência, deve ser o fruto do poder de Deus na vida de cada indivíduo. Seus princípios devem estar na mente e no coração de cada crente. Os fariseus invalidaram a lei pervertendo o seu real significado e propósito.

“Jesus começou essa seção afirmando que não veio para abolir ‘a Lei ou os Profetas’ (Mt 5:17). Embora não haja nenhuma referência a isso, muitos veem essa expressão como uma fórmula convencionada para representar todo o Antigo Testamento (leia também Mt 7:12; 11:13; 22:40; Lc 16:16; At 13:15; 24:14; Rm 3:21). A despeito do que Seus adversários alegavam, Jesus não atacou o próprio livro que revelava a vontade de Seu Pai. Em vez disso, Seu objetivo era ‘cumprir’ a lei e os profetas, não revogá-los.”1

“A palavra usada para ‘cumprir’ (plero) significa literalmente ‘encher completamente’ ou ‘completar’. Ela tem o sentido de ‘encher até a borda’. Há duas maneiras de entender a palavra ‘cumprir’. Uma delas é colocar a ênfase em Jesus como sendo o cumprimento das Escrituras (por exemplo, Lc 24:25-27; Jo 5:39). No entanto, a chave para compreender esse texto está no contexto imediato, que mostra que Jesus não veio para abolir as Escrituras, mas para revelar sua essência interior.”1

“Tendo estabelecido Seu propósito mais amplo, Jesus mudou a ênfase do Antigo Testamento, em geral, para a lei, em particular. Quase como se soubesse que as pessoas um dia O acusariam de abolir a lei, Ele advertiu que, enquanto o céu e a Terra permanecerem, a lei continuará existindo, ‘até que tudo se cumpra’ (Mt 5:18). Com essa declaração, Jesus confirmou a perpetuidade da lei.”1

“Na verdade, a lei é tão importante que todo aquele que transgredir seus preceitos ‘será chamado o menor no reino dos Céus’ (Mt 5:19, ARC). Essa é apenas uma forma de dizer que ele não estará no reino. Por outro lado, aquele que permanecer fiel à lei estará no reino. Jesus não hesitou em apontar que Ele não estava promovendo a justiça vazia dos escribas e fariseus, mas uma justiça que brotava de um coração que ama a Deus e procura cumprir Sua vontade.”1

Domingo, 20 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Cristo e a lei no Sermão da Montanha

Lições da Bíblia.

"Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a Terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra" (Mt 5:17, 18 RA)1.

“Quando a maioria das pessoas pensa sobre o Sermão da Montanha, pensa automaticamente nas ‘bem-aventuranças’ (Mt 5:1-12). No entanto, o Sermão da Montanha abrange três capítulos, que foram divididos em quatro seções. As ‘bem-aventuranças’ constituem apenas a primeira seção. Na segunda seção, Jesus compara os cristãos à luz e ao sal (Mt 5:13-16). Na terceira, Mateus 5:17-48, Jesus nos dá uma nova e mais profunda perspectiva sobre a lei. A quarta seção é a mais longa, Mateus 6:1–7:23, na qual Jesus apresenta um claro ensino sobre o comportamento cristão. O Sermão da Montanha termina com a parábola dos dois construtores, um sábio e outro tolo (Mt 7:24-27), que enfatiza a importância da obediência ao que Deus nos chama a fazer.”2

“Nesta semana, examinaremos a terceira seção, Mateus 5:17-48 (a qual os teólogos chamam de antíteses [opostos], casos em que fortes contrastes são apresentados), para descobrir o que ela nos ensina sobre a lei.”2

Sábado, 19 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

2 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.