A sarça ardente

Lições da Bíblia1:

Depois que Moisés fugiu para Midiã, ele teve uma vida relativamente fácil. Ele se casou, teve dois filhos, Gérson e Eliézer (Êx 18:3, 4), e fazia parte da família de Jetro, seu sogro e sacerdote de Midiã. Moisés passou 40 anos tranquilos sendo pastor, a mesma atividade de Davi (2Sm 7:8), e desfrutando a presença de Deus, especialmente revelada na natureza.

No entanto, Moisés não passou todo esse tempo simplesmente sentindo o aroma das flores (ou talvez, dos cactos do deserto). Esses anos de caminhada com o Senhor o transformaram e o prepararam para a liderança. Deus também usou Moisés naquele deserto pacato para escrever, sob inspiração divina, os dois livros mais antigos da Bíblia: Jó e Gênesis (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 209; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia [CPB, 2016], v. 3, p. 1140). Ao escrever esses livros, Moisés recebeu de Deus revelações essenciais sobre o grande conflito, a criação, a queda, o dilúvio, os patriarcas e, mais importante ainda, o plano da salvação. Assim, ele teve papel fundamental em transmitir à humanidade o verdadeiro conhecimento do Criador e Mantenedor, e sobre o que Ele faz em relação ao pecado, que causou profundos danos ao planeta. A história da salvação não faz sentido sem o fundamento crucial que, sob inspiração, Moisés comunicou, especialmente em Gênesis.

1. Leia Êxodo 3:1-6. O Senhor Se apresentou a Moisés como “o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”. Qual é a relevância desse fato?

Êxodo 3:1-6 (NAA)2: “1 Moisés apascentava o rebanho de Jetro, o seu sogro, sacerdote de Midiã. E, levando o rebanho para o lado oeste do deserto, chegou a Horebe, o monte de Deus. 2 Ali o Anjo do Senhor lhe apareceu numa chama de fogo, no meio de uma sarça. Moisés olhou, e eis que a sarça estava em chamas, mas não se consumia. 3 Então disse consigo mesmo: — Vou até lá para ver essa grande maravilha. Por que a sarça não se queima? 4 Quando o Senhor viu que ele se aproximava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: — Moisés! Moisés! Ele respondeu: — Eis-me aqui! 5 Deus continuou: — Não se aproxime! Tire as sandálias dos pés, porque o lugar em que você está é terra santa. 6 Disse mais: — Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque teve medo de olhar para Deus.

Moisés viu que a sarça ardente não se consumia pelo fogo. Então percebeu que estava testemunhando um milagre e que algo espetacular e importante deveria estar acontecendo bem diante dele. Ao se aproximar, o Senhor lhe disse para tirar as sandálias dos pés como sinal de profundo respeito, porque a presença de Deus tornava o lugar santo.

O Senhor Se apresentou a Moisés como “o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (Êx 3:6). Ele havia prometido a esses patriarcas que seus descendentes herdariam a terra de Canaã, uma promessa que Moisés conhecia bem. Portanto, mesmo antes de dizê-lo, Deus já estava abrindo o caminho para que Moisés soubesse o que estava por vir e o papel crucial que deveria desempenhar.

Moisés precisou de 80 anos para que Deus o considerasse pronto para a tarefa. O que isso nos ensina sobre paciência?

Domingo, 06 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A sarça ardente

Lições da Bíblia1:

“Então o Senhor continuou: – Certamente vi a aflição do Meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus feitores. Conheço o sofrimento do Meu povo. Por isso desci a fim de livrá-lo das mãos dos egípcios e para fazê-lo sair daquela terra e levá-lo para uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel” (Êx 3:7, 8).

Leituras da semana: Êx 3; 18:3, 4; Gn 22:11, 15-18; Êx 6:3; jl 2:32; Êx 4; Gn 17:10, 11

O chamado que Deus nos faz frequentemente mudará a direção da nossa vida. No entanto, se seguirmos esse chamado, descobriremos que o caminho de Deus é sempre a melhor rota. Ainda assim, às vezes, pelo menos no início, não é fácil aceitar o chamado divino.

Esse foi o caso de Moisés e seu chamado, que ocorreu no encontro com o Senhor na sarça ardente. Embora não tivesse conhecimento sobre as leis da combustão, Moisés sabia que estava presenciando um milagre, e isso chamou sua atenção. Sem dúvida, o Senhor o estava chamando para uma tarefa específica. A questão era: ele atenderia ao chamado, não importando a mudança drástica que isso traria à sua vida? No início, Moisés não recebeu muito bem essa nova realidade.

Você deve se lembrar de situações em que tinha objetivos, mas Deus redirecionou seus planos. Podemos servir a Deus de muitas maneiras, mas seguir Seu chamado e fazer o que Ele deseja é o caminho para uma existência satisfatória. Isso não é fácil, e não foi para Moisés, mas seria tolice seguir nosso caminho quando Deus mostra outra direção.

Sábado, 05 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.

O povo oprimido e o nascimento de Moisés – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 201-209 (“Moisés”).

O texto bíblico afirma que as “parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram o que o rei do Egito lhes havia ordenado; pelo contrário, deixaram viver os meninos” (Êx 1:17). Ellen G. White comenta sobre a fidelidade das parteiras e a esperança messiânica: “Foram dadas ordens às parteiras, cujo trabalho permitia o cumprimento desse mandado, para que destruíssem as crianças hebreias do sexo masculino assim que nascessem. Satanás foi o instigador disso. Sabia que um libertador se levantaria entre os israelitas; e, levando o rei a destruir seus filhos, esperava frustrar o propósito divino. No entanto, aquelas mulheres temiam a Deus e não ousaram executar a cruel determinação. O Senhor aprovou o procedimento delas e as fez prosperar” (Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 202).

A boa notícia em tudo isso é que, apesar dos planos de Satanás, Deus triunfou e usou pessoas fiéis para frustrar o inimigo. Nós vivemos no território de nosso inimigo, a quem Jesus chamou de “príncipe do mundo” (Jo 14:30; NAA) ou “governante deste mundo” (NVT; ver Ef 2:2). Satanás usurpou essa posição de Adão, mas Jesus Cristo o derrotou em Sua vida e em Sua morte na cruz (Mt 4:1-11; Jo 19:30; Hb 2:14). Embora Satanás ainda esteja vivo e ativo, como fica claro na tentativa de matar aquelas crianças, sua destruição está garantida (Jo 12:31; 16:11; Ap 20:9, 10, 14). A grande notícia é que as dificuldades da vida podem ser superadas pela graça de Deus (Fp 4:13). Essa graça é nossa única esperança.

Perguntas para consideração

1. Por que Deus permitiu que os hebreus vivessem no Egito e fossem oprimidos? Por que demorou tanto para intervir em favor deles? Lembre-se também de que cada pessoa sofre apenas durante o período de sua própria vida. Portanto, o tempo de sofrimento da nação foi longo, mas cada pessoa sofreu apenas durante sua breve existência. Por que fazer essa distinção é importante quando tentamos entender o sofrimento humano em geral?

2. Pense sobre como Deus foi capaz de usar o ato impetuoso de Moisés de matar o egípcio. Suponha que ele não tivesse cometido aquele erro. Isso significaria que os hebreus não teriam escapado do Egito? Explique seu raciocínio.

Sexta-feira, 04 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.

Mudança de planos

Lições da Bíblia1:

Leia Êxodo 2:11-25. Que fatos ocorridos rapidamente mudaram toda a direção da vida de Moisés? Que lições podemos aprender dessa história?

Êxodo 2:11-25 (NAA)2: 11 Naqueles dias, sendo Moisés já homem feito, saiu para visitar os seus irmãos e viu o trabalho pesado que faziam. Viu também que certo egípcio espancava um hebreu, um do seu povo. 12 Olhou para todos os lados e, vendo que não havia ali ninguém, matou o egípcio e escondeu o corpo na areia. 13 Moisés saiu no dia seguinte, e eis que dois hebreus estavam brigando. Então perguntou ao culpado: — Por que você está espancando o seu próximo? 14 O homem respondeu: — Quem pôs você por príncipe e juiz sobre nós? Está querendo me matar, como matou aquele egípcio? Moisés ficou com medo e pensou: “Com certeza já descobriram o que eu fiz.” 15 Informado desse caso, Faraó quis matar Moisés; porém Moisés fugiu da presença de Faraó e foi morar na terra de Midiã. Chegando lá, sentou-se junto a um poço. 16 O sacerdote de Midiã tinha sete filhas, as quais vieram tirar água e encheram os bebedouros para dar de beber ao rebanho de seu pai. 17 Então vieram os pastores e as expulsaram dali. Moisés, porém, se levantou, e as defendeu, e deu de beber ao rebanho. 18 Quando elas voltaram para junto de Reuel, seu pai, este lhes perguntou: — Por que vocês vieram mais cedo hoje? 19 Elas responderam: — Um egípcio nos livrou das mãos dos pastores, e ainda nos tirou água, e deu de beber ao rebanho. 20 Então Reuel disse às filhas: — E onde está ele? Por que vocês o deixaram lá? Chamem o homem para que venha comer conosco. 21 Moisés consentiu em morar com aquele homem; e ele deu a Moisés sua filha Zípora, 22 a qual deu à luz um filho, a quem Moisés deu o nome de Gérson, porque disse: — Sou peregrino em terra estranha. 23 Decorridos muitos dias, o rei do Egito morreu. Os filhos de Israel gemiam por causa da sua escravidão. Eles clamaram, e o seu clamor chegou até Deus. 24 Deus ouviu o gemido deles e lembrou-se da sua aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó. 25 E Deus viu os filhos de Israel e atentou para a situação deles.

O que Moisés faria: sucumbiria à atração do Egito e aos prazeres da corte, ou suportaria dificuldades com seu povo aflito? Os acontecimentos logo o forçaram a tomar uma decisão.

“Informado desse caso, Faraó quis matar Moisés; porém Moisés fugiu da presença de Faraó e foi morar na terra de Midiã. Chegando lá, sentou-se junto a um poço” (Êx 2:15).

Após o assassinato, Moisés não teve escolha, pelo menos no que diz respeito a permanecer no Egito. Assim, quaisquer que fossem os planos para que ele ocupasse o trono do Egito e se tornasse um “deus”, esses planos foram rapidamente destruídos. Em vez de se tornar um falso deus, Moisés serviria ao único Deus verdadeiro. Sem dúvida, na época em que fugiu, Moisés não tinha ideia do que o futuro reservava para ele.

“Em pouco tempo, os egípcios ficaram sabendo do caso, e a notícia logo chegou com bastante exagero aos ouvidos do Faraó. Disseram ao rei que esse ato significava muito mais, e que Moisés planejava liderar seu povo contra os egípcios, derrubar o governo e assentar-se no trono. Disseram também que não poderia haver segurança para o reino enquanto Moisés estivesse vivo. O rei determinou que ele deveria morrer imediatamente, mas Moisés, percebendo o perigo que corria, fugiu para a Arábia” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 206).

Moisés viveu 120 anos (Dt 34:7), e sua vida pode ser dividida em três períodos de 40 anos cada. Os primeiros 40 anos foram passados no Egito, muitos deles no palácio real. O segundo período de 40 anos foi vivido na casa de Jetro, em Midiã.

São os últimos 40 anos, no entanto, que ocupam a maior parte dos primeiros cinco livros da Bíblia (e o estudo deste trimestre). Esse período inclui a história do chamado inicial de Israel para testemunhar a um mundo que estava mergulhado na idolatria, revelando a natureza e o caráter do verdadeiro Deus (ver Dt 4:6-8).

Dt 4:6-8 (NAA)2: 6 Portanto, guardem e cumpram essas leis, porque isto será a sabedoria e o entendimento de vocês aos olhos dos povos que, ouvindo todos esses estatutos, dirão: “De fato, este grande povo é gente sábia e inteligente.” 7 Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? 8 E que grande nação há que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje eu lhes proponho?

Era plano de Deus que Moisés matasse o egípcio? Se não, o que essa história nos ensina sobre como Ele pode tomar em Suas mãos qualquer situação e usá-la para cumprir Seus propósitos? Como Romanos 8:28 nos ajuda a compreender essa verdade importante?

Quinta-feira, 03 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O nascimento de Moisés

Lições da Bíblia1:

5. Leia Êxodo 2:1-10. Qual foi o papel da providência e proteção de Deus na história do nascimento de Moisés?

Êxodo 2:1-10 (NAA)2: 1 Um homem da casa de Levi casou com uma mulher da mesma tribo. 2 A mulher ficou grávida e deu à luz um filho. Vendo que o menino era bonito, escondeu-o durante três meses. 3 Não podendo, porém, escondê-lo por mais tempo, pegou um cesto de junco, tapou os buracos com betume e piche e, pondo nele o menino, largou o cesto no meio dos juncos à beira do rio. 4 A irmã do menino ficou de longe, para ver o que ia acontecer com ele. 5 A filha de Faraó desceu para se banhar no rio, e as moças que tinham vindo com ela passeavam pela margem. Quando ela viu o cesto no meio dos juncos, mandou que uma das criadas fosse buscá-lo. 6 Abrindo o cesto, viu a criança; e eis que o menino chorava. Ela teve compaixão dele e disse: — Este é um menino dos hebreus. 7 Então a irmã do menino perguntou à filha de Faraó: — Quer que eu vá chamar uma das hebreias para que sirva de ama e crie esta criança para a senhora? 8 A filha de Faraó respondeu: — Vá. A moça foi e chamou a mãe do menino. 9 Então a filha de Faraó disse à mulher: — Leve este menino e amamente-o para mim; eu darei um salário para você. A mulher pegou o menino e o criou. 10 Quando o menino já era grande, ela o levou à filha de Faraó, da qual ele passou a ser filho. Esta lhe deu o nome de Moisés e disse: — Porque das águas o tirei.

O contexto histórico do nascimento e da vida de Moisés é emocionante, pois ele viveu durante o tempo da famosa 18a dinastia egípcia. Um rei dessa dinastia, Tutemés III, conhecido como o “Napoleão do Egito”, é considerado um dos Faraós mais importantes da história.

Embora estivesse sob ameaça de morte (Êx 1:22), Moisés era um bebê “bonito” (Êx 2:2; em hebraico, tob, literalmente, “bom”). O termo hebraico indica mais do que beleza externa, sendo usado, por exemplo, para descrever a obra de Deus durante a semana da criação, quando Ele declarou que tudo era “bom” (Gn 1:4, 10, 12, 18, 21, 25) e até mesmo “muito bom” (Gn 1:31).

Como uma espécie de nova criação, essa criança “boa” se tornaria, de acordo com o plano de Deus, o adulto que libertaria os hebreus da escravidão. Quando Moisés nasceu, em condições tão difíceis, quem poderia imaginar o futuro que o aguardava? No entanto, Deus cumpriria Suas promessas a Abraão, Isaque e Jacó. O Senhor havia feito uma aliança com eles de que daria a seus descendentes a terra prometida (Êx 2:24, 25). Décadas depois, Ele usaria esse bebê para cumprir Suas promessas.

Até então, a princesa egípcia Hatshepsut adotou Moisés como seu filho. O nome dado a Moisés tem origem egípcia, significando “filho de” ou “nascido de”, conforme refletido nos nomes de Faraós como Amés (“filho de Akh”) e Tutemés (“filho de Tote”). Moisés, em hebraico, é Mosheh, que significa “tirado” ou “puxado”. Sua vida foi milagrosamente poupada quando foi “tirado” do rio.

Sabemos pouco sobre a infância de Moisés. Após ser milagrosamente salvo e adotado por Hatshepsut, ele viveu os primeiros 12 anos com sua família hebreia. Moisés então recebeu a melhor educação egípcia, com o objetivo de prepará-lo para ser o próximo Faraó (Êx 2:7-9; Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 203, 204). É impressionante que, no final das contas, grande parte dessa educação seria inútil ou até mesmo prejudicial para o que realmente importava: o conhecimento de Deus e de Sua verdade.

Você está aprendendo algo que é irrelevante para o que realmente importa?

Quarta-feira, 02 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

As parteiras hebreias

Lições da Bíblia1:

Não podemos compreender o livro de Êxodo sem pressupor a veracidade dos ensinos de Gênesis. Os israelitas se mudaram para o Egito e, após um período de prosperidade e paz, foram escravizados. No entanto, Deus não abandonou Seu povo em meio às dificuldades, mesmo que pudesse parecer assim. Muitos hebreus estavam desesperados. Contudo, no momento de angústia, Deus veio para ajudar com Sua mão poderosa. Ele encoraja Seus servos: “Invoque-Me no dia da angústia; Eu o livrarei, e você Me glorificará” (Sl 50:15).

Leia Êxodo 1:9-21. Qual foi o papel fundamental das parteiras fiéis e por que elas são lembradas na história?

Êxodo 1:9-21 (NAA)2: 9 Ele disse ao seu povo: — Eis que o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. 10 Vejam! Precisamos usar de astúcia para com esse povo, para que não se multiplique, e para evitar que, em caso de guerra, ele se alie aos nossos inimigos, lute contra nós e saia da terra. 11 E os egípcios puseram sobre eles feitores de obras, para os afligir com trabalhos pesados. E assim os israelitas construíram para Faraó as cidades-celeiros de Pitom e Ramessés. 12 Mas quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam, de maneira que os egípcios se inquietavam por causa dos filhos de Israel. 13 Então os egípcios, com tirania, escravizaram os filhos de Israel 14 e lhes amargaram a vida com dura servidão: preparar o barro, fabricar tijolos e fazer todo tipo de trabalho no campo. Todo este serviço lhes era imposto com tirania. 15 O rei do Egito deu uma ordem às parteiras hebreias, das quais uma se chamava Sifrá e a outra se chamava Puá. 16 Ele disse: — Quando vocês servirem de parteira às mulheres hebreias, verifiquem se é menino ou menina; se for menino, matem; se for menina, deixem viver. 17 As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram o que o rei do Egito lhes havia ordenado; pelo contrário, deixaram viver os meninos. 18 Então o rei do Egito chamou as parteiras e lhes perguntou: — Por que vocês fizeram isso e deixaram viver os meninos? 19 As parteiras responderam a Faraó: — É que as mulheres hebreias não são como as egípcias; são vigorosas e dão à luz antes que a parteira chegue. 20 E Deus foi bom para as parteiras; e o povo aumentou e se tornou muito forte. 21 E, porque as parteiras temeram a Deus, ele lhes constituiu família.

Nenhum Faraó é mencionado por nome no livro de Êxodo. Eles possuem apenas o título de “Faraó”, que significa “rei”. Os egípcios acreditavam que o Faraó era um deus na Terra, filho do deus Rá (e também identificado com os deuses Osíris e Hórus). Rá era considerado a mais importante divindade egípcia, o próprio deus-sol.

Apesar do seu suposto poder, esse “deus” não foi capaz de forçar as parteiras a ir contra suas convicções. Em contraste com o Faraó sem nome, as duas parteiras têm seus nomes mencionados: Sifrá e Puá (Êx 1:15). Elas são altamente estimadas porque temeram ao Senhor. A ordem perversa do Faraó não teve efeito sobre elas, porque respeitavam a Deus mais do que as ordens de um governante terreno (At 5:29). Assim, Deus as abençoou, dando-lhes famílias numerosas. Que testemunho poderoso de fidelidade! Essas mulheres, mesmo que tivessem pouco conhecimento teológico, sabiam o que era certo e agiram corretamente.

Quando o Faraó viu que seu plano havia falhado, ordenou aos egípcios que matassem todos os meninos hebreus recém-nascidos. Eles deveriam jogá-los no rio Nilo, provavelmente como oferta a Hapi, o deus do Nilo, que também era um dos deuses da fertilidade (a propósito, esse é o primeiro registro histórico de judeus sendo mortos apenas por serem judeus). O propósito do decreto de morte era dominar os hebreus, aniquilar os descendentes do sexo masculino e assimilar as mulheres à nação egípcia. Com isso, seria encerrada a ameaça que o Faraó acreditava que os hebreus representavam para sua nação.

As parteiras sabiam o que deviam fazer e fizeram. Qual é a lição para nós?

Terça-feira, 01 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O contexto histórico

Lições da Bíblia1:

Quando a família de Jacó chegou ao Egito depois de passar fome em Canaã (Gn 46), o Faraó foi amigável com os hebreus por causa de José e de tudo o que ele havia feito pelos egípcios.

“E Faraó disse mais a José: – Eis que eu o constituo autoridade sobre toda a terra do Egito. Então Faraó tirou o seu anel-sinete da mão e o pôs no dedo de José. Mandou que o vestissem com roupas de linho fino e lhe pôs no pescoço um colar de ouro. E o fez subir na sua segunda carruagem, e clamavam diante dele: ‘Inclinem-se todos!’” (Gn 41:41-43).

3. Qual foi a causa do sucesso surpreendente de José no Egito depois de um começo tão difícil? Gn 37:26-28; 39:2, 21

Gn 37:26-28 (NAA)2: 26 Então Judá disse aos irmãos: — O que vamos ganhar se matarmos o nosso irmão e depois escondermos a sua morte? 27 Venham, vamos vendê-lo aos ismaelitas. Não lhe façamos mal, pois é nosso irmão, é do nosso sangue. Seus irmãos concordaram. 28 E, quando os mercadores midianitas passaram, os irmãos de José o tiraram da cisterna e o venderam aos ismaelitas por vinte moedas de prata. E os ismaelitas levaram José para o Egito.

Gn 39:2, 21 (NAA)2: 2 O Senhor Deus estava com José, que veio a ser homem próspero e estava na casa de seu dono egípcio. […] 21 O Senhor, porém, estava com José, foi bondoso com ele e fez com que encontrasse favor aos olhos do carcereiro.

O contexto histórico mais provável para a história do êxodo é o seguinte: o novo Faraó, “que não havia conhecido José” (Êx 1:8), é Amés I (1570-1546 a.C.). Em seguida, veio Amenotepe I (1546-1526 a.C.), o governante que temia os israelitas e os oprimiu. Mais tarde, Tutemés I (1525-1512 a.C.) emitiu o decreto mandando matar todos os meninos hebreus recém-nascidos. Sua filha Hatshepsut (1503-1482 a.C.) foi a princesa que adotou Moisés. O Faraó Tutemés III (1504-1450 a.C.), que durante algum tempo governou junto com Hatshepsut, foi o Faraó do êxodo.

Segundo os estudos mais confiáveis, o êxodo ocorreu em março de 1450 a.C. (William H. Shea, “Exodus, Date of the”, em International Standard Bible Encyclopedia, ed. Geoffrey W. Bromiley [Eerdmans, 1982], v. 2, p. 230-238). Vários textos nos ajudam a estabelecer a data do êxodo (Gn 15:13-16; Êx 12:40, 41; Jz 11:26; 1Rs 6:1; At 7:6; Gl 3:16, 17).

O primeiro capítulo de Êxodo abrange um longo período, desde que Jacó entrou no Egito com sua família até o decreto de morte emitido pelo Faraó. Embora as datas exatas desses acontecimentos sejam debatidas pelos estudiosos, o mais importante é que, mesmo que o povo de Deus estivesse escravizado em terra estrangeira, Ele jamais o abandonou.

Detalhes históricos sobre o período em que os hebreus estiveram no Egito ainda são desconhecidos (1Co 13:12). No entanto, a revelação do caráter de Deus resplandece nas páginas do livro de Êxodo, como ocorre em toda a Bíblia. Mesmo que alguma situação pareça desesperadora, Deus está sempre presente, e podemos confiar Nele.

Segunda-feira, 30 de junho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O povo de Deus no Egito

Lições da Bíblia1:

O livro de Êxodo é chamado em hebraico de shemot, que significa “nomes”. Esse título vem das primeiras palavras do livro: “São estes os nomes dos filhos de Israel que entraram com Jacó no Egito” (Êx 1:1).

1. Leia Êxodo 1:1-7. Que verdade crucial é apresentada nesse texto?

Êxodo 1:1-7 (NAA)2: 1 São estes os nomes dos filhos de Israel que entraram com Jacó no Egito, cada um com a sua família: 2 Rúben, Simeão, Levi e Judá, 3 Issacar, Zebulom e Benjamim, 4. Dã, Naftali, Gade e Aser 5 Todos os descendentes diretos de Jacó foram setenta; José, porém, já estava no Egito. 6 Com o tempo morreram José, todos os seus irmãos e toda aquela geração. 7 Mas os filhos de Israel foram fecundos, aumentaram muito, se multiplicaram e se tornaram extremamente fortes, de maneira que a terra se encheu deles.

O livro de Êxodo começa com um lembrete da bênção de Deus. Quando o patriarca Jacó e sua família se estabeleceram no Egito, eram apenas 70 pessoas (Gn 46:27; Êx 1:5), mas os israelitas “foram fecundos, aumentaram muito, se multiplicaram e se tornaram extremamente fortes, de maneira que a terra se encheu deles” (Êx 1:7). Quando saíram do Egito, eles já eram “cerca de seiscentos mil a pé, somente de homens, sem contar mulheres e crianças” (Êx 12:37).

2. Leia Êxodo 1:8-11. Qual era a condição dos israelitas na época do êxodo?

Êxodo 1:8-11 (NAA)2: 8 Nesse meio tempo, levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não havia conhecido José. 9 Ele disse ao seu povo: — Eis que o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. 10 Vejam! Precisamos usar de astúcia para com esse povo, para que não se multiplique, e para evitar que, em caso de guerra, ele se alie aos nossos inimigos, lute contra nós e saia da terra. 11 E os egípcios puseram sobre eles feitores de obras, para os afligir com trabalhos pesados. E assim os israelitas construíram para Faraó as cidades-celeiros de Pitom e Ramessés.

O texto bíblico descreve a história dos filhos de Israel no Egito de maneira bastante sombria. O livro de Êxodo começa com a escravidão imposta pelos egípcios e o trabalho opressivo que eles impuseram aos hebreus. O livro termina, no entanto, com a presença serena e reconfortante de Deus no tabernáculo, que estava no centro do acampamento israelita (Êx 40). Entre essas duas situações opostas, é descrito o triunfo de Deus. Quando o Senhor libertou Seu povo da escravidão, ao abrir o Mar Vermelho e derrotar o exército mais poderoso da Terra, foi revelada a vitória espetacular de Deus sobre as forças do mal.

A história destaca paradoxalmente que “quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam” (Êx 1:12). Não importa as intrigas humanas, Deus é soberano e salvará Seu povo, mesmo que as circunstâncias pareçam desesperadoras da perspectiva humana.

“Levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não havia conhecido José” (Êx 1:8). Como esse relato nos mostra que jamais devemos acreditar que qualquer circunstância, mesmo as boas, permanecerá a mesma para sempre?

Domingo, 29 de junho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.