O ministério de Moisés

Lições da Bíblia1

A presença de Moisés é sentida em toda a Bíblia. Embora não seja mencionado até Êxodo 2:2, ele escreveu o livro de Gênesis, a história oficial sobre quem somos, como chegamos aqui, por que as coisas estão tão ruins e, ainda, por que podemos ter esperança. A criação, a queda, a promessa de redenção, o dilúvio, Abraão, o evangelho – todos têm suas raízes em Gênesis, e seu autor foi o profeta Moisés. É difícil avaliar adequadamente a influência que esse homem, mesmo longe de ser perfeito, foi capaz de exercer em nome de Deus, por amar o Senhor e querer servi-Lo.

1. Leia Êxodo 32:29-32. O que aprendemos sobre o caráter de Moisés? Apesar das falhas dele, por que o Senhor pôde usá-lo poderosamente?

Êxodo 32:29-32 (ARA)2: 29 Pois Moisés dissera: Consagrai-vos, hoje, ao Senhor; cada um contra o seu filho e contra o seu irmão, para que ele vos conceda, hoje, bênção. 30 No dia seguinte, disse Moisés ao povo: Vós cometestes grande pecado; agora, porém, subirei ao Senhor e, porventura, farei propiciação pelo vosso pecado. 31 Tornou Moisés ao Senhor e disse: Ora, o povo cometeu grande pecado, fazendo para si deuses de ouro. 32 Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste.

Embora Moisés não tivesse nada a ver com o pecado no episódio descrito no texto, ele buscou interceder pelo povo pecador e estava disposto a perder até sua própria salvação por ele. Em Êxodo 32:32, quando Moisés pediu a Deus que lhes perdoasse os pecados, o verbo utilizado significa “suportar”. O profeta, compreendendo a gravidade do pecado e o que era necessário para expiá-lo, pediu a Deus que “carregasse” seu pecado. Essa é a única maneira pela qual um pecado pode ser perdoado.

Portanto, no início da Bíblia temos uma demonstração poderosa de substituição, na qual o próprio Deus, na pessoa de Jesus, suporta em Si mesmo o peso e a penalidade do nosso pecado – o caminho predeterminado por Deus para a salvação da humanidade enquanto esta permanece fiel aos princípios de Seu governo e de Sua lei.

Séculos mais tarde, Pedro escreveria sobre Jesus: “carregando Ele mesmo, em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Pelas feridas Dele vocês foram sarados” (1Pe 2:24).

Ao mesmo tempo, na reação de Moisés diante do pecado do povo o vemos no papel de intercessor em favor de um povo caído e pecador, sendo precursor de Jesus, nosso Intercessor (ver Hb 7:25 [“Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.”]).

Moisés estava disposto a perder a própria vida pelo povo? O que podemos aprender com essa atitude a respeito de verdadeiramente amar as pessoas?

Domingo, 03 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A lição da história de Moisés

Lições da Bíblia1

“Todos eles comeram do mesmo alimento espiritual e beberam da mesma bebida espiritual. Porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” (1Co 10:3, 4).

“São estas as palavras que Moisés falou” (Dt 1:1). Assim começa o livro de Deuteronômio. Embora a presença de Moisés domine o livro, desde essas palavras até sua morte na terra de Moabe (Dt 34:5), Deuteronômio (como toda a Bíblia) é sobre o Senhor Jesus. Ele é Aquele que nos criou (Gn 1; 2; Jo 1:1-3), nos sustenta (Cl 1:15-17, Hb 1:3) e nos redime (Is 41:14, Tt 2:14). Em um sentido mais amplo, esse livro revela como o Senhor continuou a criar, sustentar e redimir Seu povo nesse momento crucial da história da salvação.

Quando os filhos de Israel estavam prestes a entrar em Canaã, Moisés lhes deu uma lição de história, tema que se repete em toda a Bíblia: lembre- se do que o Senhor fez por você no passado.

Deveríamos atentar para esse conselho, considerando que estamos nas fronteiras de uma terra prometida melhor: “Ao recapitular nossa história, revendo cada passo de nosso progresso até o momento atual […] encho-me de admiração por Cristo e de confiança Nele como Líder. Nada temos a temer em relação ao futuro, a menos que nos esqueçamos da maneira pela qual o Senhor tem nos conduzido e de Seus ensinos em nosso passado” (Ellen G. White, Eventos Finais, p. 72).

Sábado, 02 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 

Prefácio de Deuteronômio – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“O amor de Deus (devidamente compreendido) está no centro de um conflito cósmico”; “o compromisso divino com o amor oferece uma razão moralmente suficiente para o fato de Ele permitir o mal, com ramificações significativas para a compreensão da providência divina que opera dentro do que chamo de regras pactuais de engajamento” (John C. Peckham, Theodicy of Love: Cosmic Conflict and the Problem of Evil [Baker Academic, 2018], p. 4). Nessa obra, de autor adventista, publicada por uma editora não adventista, vemos a realidade do grande conflito.

“O decreto de que Israel não deveria entrar em Canaã antes que passassem 40 anos foi uma amarga decepção para Moisés e Arão, Calebe e Josué. No entanto, sem murmurar, aceitaram a decisão divina. Mas aqueles que reclamavam da maneira de Deus lidar com eles e que diziam que retornariam para o Egito choraram e lamentaram profundamente quando as bênçãos que desprezaram lhes foram tiradas. Haviam se queixado de coisas irreais, e agora Deus lhes deu um motivo real para chorar. Se tivessem se lamentado de seu pecado no momento em que ele lhes foi apontado, a sentença não teria sido pronunciada, mas eles ficaram tristes apenas pelo castigo que receberam. Sua tristeza não era uma demonstração de arrependimento sincero e não podia liberá-los do castigo” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 283).

Perguntas para consideração

1. Diante do sofrimento no mundo, valeu a pena Deus oferecer amor gratuito?

2. Se a obediência é central na Bíblia, o que é o legalismo? O que pode transformar a fidelidade à Palavra de Deus e aos Seus mandamentos na armadilha do legalismo?

3. Quais são os paralelos entre o antigo Israel e a Igreja Adventista do Sétimo Dia? Por que devemos nos preocupar com eles?

Sexta-feira, 01 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 

Apostasia e punição

Lições da Bíblia1

“Tudo o que o Senhor falou faremos” (Êx 19:8; 24:3; 24:7). Embora, sem dúvida, era isso mesmo que o povo queria dizer, a história sagrada mostra que, infelizmente, suas ações, vez após vez, contradisseram suas palavras. Eram o povo escolhido, fizeram aliança com o Senhor, mas não cumpriram sua parte no acordo.

6. Qual foi o componente crucial para Israel em relação à aliança com Deus? Êx 19:4, 5

Êx 19:4, 5 (ARA)2: “4 Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim. 5 Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha;”

O chamado para obedecer a Deus, guardar Sua lei, não era legalismo naquele tempo tanto quanto não o é agora (ver Mt 7:24-27 [“24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; 25 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. 26 E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; 27 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.”]; Jo 14:15 [“Se me amais, guardareis os meus mandamentos.”]; Tg 2:20 [“Queres, pois, ficar certo, ó homem insensato, de que a fé sem as obras é inoperante?”]; Rm 6:11, 12 [“11 Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. 12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões;”]), e ainda assim repetidamente os filhos de Israel falharam em cumprir sua parte. De fato, logo no início, mesmo com a visão do próprio Monte Sinai, eles caíram em apostasia total (ver Êx 32:1-6 [“1 Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido. 2 Disse-lhes Arão: Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei-mas. 3 Então, todo o povo tirou das orelhas as argolas e as trouxe a Arão. 4 Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. 5 Arão, vendo isso, edificou um altar diante dele e, apregoando, disse: Amanhã, será festa ao Senhor. 6 No dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se”]). Infelizmente, a infidelidade parecia ser mais a norma do que a exceção e, portanto, em vez de entrarem logo na terra prometida, vagaram pelo deserto por 40 anos.

7. Leia Números 14:28-35. Qual foi a punição imposta à nação por sua recusa em confiar no que o Senhor lhe disse que fizesse?

Números 14:28-35 (ARA)2: “28 Dize-lhes: Por minha vida, diz o Senhor, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros. 29 Neste deserto, cairá o vosso cadáver, como também todos os que de vós foram contados segundo o censo, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes; 30 não entrareis na terra a respeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. 31 Mas os vossos filhos, de que dizeis: Por presa serão, farei entrar nela; e eles conhecerão a terra que vós desprezastes. 32 Porém, quanto a vós outros, o vosso cadáver cairá neste deserto. 33 Vossos filhos serão pastores neste deserto quarenta anos e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que o vosso cadáver se consuma neste deserto. 34 Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos e tereis experiência do meu desagrado. 35 Eu, o Senhor, falei; assim farei a toda esta má congregação, que se levantou contra mim; neste deserto, se consumirão e aí falecerão.

Muitas vezes a desobediência resulta não apenas de franca rebelião (embora isso aconteça), mas também de deixar de confiar no que Deus diz. O que tornou o pecado desses homens ainda mais hediondo para Israel foi o fato de que todos eles tinham testemunhado a ação divina: “Viram a Minha glória e os prodígios que fiz no Egito e no deserto, e mesmo assim Me puseram à prova já dez vezes e não obedeceram à Minha voz” (Nm 14:22). Apesar de tudo o que viram e experimentaram, ainda se recusavam a obedecer ao Senhor e a tomar a terra, apesar das promessas divinas de que teriam sucesso (Nm 13, 14).

Pense no que foi dito acima: que muitas vezes a desobediência vem da falta de confiança no que Deus nos diz. Por que isso acontece e como podemos, de fato, aprender a confiar mais em Deus?

Quinta-feira, 30 de setembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A aliança no Sinai

Lições da Bíblia1

O êxodo e tudo o que o envolveu, desde o sangue no batente da porta até o drama no Mar Vermelho, impressionaram os sobreviventes. (E os que morreram, desde os primogênitos no Egito até os soldados no fundo do mar, Deus os julgará com justiça.) Como disse o Senhor: “Vocês viram o que fiz aos egípcios e como levei vocês sobre asas de águia e os trouxe para perto de Mim” (Êx 19:4).

Por que o Senhor operou esse resgate impressionante da nação? O próprio Moisés disse: “Já houve um deus que tentou ir tomar para Si um povo do meio de outro povo, com provas, com sinais, com milagres, com lutas, com mão poderosa, com braço estendido e com feitos espantosos, segundo tudo o que o Senhor, seu Deus, fez por vocês no Egito, como vocês viram com os seus próprios olhos?” (Dt 4:34).

5. Leia Êxodo 19:4-8. Por que o Senhor chamou Seu povo do Egito?

Êxodo 19:4-8 (ARA)2: “4 Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim. 5 Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha;vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel. 7 Veio Moisés, chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas estas palavras que o Senhor lhe havia ordenado. 8 Então, o povo respondeu à uma: Tudo o que o Senhor falou faremos. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo.”

Deus chamou os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Com eles estabeleceu aliança, e eles seriam a divina “propriedade peculiar dentre todos os povos. Porque toda a terra é” Dele (Êx 19:5). Esse relacionamento foi fundamental para a aliança.

Contudo, essa ideia de uma “propriedade peculiar” (segullah) poderia ter sido (e foi) facilmente mal compreendida. Sua peculiaridade não vinha de algo santo e justo em si mesmos, mas da graça divina dada a eles e por causa das verdades maravilhosas que o Senhor lhes concedeu, as quais eles deveriam seguir e, como um “reino de sacerdotes”, espalhar pelo mundo.

Deus lhes transmitiu estipulações da aliança (a parte deles no acordo, por assim dizer) e os Dez Mandamentos (Êx 20). Assim, a aliança foi ratificada. Depois de aspergir com o sangue das ofertas um altar recém-construído, Moisés “pegou o livro da aliança e o leu para o povo” (Êx 24:7). O povo novamente declarou que obedeceria.

“Em primeiro lugar, Moisés anunciou ao povo todos os mandamentos conforme estavam na lei. Depois pegou o sangue […] e borrifou o Livro da Lei e todo o povo, usando lã tingida de vermelho e hissopo. Então disse: “Este é o sangue que sela a aliança, que Deus mandou vocês obedecerem” (Hb 9:19, 20, NTLH). O que significa o sangue, e por que ele é tão importante ainda no presente?

Quarta-feira, 29 de setembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O chamado de Abraão

Lições da Bíblia1

Abrão (mais tarde chamado Abraão) aparece pela primeira vez na genealogia de Gênesis 11, logo após a menção da dispersão de Babel.

3. Leia Gênesis 12:1-3. Olhando para a cruz, a morte de Jesus e a pregação do evangelho, como entendemos o que Deus prometeu fazer por meio de Abraão?

Gênesis 12:1-3 (ARA)2: “1 Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.”

Muitos séculos depois, o apóstolo Paulo, ao tentar lidar com a heresia dos gálatas, apontou para Abraão, mostrando que o chamado de Deus ao patriarca foi uma expressão inicial do que sempre foi a intenção de Deus: o evangelho ao mundo. “Saibam, portanto, que os que têm fé é que são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria os gentios pela fé, preanunciou o evangelho a Abraão, dizendo: ‘Em você serão abençoados todos os povos’. De modo que os que têm fé são abençoados com o crente Abraão” (Gl 3:7-9).

O chamado de Abraão foi expresso pela primeira vez em Gênesis 12; a maior parte do restante desse livro é a história de seus descendentes, uma geração disfuncional após a outra, criando famílias conflituosas, e ainda, por meio delas, a promessa foi cumprida, atingindo um ponto crucial com o chamado de Moisés.

4. Leia Atos 7:20-36, a descrição do mártir Estêvão sobre Moisés e o êxodo. Como tal descrição se relaciona com a promessa de Deus a Abraão?

Atos 7:20-36 (ARA)2: “20 Por esse tempo, nasceu Moisés, que era formoso aos olhos de Deus. Por três meses, foi ele mantido na casa de seu pai; 21 quando foi exposto, a filha de Faraó o recolheu e criou como seu próprio filho. 22 E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras. 23 Quando completou quarenta anos, veio-lhe a ideia de visitar seus irmãos, os filhos de Israel. 24 Vendo um homem tratado injustamente, tomou-lhe a defesa e vingou o oprimido, matando o egípcio. 25 Ora, Moisés cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus os queria salvar por intermédio dele; eles, porém, não compreenderam. 26 No dia seguinte, aproximou-se de uns que brigavam e procurou reconduzi-los à paz, dizendo: Homens, vós sois irmãos; por que vos ofendeis uns aos outros? 27 Mas o que agredia o próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu autoridade e juiz sobre nós? 28 Acaso, queres matar-me, como fizeste ontem ao egípcio? 29 A estas palavras Moisés fugiu e tornou-se peregrino na terra de Midiã, onde lhe nasceram dois filhos. 30 Decorridos quarenta anos, apareceu-lhe, no deserto do monte Sinai, um anjo, por entre as chamas de uma sarça que ardia. 31 Moisés, porém, diante daquela visão, ficou maravilhado e, aproximando-se para observar, ouviu-se a voz do Senhor: 32 Eu sou o Deus dos teus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Moisés, tremendo de medo, não ousava contemplá-la. 33 Disse-lhe o Senhor: Tira a sandália dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa. 34 Vi, com efeito, o sofrimento do meu povo no Egito, ouvi o seu gemido e desci para libertá-lo. Vem agora, e eu te enviarei ao Egito. 35 A este Moisés, a quem negaram reconhecer, dizendo: Quem te constituiu autoridade e juiz? A este enviou Deus como chefe e libertador, com a assistência do anjo que lhe apareceu na sarça. 36 Este os tirou, fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, assim como no mar Vermelho e no deserto, durante quarenta anos.

Neste mundo impregnado de ignorância, erro e escassez de conhecimento da verdade (as coisas não mudaram muito em mais de três mil anos, não é?), o Senhor chamou Seu povo, a semente de Abraão, do Egito. Por meio dele, procurou não apenas preservar o conhecimento da verdade, isto é, o conhecimento Dele, Yahweh, e do plano da salvação, mas também difundir esse conhecimento para o restante do mundo.

Como nós, adventistas do sétimo dia, nos vemos em relação ao restante do mundo? Que paralelos há entre nós e o antigo Israel? Que responsabilidade isso coloca sobre cada um de nós de forma individual?

Terça-feira, 28 de setembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A queda e o dilúvio

Lições da Bíblia1

Os estudantes costumam ouvir a história de uma maçã que caiu na cabeça de Isaac Newton, que assim descobriu a lei da gravidade. Se isso de fato aconteceu, não importa; a questão é que a grande percepção de Newton (ele não descobriu a gravidade; qualquer um que já tivesse caído sabia sobre esse fenômeno) foi entender que a mesma força que derrubou a maçã (gravidade) também mantém a lua em órbita ao redor da Terra, a Terra em órbita ao redor do Sol e assim por diante.

Isso foi importante porque, durante milênios, muitos acreditavam que as leis que governavam os céus fossem diferentes das que governavam a Terra. Newton mostrou que isso estava errado. E, embora sua contribuição tenha sido na área da lei natural, o mesmo princípio se aplica à lei moral. A mesma liberdade, inerente ao amor, que levou à queda de Lúcifer no Céu levou à queda da humanidade na Terra.

2. Leia Gênesis 2:16, 17 e 3:1-7. Como esses versos sobre seres perfeitos, em um ambiente perfeito, criado pelo Deus perfeito, também revelam a poderosa verdade sobre a liberdade inerente ao amor?

Gênesis 2:16, 17 (ARA)2: “16 E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Gênesis 3:1-7 (ARA)2: “1 Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais.Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. 5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. 6 Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.

Após a queda, as coisas foram de mal a pior, até o ponto em que o Senhor concluiu sobre as pessoas “que todo desígnio do coração delas era continuamente mau” (Gn 6:5). E, se seus pensamentos eram ruins, suas ações também eram, até que o Senhor destruiu o mundo inteiro com um dilúvio, dando à humanidade uma chance de recomeçar, numa espécie de segunda criação. No entanto, como mostra a história da torre de Babel (Gn 11:1-9), a humanidade ainda parecia decidida a desafiar Deus. “Quando a torre estava parcialmente pronta, parte dela foi ocupada como habitação de seus construtores, e outros compartimentos, esplendidamente aparelhados e ornamentados, eram dedicados aos seus ídolos. O povo se alegrava com seu êxito e louvava os deuses de prata e ouro, colocando-se em oposição ao Governador do Céu e da Terra” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 119). Além de confundir sua linguagem, Deus espalhou a humanidade caída pela face da Terra.

Considere seus pensamentos ao longo do dia. O que eles dizem sobre o estado do seu coração?

Segunda-feira, 27 de setembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Amar para ser amado

Lições da Bíblia1

Em 1 João 4:8 está escrito: “Deus é amor”. Por mais simples que sejam essas três palavras (quatro em grego), a ideia por trás delas é tão profunda, que mal podemos compreender suas implicações. Elas não dizem que Deus ama, nem que Deus revela amor, ou que o Senhor é uma manifestação do amor, mas que Ele é amor, como se o amor fosse a essência da identidade divina. Como seres humanos caídos, não somos capazes de entender totalmente o que a expressão “Deus é amor” significa.

Contudo, entendemos o suficiente para saber que é uma notícia muito boa. Se, em vez de “Deus é amor”, fosse “Deus é ódio”, “Deus é vingativo” ou “Deus é indiferente”, poderia ser algo preocupante.

A verdade de que “Deus é amor” nos ajuda a entender melhor a ideia de que o governo divino reflete esse amor em toda a Sua criação. O amor permeia o cosmos, talvez até mais do que a gravidade. Deus nos ama; e devemos retribuir esse amor (ver Dt 6:5; Mc 12:30).

O amor, porém, deve ser doado. Deus não pode forçá-lo. Portanto, quando criou seres inteligentes e racionais no Céu e na Terra com a capacidade de amar, sempre existiu o risco de que eles não Lhe correspondessem. Alguns não o fizeram e, como resultado, teve origem o que conhecemos como o grande conflito.

1. Por que os textos a seguir só têm sentido no contexto da liberdade e do risco que envolve o amor? Is 14:12-14; Ez 28:12-17; Ap 12:7

Is 14:12-14 (ARA)2: “12 Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! 13 Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; 14 subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.

Ez 28:12-17 (ARA)2: “12 Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. 13 Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. 14 Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. 15 Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti. 16 Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. 17 Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem.”

Ap 12:7 (ARA)2: “Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos;

Ezequiel 28:15 mostra que, embora o anjo Lúcifer fosse um ser perfeito, criado pelo Deus perfeito, encontrou-se iniquidade nele. Criado com a capacidade de amar, ele tinha verdadeira liberdade moral e, apesar de tudo o que havia recebido (ele “se cobria de todas as pedras preciosas”), o anjo rebelde queria mais. Uma coisa levou a outra até que houve “guerra no Céu”.

Há lugares em que se pode comprar cães-robôs, que obedecem aos comandos, nunca sujam o tapete, nem roem os móveis. Porém, você teria um relacionamento significativo com esse “cachorro”? Como sua resposta ajuda a entender por que Deus criou seres que pudessem amá-Lo em resposta ao Seu amor?

Domingo, 26 de setembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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