Inesquecível

Lições da Bíblia1:

1. Qual é a relação entre as duas histórias relatadas em Marcos 14:1-11?

Marcos 14:1-11 (NAA)2: “1 Dois dias depois seria celebrada a Páscoa e a Festa dos Pães sem Fermento. Os principais sacerdotes e os escribas procuravam uma forma de prender Jesus, à traição, para matá-lo. 2 Pois diziam: — Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo. 3 Quando Jesus estava em Betânia, fazendo uma refeição na casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, trazendo um frasco feito de alabastro com um perfume muito valioso, de nardo puro; e, quebrando o frasco, derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus. 4 Alguns dos que estavam ali ficaram indignados e diziam entre si: — Para que este desperdício de perfume? 5 Este perfume poderia ter sido vendido por mais de trezentos denários, para ser dado aos pobres. E murmuravam contra ela. 6 Mas Jesus disse: — Deixem a mulher em paz! Por que vocês a estão incomodando? Ela praticou uma boa ação para comigo. 7 Porque os pobres estarão sempre com vocês, e, quando quiserem, podem fazer-lhes o bem, mas a mim vocês nem sempre terão. 8 Ela fez o que pôde: ungiu o meu corpo antecipadamente para a sepultura. 9 Em verdade lhes digo que, onde for pregado em todo o mundo o evangelho, também será contado o que ela fez, para memória dela. 10 E Judas Iscariotes, um dos doze, foi falar com os principais sacerdotes, para lhes entregar Jesus. 11 Eles, ouvindo isto, se alegraram e prometeram dar dinheiro a ele; nesse meio tempo, Judas buscava uma boa ocasião para entregar Jesus.

Faltavam dois dias para a Páscoa (Mc 14:1). Essa reunião pode ter ocorrido entre terça e quarta-feira daquela semana. Os líderes tinham um plano e um cronograma. Só precisavam de um meio para atingir esse objetivo. Esse meio seria surpreendente.

Essa passagem é a quinta “história em formato de sanduíche” em Marcos (ver lição 3). A história da conspiração contra Jesus está ligada à história de uma mulher que unge Sua cabeça com perfume precioso. Dois personagens paralelos realizaram ações opostas, exibindo um contraste irônico.

Marcos não revela o nome dessa mulher. Sua dádiva a Jesus contrasta com a artimanha de Judas ao trair o Senhor. Judas é mencionado como um dos doze. O valor do presente dela é mencionado; o preço dele é apenas uma promessa de dinheiro.

Nenhuma razão é dada para a mulher ter feito isso, mas os convidados do jantar ficaram horrorizados com o que consideraram o desperdício de quase um ano de salário ao derramar o perfume sobre Jesus. O Senhor, porém, a defendeu dizendo que o ato dela seria incluído na pregação do evangelho em todo o mundo, em memória dela. Seria algo inesquecível. Os quatro evangelhos contam essa história de uma forma ou de outra, provavelmente por causa das palavras de Jesus em memória do seu feito.

A traição de Judas também foi inesquecível. Marcos dá a entender que a motivação dele foi a ganância. O Evangelho de João deixa isso explícito (Jo 12:4-6).

Marcos faz um trocadilho com a palavra “bom” para ilustrar que duas motivações ou tramas diferentes estavam em jogo nessas histórias. Em Marcos 14:6, Jesus chamou a ação da mulher de “boa” (kalon, em grego, que também pode ser traduzida como “bela”). Depois, Ele disse que sempre poderemos fazer o “bem” para os pobres (Mc 14:7) e chamou a ação da mulher de parte do “evangelho”, que significa “boas-novas” (Mc 14:9). Por último, em Marcos 14:11, Judas procurou uma “boa ocasião” para trair Jesus. Esse jogo de palavras indica que a conspiração humana para destruir o Messias se tornaria parte da história do evangelho, porque estava cumprindo a vontade de Deus ao dar Seu Filho para a salvação da humanidade.

Como Romanos 8:28 ajuda a explicar esses acontecimentos?

Rm 8.28 (NAA): “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”

Domingo, 08 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Quem disse que você poderia fazer isso?

Lições da Bíblia1:

3. Que desafio os líderes apresentaram? Como Jesus reagiu? Mc 11:27-33

Mc 11:27-33 (ARA)2: “27 Então regressaram para Jerusalém. E enquanto Jesus andava pelo templo, os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos vieram ao seu encontro 28 e lhe perguntaram:Com que autoridade você faz estas coisas? Ou quem lhe deu esta autoridade para fazer isto? 29 Jesus respondeu: — Eu vou fazer uma pergunta a vocês. Respondam, e eu lhes direi com que autoridade faço estas coisas. 30 O batismo de João era do céu ou dos homens? Respondam! 31 E eles discutiam entre si: — Se dissermos: ‘Do céu’, ele dirá: ‘Então por que não acreditaram nele?’ 32 Se, porém, dissermos: ‘Dos homens’, é de temer o povo. Porque todos pensavam que João era realmente um profeta. 33 Então responderam a Jesus: — Não sabemos. E Jesus, por sua vez, lhes disse: — Então eu também não lhes digo com que autoridade faço estas coisas.

No dia seguinte à purificação do templo, os líderes confrontaram Jesus no mesmo lugar, perguntando com que autoridade Ele tinha agido no dia anterior. Eles não buscavam a verdade, mas queriam prender Jesus. Se Ele admitisse que Sua autoridade vinha de Deus, eles diriam que um simples carpinteiro não tinha essa autoridade. Entretanto, se dissesse que Sua autoridade era humana, eles O rejeitariam considerando-o um tolo.

Mas Jesus enxergou a armadilha deles e disse que daria a resposta se eles respondessem a uma pergunta: “O batismo de João Batista era de Deus ou dos homens?” Os líderes perceberam que estavam encurralados. Se dissessem que era de Deus, Jesus perguntaria: “Então, por que vocês não acreditaram nele?” Se dissessem que era dos homens, o povo poderia se revoltar. Eles mentiram, dizendo que não sabiam. Isso deu a Jesus a oportunidade de Se recusar a responder à pergunta deles.

4. Em lugar de responder aos líderes, que parábola Jesus contou para adverti-los? Que efeito isso teve? Mc 12:1-12

Mc 12:1-12 (NAA)2: “1 Depois Jesus começou a falar-lhes por parábola: — Um homem plantou uma vinha. Pôs uma cerca em volta dela, construiu um lagar, edificou uma torre e arrendou a vinha a uns lavradores. Depois, ausentou-se do país. 2 No tempo da colheita, mandou um servo para que recebesse dos lavradores a sua parte dos frutos da vinha. 3 Mas os lavradores o agarraram, espancaram e o despacharam de mãos vazias. 4 De novo, enviou-lhes outro servo, e eles bateram na cabeça dele e o insultaram. 5 Mandou ainda outro servo, e a este mataram. Muitos outros lhes enviou, dos quais espancaram uns e mataram outros. 6 — Restava-lhe ainda um: o seu filho amado. Por fim, mandou o filho, pensando: ‘O meu filho eles respeitarão.’ 7 Mas os tais lavradores disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; venham, vamos matá-lo, e a herança será nossa.’ 8 E, agarrando o filho, mataram-no e o lançaram fora da vinha. 9 — Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e entregará a vinha a outros. 10 Vocês ainda não leram este trecho da Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a pedra angular. 11 Isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos’? 12 E procuravam prender Jesus, porque entenderam que ele havia contado essa parábola contra eles; mas temiam o povo. Então eles o deixaram e foram embora.

Jesus contou a parábola da vinha e dos lavradores maus. Essa história tem semelhanças com a parábola da vinha encontrada em Isaías 5, em que Deus apresenta uma acusação contra Israel. Todos reconheceriam o paralelo, especialmente os líderes.

A história se desenrolou de forma bastante incomum, pois os lavradores se recusaram a dar qualquer fruto do campo ao proprietário. Em vez disso, eles maltrataram e mataram seus servos. Por fim, o proprietário enviou seu filho amado, a quem esperava que respeitassem. Mas não foi isso que aconteceu. Eles estranhamente raciocinaram que, se matassem o filho, a vinha seria deles. A falta de lógica é impressionante, e o juízo pronunciado sobre eles foi totalmente justificado.

Nessa história, Jesus advertiu os líderes sobre o rumo que seguiam. Vista assim, a parábola é uma advertência cheia de amor. Não era tarde demais para mudar e evitar o juízo inevitável. Alguns iriam se arrepender, mudar e aceitar Jesus. Outros não.

Terça-feira, 27 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Jesus e as crianças

Lições da Bíblia1:

2. O que Jesus fez pelos que levaram as crianças até Ele? Mc 10:13-16

Mc 10:13-16 (NAA)2: “13 Então trouxeram algumas crianças a Jesus para que as abençoasse, mas os discípulos os repreendiam. 14 Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: — Deixem que os pequeninos venham a mim; não os impeçam, porque dos tais é o Reino de Deus. 15 Em verdade lhes digo: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. 16 Então, tomando as crianças nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.

Embora as crianças fossem desejadas no mundo antigo (especialmente os meninos, na cultura predominantemente masculina), o nascimento e a infância não eram fáceis. Os riscos de morte eram elevados: para as mães durante o parto e para os recém-nascidos, bebês e crianças. Muitas culturas usavam medicamentos tradicionais e amuletos para proteger essas pessoas vulneráveis contra supostas forças malévolas.

As crianças ocupavam uma posição social inferior, semelhante à dos escravos (Gl 4:1, 2). No mundo greco-romano, crianças com deficiências físicas ou que fossem indesejáveis eram expostas, ou jogadas em um rio. Os meninos eram mais valorizados que as meninas; às vezes, meninas eram deixadas para morrer na natureza. Algumas vezes bebês abandonados eram “resgatados” para serem criados e vendidos como escravos.

Os discípulos não entenderam o conceito de receber o Reino de Deus como uma criança (Mc 9:33-37). Então, repreendiam os que levavam crianças a Jesus para serem abençoadas, talvez pensando que Ele não tivesse tempo para uma tarefa tão simples.

Eles estavam errados. Jesus ficou indignado. No Evangelho de Marcos, Jesus tem reações surpreendentes em relação às pessoas, e é interessante que uma de Suas fortes reações tenha sido em relação às pessoas que queriam afastar Dele as crianças.

Jesus insistiu que os discípulos não deveriam impedir as crianças. Por quê? Porque o Reino de Deus pertence a elas, e devemos recebê-lo na atitude de uma criança – provavelmente uma referência à confiança simples e irrestrita em Deus.

“Não deixem que seu caráter não cristão represente mal a Jesus. Não mantenham os pequeninos afastados Dele por sua frieza e aspereza. Nunca lhes deem motivo de pensar que o Céu não seria um lugar aprazível para eles, se lá estivessem.

“Não falem de religião como de uma coisa que as crianças não possam compreender, nem procedam como se não se esperasse delas que aceitassem a Cristo […]. Não lhes deem a falsa impressão de que […] elas devem renunciar a tudo quanto faz a vida agradável” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver [CPB, 2021], p. 21).

Como você pode revelar melhor Jesus às crianças que estão ao seu redor?

Segunda-feira, 19 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ensinando discípulos – parte 1

Lições da Bíblia1:

“Então, convocando a multidão e juntamente os Seus discípulos, Jesus lhes disse: — Se alguém quer vir após Mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me” (Mc 8:34).

A primeira metade de Marcos concentra a atenção em quem Jesus é. Seus poderosos ensinamentos e milagres apontam para a mesma verdade: Ele é o Messias. Nesse ponto crucial da narrativa, Jesus pergunta aos discípulos quem eles acreditam que Ele seja.

Pedro dá uma resposta clara a essa pergunta, e Jesus começa imediatamente a explicar para onde estão indo Seus passos como Messias – em direção à cruz.

Da última parte de Marcos 8 até o fim de Marcos 10, Jesus Se concentra em ensinar Seus discípulos a respeito de Sua jornada. Nesses capítulos, Ele fará previsões sobre a cruz, que serão seguidas por instruções especiais sobre o discipulado. Essas lições poderosas continuam relevantes ainda hoje.

Essa seção do segundo evangelho é marcada pela cura de dois cegos, uma na metade de Marcos 8 e outra no fim de Marcos 10. Esses dois milagres, situados no início e no fim da seção, ilustram de maneira bastante vívida que o discipulado inclui uma percepção espiritual sobre quem é Jesus e para onde Ele estava indo. Assim como Seus ensinamentos desafiaram os 12 discípulos há 2 mil anos, continuam a confrontar os discípulos de hoje com o profundo custo e o benefício de seguir Jesus.

Sábado, 10 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Milagres à margem do lago – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 261-268 (“Tempestade no mar”), e p. 269-272 (“O toque da fé”).

“Em todos os que estão sob a direção de Deus, deve-se ver uma vida que não se harmonize com o mundo, seus costumes ou práticas; e todos precisam ter uma experiência pessoal na obtenção do conhecimento da vontade divina. Precisamos ouvir individualmente Sua voz a nos falar ao coração. Quando todas as outras vozes silenciam e em sossego esperamos perante Ele, o silêncio da alma torna mais distinta a voz de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 286).

“Seus corações descontentes perguntavam por que Jesus podia realizar tão grandiosas obras como as que tinham presenciado e não podia também dar saúde, força e riqueza a todo o Seu povo, libertá-lo de seus opressores e exaltá-lo ao poder e à honra. O fato de Ele alegar ser o Enviado de Deus, mas recusar ser rei de Israel, era um mistério que não podiam entender. Sua recusa foi mal interpretada. Muitos concluíram que não ousava afirmar Seus direitos, porque Ele próprio duvidava do divino caráter de Sua missão. Dessa forma, abriram a mente à incredulidade, e a semente que Satanás lançara deu fruto segundo sua espécie na forma de incompreensão e deserção” (O Desejado de Todas as Nações, p. 301, 302).

Perguntas para consideração

Se alguém lhe perguntasse: “Do que Jesus o libertou?”, o que você responderia?

Por que Deus às vezes permite que pessoas boas como João Batista sofram injustiça? Que consolo ou esperança encontramos, apesar dessas realidades difíceis?

Que lições uma igreja pobre acha na multiplicação dos pães e peixes?

Compare as ideias populares atuais acerca de Jesus com a descrição Dele em Marcos 5 e 6. O que dizer dos que usam Jesus para obter poder e domínio político?

Sexta-feira, 02 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Rejeição e aceitação

Lições da Bíblia1:

6. Por que as pessoas da cidade de Jesus O rejeitaram? Mc 6:1-6

Mc 6:1-6 (NAA)2: 1 Tendo saído dali, Jesus foi para a sua terra, e os seus discípulos o acompanharam. 2 Chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga, e muitos, ouvindo-o, se maravilhavam, dizendo: — De onde lhe vem tudo isso? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos? 3 Não é este o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? As suas irmãs não vivem aqui entre nós? E escandalizavam-se por causa dele. 4 Jesus, porém, lhes disse: — Nenhum profeta é desprezado, a não ser na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa. 5 Não pôde fazer ali nenhum milagre, a não ser curar uns poucos doentes, impondo-lhes as mãos. 6 E admirava-se da incredulidade deles.”

Normalmente, quando alguém que veio de uma cidade pequena se torna popular, os habitantes do lugar ficam muito contentes. Mas não foi o que ocorreu com os de Nazaré. Eles ficaram ofendidos e surpresos com o sucesso de Jesus como Mestre e operador de milagres. A transformação de carpinteiro em mestre parecia difícil de aceitar. Pode ter havido alguma hostilidade porque Ele fez a maioria de Seus milagres em Cafarnaum (Lc 4:23). E Jesus já havia tido um desentendimento com Sua família (Mc 3:31-35).

7. Leia Marcos 6:7-30. Como a missão dos doze apóstolos estava em contraste com a decapitação de João Batista?

Marcos 6:7-30 (NAA)2: 7 Chamou os doze e passou a enviá-los de dois em dois, dando-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. 8 Ordenou-lhes que não levassem nada para o caminho, exceto um bordão; nem pão, nem sacola, nem dinheiro; 9 e que fossem calçados de sandálias e não usassem duas túnicas. 10 E recomendou-lhes: — Quando vocês entrarem numa casa, fiquem ali até saírem daquele lugar. 11 Se em algum lugar não quiserem recebê-los nem ouvi-los, ao saírem dali sacudam o pó dos pés, em testemunho contra eles. 12 Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse. 13 Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo. 14 Isto chegou aos ouvidos do rei Herodes, porque o nome de Jesus havia se tornado conhecido. E alguns diziam: ‘João Batista ressuscitou dentre os mortos e, por isso, forças miraculosas operam nele.’ 15 Outros diziam: ‘É Elias.’ Ainda outros diziam: ‘É profeta como um dos antigos profetas.’ 16 Herodes, porém, ouvindo isto, disse: — É João, a quem eu mandei decapitar, que ressuscitou. 17 Porque o próprio Herodes havia mandado prender João e amarrá-lo na prisão, por causa de Herodias, mulher do seu irmão Filipe, com a qual Herodes havia casado. 18 Pois João lhe dizia: ‘Você não tem o direito de viver com a mulher do seu irmão.’ 19 Herodias odiava João Batista e queria matá-lo, mas não conseguia fazer isso. 20 Porque Herodes temia João, sabendo que era homem justo e santo, e o mantinha em segurança. E, quando o ouvia, ficava perplexo, embora gostasse de escutá-lo. 21 Chegando uma ocasião favorável, em que Herodes, no dia do seu aniversário, deu um banquete às autoridades, aos oficiais militares e às pessoas importantes da Galileia, 22 a filha de Herodias entrou no salão e, dançando, agradou a Herodes e aos seus convidados. Então o rei disse à jovem: — Peça o que quiser, e eu lhe darei. 23 E fez este juramento: — O que você me pedir eu lhe darei, mesmo que seja a metade do meu reino. 24 Ela saiu e foi perguntar à mãe: — O que pedirei? A mãe respondeu: — A cabeça de João Batista. 25 No mesmo instante, voltando apressadamente para junto do rei, disse: — Quero que, sem demora, o senhor me dê num prato a cabeça de João Batista. 26 O rei ficou muito triste, mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não quis negar o pedido da jovem. 27 E, enviando logo o executor, mandou que lhe trouxessem a cabeça de João. Ele foi e o decapitou na prisão, 28 e, trazendo a cabeça num prato, a entregou à jovem, e esta, por sua vez, a entregou à sua mãe. 29 Os discípulos de João, logo que souberam disto, vieram, levaram o corpo dele e o colocaram num túmulo.”

Essa é a terceira história em formato de sanduíche em Marcos (ver a lição 3). A missão dos apóstolos de pregar em todos os lugares está em contraste com a prisão e morte de João Batista. Os discípulos deviam viajar com pouca bagagem e depender de pessoas para o seu sustento. Essa estratégia tornava os missionários dependentes das pessoas a quem serviam, o que os ligava àqueles que precisavam de sua mensagem.

João Batista, porém, não tinha esse vínculo com Herodes e sua família. Sua morte ocorreu de forma chocante, pois a conspiradora Herodias se aproveitou da ambivalência e da luxúria de Herodes. A filha de Herodias acrescentou ao plano escandaloso o pedido grotesco de que a cabeça de João fosse entregue em um prato.

O silenciamento de João ocorreu ao mesmo tempo em que os apóstolos pregavam o arrependimento, assim como o Batista havia feito. A morte de João prenuncia a de Jesus. João foi morto e sepultado, e é dito que teria ressuscitado (Mc 6:14-16, 29), como aconteceria com Jesus (Mc 15; 16). Essas histórias paralelas apontam para uma crise que seria enfrentada por Jesus e Seus seguidores.

Você já foi rejeitado ou passou por uma crise difícil de entender? O que aprendeu com essa experiência que possa ajudá-lo na próxima vez que algo semelhante acontecer?

Quata-feira, 31 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Evangelho segundo Jesus

Lições da Bíblia1:

Leia Marcos 1:14, 15. Quais são as três partes da mensagem do evangelho que Jesus proclamou?

Marcos 1:14, 15 (NAA)2: “14 Depois de João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o evangelho de Deus. 15 Ele dizia: — O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo; arrependam-se e creiam no evangelho.

A profecia de tempo à qual Jesus Se refere é a profecia das 70 semanas de Daniel 9:24-27. Parte dessa profecia se cumpriu no batismo de Jesus, depois do qual Ele foi ungido com o Espírito Santo e começou Seu ministério (At 10:38). A extraordinária profecia das 70 semanas é ilustrada no seguinte gráfico:

Nessa profecia, um dia representa um ano (Nm 14:34; Ez 4:6). A profecia teve início em 457 a.C. com o decreto emitido por Artaxerxes, rei da Pérsia, concluindo a obra de restauração de Jerusalém (veja Ed 7).

O período de 69 semanas proféticas se estenderia até 27 d.C., o ano em que Jesus foi batizado e ungido com o Espírito Santo no início de Seu ministério. Sua crucifixão ocorreria três anos e meio depois.

A conclusão da septuagésima semana ocorreu em 34 d.C., quando Estêvão foi apedrejado, e a mensagem do evangelho começou a chegar aos povos gentios.

Qual foi a última vez que você estudou a profecia das 70 semanas? Essa profecia aumenta sua fé, não apenas em Jesus, mas também na Palavra profética?

Quinta-feira, 04 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Jesus, nosso Advogado no juízo

Lições da Bíblia1:

8. Qual é a diferença entre o ministério do sacerdote no santuário terrestre e o ministério de Jesus no santuário celestial? Hb 10:9-14

Hb 10:9-14 (NAA)2: “9 num segundo momento acrescentou: ‘Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade.’ Ele remove o primeiro para estabelecer o segundo. 10 Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. 11 Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, para exercer o serviço sagrado e oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados. 12 Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus, 13 aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. 14 Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados.”

De uma vez por todas, Cristo morreu na cruz como sacrifício perfeito pelo pecado. Seu ministério sacerdotal no santuário celestial nos santifica. Uma vez que adentrou o lugar santíssimo, Ele permanece como nosso Advogado no juízo (1Jo 2:1). “Assim também Cristo, tendo-Se oferecido uma vez por todas para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, não para tirar pecados, mas para salvar aqueles que esperam por Ele” (Hb 9:28). Por meio de Seu sacrifício e mediação, Ele resolveu o problema do pecado. Ele virá outra vez para aqueles que “amam a Sua vinda” (2Tm 4:8).

9. Leia Hebreus 6:19, 20. Por que Ele nos convida a segui-Lo e o que descobrimos à medida que fazemos isso?

Hb 6:19, 20 (NAA)2: “19 Temos esta esperança por âncora da alma, segura e firme e que entra no santuário que fica atrás do véu, 20 onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.”

“A intercessão de Cristo no santuário celestial, em favor do ser humano, é tão essencial ao plano da redenção como foi Sua morte sobre a cruz. Com Sua morte, Ele iniciou essa obra e, após a ressurreição, ascendeu ao Céu para concluí-la. Pela fé devemos ir além do véu, onde nosso Precursor ‘entrou por nós’ (Hb 6:20). Ali se reflete a luz da cruz do Calvário. Ali podemos obter uma compreensão mais clara dos mistérios da redenção. A salvação do ser humano tem custado um preço infinito para o Céu; o sacrifício feito equivale aos mais amplos requisitos da lei de Deus, que foi violada. Jesus abriu o caminho para o trono do Pai e, por meio de Sua mediação, o desejo sincero de todos os que a Ele se aproximam pela fé pode ser apresentado a Deus” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 409).

O plano da salvação acaba com o grande conflito e resgata a Terra das garras de Satanás. Jesus revelou o amor de Deus a um mundo em necessidade e a um Universo expectante. Sua morte revelou a maldade do pecado e ofereceu salvação. Sua intercessão garante os benefícios da expiação aos que estendem a mão para recebê-los.

Qual é a relação entre a morte de Cristo e Sua intercessão? O juízo é necessário?

Quinta-feira, 23 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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