Alegrando-se na ressurreição

Lições da Bíblia1:

1. Leia Marcos 15:42-47; 16:1-6. O que aconteceu nessa passagem e por que essa história é tão relevante para a narrativa da ressurreição?

Marcos 15:42-47 (NAA)2: “42 Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, 43 José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se ousadamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44 Mas Pilatos admirou-se de que ele já tivesse morrido. E, tendo chamado o centurião, perguntou-lhe se havia muito que Jesus tinha morrido. 45 Após certificar-se, pela informação do comandante, cedeu o corpo a José. 46 Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o num lençol que tinha comprado e o depositou num túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo. 47 Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foi posto.”

Marcos 16:1-6 (NAA)2: 1 Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram óleos aromáticos para ungir o corpo de Jesus. 2 E, bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, foram ao túmulo. 3 Diziam umas às outras: — Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo? 4 E, olhando, viram que a pedra já estava removida. É que a pedra era muito grande. 5 Entrando no túmulo, viram um jovem sentado ao lado direito, vestido de branco, e ficaram atemorizadas. 6 Ele, porém, lhes disse: — Não tenham medo! Vocês procuram Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está aqui; vejam o lugar onde o tinham colocado.

Os quatro evangelhos dizem que Jesus morreu no “dia da preparação” (Mt 27:62; Mc 15:42; Lc 23:54; Jo 19:14, 31, 42). A maioria dos comentaristas entende que essa é uma referência ao período que vai do pôr do sol de quinta-feira ao pôr do sol de sexta-feira. Jesus morreu no fim da tarde de sexta-feira e foi sepultado antes do pôr do sol.

No sábado, o Senhor descansou na sepultura, e os discípulos fizeram o mesmo (Lc 23:56). Essa seria uma declaração bastante estranha se Jesus tivesse diminuído, pelo menos na mente de Seus seguidores, a obrigação de guardar o quarto mandamento.

No sábado à noite, as mulheres compraram especiarias e, no domingo de manhã, foram ao túmulo com o desejo de completar o processo típico de sepultamento. Contudo, evidentemente, Jesus não estava lá!

Já no 2o século d.C., muitos cristãos viam significado no fato de Jesus ter ressuscitado no domingo. Isso se tornou a base para a santificação desse dia. Mas é isso que o NT ensina?

2. Segundo o NT, qual é o memorial da ressurreição de Jesus? Cl 2:10-12

Cl 2:10-12 (NAA)2: “10 Também, nele, vocês receberam a plenitude. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. 11 Nele também vocês foram circuncidados, não com uma circuncisão feita por mãos humanas, mas pela remoção do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, 12 tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual vocês também foram ressuscitados por meio da fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.”

Não há sequer um verso na Bíblia sugerindo a santificação do domingo como memorial da ressurreição. Esse memorial é o batismo: “Fomos sepultados com Ele na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida” (Rm 6:4).

Apesar da teologia equivocada a respeito do domingo, devemos nos alegrar na ressurreição de Jesus ocorrida nesse dia. Por Sua morte e ressurreição, Ele triunfou sobre a morte, e, em Sua ressurreição, obtemos a certeza de nossa própria ressurreição.

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a Sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo” (1Pe 1:3). Como ter essa certeza de Pedro sobre a ressurreição de Cristo?

Domingo, 22 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O Senhor ressuscitado

Lições da Bíblia1:

“Ele, porém, lhes disse: – Não tenham medo! Vocês procuram Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; Ele ressuscitou, não está aqui; vejam o lugar onde O tinham colocado” (Mc 16:6).

A crucifixão de Jesus foi como um toque fúnebre para as esperanças e a fé dos discípulos. Foi um fim de semana sombrio para eles, pois não apenas se debatiam com a morte de seu Mestre, mas também temiam por sua vida (Jo 20:19).

Em Marcos 16, o último capítulo desse evangelho, estudaremos o que aconteceu após a morte de Jesus. Em primeiro lugar, veremos o momento de Sua ressurreição e por que as mulheres foram ao túmulo naquela manhã de domingo. Às vezes, os adventistas evitam o tema da manhã da ressurreição, por causa da maneira pela qual ela é mal utilizada para apoiar a santificação do domingo. Em vez disso, descobriremos como podemos nos alegrar na ressurreição ocorrida no domingo, apesar da falsa teologia que, infelizmente, surgiu a partir dela.

Em segundo lugar, estudaremos os primeiros versos de Marcos 16, ligando o texto a um tema que permeia o livro.

Em terceiro lugar, encerrando a semana, examinaremos o restante de Marcos 16 e consideraremos a missão que o capítulo coloca diante de nós. Este estudo terminará com um desafio para que o leitor de Marcos leve o evangelho por todo o mundo.

Sábado, 21 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.

Julgado e crucificado – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 580-595 (“No tribunal de Pilatos”), p. 596-609 (“A glória do Calvário”), e p. 610-616 (“Está consumado”).

“Pilatos desejava libertar Jesus. Contudo, viu que não podia fazer isso e ainda conservar sua posição e honra. Em vez de perder seu poder no mundo, escolheu sacrificar uma vida inocente. Quantos, para escapar de prejuízo ou sofrimento, também sacrificam um princípio! A consciência e o dever apontam um caminho, e o interesse egoísta indica outro. A corrente se dirige vigorosamente para o lado errado, e aquele que consente com o mal é levado para as densas trevas da culpa” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 594).

“A iniquidade de todos nós foi posta sobre Cristo como nosso Substituto e Fiador. Ele foi contado como transgressor para nos livrar da condenação da lei. A culpa de todo descendente de Adão pesava sobre Ele. A ira de Deus contra o pecado e a terrível manifestação de Seu desagrado por causa da iniquidade encheram de profunda tristeza o coração de Seu Filho. […] Não podia ver a face reconciliadora do Pai. O afastamento do rosto divino […] penetrou em Seu coração com uma dor que nunca poderá ser bem compreendida pelo ser humano. Essa agonia era tão grande que Ele mal sentia a dor física” (O Desejado de Todas as Nações, p. 605).

Perguntas para consideração

A teologia da substituição era central para Ellen G. White (e para a Bíblia; ver Is 53). Qualquer teologia que diminua o papel central da substituição e da morte de Cristo em nosso lugar, recebendo em Si mesmo a penalidade pelos pecados, é uma falsa teologia. Você concorda?

Quem ou o que seria o “Barrabás” hoje, pedido em lugar de Jesus?

O que a história de José de Arimateia nos ensina sobre não julgar pelas aparências?

Você consegue ensinar Daniel 9:24-27? Isso é importante?

Daniel 9:24-27 (NAA)2: “24 — Setenta semanas estão determinadas para o seu povo e para a sua santa cidade, para acabar com a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25 Saiba e entenda isto: desde que foi dada a ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até a vinda do Ungido, o Príncipe, haverá sete semanas e sessenta e duas semanas. As ruas e as muralhas serão reconstruídas, mas será um tempo de muita angústia. 26 Depois das sessenta e duas semanas, o Ungido será morto e não terá nada. O povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário. O seu fim virá como uma inundação. Até o fim haverá guerra, e desolações foram determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana. Na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de cereais. Sobre a asa das abominações virá aquele que causa desolação, até que a destruição, que está determinada, seja derramada sobre ele.”

Sexta-feira, 20 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Crucifixão

Lições da Bíblia1:

3. Que ironia terrível e dolorosa ocorre nessa passagem? Mc 15:21-38

Mc 15:21-38 (NAA)2: “21 E obrigaram Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar a cruz de Jesus. 22 E levaram Jesus para o Gólgota, que quer dizer ‘Lugar da Caveira’. 23 Quiseram dar-lhe para beber vinho misturado com mirra, mas Jesus não aceitou. 24 Então o crucificaram e repartiram entre si as roupas dele, tirando a sorte, para ver o que cada um levaria. 25 Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. 26 E a inscrição com a acusação contra ele dizia: ‘O Rei dos Judeus’. 27 Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda. 28 [E cumpriu-se a Escritura que diz: ‘Com malfeitores foi contado.’] 29 Os que iam passando blasfemavam contra ele, balançando a cabeça e dizendo: — Ah! Você que destrói o santuário e em três dias o reedifica! 30 Salve a si mesmo, descendo da cruz! 31 De igual modo, os principais sacerdotes com os escribas, zombando, diziam entre si: — Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar. 32 Que o Cristo, o rei de Israel, desça agora da cruz para que vejamos e creiamos. Também os que com ele foram crucificados o insultavam. 33 Chegado o meio-dia, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde. 34 E às três horas, Jesus clamou em alta voz: — Eloí, Eloí, lemá sabactani? — Isso quer dizer: ‘Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?’ 35 E alguns dos que estavam ali, ouvindo isto, diziam: — Vejam! Ele chama por Elias! 36 E um deles correu para embeber uma esponja em vinagre e, colocando-a na ponta de um caniço, deu-lhe de beber, dizendo: — Esperem! Vejamos se Elias vem tirá-lo! 37 Mas Jesus, dando um forte grito, expirou. 38 E o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo.”

Jesus foi uma vítima silenciosa, controlada por pessoas decididas a matá-Lo. Até Sua prisão, Jesus realizou muitas ações. Mas agora Ele era o alvo da ação. Embora fosse um robusto pregador, acostumado a caminhar durante horas, o espancamento, a fome e o sono O enfraqueceram. Um desconhecido teve que carregar a Sua cruz.

Na cruz, as vestes de Jesus foram removidas e se tornaram propriedade dos soldados, que tiraram a sorte para ver quem ficaria com elas (Sl 22:18). A crucifixão não envolvia excessivo derramamento de sangue. Os pregos usados para prender uma pessoa à cruz (Jo 20:24-29) provavelmente eram cravados nos pulsos, abaixo das palmas das mãos, onde não correm grandes vasos sanguíneos. (Em hebraico e em grego, a palavra traduzida como “mão” pode se referir tanto à mão quanto ao antebraço.) A palma da mão não possui as estruturas necessárias para suportar o peso do corpo na crucifixão. O nervo mediano passa pelo centro do antebraço e seria esmagado pelos pregos, causando uma dor terrível no braço. Era difícil respirar. Os crucificados tinham que empurrar os pés pregados e flexionar os braços, o que causava dor agonizante. A asfixia por exaustão era uma das possíveis causas da morte.

Jesus foi zombado e humilhado na crucifixão. Marcos destaca o “tema do segredo e da revelação”. Jesus pedia silêncio a respeito de quem Ele era. Por isso, títulos cristológicos como “Senhor”, “Filho de Deus” e “Cristo” não ocorrem com frequência na narrativa. Isso muda na cruz. Jesus não podia mais Se manter escondido. Ironicamente, foram os líderes religiosos que usaram esses títulos para zombar de Jesus. Aqueles homens estavam condenando a si próprios!

Em Marcos 15:31, os líderes disseram: “Salvou os outros, a Si mesmo não pode salvar.” Insinuando que Jesus estivesse desamparado na cruz, eles indicaram que Ele havia ajudado outras pessoas (o verbo grego significa “salvar”, “curar” e “resgatar”). Ironicamente, eles estavam admitindo que Jesus era o Salvador. E mais: a razão pela qual Ele não pôde, ou não quis, salvar-Se era que, na cruz, Ele salvou os outros.

Leia João 1:1-3. Pensando nesse texto, o que a morte de Cristo significa para você?

João 1:1-3 (NAA): “1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.”

Terça-feira, 17 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Julgado e crucificado

Lições da Bíblia1:

“Por volta das três horas da tarde, Jesus bradou em alta voz: ‘Eloí, Eloí, lamá sabactâni ?’, que significa: ‘Meu Deus! Meu Deus! Por que Me abandonaste?’” (Mc 15:34, NVI).

Marcos 15 é o centro da narrativa da Paixão. Apresenta o julgamento de Jesus, Sua condenação, a zombaria dos soldados, Sua crucifixão, Sua morte e Seu sepultamento. Os acontecimentos desse capítulo são apresentados com detalhes nítidos e cristalinos, provavelmente porque o autor deixou os fatos falarem por si mesmos.

Ao longo desse capítulo, a ironia desempenha um papel importante. Por isso, é bastante útil ter uma definição clara do que é ironia.

A ironia geralmente contém três componentes: 1) dois níveis de significado; 2) os dois níveis estão em conflito ou contrastam entre si; e 3) alguém não vê a ironia, não percebe o que está acontecendo e não sabe que sofrerá as consequências.

No estudo desta semana, desde a pergunta de Pilatos: “Você é o rei dos judeus?”, passando pelos soldados zombadores, a inscrição acima da cruz e a zombaria dos líderes religiosos, que diziam: “Salvou os outros, a Si mesmo não pode salvar” (Mc 15:31), até o surgimento inesperado de José de Arimateia, o capítulo 15 de Marcos está repleto de dolorosas ironias que, no entanto, revelam verdades poderosas sobre a morte de Jesus e o que ela significa.

Sábado, 14 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Quem é Você?

Lições da Bíblia1:

5. Leia Marcos 14:60-72. Como Jesus reagiu a esses acontecimentos? E como Pedro reagiu? Que lições podemos aprender com as diferenças?

Marcos 14:60-72 (NAA)2: “60 E, levantando-se o sumo sacerdote, no meio, perguntou a Jesus: — Você não diz nada em resposta ao que estes depõem contra você? 61 Jesus, porém, guardou silêncio e nada respondeu. O sumo sacerdote tornou a interrogá-lo: — Você é o Cristo, o Filho do Deus Bendito? 62 Jesus respondeu: — Eu sou, e vocês verão o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu. 63 O sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: — Por que ainda precisamos de testemunhas? 64 Vocês ouviram a blasfêmia. Qual é o parecer de vocês? E todos o julgaram réu de morte. 65 Alguns começaram a cuspir nele, a cobrir-lhe o rosto, a bater nele e a dizer-lhe: — Profetize! E os guardas davam-lhe bofetadas. 66 Estando Pedro embaixo no pátio, veio uma das empregadas do sumo sacerdote 67 e, vendo Pedro, que se aquecia, fixou os olhos nele e disse: — Você também estava com Jesus, o Nazareno. 68 Mas ele negou, dizendo: — Não o conheço, nem compreendo o que você está falando. E saiu para o pórtico. E o galo cantou. 69 E a empregada, vendo-o, tornou a dizer aos que estavam ali: — Este é um deles. 70 Mas ele negou outra vez. E, pouco depois, os que estavam ali disseram outra vez a Pedro: — Com certeza você é um deles, porque também é galileu. 71 Ele, porém, começou a praguejar e a jurar: — Não conheço esse homem de quem vocês estão falando! 72 E no mesmo instante o galo cantou pela segunda vez. Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe tinha dito: ‘Antes que o galo cante duas vezes, você me negará três vezes.’ E, caindo em si, começou a chorar.

Marcos 14:53-59 descreve Jesus sendo levado ao Sinédrio e a primeira parte do julgamento. Foi um exercício de frustração. Repetidas vezes, os líderes tentaram fazer com que sua acusação contra Jesus fosse validada. O escritor do evangelho observa que o testemunho era falso e que os relatos das testemunhas não concordavam entre si.

O sumo sacerdote se dirigiu a Jesus. A princípio Ele não respondeu. Mas então o sumo sacerdote O colocou sob juramento (Mt 26:63) e perguntou se Ele era o Messias. Jesus admitiu que era o Messias e citou Daniel 7:13 e 14, que se refere ao Filho do Homem sentado à direita de Deus e vindo com as nuvens do Céu. Isso foi demais para o sumo sacerdote, que rasgou as vestes e clamou pela condenação de Jesus, o que o concílio autorizou imediatamente. Humilharam Jesus e cuspiram Nele. Então, vendaram Seu rosto, bateram Nele e pediram-Lhe que profetizasse.

Enquanto Jesus, dentro da casa do sumo sacerdote, era julgado e dava um testemunho fiel, Pedro, no pátio, mentia. Essa é a sexta e última “história em formato de sanduíche” em Marcos, e nesse texto a ironia é acentuada. Dois personagens paralelos, Jesus e Pedro, realizaram ações opostas. Jesus deu um testemunho fiel; Pedro, um testemunho falso. Três vezes Pedro foi abordado por um servo ou por espectadores, e três vezes negou sua ligação com Jesus, chegando a amaldiçoar e jurar.

Nesse momento, um galo cantou pela segunda vez, e Pedro subitamente se lembrou da profecia de Jesus de que ele negaria o Senhor três vezes naquela noite. Ele desmoronou e chorou. Aqui está a ironia: no fim do Seu julgamento, Jesus foi vendado, espancado e ordenado a profetizar. O objetivo era zombar Dele, pois Ele não conseguia ver quem O havia golpeado. No entanto, no exato momento em que faziam isso, Pedro estava negando Jesus no pátio abaixo, cumprindo uma das profecias do Mestre. Consequentemente, ao negar Jesus, Pedro mostrou que Jesus é o Messias!

O que você diria a alguém que, embora queira seguir Jesus, às vezes não consegue fazê-lo? Quem já não deixou de seguir a Jesus e às orientações de Sua Palavra?

Quinta-feira, 12 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A última Ceia

Lições da Bíblia1:

2. Leia Marcos 14:22-31 e Êxodo 24:8. Que grande significado para a fé cristã se encontra no relato de Marcos? Marcos 14:22-31 (NAA)2: 22 E, enquanto comiam, Jesus pegou um pão e, abençoando-o, o partiu e lhes deu, dizendo: — Tomem; isto é o meu corpo. 23 A seguir, Jesus pegou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos; e todos beberam dele. 24 Então lhes disse: — Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos. 25 Em verdade lhes digo que nunca mais beberei do fruto da videira, até aquele dia em que beberei o vinho novo, no Reino de Deus. 26 E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras. 27 E Jesus disse aos discípulos: — Serei uma pedra de tropeço para todos vocês, porque está escrito: ‘Ferirei o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas.’ 28 Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vocês para a Galileia. 29 Então Pedro disse a Jesus: — Ainda que o senhor venha a ser um tropeço para todos, não o será para mim! 30 Mas Jesus lhe disse: — Em verdade lhe digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, você me negará três vezes. 31 Mas Pedro insistia com mais veemência: — Ainda que me seja necessário morrer com o senhor, de modo nenhum o negarei. E todos os outros diziam a mesma coisa.”

Êxodo 24:8 (NAA)2: “Então Moisés pegou aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: — Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez com vocês de acordo com todas estas palavras.

Marcos 14:12 observa que aquele era o primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, quando o cordeiro da Páscoa era sacrificado. A refeição ocorreu na quinta-feira à noite.

Na última Ceia, Jesus instituiu um novo serviço memorial. Era uma transição da celebração da Páscoa judaica, ligada à saída de Israel do Egito e ao estabelecimento da nação como o povo da aliança de Deus no Sinai. Ao selar a aliança, Moisés aspergiu o povo com o sangue dos sacrifícios e disse: “Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez com vocês de acordo com todas estas palavras” (Êx 24:8).

É surpreendente que, na Ceia do Senhor, instituída por Jesus nessa ocasião, o cordeiro da ceia pascal não seja mencionado. Isso ocorreu porque Jesus é o Cordeiro de Deus (Jo 1:29). O pão da Ceia do Senhor representa o Seu corpo. A nova aliança (Jr 31:31-34) foi selada com o sangue de Jesus, e o cálice representa isso (Mc 14:24).

Então, nesse ínterim, Jesus predisse que todos os Seus discípulos O abandonariam. Ele citou Zacarias 13:7, que se refere à espada atingindo o pastor, e as ovelhas sendo dispersas. Jesus era o Pastor, e os Seus discípulos eram as ovelhas. A mensagem foi dura e deprimente. Mas Jesus acrescentou uma palavra de esperança, repetindo a predição da Sua ressurreição. Além disso, Ele disse que iria adiante dos discípulos para a Galileia. Essa predição seria mencionada pelo “jovem” (um anjo) no túmulo de Jesus, em Marcos 16:7, e por isso tem um peso especial nessa passagem.

Mas, para os discípulos, era muito difícil aceitar a mensagem, especialmente no caso de Pedro, que argumentou que todos os outros poderiam abandoná-Lo, mas ele não o faria. Contudo, com a linguagem solene, Jesus predisse que Pedro O negaria três vezes antes que o galo cantasse duas vezes. A predição desempenharia um papel crucial na cena do julgamento de Jesus e da negação de Pedro; portanto, também tem relevância nesse texto.

O que aprendemos com as promessas que fazemos a Deus e não cumprimos?

Segunda-feira, 09 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Inesquecível

Lições da Bíblia1:

1. Qual é a relação entre as duas histórias relatadas em Marcos 14:1-11?

Marcos 14:1-11 (NAA)2: “1 Dois dias depois seria celebrada a Páscoa e a Festa dos Pães sem Fermento. Os principais sacerdotes e os escribas procuravam uma forma de prender Jesus, à traição, para matá-lo. 2 Pois diziam: — Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo. 3 Quando Jesus estava em Betânia, fazendo uma refeição na casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, trazendo um frasco feito de alabastro com um perfume muito valioso, de nardo puro; e, quebrando o frasco, derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus. 4 Alguns dos que estavam ali ficaram indignados e diziam entre si: — Para que este desperdício de perfume? 5 Este perfume poderia ter sido vendido por mais de trezentos denários, para ser dado aos pobres. E murmuravam contra ela. 6 Mas Jesus disse: — Deixem a mulher em paz! Por que vocês a estão incomodando? Ela praticou uma boa ação para comigo. 7 Porque os pobres estarão sempre com vocês, e, quando quiserem, podem fazer-lhes o bem, mas a mim vocês nem sempre terão. 8 Ela fez o que pôde: ungiu o meu corpo antecipadamente para a sepultura. 9 Em verdade lhes digo que, onde for pregado em todo o mundo o evangelho, também será contado o que ela fez, para memória dela. 10 E Judas Iscariotes, um dos doze, foi falar com os principais sacerdotes, para lhes entregar Jesus. 11 Eles, ouvindo isto, se alegraram e prometeram dar dinheiro a ele; nesse meio tempo, Judas buscava uma boa ocasião para entregar Jesus.

Faltavam dois dias para a Páscoa (Mc 14:1). Essa reunião pode ter ocorrido entre terça e quarta-feira daquela semana. Os líderes tinham um plano e um cronograma. Só precisavam de um meio para atingir esse objetivo. Esse meio seria surpreendente.

Essa passagem é a quinta “história em formato de sanduíche” em Marcos (ver lição 3). A história da conspiração contra Jesus está ligada à história de uma mulher que unge Sua cabeça com perfume precioso. Dois personagens paralelos realizaram ações opostas, exibindo um contraste irônico.

Marcos não revela o nome dessa mulher. Sua dádiva a Jesus contrasta com a artimanha de Judas ao trair o Senhor. Judas é mencionado como um dos doze. O valor do presente dela é mencionado; o preço dele é apenas uma promessa de dinheiro.

Nenhuma razão é dada para a mulher ter feito isso, mas os convidados do jantar ficaram horrorizados com o que consideraram o desperdício de quase um ano de salário ao derramar o perfume sobre Jesus. O Senhor, porém, a defendeu dizendo que o ato dela seria incluído na pregação do evangelho em todo o mundo, em memória dela. Seria algo inesquecível. Os quatro evangelhos contam essa história de uma forma ou de outra, provavelmente por causa das palavras de Jesus em memória do seu feito.

A traição de Judas também foi inesquecível. Marcos dá a entender que a motivação dele foi a ganância. O Evangelho de João deixa isso explícito (Jo 12:4-6).

Marcos faz um trocadilho com a palavra “bom” para ilustrar que duas motivações ou tramas diferentes estavam em jogo nessas histórias. Em Marcos 14:6, Jesus chamou a ação da mulher de “boa” (kalon, em grego, que também pode ser traduzida como “bela”). Depois, Ele disse que sempre poderemos fazer o “bem” para os pobres (Mc 14:7) e chamou a ação da mulher de parte do “evangelho”, que significa “boas-novas” (Mc 14:9). Por último, em Marcos 14:11, Judas procurou uma “boa ocasião” para trair Jesus. Esse jogo de palavras indica que a conspiração humana para destruir o Messias se tornaria parte da história do evangelho, porque estava cumprindo a vontade de Deus ao dar Seu Filho para a salvação da humanidade.

Como Romanos 8:28 ajuda a explicar esses acontecimentos?

Rm 8.28 (NAA): “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”

Domingo, 08 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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