Escrito em pedras

Lições da Bíblia1:

4. Leia Josué 8:32-35. Qual é o significado do ato descrito nesses versos e o que ele nos ensina hoje?

Josué 8:32-35 (NAA)2: 32 Ali Josué escreveu, em pedras, uma cópia da lei de Moisés, que este já havia escrito diante dos filhos de Israel. 33 Todo o Israel, tanto estrangeiros como naturais, com os seus anciãos, os seus chefes e os seus juízes estavam de um e de outro lado da arca, diante dos sacerdotes levitas que levavam a arca da aliança do Senhor. Metade deles se postou em frente do monte Gerizim, e a outra metade, em frente do monte Ebal, como Moisés, servo do Senhor, havia ordenado anteriormente, para que o povo de Israel fosse abençoado. 34 Depois, Josué leu todas as palavras da lei, a bênção e a maldição, segundo tudo o que está escrito no Livro da Lei. 35 Não houve uma só palavra, de tudo o que Moisés havia ordenado, que Josué não lesse para toda a congregação de Israel, e para as mulheres, as crianças e os estrangeiros que viviam no meio deles.

O monte Ebal é mencionado apenas em Deuteronômio (Dt 11:29; 27:4, 13) e no livro de Josué (Js 8:30, 33). Junto com o monte Gerizim, era o local onde as bênçãos e maldições da aliança deveriam ser proferidas. Mais especificamente, o monte Ebal seria o local das maldições (Dt 11:29; 27:4, 13). Lá os israelitas deveriam ficar de pé em ambos os lados da arca na presença dos sacerdotes (Js 8:33). Um grupo ficou em frente ao monte Ebal, e o outro em frente ao monte Gerizim. Com isso, eles representavam simbolicamente as duas maneiras possíveis de se relacionar com a aliança. Os sacrifícios oferecidos nesse local apontavam para Jesus, que tomou sobre Si as maldições da aliança, para que todos os que cressem Nele pudessem desfrutar dessas bênçãos (Gl 3:13; 2Co 5:21).

5. Por que era necessário escrever uma cópia da aliança em um monumento, visível a todos? Dt 4:31; 6:12; 8:11, 14; 2Rs 17:38; Sl 78:7

Dt 4:31 (NAA)2: então o Senhor, o Deus de vocês, não os abandonará, porque é Deus misericordioso, nem os destruirá, nem se esquecerá da aliança que jurou aos pais de vocês.

Dt 6:12 (NAA)2: tenham o cuidado de não esquecer o Senhor, que os tirou da terra do Egito, da casa da servidão.

Dt 8:11, 14 (NAA)2:  Tenham o cuidado de não se esquecer do Senhor, seu Deus, deixando de cumprir os seus mandamentos, os seus juízos e os seus estatutos, que hoje lhes ordeno. […] 14 se eleve o seu coração e vocês se esqueçam do Senhor, seu Deus, que os tirou da terra do Egito, da casa da servidão,

2Rs 17:38 (NAA)2: Não se esqueçam da aliança que fiz com vocês e não adorem outros deuses.

Sl 78:7 (NAA)2: para que pusessem a sua confiança em Deus e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos;

Nós, seres humanos, frequentemente esquecemos as coisas com facilidade. À medida que acumulamos as crescentes e desconcertantes demandas da vida cotidiana, nossa atenção se concentra em períodos de tempo cada vez mais curtos. Isso nos faz esquecer, muitas vezes, aquilo que não ocorre com a mesma frequência ou intensidade. Em cada Ceia do Senhor, temos uma oportunidade especial para nos comprometer novamente com Cristo e renovar nosso vínculo com a aliança. É fundamental enxergar essas ocasiões não apenas como momentos de reconsagração pessoal, mas também como oportunidades de renovação coletiva da nossa fidelidade a Deus. Em uma sociedade cada vez mais voltada para o individualismo, é essencial redescobrir o poder de pertencer a uma comunidade que compartilha a mesma visão de mundo, valores, crenças e missão.

Por que é tão fácil esquecer do Senhor e confiar apenas em nossas forças, especialmente quando tudo vai bem?

Quarta-feira, 12 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Altares de renovação

Lições da Bíblia1:

Qual foi a motivação de Josué para construir um altar para o Senhor? Leia Josué 8:30, 31. Compare com Deuteronômio 11:26-30; 27:2-10.

Josué 8:30, 31 (NAA)2: 30 Então Josué edificou um altar ao Senhor, Deus de Israel, no monte Ebal, 31 como Moisés, servo do Senhor, havia ordenado aos filhos de Israel, segundo o que está escrito no Livro da Lei de Moisés, a saber, um altar de pedras toscas, que não tinham sido trabalhadas com instrumentos de ferro. Sobre esse altar ofereceram holocaustos ao Senhor e apresentaram ofertas pacíficas.

Deuteronômio 11:26-30 (NAA)2: 26 — Eis que hoje eu ponho diante de vocês a bênção e a maldição: 27 a bênção, se cumprirem os mandamentos do Senhor, seu Deus, que hoje eu lhes ordeno; 28 a maldição, se não cumprirem os mandamentos do Senhor, seu Deus, mas se desviarem do caminho que hoje eu lhes ordeno, para seguirem outros deuses que vocês não conheciam. 29 Quando o Senhor, o Deus de vocês, os tiver levado para a terra da qual tomarão posse, vocês pronunciarão a bênção sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Ebal. 30 Esses montes estão do outro lado do Jordão, na direção do pôr do sol, na terra dos cananeus, que habitam na Arabá, em frente de Gilgal, junto aos carvalhais de Moré.

Deuteronômio 27:2-10 (NAA)2: 2 No dia em que vocês passarem o Jordão e entrarem na terra que o Senhor, seu Deus, lhes dá, levantem pedras grandes e pintem-nas com cal. 3 Ao passarem, escrevam nessas pedras todas as palavras desta lei, para que vocês entrem na terra que o Senhor, seu Deus, lhes dá, terra que mana leite e mel, como o Senhor, o Deus dos seus pais, lhes prometeu. 4 Quando vocês tiverem passado o Jordão, levantem essas pedras no monte Ebal, como hoje lhes ordeno, e pintem-nas com cal. 5 Ali vocês devem construir um altar ao Senhor, seu Deus, altar de pedras que não tenham sido trabalhadas com instrumentos de ferro. 6 Construam o altar do Senhor, seu Deus, com pedras toscas e sobre este altar lhe ofereçam holocaustos. 7 Também sacrifiquem ofertas pacíficas; comam ali e alegrem-se na presença do Senhor, seu Deus. 8 Nessas pedras, escrevam, de forma bem nítida, todas as palavras desta lei. 9 Moisés, juntamente com os sacerdotes levitas, disse ainda a todo o Israel: — Fique em silêncio e escute, ó Israel! Hoje vocês vieram a ser o povo do Senhor, seu Deus. 10 Portanto, obedeçam à voz do Senhor, seu Deus, e cumpram os mandamentos e os estatutos que hoje lhes ordeno.

Na época dos patriarcas, os altares marcavam o caminho de sua peregrinação e se tornavam representações concretas de que aquele território, que havia sido prometido por Deus, pertencia a eles. Agora, ao erguer um altar, os israelitas estavam testemunhando o cumprimento das promessas feitas aos seus antepassados. Neste caso, a construção do altar era o cumprimento direto das instruções das por Moisés (Dt 11:26-30; 27:2-10).

Josué 8:30-35 desempenha um papel significativo na mensagem teológica do livro. Ao conectar uma das histórias mais horripilantes e violentas – a guerra – a algo totalmente diferente, como uma cena de reafirmação da aliança – a adoração –, Josué nos remete a um dos temas teológicos mais importantes destacados no início do livro: a tarefa de conduzir Israel a uma vida de obediência à aliança (Js 1:7). Essa mesma responsabilidade é refletida nas palavras finais de Josué ao povo (Js 24).

Apesar da importância da guerra e da conquista, há algo ainda mais fundamental: a lealdade às exigências da lei de Deus. A conquista era apenas um passo no cumprimento do plano de Deus para Israel e da restauração de toda a humanidade. A fidelidade aos preceitos da Torá é a questão central no destino da humanidade. Josué escreveu a cópia da lei em grandes pedras caiadas, distintas das pedras do altar (compare com Dt 27:2-8). Assim, as pedras, que provavelmente continham os Dez Mandamentos, formavam um monumento separado nas proximidades do altar, lembrando constantemente os israelitas dos privilégios e deveres que faziam parte da aliança.

Josué prenuncia o Yehoshua (Jesus) do NT, cuja missão era, entre outras coisas, levar a humanidade de volta à obediência a Deus. Para atingir esse objetivo, Ele teve que empreender um conflito com os poderes do mal. Seu objetivo final era cumprir os requisitos da aliança em nosso favor: “Em Cristo, cada uma das promessas de Deus é ‘sim’. Por essa razão, por meio Dele dizemos ‘Amém’ para a glória de Deus” (2Co 1:20, NVI).

Que práticas espirituais dos dias de hoje cumprem função semelhante à de construir um altar nos tempos antigos?

Terça-feira, 11 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Páscoa

Lições da Bíblia1:

2. Por que é relevante que Josué tenha escolhido celebrar a Páscoa apesar da tarefa enorme e urgente de conquistar a Terra Prometida? Js 5:10; Êx 12:6; Lv 23:5; Nm 28:16; Dt 16:4, 6

Js 5:10 (NAA)2: Enquanto os filhos de Israel estavam acampados em Gilgal, celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, nas campinas de Jericó.

Êx 12:6 (NAA)2: Vocês guardarão o cordeiro até o décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o matará no crepúsculo da tarde.

Lv 23:5 (NAA)2: no primeiro mês, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a Páscoa do Senhor.

Nm 28:16 (NAA)2: No primeiro mês, aos catorze dias do mês, é a Páscoa do Senhor.

Dt 16:4, 6 (NAA)2: 4 Durante os sete dias nenhum fermento deve ser encontrado com vocês, em todo o seu território. Também da carne do animal que vocês sacrificarem à tarde, no primeiro dia, nada deve ficar até a manhã seguinte. 5 Vocês não podem sacrificar a Páscoa em nenhuma das cidades que o Senhor, seu Deus, lhes dá, 6 a não ser no lugar que o Senhor, seu Deus, escolher para ali fazer habitar o seu nome. Ali vocês devem oferecer o sacrifício da Páscoa à tarde, ao pôr do sol, na hora em que saíram do Egito.

A segunda atividade importante que antecedeu a conquista foi a celebração da Páscoa. Ela aconteceu na noite do décimo quarto dia do mês, em atenta conformidade com as instruções dadas por Deus. O significado simbólico da observância da Páscoa é especialmente enfatizado: os eventos no livro de Josué refletem aqueles do Êxodo. A Páscoa remete à noite da décima praga (Êx 12), quando o anjo do Senhor matou todos os primogênitos do Egito e poupou os israelitas. Em seguida, ocorreu a saída do Egito, a travessia do Mar Vermelho e a jornada pelo deserto.

Por outro lado, a história da segunda geração começou no deserto, continuou com a travessia do Jordão, envolveu a circuncisão e a celebração da Páscoa, e levou ao momento crucial em que outra intervenção miraculosa do Senhor era esperada contra os inimigos de Israel, os habitantes de Canaã. Junto com todos os atos anteriores, a celebração da Páscoa marcou o início de uma nova era na história de Israel.

Além disso, por meio do símbolo do cordeiro sacrifical, a Festa da Páscoa apontava para a redenção dos israelitas da escravidão egípcia. Contudo, também apontava para o seu cumprimento antitípico no Cordeiro de Deus, que nos resgatou da escravidão do pecado (Jo 1:29, 36; 1Co 5:7; 1Pe 1:18, 19). Na Ceia do Senhor, antes de Se oferecer como o sacrifício supremo, Jesus transformou a Páscoa em um memorial de Sua morte (Mt 26:26-29; 1Co 11:23-26).

No entanto, a Páscoa e a Ceia do Senhor sinalizam uma realidade ainda mais gloriosa: a multidão redimida entrando na Canaã celestial. No Apocalipse, João retrata esse evento antitípico de “travessia” como os 144 mil caminhando sobre o mar de vidro, que é o antítipo do Mar Vermelho e do rio Jordão, diante do trono de Deus (Ap 4:6; 7:9, 10). Eles celebrarão a antitípica Páscoa e a Ceia do Senhor durante as bodas do Cordeiro (Mt 26:29; Ap 19:9).

Mesmo quando não estamos celebrando a Ceia do Senhor, como podemos manter a realidade da cruz sempre diante de nós?

Segunda-feira, 10 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Primeiro a aliança

Lições da Bíblia1:

1. Leia Josué 5:1-7. Por que o Senhor ordenou a Josué que circuncidasse a segunda geração de israelitas naquele momento específico da conquista de Canaã?

Josué 5:1-7 (NAA)2: 1 Quando todos os reis dos amorreus que habitavam deste lado do Jordão, a oeste, e todos os reis dos cananeus que estavam junto ao mar ouviram que o Senhor tinha secado as águas do Jordão diante dos filhos de Israel, até que tivéssemos passado, o coração deles se derreteu de medo e ficaram desanimados, por causa dos filhos de Israel. 2 Naquele tempo o Senhor disse a Josué: — Faça facas de pedra e passe de novo a circuncidar os filhos de Israel. 3 Então Josué fez facas de pedra e circuncidou os filhos de Israel em Gibeate-Haralote. 4 Foi esta a razão por que Josué os circuncidou: todo o povo que tinha saído do Egito, os homens, todos os homens de guerra, tinham morrido pelo caminho, no deserto. 5 Porque todo o povo que saiu do Egito estava circuncidado, mas a nenhum deles que havia nascido no deserto, pelo caminho, depois de terem saído do Egito, haviam circuncidado. 6 Porque os filhos de Israel andaram quarenta anos pelo deserto, até desaparecer toda a nação, a saber, os homens de guerra que saíram do Egito, que não obedeceram à voz do Senhor, aos quais o Senhor tinha jurado que não lhes deixaria ver a terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a seus pais, terra que mana leite e mel. 7 Porém em seu lugar pôs os filhos deles, e a estes Josué circuncidou. Estavam incircuncisos, porque não os circuncidaram no caminho.

Após a exploração do país, o relato encorajador dos espias e a travessia miraculosa do Jordão, poderíamos esperar um ataque imediato ao inimigo. No entanto, havia algo mais importante do que a conquista militar: a aliança de Israel com Deus. Antes que a nova geração pudesse se envolver na tomada do território, ela precisava estar totalmente ciente de seu relacionamento especial com o Dono daquele território. A renovação do sinal da aliança veio como uma resposta ao ato miraculoso e de graça de Deus ao guiar Israel em segurança através do Jordão.

Nossa aliança com Deus deve ser sempre uma resposta de gratidão pelo que Ele já fez por nós, e nunca uma tentativa de obter benefícios por meio de uma obediência legalista às Suas exigências (esse conceito foi fundamental nos conflitos de Paulo com aqueles que insistiam em que os gentios convertidos fossem circuncidados, como vemos claramente na Carta aos Gálatas).

Israel estava à beira da maior campanha militar de sua história, e poderíamos esperar que todo o acampamento estivesse focado nos preparativos de guerra. Na verdade, estava, mas não da maneira convencional. Em vez de preparar os cavalos e afiarem as espadas, eles se dedicaram a um ritual que deixou a maior parte da força de combate vulnerável por pelo menos três dias.

Eles fizeram isso para celebrar seu relacionamento com Deus, que os havia libertado do Egito. Por quê? Porque reconheciam que a batalha pertence ao Senhor. Era Ele quem lhes concedia vitória e êxito. Jesus apresentou o mesmo princípio em palavras diferentes: “Busquem em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas” (Mt 6:33). Na maioria das vezes, a vida cotidiana parece nos pressionar com a urgência de tantas coisas importantes que esquecemos de dar prioridade à coisa mais importante em nossa vida: a renovação diária de nosso compromisso com Cristo.

Por que é fácil deixar Deus de lado por coisas que parecem mais “importantes”? Como podemos combater essa tendência?

Domingo, 09 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Lealdade suprema: adoração em zona de guerra

Lições da Bíblia1:

“Mas busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas” (Mt 6:33).

Leituras da semana: Js 5:1-7; Êx 12:6; 1Co 5:7; Js 8:30-35; Dt 8:11, 14; Hb 9:11, 12

Nesta semana, estudaremos alguns momentos importantes durante a conquista da Terra Prometida, nos quais Israel se reconsagrou ao Senhor, às vezes diante de um perigo iminente. Josué tomou a decisão aparentemente irracional de circuncidar os israelitas em território inimigo (Js 5:1-9); celebrar a Páscoa diante de um perigo iminente (Js 5:10-12); construir um altar e adorar o Senhor enquanto a conquista estava a todo vapor (Js 8:30-35); e montar o tabernáculo do Senhor quando sete tribos em Israel ainda não haviam recebido sua herança (Js 18:1, 2).

Em meio à correria da vida, tendemos a focar nas urgências que surgem diariamente. Com frequência, deixamos de lado momentos de qualidade para renovar nosso compromisso com Deus, fazer uma pausa e expressar gratidão por tudo o que Ele tem feito e continua a fazer por nós. O culto matutino e vespertino, assim como o altar da família, parecem fora de lugar em nossa rotina agitada, guiada pela conveniência e pela busca de realizações pessoais. Contudo, no fundo, todos sabemos que os momentos passados com Deus e com nossos entes queridos são o uso mais valioso de nosso tempo limitado.

Sábado, 08 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O inimigo interno – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 430-435 (“As muralhas de Jericó”).

“O pecado mortal que determinou a ruína de Acã teve suas raízes na cobiça, um dos pecados mais comuns e aos quais as pessoas dão menos importância. […]

“Acã reconheceu sua culpa quando era tarde demais para que a confissão o beneficiasse. […] Tinha ouvido o anúncio de que um grande crime havia sido cometido. E não somente isso: tinha ouvido até mesmo, de forma clara, de que crime se tratava. No entanto, seus lábios permaneceram fechados. Então começou a investigação solene. Ele se encheu de terror ao ver sua tribo ser apontada e, em seguida, sua família e sua casa! Ainda assim não fez confissão alguma até que o dedo de Deus apontou para ele. Então, quando seu pecado já não podia mais ser escondido, admitiu a verdade. Como é frequente esse tipo de confissão! Há uma grande diferença entre admitir fatos depois de terem sido provados e confessar pecados conhecidos unicamente por nós mesmos e Deus. Acã não teria confessado seu crime se não tivesse esperado que isso o isentasse das consequências. Sua confissão serviu apenas para mostrar que o castigo era justo. Seu arrependimento não foi sincero; não houve tristeza pelo pecado, mudança de propósito nem aversão ao mal” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 433-435).

Perguntas para consideração

1. Discuta a importância do décimo mandamento (Êx 20:17) em um mundo dominado por propagandas e consumismo. Como podemos distinguir entre um desejo e uma necessidade, e por que essa distinção é importante?

2. Leia a oração registrada em Daniel 9:4-19. Por que é tão relevante que o profeta, ao confessar os pecados de Israel, tenha se incluído, dizendo: “nós fizemos todas essas coisas ruins”, embora não tenhamos registro de que o próprio Daniel tenha feito o mal?

