O amor da aliança

Lições da Bíblia1:

Verso para memorizar: “Jesus respondeu: – Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra; e o Meu Pai o amará, e viremos para ele e fare- mos nele morada” (Jo 14:23).

Leituras da semana: 2Pe 3:9; Dt 7:6-9; Rm 11:22; 1Jo 4:7-20; Jo 15:12; 1Jo 3:16

Alguns ensinam que a palavra grega agape se refere ao amor exclusivo de Deus, enquanto outros termos, como phileo, seriam associados a tipos inferiores de amor. Há também quem entenda agape como um amor unilateral, que apenas dá mas nunca recebe nada em troca, sendo um amor independente da resposta humana.

No entanto, uma análise mais atenta do amor divino nas Escrituras revela que essas ideias, embora comuns, estão equivocadas. Primeiramente, o termo grego agape não se refere apenas ao amor de Deus, mas também ao amor humano, às vezes até mesmo ao amor humano mal orientado (2Tm 4:10). Em segundo lugar, nas Escrituras, vários outros termos, além de agape, são empregados para descrever o amor de Deus. Por exemplo, Jesus disse: “O próprio Pai os ama [phileo], visto que vocês Me amam [phileo]” (Jo 16:27). O termo grego phileo é usado para indicar não apenas o amor humano, mas também o amor de Deus pelos seres humanos. Assim, nesse caso, phileo não se refere a um tipo inferior de amor, mas ao próprio amor de Deus.

As Escrituras também ensinam que o amor de Deus não é unilateral, mas profundamente relacional. Faz diferença para o Senhor se os seres humanos refletem ou não Seu amor de volta tanto para Ele quanto para os outros.

Sábado, 04 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.

Deus ama com generosidade – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Parábolas de Jesus [CPB, 2022], p. 240-248 (“As dez virgens”).

“A escuridão do falso conceito acerca de Deus é o que está envolvendo o mundo. Os homens estão perdendo o conhecimento de Seu caráter. Este tem sido mal compreendido e mal-interpretado. Neste tempo deve ser proclamada uma mensagem de Deus, uma mensagem de influência iluminadora e capacidade salvadora. O caráter de Deus deve se tornar notório. Deve ser difundida nas trevas do mundo a luz de Sua glória, a luz de Sua benignidade, misericórdia e verdade.

“Essa é a obra esboçada pelo profeta Isaías, nas palavras: ‘[…] Ó Jerusalém, você que anuncia boas-novas, levante a sua voz fortemente! Levante-a, não tenha medo. Diga às cidades de Judá: Eis aí está o seu Deus! Eis que o Senhor Deus virá com poder, e o Seu braço dominará; eis que o Seu galardão está com Ele […]’ (Is 40:9, 10).

“Os que aguardam a vinda do esposo devem dizer ao povo: ‘Eis aí está o seu Deus!’ (Is 40:9). Os últimos raios da luz misericordiosa, a última mensagem de graça a ser dada ao mundo, é uma revelação do divino caráter de amor. Os filhos de Deus devem manifestar Sua glória. Revelarão em sua vida e caráter o que a graça de Deus tem feito por eles” (Parábolas de Jesus, p. 245).

Perguntas para consideração

1. Pior que pensar que Deus não existe seria pensar que Ele nos odeia. Como seria o mundo em que vivemos se Deus nos odiasse?

2. Por que existem tantos conceitos equivocados sobre o caráter de Deus no mundo? Como ajudar as pessoas a compreender melhor o caráter amoroso de Deus?

3. Que mensagem deve ser proclamada sobre o caráter de Deus? Como explicar essa mensagem a alguém que não está familiarizado com o amor de Deus? Quais evidências podem ser apontadas para demonstrar Seu amor e Seu caráter?

4. Falar sobre o amor de Deus é uma coisa; refletir esse amor é outra. Que “atos de santidade” podem manifestar o amor de Deus aos que nos cercam?

Sexta-feira, 03 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.

Crucificado por nós

Lições da Bíblia1:

Deus convida todos para um relacionamento com Ele, mas apenas os que aceitam livremente o convite desfrutam os resultados eternos. Como vemos na parábola do banquete de casamento, muitos a quem o rei chamou “não quiseram vir” (Mt 22:3).

Então, pouco antes da crucifixão, Cristo lamentou (Mt 23:37), declarando que queria reunir Seus filhos, mas eles não quiseram. O mesmo verbo grego que significa “querer” (thelo) é usado tanto para o desejo de Cristo de salvá-los quanto para a relutância deles em serem salvos (o mesmo termo está presente em Mt 22:3).

Porém, Cristo foi à cruz por eles e por nós. Que amor incrível! Embora a pena para o pecado seja a morte, Jesus pagou o preço e abriu um caminho para restaurar o relacionamento entre o Céu e a Terra. Enquanto isso, Ele continua a nos amar, mesmo que não tenha obrigação de fazê-lo, além de Seu compromisso voluntário.

6. Compare João 10:17, 18 com Gálatas 2:20. Qual é a mensagem que esses textos nos transmitem?

João 10:17, 18 (NAA)2: “17 Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para recebê-la outra vez. 18 Ninguém tira a minha vida; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para entregá-la e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.”

Gálatas 2:20 (NAA)2: “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.”

Na manifestação suprema do amor de Deus, a cruz, vemos que Cristo Se entregou por nós de livre vontade. Ele deu Sua vida “espontaneamente” (Jo 10:18). Ninguém a tirou Dele. Cristo a ofereceu voluntariamente, seguindo o plano de redenção estabelecido no Céu antes mesmo da criação do mundo.

“O plano de nossa redenção não foi um pensamento posterior, formulado depois da queda de Adão. Ele foi ‘a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos’ (Rm 16:25). Foi um desdobramento dos princípios que, desde os séculos da eternidade, têm sido o fundamento do trono de Deus. Desde o início, Deus e Cristo sabiam da apostasia de Satanás e da queda do ser humano mediante o poder enganador do apóstata. Deus não determinou a existência do pecado, mas previu-a e tomou providências para enfrentar a terrível situação. Seu amor pelo mundo era tão grande que decidiu entregar ‘Seu Filho unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna’” (Jo 3:16; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 11).

Quinta-feira, 02 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos

Lições da Bíblia1:

Deus não apenas ama as pessoas por Sua própria vontade, mas também as convida a corresponder ao Seu amor. Ele nos dá a capacidade de escolher se aceitaremos ou rejeitaremos Seu amor. Isso fica claro na parábola sobre o banquete de casamento.

5. Leia Mateus 22:1-14. Qual é o significado dessa parábola?

Mateus 22:1-14 (NAA)2: “1 De novo Jesus lhes falou por parábolas, dizendo: 2 — O Reino dos Céus é semelhante a um rei que preparou uma festa de casamento para seu filho. 3 Enviou os seus servos a chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir. 4 Enviou ainda outros servos, dizendo: ‘Digam aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e animais da engorda já foram abatidos, e tudo está pronto; venham para a festa.’ 5 Mas os convidados não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio. 6 Outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram. 7 — O rei ficou furioso e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e incendiou a cidade deles. 8 Então disse aos seus servos: ‘A festa está pronta, mas os convidados não eram dignos. 9 Vão, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidem para o banquete todos os que vocês encontrarem.’ 10 E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou cheia de convidados. 11 — Mas, quando o rei entrou para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial 12 e perguntou-lhe: ‘Amigo, como você entrou aqui sem veste nupcial?’ E ele emudeceu. 13 Então o rei ordenou aos serventes: ‘Amarrem os pés e as mãos dele e atirem-no para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.’ 14 Porque muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.”

Na parábola do banquete de casamento, um rei organiza uma festa para seu filho e envia seus servos para “chamar os convidados”, mas eles “não quiseram vir” (Mt 22:2, 3). Depois de várias tentativas, os convidados continuaram ignorando o chamado. Para piorar, prenderam e mataram os servos enviados (Mt 22:4-6).

Depois de ter punido os que mataram alguns de seus servos, o rei disse a outros servos: “A festa está pronta, mas os convidados não eram dignos. Vão, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidem para o banquete todos os que vocês encontrarem” (Mt 22:8, 9). Então, temos o episódio de um homem que se recusou a usar a roupa apropriada para o casamento e foi colocado para fora. Isso indica a necessidade de receber as vestes nupciais oferecidas pelo rei para participar do banquete. Jesus encerrou a parábola com uma frase enigmática, mas altamente significativa: “Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos” (Mt 22:14).

O que essa frase significa? Os que são finalmente “escolhidos”, os “eleitos”, são os que aceitaram o convite para o casamento. Na parábola, o termo traduzido como “chamar” e “convidar” é a palavra grega kaleo (chamar, convidar), e o que determina quem é finalmente “eleito” (eklektos) é se ele aceitou livremente o convite.

Deus chama (ou convida) todos para a festa de casamento. No entanto, cada um de nós pode recusar Seu amor. A liberdade é essencial para o amor. Deus nunca irá impor Seu amor. Infelizmente, podemos rejeitar o relacionamento de amor com Ele.

Os “escolhidos” são os que aceitam o convite. Para os que amam a Deus, Ele preparou coisas mais maravilhosas do que imaginamos. Tudo se resume à questão do amor e da liberdade inerente ao amor.

Você aceitou o convite de casamento e está usando as vestes nupciais?

Quarta-feira, 01 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Amor concedido livremente

Lições da Bíblia1:

Deus não apenas continuou a conceder Seu amor a Israel de modo generoso e voluntário, apesar das rebeliões do povo, mas faz o mesmo conosco, embora sejamos pecadores. Não merecemos o amor de Deus e jamais poderíamos conquistá-lo. Além disso, o Senhor não precisa de nós. Deus não carece de nada (At 17:25). O amor de Deus por você e por mim é completamente espontâneo e voluntário.

3. Compare Apocalipse 4:11 com o Salmo 33:6. O que esses versículos nos dizem sobre a autonomia de Deus em relação à criação?

Apocalipse 4:11 (NAA)2: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas e por tua vontade elas vieram a existir e foram criadas.

Salmo 33:6 (NAA)2: “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles.

Deus criou o mundo por Sua vontade. E, por causa disso, Ele é digno de toda glória, honra e poder. Deus não precisava ter criado o mundo. Antes da fundação do mundo, Ele já desfrutava o relacionamento de amor que existia na Trindade.

4. A quem o Pai amava antes da fundação do mundo? Jo 17:24

Jo 17:24 (NAA)2: “Pai, a minha vontade é que, onde eu estou, também estejam comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo.”

Deus não precisava de criaturas que fossem objeto de Seu amor. Mas, em conformidade com Seu caráter de amor, Ele escolheu criar o mundo e estabelecer um relacionamento de amor com Suas criaturas.

Deus não apenas criou este mundo por Sua própria vontade, como um ato de Seu amor generoso, mas também continua a amar voluntariamente os seres humanos, mesmo depois da queda da humanidade no Éden, e mesmo depois que todos pecaram individualmente.

Após a queda no Éden, Adão e Eva perderam o direito de continuar vivendo e de receber o amor de Deus. No entanto, o Senhor, que sustenta “todas as coisas pela Sua palavra poderosa” (Hb 1:3), em Seu grande amor, misericórdia e graça, sustentou a vida deles e abriu um caminho para reconciliar a humanidade Consigo mesmo por meio do amor. E essa reconciliação também nos inclui.

Apesar do pecado e do nosso estado decaído, Deus continua concedendo amor a este mundo. O que isso nos diz sobre Seu caráter? Essa verdade nos leva a amá-Lo?

Terça-feira, 31 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Amor não correspondido

Lições da Bíblia1:

Um dos exemplos mais marcantes do amor de Deus pela humanidade decaída é encontrado na história de Oseias (Os 1:2). Oseias e sua esposa infiel deviam servir como exemplos vivos do amor de Deus por Seu povo, apesar da infidelidade e da prostituição espiritual de Israel. Essa é uma história do amor generoso de Deus, concedido a quem não o merece.

Apesar da fidelidade de Deus, o povo se rebelou contra Ele repetidas vezes. Por isso, as Escrituras descrevem repetidamente o Senhor como um parceiro cheio de amor não correspondido e traído pelo cônjuge. Ele sempre amou Seu povo de maneira perfeita e fiel, mas muitas vezes eles O desprezaram, escolhendo adorar outros deuses. Isso O entristecia, parecendo romper o relacionamento de forma quase irreparável.

2. O que Oseias 14:1-4 revela sobre o amor de Deus por Seu povo?

Oseias 14:1-4 (NAA)2: “1 ‘Israel, volte para o Senhor, seu Deus, porque você caiu por causa dos seus pecados. 2 Tragam palavras de arrependimento e convertam-se ao Senhor, dizendo: ‘Perdoa toda a nossa iniquidade, aceita o que é bom e, em vez de novilhos, os sacrifícios dos nossos lábios.  3 A Assíria não nos salvará. Não iremos montados em cavalos e não mais diremos às obras das nossas mãos que elas são o nosso Deus. Porque só em ti o órfão encontra misericórdia.’‘Vou curar a rebeldia deles. Vou amá-los de boa vontade, porque a minha ira se afastou deles.

Após repetidos atos de rebeldia do povo, Deus declarou: “Eu curarei a infidelidade deles e os amarei com generosidade” (Os 14:4, NVI). A expressão “com generosidade” ou “de boa vontade” (NAA) é uma tradução da palavra hebraica nedabah, que indica aquilo que é oferecido voluntariamente. Essa é a mesma palavra usada para descrever as ofertas voluntárias apresentadas nos rituais do santuário.

Em Oseias e em outras narrativas bíblicas, Deus demonstra comprometimento e compaixão para com Seu povo. Embora os israelitas repetidamente tenham se voltado para outros “amantes” espirituais, aparentemente rompendo o relacionamento da aliança de maneira irreparável, Deus, por Sua própria vontade, continuou a conceder-lhes Seu amor. O povo não merecia o amor de Deus. Eles o rejeitaram, perdendo o direito legítimo a esse amor. Ainda assim, o Senhor continuou a amá-los voluntariamente, sem qualquer compulsão moral ou alguma influência externa. Em Oseias 14 e em outras passagens, as Escrituras revelam o amor generoso de Deus.

Muitos veem Deus como juiz severo. Contudo, Óseias mostra o Senhor sendo traído pelo Seu cônjuge. A ideia do amor não correspondido ajuda você a perceber Deus de modo diferente? Isso influencia sua percepção do seu relacionamento com Ele?

Segunda-feira, 30 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Superando expectativas razoáveis

Lições da Bíblia1:

Deus não apenas pergunta: “Você Me ama?”, mas Ele ama cada pessoa, e o faz generosamente. Ele ama você e a mim com generosidade, muito mais do que imaginamos. Conhecemos esse amor pelo modo como Deus atuou na história de Seu povo.

1. Leia Êxodo 33:15-22 pensando no contexto desses versículos e na história em que estão inseridos. O que essa passagem, especialmente o versículo 19, revela sobre a vontade e o amor de Deus?

Êxodo 33:15-22 (NAA)2: 15 Então Moisés disse: — Se a tua presença não for comigo, não nos faças sair deste lugar. 16 Pois como se poderá saber que alcançamos favor diante de ti, eu e o teu povo? Será que não é o fato de andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o teu povo, de todos os povos da terra? Moisés roga a Deus que lhe mostre a sua glória 17 O Senhor disse a Moisés: — Farei também isto que você falou, porque você alcançou favor diante de mim, e eu o conheço pelo nome. 18 Então Moisés disse: — Peço que me mostres a tua glória. 19 O Senhor respondeu: — Farei passar toda a minha bondade diante de você e lhe proclamarei o nome do Senhor; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer. 20 E acrescentou: — Você não poderá ver a minha face, porque ninguém verá a minha face e viverá. 21 Disse mais o Senhor: — Eis aqui um lugar perto de mim, onde você ficará sobre a rocha. 22 Quando a minha glória passar, eu porei você numa fenda da rocha e o cobrirei com a mão, até que eu tenha passado. 23 Depois, quando eu tirar a mão, você me verá pelas costas; mas a minha face ninguém verá.”

Tudo parecia perdido. Pouco depois da surpreendente libertação do povo de Deus da escravidão no Egito, os israelitas se rebelaram contra o Senhor e adoraram um bezerro de ouro. Quando Moisés desceu do monte, viu o que eles haviam feito e, indignado, lançou ao chão as tábuas dos Dez Mandamentos, quebrando-as. Apesar de terem perdido todo o direito aos privilégios e bênçãos da aliança concedida por Deus com tanta generosidade, Ele escolheu voluntariamente continuar no relacionamento de aliança com os israelitas, ainda que fossem indignos das bênçãos da aliança.

Em Êxodo 33:19, lemos: “Terei misericórdia de quem Eu tiver misericórdia e Me compadecerei de quem Eu Me compadecer.” Muitas vezes, essas palavras são interpretadas erroneamente como se Deus escolhesse ser compassivo e misericordioso com alguns e negasse isso a outros de forma arbitrária. No entanto, Deus declarou que será seletivamente misericordioso e compassivo com alguns, mas não com outros. Essa não é a forma como o Senhor atua, ao contrário do que dizem algumas interpretações teológicas, segundo as quais Ele predestina alguns à perdição eterna.

Então, o que Deus está dizendo em Êxodo 33:19? Ele está declarando que, como Criador, tem todo o direito e autoridade para ser generoso em Sua misericórdia e compaixão, até mesmo com aqueles que não as merecem. Era isso que Ele estava fazendo naquela ocasião, ao mostrar misericórdia para o povo após a rebelião em que adoraram o bezerro de ouro, mesmo que não merecessem a compaixão de Deus.

Esse é apenas um exemplo dentre muitos em que Deus demonstra Seu amor surpreendente, além das expectativas razoáveis. Não são essas excelentes notícias?

Domingo, 29 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Deus ama com generosidade

Lições da Bíblia1:

Verso para memorizar: “Eu curarei a infidelidade deles e os amarei com generosidade, pois a Minha ira desviou-se deles” (Os 14:4, NVI).

Ainda que Pedro tivesse negado Jesus três vezes, como havia sido predito pelo próprio Jesus (Mt 26:34), essas negações não foram o fim da história. Após a ressurreição, Jesus perguntou a Pedro: “Você Me ama mais do que estes outros Me amam?” E Pedro respondeu: “Sim, o Senhor sabe que eu O amo.” Jesus disse: “Apascente os Meus cordeiros.” Então, perguntou nova- mente a Pedro: “Você Me ama?” E o discípulo respondeu: “Sim, o Senhor sabe que eu O amo.” Cristo disse: “Pastoreie as Minhas ovelhas.” Novamente, pela terceira vez, Ele perguntou a Pedro: “Você Me ama?” “Pedro ficou triste por Jesus ter perguntado pela terceira vez: ‘Você Me ama?’” Então, respondeu: “O Senhor sabe todas as coisas; sabe que eu O amo.” E Jesus disse: “Apascente as Minhas ovelhas” (Jo 21:15-17). Assim como Pedro negou Jesus três vezes, foi restaurado três vezes por meio da pergunta crucial: “Você Me ama?”.

Não importa quais sejam as nossas circunstâncias, que podem ser bem diferentes das de Pedro, o princípio é o mesmo. A pergunta que Jesus fez a Pedro é, de fato, a questão fundamental que Deus nos apresenta aqui e agora: “Você Me ama?”.

Tudo depende de como respondemos a essa pergunta.

Sábado, 28 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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