Aparecendo a Maria e a outros

Lições da Bíblia1:

5. O que o texto de Marcos 16:9-20 acrescenta à história da ressurreição?

Marcos 16:9-20 (NAA)2: 9 [Havendo Jesus ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. 10 E, partindo ela, foi anunciá-lo àqueles que, tendo sido companheiros de Jesus, estavam tristes e choravam. 11 Estes, ouvindo que ele vivia e que tinha sido visto por ela, não acreditaram. 12 Depois disso, Jesus manifestou-se em outra forma a dois deles que estavam a caminho do campo. 13 E, indo, eles o anunciaram aos demais, mas também a estes dois eles não deram crédito. 14 Finalmente, Jesus apareceu aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado. 15 E disse-lhes: — Vão por todo o mundo e preguem o evangelho a toda criatura. 16 Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. 17 Estes sinais acompanharão aqueles que creem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; 18 pegarão em serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados. 19 De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e sentou-se à direita de Deus. 20 E eles foram e pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam.]”

Quase todo o relato de Marcos 16:9-20 tem paralelos com outras passagens do NT: Maria Madalena vê Jesus no túmulo (Mt 28:1, 9, 10; Jo 20:11-18; Lc 8:2); dois homens O veem no campo (Lc 24:13-35); os onze discípulos são designados a pregar (Mt 28:16-20; Lc 24:36-49; Jo 20:19-23).

A primeira pessoa a ver Jesus vivo foi Maria Madalena (Jo 20:11-18). Outras mulheres também O viram (Mt 28:8-10). É significativo que as primeiras pessoas a verem o Senhor ressurreto foram mulheres. Como no mundo antigo as mulheres não tinham posição elevada como testemunhas, se essa história fosse inventada, homens teriam sido apontados como as primeiras testemunhas. Mas não foram homens, nem sequer os onze discípulos, mas uma mulher. Ela contou a boa notícia aos discípulos, mas, como era de se esperar, eles não acreditaram no seu testemunho, provavelmente porque parecia fantástico e, também, infelizmente, porque Maria era uma mulher.

Os apologistas destacam o fato de que as mulheres foram as primeiras a ver Jesus como evidência da veracidade da história da Sua ressurreição.

6. O que seria estranho se o relato da ressurreição de Jesus fosse inventado? Mc 16:14

Mc 16:14 (NAA): “Finalmente, Jesus apareceu aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado.”

Se os seguidores de Jesus tivessem inventado a história da ressurreição por que teriam representado os discípulos dessa forma? Jesus os repreendeu por sua “dureza de coração” (Mc 16:14). Desde a prisão de Jesus até Suas aparições após a ressurreição, os evangelhos retratam Seus seguidores de maneira negativa: fugindo, negando e duvidando. Isso não faria sentido se a história fosse inventada.

Entretanto, a proclamação posterior, ousada e inabalável, do Cristo ressuscitado, e a esperança que ela oferece, são evidências da veracidade de suas afirmações.

Como evitar a armadilha da incredulidade? Por que devemos nos ligar ao Cristo vivo?

Quarta-feira, 25 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Pedra removida

Lições da Bíblia1:

3. O que essas passagens têm em comum? Mc 16:1-8; 1Co 15:1-8

Mc 16:1-8 (NAA)2: “1 Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram óleos aromáticos para ungir o corpo de Jesus. 2 E, bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, foram ao túmulo. 3 Diziam umas às outras: — Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo? 4 E, olhando, viram que a pedra já estava removida. É que a pedra era muito grande. 5 Entrando no túmulo, viram um jovem sentado ao lado direito, vestido de branco, e ficaram atemorizadas. 6 Ele, porém, lhes disse: — Não tenham medo! Vocês procuram Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está aqui; vejam o lugar onde o tinham colocado. 7 Mas vão e digam aos discípulos dele e a Pedro que ele vai adiante de vocês para a Galileia; lá vocês o verão, como ele disse. 8 E, saindo elas, fugiram do sepulcro, porque estavam tomadas de temor e assombro. E não contaram nada a ninguém, porque estavam com medo.”

1Co 15:1-8 (NAA)2: “1 Irmãos, venho lembrar-lhes o evangelho que anunciei a vocês, o qual vocês receberam e no qual continuam firmes. 2 Por meio dele vocês também são salvos, se retiverem a palavra assim tal como a preguei a vocês, a menos que tenham crido em vão. 3 Antes de tudo, entreguei a vocês o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, 4 e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. 5 E apareceu a Cefas e, depois, aos doze. 6 Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria ainda vive; porém alguns já dormem. 7 Depois, foi visto por Tiago e, mais tarde, por todos os apóstolos. 8 Por último, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.”

A história da ressurreição é mencionada em cada um dos evangelhos. Cada escritor apresenta a história de uma perspectiva diferente, mas todos contêm os elementos centrais mencionados também em 1 Coríntios 15:1 a 8.

Quatro ideias ocorrem várias vezes: Jesus 1) morreu, 2) foi sepultado, 3) ressuscitou e 4) foi visto vivo. Marcos se refere a uma reunião que aconteceria na Galileia e acrescenta: “Lá vocês O verão” (Mc 16:7; Mt 28:7, 10; Jo 21).

Algumas pessoas acham absurdo que os cristãos acreditem em um Senhor ressuscitado. Mas a evidência da Sua ressurreição é bastante sólida e racional.

Primeiro, basta crer que Deus é o Criador (Gn 1; 2). A partir daí, a ideia de um milagre como a ressurreição se torna plausível. O Deus que criou o Universo, e depois a vida na Terra, teria o poder, se quisesse, de ressuscitar Jesus. Naturalmente, a existência de Deus não torna a ressurreição de Jesus inevitável, mas apenas possível.

Segundo, a tumba ficou vazia. Os historiadores ateus aceitam esse fato. Se não estivesse vazia, a alegação de que Jesus ressuscitara teria sido rejeitada desde o início, pois a presença de Seu corpo no local destruiria a afirmação de que Ele tinha ressuscitado.

A explicação de que os discípulos roubaram o Seu corpo não é verdadeira. Os discípulos não poderiam ter passado pelos guardas. E mesmo que tivessem feito isso e conseguido o corpo, por que não foram presos por roubá-lo? A resposta é que os líderes religiosos sabiam que os discípulos não tinham feito isso.

Muitos viram o Cristo ressuscitado. Alguns, inclusive os discípulos, inicialmente não creram. Paulo, um inimigo da fé cristã, não apenas afirmou ter visto o Senhor ressuscitado, mas essa experiência mudou a sua trajetória de maneira radical.

Finalmente, como explicar o surgimento da igreja cristã, fundada por pessoas que afirmavam ter visto o Senhor ressurreto? Por que essas pessoas morreriam pelo que soubessem ser mentira? O testemunho delas, logo após a morte de Jesus (At 3:15), e algumas décadas mais tarde (1Pe 1:3), traz evidências da ressurreição.

“Quais são as evidências da ressurreição de Cristo?” Qual seria a sua resposta?

Segunda-feira, 23 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Alegrando-se na ressurreição

Lições da Bíblia1:

1. Leia Marcos 15:42-47; 16:1-6. O que aconteceu nessa passagem e por que essa história é tão relevante para a narrativa da ressurreição?

Marcos 15:42-47 (NAA)2: “42 Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, 43 José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se ousadamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44 Mas Pilatos admirou-se de que ele já tivesse morrido. E, tendo chamado o centurião, perguntou-lhe se havia muito que Jesus tinha morrido. 45 Após certificar-se, pela informação do comandante, cedeu o corpo a José. 46 Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o num lençol que tinha comprado e o depositou num túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo. 47 Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foi posto.”

Marcos 16:1-6 (NAA)2: 1 Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram óleos aromáticos para ungir o corpo de Jesus. 2 E, bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, foram ao túmulo. 3 Diziam umas às outras: — Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo? 4 E, olhando, viram que a pedra já estava removida. É que a pedra era muito grande. 5 Entrando no túmulo, viram um jovem sentado ao lado direito, vestido de branco, e ficaram atemorizadas. 6 Ele, porém, lhes disse: — Não tenham medo! Vocês procuram Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está aqui; vejam o lugar onde o tinham colocado.”

Os quatro evangelhos dizem que Jesus morreu no “dia da preparação” (Mt 27:62; Mc 15:42; Lc 23:54; Jo 19:14, 31, 42). A maioria dos comentaristas entende que essa é uma referência ao período que vai do pôr do sol de quinta-feira ao pôr do sol de sexta-feira. Jesus morreu no fim da tarde de sexta-feira e foi sepultado antes do pôr do sol.

No sábado, o Senhor descansou na sepultura, e os discípulos fizeram o mesmo (Lc 23:56). Essa seria uma declaração bastante estranha se Jesus tivesse diminuído, pelo menos na mente de Seus seguidores, a obrigação de guardar o quarto mandamento.

No sábado à noite, as mulheres compraram especiarias e, no domingo de manhã, foram ao túmulo com o desejo de completar o processo típico de sepultamento. Contudo, evidentemente, Jesus não estava lá!

Já no 2o século d.C., muitos cristãos viam significado no fato de Jesus ter ressuscitado no domingo. Isso se tornou a base para a santificação desse dia. Mas é isso que o NT ensina?

2. Segundo o NT, qual é o memorial da ressurreição de Jesus? Cl 2:10-12

Cl 2:10-12 (NAA)2: “10 Também, nele, vocês receberam a plenitude. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. 11 Nele também vocês foram circuncidados, não com uma circuncisão feita por mãos humanas, mas pela remoção do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, 12 tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual vocês também foram ressuscitados por meio da fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.”

Não há sequer um verso na Bíblia sugerindo a santificação do domingo como memorial da ressurreição. Esse memorial é o batismo: “Fomos sepultados com Ele na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida” (Rm 6:4).

Apesar da teologia equivocada a respeito do domingo, devemos nos alegrar na ressurreição de Jesus ocorrida nesse dia. Por Sua morte e ressurreição, Ele triunfou sobre a morte, e, em Sua ressurreição, obtemos a certeza de nossa própria ressurreição.

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a Sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo” (1Pe 1:3). Como ter essa certeza de Pedro sobre a ressurreição de Cristo?

Domingo, 22 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O Senhor ressuscitado

Lições da Bíblia1:

“Ele, porém, lhes disse: – Não tenham medo! Vocês procuram Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; Ele ressuscitou, não está aqui; vejam o lugar onde O tinham colocado” (Mc 16:6).

A crucifixão de Jesus foi como um toque fúnebre para as esperanças e a fé dos discípulos. Foi um fim de semana sombrio para eles, pois não apenas se debatiam com a morte de seu Mestre, mas também temiam por sua vida (Jo 20:19).

Em Marcos 16, o último capítulo desse evangelho, estudaremos o que aconteceu após a morte de Jesus. Em primeiro lugar, veremos o momento de Sua ressurreição e por que as mulheres foram ao túmulo naquela manhã de domingo. Às vezes, os adventistas evitam o tema da manhã da ressurreição, por causa da maneira pela qual ela é mal utilizada para apoiar a santificação do domingo. Em vez disso, descobriremos como podemos nos alegrar na ressurreição ocorrida no domingo, apesar da falsa teologia que, infelizmente, surgiu a partir dela.

Em segundo lugar, estudaremos os primeiros versos de Marcos 16, ligando o texto a um tema que permeia o livro.

Em terceiro lugar, encerrando a semana, examinaremos o restante de Marcos 16 e consideraremos a missão que o capítulo coloca diante de nós. Este estudo terminará com um desafio para que o leitor de Marcos leve o evangelho por todo o mundo.

Sábado, 21 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Julgado e crucificado – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 580-595 (“No tribunal de Pilatos”), p. 596-609 (“A glória do Calvário”), e p. 610-616 (“Está consumado”).

“Pilatos desejava libertar Jesus. Contudo, viu que não podia fazer isso e ainda conservar sua posição e honra. Em vez de perder seu poder no mundo, escolheu sacrificar uma vida inocente. Quantos, para escapar de prejuízo ou sofrimento, também sacrificam um princípio! A consciência e o dever apontam um caminho, e o interesse egoísta indica outro. A corrente se dirige vigorosamente para o lado errado, e aquele que consente com o mal é levado para as densas trevas da culpa” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 594).

“A iniquidade de todos nós foi posta sobre Cristo como nosso Substituto e Fiador. Ele foi contado como transgressor para nos livrar da condenação da lei. A culpa de todo descendente de Adão pesava sobre Ele. A ira de Deus contra o pecado e a terrível manifestação de Seu desagrado por causa da iniquidade encheram de profunda tristeza o coração de Seu Filho. […] Não podia ver a face reconciliadora do Pai. O afastamento do rosto divino […] penetrou em Seu coração com uma dor que nunca poderá ser bem compreendida pelo ser humano. Essa agonia era tão grande que Ele mal sentia a dor física” (O Desejado de Todas as Nações, p. 605).

Perguntas para consideração

A teologia da substituição era central para Ellen G. White (e para a Bíblia; ver Is 53). Qualquer teologia que diminua o papel central da substituição e da morte de Cristo em nosso lugar, recebendo em Si mesmo a penalidade pelos pecados, é uma falsa teologia. Você concorda?

Quem ou o que seria o “Barrabás” hoje, pedido em lugar de Jesus?

O que a história de José de Arimateia nos ensina sobre não julgar pelas aparências?

Você consegue ensinar Daniel 9:24-27? Isso é importante?

Daniel 9:24-27 (NAA)2: “24 — Setenta semanas estão determinadas para o seu povo e para a sua santa cidade, para acabar com a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25 Saiba e entenda isto: desde que foi dada a ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até a vinda do Ungido, o Príncipe, haverá sete semanas e sessenta e duas semanas. As ruas e as muralhas serão reconstruídas, mas será um tempo de muita angústia. 26 Depois das sessenta e duas semanas, o Ungido será morto e não terá nada. O povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário. O seu fim virá como uma inundação. Até o fim haverá guerra, e desolações foram determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana. Na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de cereais. Sobre a asa das abominações virá aquele que causa desolação, até que a destruição, que está determinada, seja derramada sobre ele.”

Sexta-feira, 20 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Crucifixão

Lições da Bíblia1:

3. Que ironia terrível e dolorosa ocorre nessa passagem? Mc 15:21-38

Mc 15:21-38 (NAA)2: “21 E obrigaram Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar a cruz de Jesus. 22 E levaram Jesus para o Gólgota, que quer dizer ‘Lugar da Caveira’. 23 Quiseram dar-lhe para beber vinho misturado com mirra, mas Jesus não aceitou. 24 Então o crucificaram e repartiram entre si as roupas dele, tirando a sorte, para ver o que cada um levaria. 25 Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. 26 E a inscrição com a acusação contra ele dizia: ‘O Rei dos Judeus’. 27 Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda. 28 [E cumpriu-se a Escritura que diz: ‘Com malfeitores foi contado.’] 29 Os que iam passando blasfemavam contra ele, balançando a cabeça e dizendo: — Ah! Você que destrói o santuário e em três dias o reedifica! 30 Salve a si mesmo, descendo da cruz! 31 De igual modo, os principais sacerdotes com os escribas, zombando, diziam entre si: — Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar. 32 Que o Cristo, o rei de Israel, desça agora da cruz para que vejamos e creiamos. Também os que com ele foram crucificados o insultavam. 33 Chegado o meio-dia, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde. 34 E às três horas, Jesus clamou em alta voz: — Eloí, Eloí, lemá sabactani? — Isso quer dizer: ‘Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?’ 35 E alguns dos que estavam ali, ouvindo isto, diziam: — Vejam! Ele chama por Elias! 36 E um deles correu para embeber uma esponja em vinagre e, colocando-a na ponta de um caniço, deu-lhe de beber, dizendo: — Esperem! Vejamos se Elias vem tirá-lo! 37 Mas Jesus, dando um forte grito, expirou. 38 E o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo.”

Jesus foi uma vítima silenciosa, controlada por pessoas decididas a matá-Lo. Até Sua prisão, Jesus realizou muitas ações. Mas agora Ele era o alvo da ação. Embora fosse um robusto pregador, acostumado a caminhar durante horas, o espancamento, a fome e o sono O enfraqueceram. Um desconhecido teve que carregar a Sua cruz.

Na cruz, as vestes de Jesus foram removidas e se tornaram propriedade dos soldados, que tiraram a sorte para ver quem ficaria com elas (Sl 22:18). A crucifixão não envolvia excessivo derramamento de sangue. Os pregos usados para prender uma pessoa à cruz (Jo 20:24-29) provavelmente eram cravados nos pulsos, abaixo das palmas das mãos, onde não correm grandes vasos sanguíneos. (Em hebraico e em grego, a palavra traduzida como “mão” pode se referir tanto à mão quanto ao antebraço.) A palma da mão não possui as estruturas necessárias para suportar o peso do corpo na crucifixão. O nervo mediano passa pelo centro do antebraço e seria esmagado pelos pregos, causando uma dor terrível no braço. Era difícil respirar. Os crucificados tinham que empurrar os pés pregados e flexionar os braços, o que causava dor agonizante. A asfixia por exaustão era uma das possíveis causas da morte.

Jesus foi zombado e humilhado na crucifixão. Marcos destaca o “tema do segredo e da revelação”. Jesus pedia silêncio a respeito de quem Ele era. Por isso, títulos cristológicos como “Senhor”, “Filho de Deus” e “Cristo” não ocorrem com frequência na narrativa. Isso muda na cruz. Jesus não podia mais Se manter escondido. Ironicamente, foram os líderes religiosos que usaram esses títulos para zombar de Jesus. Aqueles homens estavam condenando a si próprios!

Em Marcos 15:31, os líderes disseram: “Salvou os outros, a Si mesmo não pode salvar.” Insinuando que Jesus estivesse desamparado na cruz, eles indicaram que Ele havia ajudado outras pessoas (o verbo grego significa “salvar”, “curar” e “resgatar”). Ironicamente, eles estavam admitindo que Jesus era o Salvador. E mais: a razão pela qual Ele não pôde, ou não quis, salvar-Se era que, na cruz, Ele salvou os outros.

Leia João 1:1-3. Pensando nesse texto, o que a morte de Cristo significa para você?

João 1:1-3 (NAA): “1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.”

Terça-feira, 17 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Julgado e crucificado

Lições da Bíblia1:

“Por volta das três horas da tarde, Jesus bradou em alta voz: ‘Eloí, Eloí, lamá sabactâni ?’, que significa: ‘Meu Deus! Meu Deus! Por que Me abandonaste?’” (Mc 15:34, NVI).

Marcos 15 é o centro da narrativa da Paixão. Apresenta o julgamento de Jesus, Sua condenação, a zombaria dos soldados, Sua crucifixão, Sua morte e Seu sepultamento. Os acontecimentos desse capítulo são apresentados com detalhes nítidos e cristalinos, provavelmente porque o autor deixou os fatos falarem por si mesmos.

Ao longo desse capítulo, a ironia desempenha um papel importante. Por isso, é bastante útil ter uma definição clara do que é ironia.

A ironia geralmente contém três componentes: 1) dois níveis de significado; 2) os dois níveis estão em conflito ou contrastam entre si; e 3) alguém não vê a ironia, não percebe o que está acontecendo e não sabe que sofrerá as consequências.

No estudo desta semana, desde a pergunta de Pilatos: “Você é o rei dos judeus?”, passando pelos soldados zombadores, a inscrição acima da cruz e a zombaria dos líderes religiosos, que diziam: “Salvou os outros, a Si mesmo não pode salvar” (Mc 15:31), até o surgimento inesperado de José de Arimateia, o capítulo 15 de Marcos está repleto de dolorosas ironias que, no entanto, revelam verdades poderosas sobre a morte de Jesus e o que ela significa.

Sábado, 14 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Quem é Você?

Lições da Bíblia1:

5. Leia Marcos 14:60-72. Como Jesus reagiu a esses acontecimentos? E como Pedro reagiu? Que lições podemos aprender com as diferenças?

Marcos 14:60-72 (NAA)2: “60 E, levantando-se o sumo sacerdote, no meio, perguntou a Jesus: — Você não diz nada em resposta ao que estes depõem contra você? 61 Jesus, porém, guardou silêncio e nada respondeu. O sumo sacerdote tornou a interrogá-lo: — Você é o Cristo, o Filho do Deus Bendito? 62 Jesus respondeu: — Eu sou, e vocês verão o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu. 63 O sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: — Por que ainda precisamos de testemunhas? 64 Vocês ouviram a blasfêmia. Qual é o parecer de vocês? E todos o julgaram réu de morte. 65 Alguns começaram a cuspir nele, a cobrir-lhe o rosto, a bater nele e a dizer-lhe: — Profetize! E os guardas davam-lhe bofetadas. 66 Estando Pedro embaixo no pátio, veio uma das empregadas do sumo sacerdote 67 e, vendo Pedro, que se aquecia, fixou os olhos nele e disse: — Você também estava com Jesus, o Nazareno. 68 Mas ele negou, dizendo: — Não o conheço, nem compreendo o que você está falando. E saiu para o pórtico. E o galo cantou. 69 E a empregada, vendo-o, tornou a dizer aos que estavam ali: — Este é um deles. 70 Mas ele negou outra vez. E, pouco depois, os que estavam ali disseram outra vez a Pedro: — Com certeza você é um deles, porque também é galileu. 71 Ele, porém, começou a praguejar e a jurar: — Não conheço esse homem de quem vocês estão falando! 72 E no mesmo instante o galo cantou pela segunda vez. Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe tinha dito: ‘Antes que o galo cante duas vezes, você me negará três vezes.’ E, caindo em si, começou a chorar.”

Marcos 14:53-59 descreve Jesus sendo levado ao Sinédrio e a primeira parte do julgamento. Foi um exercício de frustração. Repetidas vezes, os líderes tentaram fazer com que sua acusação contra Jesus fosse validada. O escritor do evangelho observa que o testemunho era falso e que os relatos das testemunhas não concordavam entre si.

O sumo sacerdote se dirigiu a Jesus. A princípio Ele não respondeu. Mas então o sumo sacerdote O colocou sob juramento (Mt 26:63) e perguntou se Ele era o Messias. Jesus admitiu que era o Messias e citou Daniel 7:13 e 14, que se refere ao Filho do Homem sentado à direita de Deus e vindo com as nuvens do Céu. Isso foi demais para o sumo sacerdote, que rasgou as vestes e clamou pela condenação de Jesus, o que o concílio autorizou imediatamente. Humilharam Jesus e cuspiram Nele. Então, vendaram Seu rosto, bateram Nele e pediram-Lhe que profetizasse.

Enquanto Jesus, dentro da casa do sumo sacerdote, era julgado e dava um testemunho fiel, Pedro, no pátio, mentia. Essa é a sexta e última “história em formato de sanduíche” em Marcos, e nesse texto a ironia é acentuada. Dois personagens paralelos, Jesus e Pedro, realizaram ações opostas. Jesus deu um testemunho fiel; Pedro, um testemunho falso. Três vezes Pedro foi abordado por um servo ou por espectadores, e três vezes negou sua ligação com Jesus, chegando a amaldiçoar e jurar.

Nesse momento, um galo cantou pela segunda vez, e Pedro subitamente se lembrou da profecia de Jesus de que ele negaria o Senhor três vezes naquela noite. Ele desmoronou e chorou. Aqui está a ironia: no fim do Seu julgamento, Jesus foi vendado, espancado e ordenado a profetizar. O objetivo era zombar Dele, pois Ele não conseguia ver quem O havia golpeado. No entanto, no exato momento em que faziam isso, Pedro estava negando Jesus no pátio abaixo, cumprindo uma das profecias do Mestre. Consequentemente, ao negar Jesus, Pedro mostrou que Jesus é o Messias!

O que você diria a alguém que, embora queira seguir Jesus, às vezes não consegue fazê-lo? Quem já não deixou de seguir a Jesus e às orientações de Sua Palavra?

Quinta-feira, 12 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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