Angústia dos irmãos de José

Lições da Bíblia.

Uma lembrança particular provocadora de remorso continuava na mente dos irmãos de José, eles haviam vendido o próprio irmão à escravidão. “Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos; por isso, nos vem esta ansiedade.” (Gên. 42:21).

“A culpa está associada a uma ocorrência particular do passado, às vezes, uma imagem ou um breve evento, que tende a ser revivido mentalmente. Outras ocasiões, toma a forma de uma imagem retrospectiva que invade a mente ou aparece em sonhos ou pesadelos. A imagem do José adolescente implorando por sua vida diante de seus irmãos mais idosos deve ter assomado à mente dos filhos de Jacó vez após vez.”

Outro fato agravava a culpa dos irmãos de José, eles haviam enganado e entristecido seu pai. Diante da indagação de José sobre seu pai ficaram atemorizados. “E disse a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque ficaram atemorizados perante ele.” (Gên. 45:3).

“Os que são afetados pela culpa pensam nela repetidamente, lamentando o que fizeram, mostrando medo pelas consequências e se recriminando. Essas reflexões produzem muita angústia, frustração e ira contra si mesmo por não ter agido de maneira diferente. Infelizmente, não importa quanto tempo seja dedicado a esses pensamentos, o passado permanecerá inalterado. Falta arrependimento e perdão. O nobre caráter de José emerge, no fato de que ele ofereceu perdão e encorajou seus irmãos a deixar de se zangar consigo mesmos. Ele lhes assegurou que a ocorrência dos eventos era plano de Deus para salvar muitas vidas. No entanto, o fato de que Deus pôde usar sua má ação para o bem não os isentou de um crime horrível.”

A obediência ao que está nos versos a seguir, nos ajuda a lidar com a culpa, pois a confissão e a certeza do perdão removem o fardo da culpa. “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tia. 5:16). Confessar para aquele a quem ofendemos objetivando o perdão. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9).”

“Todos os pecados causam dor ao pecador e a Deus. Muitos pecados envolvem também outras pessoas. Cada canto do triângulo (Deus–Outros–Eu) precisa ser trabalhado a fim de trazer uma solução para os males passados. João nos diz que Deus está preparado para perdoar e para nos purificar da injustiça.”

“Além disso, Tiago nos diz que devemos confessar os pecados uns aos outros; devemos fazer isso, especialmente a quem ofendemos.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – segunda-feira 24 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Vergonha

Lições da Bíblia

Como manifestação do sentimento culpa, Adão e Eva fugiram e se esconderam de Deus, mesmo que isso não fosse possível. “Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.” (Gên. 3:8-13)

“A culpa foi a primeira emoção adversa sentida pelos seres humanos. Logo depois que Adão e Eva pecaram, seu comportamento mudou. Eles ‘esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim’ (v. 8. NVI). Essa reação sem precedentes indicou medo de seu Pai e Amigo e, ao mesmo tempo, vergonha de enfrentá-Lo. Até a queda, eles achavam alegria na presença de Deus, mas agora, escondiam-se ante Sua aproximação. Um bonito elo estava quebrado. Além de medo e vergonha, eles sentiam tristeza, especialmente ao serem informados das terríveis consequências de terem desobedecido a Deus.”

“Note as palavras de Adão e Eva: ‘Foi a mulher que me deste por companheira’ e ‘A serpente me enganou…’ (NVI). A culpa provoca uma reação aparentemente automática de colocá-la em outra pessoa ou justificar o próprio comportamento com argumentação. Sigmund Freud, fundador da psicanálise, chamava essa reação de ‘projeção’ e afirmava que as pessoas projetam sua culpa sobre os outros ou sobre as circunstâncias a fim de aliviar o fardo da culpa. Essa “projeção” é considerada um mecanismo de defesa. Mas o ato de lançar a culpa sobre os outros não contribui para as relações interpessoais e constitui uma barreira para o perdão de Deus. A verdadeira solução consiste em aceitar a plena responsabilidade pelas próprias ações e buscar o único Ser que pode fornecer libertação da culpa: ‘Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus’ (Rm 8:1, NVI).”

“Às vezes, as pessoas sofrem de culpa pelas razões erradas. Parentes próximos daqueles que cometem suicídio, sobreviventes de um grande acidente ou calamidade e filhos de um casal recém-divorciado, na maioria dos casos, são exemplos típicos de culpa infundada. As pessoas que estão nessas situações precisam ter a certeza de que não podem ser consideradas responsáveis pelo comportamento de outros ou por eventos imprevisíveis. E se, em certos casos, eles tiverem alguma culpa, devem assumir a responsabilidade por suas ações, buscar perdão daqueles a quem ofenderam e, então, apegar-se a promessas bíblicas como: ‘Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões’ (Sl 103:12).”

“Como você reage à culpa? Você é rápido, como foi Adão, em culpar os outros por suas ações erradas? Como você pode aprender a fazer face às coisas que fez erradas e então, pela graça de Deus, avançar?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – domingo 23 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Culpa

Lições da Bíblia

“Se Tu, soberano Senhor, registrasses os pecados, quem escaparia? Mas contigo está o perdão para que sejas temido” (Salmo 130:3, 4, NVI).

“O sentimento de culpa surge de um pecado não confessado, mas o reconhecimento e o perdão do pecado traz liberdade, paz, alegria e vida abundante que começa agora e se estende para a eternidade. A culpa é uma parte inevitável da condição humana, mas isso não deve ser o fim da história. E é por isso que Deus tem provido o remédio.”

“O senso de culpa é uma das experiências emocionais mais dolorosas e incapacitadoras. Pode provocar vergonha, medo, tristeza, raiva, angústia e até enfermidade física. Embora frequentemente sejam desagradáveis, esses sentimentos podem ser usados por Deus para levar os pecadores ao arrependimento e ao pé da cruz, onde podem achar o perdão tão desejado. Às vezes, porém, o mecanismo da culpa faz com que as pessoas assumam a culpa por algo pelo que não são responsáveis, como no caso de alguns sobreviventes de acidentes ou filhos de pais divorciados.”

“Mas quando o senso de culpa é justificado, serve como boa consciência. A culpa produz desconforto suficiente para levar a pessoa a fazer algo sobre ela. Dependendo das escolhas pessoais, a culpa pode ser altamente destrutiva, como no caso de Judas, ou altamente positiva, como no caso de Pedro.”

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Somos membros uns dos outros

Lições da Bíblia

Leia Efésios 4:25-32 e destaque as palavras que tocam mais diretamente seu coração. Reflita em todas as coisas que você pode fazer, com a ajuda de Deus, para melhorar seu relacionamento com outras pessoas. “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo. Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Efés. 4:25-32)

“Expressões ásperas, despóticas, não se harmonizam com a sagrada obra que Cristo deu a Seus ministros. Quando a experiência diária é olhar a Jesus e dEle aprender, haveis de revelar caráter são e harmônico. Abrandai vossas manifestações, e não vos permitais proferir palavras condenatórias. Aprendei do grande Mestre. As expressões de bondade e simpatia farão bem como um remédio, e curarão almas em desespero. O conhecimento da Palavra de Deus, introduzido na vida prática, terá uma força saneadora e suavizante. A aspereza no falar nunca há de produzir bênçãos para vós, nem a nenhuma outra alma.” (Ellen G. White, Obreiros evangélicos, p. 163-164).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sexta-feira 21 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Edificando uns aos outros

Lições da Bíblia

Devemos usar palavras edificantes, cheias de graça, e aplica-las a nossa própria vida e nos relacionamentos interpessoais. Disse o apóstolo Paulo: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.” (Efés. 4:29). “Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo.” (1 Tess. 5:11). “Assim, pois, seguimos as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros.” (Rom. 14:19).

“Paulo aconselhou as comunidades da primeira igreja a evitar a deterioração dos relacionamentos pessoais no ‘corpo de Cristo’. Muitas dificuldades interpessoais vêm de tentar destruir uns aos outros e, no processo, ofender toda a comunidade. Aqueles que tomam parte em fofocas e calúnias tendem eles próprios a ter problemas — sentimentos de inferioridade, necessidade de ser notado, desejo de controlar ou ter poder e outras inseguranças. Essas pessoas precisam de ajuda para abandonar esse modo nocivo de lidar com seus conflitos internos.”

“Sentir-se realmente bem sobre si mesmo ajuda a evitar se envolver em fofoca e calúnia. Os membros do corpo de Cristo precisam considerar-se privilegiados por ter recebido o dom da salvação “Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas,” (Sal. 17:8) “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” (1 Ped. 2:9). Com essa compreensão, a ênfase passa a ser a edificação mútua. Palavras de encorajamento e aprovação, ênfase no lado positivo das coisas, humildade e uma atitude alegre são modos de sustentar aqueles que têm problemas pessoais.”

“Outra forma de ajudar é servir como mediadores de relacionamentos. Jesus chamou os pacificadores de ‘bem-aventurados’ e ‘filhos Deus’ (Mt 5:9), e Tiago diz que os pacificadores colherão ‘o fruto da justiça’(Tg 3:18).”

A regra básica para todos os relacionamentos é bem clara nas palavras de Jesus: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.” (Mat. 7:12).

“Esse princípio pode ser considerado uma joia inestimável para os relacionamentos sociais. É positivo, está baseado no amor, é universal e estende a lei acima e além da lei humana. A ‘regra áurea’ também traz benefícios práticos a todos os envolvidos.”

“Um agricultor chinês estava cuidando de seu arrozal nos terraços de uma montanha com vista para o vale e o mar. Um dia, ele viu o início de um tsunami – o mar retrocedeu, deixando uma larga porção da baía exposta, e ele sabia que a água voltaria com força, destruindo tudo no vale. Ele pensou em seus amigos que trabalhavam no vale e decidiu atear fogo a seu campo de arroz. Imediatamente, seus amigos subiram a montanha para apagar o fogo e, assim, escaparam da morte na onda assassina. Como resultado desse espírito de ajuda mútua, a vida deles foi salva. A lição é clara.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quinta-feira 20 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Confessai… os vossos pecados uns aos outros

Lições da Bíblia

Tiago nos aconselha a confessarmos uns aos outros os nossos pecados, àqueles a quem ofendemos. “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tia. 5:16)

“O pecado contra meu próximo requer que eu confesse a ele a fim de obter perdão e para restabelecer o relacionamento. Também mostra que estou disposto a assumir a responsabilidade pelo que fiz e que espero aceitação e perdão e neles confio. Pela graça de Deus, uma pessoa nobre concederá perdão, não importando o tamanho da ofensa.”

“Existe ainda uma interpretação adicional do texto de Tiago, que oferece grandes possibilidades de cura. A confissão de pecados, erros e transgressões a alguém em quem você confia traz cura emocional. O ato de abrir a própria imperfeição a um amigo cristão piedoso ajuda a aliviar o fardo do pecado. Além disso, a confissão mútua aprofunda os relacionamentos interpessoais. Confiar e ser objeto de confiança provê o elo que torna a amizade genuína e duradoura. De fato, toda a profissão de aconselhamento está fundada no princípio de que a exposição dos problemas faz bem. Embora haja doenças mentais que necessitem de tratamento profissional, muitos sentimentos de angústia podem ser aliviados no nível da igreja e da comunidade. E isso é especialmente verdade com os problemas criados pela deterioração dos relacionamentos interpessoais – desentendimentos, calúnia, ciúmes, etc. Seguir o conselho de Tiago não só alivia o fardo psicológico como também traz força renovada para mudar o comportamento destrutivo.”

“Agora, uma palavra de precaução. Embora a revelação dos pecados cometidos a um amigo próximo possa trazer muito alívio, também deixa a pessoa vulnerável. Sempre existe o risco de que o amigo revele a outros a confidência, e isso é destrutivo para as partes envolvidas.”

“Mais importante é que sempre podemos confessar nossas transgressões ao Senhor, em plena confiança e com a certeza segura do perdão. ‘lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.’ (1 Ped. 5:7). Os relacionamentos defeituosos podem trazer incerteza e até temor e ansiedade. Outros podem ajudar, mas a ajuda mais segura vem do Senhor Jesus, que, a qualquer momento, está disposto a tomar todos os nossos cuidados, deixando-nos com um senso genuíno de alívio por ter deixado nossos fardos em Suas mãos.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quarta-feira 19 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Perdão

Lições da Bíblia

“É possível manter as aparências de uma vida religiosa rica e significativa, mas ter sérios problemas de relacionamento. É um fato da vida que, como seres humanos, frequentemente atingimos as pessoas e causamos dor uns aos outros , mesmo – e às vezes especialmente – na igreja. Consequentemente, é importante aprender a arte do perdão.”

O apóstolo Paulo nos dá alguns conselhos a respeito do trato interpessoal? “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Efés. 4:32).

”Só recentemente a profissão de aconselhamento começou a considerar mais positivamente a importância dos princípios espirituais sobre a saúde mental. Por décadas, religião e espiritualidade foram consideradas por muitos psicólogos e conselheiros a fonte fundamental de culpa e medo. Hoje, nem tanto. Muitos utilizam os efeitos protetores de um ponto de vista cristão comprometido. ‘Terapias’ como oração, jornadas espirituais, memorização de textos bíblicos-chave e protocolos de perdão hoje têm sua eficácia reconhecida por ajudar muitos a vencer variadas perturbações emocionais. O perdão é reconhecido como uma das estratégias mais confortantes, embora a habilidade de perdoar e ser perdoado verdadeiramente venha só de Deus em um coração transformado por Ele ‘Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.’ (Ez 36:26).”

Jesus ensinou muito a respeito do perdão: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão.” (Mat. 5:23-25). “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe.” (Luc. 17:3-4). “Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.” (Luc. 23:34)

“Às vezes, pode-se pensar que é virtualmente impossível conceder perdão. Mas nenhum ser humano já alcançou a extensão do que Jesus sofreu no caminho da dor e humilhação: o Rei e Criador do Universo foi injustamente degradado e crucificado por Suas criaturas. Mas, em completa humildade, Jesus tanto Se importou com elas que implorou ao Pai por seu perdão.”

“Às vezes, as pessoas fazem mal a outras sem compreender totalmente a dor que estão provocando. Em outras ocasiões, as pessoas ofendem as outras porque são inseguras ou têm problemas pessoais, e tentam obter alívio ferindo os outros. Como a percepção dos problemas dos outros pode nos ajudar a oferecer perdão? Como você pode aprender a perdoar os que estão tentando feri-lo(a) propositalmente?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – terça-feira 18 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Pagando o mal com o bem

Lições da Bíblia

O apóstolo Pedro descreve alguns traços de caráter cristão: “Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança. Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la. Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males.” (1 Ped. 3:8-12)

“Jesus modernizou a regra ‘olho por olho’ pela norma de voltar a outra face (Mt 5:38, 39). Esse era um conceito revolucionário na época, e ainda é hoje em muitas culturas e tradições. Infelizmente, até mesmo os cristãos raramente pagam o mal com o bem. Mas Jesus continua dizendo: ‘Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração’ (Mt 11:29).”

“Um casal com filhos pequenos estava tendo sérios problemas com os vizinhos. Em várias ocasiões, e em tom desagradável, os vizinhos disseram aos jovens pais como era desagradável ver o play-ground instalado no quintal e ouvir as crianças brincando nele. Eles reclamaram de certas áreas do quintal da jovem família e como estavam aborrecidos por isso e por aquilo. O jovem par não gostava que outros se dirigissem a eles em tom tão severo e indelicado. Afinal, eles não estavam fazendo nada contra as regras do bairro. Um dia, quando a família estava colhendo maçãs das macieiras no quintal, a mãe decidiu dar aos vizinhos duas tortas de maçã recém-assadas. Os vizinhos aceitaram alegremente as tortas. Aquele ato simples fez diferença em seu relacionamento, provavelmente porque eles nunca teriam esperado nada parecido com aquilo de pessoas a quem eles haviam hostilizado constantemente.”

Davi devolveu os constantes ataques de Saul contra sua vida cuidando da Saul. “Então, os homens de Davi lhe disseram: Hoje é o dia do qual o SENHOR te disse: Eis que te entrego nas mãos o teu inimigo, e far-lhe-ás o que bem te parecer. Levantou-se Davi e, furtivamente, cortou a orla do manto de Saul. Sucedeu, porém, que, depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saul; e disse aos seus homens: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR.” (1 Sam. 24:4-6)

“O livro de 1 Samuel registra quatro ocasiões em que Davi expressou temor de erguer a mão contra ‘o ungido do Senhor’. Embora ele tivesse oportunidades de se vingar, tentou repetidamente se aproximar e perdoar o rei. Davi escolheu uma forma humilde e piedosa em seus procedimentos com alguém que não era bondoso para com ele. Não deveríamos todos, em qualquer situação que estivermos enfrentando, procurar fazer o mesmo?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – segunda-feira 17 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF