O sacerdócio

Lições da Bíblia.

“Faze também vir para junto de ti Arão, teu irmão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para Me oficiarem como sacerdotes, a saber, Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar” (Êx 28:1).

“O sacerdócio levítico foi estabelecido durante as peregrinações dos filhos de Israel pelo deserto e deveria durar mais de mil e quinhentos anos. Embora o conceito de sacerdócio ao Senhor já existisse havia muito tempo (‘Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo;’ Gn 14:18), o estabelecimento do sacerdócio levítico proporcionou uma visão mais clara de seu papel.”

“[…] Arão foi escolhido pelo Senhor para se tornar o primeiro chefe desse novo sacerdócio. Isso mostra que os sacerdotes necessitavam estar aptos a se relacionar com as pessoas que eles representavam diante de Deus, porque era exatamente isso que eles estavam fazendo: agindo como representantes, mediadores entre a humanidade caída e um Deus santo.”

“Ao mesmo tempo, o sacerdócio era uma honra sagrada, e os sacerdotes deviam demonstrar santidade e pureza. Afinal, eram eles que se apresentavam diante do Senhor, em lugar do povo. Eles tinham que ser ‘santos’; caso contrário, qual seria a finalidade de um sacerdócio? Embora reconhecessem sua relação com aqueles a quem representavam, eles tinham que ser diferentes, não de forma arbitrária (diferentes apenas para ser diferentes), mas diferentes no sentido sagrado, que iria distingui-los claramente das massas como um todo.”

Era exigido dos sacerdotes, “[…] pureza das filhas e esposa; pureza cerimonial; ficar no santuário; perfeição física; refletir a perfeição de Cristo.” Não tomarão mulher prostituta ou desonrada, nem tomarão mulher repudiada de seu marido, pois o sacerdote é santo a seu Deus. […] Se a filha de um sacerdote se desonra, prostituindo-se, profana a seu pai; será queimada. O sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça foi derramado o óleo da unção, e que for consagrado para vestir as vestes sagradas, não desgrenhará os cabelos, nem rasgará as suas vestes. Não se chegará a cadáver algum, nem se contaminará por causa de seu pai ou de sua mãe. Não sairá do santuário, nem profanará o santuário do seu Deus, pois a consagração do óleo da unção do seu Deus está sobre ele. Eu sou o SENHOR. Ele tomará por mulher uma virgem. Viúva, ou repudiada, ou desonrada, ou prostituta, estas não tomará, mas virgem do seu povo tomará por mulher. […] Disse mais o SENHOR a Moisés: Fala a Arão, dizendo: Ninguém dos teus descendentes, nas suas gerações, em quem houver algum defeito se chegará para oferecer o pão do seu Deus. Pois nenhum homem em quem houver defeito se chegará: como homem cego, ou coxo, ou de rosto mutilado, ou desproporcionado, ou homem que tiver o pé quebrado ou mão quebrada, ou corcovado, ou anão, ou que tiver belida no olho, ou sarna, ou impigens, ou que tiver testículo quebrado. Nenhum homem da descendência de Arão, o sacerdote, em quem houver algum defeito se chegará para oferecer as ofertas queimadas do SENHOR; ele tem defeito; não se chegará para oferecer o pão do seu Deus. Comerá o pão do seu Deus, tanto do santíssimo como do santo. Porém até ao véu não entrará, nem se chegará ao altar, porque tem defeito, para que não profane os meus santuários, porque eu sou o SENHOR, que os santifico. Assim falou Moisés a Arão, aos filhos deste e a todos os filhos de Israel.” (Lev. 21:7-24).

“Deveríamos ser diferentes do mundo que nos rodeia? Se sim, por que e de que forma?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 25 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

As vestes sacerdotais da graça

Lições da Bíblia.

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).

