Sobre asas de águia

Lições da Bíblia1

Israel esteve imerso no paganismo egípcio por longos e difíceis séculos, uma experiência que evidentemente obscureceu seu conhecimento de Deus, de Sua vontade e bondade.

Como o Senhor poderia recuperá-los para Si?

Primeiramente, Ele demonstrou a sinceridade de Seu amor por Israel mediante poderosos atos de libertação. Ele começou a atrair a nação a uma resposta de amor à Sua proposta de aliança. Deus primeiramente lembrou a nação dos atos de graça em seu favor no Sinai.

1. Quais dessas ilustrações descrevem a maneira pela qual o Senhor levou Israel do Egito para o Sinai? Êx 19:4; Dt 32:10-12; Dt 1:29-31; Os 11:1

Êx 19:4 (ARA)2: “Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim.

Dt 32:10-12 (ARA)2: 10 Achou-o numa terra deserta e num ermo solitário povoado de uivos; rodeou-o e cuidou dele, guardou-o como a menina dos olhos. 11 Como a águia desperta a sua ninhada e voeja sobre os seus filhotes, estende as asas e, tomando-os, os leva sobre elas, 12 assim, só o Senhor o guiou, e não havia com ele deus estranho.”

Dt 1:29-31 (ARA)2: “29 Então, eu vos disse: não vos espanteis, nem os temais. 30 O Senhor, vosso Deus, que vai adiante de vós, ele pelejará por vós, segundo tudo o que fez conosco, diante de vossos olhos, no Egito, 31 como também no deserto, onde vistes que o Senhor, vosso Deus, nele vos levou, como um homem leva a seu filho, por todo o caminho pelo qual andastes, até chegardes a este lugar.”

Os 11:1 (ARA)2: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho.”

2. O que essas ilustrações ensinaram a Israel e a nós sobre a natureza da atitude de Deus em relação ao Seu povo?

A (  ) Que Ele cuidava de Seu povo com um pai cuida de seu filho.
B (   ) Que Ele tinha pocas expectativas para Israel.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

Essas ilustrações indicam que Deus conhece bem nosso desamparo. Leia o Salmo 103:13, 14 [“13 Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem. 14 Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.”]. Nas figuras da águia e do pai que carrega seu filho, percebemos a preocupação de Deus com nosso bem-estar. Terno, apoiador, protetor, encorajador, Seu desejo é nos conduzir à plena maturidade.

“A águia era conhecida por sua devoção incomum aos seus filhotes. Também vivia no topo das montanhas. Ao ensinar suas crias a voar, ela as levava nas costas a grandes alturas sobre as planícies do Sinai, e então as soltava nas profundezas. Se a avezinha era ainda muito jovem e desnorteada para voar, a águia-mãe mergulhava por debaixo dela, tomava-a nas costas e voava de volta para o ninho nos penhascos acima. E foi assim, disse Deus, que ‘os tirei do Egito para Mim mesmo’” (George A. F. Knight, Theology of Narration [Teologia da Narração]; Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans, 1976, p. 128).

Compare o interesse de Deus em nós com o nosso interesse pelos outros. Como Seu interesse por nós influencia nosso interesse pelas pessoas? Com base em sua experiência, quais ilustrações podem descrever o interesse altruísta de Deus por nós? Crie ilustrações a partir de suas experiências, de acordo com a cultura em que você vive. Compartilhe-as com a classe.

Domingo, 09 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O compassivo cuidado de nosso Pai celestial

Lições da Bíblia

“É importante saber que Alguém cuida de nós. Mesmo que algumas pessoas sejam indiferentes e negligentes em relação a nós, Jesus ensinou que nosso Pai celestial cuida de nós de todas as formas possíveis. Sua misericórdia e ternura não estão sujeitas aos altos e baixos tão comuns nos temperamentos humanos. Seu amor é firme e imutável, independentemente das circunstâncias.”1

“6. Leia Mateus 6:25-34. O que o texto revela sobre Deus? Como podemos aprender a confiar mais nEle?”1 “25 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? 26 Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? 27 Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? 28 E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. 29 Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? 31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? 32 Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; 33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. 34 Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” (Mateus 6:25-34 RA)2. O texto apresenta o contraste entre o homem e outras criaturas muitas vezes consideradas simples ou até insignificantes, se Deus cuida de todas elas quanto mais não cuidaria do ser humano. Temos que crê que Deus se importa conosco e nos proporciona o que realmente necessitamos provando diariamente o seu amor para conosco.

“Não há em nossa vida um capítulo demasiadamente obscuro que Ele não possa ler; perplexidade alguma por demais intrincado que Ele não a possa resolver. Nenhuma calamidade poderá sobrevir ao mais humilde de Seus filhos, ansiedade alguma a atormentá-lo, nenhuma alegria possui-lo, nenhuma prece sincera escapar dos seus lábios, sem que seja observada pelo nosso Pai celestial, ou sem que Lhe atraia o imediato interesse. Ele ‘sara os quebrantados de coração e liga-lhes as feridas’ (Si 147:3, ARC). O relacionamento entre Deus e cada pessoa é tão particular e íntimo como se não existisse nenhuma outra para compartilhar Seu cuidado, nem outra criatura por quem Ele houvesse dado Seu amado Filho” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 100).”1

“Diante dessas palavras encorajadoras, não podemos ignorar o fato de que a tragédia e o sofrimento nos atingem. Mesmo na passagem da lição de hoje, Jesus disse: ‘Basta ao dia o seu próprio mal’ (Mt 6:34), o que implica que nem tudo correrá bem para nós. Temos que viver com o mal e suas consequências dolorosas. O ponto é que, mesmo em meio a tudo isso, temos a certeza do amor do Pai por nós, um amor revelado de muitas maneiras, acima de tudo, pela cruz. Como é importante, então, manter constantemente os dons e bênçãos de nosso Pai celestial diante de nós. Do contrário, podemos facilmente ficar desanimados quando o mal nos atinge, o que inevitavelmente acontece.”1

Durante um momento de crise, de que forma você conseguiu ver a realidade do amor de Deus? O que você aprendeu com essa experiência, que possa ajudar alguém que, em meio às lutas, questiona a realidade do amor divino?

Quarta-feira, 02 de julho de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Ensino de Jesus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 477, Jul. Ago. Set. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um instrumento incomum. (1Rs 17:7-12)

Lições da Bíblia.

“Mas, passados dias, a torrente secou, porque não chovia sobre a terra. Então, lhe veio a palavra do SENHOR, dizendo: Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida. Então, ele se levantou e se foi a Sarepta; chegando à porta da cidade, estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, uma vasilha de água para eu beber. Indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me também um bocado de pão na tua mão. Porém ela respondeu: Tão certo como vive o SENHOR, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para o meu filho; comê-lo-emos e morreremos.” (1 Reis 17:7-12).

“A viúva, lá fora, ajuntando lenha para fazer uma última refeição para si mesma e para o filho, imediatamente reconheceu Elias como um crente em Deus. O texto não diz o que foi, mas algo a fez saber que Elias era um adorador do Senhor.”

“A viúva havia chegado ao extremo de sua carência.” A frase: “Para que a comamos e depois morramos” (NVI) 1Rs 17:12, é uma evidência do limite humano.

“Deus cuidava da vida de Seu profeta, que estava em Suas mãos.” “Retira-te daqui, vai para o lado oriental e esconde-te junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão. Beberás da torrente; e ordenei aos corvos que ali mesmo te sustentem.” (1 Reis 17:3-4) ”Então, lhe veio a palavra do SENHOR, dizendo: Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida.” (1 Reis 17:8-9)

“Deus dirigiu e guiou Seu profeta Elias a fim de salvar sua vida. Primeiramente, ordenou-lhe que se escondesse junto ao ribeiro de Querite. Os corvos tiveram ordens de alimentá-lo. Em seguida, Deus ordenou novamente e enviou Elias a Sarepta, onde ordenou que uma viúva (v. 9) o alimentasse. Essa viúva parecia ser um instrumento incomum para Deus. Ela não era israelita. Era uma viúva sem posição social e sem influência nem poder. Ela mesma estava quase morrendo de fome. Que lição incrível podemos aprender observando essa estratégia divina! Na maioria das vezes, Deus nos escolhe, não por qualquer habilidade em particular que tenhamos, mas apesar de nossas debilidades (2Co 12:9).”

“[…] Deus não tem as mesmas limitações humanas. É Deus quem ordena nesta história. Ao longo da narrativa, está claro que Deus está no controle, algo também muito importante no contexto maior do ministério de Elias na grande batalha entre o Senhor e Baal. Nada e ninguém pode impedir o cumprimento da vontade de Deus. Mais tarde, na história, veremos que nem mesmo a morte pode interferir nos propósitos de Deus. Embora sejam lançados sobre nós coisas e eventos nocivos ou prejudiciais à nossa vida, os propósitos de Deus para nós sempre são bons (Jr 29:11), embora não possamos ver isso imediatamente. Precisamos aprender a confiar nEle em todas as situações, tanto nas boas como nas más, pois inevitavelmente nos encontraremos em ambas.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – segunda-feira 06 de dezembro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF