Mudando os planos por amor

Lições da Bíblia1

Vimos que alguns em Corinto duvidavam das intenções e do amor de Paulo. Hoje, veremos uma razão específica para isso: a mudança em seus planos de viagem (2Co 1:15–2:4).

4. Leia 1 Coríntios 16:5-7. Qual era o plano original de viagem de Paulo?

1 Coríntios 16:5-7 (NAA)2: 5 Irei visitar vocês por ocasião da minha passagem pela Macedônia, porque devo passar pela Macedônia. 6 E bem pode ser que eu me demore ou mesmo passe o inverno com vocês, para que vocês me encaminhem nas viagens que eu tenha de fazer. 7 Porque não quero, agora, ver vocês apenas de passagem, pois espero permanecer algum tempo com vocês, se o Senhor o permitir.

Paulo já estivera em Corinto antes. Conforme 1 Coríntios 16:5 e 6, ele planejava passar pela Macedônia a caminho de Corinto e, quem sabe, passar o inverno ali. De Corinto, seguiria para a Judeia levando a oferta recolhida na Macedônia para os pobres de Jerusalém. Contudo, ele mudou os planos por causa de um relatório preocupante que Timóteo havia trazido de Corinto (1Co 4:17; 16:10; 2Co 1:1).

1Co 4:17 (NAA)2: Por esta causa, eu enviei até vocês Timóteo, que é meu filho amado e fiel no Senhor, o qual fará com que vocês se lembrem dos meus caminhos em Cristo Jesus, como, por toda parte, ensino em cada igreja.

1Co 16:10 (NAA)2: E, se Timóteo for, façam tudo para que não tenha nada a temer enquanto estiver entre vocês, porque trabalha na obra do Senhor, como também eu.

2Co 1:1 (NAA)2: Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus que está em Corinto e a todos os santos em toda a Acaia.

Paulo pretendia ir diretamente de Éfeso a Corinto e, ali, tratar dos problemas relatados por Timóteo. O novo itinerário seria: Éfeso – Corinto – Macedônia – Corinto – Judeia (2Co 1:15, 16). Ele chegou a ir de Éfeso a Corinto, mas depois retornou a Éfeso. Seus planos mudaram. Ele não voltou a Corinto conforme previsto, pelo menos não de imediato, porque sua última visita não fora bem-sucedida. Assim, regressou a Éfeso e optou por escrever-lhes uma carta. Preferiu escrever a arriscar-se a agravar a situação com outra visita (2Co 2:1, 3).

Suas intenções na última visita tinham sido mal interpretadas. Alguns em Corinto afirmavam que Paulo era pouco confiável e que não os amava o suficiente (2Co 1:17). Em resposta, ele direcionou o olhar dos coríntios para o evangelho de Cristo. Ele era fiel ao propósito de visitá-los na melhor oportunidade, assim como Deus tinha sido fiel ao cumprir Suas promessas por meio de Cristo (2Co 1:18-22). “Pois, em Cristo, cada uma das promessas de Deus é ‘sim’. Por essa razão, por meio Dele dizemos ‘Amém’ para a glória de Deus” (2Co 1:20, NVI).

Portanto, a resposta de Paulo não era uma mistura confusa de “sim” e “não”, sujeita às circunstâncias, como diziam; mas foi sempre “sim”, do mesmo modo que a obra de Deus em Cristo é sempre “sim” (2Co 1:19).

Em resumo, o motivo pelo qual Paulo optou por escrever à igreja, e não a visitar, foi seu sincero amor por eles – e não o contrário (2Co 2:4). Outra visita logo após a “visita dolorosa” apenas aumentaria a dor, em vez de produzir a alegria que ele pretendia promover (2Co 1:24; 2:3). Quão facilmente suas boas intenções foram mal interpretadas!

Terça-feira, 25 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

________________

1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Simplicidade e sinceridade

Lições da Bíblia1

Ontem, aprendemos que o amor de Paulo pelos coríntios se manifestava no consolo que lhes oferecia em meio às aflições, assim como ele próprio era consolado por Deus nas suas aflições (2Co 1:1-11). Hoje, veremos que esse amor também se expressava pela integridade com que ele e seus colaboradores tratavam os membros da igreja em Corinto.

3. Leia 2 Coríntios 1:12-14 à luz de 2 Coríntios 2:17; 4:2. Como a sinceridade de Paulo revela seu amor pelos coríntios?

2 Coríntios 1:12-14 (NAA)2: 12 Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria humana, mas na graça divina, temos vivido no mundo, especialmente em relação a vocês. 13 Porque nenhuma outra coisa escrevemos para vocês, a não ser aquilo que vocês leem e entendem. E espero que vocês entendam completamente, 14 como também já nos entenderam em parte, que seremos a glória de vocês, assim como vocês também serão a nossa glória no Dia de Jesus, nosso Senhor.

2 Coríntios 2:17 (NAA)2: Ora, ao querer isso, será que agi com leviandade? Ou, ao tomar decisões, será que decido segundo a carne, de modo que haja em mim, simultaneamente, o “sim, sim” e o “não, não”?

2 Coríntios 4:2 (NAA)2: Pelo contrário, rejeitamos as coisas ocultas que trazem vergonha, não agindo com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus. E assim, pela manifestação da verdade, nos recomendamos à consciência de todos na presença de Deus.

O trecho de 2 Coríntios 1:12 a 14 apresenta a tese que Paulo desenvolveu no restante da carta. Sua integridade e seu apostolado haviam sido questionados por alguns em Corinto. Julgavam-no vacilante e indeciso – algo, segundo pensavam, incompatível com o ministério apostólico. Em resposta, Paulo enfatiza que ele e seus companheiros se conduziram entre os coríntios com a máxima integridade.

Duas palavras descrevem a conduta de Paulo e de seus associados: “simplicidade” e “sinceridade” (2Co 1:12). A primeira traduz o termo grego haplotes, usado aqui para indicar integridade pessoal no falar e no agir – em resumo, pureza de motivos (Ef 6:5; Cl 3:22). Já “sinceridade” traduz eilikrineia, que também aponta para integridade e pureza de intenções.

Os coríntios não deveriam ter duvidado da transparência das intenções de Paulo. Ele deixa claro que sua simplicidade e sinceridade tinham origem em Deus – eram qualidades “provenientes de Deus” (2Co 1:12, NVI). No mesmo verso, Paulo ainda afirma que esses traços ministeriais nos são concedidos pela “graça divina”.

Ao que tudo indica, opositores de Paulo distorceram suas palavras escritas em cartas anteriores (2Co 1:13, 14). O apóstolo garantiu que suas intenções eram transparentes e compreensíveis. Ele tinha plena certeza de que a retidão de suas palavras, intenções e ações seria plenamente esclarecida “no Dia de Jesus, nosso Senhor” (2Co 1:14).

Que experiências você já teve ao ver suas motivações – por mais bem-intencionadas e sinceras – serem questionadas? O que isso nos ensina sobre o cuidado necessário ao avaliar as intenções de outras pessoas?

Segunda-feira, 24 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

________________

1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Ação de graças

Lições da Bíblia1

1. Leia 2 Coríntios 1:3-7. Por que Paulo manifesta gratidão nesse trecho?

2Coríntios 1:3-7 (NAA)2: 3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! 4 É ele que nos consola em toda a nossa tribulação, para que, pela consolação que nós mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que estiverem em qualquer espécie de tribulação. 5 Porque, assim como transbordam sobre nós os sofrimentos de Cristo, assim também por meio de Cristo transborda o nosso consolo. 6 Se somos atribulados, é para o consolo e a salvação de vocês; se somos consolados, é também para o consolo de vocês. Esse consolo se torna eficaz na medida em que vocês suportam com paciência os mesmos sofrimentos que nós também suportamos. 7 A nossa esperança em relação a vocês é sólida, sabendo que, assim como vocês são participantes dos sofrimentos, assim também serão participantes da consolação.

A gratidão de Paulo se concentra no consolo que Deus concede aos que sofrem. Nesse parágrafo, o verbo “consolar” (parakaleo) e o substantivo “consolo” (paraklesis) aparecem juntos dez vezes – cerca de um terço de todas as ocorrências desses termos em 2 Coríntios (29 vezes). Deus é apresentado como o “Pai de misericórdias e Deus de toda consolação”, que “nos consola em toda a nossa tribulação” (2Co 1:3, 4).

Não devemos reter para nós o consolo que recebemos de Deus (2Co 1:4, 5). Somente o coração aflito que foi alcançado pela consolação divina está apto a consolar, de forma eficaz, os que também passam por aflições.

Paulo podia consolar outros porque, em meio aos próprios sofrimentos, recebeu consolo de Deus: “Se somos atribulados, é para o consolo e a salvação de vocês; se somos consolados, é também para o consolo de vocês” (2Co 1:6, ênfase acrescentada). Isso é amor!

2. Pelo que Paulo dá graças em 2 Coríntios 1:8-11?

2 Coríntios 1:8-11 (NAA)2: 8 Porque não queremos, irmãos, que vocês fiquem sem saber que tipo de tribulação nos sobreveio na província da Ásia. Foi algo acima das nossas forças, a ponto de perdermos a esperança até da própria vida. 9 De fato, tivemos em nós mesmos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós mesmos, e sim no Deus que ressuscita os mortos, 10 o qual nos livrou e ainda livrará de tão grande morte. Nele temos esperado que ainda continuará a nos livrar, 11 enquanto vocês nos ajudam com orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a Deus a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio da súplica de muitos.

Paulo fala de uma aflição “acima das nossas forças”, que o levou, junto com seus companheiros, a temer que não sobrevivessem (2Co 1:8). Por um momento, a ressurreição lhes pareceu a única esperança. Mas Deus os livrou, e o cenário mudou (2Co 1:10). Do temor da morte (2Co 1:8), eles passam à esperança implícita de que Deus os livraria novamente (2Co 1:10). As vitórias divinas no passado nos dão confiança de que Ele agirá da mesma forma no futuro. Deus Se vale das aflições para nos ensinar a confiar Nele. As dificuldades da vida podem nos conduzir à maturidade espiritual, à medida que permitimos que nos aproximem do Senhor. A ação de graças de Paulo também evidencia o poder da intercessão e a gratidão que experimentamos pelo livramento divino (2Co 1:11).

O que tem ajudado você a lidar com o sofrimento que, de uma forma ou de outra, todos enfrentamos?

Domingo, 23 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

________________

1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Ministério movido pelo amor

Lições da Bíblia1

Verso para memorizar: “Porque lhes escrevi no meio de muitos sofrimentos e angústia de coração, com muitas lágrimas, não para que vocês ficassem tristes, mas para que soubessem do amor que tenho por vocês” (2Co 2:4).

Leituras da semana: 2Co 1:3-14; 2:17; 2:5-17; 4:2; 7:5-13; 1Co 16:5-7

O apóstolo Paulo esteve longe de ter uma vida fácil. Além das prisões e situações de risco que enfrentou, ele escreveu: “Cinco vezes recebi dos judeus trinta e nove açoites. Três vezes fui golpeado com varas, uma vez apedrejado, três vezes sofri naufrágio, passei uma noite e um dia exposto à fúria do mar. Estive continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios; perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, e perigos dos falsos irmãos. Trabalhei arduamente; muitas vezes fiquei sem dormir, passei fome e sede, e muitas vezes fiquei em jejum; suportei frio e nudez. Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas” (2Co 11:24-28, NVI).

Nas cartas aos coríntios, percebemos parte dessa preocupação profunda que Paulo nutria por aquela igreja. Ainda assim, no meio de tudo isso, ele não deixou de amá-los – assim como o amor de Cristo por nós nunca falha. Com o próprio Jesus, Paulo aprendeu a amar as igrejas à semelhança de Cristo (2Co 5:14; veja 1Co 11:1 [Sejam meus imitadores, como também eu sou imitador de Cristo.]2).

Sábado, 22 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

________________

1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O poder da ressurreição de Cristo – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], “O grande resgate” (p. 527-540).

“A divindade de Cristo é a certeza de vida eterna para aquele que crê. ‘Aquele que crê em Mim’, disse Jesus, ‘ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em Mim não morrerá eternamente. Você crê nisso?’ (Jo 11:25, 26, NVI). Cristo estava olhando para o tempo de Sua segunda vinda. Nesse momento, os justos mortos ressuscitarão incorruptíveis, e os vivos serão trasladados para o Céu sem ver a morte. O milagre que Cristo estava prestes a realizar, ao ressuscitar Lázaro dos mortos, representaria a ressurreição de todos os justos mortos” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 424).

“A Terra ficou extremamente agitada quando a voz do Filho de Deus chamou os santos que dormiam o sono da morte. Eles respondiam à chamada e saíam revestidos de gloriosa imortalidade, clamando: ‘Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?’ (1Co 15:54, 55). Então os santos vivos e os ressuscitados erguiam a voz em uma aclamação de vitória, longa e arrebatadora. Aqueles corpos que haviam descido à sepultura levando os sinais da enfermidade e da morte surgiam com saúde e vigor imortais. Os santos vivos foram transformados em um momento, num abrir e fechar de olhos, e arrebatados com os ressuscitados; e juntos encontraram seu Senhor nos ares. Que encontro glorioso! Amigos que a morte havia separado foram reunidos, para nunca mais se separarem” (Ellen G. White, História da Redenção [CPB, 2021], p. 288, 289).

Perguntas para consideração

1. A ressurreição de Cristo é parte integrante da mensagem do evangelho (1Co 15:1-4). Sem a ressurreição, a proclamação da morte de Cristo perderia o sentido (1Co 15:14). A própria morte de Cristo seria irrelevante. Por quê? O que sua resposta revela sobre o poder da ressurreição?

2. Reflita na afirmação de Paulo: “Se os mortos não ressuscitam, ‘comamos e bebamos, porque amanhã morreremos’” (1Co 15:32). O que isso significa?

3. Em classe, converse sobre o estado dos mortos. Por que 1 Coríntios 15 não faz sentido se, ao morrer, os salvos fossem levados imediatamente para o Céu?

Sexta-feira, 21 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

________________

1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

Vitória final sobre a morte

Lições da Bíblia1

6. Leia 1 Coríntios 15:54-57. O que esse trecho nos diz a respeito da nossa vitória definitiva sobre a morte?

1 Coríntios 15:54-57 (NAA)2: 54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte pela vitória.” 55 “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?” 56 O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. 57 Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.

Paulo inicia o último parágrafo de 1 Coríntios 15 com uma afirmação intrigante: “A carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus” (1Co 15:50). Muitos leitores usam essa declaração para dizer que Paulo defendia uma existência imaterial no Céu. Contudo, o contexto aponta em outra direção. O paralelismo de 1 Coríntios 15:50 sugere que “carne e sangue” corresponde a “corrupção”, bem como “reino de Deus” corresponde a “incorrupção”. Assim como em 1 Coríntios 15:42 a 49, Paulo contrasta o corpo atual (ou mesmo o corpo morto) com o corpo ressuscitado. O corpo sepultado é marcado por corrupção e mortalidade; o ressuscitado, por incorrupção e imortalidade (1Co 15:50, 53, 54). Em resumo, nosso corpo precisa passar por uma transformação radical para herdar o Céu.

Em termos práticos, Paulo usa “corrupção” e “mortalidade” para se referir à nossa natureza pecaminosa. Em escritos judaicos, “carne e sangue” é uma expressão para a humanidade decaída. Por isso, nosso corpo deve ser transformado e purificado de toda imperfeição na volta de Cristo.

Somente quando essa natureza pecaminosa for removida (1Co 15:54) e passarmos pela experiência da glorificação (1Co 15:51-53; 1Ts 4:13-17) se cumprirá a proclamação: “Tragada foi a morte pela vitória” (1Co 15:54). Nesse momento, cantaremos este hino ousado e desafiador: “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?” (1Co 15:55). Tudo isso ocorrerá na segunda vinda de Cristo (1Co 15:51, 52).

Pense nisto: uma pessoa fecha os olhos na morte e, na sequência, a próxima experiência será a segunda vinda de Cristo, quando Ele a ressuscitará. Não importa quando o crente morreu – mesmo que há milhares de anos –, “num momento, num abrir e fechar de olhos”, voltará à vida “ao ressoar da última trombeta”. Pois a “trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co 15:52).

Quem nunca lamentou como a vida passa rapidamente? Do mesmo modo, a volta de Jesus nos parecerá rápida. Talvez, naquele dia, pensemos: “Senhor, como Tua vinda foi rápida!” Como essa perspectiva nos ajuda a lidar melhor com o que é visto como “demora”?

Quinta-feira, 20 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

________________

1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O corpo ressuscitado

Lições da Bíblia1

Em 1 Coríntios 15:35 a 39, Paulo passa a tratar, ainda que brevemente, do corpo na ressurreição. Ele abre essa seção com duas perguntas: “Como é que os mortos ressuscitam? E com que corpo virão?” (1Co 15:35). As respostas aparecem em 1 Coríntios 15:36 a 49.

5. Leia 1 Coríntios 15:36-41. Como esse trecho responde às perguntas de 1 Coríntios 15:35?

1 Coríntios 15:35 (NAA)2: Mas alguém dirá: “Como é que os mortos ressuscitam? E com que corpo virão?”

1 Coríntios 15:36-41 (NAA)2: 36 Insensato! O que você semeia não nasce, se primeiro não morrer. 37 E, quando semeia, você não semeia o corpo que há de ser, mas o simples grão, como de trigo ou de qualquer outra semente. 38 Mas Deus lhe dá corpo como ele quer dar e a cada uma das sementes dá o seu corpo apropriado. 39 Nem toda carne é a mesma; porém uma é a carne dos seres humanos; outra, a dos animais; outra, a das aves; e outra, a dos peixes. 40 Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais, e outra, a dos terrestres. 41 Uma é a glória do sol; outra, a glória da lua; e outra, a das estrelas. Porque até entre estrela e estrela há diferenças de glória.

Paulo usa três comparações para ajudar seus leitores a entenderem o que acontecerá na ressurreição. A primeira (1Co 15:36-38) observa que o corpo é como uma semente que precisa “morrer” (ou deixar de ser semente) para, de modo miraculoso, tornar-se planta. A lição é clara: a ressurreição é um milagre de Deus. A segunda comparação, a analogia dos corpos (1Co 15:39, 40), destaca que, neste mundo, Deus deu tipos distintos de corpos a animais e seres humanos, apropriados ao ambiente atual. Do mesmo modo, nosso corpo será adequado às novas circunstâncias do mundo celestial. Essa ideia prossegue com a analogia do corpo glorioso (1Co 15:40, 41), que enfatiza que a glória do corpo ressuscitado supera imensamente a do corpo anterior, marcado por nossa condição terrena e decaída.

Essa verdade também aparece em quatro contrastes entre o corpo atual e o corpo ressuscitado. O primeiro é terreno, corruptível, fraco e natural; o segundo é celestial, incorruptível, poderoso e espiritual (1Co 15:40-44). Isso não significa ausência de continuidade entre ambos. O uso do termo grego soma (“corpo”) tanto para o corpo sepultado quanto para o corpo ressuscitado indica continuidade. Por outro lado, os quatro contrastes acima apontam descontinuidade: nosso novo corpo – graças ao Senhor – não será o mesmo corpo sujeito à decadência que temos agora.

Paulo não relaciona o termo “espiritual” a uma existência imaterial. Em outra passagem, ele explica que Jesus “transformará o nosso corpo humilhado, tornando-o semelhante ao Seu corpo glorioso” (Fp 3:21, NVI). Teremos corpo real, porém que não se desgasta nem se corrompe. Como tudo o que conhecemos envolve decadência, doença e morte, é difícil imaginar a vida sem essas coisas, mas é exatamente isso que nos é prometido em Cristo.

De que maneira a certeza de que nosso corpo será transformado à perfeição nos ajuda a lidar, com resiliência, com as limitações físicas que enfrentamos hoje?

Quarta-feira, 19 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

________________

1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Cristo, as Primícias

Lições da Bíblia1

Se Jesus não estivesse vivo, toda expectativa em relação ao futuro seria uma ilusão (1Co 15:12-19). “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos”. Sua ressurreição é um evento histórico. Por isso, podemos estar (1Co 15:20) certos de que todos os que morreram em Cristo ressuscitarão por ocasião de Sua vinda (1Co 15:20-23). 

4. Leia 1 Coríntios 15:20-23. O que significa dizer que Jesus é as “primícias”?

1 Coríntios 15:20-23 (NAA): 20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. 21 Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. 22 Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. 23 Cada um, porém, na sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.

O fim desta era maligna será marcado pela ressurreição corporal dos que morreram em Cristo (1Co 15:24; Ap 20:5, 6). Como o último Adão, regará o reino ao Pai, devolvendo-Lhe o domínio deste mundo (1Co 15:25-28). Devemos entender a sujeição de Cristo a Deus (1Co 15:28) à luz do paralelo entre Adão e Cristo. Como o Adão definitivo no plano da redenção (1Co 15:45), Jesus Se submete inteiramente à vontade do Pai – algo que o primeiro Adão não fez.

Em 1 Coríntios 15:29 a 34, Paulo retoma seu pensamento sobre a insensatez de negar a ressurreição. Ele usa a ilustração do batismo, que simboliza a união do crente com Cristo em Sua morte e ressurreição (Rm 6:3, 4; Cl 2:12); negar a ressurreição não faz sentido. O que é difícil de compreender, contudo, é o que Paulo quis dizer com batismo “por causa” dos mortos (1Co 15: 29).

“Há várias tentativas de explicação, mas é melhor interpretar a expressão como uma referência à decisão de algumas pessoas de se batizarem para que pudessem se reunir novamente, na ressurreição, com os entes queridos que já haviam falecido. Também poderia ser que a decisão de ser batizado fosse uma resposta à vida exemplar daqueles que morreram em Cristo. Nesse caso, a expressão se referiria a pessoas que não eram batizadas no lugar dos mortos, mas por causa da influência de pessoas que já haviam morrido” (Comentário Bíblico Andrews, v. 4: “Romanos a Apocalipse” [CPB, 2025], p. 206).

Além disso, arriscar a própria vida seria inútil se não houvesse ressurreição (1Co 15:30-32). Nesse cenário, seria melhor entregar-se aos prazeres deste mundo (1Co 15:32).

Reflita nas palavras de Paulo em 2 Timóteo 1:12. Como ele podia ter tanta certeza em relação ao futuro? E nós, como podemos tê-la?

Terça-feira, 18 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

________________

1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.