A vontade ideal e a vontade remedial de Deus

Lições da Bíblia1:

5. O que Efésios 1:9 a 11 ensina sobre a predestinação? Algumas pessoas estão predestinadas a ser salvas e outras a se perderem?

Efésios 1:9 a 11 (NAA)2: “9 Ele nos revelou o mistério da sua vontade, segundo o seu propósito, que ele apresentou em Cristo, 10 de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra. 11 Em Cristo fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade,

O termo grego traduzido como “predestinar” nesse e em outros textos bíblicos (prohorizo) não significa necessariamente que Deus determina, ou causa, tudo o que acontece. Em vez disso, o termo grego significa apenas “decidir previamente”.

É claro que se pode decidir algo previamente de forma unilateral ou de uma forma que leve em conta as livres decisões de outras pessoas. As Escrituras ensinam que Deus age de acordo com a segunda opção.

Em Efésios 1 e outros textos (Rm 8:29, 30), o termo traduzido como “predestinar” refere-se ao que Deus planeja para o futuro depois de levar em conta o que Ele sabe previamente sobre as decisões livres das criaturas. Assim, Deus guia a história, de modo providencial, para os Seus bons propósitos para todos, mesmo respeitando a liberdade necessária em um relacionamento autêntico de amor.

Efésios 1:11 diz que Deus “faz todas as coisas segundo o propósito da Sua vontade” (NVI). Isso significa que Ele determina que tudo aconteça exatamente como Ele deseja? À primeira vista, Efésios 1:9-11 parece confirmar essa ideia. No entanto, essa interpretação vai contra textos bíblicos que mostram que muitas vezes as pessoas rejeitam o “plano de Deus” para elas (Lc 7:30; veja Lc 13:34; Sl 81:11-14). Se a Bíblia não se contradiz, como podemos entender essas passagens?

Lc 7:30 (NAA): “mas os fariseus e os intérpretes da Lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o plano de Deus, não tendo sido batizados por ele.”

Lc 13:34 (NAA)2: “Jerusalém, Jerusalém! Você mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, mas vocês não quiseram!”

Sl 81.10–14 (NAA)2: “11 Mas o meu povo não escutou a minha voz; Israel não quis saber de mim. 12 Assim, deixei que andassem na teimosia do seu coração, e seguissem as suas próprias inclinações. 13 Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos! 14 Eu derrotaria logo os seus inimigos e voltaria a minha mão contra os seus adversários.”

Efésios 1:9-11 faz todo o sentido se distinguirmos entre o que chamamos de “vontade ideal” de Deus e a Sua “vontade remedial” (ou corretiva). A “vontade ideal” é o que Ele prefere que ocorra e que ocorreria se todos fizessem o que Ele deseja. A “vontade remedial”, por outro lado, é a Sua vontade levando em conta todos os outros fatores, incluindo as decisões livres das criaturas, que muitas vezes se afastam daquilo que o Senhor prefere. Efésios 1:11 parece se referir à “vontade corretiva” de Deus.

O conhecimento de Deus sobre o futuro (presciência) é tão poderoso que, mesmo prevendo todas as escolhas das pessoas, incluindo as más escolhas, Ele ainda faz com que tudo coopere para o nosso bem (Rm 8:28). Você encontra conforto nessa verdade?

Quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Amar a Deus

Lições da Bíblia1:

O fato de Deus ser todo-poderoso não significa que Ele possa fazer o que é impossível em termos lógicos. Assim, o Senhor não pode determinar que alguém O ame livremente. Se fazer algo livremente significa fazer sem ser determinado a fazê-lo, então, por definição, é impossível obrigar alguém a fazer algo livremente. Em resumo, Deus não pode forçar ninguém a amá-Lo, pois se é forçado, já não é amor.

3. O que estes versos ensinam sobre o livre-arbítrio? Mt 22:37; Dt 6:4, 5

Mt 22:37 (NAA)2: “Jesus respondeu: — ‘Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.

Dt 6:4, 5 (NAA)2: “4 — Escute, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. 5 Portanto, ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e com toda a sua força.”

O maior mandamento, amar a Deus, nos dá evidências de que Ele deseja, de fato, que todos O amem. No entanto, nem todos fazem isso. Por que, então, Deus simplesmente não faz com que todos O amem? Isso acontece porque o amor, para ser o que ele é, deve ser espontâneo.

4. Leia Hebreus 6:17, 18; Tito 1:2. Segundo esses textos, o que Deus não pode fazer?

Hebreus 6:17, 18 (NAA)2: “17 Por isso, Deus, quando quis mostrar com mais clareza aos herdeiros da promessa que o seu propósito era imutável, confirmou-o com um juramento. 18 Ele fez isso para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, nós, que já corremos para o refúgio, tenhamos forte alento, para tomar posse da esperança que nos foi proposta.”

Tito 1:2 (NAA)2: “Escrevo na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos”

“Deus não é homem, para que minta” (Nm 23:19). Ele “não pode mentir” (Tt 1:2). Sempre cumpre Sua palavra e jamais quebra Suas promessas (Hb 6:17, 18). Consequentemente, se Deus prometeu ou se comprometeu a fazer alguma coisa, Sua ação futura é moralmente limitada por essa promessa.

Isso significa que, como o Senhor concede às criaturas a liberdade de escolher algo diferente do que Ele prefere, não depende Dele o que os seres humanos escolhem. Se Deus Se comprometeu a conceder o livre-arbítrio, os seres humanos possuem a capacidade de exercer sua liberdade de maneiras que vão contra os desejos ideais de Deus. Infelizmente, muitas pessoas acabam exercendo sua liberdade dessa maneira e, consequentemente, há muitas coisas que ocorrem que Ele deseja que não aconteçam, mas que não são, estritamente falando, de Sua responsabilidade.

Você já fez alguma coisa que sabia que Deus não desejava que você fizesse? O que isso ensina sobre o livre-arbítrio e suas possíveis consequências terríveis?

Terça-feira, 18 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Pantokrator

Lições da Bíblia1:

Nas Escrituras, o poder de Deus é manifestado. A Bíblia inclui narrativas nas quais Ele exerce Seu poder e realiza milagres. Apesar disso, aconteciam muitas coisas que Deus não desejava que ocorressem.

2. Leia Apocalipse 11:17; Jeremias 32:17-20; Lucas 1:37; Mateus 19:26; Hebreus 1:3. O que essas passagens ensinam sobre o poder de Deus?

Apocalipse 11:17 (NAA)2: “dizendo: ‘Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar.”

Jeremias 32:17-20 (NAA)2: “17 — Ah! Senhor Deus, eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; nada é demasiadamente difícil para ti. 18 Tu fazes misericórdia até mil gerações, mas também retribuis a iniquidade dos pais nos filhos. Tu és o grande, o poderoso Deus, cujo nome é Senhor dos Exércitos, 19 grande em conselho e magnífico em obras. Os teus olhos estão abertos sobre todos os caminhos dos filhos dos homens, para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas obras. 20 Fizeste sinais e maravilhas na terra do Egito até o dia de hoje, tanto em Israel como em toda a humanidade, e assim adquiriste a fama que tens até o dia de hoje.

Lucas 1:37 (NAA)2: “Porque para Deus não há nada impossível.”

Mateus 19:26 (NAA)2: “Jesus, olhando para eles, disse: — Para os seres humanos isto é impossível, mas para Deus tudo é possível.”

Hebreus 1:3 (NAA)2: “O Filho, que é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela sua palavra poderosa, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,”

Esses e outros textos ensinam que Deus é todo-poderoso e que Ele sustenta o mundo pelo Seu poder. O Apocalipse se refere várias vezes ao Senhor como o “Todo-Poderoso” (em grego, pantokrator; Ap 1:8; 11:17; 16:14; 19:15; 21:22; veja 2Co 6:18). O fato de Deus ser todo-poderoso não é apenas afirmado em palavras, mas se manifesta nos inúmeros casos extraordinários em que Deus usou Seu poder para libertar Seu povo ou intervir miraculosamente de outras maneiras no mundo.

No entanto, dizer que Deus é “todo-poderoso” não significa que Ele possa fazer qualquer coisa. As Escrituras ensinam que existem coisas que o Senhor não pode fazer. Por exemplo, Ele “de maneira nenhuma pode negar a Si mesmo” (2Tm 2:13).

Assim, a maioria dos cristãos aceita que Deus é onipotente, o que significa que Ele tem o poder de fazer tudo que não seja contraditório – isto é, qualquer coisa que seja possível em termos lógicos e coerente com a Sua natureza. A oração de Cristo no Getsêmani mostra que algumas coisas não são possíveis para Deus porque envolveriam contradição. Embora Jesus tenha dito que “para Deus tudo é possível” (Mt 19:26), Ele também orou ao Pai dizendo: “Se é possível, que passe de Mim este cálice! Contudo, não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt 26:39).

É claro que o Pai tinha o poder absoluto de libertar Cristo do sofrimento na cruz, mas Ele não podia fazer isso e, ao mesmo tempo, salvar os pecadores. Tinha que ser um ou outro, não ambos.

A Bíblia ensina que Deus deseja salvar a todos (1Tm 2:4-6; Tt 2:11; 2Pe 3:9; Ez 33:11). Mas nem todos serão salvos. O que isso ensina sobre o livre-arbítrio e os limites do poder de Deus em relação aos seres a quem Ele deu a liberdade de escolha?

Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Nosso Deus soberano

Lições da Bíblia1:

“Deus é soberano”, ensinava o pastor de jovens ao grupo de alunos do ensino médio. “Isso significa que Ele controla tudo o que acontece.” Um adolescente, perplexo, perguntou: “Então Deus estava no controle quando meu cachorro morreu? Por que Ele mataria meu cachorro?”

O pastor respondeu: “Essa é uma pergunta complexa. Mas, às vezes, Deus nos permite passar por momentos difíceis para que estejamos preparados para acontecimentos ainda mais difíceis que viveremos no futuro. Eu me lembro de como foi difícil quando meu cachorro morreu. Mas passar por isso me ajudou a lidar com um momento que foi ainda mais difícil, quando minha avó faleceu. Compreende?”

Depois de uma longa pausa, o adolescente disse: “Então Deus matou meu cachorro para me preparar para quando Ele matar minha avó?” (Marc Cortez, citado por John C. Peckham, Divine Attributes: Knowing the Covenantal God of Scripture [Baker Academic, 2021], p. 141).

Algumas pessoas concluem que tudo acontece exatamente como o Senhor deseja. Tudo ocorre como Ele planejou. Afinal, Deus é todo-poderoso. Como poderia acontecer algo que Ele não deseja que aconteça? Por isso, não importa as coisas ruins que acontecem, é a vontade de Deus. Pelo menos é o que ensina essa visão teológica.

Leia Salmo 81:11-14; Isaías 30:15, 18; 66:4; Lucas 13:34. Segundo esses textos, a vontade de Deus sempre é feita em nosso mundo?

Salmo 81:11-14 (NAA)2: “11 Mas o meu povo não escutou a minha voz; Israel não quis saber de mim.  12 Assim, deixei que andassem na teimosia do seu coração, e seguissem as suas próprias inclinações. 13 Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos! 14 Eu derrotaria logo os seus inimigos e voltaria a minha mão contra os seus adversários.

Isaías 30:15, 18 (NAA)2: “15 Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: ‘Na conversão e no descanso está a salvação de vocês; na tranquilidade e na confiança reside a força de vocês. Mas vocês não quiseram. […] 18 Por isso, o Senhor espera, para ter misericórdia de vocês, e se levanta, para se compadecer de vocês, porque o Senhor é Deus de justiça.”

Isaías 66:4 (NAA)2: “assim eu lhes escolherei o castigo e farei vir sobre eles o que eles temem. Porque clamei, e ninguém respondeu; falei, e não escutaram, mas fizeram o que era mau aos meus olhos e escolheram aquilo em que eu não tenho prazer.”

Lucas 13:34 (NAA)2: “Jerusalém, Jerusalém! Você mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, mas vocês não quiseram!

Embora muitos acreditem que Deus sempre realiza tudo o que deseja, a Bíblia descreve uma realidade bem diferente. A vontade de Deus nem sempre é realizada. Muitas coisas vão contra o que Ele deseja. Em muitos casos, Deus disse que o que estava acontecendo era o oposto do que Ele desejava. O Senhor queria determinada coisa para o Seu povo, mas eles escolheram outra. O próprio Deus lamentou: “Mas o Meu povo não escutou a Minha voz […]. Ah! Se o Meu povo Me escutasse, se Israel andasse nos Meus caminhos! Eu derrotaria logo os seus inimigos” (Sl 81:11, 13, 14).

Pense nas consequências de atribuir tudo o que acontece à vontade de Deus. Que tipo de problemas graves, especialmente no contexto do mal, esse ensino acaba criando?

Domingo, 16 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Livre-arbítrio, amor e providência divina

Lições da Bíblia1:

“Falei essas coisas para que em Mim vocês tenham paz. No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: Eu venci o mundo” (Jo 16:33).

Providência é o termo usado para descrever a ação de Deus no mundo. Nossa forma de pensar sobre a providência divina faz grande diferença no modo pelo qual nos relacionamos com Deus e com os outros e como pensamos sobre o problema do mal.

No meio cristão existem vários entendimentos diferentes sobre a providência divina. Alguns cristãos acreditam que Deus exerce Seu poder de tal forma que determina cada detalhe de tudo o que acontece. Ele chega a escolher quem será salvo e quem se perderá! Segundo esse ponto de vista, as pessoas não são livres para escolher algo diferente daquilo que o Senhor decreta. Na verdade, quem defende esse entendimento argumenta que até os desejos humanos são determinados por Deus.

No entanto, Deus não determina tudo o que acontece. Ele concede o livre-arbítrio aos seres humanos, de maneira que eles (assim como os anjos) podem decidir fazer algo que é diretamente contrário à vontade divina. A história da queda, do pecado e do mal é uma expressão dos resultados do abuso desse livre-arbítrio. O plano da salvação foi instituído para remediar a tragédia ocasionada pelo uso equivocado do livre-arbítrio.

Sábado, 15 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O problema do mal – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 9-19 (“A origem do mal”).

“Mesmo quando foi expulso do Céu, a Sabedoria infinita não destruiu Satanás. Visto que unicamente o serviço do amor pode ser aceito por Deus, a fidelidade de Suas criaturas deve se basear em uma convicção de Sua justiça e benevolência. Os habitantes do Céu e dos mundos, não estando preparados para compreender a natureza ou consequência do pecado, não poderiam ter visto então a justiça de Deus na destruição de Satanás. […]

“A rebelião de Satanás deveria ser uma lição para o Universo durante todas as eras futuras – um perpétuo testemunho da natureza do pecado e de suas terríveis consequências. Os resultados do governo de Satanás, seus efeitos tanto sobre os homens quanto sobre os anjos, mostrariam qual seria o fruto de se deixar de lado a autoridade divina. Testificariam que ligado à existência do governo de Deus está o bem-estar de todas as criaturas que Ele fez. Assim a história dessa terrível experiência com a rebelião seria uma salvaguarda perpétua para todos os seres santos, para impedir que fossem enganados quanto à natureza da transgressão e para salvá-los de cometer pecado e sofrer a pena” (Patriarcas e Profetas, p. 18).

Perguntas para consideração

1. “Teodiceia” é a tentativa de explicar por que Deus permitiria a existência do mal, mas não é a tentativa de explicar ou justificar o mal. Imagine que alguém chegue ao Céu e diga: “Jesus, agora entendo por que minha família foi torturada e morta na minha frente. Agora tudo faz sentido. Obrigado, Jesus!” Isso seria absurdo. Como entender que é Deus, e não o mal, que, no fim, será vindicado? (Ver a lição 9.)

2. Você já foi tentado a pensar que não existe explicação para o sofrimento? O reconhecimento de Jó, de que tinha falado de coisas que “não entendia” (Jó 42:3), lança luz sobre a nossa condição?

Sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O amor e o mal?

Lições da B[íblia1:

Deus concedeu às criaturas o livre-arbítrio porque ele é necessário para que o amor exista. O uso indevido do livre-arbítrio é a causa do mal. No entanto, Deus permite que o mal exista por algum tempo, ainda que o deteste com todas as forças, porque excluir a sua possibilidade excluiria o amor, e destruí-lo antes do momento certo enfraqueceria a confiança que é necessária para que o amor exista.

“A Terra se obscureceu por causa da compreensão errada sobre Deus. Para que as tristes sombras pudessem ser desfeitas, para que o mundo pudesse voltar para o Senhor, era preciso que o poder enganador de Satanás fosse neutralizado. Isso não podia ser feito pela força. O uso da força é contrário aos princípios do governo de Deus. Ele deseja apenas o serviço do amor. E o amor não pode ser imposto, não pode ser conquistado pela força ou autoridade. Só o amor desperta amor. Conhecer a Deus é amá-Lo. Seu caráter deve ser manifestado em contraste com o de Satanás” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 11).

Sem o livre-arbítrio, não existiria amor. E, se Deus é amor, Ele não poderia negar o amor ou a liberdade necessários para que o amor existisse. Além disso, concluímos que, se conhecêssemos o fim desde o princípio, como o Senhor conhece, não desejaríamos que Ele nos tirasse a liberdade. Quem gostaria de viver sem amor?

7. Leia Romanos 8:18; Apocalipse 21:3, 4. Esses textos aumentam nossa confiança na bondade de Deus, apesar do mal que há no mundo?

Romanos 8:18 (NAA)2: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.”

Apocalipse 21:3, 4 (NAA)2: “3 Então ouvi uma voz forte que vinha do trono e dizia: — Eis o tabernáculo de Deus com os seres humanos. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles e será o Deus deles. 4 E lhes enxugará dos olhos toda lágrima. E já não existirá mais morte, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.

Mesmo quando não conseguimos enxergar através da escuridão, Deus vê “o fim desde o princípio” (Is 46:10, ARC). Ele também vê a recompensa prometida aos que depositam a fé em Jesus. “Os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm 8:18). Cremos nessa promessa?

Além disso, a liberdade inerente ao amor é tão sagrada e essencial que, em vez de negá-la, Cristo a concedeu a nós, mesmo sabendo que ela O levaria à cruz, onde sofreria muito. Por que é tão importante sempre nos lembrarmos dessa verdade?

O livre-arbítrio evita a conclusão de que tudo o que acontece é a vontade de Deus?

Quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A defesa do livre-arbítrio

Lições da Bíblia1:

Por mais que não entendamos as ações e os pensamentos de Deus, as Escrituras revelam fatos que nos ajudam a resolver o problema do mal. Uma das respostas mais convincentes ao problema lógico do mal é conhecida como defesa do livre-arbítrio.

A defesa do livre-arbítrio é o entendimento de que o mal é resultado do uso errado do livre-arbítrio. Deus não é culpado pelo mal, o qual existe porque as criaturas usaram de modo indevido o livre-arbítrio que o Senhor, por boas razões, nos concedeu. Por que Deus nos deu o livre-arbítrio, apesar dos riscos? C. S. Lewis escreveu que o “livre-arbítrio, embora possibilite o mal, também é a única coisa que torna possível todo o amor, toda a bondade ou toda a alegria. Um mundo de autômatos, de criaturas que trabalhassem feito máquinas, dificilmente valeria a pena ser criado. A felicidade que Deus designou para Suas criaturas superiores é a felicidade de serem unidas a Ele e umas às outras livre e voluntariamente […]. Para isso [elas] têm de ser livres” (Cristianismo Puro e Simples [Thomas Nelson Brasil], p. 81).

6. Como Deus concedeu liberdade moral a Adão e Eva? Gn 2:16, 17

Gn 2:16, 17 (NAA)2: “16 E o Senhor Deus ordenou ao homem: — De toda árvore do jardim você pode comer livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá.”

Por que o Senhor daria uma ordem, a menos que Adão e Eva tivessem livre-arbítrio para escolher se a obedeceriam ou não? Eles comeram o fruto proibido, e, desde então, a Terra está repleta do mal. Em Gênesis 4, o capítulo seguinte ao relato da queda, vemos os terríveis efeitos do pecado no assassinato de Abel por seu irmão. O uso errado do livre-arbítrio de Adão e Eva trouxe o pecado para a história do planeta.

Em toda a Bíblia, encontramos a realidade do livre-arbítrio moral (veja Dt 7:12, 13; Js 24:14, 15; Sl 81:11-14; Is 66:4).

Dt 7:12, 13 (NAA)2: “12 — Portanto, se vocês derem ouvidos a estes juízos, e os guardarem e cumprirem, o Senhor, seu Deus, guardará a aliança e a misericórdia prometida sob juramento aos seus pais. 13 Ele os amará, os abençoará e fará com que vocês se multipliquem. Também abençoará os filhos de vocês, o fruto da terra, o cereal, o vinho, o azeite e as crias das vacas e das ovelhas, na terra que prometeu dar a vocês, conforme o juramento que fez aos seus pais.”

Js 24:14, 15 (NAA)2: “14 — Agora, pois, temam o Senhor e o sirvam com integridade e com fidelidade. Joguem fora os deuses que os pais de vocês serviram do outro lado do Eufrates e no Egito e sirvam o Senhor. 15 Mas, se vocês não quiserem servir o Senhor, escolham hoje a quem vão servir: se os deuses a quem os pais de vocês serviram do outro lado do Eufrates ou os deuses dos amorreus em cuja terra vocês estão morando. Eu e a minha casa serviremos o Senhor.”

Sl 81:11-14 (NAA)2: “11 Mas o meu povo não escutou a minha voz; Israel não quis saber de mim. 12 Assim, deixei que andassem na teimosia do seu coração, e seguissem as suas próprias inclinações. 13 Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos! 14 Eu derrotaria logo os seus inimigos e voltaria a minha mão contra os seus adversários.”

Is 66:4 (NAA)2: “assim eu lhes escolherei o castigo e farei vir sobre eles o que eles temem. Porque clamei, e ninguém respondeu; falei, e não escutaram, mas fizeram o que era mau aos meus olhos e escolheram aquilo em que eu não tenho prazer.”

Todos os dias de nossa vida, em um grau ou outro, nós mesmos exercemos o livre-arbítrio, que nos foi dado pelo nosso Criador. Sem ele, não seríamos humanos. Seríamos como máquinas ou robôs.

A Sony Corporation criou um cão-robô chamado Aibo, que não fica doente, não pega pulgas, não morde, não precisa ser vacinado e não perde pelos. Você trocaria seu cachorro de carne e ossos por um Aibo? Essa questão o ajuda a entender por que Deus nos criou com livre-arbítrio, apesar dos riscos?

Quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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