3. Por que a obediência dos israelitas a todos os “estatutos e juízos” era tão importante para seu testemunho? Esse mesmo princípio se aplica à igreja hoje? Nosso testemunho seria mais eficaz se seguíssemos tudo o que nos foi dado por Deus?

Sexta-feira, 07 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Testemunha do poder de Deus

Lições da Bíblia1:

Como estudamos na lição 5, Deus tinha dado às nações pagãs a oportunidade de conhecê-Lo e se afastar de seus maus caminhos. Elas, no entanto, recusaram e estavam, no fim das contas, enfrentando o juízo divino.

5. Leia Josué 7:6-9, que trata da reação inicial de Josué à calamidade que se abateu sobre eles. Observe especialmente o verso 9. Que princípio teológico importante é encontrado nas palavras de Josué?

Josué 7:6-9 (NAA)2: 6 Então Josué rasgou a sua roupa e se prostrou com o rosto em terra diante da arca do Senhor até a tarde, ele e os anciãos de Israel; e puseram pó sobre a cabeça. 7 E Josué disse: — Ah! Senhor Deus, por que fizeste este povo passar o Jordão, para nos entregares nas mãos dos amorreus, para sermos destruídos? Antes tivéssemos nos contentado em ficar do outro lado do Jordão! 8 Ah! Senhor, que direi? Pois Israel virou as costas diante dos seus inimigos! 9 Quando os cananeus e todos os moradores da terra ouvirem isto, nos cercarão e apagarão o nosso nome da face da terra; e, então, que farás ao teu grande nome?

A princípio, Josué parece estar dizendo o mesmo que os israelitas em meio às suas dificuldades após deixarem o Egito. Eles disseram: “Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão à vontade! Pois vocês nos trouxeram a este deserto a fim de matarem de fome toda esta multidão” (Êx 16:3).

E Josué orou: “Ah! Senhor Deus, por que fizeste este povo passar o Jordão, para nos entregares nas mãos dos amorreus, para sermos destruídos? Antes tivéssemos nos contentado em ficar do outro lado do Jordão!” (Js 7:7).

Logo depois, porém, Josué expressou sua grande preocupação com os danos que o nome e a reputação de Deus sofreriam com essa derrota: “Quando os cananeus e todos os moradores da terra ouvirem isto, nos cercarão e apagarão o nosso nome da face da terra; e, então, que farás ao Teu grande nome?” (Js 7:9).

Isso revela um tema e um princípio que era central para os propósitos de Deus para com Israel. Embora o Senhor quisesse que as nações pagãs ao redor deles vissem as grandes coisas que Ele faria por Seu povo que O obedecesse, elas também poderiam, como Raabe fez, aprender sobre o Deus de Israel pelo poder das conquistas de Seu povo. Por outro lado, se as coisas fossem mal, como aconteceu aqui, as nações considerariam o Deus de Israel fraco e ineficiente (ver Nm 14:15, 16; Dt 9:28), o que poderia encorajar a resistência cananita.

Em outras palavras, mesmo no contexto dos hebreus tomando a terra, grandes questões e princípios estavam envolvidos, o que incluía trazer honra e glória a Deus, que também era a única esperança para os pagãos, assim como para Israel.

Leia Deuteronômio 4:5-9 (NAA)2: 5 — Eis que eu lhes tenho ensinado estatutos e juízos, como o Senhor, meu Deus, me ordenou, para que vocês os cumpram na terra que passarão a possuir. 6 Portanto, guardem e cumpram essas leis, porque isto será a sabedoria e o entendimento de vocês aos olhos dos povos que, ouvindo todos esses estatutos, dirão: “De fato, este grande povo é gente sábia e inteligente.” 7 Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? 8 E que grande nação há que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje eu lhes proponho? 9— Tão somente tenham cuidado e guardem bem a sua alma, para que vocês não se esqueçam daquelas coisas que os seus olhos têm visto, e elas não se afastem do seu coração todos os dias da sua vida. Vocês também contarão isso aos seus filhos e aos filhos dos seus filhos.

Que paralelo podemos ver entre o testemunho de Israel ao mundo e o nosso como adventistas do sétimo dia hoje?

Quinta-feira, 06 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Porta de esperança

Lições da Bíblia1:

4. Leia Josué 8:1-29. O que essa história nos diz sobre como Deus pode transformar nossos piores fracassos em oportunidades?

Josué 8:1-29 (NAA)2: 1 O Senhor disse a Josué: — Não tenha medo, nem fique assustado. Leve com você toda a gente de guerra, prepare-se e marche contra a cidade de Ai. Eis que entreguei em suas mãos o rei de Ai, o seu povo, a sua cidade, e a sua terra. 2 Você fará com a cidade de Ai e com o seu rei o que fez com Jericó e com o seu rei, exceto que desta vez vocês poderão saquear os seus despojos e o seu gado. Ponha emboscadas à cidade, por detrás dela. 3 Então Josué se preparou com toda a gente de guerra para marchar contra a cidade de Ai. Josué escolheu trinta mil homens valentes e os enviou de noite. 4 Deu-lhes uma ordem, dizendo: — Ponham-se de emboscada contra a cidade, por detrás dela; não se distanciem muito da cidade; e todos estejam alertas. 5 Eu e todo o povo que está comigo nos aproximaremos da cidade; e, quando eles saírem contra nós, como da primeira vez, fugiremos deles. 6 Vamos deixar que saiam atrás de nós, até que os tiremos da cidade; porque dirão: “Estão fugindo de nós como da primeira vez.” Assim, fugiremos deles. 7 Então vocês sairão da emboscada e tomarão a cidade; porque o Senhor, o seu Deus, entregará a cidade nas mãos de vocês. 8 Depois de tomar a cidade, ponham fogo nela. Façam segundo a palavra do Senhor. Vejam bem: é isto que estou ordenando a vocês. 9 Assim, Josué os enviou, e eles se foram à emboscada; e ficaram entre Betel e Ai, a oeste da cidade de Ai. Porém Josué passou aquela noite no meio do povo. 10 Josué se levantou de madrugada, convocou o povo, e marcharam ele e os anciãos de Israel, diante do povo, contra a cidade de Ai. 11 Marcharam também todos os homens de guerra que estavam com ele. Aproximaram-se e chegaram em frente da cidade; e acamparam do lado norte de Ai. Havia um vale entre eles e a cidade de Ai. 12 Josué reuniu uns cinco mil homens e os pôs entre Betel e Ai, em emboscada, a oeste da cidade. 13 Assim foi disposto o povo: todo o acampamento ao norte da cidade e a emboscada a oeste dela. E naquela noite Josué foi até o meio do vale. 14 E aconteceu que, ao ver isso, o rei da cidade de Ai e os homens daquele lugar se apressaram e, levantando-se de madrugada, saíram de encontro a Israel, à batalha, diante das campinas. Porque o rei não sabia que uma emboscada estava armada contra ele atrás da cidade. 15 Josué e todo o Israel fizeram de conta que estavam sendo derrotados por eles e fugiram pelo caminho do deserto. 16 Por isso todo o povo que estava na cidade foi convocado para os perseguir; e perseguiram Josué e foram afastados da cidade. 17 Nem um só homem ficou em Ai, nem em Betel; todos saíram atrás dos israelitas. Deixaram a cidade aberta e perseguiram Israel. 18 Então o Senhor disse a Josué: — Estenda na direção da cidade de Ai a lança que você tem na mão, porque entregarei a cidade nas suas mãos. E Josué estendeu a sua lança na direção da cidade. 19 Então a emboscada se levantou apressadamente do seu lugar, e, ao estender ele a mão, vieram à cidade e a tomaram; e apressaram-se e puseram fogo nela. 20 Quando os homens da cidade de Ai se viraram para trás, olharam, e eis que a fumaça da cidade subia ao céu, e não puderam fugir nem para um lado nem para outro; porque o povo que fugia para o deserto se voltou contra os que os perseguiam. 21 Quando Josué e todo o Israel viram que a emboscada havia tomado a cidade e que a fumaça da cidade subia, voltaram e atacaram os homens de Ai. 22 Da cidade saíram os outros ao encontro do inimigo, que, assim, ficou no meio de Israel, uns de uma parte, outros de outra. E os atacaram de tal maneira, que nenhum deles sobreviveu, nem escapou. 23 Porém o rei da cidade de Ai foi capturado com vida e levado a Josué. 24 Quando os israelitas acabaram de matar todos os moradores da cidade de Ai no campo e no deserto onde os tinham perseguido, e todos tinham caído a fio de espada e já estavam mortos, todo o Israel voltou à cidade de Ai, e a passaram a fio de espada. 25 Os que morreram naquele dia, tanto homens como mulheres, foram doze mil, todos os moradores da cidade de Ai. 26Porque Josué não retirou a mão que havia estendido com a lança até haver destruído totalmente os moradores da cidade. 27 Os israelitas saquearam para si o gado e os despojos daquela cidade, segundo a palavra do Senhor, que havia ordenado a Josué. 28 Então Josué pôs fogo na cidade de Ai e a reduziu, para sempre, a um montão, a ruínas até o dia de hoje. 29 Enforcou o rei da cidade de Ai numa árvore e o deixou ali até a tarde; ao pôr do sol, por ordem de Josué, tiraram o cadáver da árvore e o jogaram na entrada do portão da cidade. E sobre ele levantaram um montão de pedras, que permanece até o dia de hoje.

A estratégia de Yahweh converte a derrota inicial de Israel em uma vantagem tática, transformando assim o Vale de Acor (que significa “desgraça”) em uma porta de esperança (ver Os 2:15). Tendo alcançado bastante autoconfiança com sua primeira vitória sobre os israelitas, os cidadãos de Ai repetiram sua estratégia de atacar os israelitas, que fingiram recuar e agiram como se estivessem sendo derrotados. Uma vez que os habitantes de Ai foram atraídos para fora de sua fortaleza, os 30 mil israelitas, posicionados não muito atrás da cidade (Js 8:4), iriam capturar a cidade vazia ateando fogo nela. Josué 8:7 deixa claro que não foi a estratégia que trouxe a vitória, mas seria o próprio Senhor que concederia a vitória e entregaria a cidade de Ai aos israelitas. Mesmo em um capítulo em que os aspectos militares dominam a narrativa mais do que em qualquer outro capítulo do livro, o texto destaca a verdade de que a vitória é uma dádiva de Yahweh.

O momento decisivo da batalha ocorreu quando os habitantes de Ai deixaram a cidade e começaram a perseguir os israelitas. Essa foi a segunda vez que Deus falou em todo o capítulo depois que Ele deu a estratégia em Josué 8:2, sinalizando que Ele estava supervisionando a batalha. Até esse momento, não sabemos o resultado da batalha. Desse ponto em diante, fica claro que o exército israelita era vitorioso.

A arma na mão de Josué era uma espada em forma de foice, ou cimitarra, em vez de uma espada ou dardo. Na época de Josué, pode não ter sido usada como uma arma real, mas se tornou um símbolo de soberania. E, além de dar o sinal para o ataque, expressa a soberania de Deus na derrota de Ai. Ao estender a espada em forma de foice até que a vitória completa fosse conquistada, o texto mostra que Josué assumiu completamente o papel de liderança que Moisés havia exercido na travessia do Mar Vermelho (Êx 14:16) e na guerra contra os amalequitas (Êx 17:11-13), onde Josué liderou pessoalmente o combate.

Desta vez não houve intervenção visível e milagrosa de Deus, mas a vitória sobre Ai não foi menos divinamente assistida do que aquela sobre os egípcios na primeira geração ou na recente vitória sobre Jericó. A chave para o sucesso está na fé que Josué teve na palavra do Senhor e sua obediência inabalável a ela. O princípio visto nessa história permanece válido para o povo de Deus hoje, onde quer que vivam e sejam quais forem seus desafios.

Quarta-feira, 05 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.