Alimentados, satisfeitos e ingratos

Lições da Bìblia1

Um ex-líder da igreja, que trabalhou na Associação Geral dos Adventistas por 34 anos, contou que, ele e a esposa haviam perdido a bagagem num aeroporto. Ele disse: “Bem ali, perto da esteira de bagagens e em público, nos ajoelhamos e oramos, pedindo ao Senhor a devolução da bagagem perdida”. Muitos anos depois, aconteceu a mesma coisa: chegaram ao aeroporto, mas uma das malas não. Então, o líder disse à esposa: “Não se preocupe, o seguro vai cobrir”.

6. Com essa história em mente, leia Deuteronômio 8:7-18. Que advertência o Senhor deu ao povo, e o que isso significa para nós hoje?

Deuteronômio 8:7-18 (ARA)2: “7 porque o Senhor, teu Deus, te faz entrar numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes, de mananciais profundos, que saem dos vales e das montanhas; 8 terra de trigo e cevada, de vides, figueiras e romeiras; terra de oliveiras, de azeite e mel; 9 terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro e de cujos montes cavarás o cobre. 10 Comerás, e te fartarás, e louvarás o Senhor, teu Deus, pela boa terra que te deu. 11 Guarda-te não te esqueças do Senhor, teu Deus, não cumprindo os seus mandamentos, os seus juízos e os seus estatutos, que hoje te ordeno; 12 para não suceder que, depois de teres comido e estiveres farto, depois de haveres edificado boas casas e morado nelas; 13 depois de se multiplicarem os teus gados e os teus rebanhos, e se aumentar a tua prata e o teu ouro, e ser abundante tudo quanto tens, 14 se eleve o teu coração, e te esqueças do Senhor, teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão, 15 que te conduziu por aquele grande e terrível deserto de serpentes abrasadoras, de escorpiões e de secura, em que não havia água; e te fez sair água da pederneira; 16 que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheciam; para te humilhar, e para te provar, e, afinal, te fazer bem. 17 Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. 18 Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê.

Veja o que a fidelidade dos israelitas ao Senhor lhes traria. Eles não apenas possuiriam uma terra maravilhosa e rica, em que não teriam escassez e em que não lhes faltaria nada (Dt 8:9), mas seriam extremamente abençoados ali com rebanhos, manadas, ouro, prata e belas casas. Ou seja, teriam todo o conforto material que esta vida oferece.

Mas e então? Eles enfrentariam o perigo que acompanha a riqueza e a prosperidade: esquecer que é o Senhor quem dá força para obter riquezas (Dt 8:18).

Talvez não no início, mas com o passar dos anos, quando tivessem todo conforto material que desejassem, eles se esqueceriam do passado, e de como o Senhor os havia conduzido por “aquele grande e terrível deserto” (Dt 1:19): eles, de fato, pensariam que sua própria inteligência e talentos fossem a causa de todo o seu sucesso.

O Senhor os estava advertindo contra esse perigo (Infelizmente, quando lemos os profetas posteriores, vemos que foi isso que aconteceu com eles.)

Assim, em meio a essa prosperidade, Moisés os exortou a lembrar que o Senhor tinha sido a fonte de sua riqueza. Por isso, não deviam ser iludidos pelas bênçãos materiais nem confiar nelas. Séculos depois, o próprio Jesus alertou, na parábola do semeador, sobre “a fascinação da riqueza” (Mc 4:19).

Não importa quanto dinheiro e bens materiais tenhamos, somos todos de carne e osso esperando a morte. O que isso nos diz sobre os perigos que vêm da riqueza? A riqueza pode nos fazer esquecer de que precisamos do Único que pode nos livrar da morte eterna.

Moisés disse aos israelitas para não se esquecerem e não permitirem que essas coisas se afastassem “do seu coração”, não é coincidência ele lhes dizer também para ensiná-las às gerações seguintes. Seus filhos não apenas deveriam ouvir, mas contar e recontar o que Deus tinha feito por eles, de modo que não se esquecessem. Haveria melhor maneira de preservar o conhecimento do que o Senhor faz por Seu povo?

Quando você fala sobre sua experiência com Deus, beneficia, além de você, os outros também? Como o relato da liderança de Deus o ajuda a não se esquecer da Sua direção?

Quarta-feira, 01 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Tenham cuidado para que não se esqueçam

Lições da Bíblia1

4. Leia Deuteronômio 4:9, 23. O que o Senhor está dizendo ao povo que faça, e por que essa admoestação é tão importante para a nação?

Deuteronômio 4:9, 23 (ARA)2: “9 Tão somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, que te não esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos. […] 23 Guardai-vos não vos esqueçais da aliança do Senhor, vosso Deus, feita convosco, e vos façais alguma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa que o Senhor, vosso Deus, vos proibiu.

Dois verbos dominam o início de ambos os versos: “tenham cuidado” e “não se esqueçam”. O que o Senhor lhes diz é: tome cuidado para não se esquecer. Ou seja, não se esqueça do que o Senhor fez por você nem da Sua aliança.

“Tomar cuidado” (hishmer) ocorre em todo o AT e significa “guardar”, “vigiar”, “preservar” e “proteger”. Curiosamente, a primeira vez que tal expressão aparece nas Escrituras é antes mesmo do pecado, quando o Senhor disse a Adão para “guardar” o jardim que havia concedido a ele (Gn 2:15).

Na passagem acima, porém, o Senhor diz a cada um individualmente (o verbo está no singular) para se guardar, para não se esquecer. Isso não significa “esquecer” tanto no sentido de perder a memória (embora isso possa acontecer com o tempo e nas gerações posteriores), mas no sentido de ser negligente em relação às obrigações da aliança. Isto é, eles deveriam estar atentos sobre quem eram e o que isso significava em termos de como deveriam viver diante de Deus, dos outros hebreus, dos estrangeiros entre eles e diante das nações ao seu redor.

5. Leia Deuteronômio 4:9 (veja também Dt 6:7 e 11:19) e concentre-se na última parte. O que isso tem a ver com ajudá-los a não esquecer?

Deuteronômio 4:9 (ARA)2: “Tão somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, que te não esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos.

Deuteronômio 6:7 (ARA)2: “tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.

Deuteronômio 11:19 (ARA)2: “Ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentados em vossa casa, e andando pelo caminho, e deitando-vos, e levantando-vos.

Terça-feira, 30 de novembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Tempos passados

Lições da Bíblia1

Em Deuteronômio 4, lemos as admoestações maravilhosas que o Senhor deu ao Seu povo por meio de Moisés a respeito de seus grandes privilégios como povo escolhido. Ele os resgatou do Egito “com provas, com sinais, com milagres, com lutas, com mão poderosa, com braço estendido e com feitos espantosos, segundo tudo o que o Senhor, seu Deus, fez por vocês no Egito, como vocês viram com os seus próprios olhos” (Dt 4:34). Em outras palavras, Deus não apenas fez maravilhas, mas as fez de modo a ajudá- los a se lembrar e a nunca esquecer esses grandes atos.

Leia Deuteronômio 4:32-39. O que o Senhor pediu que se lembrassem e por que isso era tão importante?

Deuteronômio 4:32-39 (ARA)2: “32 Agora, pois, pergunta aos tempos passados, que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra, desde uma extremidade do céu até à outra, se sucedeu jamais coisa tamanha como esta ou se se ouviu coisa como esta; 33 ou se algum povo ouviu falar a voz de algum deus do meio do fogo, como tu a ouviste, ficando vivo; 34 ou se um deus intentou ir tomar para si um povo do meio de outro povo, com provas, e com sinais, e com milagres, e com peleja, e com mão poderosa, e com braço estendido, e com grandes espantos, segundo tudo quanto o Senhor, vosso Deus, vos fez no Egito, aos vossos olhos. 35 A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há, senão ele. 36 Dos céus te fez ouvir a sua voz, para te ensinar, e sobre a terra te mostrou o seu grande fogo, e do meio do fogo ouviste as suas palavras. 37 Porquanto amou teus pais, e escolheu a sua descendência depois deles, e te tirou do Egito, ele mesmo presente e com a sua grande força, 38 para lançar de diante de ti nações maiores e mais poderosas do que tu, para te introduzir na sua terra e ta dar por herança, como hoje se vê. 39 Por isso, hoje, saberás e refletirás no teu coração que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há.

Moisés relembrou toda a história ao povo, desde a criação, e lhes indagou, de forma retórica, se em toda a história havia sido feito algo como o que foi feito por eles. Ele instruiu o povo a perguntar e analisar por si mesmo se havia acontecido antes algo como o que os israelitas experimentaram. Com alguns questionamentos, Moisés estava tentando fazer com que percebessem o que o Senhor havia feito por eles e, assim, em última instância, fazê-los reconhecer o quanto deveriam ser gratos por Seus atos maravilhosos.

A libertação do Egito era um fato central e, talvez, em certos aspectos, mais impressionante que esse evento tenha sido o fato de que Deus falou com o povo no Sinai, permitindo-lhe ouvir do meio do fogo as Suas palavras.

3. Leia Deuteronômio 4:40. A que conclusão Moisés queria que o povo chegasse a partir de tudo que Deus havia feito por eles?

Deuteronômio 4:40 (ARA)2: “Guarda, pois, os seus estatutos e os seus mandamentos que te ordeno hoje, para que te vá bem a ti e a teus filhos depois de ti e para que prolongues os dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá para todo o sempre.”

O Senhor não fez todas essas coisas sem um propósito. Ele redimiu os israelitas, cumprindo Sua parte na aliança estabelecida com eles. Eles foram libertos do Egito e estavam prestes a entrar na terra prometida. Deus fez Sua parte; eles deviam fazer a sua, que era, simplesmente, obedecer.

Como esse modelo representa o plano da salvação expresso no NT? O que Jesus fez por nós e como devemos responder a isso? (Veja Ap 14:12 [“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”].)

Segunda-feira, 29 de novembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Lembrando o arco-íris

Lições da Bíblia1

A palavra “lembrar” aparece pela primeira vez na Bíblia em Gênesis 9, quando, após o dilúvio, o Senhor disse a Noé que colocaria o arco- íris no céu como sinal de Sua aliança com toda a Terra, de que Ele nunca mais a destruiria com um dilúvio.

1. Leia Gênesis 9:8-17. Como a palavra “lembrar” é usada aqui? O que podemos aprender com isso?

Gênesis 9:8-17 (ARA)2: “8 Disse também Deus a Noé e a seus filhos: 9 Eis que estabeleço a minha aliança convosco, e com a vossa descendência, 10 e com todos os seres viventes que estão convosco: tanto as aves, os animais domésticos e os animais selváticos que saíram da arca como todos os animais da terra. 11 Estabeleço a minha aliança convosco: não será mais destruída toda carne por águas de dilúvio, nem mais haverá dilúvio para destruir a terra. 12 Disse Deus: Este é o sinal da minha aliança que faço entre mim e vós e entre todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gerações: 13 porei nas nuvens o meu arco; será por sinal da aliança entre mim e a terra. 14 Sucederá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e nelas aparecer o arco, 15 então, me lembrarei da minha aliança, firmada entre mim e vós e todos os seres viventes de toda carne; e as águas não mais se tornarão em dilúvio para destruir toda carne. 16 O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a terra. 17 Disse Deus a Noé: Este é o sinal da aliança estabelecida entre mim e toda carne sobre a terra.”

Deus não precisa do arco-íris para Se lembrar de Sua promessa e aliança. Ele apenas falou em linguagem que os humanos entendessem. O propósito do arco-íris é nos lembrar da promessa e aliança de não destruir o mundo novamente com água. Ele ajudaria as pessoas a se lembrar da aliança especial. Sempre que surge o arco-íris, o povo de Deus se lembra não apenas do juízo sobre o mundo por seus pecados, mas também de Seu amor pelo mundo e de Sua promessa de não o inundar novamente.

Portanto, vemos a importância de lembrar das promessas divinas, das advertências e da ação de Deus no mundo.

O arco-íris no céu se torna ainda mais importante hoje quando, com base na continuidade das leis da natureza, muitos cientistas rejeitam a ideia de que já houve um dilúvio mundial. É fascinante que Ellen G. White tenha escrito que, antes do dilúvio, muitos tinham a ideia de que a continuidade das leis da natureza excluía a possibilidade de um dilúvio mundial. Ela escreveu que os sábios argumentavam que as leis da natureza “são tão firmemente estabelecidas que o próprio Deus não as pode mudar” (Patriarcas e Profetas, p. 97). Portanto, as pessoas diziam, com base nessas leis, que o dilúvio não poderia ocorrer; após o dilúvio, as pessoas argumentam, com base nessas mesmas leis, que ele nunca aconteceu.

No entanto, Deus em Sua Palavra nos falou sobre o dilúvio e deu ao mundo um sinal, não apenas desse acontecimento, mas de Sua promessa de não o trazer outra vez. Assim, se nos lembrarmos do que o arco-íris significa, podemos ter a garantia, escrita no céu em belas cores, de que a Palavra de Deus é certa. E se podemos confiar nisso, por que não confiar em tudo o mais que Ele nos diz?

Ao ver um arco-íris, pense nas promessas de Deus. Aprendemos a confiar nelas?

Domingo, 28 de novembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Lembrem-se e não se esqueçam

Lições da Bíblia1

“Lembrem-se e não se esqueçam de como no deserto vocês provocaram o Senhor à ira. Desde o dia em que saíram do Egito até que chegaram a este lugar, vocês foram rebeldes contra o Senhor” (Dt 9:7).

Duas palavras estão presentes em toda a Bíblia: lembrar e esquecer. Ambas se referem a algo humano, que acontece na mente. São verbos e são opostos: lembrar é não se esquecer, e esquecer é não se lembrar.

Com frequência Deus diz a Seu povo para se lembrar de todas as coisas que Ele fez por Seus filhos; lembrar-se de Sua graça e bondade para com Seu povo. Grande parte do AT consiste na exortação dos profetas ao povo hebreu para que não se esquecesse do que o Senhor tinha feito por ele. Mas também, o mais importante, os israelitas não deveriam se esquecer de qual era seu chamado no Senhor e de que tipo de povo deveriam ser em resposta a esse chamado. “Recordarei os feitos do Senhor; certamente me lembrarei das Tuas maravilhas da antiguidade” (Sl 77:11).

É diferente para nós hoje, tanto no âmbito coletivo quanto no pessoal? É muito fácil se esquecer o que Deus fez por nós.

Nesta semana, conforme expresso em Deuteronômio, veremos esse importante princípio de lembrar e não se esquecer da atuação divina em nossa vida.

Sábado, 27 de novembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Convertam o seu coração – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“A cada avanço na experiência cristã nosso arrependimento se aprofundará. Justamente àqueles a quem Deus perdoou e reconhece como Seu povo, diz Ele: ‘Então vocês se lembrarão dos seus maus caminhos e das suas ações que não foram boas, e terão nojo de vocês mesmos por causa das suas iniquidades e das suas abominações’ (Ez 36:31). Outra vez, diz: ‘Estabelecerei a Minha aliança com você, e você saberá que Eu sou o Senhor, para que você se lembre e fique envergonhada, e nunca mais abra a sua boca por causa da sua humilhação, quando Eu lhe houver perdoado tudo o que você fez, diz o Senhor Deus’ (Ez 16:62, 63). Então nossos lábios não se abrirão para nos gloriarmos. Saberemos que só em Cristo temos suficiência. Faremos nossa a confissão do apóstolo: ‘Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum’ (Rm 7:18). ‘Longe de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu estou crucificado para o mundo’ (Gl 6:14; Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 160, 161).

“‘A bondade de Deus é que leva você ao arrependimento’ (Rm 2:4). Uma cadeia dourada, a graça e a compaixão do amor divino são atadas ao redor de toda pessoa em perigo. O Senhor declara: ‘Com amor eterno Eu a amei; por isso, com bondade a atraí’” (Jr 31:3; Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 202).

Perguntas para consideração

1. Como evitar a armadilha de tornar o arrependimento meritório, como se o ato de se arrepender nos tornasse justos? Qual é a única forma de estar justo perante Deus?

2. Em Mateus 27:3-5, Judas lamentou o que fez a Jesus (afinal, ele se matou). Entretanto, por que suas atitudes não são consideradas verdadeiro arrependimento?

3. Como a realidade da pecaminosidade humana deve nos manter humildes diante dos outros (no sentido de não os julgarmos) e diante de Deus? Foi necessária a morte de Cristo na cruz para nos salvar. Esse fato nos mostra quanto o pecado é mau?

Sexta-feira, 25 de novembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Arrependimento e conversão

Lições da Bíblia1

O NT está repleto do conceito de arrependimento. João Batista começou seu ministério com o chamado ao arrependimento.

6. Leia Mateus 3:1-8. Como a ideia de “retorno” aparece nesses versos? O que João Batista lhes disse que fizessem e que reflete o que está em Deuteronômio? Por que suas palavras também teriam relevância especial para os fariseus e saduceus?

Mateus 3:1-8 (ARA)2: 1 Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia e dizia:Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. 3 Porque este é o referido por intermédio do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. 4 Usava João vestes de pelos de camelo e um cinto de couro; a sua alimentação eram gafanhotos e mel silvestre. 5 Então, saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judeia e toda a circunvizinhança do Jordão; 6 e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados. 7 Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? 8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento;”

Jesus também começou Seu ministério com apelos ao arrependimento.

7. Leia Marcos 1:15. O que Jesus disse, e por que Ele relacionou o arrependimento com o evangelho?

Marcos 1:15 (ARA)2: “dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho.

Quer seja João Batista falando para os líderes religiosos ou Jesus para a nação, a ideia é a mesma. Somos pecadores e, embora Cristo tenha vindo para salvar pecadores, devemos nos arrepender dos pecados. E esse arrependimento – seja de alguém afastado de Deus ou de um cristão fiel que cai em pecado ou de um novo converso – inclui o abandono dos antigos caminhos pecaminosos. Devemos reconhecer nossa pecaminosidade, expressar arrependimento pelos pecados (e não apenas pelas consequências deles), fazer a escolha consciente de abandoná-los, confiar totalmente nos méritos de Jesus e ouvir atentamente a voz do Senhor, nosso Deus (Dt 15:5).

Alguns estudiosos veem no NT ecos da ideia de arrependimento expressa em Deuteronômio. Por exemplo, quando Pedro acusou a nação de ter crucificado Jesus, vários “ficaram muito comovidos e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: ‘Que faremos, irmãos?’” (At 2:37). Ou seja, cientes de seu pecado, eles se arrependeram e quiseram saber o que deviam fazer para estar bem com o Deus a quem haviam ofendido.

Não ocorre a mesma situação conosco, consideramos que somos pecadores que ofenderam a Deus?

Leia Atos 2:38 [“Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.”]. Como Pedro respondeu à pergunta deles, e como esse episódio revela o princípio por trás do verdadeiro arrependimento?

Quinta-feira, 24 de novembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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De todo o seu coração

Lições da Bíblia1

Deuteronômio 30:1-10 revela a graça e a bondade de Deus para com os apóstatas e pecadores, mesmo quando tinham sido abençoados por Deus de maneira singular: “Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que O invocamos?” (Dt 4:7). Apesar do que Deus fez por eles e de que não tinham justificativa para os pecados, eles pecaram (podemos nos identificar com isso?).

5. Em Deuteronômio 30:1-10, observe o que estava incluído no arrependimento, no retorno (teshuvah) a Deus. O que foi requerido e o que isso deve nos ensinar hoje sobre o que envolve o verdadeiro arrependimento?

Deuteronômio 30:1-10 (ARA)2: “1 Quando, pois, todas estas coisas vierem sobre ti, a bênção e a maldição que pus diante de ti, se te recordares delas entre todas as nações para onde te lançar o Senhor, teu Deus; 2 e tornares ao Senhor, teu Deus, tu e teus filhos, de todo o teu coração e de toda a tua alma, e deres ouvidos à sua voz, segundo tudo o que hoje te ordeno,então, o Senhor, teu Deus, mudará a tua sorte, e se compadecerá de ti, e te ajuntará, de novo, de todos os povos entre os quais te havia espalhado o Senhor, teu Deus. 4 Ainda que os teus desterrados estejam para a extremidade dos céus, desde aí te ajuntará o Senhor, teu Deus, e te tomará de lá. 5 O Senhor, teu Deus, te introduzirá na terra que teus pais possuíram, e a possuirás; e te fará bem e te multiplicará mais do que a teus pais. 6 O Senhor, teu Deus, circuncidará o teu coração e o coração de tua descendência, para amares o Senhor, teu Deus, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas. 7 O Senhor, teu Deus, porá todas estas maldições sobre os teus inimigos e sobre os teus aborrecedores, que te perseguiram. 8 De novo, pois, darás ouvidos à voz do Senhor; cumprirás todos os seus mandamentos que hoje te ordeno. 9 O Senhor, teu Deus, te dará abundância em toda obra das tuas mãos, no fruto do teu ventre, no fruto dos teus animais e no fruto da tua terra e te beneficiará; porquanto o Senhor tornará a exultar em ti, para te fazer bem, como exultou em teus pais; 10 se deres ouvidos à voz do Senhor, teu Deus, guardando os seus mandamentos e os seus estatutos, escritos neste Livro da Lei, se te converteres ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma.

No fim das contas, os israelitas precisaram fazer a escolha de retornar a Deus e de obedecer-Lhe de todo o coração. Em certo sentido, a questão era o coração deles; se o coração fosse justo diante de Deus, as ações também seriam, ou seja, o povo seria obediente.

Foi por isso que receberam a promessa maravilhosa de que, se voltassem para o Senhor sinceramente, Ele trabalharia neles e lhes circuncidaria o coração. Eles deviam fazer a escolha, em meio ao cativeiro, de voltar para Deus, e Ele os conduziria de volta para Si e para a terra, e ali na terra os abençoaria. Parte da bênção é que Ele trabalharia neles para mudar-lhes o coração ainda mais em Sua direção, de modo que amassem “o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração e de toda a sua alma, para que” pudessem viver.

No fim, atendendo às sugestões divinas (ver Atos 5:31), eles deviam se arrepender verdadeiramente de seus pecados. Embora lidando com um contexto histórico diferente, Ellen G. White escreveu: “O povo lamentava porque seus pecados tinham trazido sofrimento, e não por terem desonrado a Deus transgredindo Sua santa lei. O verdadeiro arrependimento é mais que tristeza pelo pecado: é uma decidida renúncia ao mal” (Patriarcas e Profetas, p. 557). Essa é uma verdade que podemos ver em Deuteronômio 30:1-10.

Como podemos identificar a diferença entre lamentar as consequências dos nossos pecados, o que qualquer um pode fazer, e lamentar os próprios pecados? Por que essa distinção é tão importante?

Quarta-feira, 24 de novembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.