“Os sacerdotes da época do Antigo Testamento eram uma classe diferente de pessoas especialmente dedicada a Deus. Eles poderiam facilmente ser identificados por suas roupas exclusivas, simbólicas. Como cristãos, também somos sacerdotes em um sentido muito real, e devemos ser reconhecidos pelo trabalho de Cristo dentro de nós. A função sacerdotal de Arão e de suas vestes ilustra a função que Cristo tem exercido como alguém que foi tentado como nós, levando nossos pecados, mas também nos conectando à perfeição pura e santa de Deus.”

“Um tema importante da Reforma Protestante é o que tem sido chamado de ‘o sacerdócio de todos os crentes’, uma ideia derivada especialmente (mas não exclusivamente) do texto acima. O conceito diz que todos os cristãos atuam como ‘sacerdotes’ diante de Deus, e que, visto que eles têm Jesus, não precisam de mediadores terrestres entre eles e o Senhor (como em alguns sistemas religiosos).” “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2:5).

“Depois da vida, morte, ressurreição e ministério sumo sacerdotal de Jesus, o antigo sistema hebreu introduzido por Deus foi cumprido em Cristo. O sacerdócio levítico foi substituído, e uma nova ordem foi estabelecida, na qual todos somos parte do ‘sacerdócio real’”.

“Nesta semana, ao estudarmos as vestes usadas pelos sacerdotes no antigo sistema, podemos aprender um pouco sobre o que significa ser “sacerdotes” no novo sistema.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 23 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

José e Seus Irmãos

Lições da Bíblia.

“José estava satisfeito. Vira em seus irmãos os frutos do verdadeiro arrependimento. Ouvindo o nobre oferecimento de Judá, deu ordens para que todos, exceto aqueles homens, se retirassem; então, chorando em voz alta, exclamou: ‘Eu sou José; vive ainda meu pai?’ Gên. 45:3.

Seus irmãos ficaram imóveis, mudos de temor e espanto. Era governador do Egito seu irmão José, aquele irmão a quem invejavam e teriam morto, e que finalmente venderam como escravo! Todos os seus maus-tratos ao mesmo passaram diante deles. Lembraram-se como tinham desprezado seus sonhos, e agido para impedir o seu cumprimento. Haviam contudo desempenhado o seu papel no cumprimento desses sonhos; e, agora que estavam completamente em seu poder, vingar-se-ia ele indubitavelmente do mal que tinha sofrido.

Vendo sua confusão, disse bondosamente: ‘Peço-vos, chegai-vos a mim’; e, aproximando-se eles, continuou: ‘Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face.’ Gên. 45:4 e 5. Entendendo que já haviam sofrido muito pela sua crueldade para com ele, procurou nobremente banir seus temores, e diminuir a amargura da exprobração a si mesmos.”

‘Porque’, continuou ele, ‘já houve dois anos de fome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega. Pelo que Deus me enviou diante da vossa face, para conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento. Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito. Apressai-vos, e subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim tem dito o teu filho José: Deus me tem posto por senhor em toda a terra do Egito; desce a mim, e não te demores; e habitarás na terra de Gósen, e estarás perto de mim, tu e os teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas, e tudo o que tens. E ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não pereças de pobreza, tu e tua casa, e tudo o que tens. E eis que vossos olhos vêem, e os olhos de meu irmão Benjamim, que é minha boca que vos fala.

‘E lançou-se ao pescoço de Benjamim, seu irmão, e chorou; e Benjamim chorou também ao seu pescoço. E beijou a todos os seus irmãos, e chorou sobre eles; e depois seus irmãos falaram com ele.’ Gên. 45:6-15. Confessaram humildemente seu pecado, e rogaram perdão. Haviam muito tempo sofrido de ansiedade e remorso, e agora regozijavam-se de que ele ainda estivesse vivo.” (Ellen G. White, Patriarcas e profetas, p. 230-231 grifo nosso).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 22 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

“A túnica de teu filho”

Lições da Bíblia.

“Então, tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue. E enviaram a túnica de várias cores, e fizeram levá-la a seu pai, e disseram: Temos achado esta túnica; conhece agora se esta será ou não a túnica de teu filho (Gn 37:31, 32, RC).

“Como poderiam eles, filhos de um pai amoroso, descer tão baixo a ponto de entregar ao pai o manto que ele tinha dado ao filho, agora salpicado de sangue, e pedir que ele o identificasse? Talvez até um dia antes de terem cometido esse crime, nada parecido com isso havia entrado em sua mente. Mas, uma vez que começamos uma sucessão de pecados, quem sabe aonde isso vai levar?”

O significado na linguagem usada pelos irmãos de José diante de seu pai, em Gênesis 37:26-36, revela que eles queriam ignorar até o fato de que José era irmão deles. “Então, tomaram a túnica de José, mataram um bode e a molharam no sangue. E enviaram a túnica talar de mangas compridas, fizeram-na levar a seu pai e lhe disseram: Achamos isto; vê se é ou não a túnica de teu filho. Ele a reconheceu e disse: É a túnica de meu filho; um animal selvagem o terá comido, certamente José foi despedaçado. Então, Jacó rasgou as suas vestes, e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias.” (Gên. 37:31-34).

“Perceba que a pergunta dos irmãos não se referia à ‘túnica de nosso irmão’, mas à ‘túnica de teu filho’. A frieza e a insensibilidade, são espantosas. Talvez, também, essa fosse uma espécie de mecanismo inconsciente de defesa. Não foi a ‘túnica de nosso irmão’ que eles encontraram, mas, sim, a túnica de ‘teu filho’, uma forma de limitar em sua própria mente o mal que tinham feito. Assim, a túnica teve um papel tanto no início quanto no fim. Um símbolo do relacionamento entre Jacó e José agora estava coberto de sangue, um símbolo da ‘morte’; eles pensaram que isso seria o fim de José e da animosidade nutrida para com ele. No entanto, esse ato ‘resolveu’ um problema apenas para provocar muitos outros. Certamente, os irmãos devem ter sofrido pela tristeza de seu pai. Dia a dia, vendo-o chorar, esses homens devem ter lutado com culpa e remorso.”

O relato bíblico de Gn 42:13, 21-23, 32 e 44:28 revela o impacto a alongo prazo das ações dos irmãos de José sobre si mesmos e sua família. “Eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã; o mais novo está hoje com nosso pai, outro já não existe.” (Gên. 42:13). “Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos; por isso, nos vem esta ansiedade. Respondeu-lhes Rúben: Não vos disse eu: Não pequeis contra o jovem? E não me quisestes ouvir. Pois vedes aí que se requer de nós o seu sangue. Eles, porém, não sabiam que José os entendia, porque lhes falava por intérprete.” (Gên. 42:21-23). “somos doze irmãos, filhos de um mesmo pai; um já não existe, e o mais novo está hoje com nosso pai na terra de Canaã.” (Gên. 42:32). um se ausentou de mim, e eu disse: Certamente foi despedaçado, e até agora não mais o vi;” (Gên. 44:28).

“No fim, o Senhor transformou em bem o mal que os irmãos haviam feito, mas isso não justifica o que fizeram. Por mais extremas que tenham sido suas ações, essa história deve nos lembrar de quão rapidamente os pecados podem sair do controle, nos cegar e nos levar a fazer coisas que geralmente levam à tragédia e ao sofrimento.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 21 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A túnica arrancada

Lições da Bíblia.

“Um grande contraste é visto em Gênesis 37:12-32, entre o bem e o mal, entre a inocência e a traição. José era obediente ao pai e queria o bem de seus irmãos. Mas eles eram desobedientes, invejosos e violentos.” “E, como foram os irmãos apascentar o rebanho do pai, em Siquém, perguntou Israel a José: Não apascentam teus irmãos o rebanho em Siquém? Vem, enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe José: Eis-me aqui. Disse-lhe Israel: Vai, agora, e vê se vão bem teus irmãos e o rebanho; e traze-me notícias. Assim, o enviou do vale de Hebrom, e ele foi a Siquém. […] De longe o viram e, antes que chegasse, conspiraram contra ele para o matar. E dizia um ao outro: Vem lá o tal sonhador! Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos. […] Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia. E, tomando-o, o lançaram na cisterna, vazia, sem água. […] Então, disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue? Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas; não ponhamos sobre ele a mão, pois é nosso irmão e nossa carne. […] e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas; estes levaram José ao Egito. […] Então, tomaram a túnica de José, mataram um bode e a molharam no sangue. E enviaram a túnica talar de mangas compridas, fizeram-na levar a seu pai e lhe disseram: Achamos isto; vê se é ou não a túnica de teu filho.” (Gên. 37:12-32)

“Os irmãos de José não só tramaram sua morte, mas também planejaram com antecedência o que diriam ao pai. ‘Oh, pai, estamos muito tristes! Encontramos esta túnica. É de José? Se é, então ele deve ter sido devorado por um animal feroz’. É difícil imaginar como aquelas pessoas poderiam ter tanto ódio de seu próprio irmão a ponto de fazer uma coisa dessas.” É também significativo o fato de terem tirado a túnica de José, o sinal da preferência no coração de seu pai, e motivo de tanto ciúme. “logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia.” (Gên. 37:23).

“Quando os irmãos viram José de longe, a primeira coisa de que falaram foram os sonhos, o que fez crescer seu ódio contra ele. De uma vez por todas, eles iriam ver qual seria o resultado daqueles sonhos. É interessante notar que o primeiro ato registrado, dos irmãos contra José, foi o despojamento de sua túnica. O hebraico deixa claro que eles estavam falando sobre a túnica muito odiada, que o pai tinha feito para ele. O texto destaca que ele a estava ‘vestindo’ (Gn 37:23, NTLH). Além de tudo, vê-lo vestindo a túnica só deve ter aumentado a raiva deles.”

“Assim, aqui podemos ver os irmãos tentando destruir tudo que lhes causava tanto ódio e ira. Para eles, a vestimenta simbolizava tudo o que detestavam em seu irmão, todas as coisas boas a respeito dele e as coisas ruins acerca deles mesmos. Deve ter sido com muita alegria, prazer e satisfação que despiram a túnica. Num instante, José estava sem aquela roupa luxuosa, que simbolizava sua superioridade sobre eles, e que lhes causara temor; José estava impotente perante aqueles que, de acordo com seus próprios sonhos, um dia deveriam se prostrar diante dele.”

“Quantas vezes permitimos que nossas emoções nos levem a fazer coisas irracionais? Como podemos aprender a manter nossas emoções sob o poder de Deus e, assim, poupar-nos (e muitas vezes os outros) das consequências geralmente terríveis, das coisas feitas em acessos de profunda emoção?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 20 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A túnica de várias cores

Lições da Bíblia.

“Em contraste com o caráter de José, o mau caráter de seus irmãos se destacou ainda mais.”

“Houve um, entretanto, de caráter grandemente diverso — filho mais velho de Raquel, José, cuja rara beleza pessoal não parecia senão refletir uma beleza interior do espírito e do coração. Puro, ativo e alegre, o rapaz dava prova também de ardor e firmeza moral. Escutava as instruções do pai e gostava de obedecer a Deus. As qualidades que depois o distinguiram no Egito — gentileza, fidelidade e veracidade, já eram manifestas em sua vida diária. Morrendo-lhe a mãe, suas afeições prenderam-se mais intimamente ao pai, e o coração de Jacó estava ligado a este filho de sua velhice. Ele ‘amava mais a José que a todos os seus filhos’” (Gn 37:3; Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 209).

O ato de Jacó confeccionar para José uma túnica de várias cores complicou ainda mais o relacionamento entre José e seus irmãos, estes ficaram enciumados e passaram a odiá-lo. “Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas. Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente.” (Gên. 37:3-4).

“A vestimenta valiosa, lindamente tecida em uma variedade de cores, dada a José por um pai carinhoso, certamente era mais fina do que a capa de seus irmãos e era uma espécie de vestuário usado geralmente por pessoas de distinção. Os irmãos, sem dúvida, imaginaram que seu pai iria conceder outras honras a esse filho, e isso poderia significar que ele obteria o direito de primogenitura. Facilmente, eles poderiam ter concluído que José receberia uma herança maior. Não importando a intenção de Jacó, mesmo que tenha sido simplesmente mostrar um símbolo de seu amor, dar a túnica a José foi um grande erro, pois isso inflamou ainda mais as chamas do ódio no coração dos irmãos para com José.”

“Em certo sentido, a túnica simboliza honras e distinções terrenas. Portanto, coisas superficiais e transitórias. Ao escrever a história, no entanto, Moisés colocou a túnica no contexto do amor de Jacó por José, acima do amor pelos outro filhos. Assim ela também foi decisiva no contexto do ódio deles por José e das consequências desse ódio.”

“Você já recebeu uma homenagem? Na ocasião, você se sentiu bem? Quanto tempo demorou para que se desgastassem a euforia, a sensação de satisfação ou qualquer bom sentimento que você teve, e a honra significasse pouco ou nada? Que lição você deve tirar disso?” “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar.” (1 Cor. 9:24-26)

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 19 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

José e seus irmãos

Lições da Bíblia.

“Mesmo nos lares mais tradicionais, a rivalidade entre irmãos, pode ser muito ruim. Mas nessa confusão, ela se tornou uma mistura venenosa, pois nela havia ingredientes como ódio, ciúme, favoritismo e orgulho, que levaram, finalmente, ao desastre.”

“Para começar, os irmãos de José não eram exatamente os rapazes mais amáveis, certo? Gênesis 34 relata o episódio quando Siquém violentou Diná, e os irmãos de José mataram cruelmente todos os homens da cidade.” “Ora, Diná, filha que Lia dera à luz a Jacó, saiu para ver as filhas da terra. Viu-a Siquém, filho do heveu Hamor, que era príncipe daquela terra, e, tomando-a, a possuiu e assim a humilhou. […] dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, entraram inesperadamente na cidade e mataram os homens todos. Passaram também ao fio da espada a Hamor e a seu filho Siquém; tomaram a Diná da casa de Siquém e saíram. Sobrevieram os filhos de Jacó aos mortos e saquearam a cidade, porque sua irmã fora violada.” (Gên. 34:1-2,25-27).

Então, houve também a questão dos sonhos de José (Gn 37:5-11), nos quais toda a família se curvava em reverência diante dele. Se os irmãos não gostavam dele antes, esses sonhos só aumentaram a aversão. Na verdade, isso é exatamente o que diz Gênesis 37:8. “Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais. Pois lhes disse: Rogo-vos, ouvi este sonho que tive: Atávamos feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; e os vossos feixes o rodeavam e se inclinavam perante o meu. Então, lhe disseram seus irmãos: Reinarás, com efeito, sobre nós? E sobre nós dominarás realmente? E com isso tanto mais o odiavam, por causa dos seus sonhos e de suas palavras. Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim. Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra? Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo.” (Gên. 37:5-11)

Outro fato piorava ainda mais as relações entre José e seus irmãos. ”Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai.” (Gên. 37:2).

“Ninguém gosta de ser denunciado e, independentemente de como a conduta dos irmãos fosse ruim, certamente eles não apreciavam que José a informasse ao seu pai. Embora o texto não diga especificamente o que eles faziam, considerando seu comportamento passado, muito provavelmente era algo que precisava ser resolvido antes que trouxessem ainda mais vergonha e dificuldade sobre si mesmos e sua família.”

“Finalmente, também, talvez a questão principal era que, como a Bíblia diz: ‘Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos’ (Gn 37:3). Os irmãos não eram tolos; eles certamente captaram a atitude do seu pai, o que tornou ainda mais complicada a situação, que já era ruim.”

“Por isso, por mais indesculpável que fossem as ações dos irmãos para com José, esse ambiente nos ajuda a entender melhor a causa delas.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 18 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A origem de um desastre familiar

Lições da Bíblia.

“Como sabemos, a vida não vem lacrada, em categorias distintas e separadas, ou em seções. Todas as coisas causam impacto em quase tudo. Na verdade, a teoria da relatividade geral de Einstein ensina que toda matéria no Universo tem uma atração gravitacional sobre todos os outros elementos. Ou seja, seu corpo exerce uma força gravitacional, não apenas sobre seu vizinho, mas igualmente sobre o Sol, e sobre tudo o mais no mundo criado.”

“Evidentemente, não precisamos de uma lição de física para reconhecer que as obras e ações de uma pessoa podem afetar os outros de forma radical e até trágica, mesmo em gerações futuras. O que somos, onde estamos, por que somos o que somos; tudo foi afetado em certa medida pelas ações de outros completamente fora de nosso controle. Assim, precisamos ter muito cuidado com relação às coisas que dizemos e fazemos, pois quem sabe se o impacto que os nossos atos e palavras produzirão sobre os outros será para o bem ou para o mal, a curto e a longo prazo?”

Em Gênesis 24 e 29:21-30 encontramos a formação de duas famílias, entretanto com estruturas distintas que fizeram a diferença. “Isaque se casou com Rebeca. Mas Jacó se casou com Lia e Raquel, causando ciúmes na família.” “E disse Abraão ao seu servo, o mais antigo da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe a tua mão debaixo da minha coxa, para que eu te faça jurar pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não tomarás para meu filho mulher dentre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito; mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque. […] Tomou, pois, o servo dez dos camelos do seu senhor, porquanto todos os bens de seu senhor estavam em sua mão; e, partindo, foi para a Mesopotâmia, à cidade de Naor. […] Chamaram, pois, a Rebeca, e lhe perguntaram: Irás tu com este homem; Respondeu ela: Irei. […] Assim Rebeca se levantou com as suas moças e, montando nos camelos, seguiram o homem; e o servo, tomando a Rebeca, partiu. […] Saíra Isaque ao campo à tarde, para meditar; e levantando os olhos, viu, e eis que vinham camelos. […] Isaque, pois, trouxe Rebeca para a tenda de Sara, sua mãe; tomou-a e ela lhe foi por mulher; e ele a amou. Assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe. (Gn 24:2-4,10,58,61,63,67). “Então Jacó disse a Labão: Dá-me minha mulher, porque o tempo já está cumprido; para que eu a tome por mulher. […] Â tarde tomou a Léia, sua filha e a trouxe a Jacó, que esteve com ela. […] Assim fez Jacó, e cumpriu a semana de Léia; depois Labão lhe deu por mulher sua filha Raquel. […] Então Jacó esteve também com Raquel; e amou a Raquel muito mais do que a Léia; e serviu com Labão ainda outros sete anos.” (Gn 29:21,23,28,30) .

“O pecado de Jacó e o séquito de acontecimentos que determinou não deixaram de exercer influência para o mal, influência essa que revelou seu amargo fruto no caráter e vida de seus filhos. Chegando esses filhos à virilidade, desenvolveram graves defeitos. Os resultados da poligamia foram manifestos na casa. Este terrível mal tende a secar as próprias fontes do amor, e sua influência enfraquece os laços mais sagrados. O ciúme das várias mães havia amargurado a relação da família; os filhos cresceram contenciosos, e sem a devida sujeição; e a vida do pai se obscureceu pela ansiedade e dor.” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 208, 209).

“Que coisas transmitidas a você estavam fora do seu controle? Muita coisa, não é? Agora mesmo, pense em algumas decisões importantes que você tomará. Reflita: Como essas escolhas poderiam afetar os outros? Você realmente deseja que isso aconteça?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 17 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF