Fazendo o impensável – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Cristo levou nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro. […] Que seria do pecado, uma vez que nenhum ser finito podia fazer expiação? Qual seria sua maldição, se só a Divindade a podia dissipar? A cruz de Cristo testifica a todo homem de que a pena do pecado é a morte. […] Oh! tem que haver algum fascinante poder que prende as sensibilidades morais, adormecendo-as quanto às impressões do Espírito de Deus!” (Ellen G. White, Nossa Alta Vocação, p. 44).

“A lei do governo de Deus devia ser engrandecida pela morte do unigênito Filho de Deus. Cristo arcou com a culpa dos pecados do mundo. Nossa suficiência só se encontra na encarnação e na morte do Filho de Deus. Ele pôde sofrer, porque foi sustentado pela Divindade. Ele pôde suportar, porque era sem uma mancha de deslealdade ou pecado. Cristo triunfou em favor do homem, ao assim suportar a justiça da punição. Ele assegurou aos homens a vida eterna, exaltando a lei e fazendo-a gloriosa” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 302).

Perguntas para consideração

1. Isaías 53:7-9 desce às profundezas do abismo, pois retrata a morte e a sepultura do Servo. Quais aspectos desses versos se cumpriram no fim da vida de Jesus? (Mt 26:57–27:60; Mc 14:53–15:46; Lc 22:54–23:53; Jo 18:12–19:42).

Isaías 53:7-9 (ARA)2: “7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. 9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca.”

2. A última citação acima afirma que a morte de Cristo exaltou a lei. O que Ellen White quis dizer com isso? Como entendemos Sua morte como prova da perpetuidade da lei?

Sexta-feira, 05 de março de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Uma transformadora oferta de reparação (Is 53:10-12)

Lições da Bíblia1

5. O que significa o fato de que a vida do Servo é uma “oferta pelo pecado” (Is 53:10)? Assinale a alternativa correta:

Isaías 53:10 (ARA)2: “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos.”

A.( ) O Servo daria a vida como oferta pelos próprios pecados.
B.( ) O Servo Se ofereceria em sacrifício pelas transgressões da humanidade.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

A palavra hebraica se refere a uma oferta de expiação pela culpa ou oferta de reparação (Lv 5:14–6:7; Lv 7:1-7), que poderia expiar pecados deliberados cometidos contra outras pessoas (Lv 6:2, 3). Esses pecados foram destacados por Isaías (Is 1–3; Is 10:1, 2; Is 58). Além disso, o pecador devia devolver à pessoa prejudicada o que havia sido tomado, além de uma multa, antes de oferecer o sacrifício para receber o perdão de Deus (Lv 6:4-7; compare com Mt 5:23, 24). No caso de involuntário uso indevido de algo que pertencia a Deus, a reparação iria para Ele (Lv 5:16).

Agora podemos entender Isaías 40:2, em que Deus conforta Seu povo exilado, ao dizer-lhe que ele havia feito restituição suficiente por seus pecados.

Mas após a reparação, devia haver um sacrifício. Esse sacrifício se encontra em Isaías 53: em vez de um carneiro, o Servo de Deus seria levado como uma ovelha ao matadouro (Is 53:7) em prol de pessoas que haviam se desviado (Is 53:6).

Embora fosse “cortado da terra dos viventes” (Is 53:8; compare com Dn 9:26), completamente consumido no sacrifício que nos acende a chama da esperança, o Servo ressurgiria da morte, a terra sem retorno, a fim de receber exaltação, ver Sua “posteridade” e prolongar Seus dias (Is 53:10-12).

6. Examine os seguintes versos. Como cada um deles reflete a mensagem básica de Isaías 53?

Sl 32:1, 2 (ARA)2: “1 Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto. 2 Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo.

Rm 5:8 (ARA)2: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.”

Gl 2:16 (ARA)2: “16 sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.”

Fp 3:9 (ARA)2: “e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;”

Hb 2:9 (ARA)2: “vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem.

1Pe 2:24 (ARA)2: “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.

Quinta-feira, 04 de março de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Os inalcançáveis somos nós! (Is 53:3-9)

Lições da Bíblia1

Isaías 53:3-9 (ARA)2: “3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. 4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. 5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. 7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. 9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca.”

O Servo sofredor é retratado aqui como um “renovo” vulnerável, aparentemente sem valor especial, e desprezado (Is 53:2, 3). Isaías rapidamente nos leva por meio da juventude inocente à beira do abismo. Mesmo com o pano de fundo apresentado anteriormente, não estamos preparados para nos conformar com o destino do Servo. Pelo contrário! Isaías nos ensinou a estimar o Filho nascido a nós, o supremo Príncipe da Paz. Outros o desprezam, mas sabemos quem Ele realmente é.

Alguém disse: “Encontramos o inimigo, e o inimigo somos nós”. O Servo não foi o primeiro a ser desprezado, rejeitado ou a ser homem de dores. O rei Davi foi considerado tudo isso quando fugiu de seu filho Absalão (2Sm 15:30). Mas o sofrimento suportado por esse Servo não era Dele e não resultava de Seu próprio pecado. Ele também não o levou apenas por uma pessoa; “o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós” (Is 53:6).

A resposta para o “Por quê?” é a difícil verdade de Isaías: por causa do amor de Deus, Seu Messias escolheria sofrer. Mas por quê? Isaías colocou o último elemento que faltava para completar a verdade impensável: Ele escolheria sofrer para alcançar o inalcançável, e o inalcançável somos nós!

Os que não entendem consideram o Servo como “ferido de Deus” (Is 53:4). Os amigos de Jó pensaram que o sofrimento dele devia ter sido causado por seu pecado, e os discípulos de Jesus Lhe perguntaram: “Quem pecou para que este homem nascesse cego? Ele ou os pais dele?” (Jo 9:2). Assim também, os que viram Jesus na cruz pensaram o pior. Moisés não havia dito que “o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus” (Dt 21:23; compare com Nm 25:4)?

No entanto, tudo isso foi da vontade de Deus (Is 53:10). Por quê? Porque “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar” (Gl 3:13). “Aquele que não conheceu pecado, Deus O fez pecado por nós, para que, Nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5:21).

“Que preço elevadíssimo foi esse que Deus pagou por nós! Olhem para a cruz e para a Vítima nela pendurada. Olhem para aquelas mãos traspassadas de cravos e para aqueles pés pregados no madeiro. Cristo levou em Seu próprio corpo o nosso pecado. Aquele sofrimento, aquela agonia, representa o preço de nossa redenção” (Ellen G. White, A Maravilhosa ­Graça de Deus, p. 172).

O peso, a culpa, o castigo pelos pecados do mundo inteiro recaíram sobre Cristo na cruz, de uma só vez, como o único meio de nos salvar! O que isso revela sobre a perversidade do pecado, a ponto de exigir esse preço para nos resgatar? O que a entrega de Jesus por nós, mesmo a um custo tão elevado, revela sobre Seu amor?

Quarta-feira, 03 de março de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Quem creu? (Is 52:13–53:12)

Lições da Bíblia1

Em Isaías 52:13, o Servo de Deus é grandemente exaltado; porém, de repente, o verso seguinte descreve Sua aparência como tão desfigurada que Ele não podia ser reconhecido como um dos “filhos dos homens”. O Novo Testamento descreve os fatores que fizeram com que a aparência de Jesus ficasse desfigurada, incluindo açoitamento, a coroa de espinhos, a crucifixão, mas, acima de tudo, o fato de Ele ter carregado os pecados da humanidade. O plano nunca foi que o pecado fosse natural para o ser humano; o ato de carregá-lo fez com que o “Filho do Homem” tivesse uma aparência sub-humana.

Compare isso com a história de Jó, que subitamente despencou de uma posição de grande riqueza, honra e poder a um miserável e infeliz lugar entre as cinzas no chão, raspando suas feridas dolorosas com um caco (Jó 1; 2). O contraste foi tão grande que nem os amigos de Jó o reconheceram a princípio (Jó 2:12). A pergunta é: por que Jó sofreu? Por que o Messias de Deus deveria sofrer? Nenhum deles merecia isso. Ambos eram inocentes. Por que, então, o sofrimento?

3. Leia Isaías 52:13–53:12 e anote as partes em que aparece o tema do sofrimento do inocente pelos culpados. Qual é a mensagem essencial para nós nessa passagem?

Isaías 52:13–53:12 (ARA)2: “13 Eis que o meu Servo procederá com prudência; será exaltado e elevado e será mui sublime. 14 Como pasmaram muitos à vista dele (pois o seu aspecto estava mui desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua aparência, mais do que a dos outros filhos dos homens), 15 assim causará admiração às nações, e os reis fecharão a sua boca por causa dele; porque aquilo que não lhes foi anunciado verão, e aquilo que não ouviram entenderão. 53 1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? 2 Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. 3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. 4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. 7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. 9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. 10 Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. 11 Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. 12 Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.

Examine as perguntas em Isaías 53:1. Essas perguntas enfatizam o desafio de crer no inacreditável (compare com Jo 12:37-41 [“37 E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele, 38 para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? 39 Por isso, não podiam crer, porque Isaías disse ainda: 40 Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se convertam, e sejam por mim curados. 41 Isto disse Isaías porque viu a glória dele e falou a seu respeito.”]) e nos advertem a aguardar o restante da história. Mas as perguntas também sugerem um apelo. Nesse contexto, o paralelo entre as duas perguntas sugere que o braço ou o poder de salvação do Senhor (compare com Is 52:10 [“O Senhor desnudou o seu santo braço à vista de todas as nações; e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus.”]) é revelado àqueles que creem no relato. Você deseja experimentar o poder salvífico de Deus? Então creia no relato.

4. Leia atentamente Isaías 53:6. Qual é a mensagem específica desse ­texto? Como essas palavras podem lhe dar esperança, apesar de seus pecados e falhas do passado, de modo que você possa levar esperança a outras pessoas?

Isaías 53:6 (ARA)2: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”

Terça-feira, 02 de março de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O poema do Servo sofredor (Is 52:13–53:12)

Lições da Bíblia1

A passagem de Isaías 52:13–53:12, conhecida como “o poema do Servo sofredor”, confirma a reputação de Isaías como “o profeta do evangelho”. Em harmonia com a excelência do evangelho, o poema se eleva acima de outras literaturas. Embora seja surpreendentemente curto, cada frase tem um significado profundo que revela a essência da busca impensável de Deus para salvar a humanidade mergulhada e perdida no pecado.

Esse não é o “leite” espiritual de Isaías, mas algo profundo. Ele já vinha preparando sua audiência ao desenvolver o tema messiânico desde o início de seu livro. Seguindo o curso geral da vida do Messias na ­Terra, o profeta havia começado com Sua concepção e nascimento (Is 7:14), apresentado Sua identidade como Rei da descendência de Davi (Is 9:6, 7), detalhado Sua obra da restauração de Israel (Is 11:1-16) e o pacífico ministério de libertação da injustiça e do sofrimento (Is 42:1-7). Em seguida, Isaías tinha revelado que o drama do Messias incluía o contraste da tragédia antes da exaltação (Is 49:1-12; Is 50:6-10). O poema do Servo sofredor então sonda as profundezas dessa tragédia.

2. Releia as seções listadas acima. O que elas revelam sobre Jesus, o ­Messias? Como elas nos preparam para o que é apresentado em Isaías 52 e 53?

Isaías 52:13-53:12 (ARA):“13 Eis que o meu Servo procederá com prudência; será exaltado e elevado e será mui sublime. 14 Como pasmaram muitos à vista dele (pois o seu aspecto estava mui desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua aparência, mais do que a dos outros filhos dos homens), 15 assim causará admiração às nações, e os reis fecharão a sua boca por causa dele; porque aquilo que não lhes foi anunciado verão, e aquilo que não ouviram entenderão. 53 1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? 2 Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido.Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. 10 Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. 11 Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. 12 Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.

Isaías 52:13–53:1 introduz o poema com uma prévia contendo um contraste impressionante: o Servo prosperaria e seria exaltado, mas Sua aparência seria desfigurada a ponto de não ser reconhecida. Quem creria?

Isaías 53:2, 3 inicia um doloroso declínio da origem do Servo e de Sua aparência comum até Seu sofrimento e rejeição. Isaías 53:4-6 faz uma ­pausa para explicar que Seu sofrimento era realmente o nosso castigo, que Ele suportaria a fim de nos curar. Isaías 53:7-9 continua o declínio do inocente Servo rumo ao túmulo.

Em Isaías 53:10-12, o Servo ascende à exaltada recompensa prevista no início do poema (Is 52:13), com a percepção adicional de que Seu sacrifício para salvar os outros era da vontade de Deus.

Compare esse poema com a estrutura de “vale” de Filipenses 2:5-11 [“5 Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6 pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; 7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, 8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. 9 Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”], na qual Jesus começa na forma de Deus, mas desce ao Se esvaziar para assumir a escravidão da forma humana, humilhando-Se até a morte de cruz (a mais humilhante das mortes). Portanto, Deus O exalta sobremaneira, para que todos O reconheçam como Senhor (Is 49:7).

Leia Isaías 52:13–53:12. O que Jesus fez por nós e o que significam essas ações?

Segunda-feira, 01 de março de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A difícil verdade de Isaías (Is 50:4-10)

Lições da Bíblia1

Se Isaías tivesse a intenção de transmitir somente informações, ele teria apresentado todos os detalhes sobre o Messias de uma só vez. Mas, a fim de ensinar, persuadir e oferecer ao seu público-alvo um encontro com o Servo do Senhor, ele desenvolveu, de maneira sinfônica, uma rica estrutura de temas recorrentes. O profeta revelou a mensagem de Deus em etapas para que cada aspecto pudesse ser compreendido em relação ao restante do quadro. Isaías foi um artista cuja tela era o coração de seu ouvinte.

1. Leia Isaías 50:4-10. Resuma o que esses versos dizem. Como você vê ­Jesus nessa passagem?

Isaías 50:4-10 (ARA)2: “4 O Senhor Deus me deu língua de eruditos, para que eu saiba dizer boa palavra ao cansado. Ele me desperta todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que eu ouça como os eruditos. 5 O Senhor Deus me abriu os ouvidos, e eu não fui rebelde, não me retraí. 6 Ofereci as costas aos que me feriam e as faces, aos que me arrancavam os cabelos; não escondi o rosto aos que me afrontavam e me cuspiam. 7 Porque o Senhor Deus me ajudou, pelo que não me senti envergonhado; por isso, fiz o meu rosto como um seixo e sei que não serei envergonhado. 8 Perto está o que me justifica; quem contenderá comigo? Apresentemo-nos juntamente; quem é o meu adversário? Chegue-se para mim. 9 Eis que o Senhor Deus me ajuda; quem há que me condene? Eis que todos eles, como um vestido, serão consumidos; a traça os comerá. 10 Quem há entre vós que tema ao Senhor e que ouça a voz do seu Servo? Aquele que andou em trevas, sem nenhuma luz, confie em o nome do Senhor e se firme sobre o seu Deus.”

Em Isaías 49:7 vimos que o Servo de Deus seria desprezado, detestado e “servo dos dominadores”, mas que os reis O veriam, e os príncipes se inclinariam; e eles O adorariam. Em Isaías 50, descobrimos que o vale seria mais profundo para o gentil Mestre, cujas palavras sustentam o cansado (Is 50:4). O caminho para a vindicação passaria pela violência física (Is 50:6).

Essa violência parece ruim para nós das culturas ocidentais modernas. Mas, numa cultura antiga do Oriente Próximo, a honra era uma questão de vida ou morte para uma pessoa e seu grupo. Se alguém insultasse e maltratasse uma pessoa dessa maneira, era melhor estar bem protegido; se a vítima ou seu grupo tivessem a mínima chance, certamente retaliariam.

O rei Davi atacou e conquistou Amom (2Sm 10:1-12) porque o rei deles havia tomado os servos de Davi, rapado metade da barba deles, cortado metade de suas vestes, até às nádegas, e os despedido (2Sm 10:4; ARC). Porém, em Isaías 50, as pessoas golpeiam o Servo, Lhe arrancam dolorosamente os cabelos e cospem Nele. O que torna essas ações um incidente intercósmico é que a Vítima era um enviado do divino Rei dos reis. Ao compararmos Isaías 9:6, 7 e Isaías 11:1-16 com outras passagens sobre “servos”, descobrimos que esse Servo é o Rei, o poderoso Libertador! Mas com todo esse poder e honra, por alguma razão impensável, Ele não Se salvou! Essa situação era tão estranha que o povo não creu. Na cruz de ­Jesus, os líderes zombavam Dele: “Salvou os outros. Que salve a Si mesmo, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido” (Lc 23:35); “Desça da cruz, e então creremos Nele” (Mt 27:42).

Anote os princípios espirituais descritos em Isaías 50:4-10 que devemos aplicar à nossa vida. Examine a si mesmo à luz desses princípios. Em quais áreas você precisa melhorar?

Domingo, 28 de fevereiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Fazendo o impensável

Lições da Bíblia1

“Mas Ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas feridas fomos sarados” (Is 53:5).

Lough Fook, um cristão chinês, compadeceu-se de seus compatriotas que haviam se tornado escravos em minas africanas. Ele desejava apresentar-lhes a esperança do evangelho, mas como poderia ter acesso a eles? Sua solução foi se vender como escravo por um período de cinco anos. Ele foi transportado para Demerara, onde trabalhou arduamente nas minas e contou aos seus colegas sobre Jesus.

Antes de seu falecimento, Lough Fook conduziu 200 pessoas à aceitação de Cristo como Salvador e Senhor. Elas foram libertas do desespero para a esperança divina.

Que incrível sacrifício pessoal pelo bem dos outros! Que exemplo!

Ao fazer o impensável, isto é, humildemente “assumindo a forma de Servo” (Fp 2:7), Jesus também alcançou os inalcançáveis – cada um de nós e todo o mundo afundado e perdido no abismo do pecado.

Nesta semana, examinaremos esse evento maravilhoso, profetizado centenas de anos antes de acontecer.

Sábado, 27 de fevereiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 

Servir e salvar – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Texto de Ellen G. White: O Desejado de Todas as Nações, p. 252-261 (“Em Cafarnaum”).

“Grande tato e sabedoria são necessários no trabalho de ganhar pessoas. O Salvador nunca suprimiu a verdade, mas disse-a sempre com amor. Em Suas relações com outros, exercia o máximo tato, e era sempre bondoso e cheio de cuidado. Nunca foi rude, nunca proferiu desnecessariamente uma palavra severa, não ocasionou jamais uma dor desnecessária a um coração sensível. Não censurava a fraqueza humana. Denunciava destemidamente a hipocrisia, a incredulidade e a iniquidade, mas havia lágrimas em Sua voz ao proferir Suas esmagadoras repreensões. Nunca tornava a verdade cruel, porém manifestava profunda ternura pela humanidade. Toda pessoa era preciosa aos Seus olhos. Conduzia-Se com divina dignidade; inclinava-Se, todavia, com a mais terna compaixão e respeito para todo membro da família de Deus. Via em todos corações a quem tinha a missão de salvar” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 117).

Perguntas para consideração

1. Comente sobre essa citação de Ellen G. White. Sua igreja reflete os princípios ali descritos?

2. Você conhece uma “cana quebrada” ou um “pavio que fumega” (Is 42:3)? Como você pode ajudar essa pessoa sem “quebrá-la” nem “apagá-la”? De que maneira você pode levá-la a olhar para o Senhor? Na prática, o que você lhe diria para fazer a fim de obter cura e auxílio?

3. O argumento em defesa dos diferentes autores do livro de Isaías se originou da premissa de que não é possível prever o futuro como Isaías fez. Qual é o problema fundamental desse argumento e por que devemos, como cristãos, rejeitar completamente essa ideia?

Sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor.