A lei como promessa de Deus para nós

Lições da Bíblia1:

5. Leia Romanos 3:20-24. Paulo foi claro ao ensinar que não podemos ser salvos pela obediência aos Dez Mandamentos. Qual é, então, o papel deles em nossa vida?

Romanos 3:20-24 (NAA)2: 20 Porque ninguém será justificado diante de Deus por obras da lei, pois pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. 21 Mas, agora, sem lei, a justiça de Deus se manifestou, sendo testemunhada pela Lei e pelos Profetas. 22 É a justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que creem. Porque não há distinção, 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,

O termo hebraico que se refere aos Dez Mandamentos (dabarim; Êx 34:28; Dt 4:13; 10:4) não significa literalmente “mandamentos”, mas “palavras”. Além disso, dabar pode significar “promessa”. É por isso que, em várias passagens, esse termo é traduzido expressando a ideia de promessa (1Rs 8:56; 2Cr 1:9; Ne 5:12, 13; Dt 1:11; 6:3; 9:28; Js 9:21; 22:4; 23:5).

Ellen G. White escreveu: “Os Dez Mandamentos […] são dez promessas” (Comentário Bíblico Adventista, v. 1, p. 1105). Devemos entender o Decálogo como promessas de Deus que nos guiarão no caminho certo para que Ele possa fazer coisas maravilhosas por nós. Mas, para isso, devemos obedecer-lhes.

6. Como entender a declaração de Paulo de que Cristo é o “fim da lei”? Rm 10:4

Rm 10:4 (NAA): Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.

Paulo afirmou que Jesus Cristo é o “fim” (em grego, telos) da lei, mas não no sentido de que Ele a tenha abolido ou eliminado. “Em vez disso, significa que Cristo é o objetivo e a finalidade da lei”. “Cristo é o propósito para o qual a lei foi dada. Como resultado, todo o que Nele crê é declarado justo” (Rm 10:4, NVT). Não quer dizer que o sacrifício expiatório de Cristo não deu fim à validade e perpetuidade da lei.

Paulo destacou a importância da lei, bem como sua legitimidade e autoridade permanente (Rm 3:31; 1Co 7:19; Gl 5:6). A palavra telos indica especialmente propósito (finalidade), e não tempo (término). Cristo é a chave que desvenda o verdadeiro significado e propósito da lei de Deus. Portanto, seria incorreto afirmar que Ele tenha invalidado, substituído ou abolido a lei. Cristo é o objetivo da lei, Aquele para quem ela aponta.

Como a lei aponta para Jesus? O que ela revela sobre nós mesmos que, de fato, nos conduz a Cristo?

Quinta-feira, 21 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Diferentes funções da lei de Deus

Lições da Bíblia1:

A lei de Deus revela Seu caráter, quem Ele é. Assim como Deus é santo, justo e bom, também é Sua lei. “A lei é santa e o mandamento é santo, justo e bom” (Rm 7:12).

A lei é vista de maneira bastante positiva (Mt 5:17, 18; Jo 14:15; 1Co 7:19). Os escritores bíblicos escreveram poemas sobre a lei (Sl 119), cantaram sobre ela (Sl 19) e meditavam sobre ela dia e noite (Sl 1:2; Js 1:8). A lei nos ajuda a ficar longe do mal e nos concede sabedoria, entendimento, saúde, prosperidade e paz (Dt 4:1-6; Pv 2; 3).

1. A lei de Deus é como uma cerca que cria um grande espaço livre para a vida e mostra que, além de um limite específico, existem perigos, dificuldades, complicações e até mesmo morte (Gn 2:16, 17; Tg 2:12).

2. A lei também é como uma placa de sinalização que aponta para Jesus, o qual perdoa nossos pecados e transforma nossa vida (2Co 5:17; 1Jo 1:7-9). Ela é um paidagogos (“guardião”, NAA; ou “tutor”, NVI) que nos leva a Cristo (Gl 3:24).

4. Leia Tiago 1:23-25. O que esse texto diz e como essas palavras nos ajudam a perceber qual é a função e a importância da lei, mesmo que ela não possa nos salvar?

Tiago 1:23-25 (NAA)2: 23 Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se àquele que contempla o seu rosto natural num espelho; 24 pois contempla a si mesmo, se retira e logo esquece como era a sua aparência. 25 Mas aquele que atenta bem para a lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte que logo se esquece, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.

Um espelho revela nossos defeitos, mas não pode removê-los. Mostra os problemas, mas não oferece solução para eles. Ocorre o mesmo com a lei de Deus. Tentar ser justificado diante de Deus guardando a lei seria como olhar para o espelho esperando que, mais cedo ou mais tarde, ele faça nossos defeitos desaparecerem.

Uma vez que a salvação é pela fé e não pelas obras, nem sequer as obras da lei, alguns cristãos concluem que a lei foi abolida e que não precisamos mais guardá-la. A Bíblia, no entanto, ensina que a lei define o que é pecado: “Eu não teria conhecido o pecado, a não ser por meio da lei” (Rm 7:7). Portanto, essa ideia é uma interpretação bastante equivocada da relação entre a lei e o evangelho. A existência da lei é exatamente o motivo pelo qual precisamos do evangelho.

Você tem sido bem-sucedido nas tentativas de obedecer à lei? Você a observa tão perfeitamente que poderia basear sua salvação nela? Se não, por que você precisa do evangelho?

Quarta-feira, 20 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Preparando-se para a entrega da lei

Lições da Bíblia1:

2. Como Deus preparou Israel para receber os Dez Mandamentos? Êx 19:9-25

Êx 19:9-25 (NAA): 9 O Senhor disse a Moisés: — Eis que virei a você numa nuvem escura, para que o povo ouça quando eu falar com você e para que também creiam sempre em você. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do povo ao Senhor. 10 E o Senhor disse a Moisés: — Vá ao povo e consagre-o no dia de hoje e amanhã. Que eles lavem as suas roupas 11 e estejam prontos para o terceiro dia, porque no terceiro dia o Senhor, à vista de todo o povo, descerá sobre o monte Sinai. 12 Marque ao redor do monte limites para o povo, dizendo: “Tomem cuidado para não subir o monte, nem tocar a sua extremidade. Todo aquele que tocar o monte será morto. 13 Mão nenhuma tocará nele. Se o fizer, será apedrejado ou flechado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar longamente a trombeta, então subirão o monte.” 14 Moisés desceu do monte para junto do povo e consagrou o povo; e lavaram as suas roupas. 15 E Moisés disse ao povo: — Estejam prontos no terceiro dia. Que até lá ninguém tenha relações com a sua mulher. 16 Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões e relâmpagos, uma espessa nuvem cobriu o monte, e ouviu-se um forte som de trombeta, de maneira que todo o povo que estava no arraial tremeu de medo. 17 E Moisés levou o povo para fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte. 18 Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor havia descido sobre ele em fogo. A fumaça subia como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia com violência. 19 E o som da trombeta ia aumentando cada vez mais. Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão. 20 O Senhor desceu sobre o monte Sinai, sobre o alto do monte. O Senhor chamou Moisés para o alto do monte e Moisés foi até lá. 21 E o Senhor disse a Moisés: — Desça e avise ao povo que não ultrapasse o limite até o Senhor para vê-lo, para evitar que muitos deles sejam mortos. 22 Também os sacerdotes, que se aproximam do Senhor, devem se consagrar, para que o Senhor não se volte contra eles. 23 Então Moisés disse ao Senhor: — O povo não poderá subir o monte Sinai, porque tu nos advertiste, dizendo: “Marque limites ao redor do monte e consagre-o.” 24 E o Senhor respondeu: — Vá, desça; depois você subirá, e Arão virá com você; porém os sacerdotes e o povo não devem ultrapassar o limite para subir ao Senhor, para que Deus não se volte contra eles. 25 Então Moisés desceu ao povo e lhe disse tudo isso.

Deus deu instruções sobre o fazer a fim de se preparar para a entrega da lei no Sinai. A pureza externa devia refletir a dedicação total a Deus. Israel precisava estar pronto para a manifestação da glória do Senhor. Esse evento foi acompanhado por “trovões e relâmpagos, uma espessa nuvem cobriu o monte, e ouviu-se um forte som de trombeta, de maneira” que o povo “tremeu de medo” (Êx 19:16).

Os Dez Mandamentos ocupam o centro da revelação divina e da ética bíblica. Eles formam a substância e o fundamento dos padrões divinos para toda a humanidade. Seus princípios são eternos e universais.

De acordo com o relato bíblico, o Decálogo foi proclamado por Deus (Êx 19:19; 20:1; Dt 5:4, 5, 24) e escrito por Ele (Êx 24:12; 31:18; Dt 5:22). Foi dado duas vezes a Moisés como uma dádiva especial (Êx 32:19; 34:1; Dt 10:1, 2).

O Decálogo é chamado de tábuas do “testemunho” (em hebraico, ‘edut; Êx 31:18) ou “palavras da aliança” (dibre habberit; Êx 34:28). Elas foram escritas nas “tábuas da aliança” (Dt 9:9, 11, 15). No texto original, o Decálogo nunca é chamado de “Dez Mandamentos” (em hebraico, “mandamentos” é mitzvot). Em vez disso, três vezes é chamado, literalmente, de “as Dez Palavras” (‘aseret haddebarim; Êx 34:28; Dt 4:13; 10:4). Essa expressão vem de dabar, que significa “palavra, sentença, assunto, coisa, discurso, história, promessa, declaração”.

A Bíblia apresenta duas versões do Decálogo, com diferenças muito pequenas: a primeira está registrada em Êxodo 20:1-17, e a segunda, em Deuteronômio 5:6-21. A segunda versão, apresentada oralmente por Moisés a Israel, foi dada quase 40 anos depois do Sinai, pouco antes de o povo entrar na terra prometida (Dt 1:3, 4; 4:44-47). Essas circunstâncias explicam as pequenas diferenças entre as duas versões.

Quando Paulo resumiu a lei de Deus como amor, ele citou o Decálogo (Rm 13:8-10). O amor é a essência da lei de Deus porque Ele é um Deus de amor (1Jo 4:16).

Como você entende a ideia de que os Dez Mandamentos são uma expressão do amor de Deus? O que isso significa? Como o amor de Deus é revelado neles?

Segunda-feira, 18 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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No monte Sinai

Lições da Bíblia1:

1. Leia Êxodo 19:1-8. O que Deus prometeu aos israelitas, no pé do monte Sinai?

Êxodo 19:1-8 (NAA)2: 1 No terceiro mês depois da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, eles chegaram ao deserto do Sinai. 2 Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai, no qual acamparam; ali Israel acampou em frente ao monte. 3 Moisés subiu para encontrar-se com Deus. E do monte o Senhor o chamou e lhe disse: — Assim você falará à casa de Jacó e anunciará aos filhos de Israel: 4 “Vocês viram o que fiz aos egípcios e como levei vocês sobre asas de águia e os trouxe para perto de mim. 5 Agora, pois, se ouvirem atentamente a minha voz e guardarem a minha aliança, vocês serão a minha propriedade peculiar dentre todos os povos. Porque toda a terra é minha, 6 e vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” São estas as palavras que você falará aos filhos de Israel. 7 Moisés foi, chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas estas palavras que o Senhor lhe havia ordenado. 8 Então todo o povo respondeu a uma só voz: — Tudo o que o Senhor falou faremos. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo.

Deus levou os israelitas ao monte Sinai, onde pouco depois lhes daria os Dez Mandamentos (o Decálogo). O Jebel Musa (“monte de Moisés”, em árabe), que fica na península do Sinai e tem 2.285 metros de altitude, provavelmente seja o local em que Moisés se encontrou com Deus várias vezes (Êx 3:1; 19:2; 24:18) e, séculos depois, Elias fez o mesmo (1Rs 19:8). Essa é também a montanha em que Deus chamou Moisés para liderar Israel (Êx 3:1, 10). Naquele momento, Deus informou a Moisés que ele adoraria ao Senhor naquele mesmo local, junto com os israelitas libertados, o que seria um sinal de que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó os estava conduzindo (Êx 3:12).

Após dois meses de viagem, os israelitas chegaram ao Sinai (Êx 19:1), onde ficaram cerca de um ano (Êx 19:1; Nm 10:11, 12). Naquele ano, Deus entregou inúmeras leis (Êx 19–40; Lv 1–27; Nm 1:1–10:10). A estada de Israel no monte Sinai é o elemento central da narrativa encontrada nos primeiros cinco livros da Bíblia. Naquele momento Israel foi estabelecido como o povo escolhido de Deus, a única nação que não havia mergulhado no paganismo e na idolatria.

Deus tomou a iniciativa e estabeleceu a aliança entre Ele e Israel. Sob a condição da obediência do povo e de manter um relacionamento com Ele, Deus prometeu fazer dele “tesouro especial”, “reino de sacerdotes” e “nação santa” (Êx 19:5, 6, NVI).

Ser um povo santo significa ser dedicado a Deus e revelar Seu caráter aos outros, especialmente às nações ao redor. Israel também foi chamado para atuar como um reino de sacerdotes que conectaria pessoas com Deus, levando-as a Ele e ensinando-lhes Sua vontade e Suas leis. Israel devia ser o tesouro especial de Deus, porque Ele desejava que Seu povo se tornasse Seu canal para iluminar o mundo.

Essa aliança foi o estabelecimento legal do relacionamento entre Deus e Seu povo. A fórmula geral da aliança, com leves variações nos textos, é: “Eu serei o Deus deles, e eles serão o Meu povo” (Jr 31:33; Êx 6:7; Lv 26:12; Jr 24:7; Hb 8:10; Ap 21:3)

Imagine ser o “tesouro especial” de Deus! Que privilégios especiais isso envolveria? Que responsabilidades especiais você teria?

Domingo, 17 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Aliança no Sinai

Lições da Bíblia1:

“Vocês viram o que fiz aos egípcios e como levei vocês sobre asas de águia e os trouxe para perto de Mim. Agora, pois, se ouvirem atentamente a Minha voz e guardarem a Minha aliança, vocês serão a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos. Porque toda a terra é Minha, e vocês serão para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa” (Êx 19:4-6).

Leituras da semana: Êx 19; 20:1-17; Ap 21:3; Dt 5:6-21; Tg 1:23-25; Rm 3:20-24; 10:4

Para onde Deus levou os israelitas depois de libertá-los? Talvez você responda: “Para o deserto e, depois, para a terra prometida.” Mesmo que essa resposta esteja correta quanto à geografia, ela está errada quanto à teologia. Deus respondeu: “Vocês viram o que fiz aos egípcios e como levei vocês sobre asas de águia e os trouxe para perto de Mim” (Êx 19:4; grifo nosso). A resposta teológica à pergunta revela a prioridade e o objetivo divinos: Ele os levou para perto de Si mesmo.

Quando nos afastamos, Deus nos procura e nos chama de volta. O melhor exemplo dessa verdade está no Éden, quando Adão e Eva pecaram e se esconderam de Deus. Ele perguntou: “Onde você está?” (Gn 3:9). Ele sempre dá o primeiro passo. Jesus chamou: “Venham a Mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e Eu os aliviarei. Tomem […] o Meu jugo e aprendam de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso” (Mt 11:28, 29, grifo nosso).

Deus chama a todos nós. Nosso destino eterno depende de nossa resposta.

Sábado, 16 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O pão e a água da vida – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 243-253 (“Do Mar Vermelho ao Sinai”).

Pouco depois do incidente com a água, os israelitas enfrentaram uma nova ameaça: foram atacados por um povo agressivo e guerreiro, os amalequitas (Êx 17:8-16).

“Os amalequitas não desconheciam o caráter de Deus nem Sua soberania; mas, em vez de O temerem, ousaram desafiar Seu poder. Os atos sobrenaturais realizados por Moisés diante dos egípcios foram assunto de zombaria para o povo de Amaleque, e os temores das nações circunvizinhas eram ridicularizados. Fizeram juramento pelos seus deuses de que destruiriam os hebreus, de modo que nenhum escapasse, e vangloriavam-se de que o Deus de Israel seria impotente para resistir a eles. Não haviam sido ofendidos ou ameaçados pelos israelitas. Seu ataque não foi motivado por qualquer provocação. Foi para manifestar seu ódio e desconfiança para com Deus que procuraram destruir Seu povo.

“Os amalequitas eram pecadores insubordinados já por muito tempo, e seus crimes demandavam a vingança divina. Contudo, em Sua misericórdia, Deus ainda os chamava ao arrependimento. Quando, porém, os homens de Amaleque caíram sobre as cansadas e indefesas fileiras de Israel, selaram a sorte de sua nação” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 251).

Perguntas para consideração

1. Jetro aprendeu sobre o Deus verdadeiro a partir do que Ele havia feito por Seu povo (Êx 18:10-12). Por que esse princípio é válido hoje? Pergunte a si mesmo e à sua classe: Que tipo de testemunho nossa igreja apresenta ao mundo? O que dizemos ao mundo sobre a natureza e o caráter do nosso Deus?

Êxodo 18:10-12 (NAA): “10 E disse: — Bendito seja o Senhor, que libertou vocês das mãos dos egípcios e da mão de Faraó. 11 Agora sei que o Senhor é maior do que todos os deuses, porque livrou este povo das mãos dos egípcios, quando agiram arrogantemente contra o povo. 12 Então Jetro, sogro de Moisés, ofereceu um holocausto e sacrifícios a Deus. E Arão e todos os anciãos de Israel vieram para comer com o sogro de Moisés, na presença de Deus.”

2. Leia 1 Coríntios 10:4. O que esse texto revela sobre o erro de que o Deus do AT era vingativo, odioso e implacável, em contraste com Jesus? Como esse versículo mostra por que tal crença está equivocada?

1 Coríntios 10:4 (NAA): e beberam da mesma bebida espiritual. Porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.

3. Leia novamente o texto de Ellen G. White citado acima. Compare a atitude dos amalequitas com a de Jetro. Por que Deus trouxe juízo não apenas sobre eles, mas sobre muitos povos do mundo antigo?

Sexta-feira, 15 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O pão e a água da vida

Lições da Bíblia1:

Leia 1 Coríntios 10:11. Segundo Paulo, por que esses acontecimentos foram registrados nas Escrituras Sagradas?

1 Coríntios 10:11 (NAA)2: Estas coisas aconteceram com eles para servir de exemplo e foram escritas como advertência a nós, para quem o fim dos tempos tem chegado.

Paulo explicou que tudo que aconteceu aos israelitas são exemplos e advertências para os seguidores de Cristo e os ajudarão a evitar os mesmos problemas; ou seja, eles aprenderão com esses exemplos. Essa é uma instrução pertinente para nós, que vivemos no “fim dos tempos” (1Co 10:11). Deus concede ao Seu povo o Espírito Santo para fortalecê-lo com “espírito […] de poder, de amor e de moderação” (2Tm 1:6, 7) para que tome decisões corretas e siga Seus ensinos. Cristo é a Fonte da vida (Jo 14:6), e só Ele nos transforma em “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”, de modo que não vivamos “conforme os padrões deste mundo”, mas deixemos que Deus nos transforme pela renovação da mente, para que experimentemos “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:1, 2).

Depois, em Seu ministério, Jesus extraiu lições desses relatos do AT, especialmente sobre o maná e a água. Ele usou essas imagens para ensinar verdades sobre Si mesmo, pois Ele era Aquele que havia conduzido os israelitas pelo deserto.

Leia João 4:7-15; 6:31-51. Que verdades esses textos revelam para nós cristãos?

João 4:7-15 (NAA)2: 7 Nisso veio uma mulher samaritana tirar água. Jesus lhe disse: — Dê-me um pouco de água. 8 Pois os seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. 9 Então a mulher samaritana perguntou a Jesus: — Como, sendo o senhor um judeu, pede água a mim, que sou mulher samaritana? Ela disse isso porque os judeus não se dão com os samaritanos. 10 Jesus respondeu: — Se você conhecesse o dom de Deus e quem é que está lhe pedindo água para beber, você pediria, e ele lhe daria água viva. 11 Ao que a mulher respondeu: — O senhor não tem balde e o poço é fundo. De onde vai conseguir essa água viva? 12 Por acaso o senhor é maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, assim como os seus filhos e o seu gado? 13 Jesus respondeu: — Quem beber desta água voltará a ter sede, 14mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. 15 A mulher lhe disse: — Senhor, quero que me dê essa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la.

João 6:31-51 (NAA)2: 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: “Deu-lhes a comer pão do céu.” 32 Jesus lhes disse: — Em verdade, em verdade lhes digo que não foi Moisés quem deu o pão do céu para vocês; quem lhes dá o verdadeiro pão do céu é meu Pai. 33 Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo. 34 Então lhe disseram: — Senhor, dê-nos sempre desse pão. 35 Jesus respondeu: — Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim jamais terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede. 36 Porém eu já disse que vocês não creem, embora estejam me vendo. 37 Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. 38 Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39 E a vontade de quem me enviou é esta: que eu não perca nenhum de todos os que ele me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. 40 De fato, a vontade de meu Pai é que todo aquele que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. 41 Então os judeus começaram a murmurar contra ele, porque tinha dito: “Eu sou o pão que desceu do céu.” 42 E diziam: — Este não é Jesus, o filho de José? Por acaso não conhecemos o pai e a mãe dele? Como é que ele agora diz: “Desci do céu”? 43 Jesus respondeu: — Não fiquem murmurando entre vocês. 44 Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. 45 Está escrito nos Profetas: “E todos serão ensinados por Deus.” Portanto, todo aquele que ouviu e aprendeu do Pai, esse vem a mim. 46 Não que alguém tenha visto o Pai, a não ser aquele que vem de Deus; este já viu o Pai. 47 — Em verdade, em verdade lhes digo: quem crê em mim tem a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida. 49 Os pais de vocês comeram o maná no deserto e morreram. 50 Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça. 51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente. E o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne.

A mulher samaritana descobriu que Cristo oferece algo que ela não poderia obter em nenhum outro lugar. É Deus quem desperta em nós a sede interior por paz, alegria e felicidade; portanto, somente Ele pode satisfazê-la (Sl 42:1, 2).

No contexto do maná, Jesus explicou que foi Deus, e não Moisés, quem havia provido esse alimento ao povo. Então Ele declarou: “Eu Sou o pão da vida. Quem vem a Mim jamais terá fome” (Jo 6:35). Jesus destacou três vezes que Ele é o pão do céu, o pão da vida (Jo 6:35, 41, 48).

Assim como o maná no deserto era o “pão do Céu” (Jo 6:31, 32), a água da rocha era a dádiva de Cristo para saciar a sede de Seu povo. Além desses aspectos físicos, o pão e a água também tinham significado espiritual, pois Jesus Cristo é “o pão da vida” (Jo 6:35, 48) e “a água viva” (Jo 4:10, 11, 14; 7:37, 38). Por isso, é somente Nele que nossa sede e fome espirituais podem ser verdadeiramente saciadas.

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