Revolta no santuário celestial

Lições da Bíblia.

“1. Leia Ezequiel 28:12-17 e Isaías 14:12-15. O que esses versos ensinam sobre a queda de Lúcifer?” “Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti. Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem.” (Ezequiel 28:12-17 RA); “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo.” (Isaías 14:12-15 RA). “Lúcifer foi corrompido pela própria beleza, esplendor e capacidade. Cobiçou a adoração devida a Deus, difamou o caráter de Deus e foi expulso do Céu.”

“À primeira vista, Ezequiel 28:11, 12 parece estar falando apenas sobre um monarca terrestre. Vários aspectos, no entanto, sugerem que o texto realmente se refere a Satanás.”

“Para começar, esse ser é mencionado como o querubim da guarda ungido (ou ‘querubim ungido que cobre’, Ez 28:14, Tradução Brasileira), o que relembra o lugar santíssimo do santuário terrestre, onde dois querubins cobriam a arca e a presença do Senhor (Êx 37:7-9). Esse ser celestial também andava ‘no meio das pedras afogueadas’, isto é, no ‘monte santo de Deus’ (Ez 28:14, RC) e no centro do ‘Éden, jardim de Deus’ (Ez 28:13), ambas sendo expressões das figuras do santuário. A cobertura de pedras preciosas, descrita no verso 13, contém nove pedras que também são encontradas no peitoral do sumo sacerdote (Êx 39:10–13). Portanto, nesse ponto também temos mais referências ao santuário.”

“Depois de descrever o incomparável esplendor do querubim, o texto passa a falar de sua queda moral. Sua glória ‘subiu para a cabeça’. Sua beleza tornou orgulhoso seu coração, seu esplendor corrompeu sua sabedoria e seu ‘comércio’, que provavelmente se refira à sua difamação do caráter de Deus e incitação da rebelião, o tornaram violento.”

“Da mesma forma, poderes terrestres arrogantes procuram se mover da Terra para o Céu. Em Isaías 14:12-15, o ‘filho da alva’ (em latim lucifere, de onde vem o nome Lúcifer) vai numa direção diferente: ele cai do Céu para a Terra, indicando sua origem sobrenatural, não terrena. Outras expressões como ‘acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono’, ‘monte da congregação’, ‘nas extremidades do Norte’, e ‘Altíssimo’ reforçam a impressão de que esse é um ser celestial. Embora os versos 12 e 13 estejam no passado, o verso 15 de repente muda para o futuro. Essa mudança do tempo verbal indica que houve primeiramente uma queda, do Céu para a Terra (Is 14:12), e que haverá uma segunda queda, da Terra ao Sheol (a sepultura), em algum momento no futuro (Is 14:15). Isso não se refere a nenhum rei de Babilônia, mas, em vez disso, é uma clara referência a Lúcifer.”

“Um ser perfeito, criado por um Deus perfeito caiu em pecado? O que isso nos diz sobre a realidade da liberdade moral no Universo de Deus? E o que essa liberdade revela sobre o caráter de Deus?”

Domingo, 15 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

O conflito cósmico sobre o caráter de Deus

Lições da Bíblia.

"Ouvi do altar que se dizia: Certamente, ó Senhor Deus, todo-poderoso, verdadeiros e justos são os Teus juízos" (Ap 16:7).

“Os adventistas do sétimo dia compreendem a realidade por meio do conceito bíblico do ‘grande conflito entre Cristo e Satanás’. Para usar uma expressão da filosofia, é a ‘metanarrativa’, a grande e abrangente história, que ajuda a explicar nosso mundo e as coisas que acontecem nele.”

“Muito importante nesse conflito é o santuário, que, como vimos, apresenta um tema recorrente que vai do começo ao fim da história da salvação: a redenção da humanidade mediante a morte de Jesus. Adequadamente compreendida, a mensagem do santuário também ajuda a ilustrar o caráter de Deus, que Satanás tem atacado desde o início do grande conflito no Céu.”

“Nesta semana, estudaremos alguns fatos importantes no grande conflito entre Cristo e Satanás, que revelam a verdade sobre o caráter de Deus e expõem as mentiras de Satanás.”

Sábado, 14 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

Nossa mensagem profética – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“Leia, de Ellen G. White, no livro O Grande Conflito: A respeito da mensagem do primeiro anjo, às páginas 299-316: ‘Esperança Triunfante; p. 317-342: ‘Uma Profecia Muito Significativa’; p. 343-354: ‘Luz Para os Nossos Dias’; p. 355-374: ‘Um Grande Movimento Mundial’; sobre a mensagem do segundo anjo, p. 391-408: ‘Profecias Alentadoras’; p. 409-422: ‘O Santuário Celestial, Centro de Nossa Esperança’; p. 423-432: ‘Quando Começa o Julgamento Divino’; sobre a mensagem do terceiro anjo, p. 433-450: ‘A Imutável Lei de Deus’; p. 451-460: ‘Restauração da Verdade’.”

“Os adventistas do sétimo dia devem ser os primeiros a exaltar Cristo perante o mundo. A proclamação da terceira mensagem angélica requer a apresentação da verdade do sábado. […] Mas o grande centro de atração, Cristo Jesus, não deve ser deixado à parte. Na cruz de Cristo é que a misericórdia e a verdade se encontram, e a justiça e a paz se beijam. O pecador deve ser levado a olhar ao Calvário; com a fé singela de uma criança, deve confiar nos méritos do Salvador, aceitando Sua justiça e confiando em Sua misericórdia” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 156, 157).

Perguntas para reflexão

“1. Advertências são para o bem dos advertidos. Como podemos apresentar as advertências dos três anjos de tal forma que revele a esperança que elas oferecem?”

“2. Parafraseando um ateu fundamentalista, a evolução é um ‘ácido’ que corrói tudo que toca. Isso incluiria as mensagens dos três anjos, que têm os temas centrais da criação e redenção, duas verdades anuladas até mesmo pela evolução ‘teísta’. (Quem adoraria uma divindade que tivesse criado de uma forma cruel e violenta)? Por que não devemos permitir que a falsa ciência da evolução faça qualquer incursão em nossos ensinamentos?”

“3. As mensagens dos três anjos de Apocalipse 14 são um precioso farol que encerra a divina mensagem que somos chamados a proclamar. Embora muitos membros da igreja certamente tenham ouvido falar sobre essas mensagens, alguns ainda podem ter dúvidas sobre o que elas realmente significam. Como você resumiria o significado do último chamado de Deus ao mundo, e o que isso implica?”

“4. ‘Uma saudável perspectiva de vida envolve uma saudável dose de medo.’ Você acha que isso é verdade para a vida cristã? Justifique sua resposta.”

Sexta-feira, 13 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

A "perseverança" dos santos

Lições da Bíblia.

“As mensagens do segundo e terceiro anjos de Apocalipse são uma advertência a todos os que não prestam atenção ao chamado divino da mensagem do primeiro anjo. Se as pessoas continuarem no caminho errado, participarão das sete últimas pragas, que são vistas como o ‘vinho da ira de Deus’ (Ap 14:10). Esse vinho será derramado sobre aqueles que não saírem de Babilônia. Na Bíblia, Babilônia representa rebelião contra Deus (Gn 11:1-9; Jr 50; 51). Babilônia assume com arrogância o lugar de Deus e é inimiga do povo de Deus. Na época do Novo Testamento, a palavra Babilônia se tornou um código para representar Roma (‘A vossa co-eleita em Babilônia vos saúda, como também meu filho Marcos.’ 1 Pedro 5:13). No livro do Apocalipse, a Babilônia prostituta é um poder político-religioso em oposição a Deus e ao Seu povo. Como tal, tenta controlar o mundo. Apocalipse 13:15-17 descreve a ‘crise da Babilônia’, quando as bestas de Apocalipse 13 unem forças para perseguir o remanescente de Deus. Babilônia é, portanto, um símbolo da aliança das igrejas apóstatas com os poderes políticos corruptos do mundo, no tempo do fim.”

“A mensagem dos três anjos chama os seguidores de Deus em Babilônia a sair dela e juntar-se aos visíveis e fiéis remanescentes de Deus no tempo do fim (‘Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos sete pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque os seus pecados se acumularam até o céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela.’ Apocalipse 18:4-5). Sim, ainda há um remanescente fiel em Babilônia, e eles precisam ouvir a mensagem adventista do sétimo dia para o tempo do fim.”

“6. O que significa a fé de Jesus?” “Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Apocalipse 14:12). “Nossa fé e fidelidade a Jesus; os ensinamentos de Jesus; a lealdade de Jesus ao conduzir Seu povo em meio às dificuldades.”

“Como vimos ontem, Apocalipse 14:12 descreve claramente o remanescente fiel de Deus. A ‘perseverança’, ou ‘paciência’, dos santos não reflete tanto uma tolerância passiva a ações hostis, mas uma firme espera por Cristo. Os crentes não apenas seguem os mandamentos, mas também os proclamam ao mundo.”

“Ao mesmo tempo, a ‘fé de Jesus’ pode se referir à fé dos cristãos em Jesus e também à lealdade de Jesus, que conduz fielmente os cristãos em meio às dificuldades. O fim da mensagem do terceiro anjo dirige nossos olhos para Cristo. Mediante Seus méritos e Sua fidelidade, o povo de Deus é capaz de perseverar e guardar Seus mandamentos. ‘Vários me escreveram, indagando se a mensagem da justificação pela fé é a mensagem do terceiro anjo, e tenho respondido: ‘É a mensagem do terceiro anjo, em verdade’’ (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 372).”

“Por mais importantes que sejam os mandamentos de Deus para a crise final, Ellen G. White diz que a justificação pela fé é a mensagem dos três anjos ‘em verdade’. Como isso nos ajuda a entender por que devemos confiar apenas em Jesus e em Seus méritos para a salvação, como a grande esperança que nos guiará em meio à crise final?”

Quinta-feira, 12 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

Adorem o Criador

Lições da Bíblia.

“O centro do livro do Apocalipse é a adoração. Enquanto o dragão, a besta do mar e a besta da terra (muitas vezes chamados de ‘falsa trindade’) juntam forças para unir o mundo em torno da adoração a eles mesmos (Ap 13:4, 8, 12, 15; 14:9, 11), Deus chama a humanidade para adorar o Criador (Ap 14:7). Os que não adoram a ‘imagem da besta’ correm o risco de perder a vida temporal (Ap 13:15; leia também Daniel 3), enquanto os que adoram essa imagem perdem a vida eterna (Ap 14:9-11). Que escolha tremenda!”

“5. Leia Apocalipse 14:12. Qual é o papel dos mandamentos de Deus no conflito final?” “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Apocalipse 14:12 RA). “Mostrar ao mundo a verdadeira adoração a Deus; mostrar a perseverança dos santos, que arriscam a vida para obedecer a lei do seu Criador, evidenciando que eles estão do lado da verdade.”

“A adoração está intrinsecamente ligada aos mandamentos de Deus. Apocalipse 13 e 14 estão repletos de alusões a eles: ‘imagem’ (Ap 13:14, 15; 14:9, 11), idolatria (Ap 13:4, 8, 12, 15; 14:9, 11), blasfêmia (Ap 13:1, 5, 6), sábado (Ap 14:7), homicídio (Ap 13:10, 15) e adultério (Ap 14:4, 8). ‘A controvérsia [final] será entre os mandamentos de Deus e os mandamentos dos homens’ (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 188).”

“Desde o surgimento da teoria da evolução, tem sido especialmente importante que defendamos e afirmemos nossa crença em uma criação em seis dias. Esse ensinamento é a base da nossa adoração ao Senhor como Criador. Até mesmo a corrente da evolução que supostamente acredita na Bíblia, arranca do adventismo tudo o que ele representa. Sem a criação, a crença no ‘evangelho eterno’, entre outros ensinamentos (como o sábado), fica seriamente comprometida, e mesmo negada.”

“A expressão que descreve Deus como ‘Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar’ é uma alusão ao mandamento do sábado (Êx 20:11). O sábado é a questão central no conflito sobre os mandamentos de Deus. De uma forma que não acontece com nenhum outro mandamento, o dia designado para adoração é adequado para pôr à prova a lealdade, porque não pode ser deduzido por raciocínio lógico. Nós o guardamos somente porque Deus nos mandou fazer isso. A criação também anda de mãos dadas com o juízo. A expressão ‘fontes das águas’ (Ap 14:7) faz alusão ao Dilúvio (Gn 7:11) e aponta para Deus como o justo juiz do mundo (2Pe 3:5-7).”

“Nada do que cremos faz sentido quando separado do Senhor como Criador, e não há na Bíblia sinal tão claro da capacidade divina de criação quanto o sábado. Você leva a sério o sábado? Como você pode ter uma experiência mais profunda com o Senhor por meio da obediência a esse mandamento?”

Quarta-feira, 11 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

A fúria das nações

Lições da Bíblia.

“3. Leia Apocalipse 14:7. Sobre qual juízo esse verso está falando?” “dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Apocalipse 14:7 RA). “O juízo pré-advento, ou juízo investigativo, antes da volta de Cristo.”

“O juízo proclamado nesse texto começa antes da vinda de Cristo, descrita em Apocalipse 14:14-20. Ele é, portanto, o mesmo que o juízo pré-advento de Daniel 7. Seu início, para o qual Daniel 8:14 estabelece o ano 1844, coincide com o fato de que as mensagens dos três anjos chamam as pessoas para adorar a Deus e se afastarem da besta e sua ‘imagem’. Essa ‘imagem’ passa a existir somente após os 42 meses proféticos, ou depois dos 1.260 dias (porque esses dois períodos são a mesma coisa), que terminaram em 1798 d.C. (Ap 13:3-5, 12-14).”

“Enquanto é transmitido o chamado final de Apocalipse 14:6-12, a porta da graça ainda está aberta, porque as pessoas ainda estão sendo chamadas a se afastar de Babilônia e adorar o Deus verdadeiro.”

“4. O que está incluído no juízo de Deus?” “dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar. Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.” (Apocalipse 11:17-18 RA). “O estabelecimento do reino de Deus; a ira de Deus em resposta à fúria das nações; julgamento e recompensa para todos, justos e injustos, vivos e mortos.”

“Deus reage à fúria das nações revelando Seu poder. Apocalipse 13 descreve essa ira, incitada pela fúria de Satanás (Ap 12:17). A partir da perspectiva dos cristãos oprimidos, que clamam continuamente pelo juízo divino (Ap 6:10), pode parecer que o julgamento esteja muito atrasado. No entanto, o juízo começa no momento indicado pela profecia, e o Dia da Expiação escatológico segue seu curso totalmente de acordo com o plano de Deus.”

“Apocalipse 11:17, 18 apresenta um breve esboço do juízo de Deus. Ele começa no Céu e é trazido para a Terra, quando Deus destrói os poderes perversos que corromperam a humanidade (Ap 19:2). A ira de Deus se origina no santuário celestial e é derramada nas sete pragas (Ap 15–18).”

“Na segunda vinda de Cristo, Deus também recompensará os fiéis (Ap 22:12). Finalmente, Deus julgará os mortos e eliminará o mal (Ap 20:11-15). Quando tudo acabar, o caráter de Deus estará vindicado perante o Universo expectante. Todos verão que Ele é justo e reto em todos os Seus caminhos. No momento, nosso desafio é o de nos apegarmos a Ele com todo o nosso coração, toda a alma e mente, crendo que tudo isso acontecerá no tempo designado por Deus.”

Terça-feira, 10 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

Temam a Deus!

Lições da Bíblia.

“2. A mensagem do primeiro anjo nos ordena temer a Deus. O que isso significa?” “O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra. Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia. Temei o SENHOR, vós os seus santos, pois nada falta aos que o temem. Os leõezinhos sofrem necessidade e passam fome, porém aos que buscam o SENHOR bem nenhum lhes faltará. Vinde, filhos, e escutai-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR. Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem? Refreia a língua do mal e os lábios de falarem dolosamente. Aparta-te do mal e pratica o que é bom; procura a paz e empenha-te por alcançá-la. Os olhos do SENHOR repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor. O rosto do SENHOR está contra os que praticam o mal, para lhes extirpar da terra a memória. Clamam os justos, e o SENHOR os escuta e os livra de todas as suas tribulações. Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido. Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra. Preserva-lhe todos os ossos, nem um deles sequer será quebrado. O infortúnio matará o ímpio, e os que odeiam o justo serão condenados. O SENHOR resgata a alma dos seus servos, e dos que nele confiam nenhum será condenado.” (Salmos 34:7-22 RA). “Confiar em Deus, falar e fazer o bem; buscar a paz. Andar no caminho da justiça, verdade e humildade.”

“Temor pode ser compreendido de duas maneiras. Primeira, há um temor que se mostra pela reverência e respeito. Esse é o tipo de temor que o primeiro anjo quer trazer à nossa atenção. Os que temem a Deus são os verdadeiros cristãos (Ap 11:18). Temer a Deus significa honrá-Lo (Ap 14:7), louvá-Lo (Ap 19:5), obedecer­Lhe (Ap 14:12) e glorificar Seu nome (Ap 15:4). O temor de Deus na mensagem do primeiro anjo também O reconhece como juiz e como Criador, e nos chama a adorá-Lo como tal. Segunda, há um temor no sentido de ter medo de que, mais cedo ou mais tarde, Deus julgará o mundo. Para o infiel, a mensagem do juízo é uma mensagem de terror. Por isso costumamos dizer que as mensagens dos três anjos são a última advertência de Deus ao mundo. Inerente à própria noção de ‘advertência’ existe algo a ser temido, e se lermos sobre o que os perdidos enfrentarão, veremos que eles realmente têm algo a temer.”

“Porém, enquanto a misericórdia está disponível, Deus sempre deseja levar o perdido ao arrependimento, e o temor de Deus pode ser um incentivo para começar a buscá-Lo (Ap 11:13). Embora em última análise um relacionamento salvífico com Deus esteja fundamentado no amor, às vezes as pessoas precisam de uma boa dose de medo para abrir os olhos. E se for necessária uma advertência para obter a atenção delas, por que não?”

“Sabemos que ‘Deus é amor’, e nada revela mais esse amor do que a cruz. Sabemos, também, que Deus ama este mundo, e deve sofrer muito ao ver os efeitos do pecado. Um Deus de amor e justiça não ficará passivo para sempre, deixando que o mal fique impune. ‘Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo’ (Hb 10:31). Como podemos encontrar o equilíbrio na compreensão do amor de Deus por nós e Sua ira contra o mal que nos faz sofrer tanto?”

Segunda-feira, 09 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

Tempo de decepção

Lições da Bíblia.

“1. Leia Apocalipse 10. Qual é a mensagem do anjo com o livrinho? O que significa a expressão ‘é necessário que ainda profetizes’?”. ”Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo; e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra, e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os sete trovões as suas próprias vozes. Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram e não as escrevas. Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas. A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra. Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo. Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.” (Apocalipse 10:1-11 RA) “O livro seria doce na boca, mas amargo no estômago. Doce porque traria a esperança da salvação, mas amargo porque nem tudo ocorreria no tempo imaginado pelos que comeriam o livro e estudariam suas profecias. Seria necessário profetizar um pouco mais porque ainda não seria o momento da volta de Cristo.”

“A descrição do anjo lembra a representação de Cristo (Ap 1:13-16) e do divino ‘homem vestido de linho’ na última visão de Daniel (Dn 10:5, 6; 12:5-7), sugerindo que eles são idênticos. Em Daniel 12:6, 7, Ele jurou por Aquele que vive eternamente quando mencionou a profecia dos três tempos e meio (1.260 anos). Essa é uma repetição da profecia crucial dada em Daniel 7:25, descrevendo que o povo de Deus enfrentaria terrível perseguição, outra verdade que se repete em Daniel 12:7.”

“O livro de Daniel devia ser selado até o tempo do fim. Então, ele seria aberto, e muitos obteriam conhecimento dele (Dn 12:4-9). Quando o período profetizado de 1.260 anos terminasse, chegaria o tempo de abrir o livro em busca de conhecimento adicional. Isso é simbolizado pelo livrinho aberto na mão do anjo de Apocalipse 10. A partir de então, as profecias de Daniel deviam ser mais bem compreendidas.”

“Ao mesmo tempo, Apocalipse 10 revela que a experiência não seria totalmente agradável. Conforme lhe foi ordenado, João comeu o livrinho, que foi doce em sua boca, mas amargo em seu estômago. João representa simbolicamente as pessoas que internalizaram o livro de Daniel. Cremos que essa descrição profética foi cumprida no movimento milerita, que surgiu na primeira metade do século 19, em meio ao grande interesse mundial nos eventos finais. Ela também descreve a amarga decepção daqueles que entenderam que as profecias de longa duração de Daniel se referiam ao seu tempo, mas não da forma que eles haviam pensado inicialmente. As ‘duas mil e trezentas tardes e manhãs’ não anunciavam a volta de Cristo, mas o início da cena do grande julgamento de Daniel 7.”

“Logo após a amarga experiência, João foi instruído com as seguintes palavras: ‘É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis’ (Ap 10:11). Isso está sendo cumprido enquanto os adventistas do sétimo dia pregam o ‘evangelho eterno’ ao mundo.”

“Desapontamento não é estranho aos cristãos, especialmente quando eles erram na interpretação do significado dos acontecimentos. A experiência dos discípulos entre a morte de seu Mestre e Sua ressurreição foi decepcionante. Essa também foi a experiência dos mileritas em 1844. Como podemos lidar com as decepções sem perder a fé? A quais promessas bíblicas você pode se apegar em seus momentos de decepção?”

Domingo, 08 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).