José e seus irmãos

Lições da Bíblia.

“Mesmo nos lares mais tradicionais, a rivalidade entre irmãos, pode ser muito ruim. Mas nessa confusão, ela se tornou uma mistura venenosa, pois nela havia ingredientes como ódio, ciúme, favoritismo e orgulho, que levaram, finalmente, ao desastre.”

“Para começar, os irmãos de José não eram exatamente os rapazes mais amáveis, certo? Gênesis 34 relata o episódio quando Siquém violentou Diná, e os irmãos de José mataram cruelmente todos os homens da cidade.” “Ora, Diná, filha que Lia dera à luz a Jacó, saiu para ver as filhas da terra. Viu-a Siquém, filho do heveu Hamor, que era príncipe daquela terra, e, tomando-a, a possuiu e assim a humilhou. […] dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, entraram inesperadamente na cidade e mataram os homens todos. Passaram também ao fio da espada a Hamor e a seu filho Siquém; tomaram a Diná da casa de Siquém e saíram. Sobrevieram os filhos de Jacó aos mortos e saquearam a cidade, porque sua irmã fora violada.” (Gên. 34:1-2,25-27).

Então, houve também a questão dos sonhos de José (Gn 37:5-11), nos quais toda a família se curvava em reverência diante dele. Se os irmãos não gostavam dele antes, esses sonhos só aumentaram a aversão. Na verdade, isso é exatamente o que diz Gênesis 37:8. “Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais. Pois lhes disse: Rogo-vos, ouvi este sonho que tive: Atávamos feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; e os vossos feixes o rodeavam e se inclinavam perante o meu. Então, lhe disseram seus irmãos: Reinarás, com efeito, sobre nós? E sobre nós dominarás realmente? E com isso tanto mais o odiavam, por causa dos seus sonhos e de suas palavras. Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim. Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra? Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo.” (Gên. 37:5-11)

Outro fato piorava ainda mais as relações entre José e seus irmãos. ”Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai.” (Gên. 37:2).

“Ninguém gosta de ser denunciado e, independentemente de como a conduta dos irmãos fosse ruim, certamente eles não apreciavam que José a informasse ao seu pai. Embora o texto não diga especificamente o que eles faziam, considerando seu comportamento passado, muito provavelmente era algo que precisava ser resolvido antes que trouxessem ainda mais vergonha e dificuldade sobre si mesmos e sua família.”

“Finalmente, também, talvez a questão principal era que, como a Bíblia diz: ‘Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos’ (Gn 37:3). Os irmãos não eram tolos; eles certamente captaram a atitude do seu pai, o que tornou ainda mais complicada a situação, que já era ruim.”

“Por isso, por mais indesculpável que fossem as ações dos irmãos para com José, esse ambiente nos ajuda a entender melhor a causa delas.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 18 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A origem de um desastre familiar

Lições da Bíblia.

“Como sabemos, a vida não vem lacrada, em categorias distintas e separadas, ou em seções. Todas as coisas causam impacto em quase tudo. Na verdade, a teoria da relatividade geral de Einstein ensina que toda matéria no Universo tem uma atração gravitacional sobre todos os outros elementos. Ou seja, seu corpo exerce uma força gravitacional, não apenas sobre seu vizinho, mas igualmente sobre o Sol, e sobre tudo o mais no mundo criado.”

“Evidentemente, não precisamos de uma lição de física para reconhecer que as obras e ações de uma pessoa podem afetar os outros de forma radical e até trágica, mesmo em gerações futuras. O que somos, onde estamos, por que somos o que somos; tudo foi afetado em certa medida pelas ações de outros completamente fora de nosso controle. Assim, precisamos ter muito cuidado com relação às coisas que dizemos e fazemos, pois quem sabe se o impacto que os nossos atos e palavras produzirão sobre os outros será para o bem ou para o mal, a curto e a longo prazo?”

Em Gênesis 24 e 29:21-30 encontramos a formação de duas famílias, entretanto com estruturas distintas que fizeram a diferença. “Isaque se casou com Rebeca. Mas Jacó se casou com Lia e Raquel, causando ciúmes na família.” “E disse Abraão ao seu servo, o mais antigo da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe a tua mão debaixo da minha coxa, para que eu te faça jurar pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não tomarás para meu filho mulher dentre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito; mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque. […] Tomou, pois, o servo dez dos camelos do seu senhor, porquanto todos os bens de seu senhor estavam em sua mão; e, partindo, foi para a Mesopotâmia, à cidade de Naor. […] Chamaram, pois, a Rebeca, e lhe perguntaram: Irás tu com este homem; Respondeu ela: Irei. […] Assim Rebeca se levantou com as suas moças e, montando nos camelos, seguiram o homem; e o servo, tomando a Rebeca, partiu. […] Saíra Isaque ao campo à tarde, para meditar; e levantando os olhos, viu, e eis que vinham camelos. […] Isaque, pois, trouxe Rebeca para a tenda de Sara, sua mãe; tomou-a e ela lhe foi por mulher; e ele a amou. Assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe. (Gn 24:2-4,10,58,61,63,67). “Então Jacó disse a Labão: Dá-me minha mulher, porque o tempo já está cumprido; para que eu a tome por mulher. […] Â tarde tomou a Léia, sua filha e a trouxe a Jacó, que esteve com ela. […] Assim fez Jacó, e cumpriu a semana de Léia; depois Labão lhe deu por mulher sua filha Raquel. […] Então Jacó esteve também com Raquel; e amou a Raquel muito mais do que a Léia; e serviu com Labão ainda outros sete anos.” (Gn 29:21,23,28,30) .

“O pecado de Jacó e o séquito de acontecimentos que determinou não deixaram de exercer influência para o mal, influência essa que revelou seu amargo fruto no caráter e vida de seus filhos. Chegando esses filhos à virilidade, desenvolveram graves defeitos. Os resultados da poligamia foram manifestos na casa. Este terrível mal tende a secar as próprias fontes do amor, e sua influência enfraquece os laços mais sagrados. O ciúme das várias mães havia amargurado a relação da família; os filhos cresceram contenciosos, e sem a devida sujeição; e a vida do pai se obscureceu pela ansiedade e dor.” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 208, 209).

“Que coisas transmitidas a você estavam fora do seu controle? Muita coisa, não é? Agora mesmo, pense em algumas decisões importantes que você tomará. Reflita: Como essas escolhas poderiam afetar os outros? Você realmente deseja que isso aconteça?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 17 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A túnica de várias cores

Lições da Bíblia.

“E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores” (Gn 37:3, RC).

“Como seres livres, podemos optar por ignorar Deus e colocá-Lo na periferia. Mas isso pode trazer consequências desastrosas, a maioria das quais resulta do curso da natureza e destino humanos. Assim, devemos fazer da sabedoria de Deus a principal influência em nossas decisões. Entre os muitos desafios que Jacó enfrentou em suas relações familiares, seu pesar pela perda do filho foi um dos mais dolorosos. No entanto, Deus usou essa situação para salvar muitos durante uma fome generalizada e trouxe também cura para a família de Jacó.”

“A semente, por assim dizer, dessa história toda, começou em Gênesis 29, com Jacó e suas esposas e concubinas. Um pai, quatro mães, doze filhos e uma filha: Não era preciso ser profeta para saber de antemão que essa família se tornaria desajustada e infeliz.”

“Teria sido muito melhor se Jacó houvesse seguido aquele primeiro exemplo típico do Éden: um marido, uma esposa. E ninguém mais. Esse foi o modelo ideal para todos os lares, para todos os tempos.”

“Mas, como vimos, Deus nos criou como seres livres, e essa liberdade inclui a liberdade para fazer o mal. A famosa túnica de várias cores, que talvez foi o símbolo dos erros cometidos por Jacó, revela como um erro pode levar a outros e outros, com consequências muito além do nosso controle.”

“Então, é muito melhor sufocar o pecado logo no começo, antes que ele devore a nós e aqueles a quem amamos.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 16 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Plano da Redenção

Lições da Bíblia.

“A queda do homem encheu o Céu todo de tristeza. O mundo que Deus fizera estava manchado pela maldição do pecado, e habitado por seres condenados à miséria e morte. Não parecia haver meio pelo qual pudessem escapar os que tinham transgredido a lei. Os anjos cessaram os seus cânticos de louvor. Por toda a corte celestial havia pranto pela ruína que o pecado ocasionara.

O Filho de Deus, o glorioso Comandante do Céu, ficou tocado de piedade pela raça decaída. Seu coração moveu-se de infinita compaixão ao erguerem-se diante dEle os ais do mundo perdido. Entretanto o amor divino havia concebido um plano pelo qual o homem poderia ser remido. A lei de Deus, quebrantada, exigia a vida do pecador. Em todo o Universo não havia senão um Ser que, em favor do homem, poderia satisfazer as suas reivindicações. Visto que a lei divina é tão sagrada como o próprio Deus, unicamente um Ser igual a Deus poderia fazer expiação por sua transgressão. Ninguém, a não ser Cristo, poderia redimir da maldição da lei o homem decaído, e levá-lo novamente à harmonia com o Céu. Cristo tomaria sobre Si a culpa e a ignomínia do pecado – pecado tão ofensivo para um Deus santo que deveria separar entre Si o Pai e o Filho. Cristo atingiria as profundidades da miséria para libertar a raça que fora arruinada.

Perante o Pai pleiteou Ele em prol do pecador, enquanto a hoste celestial aguardava o resultado com um interesse de tal intensidade que palavras não o poderão exprimir. Mui prolongada foi aquela comunhão misteriosa – o ‘conselho de paz’ (Zac. 6:13) em prol dos decaídos filhos dos homens. O plano da salvação fora estabelecido antes da criação da Terra; pois Cristo é ‘o Cordeiro morto desde a fundação do mundo’ (Apoc. 13:8); foi, contudo, uma luta, mesmo para o Rei do Universo, entregar Seu Filho para morrer pela raça culposa. Mas ‘Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna’. João 3:16. Oh, que mistério da redenção! o amor de Deus por um mundo que O não amou! Quem pode conhecer as profundidades daquele amor que ‘excede todo o entendimento?’ Durante séculos eternos, mentes imortais, procurando entender o mistério daquele amor incompreensível, maravilhar-se-ão e adorarão.” (Ellen G. White, Patriarcas e profetas, p. 63-64).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 15 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Vestes de pele

Lições da Bíblia.

“Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gn 3:21).

“Ontem vimos a resposta de Adão e Eva ao seu pecado; hoje veremos a resposta de Deus. No texto acima, temos a mensagem do evangelho prefigurada. Primeiro, podemos ver que a cobertura de folhas de figueira de Adão e Eva não foi adequada. Se fosse, não teria havido necessidade de matar animais inocentes para vestir o casal caído. Se fosse suficiente operarmos nossa salvação, Cristo não precisaria ter morrido por nós. Assim como folhas de figueira teriam sido menos dispendiosas e traumáticas que a morte de animais inocentes, também, nossas obras teriam sido menos dispendiosas do que a morte de Jesus. Por isso Ele teve que morrer por nós; por isso animais inocentes foram mortos. Não havia outro caminho.” “É, porventura, a lei contrária às promessas de Deus? De modo nenhum! Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei.” (Gál. 3:21). “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei. (Rom. 3:21-28)

“Em segundo lugar, qual é a principal diferença entre as folhas de figueira e as peles de animais? O que, inevitavelmente, vem destas últimas e que não vem das primeiras? Evidentemente, a resposta é: sangue. Somente isso deveria nos dizer como o evangelho aparece em Gênesis 3:21.” Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida.(Lev. 17:11). Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.” (Apoc. 12:11). “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,” (1 Ped. 1:18-19). “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão. (Heb. 9:22).

“Em terceiro lugar, talvez a parte mais significativa do texto seja a última, que diz: ‘[Ele] os vestiu’ (Gn 3:21). O original hebraico é claro: foi o Senhor que colocou as peles de animais em Adão e Eva. Foi Seu ato em favor deles que cobriu a vergonha de sua nudez. O texto diz apenas que uma ‘pele’ os cobria, mas não nos diz de que tipo. No entanto, não seria difícil fazer uma suposição correta, não é mesmo? ”Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos.” (Gên. 22:8). “e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus!” (João 1:36). “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 14 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Roupas novas

Lições da Bíblia.

“Como sabemos muito bem, mesmo submetidos a um teste muito simples, Adão e Eva falharam. Dizer que os resultados foram trágicos seria, certamente, o maior eufemismo da história humana. O termo ‘trágico’ não comunica plenamente os resultados horríveis da desobediência de nossos pais.”

A primeira coisa que aconteceu depois que Adão e Eva caíram foi percepção de que estavam nus, seus olhos se abriram e tiveram medo. “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?” (Gên. 3:6-11).

“Seus olhos foram abertos, exatamente como Satanás disse que seriam, (‘Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos […]’ Gên. 3:5) só que agora passaram a ver de modo diferente o mundo e a realidade, e não como sempre haviam visto. Ao longo desses versos, o tema da nudez se repete. É o tema predominante na seção. Sua perda da inocência, sua transgressão, sua nova relação com Deus e entre si se manifestaram na sua compreensão de que estavam nus.”

“Observe, também, a pergunta do Senhor para eles: ‘Quem te fez saber que estavas nu?’ (Gn 3:11). Isso implica que, em sua inocência, eles nunca haviam percebido sua nudez. Parecia que esse era um jeito natural de ser, e assim eles nem pensavam nisso. Depois, porém, não só pensavam nisso, mas eram dominados pela vergonha causada pela situação.”

A reação de Adão e Eva à própria nudez ao tentarem se cobrir com folhas de figueira, simbolizava que a salvação pelas obras foi e é inútil; diante de Deus se sentiam nus. “Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. (Gên. 3:7).

“Imagine Adão e Eva se escondendo atrás de alguns arbustos, olhando-se com a boca aberta e tentando se cobrir diante do Senhor. Olhando para as possibilidades de coberturas, devem ter decidido que as folhas de figueira eram as melhores. Assim, temos ali a primeira lição de salvação pelas obras, de seres humanos tentando resolver o problema do pecado por suas próprias obras e ações. Mas a tentativa deles então, não foi mais inútil do que são as nossas tentativas hoje.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 13 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O teste

Lições da Bíblia.

“A lição da semana passada falou sobre uma verdade fundamental: a liberdade que Deus concede aos seres morais. Novamente, sem essa liberdade, eles poderiam fazer coisas ‘morais’, da mesma forma que o alarme de uma casa, que protege as pessoas do crime, faz algo ‘moral’; mas, quem consideraria o alarme ‘moral’? Da mesma forma, seres que não têm nenhuma escolha, exceto fazer o que é certo, também não são ‘morais’. Somente os seres livres podem ser morais.”

“Um teste simples foi dado a Adão e Eva, para ver se, em sua liberdade, eles obedeceriam ao Senhor. Em certo sentido, foi um tempo de prova para essas criaturas livres. Liberdade significa exatamente isto: liberdade. E eles teriam que provar que fariam a coisa certa com a liberdade que lhes foi dada.”

O ambiente tornou sua transgressão muito mais notória, “Éden era um paraíso perfeito; Deus alertou sobre o teste; podiam desfrutar de tudo, exceto de uma árvore.” “Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gên. 2:15-17)

Observe que Satanás distorceu a ordem divina misturando-a com suas mentiras. A ordem de Deus era para comer de todas as árvores, menos uma; além do mais, Satanás desmentiu a Lei de Deus, quanto aos efeitos da desobediência. “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. (Gên. 3:1-4).

“É interessante que a árvore era do ‘bem e do mal’. Deus, obviamente, não queria negar o bem a Adão e Eva. Na verdade, todo o mundo que Deus criou, incluindo eles, era bom, aliás ‘muito bom’ (Gn 1:31). O Senhor queria preservá-los do conhecimento do mal.”

“Isso não é difícil de entender, certo? Mesmo em nosso mundo caído, qual pai não quer proteger seus filhos do conhecimento do mal? Quanto mais, então, Deus desejava também proteger Adão e Eva do mal, do conhecimento daquilo que os levaria a perder suas vestes de luz, e os faria conhecer a vergonha, o sofrimento e morte?”

“O mal nem sempre vem em manifestações gritantes, fáceis de ver e detectar e, muitas vezes, evitar (afinal de contas, quantas pessoas são assassinas em série e coisas afins?). Há, no entanto, manifestações muito sutis do mal. Quais poderiam ser essas? Como podemos aprender a identificar essas formas do mal e nos proteger delas?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 12 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Despidos, mas não envergonhados

Lições da Bíblia.

“Para nós, cujos conceitos do mundo, da realidade e de tudo, na verdade, são filtrados, contaminados e distorcidos pelo pecado, é muito difícil imaginar plenamente a condição moral de Adão e Eva no Éden. Eles não conheciam dor, sofrimento, engano, traição, morte, perda, vergonha, especialmente a vergonha sexual (que é talvez a mais prevalecente hoje, em um mundo tão envolvido nas consequências do pecado).”

O primeiro casal gozava de íntima relação, “Deus criou Eva, da costela de Adão, para ajudá-lo e estar ao seu lado. Quando se uniram, eram uma só carne.” “Deu nome o homem a todos os animais domésticos, às aves dos céus e a todos os animais selváticos; para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea. Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam.” (Gên. 2:20-25)

“Como ‘uma só carne’ (Gn 2:24), Adão e Eva eram próximos então, não só de Deus, mas um do outro. O texto é muito claro, muito definido: eles estavam nus e não se envergonhavam (v. 25). Isso demonstra pureza e inocência!”

“Esse casal, que não tinha pecados, não fazia uso de vestes artificiais; estavam revestidos de uma cobertura de luz e glória, idêntica à dos anjos. Enquanto viveram em obediência a Deus, essa veste de luz continuou a envolvê-los” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 45).

“Não nos é dito como essa luz se parecia exatamente, como funcionava, nem qual era seu propósito. Apenas que, mesmo com essa luz, eles ainda eram considerados ‘nus’. O fato de que eles não tinham vergonha deve ter significado que essa cobertura de luz não escondia completamente sua nudez, mas, naquele ambiente sem pecado, isso não importava, pois havia inocência.”

“Em certo sentido, a ênfase na nudez parece revelar a condição de proximidade física desfrutada pelo casal sem pecado. Havia uma sinceridade, uma transparência, uma inocência sobre eles e sobre tudo que faziam, que tornava possível esse estado de coisas. Eles viviam em completa honestidade, franqueza e liberdade entre si e diante de Deus. Afinal de contas, foi assim que o Senhor ordenou. Como isso deve ter sido agradável!”

“Quanta sinceridade e transparência existem em sua vida? Ou você está constantemente escondendo as coisas, pegando atalhos morais, disfarçando-se em capas que não revelam o que realmente está acontecendo? (‘Portanto, não os temais; pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido.’ Mat. 10:26). Nesse último caso, que aspectos de sua vida você deve começar a mudar?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 11 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF